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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

No PAINEL da Folha de S. Paulo

E eu? A decisão do PC do B de lançar Manuela D’ávila (RS) candidata ao Planalto contrariou ala da sigla que contava com o ex-presidente Lula para fortalecer palanques no Nordeste. É o caso do governador Flávio Dino (MA).
Sem recibo Presidente do PT, Gleisi Hoffman (PR) enviou mensagem de parabéns a Manuela.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Flávio Dino diz que Justiça persegue Lula

Maranhão 247 - Uma das principais lideranças em nível nacional contrárias ao golpe contra Dilma Rousseff e à política econômica de Michel Temer, o governador do Maranhão, Flávio Dino, voltou a criticar as reformas do governo peemedebista, que, segundo ele, propõe reformas regressivas que "empurram o País para cada vez mais divisão e polarização. "Perdemos o projeto de Nação", disse Flávio Dino pelo Twitter.
    De acordo com o governador pelo PCdoB, "a destruição da Nação se revela no crescimento dos ódios, das acusações generalizadas, da indiferença com o sofrimento dos mais pobres". "Esse 'Cavalo de Tróia' antinacional foi implantado no Brasil para perdermos soberania e direitos. É o que está acontecendo. É parte dessa estratégia antinacional 'satanizar' um líder político (Lula), como já foi feito antes com Vargas, Juscelino e João Goulart", continuou. 
    Segundo Flávio Dino, enquanto a Justiça persegue o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer coloca em prática reformas regressivas, "milhões de pobres são condenados a perder direitos básicos em um Estado Social consagrado pela Constituição 1988". "É isso que chamo de 'Cavalo de Tróia': as 'distrações' da civilização do espetáculo, enquanto o jogo real se materializa em outro lugar", disse.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Na FOLHA - Ação de Dilma por votos contra impeachment abre crise com PC do B


O senador Roberto Rocha (PSB-MA), em sessão no plenário do Senado Federal, em 2015

Um pedido da presidente afastada, Dilma Rousseff, abriu uma crise entre o comando do PT e do PCdoB.
Na expectativa de conquista de votos contrários a seuimpeachment no Senado, Dilma pediu que a cúpula do PT interviesse em cinco cidades do Maranhão em atendimento a reivindicações dos senadores maranhenses João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).
O comando do PT interveio em apenas dois municípios. Em Codó, quinta maior cidade do Estado, determinou que o PT rompesse a aliança com o PC do B, na qual ocuparia a vice da chapa, para apoiar o candidato do PSDB.
Em Timon, terceiro maior município do Maranhão, a direção petista decidiu que o partido saísse de uma chapa composta por PSB e PC do B em favor do outra integrada por PSD e PMDB.
Segundo petistas, a operação também contemplaria o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Folha apurou que o presidente do PT, Rui Falcão, atendeu parcialmente as solicitações de Dilma. Em respeito aos pedidos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), não houve intervenção também em São Luís, Imperatriz e Balsas.
As concessões foram, porém, suficientes para incomodar a cúpula do PC do B, que procurou a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização foi também para evitar novas intervenções.
Presidente nacional do PC do B, Luciana Santos diz não querer acreditar nas decisões do partido. "Depois de todos gestos que o Flávio [Dino] fez [contra o impeachment], isso não é brincadeira", reclama Luciana Santos, que é candidata à Prefeitura de Olinda (PE) sem apoio do PT.
Deputado federal pelo PDT do Maranhão, Ewerton Rocha diz que seu partido terá que dar uma resposta ao PT.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, minimizou, por sua vez, o impacto das medidas do Diretório Nacional.
Ele argumenta que o PT manteve a aliança com o PC do B nas principais cidades do Maranhão, atendendo às orientações do governador. Florisvaldo diz que foi responsável pelas intervenções.
Questionado se esse era um pedido da presidente afastada, limitou-se a dizer: "Eu me reservo o direito de não não falar sobre isso. Não vou responder".
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) nega que tenha exigido alianças no Estado em troca de um voto contrário ao impeachment no Senado Federal. Ele admite ter conversado com Dilma e com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).
"Quem disse que posso mudar meu voto? Eu ainda não disse qual será. Minha tendência é seguir a decisão do partido, que não tomou decisão", disse o senador.
Esse não é o único atrito recente entre PT e PC do B. Petistas reclamam, por exemplo, de um aliança dos comunistas com o DEM em Fortaleza. Integrantes do comando do PT culpam o PC do B por sua derrota na eleição para a presidência da Câmara.
Afirmam que o candidato apoiado pelo PT, Marcelo Castro (PI), não teria sido derrotado caso o PC do B o apoiasse. Mas, em vez disso, comunistas lançaram o deputado Orlando Silva (SP), que, mais tarde, apoiou o vencedor Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o cargo. Silva, que conversou com Lula antes da decisão, rebate: "O PC do B não é um acessório do PT". 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O Globo - Menos dívida, mais empréstimos

EDUARDO BRESCIANI, MARIA LIMA, SÉRGIO ROXO TIAGO DANTAS opais@oglobo.com.br

Governadores comemoram redução de débitos e já miram na retomada de investimentos

-BRASÍLIA, RIO E SÃO PAULO- A nova fórmula para calcular a dívida dos estados e municípios com a União, regulamentada ontem pelo governo federal, foi comemorada por governadores que já veem a possibilidade de contrair novos empréstimos e retomar a agenda de investimentos, elevando, porém, o grau de endividamento das unidades da federação. O novo cálculo dos débitos, que terão estoques reduzidos e serão corrigidos por uma taxa de juros menor que a atual, era uma das demandas prioritárias dos gestores estaduais.

Agora, os governadores devem aumentar a pressão sobre a Secretaria do Tesouro, do Ministério da Fazenda, para a autorização de novos empréstimos.
— É muito positivo. Primeiro, porque o governo federal dá uma resposta rápida ao pleito. Isso cria um ambiente positivo para a continuidade do diálogo e melhora a dívida dos estados. Agora a liberação de credito é fundamental. No nosso caso, para investimento em infraestrutura. A prioridade é essa — disse o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), que organizou na segunda-feira um encontro com dez governadores para pressionar o governo federal por uma agenda que aliviasse o caixa dos estados.
— Os novos indexadores ajudam muito. Alivia muito a dívida, mas agora temos um longo dever de casa para fazer. Vai reduzir o estoque da dívida, mas não vai ter sobra de caixa para aplicar em outras áreas. O que vai ter é uma folga fiscal maior para novos empréstimos. Vamos ver quais linhas de crédito vão ter disponíveis nos bancos oficiais — afirmou o governador do Rio Luiz Fernando Pezão (PMDB), que complementou: — Quero reestruturar o estado, ver o que conseguimos de alongamento da dívida para a retomada dos investimentos em 2016. Vamos torcer para a economia crescer.
Segundo a Secretaria de Fazenda do Rio, análise preliminar dos técnicos verificou que a nova base de cálculo deve reduzir em dez anos o prazo de pagamento da dívida. Em 2015, o valor médio desembolsado por mês foi de R$ 430 milhões. A dívida do Rio com a União é de R$ 66,8 bilhões.
— É um gesto diante da necessidade de se ter caminhos de retomada do crescimento. Um dos caminhos mais rápidos é viabilizar investimento público, o que vale para o governo federal e também para os governos estaduais. Um dos jeitos de possibilitar um caminho para a retomada é esse, de dar um respiro para as finanças dos entes nacionais. O mérito de descentralizar é que você atinge mais rapidamente as pessoas. A questão do crédito é o passo seguinte — disse Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão.
Desde que as dívidas dos estados e municípios foram federalizadas, em 1998, eles só podem contrair novos empréstimos se tiverem autorização da Secretaria do Tesouro. No caso de empréstimos junto a organismos e bancos internacionais a União entra como avalista. Ao longo de 2015, o governo federal represou essas autorizações justamente para evitar o aumento do endividamento. Na reunião que teve com os governadores nesta semana, o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se comprometeu a apresentar um cronograma para a retomada destas autorizações. Mas já ressaltou que a liberação acontecerá paulatinamente.
Uma das principais interessadas na mudança do indexador, a prefeitura de São Paulo calcula que poderá reduzir em R$ 45 bilhões (de R$ 72 bilhões para R$ 27 bilhões) o valor de sua dívida com a União. O prefeito, Fernando Haddad, havia se empenhado diretamente na articulação com parlamentares para aprovar a lei. A alteração permitirá uma economia anual de R$ 1,9 bilhão para o município. A avaliação da prefeitura é que a troca do indexador vai evitar insolvência e permitirá retomada da capacidade de investimento em áreas como mobilidade urbana, saneamento, habitação, Saúde e Educação.
Já o secretário da Fazenda do estado de São Paulo, Renato Villela, disse que a mudança não produzirá nenhum efeito de curto prazo sobre as finanças. Segundo ele, em 1997 o governo paulista negociou o pagamento à União de um valor fixo de 13% da receita. A vantagem, segundo ele, é que a dívida crescerá menos a cada ano. Com isso, o estado prevê pagar o que deve com quatro anos de antecedência. Em vez de 2037, deve fazer isso em 2033.
O Paraná, que passou por dificuldades financeiras ao longo do ano, calcula que terá uma economia anual de R$ 150 milhões com a mudança do indexador. O dinheiro extra deve ser usado para duplicar rodovias.
DILMA PODE SE BENEFICIAR Pezão, Rollemberg e Dino avaliam ainda que se a economia melhorar nos estados haverá também uma distensão no ambiente político, o que poderia ajudar a presidente Dilma Rousseff que enfrenta um processo de impeachment na Câmara dos Deputados e tem baixa popularidade.
— A melhoria do ambiente econômico melhora o político, e a do político melhora o econômico. Tudo que o Brasil precisa é de uma agenda propositiva. Os estados ganham e o país sai ganhando — afirmou Rollemberg. O governador do Rio compartilha da avaliação: — Isso vai melhorar os investimentos para todo mundo, não só para o Rio. Melhorando investimentos, melhora o crescimento. Se melhorar, consequentemente melhora o humor em relação à crise política e à situação da presidente Dilma também.
REAJUSTE PARA SERVIDORES FEDERAIS Ontem, o governo federal também enviou para o Congresso projetos de lei que preveem um aumento de 5,5% para a maioria dos servidores civis do Executivo em agosto de 2016. O aumento faz parte de uma negociação com as categorias e tem vigência de dois anos, que inclui outro reajuste de 5% em janeiro de 2017, resultando em uma alta total de 10,5% no período.
Tradicionalmente, o reajuste é dado pelo governo no mês de janeiro de cada ano, mas, para 2016, o aumento será atrasado para agosto por conta do ajuste fiscal. O anúncio dessa prorrogação foi feito em setembro, no pacote de corte de gastos para permitir um resultado superavitário em 2016, o que incluía ainda a suspensão de novos concursos.
Segundo nota do Ministério do Planejamento, as propostas resultam da negociação com entidades que representam 1,1 milhão de servidores, do total de 1,227 milhão de servidores civis do Executivo Federal. “Em um ano de dificuldades econômicas e fiscais, o saldo de acordos pode ser visto como positivo”, disse em nota o secretário Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Sérgio Mendonça.
Ainda seguem as negociações com servidores ligados a Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PFR), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), analistas de infraestrutura, analistas de políticas sociais, peritos federais e diplomatas. (Colaboraram André de Souza, Marco Grillo, Bárbara Nascimento e Danilo Fariello).

domingo, 30 de agosto de 2015

Roberto Rocha usa sistema Mirante para atacar Edivaldo e Flávio Dino

     
    As declarações do senador Roberto Rocha (PSB-MA) ao sistema de comunicação do grupo Sarney demostram que não é tão monolítico com quer parecer ser o grupo político do governador Flávio Dino (PCdoB). Está distante também a tal sedimentação da base partidária da governabilidade, como afirmou o chefe do executivo na convenção do PDT. 
    "As soluções para os problemas da capital não devem ser pensados somente de olho no calendário eleitoral, a exemplo de ações de asfaltamento e tapa-buracos feitas somente às vésperas das eleições", assinalou Rocha em entrevista ao Sistema Mirante. O alvo da crítica é o programa Mais Asfalta, principal ação da parceria do governo do estado e prefeitura de São Luís.
    Rocha tem pregado, sempre que tem chance, autonomia. Se considera um líder legitimado pelo mandato de Senado. A ausência do senador nos eventos políticos e administrativos do governo Flávio Dino é óbvia. 
    Ex-prefeito de São Luís que chegou ao Senado graças a um acordo firmado lá atrás na estratégia de derrotar o prefeito João Castelo, tucano como foi o senador, Rocha tem um sistema de comunicação poderoso que inclui emissora de rádio e televisão alinhado com a Universal.
    O senador garante que o PSB terá candidato a prefeito nas eleições de 2016. O nome de Bira do Pindaré aparece com chances de se viabilizar pelo histórico desempenho eleitoral que o deputado estadual licenciado e secretário de Ciência e tecnologia obteve nas últimas eleições. Bira é um nome leve que não carrega a nódoa do PT nacional e nem a pecha do estadual cooptado pelo grupo Sarney, sem expressão eleitoral.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Flávio Dino reverencia Gastão Vieira na cerimônia com a presidenta

    No discurso de saudação e empolgada manifestação de apoio à presidenta (sic), o governador do Maranhão  foi extremamente gentil com o ex-Ministro do Turismo, Gastão Vieira (PROS). Dirigiu-se a ele cumprimentando por deputado. Gastão Vieira encerrou o mandato em fevereiro deste ano depois de ser derrotado para o pessebista Roberto Rocha nas eleições de outubro do ano passado.
    Flávio Dino dirigiu a Embratur quando Vieira integrou a equipe de Dilma Rousseff na cota do senador José Sarney e do PMDB. Segundo declarações recíprocas, a relação entre o comunista e o amigo do peito do então senador amapaense era de cordialidade.
    Petistas contrários à aliança com o PMDB no Maranhão, grupo político liderado pelos Sarney, costumavam repassar a história segundo a qual a presidenta Dilma não dava ouvidos ao ministro Gastão. Em relação à Dino a agenda era elástica.
      Entre os peemedebistas, Sarney será sempre presidente, ao menos no tratamento cerimonioso. Na saudação do governador do estado  a reverência ao passado sobrepujou-se à real política.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Dilma e Lula virão ao Maranhão no mês de agosto

    A presidente Dilma Rousseff virá ao Maranhão até o final do mês de agosto. Lula também deve passar pelo estado ainda neste início deste segundo semestre. A priori as agendas são independentes. O acerto foi feito durante encontro entre os dois no Palácio da Alvorada. A agenda positiva teria grifos em inaugurações e lançamento de programas. Por aqui, resta improvisar placas a descerrar e laços para corte, enfim, rebobinar um filme antigo. O anúncio da jornada petista à região Nordeste está nos jornais do país deste sexta-feira, 24.
Lula, Dilma e Roseana com sem terra no Maranhão
    O roteiro da presidente e do ex-presidente da República por cinco estados do Nordeste faz parte de uma agenda estratégica nos colégios eleitorais que conferiram expressiva votação aos petistas nas últimas eleições presidenciais. A intenção é formar uma corrente de apoio à Dilma e conter a onda do impeachment vista pelo próprio Lula como eventual movimento desencadeado pelas forças da oposição alinhada aos tucanos.
Edison Lobão, Dilma Rousseff, Lula e Roseana Sarney

    No Maranhão, tanto Lula como Dilma terão palanques dividos entre grupos políticos antagônicos. O comandado pelo ex-senador José Sarney (PMDB), cicerones cativos dos petistas no estdo; e o recém constituído pelo governador Flávio Dino (PCdoB) que tem um tucano como vice. 
Lula e Roseana Sarney

    Destronado do comando político do estado, os Sarney (José, Roseana e reminiscentes) se escoram no papel ainda reservado ao PMDB na base de sustentação política de Dilma. Lula é companheiro de Sarney, que considera especial na história política do país. Sarney, Lula e Dilma têm as digitais em projetos de grande potencial como estelionato eleitoral no Maranhão, como a refinaria de Bacabeira.
    Em tempo de pactos, o governador Flávio Dino deve apresentar aos dois a conta de extensa relação que inclui a conclusão da duplicação da BR-135, uma epopéia que se arrasta desde o século XX. Da parte do prefeito Edivaldo Holana Júnior a promessa do Brasil Carinho e tantos creches também está na nota. Não cabe como resposta, o estado de crise que o país atravessa.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

FRASE DO DIA

"Não tenho foto com o ministro (da Cultura). Estive bem próximo de gente muito mais importante que o ministro, como o governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo, e não quis tirar foto com eles. Mesmo por que, nem daqui ele é".
Do radialista Jonas Mendes no programa Canta Maranhão, da rádio Difusora AM, nesta quarta-feira,6, sobre polêmica de quem fez foto com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, de passagem por São Luís (MA).


Charge do dia: Genivaldo (Meio-Norte)


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Governador convida AML para integrar projetos culturais do Estado

   


Uma comitiva da Academia Maranhense de Letras (AML) esteve em Palácio com o governador Flávio Dino na última quinta-feira (23) para debater projetos culturais e ampliação do acesso à educação e à cultura no Estado do Maranhão. O chefe do Executivo Estadual, ao lado de seu pai e acadêmico Sálvio Dino, convidou os imortais maranhenses a se integrarem ao projeto de difusão cultural elaborado pela Secretaria de Estado da Cultura.

    Ampliando o diálogo com os setores culturais do Estado, Flávio Dino afirmou aos acadêmicos acreditar que a instituição poderá contribuir com uma “parceria viva pelo Estado do Maranhão” ao se integrar no programa de itinerância cultural que será implantado ainda este ano através da Secretaria de Estado da Cultura. Com a previsão de realizar palestras, leituras e apresentação das produções artísticas maranhenses a 22 municípios no primeiro ano, os acadêmicos aceitaram o convite feito pelo governador.
    O atual presidente da Casa de Antônio Lobo, Benedito Buzar, apresentou a Flávio Dino demandas da instituição, como o aumento da contribuição do Governo do Estado na manutenção dos trabalhos da Academia e ampliar o acesso dos maranhenses ao conhecimento histórico e artístico do Maranhão nas escolas e bibliotecas públicas. O objetivo é levar os livros de autores maranhenses a esses ambientes, promovendo circulação de ideias e valorização da cultura regional.

    Ao concordar com a sugestão do presidente da Academia, Flávio Dino sugeriu ainda a ampliação da área de atuação da AML em São Luís e a integração com as Academias de Letras municipais. “Será uma contrapartida social de personalidades importantes na trajetória do Maranhão, fazendo com que mais maranhenses tenham acesso à cultura aqui produzida ao longo dos séculos,” disse. Uma das iniciativas é buscar no Centro Histórico de São Luís uma nova localização para a AML, integrando-a com outras iniciativas culturais em espaço mais amplo. A ideia foi aprovada pelos acadêmicos.
    Junto com Benedito Buzar e Sálvio Dino, estiveram com o governador os imortais Jomar Moraes, Américo Azevedo Neto, Ceres Costa Fernandes, Alex Brasil, Joaquim Haickel, Luíz Phelipe Andrès, Montalverne Frota, José Carlos Souza e Silva e José Neres.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Lei do imposto sobre fortunas atinge mais presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

   
Casa tem seis milionários com patrimônio superior a R$ 4 milhões
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Humberto Coutinho (PDT), é o alvo mais atingido, 
entre os detentores de mandato político conquistado em 2014, pela proposta de taxar grandes fortunas, defendida pelo governador do Maranhão, Flávio Dino.     Dono de uma fortuna declarada ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, TRE-MA, de R$ 8,5 milhões, Coutinho é o parlamentar mais rico do Maranhão. A alíquota alcança fortunas acima de R$ 4 milhões com índice inicial de 0,4%, evoluindo progressivamente até o teto de 2,1%, de acordo com proposta da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), tese apresentada à Presidente Dilma Rousseff pelo governador Flávio Dino.
    Embora distante da dos políticos brasileiros incluídos na lista da Forbes, a fortuna do político de Caxias ganhou destaque histórico na obra do jornalista Fernando Rodrigues, "Políticos do Brasil" (Publifolha, 2006). Os dados da investigação de Rodrigues foram coletados em cinco anos de pesquisa, entre 1998 e 2002.
    Com patrimônio de R$ 933 mil, Dino não é alcançado pela proposta de regulamentação do imposto sobre fortuna previsto pela Constituição de 1988. O pedido de liminar do governador do Maranhão junto ao Supremo Tribunal Federal prevê a implantação do tributo até que o Congresso regulamente a lei.
    Para o governador Flávio Dino, o tributo sobre fortunas "é ainda mais necessário" nos momentos de crise, e permitirá que a presidente Dilma mude pontos do pacote de ajustes econômicos que prejudicam os trabalhadores. 
    Na simetria de Coutinho está o senador Roberto Rocha (PSB). Ex-deputado federal e ex vice-prefeito de São Luís, Rocha tem o menor patrimônio declarado entre os membros do Senado e políticos do Maranhão. Mais pobre até que o Cabo Campos (PPS)
    Ao TRE-MA, ele declarou possuir R$ 152.252,30 em bens. A declaração é uma cópia do documento apresentado à Receita Federal. Pela inoxidável declaração, filho e neto do ex-senador José Sarney não protagonizam a relação dos ricos com mandato. Pela Lei, apenas o deputado federal Sarney Filho (PV) teria que recolher o imposto.
    Três deputados estaduais (Ana do Gás, Sousa Neto e Edison Araújo) e o deputado federal Junior Marreca, ex-presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Famem, nada declararam à justiça eleitoral. A ocultação favoreceu no passado a ex-governador Roseana Sarney.


Ranking das fortunas entre políticos do Maranhão
Humberto Coutinho – R$ 8.523.290,11
Carlinhos Florêncio – R$ 7.768.870,53
Rigo Teles – R$ 7.501.673,74
Hemetério Weba - R$ 7.345.000,00
João Castelo (PSDB) – R$ 6.995.418,83
Josemar do Maranhãozinho - R$ 6.563.240,69
Zé Carlos da Caixa – R$ 6.081.799,16
Sarney Filho (PV) – R$ 4.752.376,77
Sérgio Frota – R$ 4.403.394,23

O patrimônio do poder no MA:

Executivo
Governador do estado
Flávio Dino (PCdoB)– R$ 933.605,93
Vice
Carlos Brandão (PSDB) – R$ 276.426,57
Senado Federal
Roberto Rocha (PSB) – R$ 152.252,30
Suplentes
Pinto Itamaraty (PSDB) – R$ 689.283,35
Paulo Matos (PPS) – R$ 270.000,00

Câmara Federal
Alberto Filho (PMDB) – R$ 523.000,00
Aluízio Mendes (PV) - R$ 2.026.635,23
André Fufuca (PEN) - R$ 160.693,20
Cleber Verde (PR)- R$ 735.000,00
Eliziane Gama (PPS) - R$ 780.000,00
Hildon Rocha (PMDB)  - R$ 2.115.000,00
João Castelo (PSDB) – R$ 6.995.418,83
João Marcelo (PMDB) – R$ 1.312.648,57
Júnior Marreca (PEN) - Não declarou bens
Juscelino Filho (PRP)– R$ 3.249.116,66
Pedro Fernandes (PTB) - R$ 1.083.377,31
Rubens Pereira Júnior (PCdoB) – R$ 653.912,76
Sarney Filho (PV) – R$ 4.752.376,77
Victor Mendes (PV) - R$ 1.270.000,00
Zé Carlos da Caixa (PT) – R$ 6.081.799,16
Zé Reinaldo Tavares (PSB) R$ 294.292,31
Waldir Maranhão (PP) – R$ 813.641,72


Assembleia Legislativa do Maranhão
Adriano Sarney (PV) – R$ 1.873.896,75
Alexandre Almeida (PTN) - R$ 306.036,10
Ana do Gás (PRB) – R$ 0
Andrea Murad (PMDB) - R$ 194.500,00
Antonio Pereira (DEM) – R$ 2.027.932,23
Bira do Pindaré (PSB) - R$ 163.554,21
Cabo Campos (PP) - R$ 348.000,00
Carlinhos Florêncio (PHS) – R$ 7.768.870,53
César Pires (DEM) – R$1.420.000,00
Dr. Levi Pontes (SD) – R$1.567.699,08
Edilázio Júnior (PV) – R$ 2.013.926,36
Edivaldo Holanda (PTC) – R$513.534,04
Edson Araújo (PSL) - R$0
Eduardo Braide (PMN) - R$ 990.633,584
Fábio Braga (PTdoB) – R$1.513.532,86
Fábio Macedo (PDT) – R$ 249.800,00
Francisca Primo (PT) –R$ 966.464,00
Glalbert Cutrim (PRB)– R$ 834.798,56
Graça Paz (PSL) - R$ 3.697.388,08
Hemetério Weba (PV) - R$ 7.345.000,00
Humberto Coutinho (PDT) – R$ 8.523.290,11
Josemar do Maranhãozinho (PR) - R$ 6.563.240,69
Junior Verde (PRB) - R$ 460.000,00
Leo Cunha (PSC) - R$ 1.825.012,16
Max Barros (PMDB) - R$ 3.520.629,14
Neto Evangelista (PSDB) - R$ 339.092,76
Nina Melo (PMDB) - R$ 1.206.000,00
Othelino Neto (PCdoB) –R$ 960.000,00
Paulo Neto (PSDC) – R$ 1.445.000,00
Prof. Marcos Aurélio (PCdoB) - R$ 304.000,00
Roberto Costa (PMDB) - R$ 378.809,49
Rogério Cafeteira (PSC) - R$ 2.320.000,0
Raimundo Cutrim (PCdoB) - R$ 2.145.772,41
Ricardo Rios (PEN) - R$ 838.400,00
Rigo Teles (PV) – R$ 7.501.673,74
Sérgio Frota (PSDB) – R$ 4.403.394,23
Stênio Rezende (PRTB) - R$ 3.601.000,00
Souza Neto (PTN) – R$0
Valéria Macedo (PDT) - R$ 899.084,84
Vinícius Louro (PR) - R$ 273.000,00
Zé Inácio (PT) - R$ 305.000,00
Wellington do Curso (PPS) - R$ 924.000,00

sexta-feira, 20 de março de 2015

Américo Azevedo imprime ritmo trôpego no Teatro Arthur Azevedo

   
Exemplo republicano - Exposição do chefe do Odylo Cost, filho no Odylo Costa, filho
    O diretor do teatro Arthur Azevedo, Américo Azevedo Neto, foi indicado pelo empresário Roberto Albuquerque, dono da TV Guará e concessionário Dalcar (Chevrolet) entre outros empreendimentos. A classe artística sabe disso. Antes mesmo do decreto de nomeação ser divulgado, a escolha do governador Flávio Dino era notória. Até mesmo antes da confirmação do nome da professora da UFMA e no passado recente consultora da Secma no governo Roseana, Ester Maques, na equipe de governo Dino, o nome do imortal da estirpe dos Azevedo era tido como certo e inquestionável.
    Américo Azevedo Neto faz parte do quadro de profissionais da televisão que no governo Flávio Dino tem protagonismo (termo mais que na moda) na comunicação estadual. No preenchimento do quadro funcional comissionado, o neto dos Azevedo convocou colegas da emissora. Repetiu a abominável e caquética prática da oligarquia derrotada e desavergonhada.
    Historicamente ligado ao grupo político do ex-senador Cafeteira, Américo Azevedo Neto nunca esteve na trincheira anti-sarneysta. Confrades da Academia Maranhense de Letras, Américo e Sarney têm relações cordiais, como convém às elites intelectuais. Além de escritor, seu reconhecimento intelectual advém das incursões do grupo Cazumbá. De característica parafolclórica, o grupo precedeu o Boi Barrica na carteira de exportações da cultura maranhense. 
    O escritor e folclorista iniciou a semana situado no olho do furacão de mais um crise engendrada pela própria incapacidade de diálogo, acusação desviada para a secretária de Cultura, Ester Marques, com seu público imediato. 
    Segundo relatos de línguas ferinas, a intolerância do imortal com os representantes da classe teatral quase chega a vias de fato. Até mesmo um segurança com arma em riste foi chamado para por no olho da rua os artistas apreensivos com a realização da X Semana Maranhense de Teatro.
    Américo e Ester não estão alinhados no espírito republicano, termos recorrentes do jargão governista. O primeiro divulgou dois editais, corroborando sua intenção de independência da segunda. Assim como o ex-diretor Fernando Bicudo, criticado à exaustão pelo descendente de Arthur Azevedo, o atual diretor do TAA luta para conseguir autonomia do órgão da Cultura. 
    Bicudo conseguiu desligar o teatro do organograma da Secma e fixá-lo no orçamento da Secretaria de Estado da Educação, pasta com 25% da receita estadual garantido constitucionalmente. É uma fábula impensável para a área da cultura. Américo quer levar o TAA para a Secretaria de Estado de Planejamento.
    Sobre o entrevero entre Américo e a classe teatral, mais uma vez prevaleceu a subserviência oficial, sem qualquer eco com a realidade dos fatos. Evidentemente, o diretor do TAA quer administrar diretamente os recursos da semana. Desprovido do tal espírito "republicano", mas obviamente legitimado por representantes eleitos em processo promíscuo, a façanha será efetivada.
    A promiscuidade na gestão pública é de difícil discernimento entre gestores da cultura. No governo Flávio Dino a prática confirma a tese. Por exemplo, o chefe do Centro de Criatividade Odylo Costa, Filho, o professor universitário, artista plástico e carnavalesco Alaim Moreira Lima, inaugurou o calendário do órgão com uma exposição sua: Divinos Toténs. Não falta peroba para conservá-los.
    O Moreira Lima, outro nobre descendente da Athenas, não enxerga nenhuma anomalia na gororoba com pitadas de interesses privados na gestão pública. 
    Os artistas preparam documento a ser encaminhado ao governador. Além das queixas contra Américo, no conteúdo será citada até mesmo uma suposta improbidade administrativa protagonizada por Américo quando secretário de Estado da Cultura. Essas questões da cultura, embora pequenas, contaminam intenções republicanas propaladas pelo governador. O que todos esperam é que não se torne crônica.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Governo do Maranhão diminui alíquota do ICMS sobre combustível da aviação

O governador Flávio Dino assina, na tarde desta segunda-feira (16), o decreto estadual que diminui a alíquota do ICMS sobre o combustível da aviação. A medida integra as tratativas do governo do Estado para expansão da malha aérea no Maranhão e, consequentemente, melhor infraestrutura para o desenvolvimento do turismo.

O quê: Assinatura do decreto estadual que reduz a alíquota do ICMS sobre o combustível da aviação no estado.
Quando: Nesta segunda-feira (16), às 15h30.
Onde: No gabinete de governo do Palácio dos Leões.