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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Época subestima poder do oligarequia Sarney no Maranhão

  No perfil "Tudo sobre" o deputado federal e ministro do Meio Ambiente, Sarney |Filho, a revista Época, do grupo O Globo, suprime ao menos dois mandatos da irmã (Roseana Sarney) do político, filho do ex-presidente José Sarney, conselheiro de Michel Temer

    Em um trecho do texto acrítico, a revista informa que..
Seu pai, José Sarney, foi presidente da República entre 1985 e 1990, além de senador por cinco mandatos e governador do Maranhão. Sua irmã, Roseana Sarney, também foi governadora do estado nordestino entre 1995 e 2002.


    Na realidade, Roseana voltou ao governo do Maranhão em 16 de abril de 2009, após o Tribunal Superior Eleitoral depor o governador Jackson Lago, e se reelegeu sob denúncia de abuso de poder econômico em 2010, retornando ao Palácio dos Leões entre 2011-2014.    

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

O futuro da dinastia

Enquanto partidos buscam novas lideranças que encarnem o desejo da população de renovação, um dos mais antigos personagens da política nacional faz troça de quem proclama seu fim. O ex-presidente José Sarney acaba de ganhar quatro bisnetos. “Com tanto bisneto nascendo, vai ser bem difícil o clã (Sarney) sumir”, diz ele, orgulhoso, segundo amigos que o encontraram.

Da Colina Poder em jogo (O Globo)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Estadão - Policial do Senado denuncia missão ‘secreta’ para Sarney

Em entrevista ao ‘Estado’, Paulo Igor Bosco da Silva, autor da queixa que originou a Operação Métis, revela ação não registrada em escritório de ex-senador
Erich Decat,
O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Autor da denúncia que originou a operação da Polícia Federal no Senado na sexta-feira passada, o policial legislativo Paulo Igor Bosco Silva afirmou que seus colegas cumpriram uma missão “secreta” no escritório particular do ex-presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP), em Brasília. O objetivo, como em outros pedidos feitos pelos parlamentares, era descobrir se o local estava grampeado por eventuais escutas ambientais e telefônicas.
    Silva recebeu o Estado na tarde de sábado e detalhou a denúncia apresentada ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. A varredura de grampos realizadas no escritório de Sarney, de acordo com ele, foi feita por meio de uma “ordem de missão oculta”, não numerada, em julho de 2015, quando o ex-parlamentar não exercia mais cargo público.
    “Muitas vezes a emissão de ordem de missão vinha não numerada. Uma ordem de missão não numerada é aquela que está inscrita no papel, mas não entra no controle. Tem a ordem 1,2,3,4, 5 e, a partir do momento que emito uma sem numeração, significa que ela não está entrando no controle. Isso aconteceu na do Sarney”, afirmou Silva. “Ordem de missão não numerada não é normal porque todo documento oficial tem que ter um controle do órgão.” 
    Afastado das atividades por motivos de saúde, Silva, de 29 anos e há quatro anos na Polícia Legislativa, diz que fez a denúncia após suspeitar de que as ações de varreduras tinham como objetivo embaraçar as investigações da PF no âmbito da Operação Lava Jato. Ele nega relação com o fato de estar respondendo a um procedimento interno sob a acusação de dar aulas em um cursinho em horário de expediente. “Não tem fundamento, porque a denúncia que fiz foi de maio e a sindicância é de 31 de agosto”, afirmou.
    Desdobramentos das investigações da PF apontam que um grupo de policiais legislativos, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, “tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da PF em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência”. Entre os beneficiados também foram citados os senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Gleisi Hofmann (PT-PR), além do ex-senador Lobão Filho (PMDB-MA).
    Carvalho e mais três policiais legislativos foram presos pela PF, mas apenas o diretor continua detido. Em nota divulgada na sexta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu a atuação dos policiais subordinados a ele e afirmou que as varreduras não acarretam em outros tipos de monitoramento.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
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Buscas. PF e MPF investigam a atuação de policiais legislativos do Senado para atrapalhar o andamento da Lava Jato
Lava Jato. Silva relatou também uma ordem de “missão não numerada” nos escritórios particulares de Lobão Filho no Maranhão. Na ocasião, porém, houve resistência por parte dos agentes do Senado destacados para a operação.
    “Como era algo que causava estranheza, o pessoal acabou entendendo, por bem, que não seria cumprido se não tivesse a ordem por escrito. E foi feito, apareceu a ordem por escrito e eles foram cumprir. Mas eu me recusei”, afirmou.
    Segundo ele, a recusa ocorreu após notar uma associação do pedido de varredura com uma ação da Lava Jato. “A PF fez uma operação que envolveu o Lobão e pouco tempo depois foi determinado uma varredura nos escritórios particulares e na residência lá no Maranhão.”
    A mesma iniciativa teria ocorrido após batida da PF nas residências do senador Fernando Collor (PTC-AL), realizadas em 15 de julho, em Brasília. “Assim que a Polícia Federal saiu da Casa da Dinda, o pessoal entrou para fazer a varredura. Assim que saíram do apartamento funcional dele, o mesmo procedimento foi feito” disse Igor.
    “Isso me causava estranheza. Se a Operação Lava Jato estava com a autorização judicial e a PF cumpriu uma decisão também com autorização, como é que eu vou, na sequência, no mesmo endereço, fazer uma operação de contrainteligência verificando se existe ou não o grampo? Você pode até me falar: mas o grampo não poderia ser externo, de outro lugar? Poderia, mas também poderia ser da PF. E obviamente não vou saber identificar qual é qual, encontrando um, vou tirá-lo. E evidentemente que isso poderia atrapalhar o andamento das investigações.”
    O policial legislativo afirmou desconhecer de quem partiam as ordens para as missões. “É a dúvida que surge, mas eu também não posso tirá-la. Desconheço se havia alguma determinação superior, alguma combinação. Para cima não sei o que acontecia, sei o que acontecia do Pedro(diretor da Polícia Legislativa) para baixo.”
    Ele revelou ainda que, após a operação de sexta, foi ameaçado por um agente próximo do diretor da Polícia Legislativa. 
Defesa. Procurado pelo Estado, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Sarney, afirmou que o ex-senador não se lembra da varredura em seu escritório. “O Sarney não se lembra dessa varredura. Não tem nenhuma relação com ato secreto. Não tenho conhecimento de que foi feito varredura depois que ele deixou o Senado. Se foi feito depois, ele, como presidente do Senado, pode até discutir se houve alguma questão administrativa, alguma falha. Mas jamais se cometeu um crime.”
    O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, foi procurado ontem, mas não respondeu aos telefonemas até o fechamento desta edição.
Casa escondeu atos em 2009
    As ordens não numeradas da Polícia Legislativa remetem a outro episódio que mostrou uma “caixa-preta” no Senado. Em junho de 2009, o Estado revelou cerca de 300 atos administrativos que não foram tornados públicos, como prevê a Constituição, e favoreciam parentes de parlamentares ou mesmo eles próprios. Esses atos ficaram conhecidos como “atos secretos”.
    Um dos principais personagens daquele episódio foi justamente o então presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Entre os atos secretos esteve a exoneração do seu neto, loteado em um gabinete. O objetivo foi não dar visibilidade a um parente não concursado de Sarney na instituição, quando o Senado já deveria cumprir as regras antinepotismo estabelecidas no ano anterior pelo STF. 
    Na época, Sarney chegou a subir à tribuna e dizer que não sabia “o que é ato secreto”. Dois meses depois, ele admitiu que soubera desde o fim de maio. A mudança de posicionamento foi reação a uma fala do ex-diretor da Casa Ralph Siqueira, de que teria avisado Sarney sobre os atos. 

   Depois que as irregularidades vieram à tona, os atos foram publicados em edições suplementares do boletim. Sarney decidiu não anular as decisões tomadas pela Mesa Diretora, responsável pela publicação dos atos, alegando que não teria poder para isso. 

domingo, 18 de setembro de 2016

Eleições 2016: Grupo de Sarney se fragmenta na eleição

JOÃO PEDRO PITOMBO
DE SALVADOR
18/09/2016  02h00
Dois anos após perder o governo do Maranhão para Flávio Dino (PC do B), o grupo político do ex-presidente José Sarney (PMDB) chega às eleições municipais dividido entre os quatro principais candidatos à Prefeitura de São Luís.
Sem um nome competitivo para disputar as eleições na capital, o grupo do ex-presidente viu o PMDB lançar a candidatura do vereador Fábio Câmara para a prefeitura
A candidatura, contudo, foi lançada à revelia de caciques do partido, como a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão. O resultado das disputas internas foi uma fragmentação.
Tradicionalmente ligado ao PMDB no Estado, o PV do ministro Zequinha Sarney (Meio Ambiente) optou pela candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS), que cresceu na política como opositora dos Sarney.
O empresário Wellington do Curso, do PP, recebeu o apoio de outra parte da família: o deputado estadual Edilázio Júnior (PV), genro de Ronald Sarney, que é irmão do ex-presidente.




Já Gastão Vieira, ex-ministro do Turismo no governo Dilma Rousseff e candidato derrotado ao Senado em 2014, apoia a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), aliado do governador Flávio Dino.
Aliados afirmam que José Sarney não se movimentou nos bastidores por uma unidade do grupo. "Se houvesse diretriz, defenderíamos todos o mesmo candidato. Mas o presidente Sarney não deu um pitaco", afirma Lobão Filho, candidato a governador pelo PMDB derrotado em 2014 e filho do senador Edison Lobão.
Na pré-campanha, os aliados dividiram-se entre os que defendiam a candidatura própria do PMDB e os que queriam apoiar candidatos de outro partido.
Folha apurou que Roseana Sarney foi uma das que não queria candidatura própria e teria defendido apoio a Eliziane Gama ou Wellington do Curso.
O senador peemedebista João Alberto referendou a candidatura de Fábio Câmara, que acabou tendo maioria no diretório municipal.
Lobão Filho também criticou a opção pela candidatura própria. Agora, afirma que ainda não decidiu se apoiará o colega de partido ou se optará pelo "voto útil" em Eliziane Gama.
"Os dois são candidatos preparados, com boas ideias", diz. Sua mulher, a apresentadora Paulinha Lobão, contudo, já anunciou publicamente apoio da família à candidata do PPS.
Uma das principais aliadas da ex-senadora Marina Silva, Eliziane chegou a se filiar à Rede, mas acabou indo para o PPS, seu antigo partido, em busca de mais alianças.
ISOLADO
Primeiro candidato do PMDB em São Luís que cresceu fora da órbita do grupo de Sarney, Fábio Câmara não teve nenhuma manifestação de apoio ex-presidente ou de Roseana Sarney.
"Por incrível que pareça, eles estão com todo mundo, menos comigo. Faço parte, mas não me sinto do grupo", diz Câmara, que começou no PMDB como auxiliar de serviços gerais, limpando banheiros da sede do partido.
Mesmo com adversidades, o peemedebista diz não se sentir intimidado. "Os caciques estão ficando presos em sua própria história. Eles não têm mais base política, estão desconectados", diz.

Pesquisa Ibope divulgada na quarta (14) mostrou Fábio Câmara com 3% das intenções de voto. O líder é Edivaldo Holanda, com 37%.

sábado, 6 de agosto de 2016

Eleições 2016 -Coligação Juntos para seguir em frente I" é a primeira a registrar candidatura

   
Pé no Chão (José Policarpo Lopes) à esquerda
    O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Luís Ivan Sarney (PTB), irmão do ex-senador e ex-presidente da República  José Sarney (PMDB), vai concorrer nas eleições deste ano pela coligação  "Juntos para seguir em frente I".  Pela coligação que apoia a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) concorre à reeleição o vereador Pedro Lucas Fernandes.
     A coligação foi a primeira a fazer o registro de candidaturas às eleições proporcionais junto à Justiça Eleitoral. Formada pelo PEN (Partido Ecológico Nacional) e PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). 
    O PTB colocou 24 nomes para concorrer a uma das 31 vagas do legislativo municipal da capital do Maranhão. O PEN concorrer com 23 nomes. Feio (José Ribamar de Jesus Seixas) é um deles. Tem ainda o líder comunitário da região da Vila Cascavel, Pé no Chão (José Policarpo Lopes). Para concorrer Policarpo colocou sapatos por orientação médica. Entre os candidatos têm ainda cinco professores, um doutor, um dj, um bispo e um pastor.
    Do Sistema Mirante, grupo de comunicação comandado pela família Sarney, concorre o radialista Marcial Lima (PEN), irmão do ex-prefeito de Grajaú, Mercial Arruda, político ligado ao grupo do ex-senador.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ueba! Sarney é um finado vivo! - josé simão

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
Socorro! Todos para o abrigo!
"Ministro da Educação recebe propostas de Alexandre Frota para ensino". Mas o Frota não entende de educação, entende de penetração!
Rarará!
Primeira proposta do Frota: o Enem vai ser anual e vaginal!
Rarará!
E prova oral é boquete!
E vão autorizar passar filme pornô nas escolas?
Rarará!
Oba! Vazou mais um áudio: o Sarney. E como esse Machado conseguiu gravar o Sarney? Voz do além!
E o Sarney tá mais vivo que a gente pensa. O Sarney é um finado vivo.
Morimbundo de fogo!
E esse Machado grampeando o PMDB todo: Jucá, Renan e Sarney.
Isso não é um Machado, é uma serra elétrica!
E o Renan quer barrar a delação premiada.
Ele quer negação premiada. E como diz a tuiteira Simone Camargo: o Renan devia barrar tinta de cabelo acaju!
Rarará!
Todos contra a Lava Jato. Muda para Lavarabo, todos com o cu na mão! Rarará!
Diz que o cara tem mais gravações. PMDB: Partido com Medo das Bombas! Vai sair a discografia completa do PMDBOMBA! PMDBÚM!
Explodiu!
Rarará!
E essa: "Zé Dirceu é citado em nova fase da Lava Jato".
De novo?
O Zé Dirceu vai ter que viver umas quatro vidas pra pagar as penas.
E, quando voltar da quarta vida, vai direto pra cadeia.
Rarará!
Eu proponho penas mais duras: virar torcedor do Palmeiras, aceitar visita íntima da Jandira Feghali e ficar mais 20 anos no PT!
Rarará!
O Dirceu está preso ao destino de preso: preso na ditadura, preso no mensalão e preso no petrolão.
Vai pedir música no "Fantástico".
O Dirceu é uma mistura de Stálin com Mazzaropi!
E, pelos áudios vazados, a gente vê que o impeachment foi apenas uma troca de corruptos!
Não tem virgem na zona!
Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Hoje, só amanhã!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno! 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Documentário expõe desavença de Sarney com Haroldo Tavares

   


    Sarney é ingrato com seus colaboradores. Essa é a mensagem do documentário "Haroldo - o que usou sonhar", dirigido por Luiz Fernando Baima e João Ubaldo de Morais com produção de Joaquim Hackel. O filme foi bancado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio exclusivo do Mateus, e teve uma versão apresentada a um público contado nos dedos em sessão na noite de segunda-feira, 23, no Auditório Josué Montello, do UniCeuma (*). 
    O reitor da universidade dos Fecury informou que ficou impressionado com a repercussão do convite  ao seleto público. Presentes a família do cinebiografado, imortais da Academia Maranhense de Letras, amigos do imortal Joaquim Haickel como Celso Veras, Helena Barros Heluy e outros tantos do nosso belo quadro social. Quase todos admiradores de Haroldo, e, de Sarney.
    Haroldo Tavares, formado engenheiro em Minas Gerais, foi secretário de Viação e Obras Públicas no governo José Sarney (1966 - 1971). É dele a autoria dos projetos da: Ponte de São francisco, da Barragem do Bacanga e da Lagoa da Jansen, a criação da TV Educativa, o asfaltamento da BR-135 e todas as obras que Sarney costuma afirmar que fez.
    Para realizar as obras, Haroldo Tavares buscou recursos por contaal  própria junto ao Basa e instituições financeiras e ao secretariado à revelia do chefe do Executivo. Ao menos essa é a informação que o sobrinho Jaime Santana repassada.
    Jaime Santana, Benendito Buzar, Bento Moreira Lima, Américo Azevedo Neto, José Reinaldo Tavares, Benendito Pires I e Adolfo dão depoimentos generosos sobre o cinebiografado. O documentário, em versão ainda não definitiva, tem quase duas horas de duração. Um doc longa. Ilustrado por imagens da época, algumas narradas pela tronitroante voz do Canal 100 (aquele do ..que bonito é....), que personificava o jornalismo de cinema no tempo da ditadura.
    Sarney rompeu com Haroldo ou vice-versa e jamais superaram tal desavença. Tavares morreu em 2013, rompido com o ex-chefe. No final da década de 90, porém, durante o governo Roseana Sarney Haroldo Tavares no comando da Ital, fábrica de barcos de fibra, vendeu ao governo do estado um grande lote de barcos para doar às colônias de pescadores, financiados pelo BEM. Ficaram à deriva, os barcos e o projeto de fortalecimento da pesca no Maranhão.
    Apenas Bento Moreira Lima pincela a história dos barcos. Por testemunha desta aventura, ainda restam dois exemplares cingrando as águas da baía de São Marcos, diariamente na travessia entre São Luís e Alcântara. Apenas Bento Moreira Lima, também engenheiro e amigo do Sarney, pincela a história dos barcos.
    A equipe do Mavam (Museu do Áudio Visual do Maranhão) captou a última entrevista do engenheiro Haroldo Tavares.  Como prefeito, ele liberou as amarras do bumba-meu-boi, proscrito pela elite maranhense historicamente refratária a pobres e pretos, o perfil predominante da expressão maior do folclore tupiniquim. Por entusiamo dele, conta América, o boi ganhou seu primeiro registro fonográfico. (Pena que não seja mostrado o disco ou colocado um begê, um filete musical qualquer já bastava)).
    Nessa história toda, a grandeza do engenheiro está em um pequeno depoimento. Na construção do Anel Viário, ele contornou uma árvore poupando-a em detrimento a uma mansão de um bacana da época. Indagou aos empreeteiros: Quanto tempo demora para se construir uma casa deste tamanho e para termos uma árvore frondosa como esta. Venceu sua opção. Coisa que não assistimos mais na era do politicamente correto.

Capa e contra-capa do 1º LP de bumba-meu-boi


(*) O auditório do UniCeuma é exemplo concreto da formação capenga da nossa engenharia. OU então da mão de vaca dos nossos empresários. Uma pequena chuva que coincida com o evento, só apelando para o berro ou  aos decibéis das paredes de reggae para se tornar audível. Vai ver é telhado de zinco.


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dilma e Lula virão ao Maranhão no mês de agosto

    A presidente Dilma Rousseff virá ao Maranhão até o final do mês de agosto. Lula também deve passar pelo estado ainda neste início deste segundo semestre. A priori as agendas são independentes. O acerto foi feito durante encontro entre os dois no Palácio da Alvorada. A agenda positiva teria grifos em inaugurações e lançamento de programas. Por aqui, resta improvisar placas a descerrar e laços para corte, enfim, rebobinar um filme antigo. O anúncio da jornada petista à região Nordeste está nos jornais do país deste sexta-feira, 24.
Lula, Dilma e Roseana com sem terra no Maranhão
    O roteiro da presidente e do ex-presidente da República por cinco estados do Nordeste faz parte de uma agenda estratégica nos colégios eleitorais que conferiram expressiva votação aos petistas nas últimas eleições presidenciais. A intenção é formar uma corrente de apoio à Dilma e conter a onda do impeachment vista pelo próprio Lula como eventual movimento desencadeado pelas forças da oposição alinhada aos tucanos.
Edison Lobão, Dilma Rousseff, Lula e Roseana Sarney

    No Maranhão, tanto Lula como Dilma terão palanques dividos entre grupos políticos antagônicos. O comandado pelo ex-senador José Sarney (PMDB), cicerones cativos dos petistas no estdo; e o recém constituído pelo governador Flávio Dino (PCdoB) que tem um tucano como vice. 
Lula e Roseana Sarney

    Destronado do comando político do estado, os Sarney (José, Roseana e reminiscentes) se escoram no papel ainda reservado ao PMDB na base de sustentação política de Dilma. Lula é companheiro de Sarney, que considera especial na história política do país. Sarney, Lula e Dilma têm as digitais em projetos de grande potencial como estelionato eleitoral no Maranhão, como a refinaria de Bacabeira.
    Em tempo de pactos, o governador Flávio Dino deve apresentar aos dois a conta de extensa relação que inclui a conclusão da duplicação da BR-135, uma epopéia que se arrasta desde o século XX. Da parte do prefeito Edivaldo Holana Júnior a promessa do Brasil Carinho e tantos creches também está na nota. Não cabe como resposta, o estado de crise que o país atravessa.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

No PAINEL da Folha


Imortal Fora do poder, José Sarney enviou ao governo indicações para 10 cargos federais no Maranhão e 5 em Brasília. O PMDB maranhense reclamou. "A bancada sem-bigode ficou a ver navios", resume um aliado.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Bita do Barão confessa em "Gonzo!" que faz magia negra por dinheiro

Foto: Christian Gaul
                    Janaína Nonato e o Mestre Bita, Barão de Guaré

O pai de santo Bita do Barão, batizado na igreja católica como Wilson Nonato de Souza, revela ao jornalista Arthur Veríssimo que apesar de não gostar, é procurado e faz magia negra por dinheiro. A revelação está no livro “Gonzo!” (Realejo Livro, 2014), obra comemorativa dos 30 anos de atividade jornalística do autor, inspirado no estilo criado pelo norte-americano Hunter Thompson. As 30 reportagens reunidas no volume foram publicadas na revista Trip.


No capítulo 17 do livro, sob o título “Bat-Macumba”, Arthur Veríssimo desvenda no estilo jornalístico narrativo de ação sua passagem pela tenda de terecó do personal guru da família Sarney. Diz que quase incorporou o caboclo sete flechas.
O jornalista foi recebido pelo maior pai de santo do Brasil, Bita do Barão, na tenda espírita de umbanda Rainha Iemanjá, em Codó, 290 quilômetros distante da capital, São Luís. Segundo confirma Veríssimo, Codó é conhecida em todo Brasil com as denominação de Terra do Feitiço, Meca da Macumba, Capital da Magia Negra, etc.  Pelas estatísticas levantadas por Arthur Veríssimo, em Codó estão em atividades 260 terreiros (tendas de umbandas), além de 200 “mesinhas” (nas internas).
Convidado a participar da festança de Santa Bárbara (Iansã), Veríssimo foi à cidade acompanhado do fotógrafo Christian Gaul. Na preparação preliminar para o encontro com Bita, o jornalista se jogou na leitura de “O Dono do Mar”, de José Sarney. “Por incrível que pareça, o ex-presidente é um baita contador de histórias”, encanta-se o descontraído Veríssimo.
A conversa entre o pai de santo e o jornalista aconteceu no megaterreiro de Bita, na rua Rui Barbosa, 209, centro de Codó. O tema macabro é tratado no subtítulo “Sarney pra se coçar”. “Comenta-se que o senhor teria feiro um despacho para o Sarney assumir a presidência no lugar de Tancredo (em 21 de abril de 1985, morreu Tancredo Neves e, em seu lugar, assumiu o vice, José Sarney). O senhor fez”, pergunta Veríssimo ao mestre que responde depois de bocejar: “Não, senhor. E, se tivesse feito, não falaria. Não tenho nada a ver com isso e não quero nem falar. Que Deus tenha o Tancredo lá junto dele, pronto”, roga Bita.
Mais adiante, o pai-de-santo admite: “Não gosto de fazer vingança, mas sou procurado. Para ganhar dinheiro, faço. De morte, não seu te falar. Todo mundo sabe que macumbeiro bom faz essas coisas e que sou meio quente na macumba. Para crescer o nome, tem que fazer alguma para provar. Mas não boto meu nome lá na história, nunca tive ódio de ninguém. Quando faço, é o cliente que está fazendo, estou apenas dando o recado”, revela o Barão de Guaré que diz incorporar dezenas de santos.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

No PAINEL da Folha de S. Paulo

Presente O ex-senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) esteve no encontro do Palácio do Jaburu, na segunda. Queixou-se do PT e disse que o partido não respeita os peemedebistas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

No PAINEL da Folha de S. Paulo

Antipetista José Sarney (PMDB-AP) tem demonstrado amargura em relação ao apoio de petistas ao governo de Flávio Dino (PC do B) no Maranhão. "Eles sempre trabalham contra nós", disse, segundo um interlocutor.