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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Flávio Dino diz que Justiça persegue Lula

Maranhão 247 - Uma das principais lideranças em nível nacional contrárias ao golpe contra Dilma Rousseff e à política econômica de Michel Temer, o governador do Maranhão, Flávio Dino, voltou a criticar as reformas do governo peemedebista, que, segundo ele, propõe reformas regressivas que "empurram o País para cada vez mais divisão e polarização. "Perdemos o projeto de Nação", disse Flávio Dino pelo Twitter.
    De acordo com o governador pelo PCdoB, "a destruição da Nação se revela no crescimento dos ódios, das acusações generalizadas, da indiferença com o sofrimento dos mais pobres". "Esse 'Cavalo de Tróia' antinacional foi implantado no Brasil para perdermos soberania e direitos. É o que está acontecendo. É parte dessa estratégia antinacional 'satanizar' um líder político (Lula), como já foi feito antes com Vargas, Juscelino e João Goulart", continuou. 
    Segundo Flávio Dino, enquanto a Justiça persegue o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer coloca em prática reformas regressivas, "milhões de pobres são condenados a perder direitos básicos em um Estado Social consagrado pela Constituição 1988". "É isso que chamo de 'Cavalo de Tróia': as 'distrações' da civilização do espetáculo, enquanto o jogo real se materializa em outro lugar", disse.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Na FOLHA - Ação de Dilma por votos contra impeachment abre crise com PC do B


O senador Roberto Rocha (PSB-MA), em sessão no plenário do Senado Federal, em 2015

Um pedido da presidente afastada, Dilma Rousseff, abriu uma crise entre o comando do PT e do PCdoB.
Na expectativa de conquista de votos contrários a seuimpeachment no Senado, Dilma pediu que a cúpula do PT interviesse em cinco cidades do Maranhão em atendimento a reivindicações dos senadores maranhenses João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).
O comando do PT interveio em apenas dois municípios. Em Codó, quinta maior cidade do Estado, determinou que o PT rompesse a aliança com o PC do B, na qual ocuparia a vice da chapa, para apoiar o candidato do PSDB.
Em Timon, terceiro maior município do Maranhão, a direção petista decidiu que o partido saísse de uma chapa composta por PSB e PC do B em favor do outra integrada por PSD e PMDB.
Segundo petistas, a operação também contemplaria o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Folha apurou que o presidente do PT, Rui Falcão, atendeu parcialmente as solicitações de Dilma. Em respeito aos pedidos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), não houve intervenção também em São Luís, Imperatriz e Balsas.
As concessões foram, porém, suficientes para incomodar a cúpula do PC do B, que procurou a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização foi também para evitar novas intervenções.
Presidente nacional do PC do B, Luciana Santos diz não querer acreditar nas decisões do partido. "Depois de todos gestos que o Flávio [Dino] fez [contra o impeachment], isso não é brincadeira", reclama Luciana Santos, que é candidata à Prefeitura de Olinda (PE) sem apoio do PT.
Deputado federal pelo PDT do Maranhão, Ewerton Rocha diz que seu partido terá que dar uma resposta ao PT.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, minimizou, por sua vez, o impacto das medidas do Diretório Nacional.
Ele argumenta que o PT manteve a aliança com o PC do B nas principais cidades do Maranhão, atendendo às orientações do governador. Florisvaldo diz que foi responsável pelas intervenções.
Questionado se esse era um pedido da presidente afastada, limitou-se a dizer: "Eu me reservo o direito de não não falar sobre isso. Não vou responder".
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) nega que tenha exigido alianças no Estado em troca de um voto contrário ao impeachment no Senado Federal. Ele admite ter conversado com Dilma e com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).
"Quem disse que posso mudar meu voto? Eu ainda não disse qual será. Minha tendência é seguir a decisão do partido, que não tomou decisão", disse o senador.
Esse não é o único atrito recente entre PT e PC do B. Petistas reclamam, por exemplo, de um aliança dos comunistas com o DEM em Fortaleza. Integrantes do comando do PT culpam o PC do B por sua derrota na eleição para a presidência da Câmara.
Afirmam que o candidato apoiado pelo PT, Marcelo Castro (PI), não teria sido derrotado caso o PC do B o apoiasse. Mas, em vez disso, comunistas lançaram o deputado Orlando Silva (SP), que, mais tarde, apoiou o vencedor Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o cargo. Silva, que conversou com Lula antes da decisão, rebate: "O PC do B não é um acessório do PT". 

domingo, 30 de agosto de 2015

Roberto Rocha usa sistema Mirante para atacar Edivaldo e Flávio Dino

     
    As declarações do senador Roberto Rocha (PSB-MA) ao sistema de comunicação do grupo Sarney demostram que não é tão monolítico com quer parecer ser o grupo político do governador Flávio Dino (PCdoB). Está distante também a tal sedimentação da base partidária da governabilidade, como afirmou o chefe do executivo na convenção do PDT. 
    "As soluções para os problemas da capital não devem ser pensados somente de olho no calendário eleitoral, a exemplo de ações de asfaltamento e tapa-buracos feitas somente às vésperas das eleições", assinalou Rocha em entrevista ao Sistema Mirante. O alvo da crítica é o programa Mais Asfalta, principal ação da parceria do governo do estado e prefeitura de São Luís.
    Rocha tem pregado, sempre que tem chance, autonomia. Se considera um líder legitimado pelo mandato de Senado. A ausência do senador nos eventos políticos e administrativos do governo Flávio Dino é óbvia. 
    Ex-prefeito de São Luís que chegou ao Senado graças a um acordo firmado lá atrás na estratégia de derrotar o prefeito João Castelo, tucano como foi o senador, Rocha tem um sistema de comunicação poderoso que inclui emissora de rádio e televisão alinhado com a Universal.
    O senador garante que o PSB terá candidato a prefeito nas eleições de 2016. O nome de Bira do Pindaré aparece com chances de se viabilizar pelo histórico desempenho eleitoral que o deputado estadual licenciado e secretário de Ciência e tecnologia obteve nas últimas eleições. Bira é um nome leve que não carrega a nódoa do PT nacional e nem a pecha do estadual cooptado pelo grupo Sarney, sem expressão eleitoral.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O Globo - Flávio Dino diz que vai assumir governo do Maranhão ‘às cegas’

Governador do PCdoB afirma que Roseana não repassou dados sobre o estado

POR 
BRASÍLIA - Responsável pelo fim de 50 anos de poder do clã Sarney no Maranhão, o ex-juiz federal Flávio Dino (PCdoB) disse que vai assumir o governo às cegas, sem saber a situação financeira do estado. Dino afirmou que sua antecessora, Roseana Sarney, renunciou para não lhe passar a faixa, está “em destino incerto e não sabido” e não repassou para o presidente da Assembleia, Arnaldo Melo, as informações sobre caixa, contratos e tudo que diz respeito às finanças do estado.
— Vai ser um começo conturbado. De tédio ninguém vai sofrer no nosso governo. Estou assumindo às cegas. Roseana está em destino incerto e não sabido, evaporou. E tudo que pergunto para o substituto dela, ele diz que não sabe. Fizeram uma ceninha me enviando um carrinho cheio de papel, mas era só cópia do que estava na internet. Só lá pelo dia 20 de janeiro vamos saber a situação do caixa. Vamos auditar tudo. O que for pagamento ilegal, vamos atrás do dinheiro — avisou Dino.
A assessoria informou, no começo do mês, que Dino não solicitou audiência com a ex-governadora e que tem repassado as informações necessárias ao governador eleito.
FUNDO PARA PRECATÓRIOS
Dino vem brigando na Justiça para barrar o último ato de Roseana: a criação de um fundo com R$ 500 milhões de depósitos judiciais para pagamentos de precatórios.
O governador eleito relaciona a criação do fundo às suspeitas de que o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, teria subornado integrantes do governo do Maranhão, em troca do pagamento de precatórios à empreiteira Constran. Roseana foi uma das citadas na lista dos políticos que supostamente receberam propina do esquema de desvios da Petrobras.
— Tem essa confusão da ex-governadora com o Youssef sobre pagamento de propina para liberação de precatórios. A criação desse fundo a poucos dias do fim do governo fica ainda mais suspeita. É muito estranho, deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha. Por que não deixar que o próximo governo resolva isso? — questionou Dino, informando que conseguiu uma liminar sustando a criação do fundo.
Com o fim dos mandatos de Roseana e de Sarney, como senador pelo Amapá, o chefe do clã tem se voltado para o Maranhão. Os dois únicos do grupo que continuam com mandato são os senadores João Alberto (PMDB) e Edison Lobão (PMDB). Mas, segundo Dino, corre a informação que o ministro das Minas e Energia vai tirar licença médica para deixar no mandato o filho Lobão Filho. Assim, os dois manteriam foro privilegiado.
Sobre a era pós-Sarney, Dino acha que o ex-presidente e seus aliados vão tentar se rearticular, mas que perderam as condições políticas para retornar como oligarquia. O futuro governador conta que toda semana Sarney usa a primeira página de seu jornal para escrever artigos muito politizados, com duros ataques e defesa de seu legado.
— É a livre leitura do livro do Gênesis: Deus criou o mundo e ele criou o Maranhão. Sarney está com o orgulho ferido. Faz uma projeção da atual situação com a que viveu com o arqui-inimigo Vitorino Freire. Quando ele o venceu, fez tudo para destruí-lo. Não vou fazer isso. Sou uma pessoa de paz. Não tenho esse desespero por vingança. Não quero ser coronel no lugar dele — disse o novo governador.
ROSEANA SAIU NO DIA 10
Roseana, que está descansando nos Estados Unidos, renunciou ao mandato no último dia 10, segundo ela, atendendo a recomendações médicas.
— Saio com a certeza do dever cumprido. Desejo ao meu sucessor êxito em seu mandato. Estou encaminhando à Assembleia Legislativa minha carta de renúncia, o que faço por motivos estritamente pessoais — discursou Roseana no ato de despedida.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

LIVRE PRA NEGOCIAR
O PCdoB desistiu de tentar apoio do PT para tentar eleger Flávio Dino ao governo do Maranhão, mas já mandou recado ao governo Dilma que ele está livre para negociar palanque com quem quiser.