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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Weverton Rocha é o único "parlamentar em ascenção" da bancada maranhense

   
O deputado Wadih Damous e o ex-ministro Carlos Lupi na convenção do PDT no Maranhão
    O deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) está na lista dos parlamentares em ascenção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.  É o único entre os 18 deputados federais da bancada maranhense. Na lista dos "cabeças" do Congresso está o deputado Sarney Filho (PV). Entres os senadores pelo Maranhão nenhum está na lista divugada pelo DIAP.
    Na semana passada o presidente estadual do PDT, eleito em 28 de agosto, promoveu um jantar com a bancada pedetista. Entre os convidados estava o assessor especial da presidente Dilma Rousse (PT, Giles Azevedo. A liberação das emendas parlamentares esteve no cardápio. Mesmo assim, parlamentares do PDT reiteraram que vão manter postura independente. Ex-presidente nacional do PDT, Manoel Dias é ministro do trabaho no segundo mandato de Dilma.
    Pela definição do DIAP, parlamentar em ascenção sao aqueles que vêm recebendo missões partidárias, políticas ou institucionais e se desincumbindo bem delas. Estão na mesma categoria parlamentares que buscam abrir canais de interlocução, criando espaços próprios e assim obtendo credenciais para exercício de liderança formal ou informal no âmbito da casa legislativa. Os parlamentares em ascenção estão entre os 150 mais influentes no congresso.
    Os "cabeças" são aqueles que conseguem se diferenciar dos demais. A capacidade de conduzir debates, negociações, votações e articulações, liderando tomadas de decisões.
    A avaliação do DIAP foi realizada entre os meses de fevereiro e junho de 2015.  Entre os 100 mais influentes no Congresso Nacional, 62 estão na Câmara e 38 são senadores.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Prefeito eleito pelo PDT veta feriado para Dia da Consciência Negra

    Quinze vereadores de Porto Alegre votaram a favor do veto a um projeto de lei que criaria o feriado municipal da Consciência Negra e da Difusão da Religiosidade. A votação ocorreu na segunda-feira e seguiu o posicionamento do prefeito José Fortunati, que se licenciou do PDT na semana passada. Antes de ser vetado pelo prefeito, o projeto fora aprovado pela maioria da Câmara Municipal.
    Para derrubar o veto do prefeito, eram necessários 19 votos, a maioria absoluta entre os 36 vereadores. Contudo, três deles faltaram à sessão, o que gerou um empate de 15 no plenário a favor e contra a aprovação do feriado. O autor da proposta, vereador Delegado Cleiton (PDT), disse que prefere não acreditar que os colegas tenham vetado o feriado por preconceito: “Não gostaria de ver dessa forma”, disse.
    Cleiton defende a criação do feriado e afirmou que 1.074 cidades brasileiras comemoram a data. A proposta tem como objetivo adequar a legislação municipal ao previsto na lei federal que instituiu o dia 20 de novembro, data do falecimento do líder negro Zumbi dos Palmares, como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.
    “Houve um lobby forte das empresas com o prefeito para barrar o projeto”, para evitar o feriado, acusou Gleidison Martins Dias, assessor jurídico do Conselho Estadual do Povo de Terreiro do Rio Grande do Sul e integrante do Movimento Negro Unificado.
Motivos para o veto
    Fortunati, na justificativa do veto, disse que o projeto é inconstitucional. Para Dias, o argumento é ”fraco”, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) já julgou uma situação semelhante e decidiu que a Constituição indefine o que é feriado ou não.
    De acordo com o veto do prefeito, “o feriado instituído neste projeto é de caráter civil e não religioso, como se pode perceber, só podendo ser declarado por lei federal nos termos do artigo 1º da Lei federal nº 9.093”.
    O vereador Cleiton disse que vai manter a proposta. Segundo ele, serão feitos ajustes no texto e um novo projeto será votado. A principal mudança será na data, que deverá coincidir com o feriado de Finados, também em novembro. Dessa forma, o comércio não tentaria intervir na criação do projeto, acredita.
Com informações das Agências de Notícias

domingo, 26 de outubro de 2014

PDT salva grupo político de Sarney no Amapá

Eleições 2014

Vitória de Góes no Amapá deve ser 'prêmio de consolação' de Sarney  

Ex-governador, preso em 2010 pela PFl, deve derrotar Camilo Capiberibe (PSB) neste domingo - e evitar derrocada definitiva do grupo político do senador

Mariana Zylberkan
Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT)
Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) (Divulgação/VEJA.com)
Depois de assistir à derrocada do seu grupo de aliados no Maranhão, o senador José Sarney (PMDB) deve levar ao menos um prêmio de consolação nestas eleições: a vitória de Waldez Góes (PDT) na disputa pelo governo do Amapá. O ex-governador do Estado está trinta pontos à frente de Camilo Capiberibe (PSB), candidato à reeleição, nas disputas de intenção de voto e deve ser eleito neste domingo. Se confirmada, esta terá sido a única vitória do grupo político de Sarney nestas eleições. No primeiro turno, o candidato do peemedebista ao Senado pelo Amapá, Gilvam Borges, foi derrotado por Davi Alcolumbre (DEM). No Maranhão, até sua filha Roseana abriu mão de disputar cargos públicos tamanho o desgaste sofrido nos últimos anos. Apoiado pela família, Lobão Filho (PMDB) foi derrotado em primeiro turno por Flávio Dino (PCdoB). Também lá o candidato dos Sarney ao Senado, Gastão Vieira (PMDB), perdeu para Roberto Rocha (PSB). 
Góes já governou o Amapá por duas vezes, entre 2003 e 2010 - ano em que foi um dos 17 presos na operação Mãos Limpas da Polícia Federal, que investigou desvio de dinheiro público no Estado. Na esteira do escândalo, foi derrotado na disputa pelo Senado nas eleições daquele ano. Seu primo, Roberto Góes (PDT), então prefeito de Macapá, também foi preso.
Para neutralizar a influência política de Sarney, senador pelo Estado por 24 anos consecutivos, lideranças políticas com ideologias opostas formaram uma aliança exótica em 2014, que se mostrou eficiente na disputa pelo Senado. O senador Randolfe Rodrigues, do PSOL, sigla fundado para abrigar o grupo conhecido como “os radicais do PT”, apoiou a candidatura ao Senado de Alcolumbre, integrante de agremiação com perfil conservador. 
Uma improvável derrota de Góes representaria a total derrocada política de Sarney, que anunciou a aposentadoria em junho. Eleito, porém, Góes representará um respiro político do senador no Estado, criado em 1988, quando era presidente da República. O ex-governador chegará ao poder amparado por aliados e parentes. Sua mulher, Marília, foi eleita deputada estadual, assim como a tia do candidato, Maria. O aliado de Góes e de Sarney, Moises Souza (PSC), também conseguiu reeleger-se para a Assembleia. Os três estão entre os servidores da Câmara Estadual com as contas bloqueadas e são investigados em esquema de superfaturamento de diárias e desvios de 2,8 milhões de reais. Já Roberto Góes foi eleito deputado federal.
Góes se beneficia de uma ampla rede de meios de comunicação – 16 rádios e dois canais de TV – pertencente à família de Gilvan Borges, seu aliado, para propagar sua candidatura e atacar o adversário do PSB. A coligação formada por PSB, PT, PSOL e PCdoB acionou o Tribunal Regional Eleitoral para tentar suspender os sinais das rádios e TVs da família de Borges sob acusação de favorecimento político. O pedido de suspensão do sinal chegou a ser atendido, e as rádios ficaram fora do ar por 48 horas, nos dias 13 e 14 de setembro, mas posteriormente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou as transmissões.
DE VEJA

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pedetistas declaram apoio a Flávio Dino e defendem candidatura própria nas eleições deste ano

    O presidente estadual do PDT, deputado federal Weverton Rocha, autorizou o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, a dar continuidade às articulação para se viabilizar como candidato ao governo do estado nas eleições de outubro deste ano.
    Hilton Gonçalo tem se identificado como pré-candidato ao governo pela legenda. Ele se reunião com dirigentes do PDT estadual na quarta-feira,30, para discutir o tema e avaliar a conjuntura. Amin e Weverton não estiveram presentes no encontro. Em dezembro Amim chegou a declarar que o "PDT iria com Flávio Dino".
     A disposição de Gonçalo tem apoio do vice-presidente do partido, o ex-deputado estadual Chico Leitoa, do 2° vice-presidente, o ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, e de membros do partido, como o ex-deputado estadual Julião Amim.
    Leitoa defende candidatura própria como estratégia de resgate e fortalecimento da legenda. Observa a ampliação da bancada como consequência natural de um nome na disputa majoritária. O PDT ainda não manifestou intenção de candidaturas ao Senado. Sob o argumento do fortalecimento da democracia  Deoclides Macedo também defende a mesma tese.
    Na intenção de viabilizar seu nome, Hilton Gonçalo programou uma série de atividades que o coloque no centro do debate. Na próxima semana, está agendada uma reunião mais ampla na sede do PDT em São Luís, para que o assunto volte a pauta e seja desenhada a estratégia a ser tomada em 2014.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fio da História - Igor Lago

    Quando atendi ao convite para ajudar os companheiros de meu pai, Jackson Lago, após o seu falecimento, a reorganizar o PDT maranhense, sabia dos desafios a serem enfrentados e que já se colocavam naquela ocasião.
     A cassação de seu mandato de governador pelo TSE, com a alegação de abuso de poder político, ficará para a história dos absurdos cometidos em nosso país a favor dos poderosos de plantão. Não só os daqui de nosso estado, mas, também, os de Brasília. Foi um daqueles momentos de nossa história no qual um poder se submete às vicissitudes de outro, sem a menor dissimulação, cuidado ou pudor.
     Alguns, de setores das próprias oposições, não entenderam sua posição, sua disposição, sua missão. Inclusive, integraram-se ao coro da mídia oligárquica ou à indiferença. Preferiram o caminho da dissensão.
Custou-lhe muito tempo, conversa e paciência para consolidar a sua natural candidatura em 2010. Traições, abandonos, calúnias foram acontecimentos corriqueiros desde sua cassação.
Dentre os que compreenderam aquele momento histórico, não posso deixar de citar o ex-ministro do STJ, o Sr. Edson Vidigal que, ao lado de Jackson Lago, candidatou-se a senador da República.
    Na campanha eleitoral de 2010, Jackson Lago e seus fiéis aliados enfrentaram não somente o poder econômico, político, social e cultural da Oligarquia. Tiveram que enfrentar uma situação inusitada, a insegurança jurídica de sua candidatura imposta pelo mesmo TSE, que lhe cassara o mandato no ano anterior, e que havia decidido sobre a aplicação do projeto de Lei Ficha Limpa, num total desrespeito à Constituição, nossa lei maior, que os nossos juízes deveriam ser os primeiros a respeitar e defender. Apesar do TRE maranhense haver deferido a sua candidatura, a Procuradoria Eleitoral do Maranhão pediu sua impugnação ao TSE que, numa manobra típica de elites jurídicas tupiniquins, engavetaram o seu processo durante toda a campanha eleitoral. Julgaram-no na última noite de campanha pela televisão e pelo rádio. O estrago estava feito de forma irreparável! Jackson Lago foi colocado como “ficha suja” por seus adversários durante toda a campanha. O resultado todos sabemos: Não houve nem segundo turno! Na noite da apuração, revelou sua frustração diante de um resultado tão distante de suas esperanças de poder reunir todas as oposições no segundo turno, e derrotar, definitivamente, as forças do atraso que tanto humilham e aprisionam os destinos de nosso povo: “Foi uma campanha desigual, sem a normalidade democrática e de muita deslealdade”.
A decepção, a tristeza, a infâmia abalaram a sua saúde e aceleraram a sua morte.
    Os desafios de que falávamos são os que enfrentamos nesse período que tivemos a honra de reorganizar o seu Partido, em 211 dos 217 municípios de nosso estado, enfrentando a resistência dos donos do PDT nacional (que tem outros planos para o nosso PDT, ligados a projetos pessoais de alguns de nosso e de outros partidos!); a sua política desrespeitosa e desastrada para o nosso Partido, quando sequer respeitam os nossos líderes, militantes históricos e mais representativos; a soberba de seus seguidores locais vazios e escassos de conteúdo para oferecer uma alternativa política real e renovadora; a forma antidemocrática com que decidiu contra a prorrogação de nossa Comissão Estadual (que não excluía ninguém!); o total desprezo pela ideia de Convenção, isto é, de Democracia. Sem citar o período, inédito, de informalidade a que fomos submetidos.
     Agora, assistimos ao triste espetáculo protagonizado pelos atuais dirigentes do canetaço. O resultado está aí aos nossos olhos: Um partido mal representado a serviço de interesses pessoais, de mandatos, de cargos, de projetos eleitorais pequenos. Uns, inclusive, já foram passados para trás, uma vez que já não atendem mais às demandas do momento, não valem mais nada, foram usados e gastos. Dissolveram uma comissão por outra em São Luis - uma pior que a outra! Tudo para atender a um projeto nitidamente pessoal, tanto dentro do partido quanto fora, para conseguir mandato e comprometer, assim, a melhor alternativa para o PDT que é a candidatura própria para prefeito de São Luis. Pior, pretendem apoiar uma candidatura sem identidade política maior. O autoritarismo e a falta de representatividade política dos dois senhores que tomam conta dos destinos de nosso partido é categórico e desastroso. O triste espetáculo é contínuo. Revelam-se a cada dia não terem nenhuma identidade com a história e os princípios que marcaram a vida e a razão de ser desse instrumento de luta social que foi e, a depender da sua imensa maioria, continuará a ser o PDT de Jackson Lago, Neiva Moreira, Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e tantos outros.
     Mas, para tão urgente e árdua tarefa, é preciso pegar o fio. O fio da História. Aqui, em São Luis, esse fio é representado por todos os companheiros do Comitê de Resistência Democrática Jackson Lago que, no momento, lutam pela candidatura própria do ex-ministro Edson Vidigal a prefeito de São Luis.
     O PDT nacional cortará mais esse fio contrariando as suas próprias resoluções?

São Luis, 15 de maio de 2012.