Mostrando postagens com marcador Edison Lobão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Edison Lobão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de outubro de 2016

FOLHA - Varredura antigrampo foi feita para proteger Lobão da PF, diz delator


    Autor das denúncias que levaram a Polícia Federal aprender quatro policiais do Senado na última sexta (21), o servidor Paulo Igor Bosco Silva diz que a primeira varredura fora das dependências da Casa teve motivação declarada de proteger o então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), das investigações da Lava Jato.
    Em entrevista à Folha, Silva afirma que o chefe da Polícia do Senado, Pedro Carvalho, que está preso temporariamente, reuniu seus subordinados para explicar as razões da missão no Maranhão.
     Na conversa, em junho de 2014, foi dito que a prisão de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, aproximava a Lava Jato do ministro.
O pedido formal para a varredura foi feito pelo gabinete do suplente de Lobão na época, seu filho, Lobão Filho.
    O trabalho dos policiais legislativos nas casas e escritórios da família aconteceu cinco dias depois da segunda prisão de Costa.
     O advogado que defende Lobão e seu filho, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que esporadicamente havia esse tipo de pedido e que é um direito dos senadores. "É um dever e uma obrigação da polícia legislativa cumprir essas missões. Não há nada de ilegal e nada tem a ver com a Lava Jato. Quem faz esse tipo de acusação é porque descumpriu o dever. O equipamento só retirava grampo ilegal, portanto, seria impossível obstruir investigação".
*
Folha - Vocês falaram alguma vez abertamente sobre Lava Jato?
Paulo Igor - Sim. Era conversado abertamente. Porque, sempre que aparecia o nome de um senador, vinha a varredura.

Mas vocês falaram isso com o chefe da Polícia do Senado?
Ele ignorava os alertas que dávamos a ele. Nossa missão se esgotava em fazer essa recomendação, como parte do nosso trabalho na parte jurídica. Isso foi conversado abertamente. Todo mundo conhecia isso.

O que ele dizia?
A gente só recebeu assim abertamente a primeira ordem. Ele externou que o objetivo dessa primeira, na casa da família Lobão, era a possibilidade de Lobão ser alvo da Lava Jato. Estava aproximando demais, por causa da prisão do [ex-diretor] Paulo Roberto Costa. Foi assim que ele disse.

Alguma vez algo foi achado?
Nunca soube disso. Os colegas não falavam sobre isso.

Quem pede esse tipo de ordem?
Quem pede é o diretor da secretaria. Todo mundo quer saber quem manda isso. Mas não sei, não faço ideia. Acima do Pedro, não sei como funciona, quem pediu. Quando chegava a mim, ela já vinha pronta. E não é medo de falar, se soubesse, eu falaria.

Como era a relação do Pedro com Renan Calheiros, presidente do Senado?
Não sei. Não faço ideia. Deve ser boa, não? Se fosse ruim, o Renan tinha tirado. O que eu sei é o que está nas regras do Senado. A resolução que fala das atribuições da polícia diz que o que tem de ser feito fora das dependências tem de ter autorização do presidente. Mas eu não sei se teve ou não teve.

O que eram as maletas apreendidas?
Eram aparelhos sofisticados da contra inteligência. Duas pessoas foram fazer até curso nos EUA para aprender a mexer. Até com a Abin eles fizeram curso. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Política no Maranhão: Lobão amplia poder de comunicação no estado


O empresário e suplente de Senador, Edison Lobão Filho (PMDB), Edinho, ampliou o alcance do sistema de comunicação da família no governo interino de Michel Temer. O filho do senador Edison Lobão (PMDB), que votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, obteve duas novas outorgas do Ministério das Comunicações para a Rádio e TV Difusora do Maranhão Ltda. 
As novas outorgas permitirão operar nos municípios de Maranhãozinho e Coroatá. As aprovações das instalações das estações foram divulgadas no Diário Oficial da União no dia 31 de agosto, data em que Temer deixou a interinidade e se consumou como presidente após votação no Senado que afastou a petista, da qual Lobão foi ministro das Minas e Energia, herança do governo Lula.
 No início deste ano o canal 4 e 38 UHF da Difusora foi arrendado pelo empresário. O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) reconhece que a emissora desempenha um louvável papel em prol do povo maranhense e da comunicação do nordeste.


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Na FOLHA - Ação de Dilma por votos contra impeachment abre crise com PC do B


O senador Roberto Rocha (PSB-MA), em sessão no plenário do Senado Federal, em 2015

Um pedido da presidente afastada, Dilma Rousseff, abriu uma crise entre o comando do PT e do PCdoB.
Na expectativa de conquista de votos contrários a seuimpeachment no Senado, Dilma pediu que a cúpula do PT interviesse em cinco cidades do Maranhão em atendimento a reivindicações dos senadores maranhenses João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).
O comando do PT interveio em apenas dois municípios. Em Codó, quinta maior cidade do Estado, determinou que o PT rompesse a aliança com o PC do B, na qual ocuparia a vice da chapa, para apoiar o candidato do PSDB.
Em Timon, terceiro maior município do Maranhão, a direção petista decidiu que o partido saísse de uma chapa composta por PSB e PC do B em favor do outra integrada por PSD e PMDB.
Segundo petistas, a operação também contemplaria o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Folha apurou que o presidente do PT, Rui Falcão, atendeu parcialmente as solicitações de Dilma. Em respeito aos pedidos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), não houve intervenção também em São Luís, Imperatriz e Balsas.
As concessões foram, porém, suficientes para incomodar a cúpula do PC do B, que procurou a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização foi também para evitar novas intervenções.
Presidente nacional do PC do B, Luciana Santos diz não querer acreditar nas decisões do partido. "Depois de todos gestos que o Flávio [Dino] fez [contra o impeachment], isso não é brincadeira", reclama Luciana Santos, que é candidata à Prefeitura de Olinda (PE) sem apoio do PT.
Deputado federal pelo PDT do Maranhão, Ewerton Rocha diz que seu partido terá que dar uma resposta ao PT.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, minimizou, por sua vez, o impacto das medidas do Diretório Nacional.
Ele argumenta que o PT manteve a aliança com o PC do B nas principais cidades do Maranhão, atendendo às orientações do governador. Florisvaldo diz que foi responsável pelas intervenções.
Questionado se esse era um pedido da presidente afastada, limitou-se a dizer: "Eu me reservo o direito de não não falar sobre isso. Não vou responder".
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) nega que tenha exigido alianças no Estado em troca de um voto contrário ao impeachment no Senado Federal. Ele admite ter conversado com Dilma e com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).
"Quem disse que posso mudar meu voto? Eu ainda não disse qual será. Minha tendência é seguir a decisão do partido, que não tomou decisão", disse o senador.
Esse não é o único atrito recente entre PT e PC do B. Petistas reclamam, por exemplo, de um aliança dos comunistas com o DEM em Fortaleza. Integrantes do comando do PT culpam o PC do B por sua derrota na eleição para a presidência da Câmara.
Afirmam que o candidato apoiado pelo PT, Marcelo Castro (PI), não teria sido derrotado caso o PC do B o apoiasse. Mas, em vez disso, comunistas lançaram o deputado Orlando Silva (SP), que, mais tarde, apoiou o vencedor Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o cargo. Silva, que conversou com Lula antes da decisão, rebate: "O PC do B não é um acessório do PT". 

sábado, 16 de maio de 2015

No PAINEL da Folha de S. Paulo

Sala VIP A próxima semana vai ser movimentada para políticos investigados na Lava Jato. Estão previstos depoimentos nos inquéritos de Ciro Nogueira (PP-PI), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

De saída do governo, Lobão diz não ver crise em 2015

O atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou
que sai do governo com a sensação de dever cumprido
Rafael Moraes Moura, doEstadão Conteúdo
Brasília - De saída do governo, o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse à Agência Estado esperar que, no próximo mandato da presidente Dilma Rousseff, o "Brasil prossiga sendo uma grande nação" e avaliou que não há crise no horizonte para este ano.
Conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo, Lobão foi citado pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento como sendo um dos 28 políticos que teriam recebido recursos do esquema de corrupção na Petrobras.
"Desejo muito êxito à presidente Dilma, espero que o Brasil prossiga sendo uma grande nação. Todo ano tem suas características. Não acredito em crise", comentou Lobão à reportagem, ao chegar ao salão nobre do Palácio do Planalto.
Questionado se estava emocionado com a despedida do governo - Lobão será substituído pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) no controle da pasta -, respondeu: "Eu não, por que estaria? Estou tranquilo, saio do governo com a sensação de dever cumprido."
O ministro desconversou ao ser indagado sobre o desgaste provocado com a citação de Paulo Roberto Costa. "Não conheço o depoimento dele", afirmou. Com a saída da Esplanada dos Ministérios, Lobão retornará ao Senado Federal.

sábado, 1 de novembro de 2014

FRASE DO DIA

"Meu pai não tem absolutamente nada a esconder".
Do senador Edison Lobão Filho (PMDB-AP) sobre o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que deve deixar o ministério, citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em esquema de corrupção.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

EX-DIRETOR DELATOU 11 SENADORES À JUSTIÇA FEDERAL
O influente ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, a quem o ex-presidente Lula chama de “Paulinho”, entregou mais de 60 pessoas em seu acordo de delação premiada, mas por enquanto apresentou provas ou indícios concretos contra apenas 37, dos quais 11 são senadores. Os delatados integram os poderes Executivo e Legislativo, segundo fonte do Ministério Público Federal.

A BANCADA
Os 11 senadores delatados pelo ex-diretor da Petrobras, todos ainda no exercício do mandato, representam 13,5% do Senado Federal.

PRIMEIROS NOMES
Já vazaram os nomes dos senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Edison Lobão (ministro de Minas) e Renan Calheiros, estes do PMDB.

sábado, 20 de setembro de 2014

Lula tem baixa audiência no programa de Lobão Filho

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chancela as candidaturas dos herdeiros dos chefes políticos ligados aos grupos mais retrógrados da política brasileira. No Maranhão, Lula tem marcado presença nos programas de rádio e televisão do candidato Lobão Filho (PMDB), filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, integrante longevo do grupo Sarney.
    Lobão, o pai, foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no esquema de desvio de recursos da empresa.
    Lula apareceu no quarto programa de TV da propaganda eleitoral gratuita de Lobão Filho em 25 de agosto. De lá pra cá as inserções com o ex-presidente não pararam mais. "Eu tenho certeza que Lobão Filho será um grande governador", afirma Lula. Disponível na página do candidato, a aura de vencedor de Lula não tem brilhado. Contam com menos de 300 visualizações.
    No Pará, Lula já apareceu cinco vezes no programa de televisão do candidato Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho (PMDB), que renunciou ao Senado em 2001 e chegou a se preso no ano seguinte sob acusação de desvio de recursos da Sudam.
    No Maranhão o PT está dividido entre Flávio Dino (PCdoB) e o candidato do grupo Sarney. No Pará o partido é o principal aliado dos Barbalho.
Assista aqui Lula em 2014:

    Lula nem sempre pensou assim. No passado, após ser derrotado nas urnas e percorrer o Maranhão em caravana, o petista abria o verbo contra Roseana Sarney e Lobão.
Assista aqui Lula em 2007:

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Um homem de sorte - BERNARDO MELLO FRANCO

SÃO PAULO - Lobão nada explica. A manchete poderia ser publicada hoje, mas saiu no "Jornal do Brasil" em 9 de janeiro de 1994. Edison Lobão, governador do Maranhão pelo PFL, era suspeito de participar da máfia dos anões do orçamento. O delator do esquema contou que ele frequentava a casa de João Alves, que se dizia um homem de sorte e atribuía sua fortuna a vitórias seguidas na loteria. A CPI perguntou o que Lobão tinha a dizer sobre as acusações. Ele tentou ser rude, mas foi sincero: "Não há o que explicar".
    Duas décadas se passaram. João Alves morreu, o PFL morreu, o "JB" morreu, mas Lobão continua. Aos 77 anos, é ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff, indicado pelo ex-presidente José Sarney. Demonstra pouco conhecimento da área, apesar de estar no cargo desde 2008. Em maio, disse que "com a graça de Deus" não haveria racionamento. Nem o ateu mais militante ousaria misturar o nome dEle com a gestão do maranhense.
     Na semana passada, um novo delator, Paulo Roberto Costa, começou a entregar os beneficiários do esquema que saqueava os cofres da Petrobras. Além dos suspeitos de sempre do Congresso, citou um único ministro como destinatário de propina. Ganha uma passagem de ida para São Luís, com conexão de ônibus até o município de Governador Edison Lobão, quem adivinhar quem é.
    Mais uma vez, Lobão nada explica. A lista dos delatados veio à tona no sábado, em reportagem da revista "Veja". No domingo, o ministro faltou ao desfile do Sete de Setembro. Na segunda-feira, saiu de férias. Questionada por repórteres, a presidente se saiu com a seguinte resposta: "Ele não sabe nem do que está sendo acusado, a revista não diz. Vocês sabem?".
    No início do mandato, Dilma afastava ministros suspeitos de corrupção. Neste final melancólico, recorre a ironias de gosto duvidoso para protegê-los. Lobão não ganhou na loteria como João Alves, mas também pode ser considerado um homem de sorte.