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segunda-feira, 24 de abril de 2017
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
O Estadão - Policial do Senado denuncia missão ‘secreta’ para Sarney
Em entrevista ao ‘Estado’, Paulo Igor Bosco da Silva, autor da queixa que originou a Operação Métis, revela ação não registrada em escritório de ex-senador
Erich Decat,
O Estado de S.Paulo
O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Autor da denúncia que originou a operação da Polícia Federal no Senado na sexta-feira passada, o policial legislativo Paulo Igor Bosco Silva afirmou que seus colegas cumpriram uma missão “secreta” no escritório particular do ex-presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP), em Brasília. O objetivo, como em outros pedidos feitos pelos parlamentares, era descobrir se o local estava grampeado por eventuais escutas ambientais e telefônicas.
Silva recebeu o Estado na tarde de sábado e detalhou a denúncia apresentada ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. A varredura de grampos realizadas no escritório de Sarney, de acordo com ele, foi feita por meio de uma “ordem de missão oculta”, não numerada, em julho de 2015, quando o ex-parlamentar não exercia mais cargo público.
“Muitas vezes a emissão de ordem de missão vinha não numerada. Uma ordem de missão não numerada é aquela que está inscrita no papel, mas não entra no controle. Tem a ordem 1,2,3,4, 5 e, a partir do momento que emito uma sem numeração, significa que ela não está entrando no controle. Isso aconteceu na do Sarney”, afirmou Silva. “Ordem de missão não numerada não é normal porque todo documento oficial tem que ter um controle do órgão.”
Afastado das atividades por motivos de saúde, Silva, de 29 anos e há quatro anos na Polícia Legislativa, diz que fez a denúncia após suspeitar de que as ações de varreduras tinham como objetivo embaraçar as investigações da PF no âmbito da Operação Lava Jato. Ele nega relação com o fato de estar respondendo a um procedimento interno sob a acusação de dar aulas em um cursinho em horário de expediente. “Não tem fundamento, porque a denúncia que fiz foi de maio e a sindicância é de 31 de agosto”, afirmou.
Desdobramentos das investigações da PF apontam que um grupo de policiais legislativos, liderado pelo diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, “tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da PF em face de senadores e ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência”. Entre os beneficiados também foram citados os senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Gleisi Hofmann (PT-PR), além do ex-senador Lobão Filho (PMDB-MA).
Carvalho e mais três policiais legislativos foram presos pela PF, mas apenas o diretor continua detido. Em nota divulgada na sexta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu a atuação dos policiais subordinados a ele e afirmou que as varreduras não acarretam em outros tipos de monitoramento.
Buscas. PF e MPF investigam a atuação de policiais legislativos do Senado para atrapalhar o andamento da Lava Jato
Lava Jato. Silva relatou também uma ordem de “missão não numerada” nos escritórios particulares de Lobão Filho no Maranhão. Na ocasião, porém, houve resistência por parte dos agentes do Senado destacados para a operação.
“Como era algo que causava estranheza, o pessoal acabou entendendo, por bem, que não seria cumprido se não tivesse a ordem por escrito. E foi feito, apareceu a ordem por escrito e eles foram cumprir. Mas eu me recusei”, afirmou.
Segundo ele, a recusa ocorreu após notar uma associação do pedido de varredura com uma ação da Lava Jato. “A PF fez uma operação que envolveu o Lobão e pouco tempo depois foi determinado uma varredura nos escritórios particulares e na residência lá no Maranhão.”
A mesma iniciativa teria ocorrido após batida da PF nas residências do senador Fernando Collor (PTC-AL), realizadas em 15 de julho, em Brasília. “Assim que a Polícia Federal saiu da Casa da Dinda, o pessoal entrou para fazer a varredura. Assim que saíram do apartamento funcional dele, o mesmo procedimento foi feito” disse Igor.
“Isso me causava estranheza. Se a Operação Lava Jato estava com a autorização judicial e a PF cumpriu uma decisão também com autorização, como é que eu vou, na sequência, no mesmo endereço, fazer uma operação de contrainteligência verificando se existe ou não o grampo? Você pode até me falar: mas o grampo não poderia ser externo, de outro lugar? Poderia, mas também poderia ser da PF. E obviamente não vou saber identificar qual é qual, encontrando um, vou tirá-lo. E evidentemente que isso poderia atrapalhar o andamento das investigações.”
O policial legislativo afirmou desconhecer de quem partiam as ordens para as missões. “É a dúvida que surge, mas eu também não posso tirá-la. Desconheço se havia alguma determinação superior, alguma combinação. Para cima não sei o que acontecia, sei o que acontecia do Pedro(diretor da Polícia Legislativa) para baixo.”
Ele revelou ainda que, após a operação de sexta, foi ameaçado por um agente próximo do diretor da Polícia Legislativa.
Defesa. Procurado pelo Estado, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Sarney, afirmou que o ex-senador não se lembra da varredura em seu escritório. “O Sarney não se lembra dessa varredura. Não tem nenhuma relação com ato secreto. Não tenho conhecimento de que foi feito varredura depois que ele deixou o Senado. Se foi feito depois, ele, como presidente do Senado, pode até discutir se houve alguma questão administrativa, alguma falha. Mas jamais se cometeu um crime.”
O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, foi procurado ontem, mas não respondeu aos telefonemas até o fechamento desta edição.
Casa escondeu atos em 2009
As ordens não numeradas da Polícia Legislativa remetem a outro episódio que mostrou uma “caixa-preta” no Senado. Em junho de 2009, o Estado revelou cerca de 300 atos administrativos que não foram tornados públicos, como prevê a Constituição, e favoreciam parentes de parlamentares ou mesmo eles próprios. Esses atos ficaram conhecidos como “atos secretos”.
Um dos principais personagens daquele episódio foi justamente o então presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Entre os atos secretos esteve a exoneração do seu neto, loteado em um gabinete. O objetivo foi não dar visibilidade a um parente não concursado de Sarney na instituição, quando o Senado já deveria cumprir as regras antinepotismo estabelecidas no ano anterior pelo STF.
Na época, Sarney chegou a subir à tribuna e dizer que não sabia “o que é ato secreto”. Dois meses depois, ele admitiu que soubera desde o fim de maio. A mudança de posicionamento foi reação a uma fala do ex-diretor da Casa Ralph Siqueira, de que teria avisado Sarney sobre os atos.
Depois que as irregularidades vieram à tona, os atos foram publicados em edições suplementares do boletim. Sarney decidiu não anular as decisões tomadas pela Mesa Diretora, responsável pela publicação dos atos, alegando que não teria poder para isso.
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sábado, 1 de novembro de 2014
FRASE DO DIA
"Meu pai não tem absolutamente nada a esconder".
Do senador Edison Lobão Filho (PMDB-AP) sobre o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, que deve deixar o ministério, citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa em esquema de corrupção.
sábado, 27 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Uma piada de Sarney?
Por Abdon Marinho (advogado)
Circula no mundo cibernético, as vezes em vídeo, as vezes em texto, a coleção de colocações inusitadas do candidato Lobão Filho. Colocações com alto potencial corrosivo à sua candidatura. Quem não lembra, por exemplo, quando disse que iria implodir o presídio de Pedrinhas? Quando disse que começa o expediente as nove da manhã? Quando disse que fica posando de homem honesto? Quando sugeriu consultas por telefone? Quando sugeriu que a melhor solução para segurança seria, ao invés de colocar quatro homens numa viatura, colocar cada um em uma moto? A última que recebi nem considerei uma piada em si, o candidato dizia que conhece o pai desde que nasceu. Embora para muitos, esta tenha sido mais uma piada, levei em conta as milhares de crianças que nascem todos os anos de pais desconhecidos. O candidato dizer que conhece o pai desde que nasceu não é tão absurdo, a considerar todas as outras coais ditas e chistes, como aquele a que respondeu a uma pergunta, pertinente, de um jornalista, respondeu dizendo que na casa do mesmo todo mundo era (o número do candidato), pai, mãe, avós, cunhados e até os bichos de estimação, como cão, gato e papagaio.
E se o candidato não se ajuda, sua equipe de marketing e comando de campanha também não ajuda. Será que ninguém se deu conta que daria margens a inúmeras interpretações, um candidato chamado Lobão, com o retrospecto que possui, aparecer com aquela mão enorme sobre o Maranhão? Resultado, virou aos olhos de muitos, o “homem da mão grande”. Será que ninguém se deu conta da idiotice que era colocar o candidato e seus aliados, inclusive pessoas importantes e influentes, fazendo a saudação nazista, de triste memória? Não. Ninguém sabia que estavam repetindo como autômatos os gestos da Segunda Grande Guerra. Falei sobre isso em textos anteriores.
Ainda neste tema, outro dia vi uma outra patetice que consistia em – acreditem –, tatuar (acredito que tatuagem provisória) o número do cidadão no braço dos eleitores. Pelo que soube, prefeitos, lideranças, deputados e até a governadora do Maranhão, andou fazendo essa tolice.
A rigor, do ponto de vista prático, nada teria demais. Acontece que a tatuagem no braço tem uma simbologia nefasta. Os nazistas tatuavam uma numeração nos seus prisioneiros. Uma marca que os sobreviventes do Campos de Concentração carregaram e carregam até hoje a dolorosa lembrança. Nos antecedentes, trata-se, de mais uma coincidência de triste memória. Uma candidatura que adota a saudação nazista e que tatua o número nos eleitores. Me perdoem, mas é muita falta de noção.
A falta de noção, aliás, se repete nas coisas mais comezinhas. Outro dia, distribuíram uma foto do cidadão saudando os eleitores maranhenses direto de uma praia… no Rio de Janeiro. E ele nem estava lá, na verdade, estava num lugar bem mais belo, aqui mesmo no Maranhão, o aprazível município de Santo Amaro. Por que não mandaram a foto do candidato saudando os eleitores direto de Santo Amaro? Seria uma ótica jogada de marketing.
Quem conhece um pouco de política, estranhou que o grupo Sarney, depois de tantos anos no poder, não tenha produzido uma liderança com mais consistência, com capacidade de enfrentar qualquer debate com os adversários. O primeiro que apresentaram, não tenho a menor dúvida, se sairia bem melhor. Teríamos, ao menos, em termos de debate, um nível muito mais elevado.
Se analisarmos bem a história recente, veremos que até meses antes da escolha, pessoas sérias não cogitavam o nome do atual candidato, não apenas para governador, mas para cargo algum. A maioria das pessoas já achou escandalosa a opção como suplente do pai, quanto mais ser escolhido para titular do senado e menos ainda para governador.
Apesar disso, logo que operaram a mudança e chamaram o Sr. Lobão Filho para a disputa, um candidato improvável, achei que era uma candidatura para valer, tinham o governo do estado, uma governadora que ficaria no mandato até o fim, todos os senadores do Maranhão e até um do Amapá apoiando, quase todos os deputados estaduais e federais, quase todos os prefeitos, ex-prefeitos e lideranças municipais, um ministro de Estado, o próprio pai do escolhido, a presidente e o ex-presidente da República, ambos com grande aceitação. Trata-se de muito apoio, nunca ninguém teve tanto.Tinham, sobretudo, dinheiro, tanto de suas fortunas pessoais acumuladas ao longo dos anos, quando da capacidade de arrecadar pela influência política.
Era, pesado tudo isso, uma candidatura de respeito, muito poder concentrado. Apesar de tudo isso, até aqui, não têm conseguido ir muito longe. Estão transformando um capital político em pó. Não me digam que isso tudo o desejo de mudança do povo. Claro que esse sentimento é o principal eleitor, entretanto, o que temos visto é uma monumental incompetência política, de marketing, de organização.
A crônica política do Brasil levará anos para explicar como uma candidatura com tanto apoio, com tantas condições chegará ao final bem menor que o começou. Embora não conheça pessoalmente o candidato, custo a acreditar que um senador da República se revele tão despreparado. Sobretudo alguém que ostenta na biografia dois cursos superiores e que está no senado da República há sete anos, que foi secretário de Estado, por quatro e, tão bem nascido a ponto de conhecer o pai desde que nasceu, nas suas própria palavras.
Registro que logo nas primeiras presepadas escrevi um texto dizendo que a opção por ele, ao meu sentir, se revelava mais emocional que técnica. Mas, como explicar que não tenham encontrado ninguém melhor ou que arriscassem o futuro do grupo numa escolha emocional? O candidato Lobão Filho parece não possuir qualquer preparo para nada e, apesar dos cargos ocupados, não parece ter aprendido muita coisa com eles. Arrisco dizer que é bem pior que Dilma ou Roseana, conhecidas nacionalmente pelas tolices que dizem. A presidente, inclusive, de tão famosa, chegou a criar um vocabulário próprio: O dilmês. Roseana, todos conhecemos, dispensa apresentações.
A cada dia que passa, por tudo dito acima, ninguém leva a sério o Sr. Lobão Filho. Daqui a pouco as pessoas estarão dizendo nas ruas, nos bares e repartições: “Sabes a última do Lobão Filho?”. Caminha para isso, para virar piada.
Outro dia o senador e ex-presidente Sarney, um dos patronos da escolha, contou uma piada reciclada num evento de campanha. Fico pensando, cá com meus botões, se não seria a escolha, também uma piada do senador. Uma piada sem graça, diga-se de passagem, porque priva os cidadãos maranhenses de um verdadeiro debate.
Abdon Marinho é advogado.
domingo, 21 de setembro de 2014
sábado, 20 de setembro de 2014
Lula tem baixa audiência no programa de Lobão Filho
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chancela as candidaturas dos herdeiros dos chefes políticos ligados aos grupos mais retrógrados da política brasileira. No Maranhão, Lula tem marcado presença nos programas de rádio e televisão do candidato Lobão Filho (PMDB), filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, integrante longevo do grupo Sarney.
Lobão, o pai, foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no esquema de desvio de recursos da empresa.
Lula apareceu no quarto programa de TV da propaganda eleitoral gratuita de Lobão Filho em 25 de agosto. De lá pra cá as inserções com o ex-presidente não pararam mais. "Eu tenho certeza que Lobão Filho será um grande governador", afirma Lula. Disponível na página do candidato, a aura de vencedor de Lula não tem brilhado. Contam com menos de 300 visualizações.
No Pará, Lula já apareceu cinco vezes no programa de televisão do candidato Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho (PMDB), que renunciou ao Senado em 2001 e chegou a se preso no ano seguinte sob acusação de desvio de recursos da Sudam.
Assista aqui Lula em 2014:
Lula nem sempre pensou assim. No passado, após ser derrotado nas urnas e percorrer o Maranhão em caravana, o petista abria o verbo contra Roseana Sarney e Lobão.
Assista aqui Lula em 2007:
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
domingo, 14 de setembro de 2014
Em eleição tensa no MA, Lobão Filho assume legado de Roseana
DIÓGENES CAMPANHA
ENVIADO ESPECIAL AO MARANHÃO
No momento em que o telão exibe um vídeo de campanha, o senador Edison Lobão Filho (PMDB) sobe no palanque na praça central de Lagoa da Pedra, a 221 km de São Luís, na quinta-feira (11).
Na projeção, a prefeita Maura Jorge (DEM) exalta a parceria com a governadora Roseana Sarney (PMDB); um morador diz ter por "esse pessoal do Sarney" a mesma consideração que tem pela prefeita.
No palanque espaçoso, o microfone passa de mão em mão com pedidos de voto a Lobão Filho, candidato ao governo do Maranhão e filho do ministro de Minas e Energia. Alguns espantam o calor com uísque em copos de plástico.
A promessa de que ele dará "continuidade ao trabalho da Roseana" é repetida.
Na vez do candidato, enfim, ele ataca o principal adversário da disputa, Flávio Dino (PC do B): "Vamos acabar com esse discurso de esculhambar a Roseana de manhã, o Maranhão de tarde e a mim de noite", afirma, para aplausos dos presentes.
Edinho, como é conhecido, assumiu a tarefa de defender a hegemonia do grupo que lidera o Estado há quase 50 anos, na eleição que marca a despedida de duas de suas principais figuras.
O senador José Sarney (PMDB-AP), que assumiu o governo local em 1966, anunciou em junho que não disputaria a reeleição. A filha dele, Roseana, ao final do quarto mandato como governadora, não quis brigar por uma vaga no Senado e também anunciou que não disputará mais cargos públicos.
NOVA ESTRATÉGIA
Sair ferozmente em defesa da atual governadora, como fez Edinho, parece corriqueiro nesse período eleitoral.
Mas não para esse candidato do PMDB, que desde o início da campanha adotava distanciamento de Roseana, representante do clã que comanda o Estado (com pequenas interrupções) há quase cinco décadas.
Por um lado, diz não ter participado da atual gestão e citava ter "estilo diferente" de administração. Mas agora passou a exibir no horário eleitoral gravação com o pedido de voto dela, além de enumerar obras do governo do Estado.
Um dos entusiastas dessa defesa raivosa do legado é o ex-ministro Gastão Vieira, candidato ao Senado na chapa de Lobão Filho.
No alto de um carro de som na rua principal de Lago do Junco, a 223 km de São Luís, ele citou Lobão pai, governador de 1991 a 1994, Epitácio Cafeteira (1987-1990), João Alberto (1990-1991), além da atual governador do Estado.
Chamada de oligarquia pelos adversários, o grupo de Sarney trava uma dura disputa contra o ex-deputado Flávio Dino, líder da disputa, segundo pesquisa Ibope da semana passada. Ele apareceu com 42% das intenções de voto, ante 30% de Lobão Filho.
Esse resultado acirrou ainda mais uma disputa já marcada por duros confrontos.
Na semana passada, por exemplo, num debate promovido pela Federação das Indústrias do Maranhão, a troca de farpas chegou ao ponto de os dois candidatos, diante de uma plateia de empresários, entregarem documentos ao presidente da entidade para endossar ou rebater acusações entre eles.
Uma das "acusações" de Lobão Filho é a de que Dino poderia implantar o comunismo no Estado e ameaçar a liberdade religiosa, numa referência à sua filiação ao Partido Comunista do Brasil.
Em discursos ou debates, ele só se refere ao adversário como "o comunista".
O candidato do PC do B, que se declara católico, buscou o apoio de líderes evangélicos e lançou uma campanha pelo voto cristão.
Nessa investida, visitou um templo da Assembleia de Deus na periferia de São Luís, onde pastores o questionaram sobre suas convicções.
"Ele disse que o comunismo dele é baseado na fraternidade e no amor, não é baseado no comunismo antigo", relata Osiel Gomes da Silva, líder da congregação. "Também falavam que o Lula iria implantar isso."
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Lobão está afastado do Ministério das Minas e Energia
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, está de férias. Desde o dia 3 de setembro, dois dias antes do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa citá-lo como beneficiário do esquema de corrupção na empresa, Lobão desfruta das férias do Ministério. As férias de Lobão foram autorizadas pelo Diário Oficial da União do dia 2 de setembro de 2014.
Após as denúncias do ex-diretor da Petrobras, a instabilidade de Lobão no governo Dilma Rousseff ficou evidente. O senador eleito em 2010 está no Ministério das MInas e Energia desde o segundo mandato do governo Lula.
O interino Márcio Zimmermann segue a rotina do ministério. Nesta terça-feira, 9, recebeu o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Milton Rego, e representantes da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Des. Rural do Rio Grande do Sul.
O interino Márcio Zimmermann segue a rotina do ministério. Nesta terça-feira, 9, recebeu o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Milton Rego, e representantes da Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Des. Rural do Rio Grande do Sul.
A princípio, o ministro Lobão tirou férias para ajudar a campanha do filho, senador suplente Lobão Filho (PMDB) para governador do Maranhão. Segundo o IBOPE, Lobão Filho que é conhecido jocosamente entre os maranhenses por Edinho Trinta, estaria na segunda colocação da corrida ao Palácio dos Leões com coincidente 30% das intenções de votos do eleitorado maranhense.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Lobão Filho relaxa TV Brasil no Maranhão
O candidato a governador do Maranhão pela coligação "Pra frente Maranhão", Lobão Filho (PMDB), desprezou o convite do departamento de jornalismo da TV Brasil no estado para conceder entrevista. As entrevistas com duração de 15 minutos são realizadas dentro do bloco do Repórter Maranhão.
Edinho Lobão, como é conhecido pela população do estado, desmarcou em cima da hora o compromisso agendado para esta segunda-feira, 1º. Um integrante do comitê de campanha do candidato se encarregou de declinar do convite.
Nesta terça-feira, Flávio Dino (PCdoB) que aparece liderando todas as pesquisas de intenção de votos já realizadas no estado, deu entrevista ao diretor de jornalismo Beneti Nascimento.
Lobão Filho é proprietário do Sistema Difusora de Comunicação que tem sede em São Luís. A TV Difusora, repetidora da SBT, que antes de ser adquirida pelo ex-governado Edison Lobão do ex-governador Epitácio Cafeteira, é a segunda emissora em audiência no estado. Mas, está bem abaixo da audiência do Sistema Mirante de Comunicação, cadeia repetidora da TV Globo, da família Sarney.
sábado, 9 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Lobão Filho está sem agenda de campanha
Emparedado pelas irregularidades que emergem como consequência da sua candidatura a governador, o senador suplente Lobão Filho (PMDB) retirou do portal de campanha o link agenda, por total inutilidade. Inaugurado no domingo, 6, o portal é uma ferramenta essencial em campanhas eleitorais. Nele, a agenda é o roteiro que alimenta a imprensa, correligionários, supostos militantes, disponíveis, apoiadores e opositores, de informações sobre o paradeiro do candidato e a movimentação de campanha.
Quando entrou no ar, o portal informava no link agenda que na segunda-feira, 7, o candidato teria às 6 da manhã (antes mesmo do cagar dos pintos) uma reunião com pastores da Assembleia de Deus. Diante da incoerência do compromisso, a agenda foi corrigida. Na sequência, desapareceu da barra de links.
Acossado pela vida pregressa como empresário e político de proveta, Lobão Filho tem se restringido a dar explicações sobre inexplicáveis situações. Reuniões com apoiadores de campanha e com a coordenação de campanha, uma manjada forma de dar importância ao vazio, tem sido corriqueiramente a agenda de Lobão Filho.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Eleições 2014 - Partidos da coligação de Eduardo Campos estão com candidato dos Sarney no Maranhão
Três do partidos que integram a coligação "Unidos pelo Brasil", do presidenciável Eduardo Campos (PSB) estão compondo a coligação "Pra Frente Maranhão", de Lobão Filho, candidato do grupo Sarney. PRP, PHS e PSL estão no leque de 18 legendas da coligação.
A coligação de Campos conta ainda com o PPS e PPL. Os dois últimos estão divididos entre o candidato a governador José Luiz Lago, e a candidatura do ex-presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB) e mais oito partidos, inclusive PSB e PPS.
Campos e a candidata a vice, Marina Silva (Rede), cumpriu agenda nesta quinta-feira, 10, em São Luís. Foi o primeiro presidenciável com candidatura registrada a visitar a capital maranhense. No meio da tarde, o pernambucano participou de caminhada na Rua Grande, acompanhado de Flávio Dino e outros candidatos da coligação "Todos pelo Maranhão", e de José Luiz Lago (PPL), irmão do ex-governador Jackson Lago (1934-2011).
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