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quarta-feira, 14 de março de 2018

No PAINEL da Folha de S. Paulo

CONTRAPONTO
Etiqueta no plenário
Segundo vice-presidente do Senado, João Alberto (MDB-MA) não admite que alguém fale sentado ou fique de costas para a Mesa quando conduz sessões da Casa.
Recentemente, repreendeu o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), quando o senador quis discutir um assunto sem se levantar da cadeira onde estava no plenário.
— Eu gostaria que Vossa Excelência ficasse de pé, ou então na tribuna — pediu João Alberto.
— Não quero usar a tribuna — protestou o petista.
— É o regimento. Licença para se conservar sentado, só por motivo de saúde — insistiu o vice-presidente.
Lindbergh reclamou do rigor, mas levantou para falar.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Na coluna Poder em Jogo

Puxão de orelhas

Denunciadas por ocupar a Mesa do Senado na votação da reforma trabalhista, as petistas Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra e Regina Souza e as colegas Lídice da Mata (PSB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) fizeram um apelo ao presidente do Conselho de Ética. Querem que João Alberto (PMDB) reconsidere a acusação. Alegam que o ex-senador tucano Arthur Virgílio fez o mesmo no passado, em protesto pela demora na instalação de uma CPI, e nada lhe aconteceu. Elas têm o apoio de 21 senadores, inclusive de dois autores da denúncia. Aliados de Eunício Oliveira dizem que não deve haver pedido de cassação, mas de uma advertência elas não escapam.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

No PAINEL da Folha de S. Paulo

CONTRAPONTO
O sujeito oculto
Na terça-feira (11), dia da conturbada votação da reforma trabalhista no Senado, o senador João Alberto (PMDB-MA) começou a discutir com as colegas da oposição que obstruíam a sessão.
Em meio ao debate, foi repreendido por uma sindicalista que estava no alto das galerias do plenário:
— Ei, eu sou de Bacabal (MA) e estou de olho em você!
João Alberto deu uma resposta inflamada, pediu silêncio e, diante do impasse, todo o plenário se calou.
A sindicalista, então, decidiu quebrar o gelo:
— Ô, minha gente, e cadê Aécio?!
Ninguém conseguiu conter as gargalhadas.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Agenda do Senado - PEC que torna estupro imprescritível pode ser aprovada nesta terça,6

Votação, em segundo turno, da Proposta de Emenda à Constituição nº 64, de 2016, do Senador Jorge Viana e outros Senadores, que  altera a Constituição Federal, para tornar imprescritíveis os crimes de estupro.
Parecer favorável nº 23, de 2017, da CCJ, Relatora: Senadora Simone Tebet.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Novo prazo para os lixões vai até 2018

    A Câmara dos Deputados manteve nesta quinta-feira,15, a prorrogação dos lixões  ate 2018. O prazo estabelecido na Política Naiconal de Resíduos Sólidos encerrou em agosto deste ano.
    Com isso os municípios brasileiros contam com mais tempo para acabar com áreas de entulho e criar aterros sanitários. A matéria ainda tem de ser aprovada no Senado. É possível que o prazo seja esticado ainda mais pelos senadores.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Na Coluna do CLÁUDIO HUMBERTO

RECRUTADOS 

O PT indicará José Pimentel (CE) relator e João Alberto (PMDB-MA), obediente a José Sarney, para presidir a CPI da Petrobras. Ou seja, a CPI será instalada dia 7, mas não vai investigar coisa alguma.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Sarney dá largada na campanha à reeleição no Amapá

   
    Sem alternativa política, o senador José Sarney (PMDB-AP) tirou o terno, caprichou na maquiagem para parecer mais jovem e com saúde, afinou o discurso e deu a largada em sua campanha à reeleição. Esta semana, no programa partidário do PMDB, em meio a mesma cantilena de sempre de enumerar obras públicas como se fossem suas, o velho senador esforçou-se em mostrar o quanto teria sido importante para o PT de Lula e Dilma, numa clara resposta à vice-governadora Dora Nascimento (PT-AP), candidatíssima ao Senado, que tem afirmado, para quem quiser ouvir, que em nenhuma circunstância o Partido dos Trabalhadores, no Amapá, o apoiará.
    "O Bolsa Família do LULA foi aprovado por mim na presidência do Senado. Fui um dos primeiros a apoiar a DILMA"… "Tudo possível graças à minha relação com LULA e DILMA", disse Sarney no programa partidário do PMDB.
    Sarney tentou resolver o problema da continuidade do poder da família no Maranhão. Uma muito bem engendrada engenharia política estava em plena execução até o momento em que um dos atores resolveu roer a corda: o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), que substituiria a governadora após a sua renúncia para ser candidata ao Senado, resolveu ser ele mesmo o candidato ao governo rompendo com o que havia sido combinado com o chefe, que queria Luís Fernando – secretário de Infraestrutura do governo para a disputa eleitoral. Enfraquecido politicamente, Sarney não conseguiu domar a rebelião pemedebista obrigando a sua filha Roseana manter-se no cargo, cumprindo integralmente o seu mandato.
    A improvisação da candidatura de Edison Lobão Filho para o governo asserenou os ímpetos dos pemedebistas mais rebeldes, mas não resolveu o problema da família Sarney. Isso porque Flávio Dino, pré-candidato ao governo pelo PCdoB, é de longe o favorito dos maranhenses para ocupar o Palácio dos Leões, sede do Governo do Maranhão. A potencial vitória do comunista teria o efeito de jogar a pá de cal na mais longeva oligarquia brasileira. Essa situação fez o velho político maranhense ativar o plano 2: Amapá 2014.
Reserva
    O eminente desastre político do Maranhão foi decisivo para a recente decisão do senador em disputar a reeleição ao Senado pelo Estado. Ele guardou o Amapá na geladeira política para usá-lo como plano 2 em caso de dar errado a candidatura de sua filha no seu estado natal.
Pelo que se viu na televisão esta semana, o octogenário senador vem para o tudo ou nada. Mas Sarney não terá vida fácil no Amapá. Enfrenta dissenções internas, oposição do PT local, uma enorme rejeição eleitoral e uma saúde pessoal instável. Com esses ingredientes, tudo parece indicar que a população tucuju vai ajudar o povo maranhense a fazer aquela oligarquia virar passado, definitivamente.
Do Blog Chicoterra.com

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

 Providências 
 A presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Ana Rita (PT-ES), convocou reunião para quarta (5) a fim de debater o presídio de Pedrinhas, no Maranhão, e a chacina de presos em dezembro.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sarney pede resgate - DENISE ROTHENBURG

Sarney fala de "legado social do governo do PMDB" e se mostra disposto a limpar a imagem dos políticos. Em ano eleitoral, é o início de uma conversa para evitar o avanço do PT sobre municípios peemedebistas
    Podem falar o que quiser do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Fernando Collor, por exemplo, hoje colega de plenário na Casa, ganhou muitos votos quando candidato a presidente da República xingando o ocupante do Planalto. A mesma coisa fez Lula, atualmente, um dos melhores amigos. É, a vida dá voltas. Na imprensa, então, Sarney é tratado a ferro e fogo. Mas uma coisa ninguém pode negar: Ele entende de política como ninguém. E, do alto dos 80 e tantos anos, fez um discurso que, para os desatentos, pode ter sido mais um blá-blá-blá. Mas sua fala delineou caminhos e um vislumbre de futuro rumo ao resgtate da imagem do PMDB.
    Sarney conseguiu ontem marcar com estilo seu retorno à Presidência da Casa depois da licença médica — ele passou por cateterismo em 14 de abril. Declarações sobre autonomia de CPI à parte — divulgadas logo cedo nos sites de notícias —, o discurso de plenário destaa manhã vale uma lupa. Nas entrelinhas, ele apresentou três eixos básicos: o governo do social, os políticos como uma turma do bem e a importância dos partidos, com destaque, obviamente, para o que considera as vantagens do PMDB.
    O primeiro eixo tenta acabar com a velha cantilena “o povo não esquece, Sarney é PDS”, frase batida no bumbar de várias greves durante seu governo. O próprio governo Sarney deixou de existir. Na fala de quem comandava o país naquela época, virou “o governo do PMDB”, cuja marca frisada no pronunciamento foi o “tudo pelo social”. E assim Sarney foi desfiando os números para corroborar a sua tese: “6 milhões atendidos pelo programa do leite, 18 milhões com o vale-refeição, 11 milhões de beneficiados pela alimentação suplementar às crianças”. Falou ainda da redução da mortalidade infantil, da farmácia básica “concedida naquele tempo”. Tudo feito pelo governo do PMDB.
Por falar em tempo…
Sarney pulou um pedaço da história política do Brasil. Depois de citar o “governo do PMDB” como do legado social, emendou com um “que veio a consolidar-se no governo Lula e continua no governo Dilma Rousseff”. Ora, cadê Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso? Não digo nem o de Fernando Collor, primeiro sucessor de Sarney. Afinal, o governo Collor não durou três anos. É mais lembrado pela corrupção e pelo confisco da poupança do que por algum benefício à população. O de Itamar fez o Plano Real, que permitiu avanços sociais, e o de Fernando Henrique Cardoso seguiu na mesma linha, consolidou o Real, fortaleceu o sistema financeiro e a responsabilidade fiscal, sem contar a bolsa-escola e outros programas sociais. Se algum estudante for se basear no pronunciamento de Sarney para aprender história, pode pensar que os governos desses políticos não existiram.
Por falar em políticos…
Sarney fez o que pode em sua fala para limpar a imagem da classe. Ao se referir ao país como uma construção política e de políticos, lembrou que eles são “atacados, insultados, responsabilizados por tudo, mas foram eles que construíram as instituições” e mantiveram a unidade nacional. Foram os construtores do Brasil. E, sendo assim, nada mais injusto do que falar mal deles.
    A sessão ordinária do Senado ontem à tarde, entretanto, é a prova de que durou pouco a felicidade dos senadores com o discurso de Sarney — justiça seja feita, não totalmente desprovido de razão. Outro peemedebista, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) descascou os políticos da CPI do Cachoeira e aqueles que, ao longo da história, jamais permitiram uma CPI para investigar corruptores, em especial, empreiteiras como a Delta. Agora, diz Simon, um histórico do PMDB, a CPI perdeu a oportunidade: a Delta acabou, Fernando Cavendish pode sair do país e o retorno de algum dinheiro aos cofres públicos, ó…
Por falar em históricos do PMDB…
O terceiro eixo citado por Sarney em seu discurso é aquele que o mantém unido a Simon: o PMDB é um partido aberto, no qual cabe de tudo. Nos tempos de Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foi o pai de todos os partidos de esquerda. Na hora do “vamos ver”, é ao PMDB, com sua grande bancada, que todos recorrem. Itamar, Fernando Henrique Cardoso, Lula e agora Dilma, que tem o vice-presidente Michel Temer, um ícone peemedebista.

    Enquanto o PMDB for grande e unido, esse senhor de 46 anos não é páreo para nenhum partido “garotão”. E, por incrível que pareça, quem tenta resgatar a imagem tanto do partido é Sarney, a maior raposa política da legenda. Esse discurso, em ano eleitoral, é o início de uma conversa para tentar o avanço do PT sobre os municípios peemedebistas.
Do Correio Braziliense