![]() |
| Click em cima pra ampliar |
Mostrando postagens com marcador Marina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marina. Mostrar todas as postagens
domingo, 5 de outubro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Eleições 2014: Ponto Final da Mirante AM escorrega na Lei Eleitoral
O radialista Roberto Fernandes abriu o programa Ponto Final, do Sistema Mirante de Comunicação, desta sexta-feira, 5, criticando a postura da candidata Marina Silva. Sem que nem pra que o nome da candidata à Presidência foi pinçado entre os demais. O comentário foi feito fora de contexto. Para justificá-lo o radialista citou que "ontem (quinta-feira) a candidata do PSB se encontrou com representantes do setor do agronegócio".
A crítica do comunicador seria justificada pela postura de Marina em abrir o leque de conversações com setores da sociedade que ele mesmo considera "conservador", como por exemplo o agronegócio. O jornalista e advogado serpenteou o assunto para desviar da óbvia opinião contrária ao vota na candidata.
É claro o Art. 45 da Lei 9.504/97, que estabelece normas para as eleições, a partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário: III – veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos ou representantes. A penalidade para a desobediência à Lei Eleitoral é a retirada do ar da programação da emissora por 24 horas.
De maneira velada, Fernandes deixou evidente sua concordância com a instabilidade que o eventual governo da ex-ministra do governo Lula poderia gerar na economia do país. Deu eco ao clima de medo vergonhosamente replicado pelo PT ameaçado de apear do poder após 12 anos no comando do país.
Ao mesmo tempo, o comentário se afina com o pensamento disseminado pelos companheiros do PT, sobre uma suposta inconsistência do plano de governo de Marina Silva, defensora inarredável de uma nova política no país. Seu posicionamento em relação às questões ambientais são a berlinda alvejada pelos adversários da candidata.
Assim como o senador José Sarney (PMDB-AP), o dono do sistema, a equipe de jornalismo do sistema é dilmista por excelência. Leitores do jornal do sistema não devem estranhar se em breve o próprio senador derramar sua tinta venenosa para manchar o nome de Marina. É serviço prestado àqueles que deram sustentação a mais 12 anos de oligarquia no Maranhão. São eles os mesmo que permanecendo no poder central tratarão o ex-senador com deferência.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
FRASE DO DIA
Vou votar Marina porque
meu coração assim ordenou
Gilberto Gil em epígrafe do livro "O efeito Marina", de Alfredo Sirkis (Record)
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
O diabo a quatro - DORA KRAMER
A possibilidade de uma derrota na eleição presidencial já estava no radar do PT há algum tempo. O partido havia abandonado a esperança de vencer no primeiro turno desde que as taxas de rejeição e aprovação à presidente Dilma Rousseff se encontraram.
Os petistas consideravam que a disputa final seria um páreo duro. Perder para Aécio Neves, do PSDB, seria uma hipótese. Remota, é verdade. Principalmente diante da perspectiva de que o horário eleitoral desse à presidente uma dianteira, senão confortável, ao menos segura.
No fatídico dia 13 de agosto último, porém, tudo mudou. Eduardo Campos saiu da vida e Marina Silva entrou na disputa para presidente justamente numa quadra da história em que o País só quer saber de mudança e nada mais. A qualquer custo.
Veio a primeira pesquisa, a segunda, a terceira e as análises precisaram ser revistas. A derrota de Dilma já não se desenhava mais como uma hipótese remota. Enquadrava-se na moldura de uma possibilidade concreta.
Os especialistas em interpretações de pesquisas passaram a dizer que, mantida a tendência e salvo o imponderável, a candidata do PSB se elegeria presidente em segundo turno.
Observam esses mesmos analistas que em 2002 havia um clima semelhante. Na época, a tentativa de mudar começou em abril, com Roseana Sarney. Abatida em maio, com a descoberta pela Polícia Federal de dinheiro sem origem justificada em empresa de propriedade dela e do marido no Maranhão.
O eleitorado, então, fez nova tentativa voltando-se para Ciro Gomes. Subiu nas pesquisas, ficou com jeito de fenômeno em junho, dizimado pelo próprio destempero verbal. Em seguida, a ausência de opções (só havia Anthony Garotinho e o governista José Serra) levou o rio para o mar de Lula.
Hoje, visto do alto o panorama parece pior para o PSDB, que ficaria fora da disputa. Mas, olhando com visão pragmática, o partido perderia o que não tem. Contabilizaria mais uma derrota eleitoral. Péssimo para seus projetos político-partidários? Sem dúvida alguma.
Mas o dano maior mesmo seria para quem corre o risco de perder o que tem. O PT está mais perto de perder o poder do que nunca esteve antes nos últimos anos.
E por poder entenda-se não apenas o federal. Dos dez maiores colégios eleitorais só está em primeiro lugar nas pesquisas para governador em Minas Gerais. Em Estados importantes como São Paulo, Rio, Paraná e Bahia o PT fica entre os 3.º e 4.º lugares.
Nesse quadro, a perda do poder central seria especialmente desastrosa, pois enfraqueceria a legenda também no Congresso, reduzindo seu poder de fogo como força de oposição.
Por essas e várias outras questões relativas ao acomodamento dos companheiros (petistas ou aliados) máquina pública País afora, a inquietação toma conta dos que se veem ameaçados de voltar à condição de 12 anos atrás.
Essa mesma máquina está sendo mobilizada no afogadilho para trabalhar na campanha. Convoca-se o conselho político, reúnem-se assessores de segundo escalão de ministérios e empresas estatais para serem despachados a encontros e debates com o objetivo de defender o governo.
Ou seja, terror e pânico. O clima não chegou ao horário eleitoral. A presidente mantém artificialmente a fleuma e a ideia de que ainda pretende polemizar com o tucano Aécio Neves. Bobagem. Chuva que já choveu.
A inimiga real é Marina e contra ela é que está sendo feita a convocação geral para pôr em prática o uso do "diabo" anunciado pela presidente para ganhar as eleições.
Farão daqui em diante o diabo a quatro para impedir que seja interrompida não a implantação de um projeto de País, mas a execução de um plano de ocupação hegemônica de todos os instrumentos de poder.
Para isso anunciou-se a disposição de fazer "o diabo". Diante do perigo, não há dúvida: haverá de se fazer o diabo a quatro.
Assinar:
Postagens (Atom)
