Mostrando postagens com marcador Secom. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Secom. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 11 de maio de 2015
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Sob expectativa - Editorial do ZERO HORA
Ao deixar o comando da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), na semana passada, a jornalista Helena Chagas fez questão de lembrar que pautou sua gestão por critérios técnicos na repartição das verbas publicitárias oficiais. Tradução: recebem mais investimentos do governo os veículos de maior audiência, já que o objetivo da comunicação é atingir o maior número de pessoas, de maneira eficiente, para disseminar informações de interesse público. Parece lógico e inquestionável, mas não é bem assim.
Governantes e administradores públicos com o poder de gerir recursos oficiais nem sempre colocam os valores da sociedade acima dos seus próprios interesses. Na própria cúpula do governo federal, havia resistência ao trabalho de Helena Chagas, principalmente por parte de militantes petistas desejosos de usar a verba publicitária no financiamento generoso do jornalismo chapa-branca _ aquele que só publica notícias favoráveis aos seus financiadores.
Com esse propósito, uma corrente partidária luta incansavelmente pelo que chama de desconcentração dos recursos, na verdade um eufemismo para justificar a aplicação de verbas oficiais em blogs inexpressivos, que louvam o governo, têm compromisso ideológico e, em alguns casos, fazem campanhas insidiosas contra os opositores. Por isso, há uma expectativa muito grande em relação ao novo ministro da Secom, Thomas Traumann, historicamente alinhado ao movimento que defende uma suposta regulamentação da mídia _ outra disfarçada tentativa de controlar os conteúdos jornalísticos.
Num ano eleitoral, é sempre maior o risco de ideologização de um órgão importante e influente como a Secom _ embora a presidente Dilma venha resistindo bravamente ao uso de tais expedientes na sua administração. Ainda assim, a troca de comando na Secretaria deixa em alerta quem realmente se preocupa com a liberdade de expressão.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Na Folha de S. Paulo - Em meio a crise, Roseana lança propaganda
Governo diz que comerciais foram programados antes da onda de violência no Estado
Em meio a uma das piores crises de segurança do país, o governo de Roseana Sarney (PMDB) lançou no início deste mês uma campanha publicitária nacional exaltando o "novo Maranhão".
Os comerciais, conforme revelou ontem o site da Folha, visam atrair investimentos para o Estado e destacam especialmente obras de infraestrutura. Eles estrearam na primeira semana de janeiro nos canais por assinatura GNT, GloboNews e SporTV.
O lançamento coincidiu com o período dos ataques a ônibus e delegacias na região metropolitana de São Luís, que resultaram na morte de uma menina de seis anos, no início deste mês.
A ordem para os atentados, segundo o governo, partiu do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 63 presos foram mortos desde 2013, alguns deles decapitados.
"Você tem muitos motivos para se orgulhar do novo Maranhão", diz o texto dos comerciais. O slogan foi adotado como marca do governo no segundo semestre de 2013.
O secretário de Comunicação Social do Estado, Sérgio Macedo, disse que a campanha estava sendo planejada desde outubro, antes da crise do sistema prisional.
A própria Roseana, no entanto, já declarou que os problemas em Pedrinhas se acirraram a partir de setembro.
Macedo disse ainda que o Estado está tentando "vender sua estrutura" para atrair negócios. "Todo Estado faz isso, mas quando o Maranhão faz causa essa estranheza toda. Vocês têm que se libertar dessa visão de que o Maranhão nasceu para ser pobre."
O Orçamento do Maranhão prevê R$ 42,5 milhões para publicidade do governo em 2014, mas o secretário afirmou que a verba para esse fim é de R$ 22,5 milhões.
Apesar de Roseana ter dito que a violência aumentou porque o Estado está "mais rico", o Maranhão tem um dos piores índices sociais do país.
No ranking do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), ocupa o 26º posto entre 27 unidades da Federação. O Piauí, 25º, prevê destinar R$ 13,8 milhões para publicidade em 2014.
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)