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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

No PAINEL da Folha de S. Paulo

CONTRAPONTO
Alhos e bugalhos
Um bate-boca no Conselho de Ética do Senado, nesta terça (8), interrompeu a sessão de votação da denúncia contra senadoras da oposição que ocuparam a Mesa Diretora da Casa, dia 12 de julho, para tentar impedir a votação da reforma trabalhista. Após a confusão, o presidente do colegiado, João Alberto Souza (PMDB-MA), tentou retomar os trabalhos. Ainda nervoso, na hora de chamar Lasier Martins (PSD-RS) para votar, se confundiu e anunciou no microfone o nome de “Lavoisier”, químico francês.
A gafe gerou gargalhadas.

— Ainda não sou ele, presidente, aquele do ‘nada se perde, tudo se transforma’! — arrematou!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Na coluna Poder em Jogo

Puxão de orelhas

Denunciadas por ocupar a Mesa do Senado na votação da reforma trabalhista, as petistas Gleisi Hoffmann, Fátima Bezerra e Regina Souza e as colegas Lídice da Mata (PSB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) fizeram um apelo ao presidente do Conselho de Ética. Querem que João Alberto (PMDB) reconsidere a acusação. Alegam que o ex-senador tucano Arthur Virgílio fez o mesmo no passado, em protesto pela demora na instalação de uma CPI, e nada lhe aconteceu. Elas têm o apoio de 21 senadores, inclusive de dois autores da denúncia. Aliados de Eunício Oliveira dizem que não deve haver pedido de cassação, mas de uma advertência elas não escapam.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

No PAINEL da Folha de S. Paulo

CONTRAPONTO
O sujeito oculto
Na terça-feira (11), dia da conturbada votação da reforma trabalhista no Senado, o senador João Alberto (PMDB-MA) começou a discutir com as colegas da oposição que obstruíam a sessão.
Em meio ao debate, foi repreendido por uma sindicalista que estava no alto das galerias do plenário:
— Ei, eu sou de Bacabal (MA) e estou de olho em você!
João Alberto deu uma resposta inflamada, pediu silêncio e, diante do impasse, todo o plenário se calou.
A sindicalista, então, decidiu quebrar o gelo:
— Ô, minha gente, e cadê Aécio?!
Ninguém conseguiu conter as gargalhadas.

domingo, 18 de setembro de 2016

Eleições 2016: Grupo de Sarney se fragmenta na eleição

JOÃO PEDRO PITOMBO
DE SALVADOR
18/09/2016  02h00
Dois anos após perder o governo do Maranhão para Flávio Dino (PC do B), o grupo político do ex-presidente José Sarney (PMDB) chega às eleições municipais dividido entre os quatro principais candidatos à Prefeitura de São Luís.
Sem um nome competitivo para disputar as eleições na capital, o grupo do ex-presidente viu o PMDB lançar a candidatura do vereador Fábio Câmara para a prefeitura
A candidatura, contudo, foi lançada à revelia de caciques do partido, como a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão. O resultado das disputas internas foi uma fragmentação.
Tradicionalmente ligado ao PMDB no Estado, o PV do ministro Zequinha Sarney (Meio Ambiente) optou pela candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS), que cresceu na política como opositora dos Sarney.
O empresário Wellington do Curso, do PP, recebeu o apoio de outra parte da família: o deputado estadual Edilázio Júnior (PV), genro de Ronald Sarney, que é irmão do ex-presidente.




Já Gastão Vieira, ex-ministro do Turismo no governo Dilma Rousseff e candidato derrotado ao Senado em 2014, apoia a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), aliado do governador Flávio Dino.
Aliados afirmam que José Sarney não se movimentou nos bastidores por uma unidade do grupo. "Se houvesse diretriz, defenderíamos todos o mesmo candidato. Mas o presidente Sarney não deu um pitaco", afirma Lobão Filho, candidato a governador pelo PMDB derrotado em 2014 e filho do senador Edison Lobão.
Na pré-campanha, os aliados dividiram-se entre os que defendiam a candidatura própria do PMDB e os que queriam apoiar candidatos de outro partido.
Folha apurou que Roseana Sarney foi uma das que não queria candidatura própria e teria defendido apoio a Eliziane Gama ou Wellington do Curso.
O senador peemedebista João Alberto referendou a candidatura de Fábio Câmara, que acabou tendo maioria no diretório municipal.
Lobão Filho também criticou a opção pela candidatura própria. Agora, afirma que ainda não decidiu se apoiará o colega de partido ou se optará pelo "voto útil" em Eliziane Gama.
"Os dois são candidatos preparados, com boas ideias", diz. Sua mulher, a apresentadora Paulinha Lobão, contudo, já anunciou publicamente apoio da família à candidata do PPS.
Uma das principais aliadas da ex-senadora Marina Silva, Eliziane chegou a se filiar à Rede, mas acabou indo para o PPS, seu antigo partido, em busca de mais alianças.
ISOLADO
Primeiro candidato do PMDB em São Luís que cresceu fora da órbita do grupo de Sarney, Fábio Câmara não teve nenhuma manifestação de apoio ex-presidente ou de Roseana Sarney.
"Por incrível que pareça, eles estão com todo mundo, menos comigo. Faço parte, mas não me sinto do grupo", diz Câmara, que começou no PMDB como auxiliar de serviços gerais, limpando banheiros da sede do partido.
Mesmo com adversidades, o peemedebista diz não se sentir intimidado. "Os caciques estão ficando presos em sua própria história. Eles não têm mais base política, estão desconectados", diz.

Pesquisa Ibope divulgada na quarta (14) mostrou Fábio Câmara com 3% das intenções de voto. O líder é Edivaldo Holanda, com 37%.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Na FOLHA - Ação de Dilma por votos contra impeachment abre crise com PC do B


O senador Roberto Rocha (PSB-MA), em sessão no plenário do Senado Federal, em 2015

Um pedido da presidente afastada, Dilma Rousseff, abriu uma crise entre o comando do PT e do PCdoB.
Na expectativa de conquista de votos contrários a seuimpeachment no Senado, Dilma pediu que a cúpula do PT interviesse em cinco cidades do Maranhão em atendimento a reivindicações dos senadores maranhenses João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).
O comando do PT interveio em apenas dois municípios. Em Codó, quinta maior cidade do Estado, determinou que o PT rompesse a aliança com o PC do B, na qual ocuparia a vice da chapa, para apoiar o candidato do PSDB.
Em Timon, terceiro maior município do Maranhão, a direção petista decidiu que o partido saísse de uma chapa composta por PSB e PC do B em favor do outra integrada por PSD e PMDB.
Segundo petistas, a operação também contemplaria o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Folha apurou que o presidente do PT, Rui Falcão, atendeu parcialmente as solicitações de Dilma. Em respeito aos pedidos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), não houve intervenção também em São Luís, Imperatriz e Balsas.
As concessões foram, porém, suficientes para incomodar a cúpula do PC do B, que procurou a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização foi também para evitar novas intervenções.
Presidente nacional do PC do B, Luciana Santos diz não querer acreditar nas decisões do partido. "Depois de todos gestos que o Flávio [Dino] fez [contra o impeachment], isso não é brincadeira", reclama Luciana Santos, que é candidata à Prefeitura de Olinda (PE) sem apoio do PT.
Deputado federal pelo PDT do Maranhão, Ewerton Rocha diz que seu partido terá que dar uma resposta ao PT.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, minimizou, por sua vez, o impacto das medidas do Diretório Nacional.
Ele argumenta que o PT manteve a aliança com o PC do B nas principais cidades do Maranhão, atendendo às orientações do governador. Florisvaldo diz que foi responsável pelas intervenções.
Questionado se esse era um pedido da presidente afastada, limitou-se a dizer: "Eu me reservo o direito de não não falar sobre isso. Não vou responder".
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) nega que tenha exigido alianças no Estado em troca de um voto contrário ao impeachment no Senado Federal. Ele admite ter conversado com Dilma e com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).
"Quem disse que posso mudar meu voto? Eu ainda não disse qual será. Minha tendência é seguir a decisão do partido, que não tomou decisão", disse o senador.
Esse não é o único atrito recente entre PT e PC do B. Petistas reclamam, por exemplo, de um aliança dos comunistas com o DEM em Fortaleza. Integrantes do comando do PT culpam o PC do B por sua derrota na eleição para a presidência da Câmara.
Afirmam que o candidato apoiado pelo PT, Marcelo Castro (PI), não teria sido derrotado caso o PC do B o apoiasse. Mas, em vez disso, comunistas lançaram o deputado Orlando Silva (SP), que, mais tarde, apoiou o vencedor Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o cargo. Silva, que conversou com Lula antes da decisão, rebate: "O PC do B não é um acessório do PT". 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Lobão, João Alberto e Roberto Rocha votam contra os trabalhadores

    João Alberto (PMDB), Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSB), os três senadores do Maranhão, votaram SIM, pela aprovação, à Medida Provisória (MP 665) que restringe a concessão do seguro-desemprego, seguro defeso e abono salarial. Na votação no Senado - depois de passar pela Câmara - 39 votaram a favor da proposta do governo atacada pelas centrais sindicais,
    Pela MP aprovada o abono salarial, que antes era de um Salário Mínimo conforme escrito na Constituição Brasileira, passa a ter valor proporcional ao tempo de trabalho.