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segunda-feira, 24 de abril de 2017
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Entre as mais lidas da Folha
Lobão recebeu R$ 2 mi em propina de empreiteira, diz delator
| Sergio Lima - 11.dez.2014/Folhapress | ||
| O senador Edison Lobão (PMDB-MA), ex-ministro de Minas e Energia |
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
Um dos executivos da Camargo Corrêa que fez acordo de delação premiada na Operação Lava Jato, Luiz Carlos Martins, afirmou que a empreiteira usou uma microempresa sediada em Santana de Parnaíba (SP) para pagar R$ 2 milhões ao senador Edison Lobão (PMDB-MA).
O depoimento foi prestado em março à Polícia Federal, em Brasília, por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).
O pagamento, segundo Martins, estava relacionado à construção da usinahidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Conforme o delator, que foi diretor da Camargo, o repasse foi feito porque Lobão "teria ajudado a montar os consórcios e para que ele não impusesse obstáculos ao andamento da obra".
O depoimento consta de inquérito aberto em março pelo ministro do STF Edson Fachin como um desdobramento da Lava Jato a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Em 2015, a Lava Jato já havia colhido a acusação da Camargo, em delação, de que Lobão havia recebido propina, mas agora a investigação recebeu os primeiros indícios do "caminho do dinheiro".
Segundo Martins –o que foi confirmado por documentos que a empreiteira entregou à PF–, os pagamentos da Camargo para a AP Energy Engenharia e Montagem ocorreram entre 2011 e 2012, quando Lobão era o ministro de Minas e Energia no primeiro mandato de Dilma Rousseff.
Os serviços da AP eram "fictícios" e nunca foram prestados, disse o delator. As notas fiscais indicam pagamentos de R$ 1,22 milhão e R$ 1,26 milhão. Cerca de R$ 583 mil ficaram com os responsáveis da AP a título de "comissão" pelo trabalho de intermediação dos repasses, segundo o delator.
Em fevereiro de 2011, a Norte Energia, concessionária de Belo Monte, assinou o contrato com um consórcio de dez empreiteiras para a realização das obras da hidrelétrica. A Andrade Gutierrez assumiu a liderança do consórcio, com 18% das ações, seguida por Camargo e Odebrecht, com 16% cada uma.
Martins foi escolhido pela Camargo para ser o representante da empresa nas reuniões do conselho do CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte). No segundo semestre de 2011, segundo Martins, ele ouviu do representante da Andrade no consórcio, Flávio Barra, que "1%" do valor total das obras deveria ser pago "em partes iguais para os partidos PT e PMDB".
As obras estavam estimadas em R$ 13,4 bilhões, o que projeta uma propina de R$ 134 milhões, valor dividido entre as diversas empreiteiras envolvidas no projeto. Pelos cálculos de Martins, a cota da Camargo era de R$ 21 milhões.
Surgiram, porém, problemas no acerto. O delator disse que Barra afirmou que "algumas das construtoras não haviam feito o pagamento devido" e que "o então ministro Lobão estava fazendo a cobrança em nome do PMDB".
Martins levou o assunto ao seu superior, Dalton Avancini, que hoje também é delator. Avancini respondeu, segundo o delator, que "resolveria o problema do PT" e incumbiu Martins de "resolver o problema do PMDB".
Martins declarou que, embora "não se conformasse" com a cobrança, passou a tratar de encontrar "um caminho" para o envio do dinheiro. Segundo ele, "a remessa de valores ao Maranhão ficou ao encargo da AP Energy ou de outras empresas ligadas a ela ou até mesmo de seus sócios". O delator não soube dar detalhes de como o dinheiro teria chegado a Lobão, mas afirmou ter "a convicção" de que houve a entrega porque "cessaram as cobranças".
Barra, o executivo da Andrade, também fechou delação. A Folha apurou que ele prestou, em março, um longo depoimento sobre Belo Monte, ainda sob sigilo.
OUTRO LADO
O advogado do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "não conhece a empresa AP Energy nem os sócios dela".
"Só isso já demonstra a completa mentira e irresponsabilidade da delação. É lamentável que as palavras dos delatores tenham foro de verdade, pois no caso concreto são absolutamente falsas", afirmou Kakay.
Localizado por telefone pela Folha nesta quinta-feira (9), um dos sócios proprietários da AP, Fernando Mendes Brito, afirmou que não se recordava do pagamento total de R$ 2,5 milhões recebido pela sua empresa, entre 2011 e 2012, da Camargo Corrêa.
Brito primeiro afirmou que já trabalhou com a Camargo Corrêa, "mas em coisas pequenas". "Esse valor que o senhor falou, sinceramente, desconheço totalmente." Minutos depois, porém, entrou em contradição: "Nunca trabalhei com a Camargo Corrêa, nunca com eles".
Brito disse que a AP está desativada "há alguns anos" e que não conhece o senador Edison Lobão. "Nem sei quem é, sinceramente", disse.
Ele afirmou que iria procurar seu advogado, que entraria em contato com aFolha, mas isso não havia ocorrido até a conclusão desta edição.
O outro sócio de Brito na AP, Marcelo Martinelli Szanto, também citado pelo delator Luiz Carlos Martins como participante da contratação "com objeto fictício", não foi localizado pela reportagem da Folha.
O depoimento foi prestado em março à Polícia Federal, em Brasília, por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).
O pagamento, segundo Martins, estava relacionado à construção da usinahidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Conforme o delator, que foi diretor da Camargo, o repasse foi feito porque Lobão "teria ajudado a montar os consórcios e para que ele não impusesse obstáculos ao andamento da obra".
O depoimento consta de inquérito aberto em março pelo ministro do STF Edson Fachin como um desdobramento da Lava Jato a pedido da Procuradoria-Geral da República.
Em 2015, a Lava Jato já havia colhido a acusação da Camargo, em delação, de que Lobão havia recebido propina, mas agora a investigação recebeu os primeiros indícios do "caminho do dinheiro".
Segundo Martins –o que foi confirmado por documentos que a empreiteira entregou à PF–, os pagamentos da Camargo para a AP Energy Engenharia e Montagem ocorreram entre 2011 e 2012, quando Lobão era o ministro de Minas e Energia no primeiro mandato de Dilma Rousseff.
Os serviços da AP eram "fictícios" e nunca foram prestados, disse o delator. As notas fiscais indicam pagamentos de R$ 1,22 milhão e R$ 1,26 milhão. Cerca de R$ 583 mil ficaram com os responsáveis da AP a título de "comissão" pelo trabalho de intermediação dos repasses, segundo o delator.
Em fevereiro de 2011, a Norte Energia, concessionária de Belo Monte, assinou o contrato com um consórcio de dez empreiteiras para a realização das obras da hidrelétrica. A Andrade Gutierrez assumiu a liderança do consórcio, com 18% das ações, seguida por Camargo e Odebrecht, com 16% cada uma.
Martins foi escolhido pela Camargo para ser o representante da empresa nas reuniões do conselho do CCBM (Consórcio Construtor de Belo Monte). No segundo semestre de 2011, segundo Martins, ele ouviu do representante da Andrade no consórcio, Flávio Barra, que "1%" do valor total das obras deveria ser pago "em partes iguais para os partidos PT e PMDB".
As obras estavam estimadas em R$ 13,4 bilhões, o que projeta uma propina de R$ 134 milhões, valor dividido entre as diversas empreiteiras envolvidas no projeto. Pelos cálculos de Martins, a cota da Camargo era de R$ 21 milhões.
Surgiram, porém, problemas no acerto. O delator disse que Barra afirmou que "algumas das construtoras não haviam feito o pagamento devido" e que "o então ministro Lobão estava fazendo a cobrança em nome do PMDB".
Martins levou o assunto ao seu superior, Dalton Avancini, que hoje também é delator. Avancini respondeu, segundo o delator, que "resolveria o problema do PT" e incumbiu Martins de "resolver o problema do PMDB".
Martins declarou que, embora "não se conformasse" com a cobrança, passou a tratar de encontrar "um caminho" para o envio do dinheiro. Segundo ele, "a remessa de valores ao Maranhão ficou ao encargo da AP Energy ou de outras empresas ligadas a ela ou até mesmo de seus sócios". O delator não soube dar detalhes de como o dinheiro teria chegado a Lobão, mas afirmou ter "a convicção" de que houve a entrega porque "cessaram as cobranças".
Barra, o executivo da Andrade, também fechou delação. A Folha apurou que ele prestou, em março, um longo depoimento sobre Belo Monte, ainda sob sigilo.
OUTRO LADO
O advogado do senador Edison Lobão (PMDB-MA), Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente "não conhece a empresa AP Energy nem os sócios dela".
"Só isso já demonstra a completa mentira e irresponsabilidade da delação. É lamentável que as palavras dos delatores tenham foro de verdade, pois no caso concreto são absolutamente falsas", afirmou Kakay.
Localizado por telefone pela Folha nesta quinta-feira (9), um dos sócios proprietários da AP, Fernando Mendes Brito, afirmou que não se recordava do pagamento total de R$ 2,5 milhões recebido pela sua empresa, entre 2011 e 2012, da Camargo Corrêa.
Brito primeiro afirmou que já trabalhou com a Camargo Corrêa, "mas em coisas pequenas". "Esse valor que o senhor falou, sinceramente, desconheço totalmente." Minutos depois, porém, entrou em contradição: "Nunca trabalhei com a Camargo Corrêa, nunca com eles".
Brito disse que a AP está desativada "há alguns anos" e que não conhece o senador Edison Lobão. "Nem sei quem é, sinceramente", disse.
Ele afirmou que iria procurar seu advogado, que entraria em contato com aFolha, mas isso não havia ocorrido até a conclusão desta edição.
O outro sócio de Brito na AP, Marcelo Martinelli Szanto, também citado pelo delator Luiz Carlos Martins como participante da contratação "com objeto fictício", não foi localizado pela reportagem da Folha.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Lobão, João Alberto e Roberto Rocha votam contra os trabalhadores
João Alberto (PMDB), Edison Lobão (PMDB) e Roberto Rocha (PSB), os três senadores do Maranhão, votaram SIM, pela aprovação, à Medida Provisória (MP 665) que restringe a concessão do seguro-desemprego, seguro defeso e abono salarial. Na votação no Senado - depois de passar pela Câmara - 39 votaram a favor da proposta do governo atacada pelas centrais sindicais,
Pela MP aprovada o abono salarial, que antes era de um Salário Mínimo conforme escrito na Constituição Brasileira, passa a ter valor proporcional ao tempo de trabalho.
domingo, 17 de maio de 2015
sábado, 7 de março de 2015
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
De saída do governo, Lobão diz não ver crise em 2015
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| O atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que sai do governo com a sensação de dever cumprido |
Rafael Moraes Moura, doEstadão Conteúdo
Brasília - De saída do governo, o atual ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse à Agência Estado esperar que, no próximo mandato da presidente Dilma Rousseff, o "Brasil prossiga sendo uma grande nação" e avaliou que não há crise no horizonte para este ano.
Conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo, Lobão foi citado pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em depoimento como sendo um dos 28 políticos que teriam recebido recursos do esquema de corrupção na Petrobras.
"Desejo muito êxito à presidente Dilma, espero que o Brasil prossiga sendo uma grande nação. Todo ano tem suas características. Não acredito em crise", comentou Lobão à reportagem, ao chegar ao salão nobre do Palácio do Planalto.
Questionado se estava emocionado com a despedida do governo - Lobão será substituído pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) no controle da pasta -, respondeu: "Eu não, por que estaria? Estou tranquilo, saio do governo com a sensação de dever cumprido."
O ministro desconversou ao ser indagado sobre o desgaste provocado com a citação de Paulo Roberto Costa. "Não conheço o depoimento dele", afirmou. Com a saída da Esplanada dos Ministérios, Lobão retornará ao Senado Federal.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Um homem de sorte - BERNARDO MELLO FRANCO
SÃO PAULO - Lobão nada explica. A manchete poderia ser publicada hoje, mas saiu no "Jornal do Brasil" em 9 de janeiro de 1994. Edison Lobão, governador do Maranhão pelo PFL, era suspeito de participar da máfia dos anões do orçamento. O delator do esquema contou que ele frequentava a casa de João Alves, que se dizia um homem de sorte e atribuía sua fortuna a vitórias seguidas na loteria. A CPI perguntou o que Lobão tinha a dizer sobre as acusações. Ele tentou ser rude, mas foi sincero: "Não há o que explicar".
Duas décadas se passaram. João Alves morreu, o PFL morreu, o "JB" morreu, mas Lobão continua. Aos 77 anos, é ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff, indicado pelo ex-presidente José Sarney. Demonstra pouco conhecimento da área, apesar de estar no cargo desde 2008. Em maio, disse que "com a graça de Deus" não haveria racionamento. Nem o ateu mais militante ousaria misturar o nome dEle com a gestão do maranhense.
Na semana passada, um novo delator, Paulo Roberto Costa, começou a entregar os beneficiários do esquema que saqueava os cofres da Petrobras. Além dos suspeitos de sempre do Congresso, citou um único ministro como destinatário de propina. Ganha uma passagem de ida para São Luís, com conexão de ônibus até o município de Governador Edison Lobão, quem adivinhar quem é.
Mais uma vez, Lobão nada explica. A lista dos delatados veio à tona no sábado, em reportagem da revista "Veja". No domingo, o ministro faltou ao desfile do Sete de Setembro. Na segunda-feira, saiu de férias. Questionada por repórteres, a presidente se saiu com a seguinte resposta: "Ele não sabe nem do que está sendo acusado, a revista não diz. Vocês sabem?".
No início do mandato, Dilma afastava ministros suspeitos de corrupção. Neste final melancólico, recorre a ironias de gosto duvidoso para protegê-los. Lobão não ganhou na loteria como João Alves, mas também pode ser considerado um homem de sorte.
Duas décadas se passaram. João Alves morreu, o PFL morreu, o "JB" morreu, mas Lobão continua. Aos 77 anos, é ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rousseff, indicado pelo ex-presidente José Sarney. Demonstra pouco conhecimento da área, apesar de estar no cargo desde 2008. Em maio, disse que "com a graça de Deus" não haveria racionamento. Nem o ateu mais militante ousaria misturar o nome dEle com a gestão do maranhense.
Na semana passada, um novo delator, Paulo Roberto Costa, começou a entregar os beneficiários do esquema que saqueava os cofres da Petrobras. Além dos suspeitos de sempre do Congresso, citou um único ministro como destinatário de propina. Ganha uma passagem de ida para São Luís, com conexão de ônibus até o município de Governador Edison Lobão, quem adivinhar quem é.
Mais uma vez, Lobão nada explica. A lista dos delatados veio à tona no sábado, em reportagem da revista "Veja". No domingo, o ministro faltou ao desfile do Sete de Setembro. Na segunda-feira, saiu de férias. Questionada por repórteres, a presidente se saiu com a seguinte resposta: "Ele não sabe nem do que está sendo acusado, a revista não diz. Vocês sabem?".
No início do mandato, Dilma afastava ministros suspeitos de corrupção. Neste final melancólico, recorre a ironias de gosto duvidoso para protegê-los. Lobão não ganhou na loteria como João Alves, mas também pode ser considerado um homem de sorte.
No IG - Empresa investigada pela PF tocou obra da Petrobras apadrinhada por Lobão
Ministro aparece na suposta lista de políticos que seriam beneficiados pelo pagamento de propina oriunda de contratos da estatal, atribuída ao ex-diretor Paulo Roberto Costa
Por Wilson Lima
Investigada pela Polícia Federal (PF) por possível envolvimento no esquema revelado pela Operação Lava-Jato, a Galvão Engenharia esteve na lista das empresas que participaram da construção da Refinaria Premium I, na cidade de Bacabeira, no Maranhão, obra apadrinhada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB). A obra, conforme relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), gerou dano ao erário público de R$ 84 milhões.
Oficialmente, o Ministério de Minas e Energia informou apenas que a decisão pela construção da Refinaria “compete à direção da Petrobras e seu Conselho de Administração (do qual o Ministro Edison Lobão não participa)”. No entanto, entre 2007 e 2010, Lobão travou uma guerra interna na Petrobras para que o projeto saísse do papel. Tanto é que, durante o lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium I, Lobão desabafou e classificou o projeto como bandeira de luta pessoal.
Lobão travou uma guerra interna na Petrobras para que o projeto da Refinaria Premium I, na cidade de Bacabeira, no Maranhão, saísse do papel
“Fiz do projeto da refinaria minha bandeira de luta, minha profissão de fé, de enfrentar resistências e má vontade dos setores poderosos do Centro Sul que não admitiam a organização de uma obra desse porte no Maranhão. Enfrentei descrenças dos invejosos dos pessimistas que não acreditavam ou que não desejavam que esse sonho se concretizasse. Aqui está a resposta para os que disseminavam a desesperança no povo maranhense”, disse, em janeiro de 2010.
Apesar de ter sido anunciada com pompa, a obra gerou polêmica desde então. A projeção inicial era que em 2013 a refinaria entrasse em operação com o refino de 300 mil barris de petróleo por dia e em 2015, ela entrasse em plena capacidade de processamento de petróleo de 600 mil barris de petróleo por dia. Atualmente, a obra ainda em fase de terraplanagem.
Em 2010, três empresas iniciaram a terraplanagem mas não concluíram as obras por decurso de prazo: o consórcio GSF, formado pelas empresas Galvão Engenharia, Serveng Civislan e Fidens Engenharia. Além disso, relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2013 apontou prejuízos da ordem de R$ 84 milhões em função de problemas e atrasos na obra. Na época, o TCU afirmou que a refinaria sofreu “atrasos injustificáveis nas obras e serviços devido a: deficiências de projeto, atraso na expedição da autorização de serviço inicial e demora na liberação de áreas a terraplenar”. Apesar disso, o Ministério de Minas e Energia negou qualquer tipo de irregularidade na obra. A Petrobras não se pronunciou.
Mais sobre o caso:
Com as investigações da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal descobriu que a Galvão Engenharia, uma das empresas que iniciaram a terraplanagem da Refinaria Premium I, efetuou depósitos para a empresa MO Consultoria, do doleiro Alberto Youssef, preso desde o dia 17 de março. Conforme a Polícia Federal, a Galvão Engenharia teria efetuado depósitos da ordem de R$ 1,5 milhões nas contas da MO Consultoria entre abril e março de 2011. A suspeita da PF é de que as empresas que estavam nesse esquema pagavam propina para Youssef para obter contratos com a Petrobras.
Refinaria Premium I, na cidade de Bacabeira, no Maranhão
No último final de semana, a revista Veja revelou uma lista de políticos que supostamente foram beneficiados com pagamentos de propina oriundos de obras da Petrobras, que teria sido elaborada pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Entre eles, estavam o ministro Edison Lobão e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB). Durante a operação Lava-Jato, Youssef, considerado o líder da organização criminosa desarticulada pela PF, foi preso em São Luís, no Maranhão. Durante as investigações, a PF descobriu que Youssef teve encontros com assessores próximos da governadora Roseana Sarney e que estava em São Luís para articular encontros com pessoas ligadas ao governo.
O governo do Maranhão negou qualquer relação com o doleiro e a governadora informou que também desconhece qualquer favorecimento obtido de forma ilícita. Procurada pela reportagem do iG, a Petrobras também não respondeu aos questionamentos sobre eventuais irregularidades na obra e as relações dela com o ministro Edison Lobão. A Galvão Engenharia também foi procurada e não deu retorno à reportagem.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Eleições 2014 - Estadão cita férias de Lobão
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,citado-por-costa-ministro-de-minas-e-energia-entra-em-ferias,1557531
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Lobão está afastado do Ministério das Minas e Energia
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, está de férias. Desde o dia 3 de setembro, dois dias antes do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa citá-lo como beneficiário do esquema de corrupção na empresa, Lobão desfruta das férias do Ministério. As férias de Lobão foram autorizadas pelo Diário Oficial da União do dia 2 de setembro de 2014.
Após as denúncias do ex-diretor da Petrobras, a instabilidade de Lobão no governo Dilma Rousseff ficou evidente. O senador eleito em 2010 está no Ministério das MInas e Energia desde o segundo mandato do governo Lula.
O interino Márcio Zimmermann segue a rotina do ministério. Nesta terça-feira, 9, recebeu o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Milton Rego, e representantes da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Des. Rural do Rio Grande do Sul.
O interino Márcio Zimmermann segue a rotina do ministério. Nesta terça-feira, 9, recebeu o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Milton Rego, e representantes da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Des. Rural do Rio Grande do Sul.
A princípio, o ministro Lobão tirou férias para ajudar a campanha do filho, senador suplente Lobão Filho (PMDB) para governador do Maranhão. Segundo o IBOPE, Lobão Filho que é conhecido jocosamente entre os maranhenses por Edinho Trinta, estaria na segunda colocação da corrida ao Palácio dos Leões com coincidente 30% das intenções de votos do eleitorado maranhense.
terça-feira, 4 de março de 2014
Lobão sobre o Carnaval do Brasil
"Carnaval...Por sinal a gente só fez Carnaval até hoje. E essa monomania de festividade histérica, que tanto nos caracteriza, não tem dado resultados muito satisfatórios há muitos carnavais, amigo. Muito embora a grande maioria dos nossos pensadores, cegos à realidade brutal que nos assola, se ufane e defenda com unhas e dentes esse estranho comportamento, essa ditadura da alegria por nós praticada e cultuada.
Bem que poderíamos focar nossas energias em coisas mais interessantes e ambiciosas do que essa obsessão pela carnavalidade como epicentro de nossa percepção do cosmo."
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