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domingo, 26 de outubro de 2014

PDT salva grupo político de Sarney no Amapá

Eleições 2014

Vitória de Góes no Amapá deve ser 'prêmio de consolação' de Sarney  

Ex-governador, preso em 2010 pela PFl, deve derrotar Camilo Capiberibe (PSB) neste domingo - e evitar derrocada definitiva do grupo político do senador

Mariana Zylberkan
Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT)
Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) (Divulgação/VEJA.com)
Depois de assistir à derrocada do seu grupo de aliados no Maranhão, o senador José Sarney (PMDB) deve levar ao menos um prêmio de consolação nestas eleições: a vitória de Waldez Góes (PDT) na disputa pelo governo do Amapá. O ex-governador do Estado está trinta pontos à frente de Camilo Capiberibe (PSB), candidato à reeleição, nas disputas de intenção de voto e deve ser eleito neste domingo. Se confirmada, esta terá sido a única vitória do grupo político de Sarney nestas eleições. No primeiro turno, o candidato do peemedebista ao Senado pelo Amapá, Gilvam Borges, foi derrotado por Davi Alcolumbre (DEM). No Maranhão, até sua filha Roseana abriu mão de disputar cargos públicos tamanho o desgaste sofrido nos últimos anos. Apoiado pela família, Lobão Filho (PMDB) foi derrotado em primeiro turno por Flávio Dino (PCdoB). Também lá o candidato dos Sarney ao Senado, Gastão Vieira (PMDB), perdeu para Roberto Rocha (PSB). 
Góes já governou o Amapá por duas vezes, entre 2003 e 2010 - ano em que foi um dos 17 presos na operação Mãos Limpas da Polícia Federal, que investigou desvio de dinheiro público no Estado. Na esteira do escândalo, foi derrotado na disputa pelo Senado nas eleições daquele ano. Seu primo, Roberto Góes (PDT), então prefeito de Macapá, também foi preso.
Para neutralizar a influência política de Sarney, senador pelo Estado por 24 anos consecutivos, lideranças políticas com ideologias opostas formaram uma aliança exótica em 2014, que se mostrou eficiente na disputa pelo Senado. O senador Randolfe Rodrigues, do PSOL, sigla fundado para abrigar o grupo conhecido como “os radicais do PT”, apoiou a candidatura ao Senado de Alcolumbre, integrante de agremiação com perfil conservador. 
Uma improvável derrota de Góes representaria a total derrocada política de Sarney, que anunciou a aposentadoria em junho. Eleito, porém, Góes representará um respiro político do senador no Estado, criado em 1988, quando era presidente da República. O ex-governador chegará ao poder amparado por aliados e parentes. Sua mulher, Marília, foi eleita deputada estadual, assim como a tia do candidato, Maria. O aliado de Góes e de Sarney, Moises Souza (PSC), também conseguiu reeleger-se para a Assembleia. Os três estão entre os servidores da Câmara Estadual com as contas bloqueadas e são investigados em esquema de superfaturamento de diárias e desvios de 2,8 milhões de reais. Já Roberto Góes foi eleito deputado federal.
Góes se beneficia de uma ampla rede de meios de comunicação – 16 rádios e dois canais de TV – pertencente à família de Gilvan Borges, seu aliado, para propagar sua candidatura e atacar o adversário do PSB. A coligação formada por PSB, PT, PSOL e PCdoB acionou o Tribunal Regional Eleitoral para tentar suspender os sinais das rádios e TVs da família de Borges sob acusação de favorecimento político. O pedido de suspensão do sinal chegou a ser atendido, e as rádios ficaram fora do ar por 48 horas, nos dias 13 e 14 de setembro, mas posteriormente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou as transmissões.
DE VEJA

sábado, 28 de junho de 2014

FRASE DO DIA

"Daqui a 50 anos, quando quiserem saber da história do estado, vão ter de ler meus livros."
Senador José Sarney (PMDB-AP) em discurso de despedido em Macapá (AP), estado para onde se transferia depois de perder a legenda para Epitácio Cafeteira no Maranhão.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

FRASE DO DIA

"Todo prestígio que tenho e parcela de liderança nacional vão ser colocados a serviço do Amapá, como sempre foram."
Senador José Sarney (PMDB), em entrevista no programa Luiz Melo Entrevista, da rádio Diário FM, do Macapá (Amapá)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Eleições 2014 - Sarney só deve anunciar candidatura ao senado no dia 27 no Amapá

    O senador José Sarney (PMDB-AP) foi assistir os jogos da Copa do Mundo em Macapá. Ao menos foi isso que fez divulgar na imprensa do estado por onde se elegeu três vezes senador depois de deixar a Presidência da República. 
    Há expectativas no meio político amapaense sobre a decisão do ex-presidente da República. O anúncio deve acontecer mesmo por ocasião da convenção peemedebista, marcada para o próximo dia 27. Sarney conversa com quase todos os pré-candidatos a governador do Estado. 
    Na residência em Macapá recebeu para conversas sobre cenário político o ex-governador do estado, Waldez Góes (PDT), o ex-deputado Jorge Amanajás (PPS) e o deputado estadual Bruno Mineiro (PT do B). Parlamentares, prefeitos, vereadores e empresários têm frequentado a sala de estar do senador no Amapá. 
    “Tenho muitos amigos na disputa, sou amigo de todos eles e vejo com absoluta normalidade o surgimento de novos projetos, como o de Bruno Mineiro”, disse Sarney. O deputado estadual Bruno Mineiro é candidato ao governo pelo PT do B.
    O senador sempre chama atenção para o fato de ter criado o estado. O maranhense vende otimismo em relação ao estado. Aparentemente aposta nas potencialidades e condições diferenciadas do Amapá, que considera um dos mais importantes estados na região norte”. 
    O senador também reuniu com várias categorias de servidores públicos, entre eles os beneficiados pela Emenda Constitucional 79 (ex-PEC 111) e também lideranças do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística).  A emenda permite reintegração de servidores federais e militares com vínculos com o ex-território do Amapá e Roraima.
O palanque de Sarney conta com a força do setor elétrico. Vire e mexe, mostra seu prestígio no setor telefonando para o presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá, CEA, José Almendra. Promete interferir junto ao governo federal para acelerar o cronograma de execução. Duas estações abaixadores de tensão elétrica em andamento são acompanhadas pelo senador. Concluídas vão recepcionar a produção do Linhão do Tucuruí, ampliando o fornecimento de energia no Macapá. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

PT desembarca da candidato de Sarney à reeleição no Amapá

Do Amapá 247
Dora Nascimento (PT), Ricardo Vilhena (PCB), Raquel Capiberibe (PMN) Davi Acolumbre (DEM) e José Tavares  (PCdoB) são os nomes já confirmados pelos partidos como candidatos a cadeira atualmente ocupada por Sarney. Entre as legendas, apenas o PCB nunca foi aliado do peemedebista.
Para quem acompanha de perto a política local o número elevado de candidatos significa que a disputa será bastante acirrada e que o desgaste político do senador  incentivou inclusive aliados históricos, como o deputado federal Davi Alcolumbre, em optar por concorrer  ao senado.
Nem mesmo o PT nacional ficou do lado de Sarney. Contrariando a intenção do PMDB em aliar-se ao  PT no Amapá, a direção nacional petista  decidiu apoiar a decisão do diretório regional e lançar a candidatura da vice-governadora do estado, Dora Nascimento, ao senado.  A decisão foi confirmada no último dia 5 de maio em São Paulo. Os dirigentes estaduais argumentaram, entre outras coisas, que o senador maranhense, hoje, está como uma rejeição eleitoral que ultrapassa os 80%.
A lista de ex-aliados inclui ainda o PMN do empresário Luciano Marba que pertence a grupos políticos tutelados por Sarney e o PCdoB que em 2006 apoiou a reeleição do senador. O PMN lançou recentemente o nome da ex-deputada federal e conselheira aposentada do Tribunal de Contas do Estado, Raquel Capiberibe. Já o PCdoB  acaba de lançar o nome do ex-reitor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Carlos Tavarez, como pré-candidato ao senado.
Único a não ter apoiado Sarney em nenhuma eleição o PCB foi um dos primeiros partidos a apresentar uma candidatura, lançando o nome do economista e professor universitário, Ricardo Vilhena. O professor disputa pela primeira vez um cargo público e, na prática é a única novidade entre os concorrentes. Os comunistas discutem com o PSTU a formação de uma aliança em torno do nome de Vilhena.   
Histórico
Ex-presidente da República, José Sarney, disputou a primeira eleição ao senado pelo Amapá em 1990 quando os amapaenses elegeram pela primeira vez senador, governador e deputado estadual. Na ocasião, mesmo praticamente sem fazer campanha, foi o mais votado.
Em 1998 disputou a reeleição contra o médico Idelgardo Alencar (PT) que na reta final chegou a crescer nas pesquisas, porém não tirou o mandato de Sarney. Em  2006 a ameaça foi bem maior e por muito pouco o ex-presidente perdeu a eleição para a candidata do PSB ao senado,  Cristina Almeida. Diferente dos pleitos anteriores o senador mesmo com o apoio do então governador Waldez Góes, quase toda a Assembléia Legislativa, bancada federal  e mais de uma dezena de partidos,  teve de descer pontes e gastar sola de sapato para se manter no mandato.
Em 2014 tudo indica que não será diferente. Devido ao cenário político desfavorável José Sarney vem adiando o anuncia da candidatura, porém utiliza rádios, emissoras de Tv  e jornais de aliados políticos para trabalhar a candidatura. Recentemente disse que anuncia ainda esse mês se vai concorrer  ao quarto mandato de senador pelo Amapá.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sarney dá largada na campanha à reeleição no Amapá

   
    Sem alternativa política, o senador José Sarney (PMDB-AP) tirou o terno, caprichou na maquiagem para parecer mais jovem e com saúde, afinou o discurso e deu a largada em sua campanha à reeleição. Esta semana, no programa partidário do PMDB, em meio a mesma cantilena de sempre de enumerar obras públicas como se fossem suas, o velho senador esforçou-se em mostrar o quanto teria sido importante para o PT de Lula e Dilma, numa clara resposta à vice-governadora Dora Nascimento (PT-AP), candidatíssima ao Senado, que tem afirmado, para quem quiser ouvir, que em nenhuma circunstância o Partido dos Trabalhadores, no Amapá, o apoiará.
    "O Bolsa Família do LULA foi aprovado por mim na presidência do Senado. Fui um dos primeiros a apoiar a DILMA"… "Tudo possível graças à minha relação com LULA e DILMA", disse Sarney no programa partidário do PMDB.
    Sarney tentou resolver o problema da continuidade do poder da família no Maranhão. Uma muito bem engendrada engenharia política estava em plena execução até o momento em que um dos atores resolveu roer a corda: o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), que substituiria a governadora após a sua renúncia para ser candidata ao Senado, resolveu ser ele mesmo o candidato ao governo rompendo com o que havia sido combinado com o chefe, que queria Luís Fernando – secretário de Infraestrutura do governo para a disputa eleitoral. Enfraquecido politicamente, Sarney não conseguiu domar a rebelião pemedebista obrigando a sua filha Roseana manter-se no cargo, cumprindo integralmente o seu mandato.
    A improvisação da candidatura de Edison Lobão Filho para o governo asserenou os ímpetos dos pemedebistas mais rebeldes, mas não resolveu o problema da família Sarney. Isso porque Flávio Dino, pré-candidato ao governo pelo PCdoB, é de longe o favorito dos maranhenses para ocupar o Palácio dos Leões, sede do Governo do Maranhão. A potencial vitória do comunista teria o efeito de jogar a pá de cal na mais longeva oligarquia brasileira. Essa situação fez o velho político maranhense ativar o plano 2: Amapá 2014.
Reserva
    O eminente desastre político do Maranhão foi decisivo para a recente decisão do senador em disputar a reeleição ao Senado pelo Estado. Ele guardou o Amapá na geladeira política para usá-lo como plano 2 em caso de dar errado a candidatura de sua filha no seu estado natal.
Pelo que se viu na televisão esta semana, o octogenário senador vem para o tudo ou nada. Mas Sarney não terá vida fácil no Amapá. Enfrenta dissenções internas, oposição do PT local, uma enorme rejeição eleitoral e uma saúde pessoal instável. Com esses ingredientes, tudo parece indicar que a população tucuju vai ajudar o povo maranhense a fazer aquela oligarquia virar passado, definitivamente.
Do Blog Chicoterra.com

quinta-feira, 20 de março de 2014

Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

O senador José Sarney (PMDB-AP) foi no dia 17 ao Amapá, para tratar de reeleição com o presidente local do PT, um certo Banha. Mas só foi recebido após intervenção do presidente nacional do PT, Rui Falcão.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sarney faz propaganda antecipada à reeleição a senador pelo Amapá

    Pela quarta vez, a Procuradoria Regional Eleitoral no Amapá (PRE/AP) representou contra o senador da República e potencial candidato à reeleição José Sarney por propaganda irregular. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) também responde pela violação à Lei Eleitoral. Ambos podem ser condenados a multas individuais de R$5 mil a R$25 mil. O valor também pode ser baseado no custo da propaganda, se este for maior. 
    A representação é resultado de propaganda irregular exibida em rede local de televisão no mês passado. Nas inserções, o pretenso candidato à reeleição ao Senado Federal deu destaque à atuação política atribuindo a si obras de infraestrutura que teria implementado no Amapá. 
    A PRE/AP entende que o caso se trata de claro desvirtuamento da propaganda partidária. O parlamentar usou o horário destinado à divulgação da ideologia do partido para se promover. A propaganda eleitoral apropriada para essa finalidade, porém, só é permitida após 5 de julho deste ano. Pelo mesmo motivo, outras três representações contra o parlamentar e o PMDB tramitam na Justiça Eleitoral.
    Além da grave violação à Lei Eleitoral, José Sarney e PMDB contrariaram recomendação emitida pelo PRE/AP no ano passado. O documento alertou partidos políticos a não utilizar o espaço reservado à propaganda partidária para promoção de propaganda eleitoral.

Números para consulta processual
171-13.2013.603.0000
84-57.2013.603.0000
544.2014.603.0000 
127-91.2013.6.03.0000

Na Coluna do ANCELMO GOIS

Pura maldade
Maldade do senador João Alberto Capiberibe, adversário de José Sarney, no Amapá, e que fez parte do grupo que visitou o presídio de Pedrinhas, no Maranhão: — Quando cheguei a São Luís comecei a ser atacado por uma dor lombar que me fez parar no médico. Sou agnóstico, mas dá para ficar cabreiro, né?