quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mônica Moreira Lima nos representa no Agora é Tarde

   
clique aqui e assista todo
    A jornalista, radialista e professora da Universidade Federal do Maranhão, UFMA, Mônica Moreira Lima foi entrevistada na noite de terça-feira,21, do programa Agora é Tarde, da Band, apresentado por Rafinha Bastos. (clique aqui para assistir).
    Em pouco mais de 13 minutos a maranhense rubrou a cena com descontração plena ao falar sobre sexo. Brincou com o apresentador, com o músico André Abujamra, e fez propaganda do livro "Sexo para maiores de 18 cms". 
    A apresentadora do programa "Sem Vergonha", na TV Guará, Mônica projetou com inteligência a televisão maranhense.

Renato Dionísio está cotado para presidir a Func a partir de janeiro de 2015

   
Renato Dionísio
O empresário Renato Dionísio, assessor especial da prefeitura de São Luís, é o provável presidente da Fundação Municipal de Cultura a partir de janeiro de 2015. Dionísio é pedetista histórico e tem protagonizado momentos destacáveis na história recente da cultura popular de São Luís como presidente da Favela do Samba, colecionadora de troféus de campeão do carnaval de passarela da cidade, e dirigente fundador do Boi Pirilampo.Neste último tem revelado sua banda compositor. Desde 2012, o empresário mantém afastamento estratégico da Favela. Embora, seja eterno presidente de honra com voz e vez no comando da escola do bairro do Sacavém.
    Ex-presidente da Coliseu na administração do prefeito Jackson Lago, Dionísio teve seu nome especulado para integrar a equipe do governador eleito Flávio Dino (PCdoB). No terreno da especulação, Dionísio apareceu ao lado de Joãozinho Ribeiro, ex-secretário de Cultura na administração do governador Jackson Lago, e Antonio Padilha, professor da Ufma e ex-secretário de Cultura na administração do governador José Reinaldo Tavares, o nome do pedetista.
    A não improvável ida de Renato Dionísio para a presidência da Func supriria a vacância do cargo pelo professor Francisco Gonçalves, este sim cotado para fazer parte da equipe de Flávio Dino. Renato Dionísio e Francisco Gonçalves já estariam conversando sobre a Fundação Municipal de Cultura. No primeiro momento, o nome de Gonçalves surgiu no cardápio de secretariáveis para a pasta da cultura. Com orçamento baixo, a Secma confere mais prestígio que intervenção política ao gestor. 

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Dilma ultrapassa Aécio
Região
Jornal do Commercio: PT faz ofensiva em Pernambuco
O Liberal: Jornal de Helder Barbalho ataca governo de Ana Júlia
O Povo: A 5 dias da eleição, ataques se intensificam
Nacional 
Correio: Como o bolso influencia o voto do brasileiro
Folha: Otimismo com economia dispara e beneficia Dilma
O Estadão: Agência federal e SP trocam acusações sobre crise da água
O Globo: TSE diz que campanha virou a do "vote no menos pior"
Zero Hora: Com o peso da eleição 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Na Coluna do CLÁUDIO HUMBERTO


PARTIDO MILIONÁRIO

Dinheiro para o PT não é problema, como diriam Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o tesoureiro petista João Vaccari. O partido aumentou em R$ 40 milhões a previsão de gastos nos últimos 5 dias. No total, serão R$ 338 milhões. Isso no caixa 1.

CAMPANHA CARA
A campanha do PSDB a presidente não fica muito atrás, em termos de gastos previstos. O partido informou ao TSE a previsão de gastos de até R$ 290 milhões para tentar eleger Aécio Neves presidente. 

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Dilma ultrapassa Aécio
Região
Jornal do Commercio: Dilma na frente, mas com empate técnico
O Liberal: Aécio garante obras do BRT; asfalto na BR-163 e hidrovia
O Povo: Primeiras 15 estações vão funcionar em novembro
Nacional 
Folha: Dilma atinge 52% e Aécio tem 48%, aponta Datafolha
O Estadão: Dilma tem 52% e Aécio, 48% em empate técnico, diz pesquisa
O Globo: Dilma passa Aécio, mas empate técnico continua
Zero Hora: Preço da soja cai e projeta lucro menor

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Frase do dia - Essa, poeta, é de lascar!


Dilma X Aécio na cultura


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Governo Dino deve extinguir secretarias
Região
Jornal do Commercio: Dilma e Aécio em debate civilizado
O Povo: Tensão e confronte entre candidatos
Nacional 
Correio: Dilma e Aécio baixam temperatura de debate
Folha: Maioria sofre falta d´água em SP e já planeja estocar
O Estadão: Dilma admite que houve desvio de verbas na Petrobras
O Globo: Caso Petrobras é destaque em debate sem ofensas
Zero Hora: Ficou no paredão

domingo, 19 de outubro de 2014

Charge do dia - CABALAU


Mônica Moreira Lima está entre os exonerados da Casa Civil de Roseana Sarney

    A jornalista Mônica Moreira Lima está entre os 48 nomes que foram varridos da Casa Civil do Governo Roseana Sarney desde que a filha do senador José Sarney perdeu as eleições apoiando o senador Lobão Filho (PMDB-MA). A informação está na edição deste domingo, 19, do Jornal Pequeno.
    Segundo o chefe da Casa Civil do recém-eleito Flávio Dino (PCdoB), deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), os servidores "se não houver prejuízo na pasta, vai ficar provado que essas pessoas não contribuíam efetivamente no trabalho". A jornalista foi incluída no quadro de comissionados pelas mãos do ex-secretário Luiz Fernando Silva. Marcelo Tavares vê excesso de nomeações.
    Mônica faz parte do quadro de radialista da Rádio Capital, emissora de propriedade da família do senador eleito Roberto Rocha (PSB). Além dos microfones da rádio, a jornalista apresenta e produz o programa "Sem Vergonha", na TV Guará (Canal 23).
    Entre os exonerados há outros ilustres como a irmã da cantora Alcione "Marrom"Nazaré, Ivone Dias Nazareth.





MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Transporte público - Prefeitura tem até amanhã para lançar edital de licitação
Região
Jornal do Commercio: Um país dividido
O Povo: A eleição mais imprevisível da história
Nacional 
Correio: Acuada, Dilma admite corrupção na Petrobras
Folha: Desmate da Amazônia na gestão Dilma volta a crescer
O Estadão: Dilma admite que houve desvio de verbas na Petrobras
O Globo: Dilma agora admite corrupção na Petobras
Zero Hora: Um mergulho nas águas do descaso

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Roseana define dois nomes para transição
Região
Jornal do Commercio: Marina apoia Aécio
O Povo: A cada três dias, pelo menos uma mulher é estuprada
Nacional 
Correio: Marina votará em Aécio. E inda fará campanha
Folha: Marina compara Aécio a Lula ao dar seu apoio ao tucano
O Estadão: 
O Globo: Marina apoia Aécio, e Dilma só vê "uma pessoa, um voto"
Zero Hora: Uma semana depois, Marina apoia Aécio

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Lambe-Lambe: Por do sol na região do Pindaré (Maranhão)


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Dilma e Aécio empatam tecnicamente no 2º turno, dizem pesquisa
Região
Jornal do Commercio: Delator revela divisão de propina na Petrobras
O Povo: Empate técnico: Aécio tem 51% e Dilma, 49%
Nacional 
Correio: 3% da corrupção na Petrobras iram para o PT, diz delator
Folha: Tesoureiro recebia propina para o PT, dizem delatores
O Estadão: PT recebia 3% dos contratos da Petrobras, diz ex-diretor
O Globo: Delação detalha fatiamento de propina dentro da Petrobras
Zero Hora: A propina segundo seus delatores

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Justiça no Maranhão: Telefones da Comarca de Maracaçumé não funcionam há mais de 15 dias

    Os telefones fixos da Comarca de Maracaçumé estão com problemas há mais de 15 dias. Segundo informações da Secretaria Judicial da unidade, a operadora OI já foi comunicada do problema por mais de uma vez e ficou de mandar um técnico para verificar a causa da irregularidade, mas até agora isso não aconteceu. Notificado da situação, o setor de Informática do Tribunal de Justiça já fez o chamado para a OI.

    Comarca de entrância inicial e vara única, Maracaçumé dista 206 km da capital. O titular da unidade é o juiz Rômulo Lago e Cruz. O Poder Judiciário de Maracaçumé funciona na Rua Bom Jesus, s/n, Centro.

Do Meio-Norte : Flávio Dino decide na sexta o apoio do 2º turno

    A coligação Todos Pelo Maranhão fará uma série de reuniões nesta semana e definirá até sexta-feira (10/out) o posicionamento na disputa do segundo turno. A tendência é manter o “palanque aberto” utilizado no primeiro turno – ou seja, cada um dos nove partidos fica liberado para apoiar o candidato a presidente que preferir.
    A informação foi dada pelo governador eleito do Maranhão Flávio Dino em entrevista à CBN em cadeia nacional. Flávio afirmou que a tendência é que ele mantenha a posição de neutralidade na disputa presidencial, liberando os nove partidos para apoiarem os seus candidatos.
    “Todos os partidos foram muito importantes nesta ampla aliança que construímos para derrotar a oligarquia mais antiga do Brasil”, afirmou. “Eu, como candidato a governador, fiador dessa aliança e representante de todas as forças que integram a coligação, mantive uma posição de neutralidade. Não posso simplesmente ignorar os acordos que fiz no primeiro turno. Isso seria um desrespeito a meus parceiros na grande vitória”.

Lambe-Lambe: A gaiola da loucura


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Licitação de linhas de ônibus terá de ser aberta até dia 20
Região
Jornal do Commercio: PSB vai com Aécio
O Povo: A disputa pelo eleitorado de Marina Silva
Nacional 
Correio: PF flagra avião com R$ 116 mil no aeroporto JK 
Folha: Brasil cresce pouco por problemas internos, diz FMI
O Globo: Mantega usa tática do medo contra PSDB na economia

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Estadão - Eleições 2014: 'Comunista' deve apoiar tucano para presidente


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA:  Prefeitura deixa de cumprir prazo de TAC do transporte
O Imparcial: Caso Edmar Cutrim - Glalbert é o mais votado nas cidades citadas em gravações 
Região
Jornal do Commercio: Fiel da balança
O Povo: Agressividade aumenta no 2º turno
Nacional 
Correio: Reguffe segue Marina e sinaliza apoio a Aécio
Estadão: Marina  vai apoiar Aécio e pedir aliança de programa
Folha: Marina define posição e anunciará apoio a Aécio
O Globo: Marina impõe condições para declarar apoio a Aécio
Zero Hora:  Dois modelos de governo em xeque na briga pelo planalto

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Na Coluna da MÔNICA BERGAMO (Folha)


Eleições 2014 - Votação dos candidatos a presidente no Maranhão e em São Luís






Flávio Dino discursa como governador eleito na Praça Maria Aragão

OUÇA O DISCURSO NA ÍNTEGRA AQUI:
PARTE I


PARTE II


Folha de S. Paulo - Após quase 50 anos no poder, grupo de Sarney é derrotado no Maranhão


O Estado de São Paulo


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Dino é eleito governador; Dilma e Aécio no 2º turno
Região
Jornal do Commercio: Pesquisas indicam Dilma e Aécio no 2º turno
O Povo: Disputa recomeça mais apertado do que se esperava
Nacional 
Correio: Discurso de mudança leva eleição ao 2º turno
Estadão:  Dilma e Aécio vão ao 2º turno; Marina indica apoio ao tucano
Folha: Dilma lidera e enfrenta Aécio que arranca com votos de SP
O Globo: Aécio enfrenta Dilma no 2º turno Marina sinaliza apoio ao tucano
Zero Hora: Surpreende. Recomeça. Confirma. Reage

domingo, 5 de outubro de 2014

Eleições 2014 no Maranhão - Deputados federas eleitos e reeleitos


Eleições 2014 no Maranhão - Roberto Rocha é eleito senador


Eleições 2014 no Maranhão - Deputados estaduais (Eleitos)



Eleições 2014 no Maranhão - Flávio Dino é eleito governador no 1º turno




Eleição deixa rastro de sujeira em São Luís (MA)

    O superintendente de Limpeza da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos de São Luís, Semosp, Nelson Buriti, calcula que até a terça-feira, 7, a cidade esteja aparentemente limpa das toneladas de papeis despejadas nas ruas e avenidas.
    O material de campanha eleitoral foi jogado nas vias públicas, principalmente próximos aos locais de votação, durante o período da noite. Na manhã deste domingo, o vento contribuía para que o material se espalhasse ainda mais.
   Segundo Nelson Buriti, serão convocados 300 garis a mais nas equipes da São Luís Ambiental para dar conta da tarefa. Com a chuva que caiu em alguns pontos da cidade, aumentou a dificuldade do trabalho.
ASSISTA AQUI AO VÍDEO DA SUJEIRA ELEITORAL:

O Estadão - Eleições 2014 no Maranhão


MARINA SILVA - UMA HISTÓRIA

Click em cima pra ampliar

Folha de S. Paulo - Eleições 2014 no Maranhão


FRASE DO DIA

"Que Deus tenha piedade do povo brasileiro!"
CARLOS NINA, advogado, membro do Instituto dos Advogados Brasileiros

MARANHÃO SURREAL


Charge do dia - CABALAU ( O Estado do Maranhão)

(tá me cheirando a tucano)

DECLARAÇÃO DE VOTO


Folha de S. Paulo - Eleição para governador


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Quase 4,5 milhões de eleitores vão às urnas hoje no Maranhão
O Imparcial: Uma eleição histórica
Região
Jornal do Commercio: Pesquisas indicam Dilma e Aécio no 2º turno
O Povo: Eunício tem 49% e Camilo, 45% dos votos válidos
Nacional 
Correio: Pesquisa coloca Dilma e Aécio no segundo turno
Estadão: Ibope mostra Aécio à frente de Marina em empate técnico
Folha: Dilma lidera, Aécio acelera ascensão,e Marina recua
O Globo: No último dia, Aécio passa Marina na briga pelo segundo lugar
Zero Hora: Das ruas às urnas

sábado, 4 de outubro de 2014

NA Coluna do CLÁUDIO HUMBERTO

SALADA ELEITORAL 

Apesar de pertencerem a grupos rivais, pesquisas apontam que Gastão Vieira (PMDB), que se descolou do clã Sarney, tem grande chance de ser eleito ao Senado ao lado de Flávio Dino (PCdoB) ao governo.

Weverton Rocha é um dos 26 deputados que tiveram projetos aprovados



Como vota Zeca Baleiro em São Paulo


Dilma tem maior votação do país no Maranhão

    A maior intenção de voto em Dilma Rousseff (PT) está no Maranhão, segundo pesquisa Ibope. No estado em que a presidente é aliada dos Sarney, pedindo voto para o ex-ministro do Turismo Gastão Vieira (PMDB), 71% dos entrevistados pelo levantamento do instituto desejam sua reeleição. Em todos os nove estados do Nordeste, Dilma Roussef aparece na frente de Marina Silva e Aécio Neves.
    No Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraná, Dilma e Marina estão empatadas tecnicamente.  No Acre, Marina está 14% na frente da presidente Dilma.

    Marina aparece na frente de Aécio em 16 estados. Em São Paulo, o tucano está tecnicamente empatado com a candidata do PSB.

Dilma
Marina
Aécio
EMPATE TÉCNICO


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
Jornal Pequeno: Roseana Araponga
O Estado do MA: Ministro do STJ considera grave denúncia contra Edmar Cutrim
Região
Jornal do Commercio: Vale o segundo turno
O Povo: Quem é o eleitor que vai definir 
Nacional 
Correio: Após o debate, a disputa voto a voto pelo 2º turno
Estadão: Marina diz que PSDB 'costuma perder'do PT;Aécio poupa rival
Folha: Empate técnico na eleição faz dólar cair e Bolsa subir
O Globo: Adversário de Dilma no 2º turno está indefinido
Zero Hora: Super sábado. Super domingo

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Moraes Moreira - Um sonho chamado Marina

Na FOLHA DE S. PAULO


Lambe-Lambe: Adesivo de campanha


Charge do dia - CABALAU


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Lobão Filho denuncia Edmar Cutrim por coação a prefeitos
Região
Jornal do Commercio: Paulo e Fernando do PSB seguem na frente
O Povo: Disputa acirrada entre Marina e Aécio pelo 2º turno
Nacional 
Correio: Aécio empata com Marina e embola a briga pelo 2º turno
Estadão: Dilma tem 40%, Marina, 24% e Aécio, 19%, aponta Ibope
Folha: Marina e Aécio empatam no 2º turno
O Globo: Adversário de Dilma no 2º turno está indefinido

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

DO MARANHÃO: UM MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO

    Fome, violência, desemprego, tráfico de drogas, analfabetismo, despejo, pistolagem, insegurança, racismo estatal, mortalidade infantil, sucateamento das escolas públicas, hospitais que mais parecem praças de guerra, trabalho escravo e precarizado, corrupção, desastre ecológico! Tudo isto faz parte da rotina do Maranhão, que vive hoje várias situações de barbárie e de absoluto desrespeito aos direitos fundamentais das pessoas.
    Entre os anos de 2000 e 2012, o Maranhão foi o estado brasileiro onde mais cresceu o número de assassinatos. Neste período, o aumento foi de alarmantes 408%! Desse total de mortos, 85% foram de negros. Entre 2003 e 2013, para cada quatro bolsas família distribuídas aqui, foi gerado apenas um novo emprego! Esta relação entre geração de emprego e bolsa representa apenas 20% da média nacional. Além disso, somos o estado que mais recebe estas bolsas, com quase 60% das famílias que vivem no Maranhão sendo atendidas pelo Programa. Não é por acaso que hoje temos um milhão e meio de maranhenses vivendo fora, num exílio, em busca de trabalho. No Brasil, ninguém migra mais de sua terra que os maranhenses.
    Toda esta situação de miséria, sofrimento e dependência faz parte de uma crise que passa pela profunda desigualdade social, concentração de renda e de terras e depravação do poder público em conluio com grandes corporações. Faz parte do cotidiano de um estado que há décadas vive submetido ao domínio de uma estrutura oligárquica e de uma economia predadora. Por isso, o Maranhão é vítima desses mais diferentes flagelos, tendo os piores indicadores sociais do Brasil.
    No início deste ano, o mundo inteiro ficou chocado com os problemas oriundos da Penitenciária de Pedrinhas, em São Luís. Esta é uma das consequências do que estamos falando. Pedrinhas, a catástrofe, é um reflexo dessa crise maior! Sendo assim, é lógico que o Maranhão precisa de mudanças! Porém, é impossível falar em mudar esta trágica realidade, sem tratar de duas questões:
1º - O modelo de desenvolvimento econômico.

2º - A democratização do Estado.

Economia assassina
    Um dos principais problemas do Maranhão, responsável por várias de nossas misérias, são os grandes empreendimentos empresariais (os chamados grandes projetos) implantados em nossa terra, ganhando bilhões, explorando trabalhadores, destruindo riquezas naturais e produzindo inúmeros impactos negativos.
    O maior exemplo é o Programa Grande Carajás, que há mais de 30 anos tem como principal agente a empresa Vale, ligada à exploração de minério na serra de Carajás. Dona do Porto de Ponta da Madeira, na ilha de São Luís, e da Estrada de Ferro Carajás, essa empresa passa com o seu gigantesco trem pelo Maranhão, carregando “ouro em pó”, gerando uma quantidade insignificante de empregos (se comparado aos lucros obtidos), atuando com isenção fiscal, matando pessoas e animais, provocando devastação ambiental e todo tipo de poluição, agredindo culturas tradicionais e agindo em sintonia com a expansão do latifúndio, da grilagem, do trabalho escravo e da extração ilegal de madeira, com destaque para terras indígenas e unidades de conservação.
    Um exemplo específico de desastre social provocado pela Vale e por empresas a ela ligadas é o povoado de Piquiá de Baixo, em Açailândia. Sufocados pela poluição de usinas de produção de ferro gusa, os moradores, há mais de uma década, cobram das empresas e do poder público sua remoção para outro lugar. A solução do problema é sempre adiada, constituindo-se em caso emblemático no Brasil de racismo ambiental e de violência absurda e silenciada, resultante de décadas de conivência dos agentes públicos com o modelo econômico.
    Empresas como Alumar, Suzano Papel e Celulose, Eneva (Termelétrica Porto do Itaqui), além de grandes projetos de monocultivos, pecuária extensiva, carvoaria, turismo, pesca predatória, exploração de gás natural e petróleo, são outros exemplos desses enormes empreendimentos que, no geral, prejudicam os maranhenses, na medida em que intensificam o histórico desrespeito a direitos trabalhistas, estão vinculadas ao poder descontrolado do capital e aproveitam-se da fragilidade e cumplicidade dos órgãos de fiscalização.
    Outra calamidade, fruto deste modelo econômico, é a questão fundiária. Entre todos os estados brasileiros, o Maranhão é um dos que tem a maior concentração de terras e o maior número de conflitos e assassinatos no campo. O latifúndio avança a partir de fraudes de documentos, feitas com a conivência de cartórios e autoridades públicas. Tudo para legalizar a grilagem, o roubo das terras, feito por empresas e fazendeiros.
    E hoje, quando se trata deste problema, estamos falando também de soja, cana de açúcar, eucalipto, enfim, do agronegócio, que entre várias consequências, além de mortes e conflitos, provoca êxodo rural, aumento do custo da terra, inchaço das cidades, violência urbana e a ausência de uma produção agrícola voltada para a produção de alimentos mais baratos e saudáveis, através da agricultura familiar. Como resultado, hoje o Maranhão importa arroz até do Vietnã, quando já foi, há algumas décadas, um dos maiores produtores do Brasil!
    A solução passa pela reforma agrária, pela titulação de territórios quilombolas e de comunidades tradicionais e demarcação de terras indígenas, bem como pelo reconhecimento da legitimidade da existência destes grupos sociais com organização cultural diferenciada, com proteção dos seus territórios. No caso dos municípios próximos a terras indígenas, é preciso repensar a economia destas regiões, que vivem submetidas a madeireiros (que em alguns casos são deputados, prefeitos e secretários de estado) e outros criminosos que exploram a floresta e seus povos. Isso faz parte de uma mudança maior, que implica, também, em repensar de forma mais ampla e profunda todo o modelo econômico implementado hoje no Maranhão.
Um Estado que age contra a sociedade
    O Brasil inteiro sabe que o Maranhão vem sendo dominado por uma estrutura oligárquica. Uma estrutura herdada, reestruturada e comandada pelo hoje decadente senador José Sarney (PMDB-AP), sendo avalista do nefasto modelo de desenvolvimento econômico, especialmente dos exploradores do minério e dos latifundiários-grileiros. Além disso, na prática, esta oligarquia também degenera e inviabiliza, consideravelmente, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, além de setores do Ministério Público. Hoje, além do velho patrimonialismo, nossas instituições estão submetidas ao crime organizado, máfias, gangues de agiotas.
    O modelo de desenvolvimento e o Estado oligárquico, unidos, geram mazelas como, por exemplo, as liminares de despejo contra camponeses. Trata-se de uma rotina no Maranhão! Iniciativas de membros do Judiciário, associados ao Poder Executivo estadual, com conivência e/ou omissão do Legislativo, permitem que pistoleiros e policiais militares destruam moradias e plantações, matem, prendam, deixem famílias desabrigadas e, em grande parte dos casos, sem ao menos o direito de registrar ocorrências em delegacias de polícia. Essas iniciativas favorecem os mesmos que cometem as fraudes nos cartórios.
    Outra forma de violência é o abandono da educação escolar, pois esse mesmo Estado oferece um serviço público que vai além da inoperância, prevalecendo um ambiente brutal. Hoje, quando se lança este manifesto, várias escolas estão simplesmente fechadas, entregues a “reformas”, em pleno ano letivo. E quando têm aulas, professores e alunos ficam vulneráveis a ação do tráfico de drogas, a ponto de estudantes adolescentes - as maiores vítimas deste processo - entrarem com armas de fogo nos colégios! Os índices oficiais revelam os resultados do abandono.
    Além disso, faltam políticas específicas voltadas para a educação no campo. Já as escolas indígenas padecem de precariedades ainda maiores, pois, desde 1999, o governo estadual não reconheceu a legislação federal e não criou as categorias de escola e professor indígenas, dessa forma, as escolas não existem de direito e muitas não têm condições de funcionar.
    Nos municípios e regiões do interior do Maranhão, os serviços públicos são precários e sem qualidade, a fiscalização é ineficiente e o cidadão desprotegido. Faltam núcleos da Defensoria Pública, promotores públicos, varas judiciárias que possam lidar minimamente com os diferentes conflitos. Uma das consequências é a impunidade de latifundiários, pistoleiros e grileiros, ao mesmo tempo em que ocorre a criminalização de lideranças e da própria sociedade civil organizada como um todo, quando essa critica o papel do Estado, sua presença seletiva ou sua cumplicidade com poderes escusos. Também podemos destacar a permanente vulnerabilidade de mulheres, crianças e idosos, sujeitos às mais variadas formas de violência.
    A dívida pública do Maranhão é de 7,9 bilhões, o que corresponde a mais de 55% do orçamento anual do Estado, que é de 14 bilhões. Essa dívida, que em tese foi feita para que houvesse mais investimentos junto à população, passa na verdade pelo financiamento de campanhas eleitorais, inclusive de muitos dos que hoje se colocam no papel de dissidentes da oligarquia. Sendo assim, seria fundamental uma auditoria sobre este débito. Temos o direito de saber a origem desse rombo e de como todo este dinheiro foi gasto.
    Diante destes antigos problemas, o debate público é prejudicado, pois a concentração dos meios de comunicação, no Maranhão, também é a maior do Brasil. Os tradicionais veículos estão nas mãos da oligarquia e/ou são sustentados com dinheiro público, em mais uma atividade marcada pela ilegalidade, envolvendo agências de publicidade que transitam pelos grupos políticos mais fortes, num ambiente onde não existe qualquer transparência.
    Este ano, o senador José Sarney está encerrando a sua carreira parlamentar, derrotado pela opinião pública e por seus próprios erros. Porém, esta estrutura ficará intacta. Até um museu, montado a partir de sucessivas ilegalidades e sustentado pelo Estado, estará mantido no Centro Histórico de São Luís, dentro do antigo Convento das Mercês, como um culto à personalidade do oligarca.
    Desmontar e superar toda esta estrutura, continuará sendo um dos desafios da sociedade maranhense, para os anos vindouros. A mudança que precisamos não pode se restringir a nomes, discursos ou grupos políticos. A estrutura oligárquica somente deixará de se reproduzir se outras práticas, compromissos, prioridades forem implementados e se o modelo de desenvolvimento for confrontado.
A nossa agenda
    Estes são alguns pontos que estamos levantando, sem a mínima pretensão de esgotar esta discussão e com o desejo de ampliá-la. Queremos também - num ano de eleições gerais - colocar na agenda pública questões que normalmente, salve honrosas exceções, têm ficado fora dos assuntos tratados nas sucessivas disputas político/partidárias, ocorridas em nosso estado.
    A partir da conjuntura brasileira do biênio 2013/2014, marcada pelas manifestações de rua em todas as regiões do país e por movimentos locais de resistência e luta, queremos agir e refletir, mais profundamente, sobre estas questões maranhenses, sem estar submetidos a interesses meramente eleitorais.
    Para mudar esta nossa realidade é fundamental organização social, formação, articulação de diferentes lutas, mobilização e ampla participação popular. Se, no Brasil, muitos falam em uma crise de representação, no Maranhão, esta representação praticamente faliu. A “nossa” classe política, com raras exceções, não é servidora pública, mas sim um bando, atuando para saquear o Estado.
    Neste cenário, o nosso papel, o papel da sociedade, é de exigir que o Estado seja orientado pelos interesses na maioria da população, que coincide com aquela parcela majoritária e mais vulnerável em todos os aspectos. Além disso, temos que ampliar e continuar a fazer o enfrentamento a esse modelo de desenvolvimento predador, imposto pelo poder econômico e político. Um modelo que enxerga tradicionais modos de vida, ambientes, territórios, grupos sociais e modos de produção como obstáculos ao desenvolvimento. Seguiremos na resistência! Continuaremos a nos opor a esta noção de progresso e modernidade.
Para tanto, nossa agenda se pauta por:
1) Reforma agrária e urbana; regularização fundiária de terras indígenas, quilombolas, de comunidades tradicionais e de comunidades urbanas; combate à especulação imobiliária; fim dos despejos no campo e na cidade.
2) Priorização da agricultura familiar e camponesa, da economia de extrativismo de povos e populações tradicionais, da economia solidária e da pequena produção; respeito, proteção e reconhecimento dos povos e populações tradicionais e de seus modos de vida por parte do Estado, com políticas que imponham limites para que as grandes corporações e o agronegócio não avance de forma predadora como tem ocorrido sob a proteção do aparto estatal em suas mais variadas formas de atuação (isenções fiscais, aparato repressivo etc.); regularização das áreas de proteção ambiental já criadas no Estado, com proteção às populações nela inseridas de acordo com a Legislação específica, como é o caso das reservas extrativistas criadas; remoção imediata dos empecilhos colocados pelo Governo do Estado para criação de novas áreas, que apenas aguardam o assentimento do Governo do Estado, como é o caso da Reserva Extrativista do Tauá-Mirim.
3) Efetiva fiscalização trabalhista e ambiental; geração de emprego e renda; combate efetivo ao trabalho escravo em suas várias modalidades.
4) Efetivação de sistema de saúde público e de qualidade; ampliação do atendimento; respeito às tradições e formas populares de enfretamento a problemas de saúde; combate à monetarização e privatização da saúde, que não deve ser objeto de favorecimentos de máfias, aparelhamentos e barganhas políticas.
5) Melhoria da qualidade de ensino; combate ao favorecimento, aparelhamento e barganhas políticas das escolas; reforma e democratização do ensino público, com eleições diretas para cargos de direção nas escolas; construção e melhoria de escolas no campo e na cidade; respeito às especificidades de comunidades tradicionais, povos indígenas e camponeses, garantindo sua participação na elaboração de políticas educacionais. Efetiva priorização da Educação, abrangendo, ainda, a valorização do trabalhador da Educação (técnicos, docentes e todos os profissionais que trabalham na área).
6) Combate à violência urbana e rural; humanização e não privatização do sistema penitenciário; controle social da estrutura de repressão do estado; fim do extermínio de jovens negros e pobres; combate à impunidade; respeito ao direito de culto, em especial com relação às religiões de matriz afrobrasileira; combate à violência contra a mulher, crianças, idosos, homoafetivos; fim do racismo institucional.
7) Implementação de instrumentos de transparência dos serviços públicos; combate à corrupção; controle social das várias instâncias do Estado.
8) Democratização ao acesso de bens culturais; transparência na destinação de recursos para as manifestações culturais, fim da privatização de festas tradicionais e populares, fim do aparelhamento político das manifestações lúdicas.
9) Combate ao desmatamento e às práticas de madeireiros; regularização e fiscalização de unidade de conservação, respeitando os direitos de povos e populações tradicionais; combate à poluição; conservação dos biomas maranhenses (cerrado, campos alagados, floresta amazônica, florestas de babaçuais, caatinga, manguezais); preservação dos rios e da qualidade da água; fim da corrupção na liberação de licenças, alvarás e permissões nos órgãos ambientais; construção de instrumentos efetivos de participação nos processos decisórios relativos ao meio ambiente; efetiva estruturação econômica e técnica dos órgãos estatais de regulação e fiscalização ambiental.
10) Apuração rigorosa e punição aos mandantes e executores de assassinatos dos camponeses, indígenas e quilombolas, como foram os assassinatos emblemáticos das lideranças do campo Flaviano, Brechó, Cabeça, dentre outros, que seguem sem qualquer resposta dos órgãos do estado que, em tese, deveriam tratar com igualdade todos os casos de violência contra cidadãos maranhenses.
    Por fim, queremos reafirmar a nossa convicção de que a rua, a praça pública, os protestos e as diferentes formas de ocupação, estão entre os melhores espaços e iniciativas para exigir, reivindicar e travar a luta política. Assim como em todo o Brasil, passa por aí o caminho para as nossas futuras conquistas sociais.
São Luís (MA), setembro de 2014.
Comissão Pastoral da Terra (CPT-MA)
Cáritas Brasileira Regional Maranhão
Conselho Indigenista Missionário (CIMI-MA)
Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Jornal Vias de Fato
Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM)
Fóruns e Redes de Defesa dos Direitos da Cidadania
CSP Conlutas - Central Sindical Popular
Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Costeiras Marinhas (CONFREM)
Centro de Apoio e Pesquisa a Pescadores Artesanais do Maranhão (CAPPAM).
Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU do Maranhão (SINTRAJUFE/MA).
Grupo de estudos Lida/UEMA – Luta Sociais Igualde e Diversidades
Coordenação Regional da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO) - Região 1
RUA – Juventude Anticapitalista (Imperatriz)
UC - Unidade Classista - Imperatriz-MA
Centro Acadêmico de Serviço Social - UFMA
Centro Acadêmico de Geografia da UFMA Gestão "Refazendo Caminhos"
Assentamento Viva Deus - Estrada do Arroz - Imperatriz-MA
Movimento de Resgate do Grande Santa Rita - Imperatriz-MA
Sindicato de Pescadores e Pescadoras do município de Icatu
Cooperativa de pescadores artesanais do município de Carutapera
Sindicato de Pescadores de Cururupu
Associação das comunidades da reserva extrativista de Cururupu

FRASE DO DIA

"Nenhum candidato tem agenda para a cultura. Ela é dependente e descartável, quando ligada ao gosto fino da elite branca, ou assistencialista,quando voltada para as comunidades carentes".
FERNANDA TORRES, atriz, no artigo A encruzilha da cultura",sessão "Ombudsman por um dia " da Folha de S. Paulo. 

Filme sobre Joãosinho Trinta será lançado no Rio

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MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Segurança, Saúde e Saneamento dominam debate da Tv Mirante
O Imparcial: Sem acordo, greve dos bancários continua
Região
Jornal do Commercio: Dilma amplia vantagem
Meio-Norte: Wellington vence no 1º turno com 51,3%
O Povo: Eunício tem 39% e Camilo, 37%
Nacional 
Correio: Quatro dias que vão decidir as eleições
Estadão: Dilma abre 14 pontos; disputa entre Marina e Aécio se acirra
Folha: Aécio encosta em Marina; Dilma mantém vantagem
O Globo: Marina volta a cair e já é ameaçada por Aécio