domingo, 21 de setembro de 2014

No PAINEL da Folha de S. Paulo


Eleições 2014 - Dez cidades do Maranhão terão força federal durante pleito

    Dez cidades do Maranhão terão força federal durante as Eleições de 2014. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral aprovou, nessa terça-feira (16/9), o reforço policial para Santa Luzia, Alto Alegre do Pindaré, Barra do Corda, Fernando Falcão, Jenipapo das Vieiras, São Mateus, Zé Doca, Santa Luzia do Paruá, Nova Olinda e Benedito Leite.
    O pedido foi apresentado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, com base em solicitação de juízes eleitorais, para a manutenção da ordem e da segurança pública no dia da eleição.
    A requisição de força federal foi relatada pela ministra Maria Thereza de Assis Moura e recebeu manifestação favorável do governo do estado.

Boi da Floresta de Mestre Apolônio realiza primeiro famtur durante ritual de morte

   


    O Boi da Floresta de Mestre Apolônio será o primeiro grupo de bumba-meu-boi do Maranhão a investir concretamente no turismo cultural do estado realizando neste domingo, 21, o primeiro famtur de um grupo folclórico. A apresentação "in loco" do boi ao trade local coincide com a realização do ritual de morte do boi do sotaque de pindaré ou da baixada.
Thaliene, filha do mestre Apolônio Melônio, na laboratório de infromática

    A organização do grupo folclórico com mais de 50 anos  vai além do endereço na rede de computadores (www.boidafloresta.org). Localizada no coração na Floresta (rua Tomé de Souza, 101), bairro da Liberdade, região de concentração das populações migratórias da Baixada Maranhense, a sede do boi abriga a moradia do mestre Apolônio Melônio e família; o Museu Comunitário da Floresta; o Projeto Floresta Criativa, um ponto de cultura do mesmo nome e uma biblioteca comunitária.
Rafael, companheiro de Thaliene em investimentos para o futuro

    Pelas dependências da casa espalham-se chapéus de penas de emas de brincantes, pandeirões de couro,caretas de cazumbás e os bois em couro bordado em seus devidos lugares: enfileirados à frente do altar de São João Batista.
   Durante nove dias, a cozinha e frente da casa - ao lado da única Igreja de Santo Expedito existente no estado - serão os pontos de convergência de brincantes e visitantes.  Meia dúzia de cozinheiras se revezam no fogão durante 24 horas. Da programação do ritual participam outros grupos folclóricos e artistas maranhenses. 
Altar de São João Bastista na sede do Boi da Floresta de Mestre Apolônio

     A ideia de realizar o fantur veio da filha mais nova do mestre Thaliene. É ela ao lado do namorado Rafael que injetam novo gás no grupo, renovando a tradição. Com o Projeto Floresta Criativa o grupo tem mantido valores inarredáveis, como a origem religiosa da brincadeira, e apontado na direção do futuro com realização de oficinas de inclusão digital para adolescentes da comunidade. Tem sido compensador, diz Thaliene.
Escada da casa 101 da rua Tomé de Sousa, Liberdade


    Apolônio é comendador cultural. Com 96 anos de idade consegue subir e descer a escada íngreme da casa pintada de verde e rosa, cores oficiais da brincadeira. Nascido em São João Batista, o mestre do folclore, comanda o grupo de bumba-meu-boi  desde 1972 e o tambor de crioula da floresta. O boi nasceu com o nome de Turma de São João Batista, homenagem do mestre a sua terra natal.


Programação deste domingo, 21: 
08 hs - Chegada do batalhão na sede;
09 hs - Cozidão para todos;
16 hs - Busca do Mourão;
19 hs - Ritual da Matança do Boi;
21 hs - Ladainha de São João;
22 hs - Atração artística  


Sarney em versão "aposentada" busca manter relevância


Fábio Brant

Intervenção de ex-presidente no debate nacional reverbera pouco; no Maranhão, clima de mudança coloca em xeque seu domínio


    Figura dominante da política nacional desde que governou o Maranhão na década de 1960, o senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB), de 84 anos, entrou na campanha deste ano vivendo um período de declínio.
    Essa “baixa” ficou evidente na última semana, quando Sarney tentou intervir no debate da eleição presidencial. Ele criticou seus aliados Lula e Dilma Rousseff. Disse que o PT corre o risco de perder a eleição e que Lula parece ter perdido a “aura de invencibilidade”. Também bateu em Marina Silva (PSB), afirmando que ela “tem cara de santinha”, mas é “radical” e “raivosa”. As declarações em nada mudaram o cenário da disputa.
    O declínio do patriarca começa no local onde ele se projetou para a política. O ex-presidente entrou na eleição maranhense deste ano apoiando o segundo colocado nas pesquisas, Edison Lobão Filho (PMDB), e sem a perspectiva de, mesmo em eleições futuras, ver um parente reassumir o governo estadual.
    Sarney não tem um herdeiro para substituí-lo após a aposentadoria - ele diz que deixará a vida pública em janeiro de 2015. Sua filha, a atual governadora Roseana (PMDB), foi reeleita em 2010 e não pôde disputar o cargo de novo. Depois de especulações sobre tentar o Senado, ela anunciou que, como o pai, vai se aposentar após terminar o atual mandato, em dezembro.
    Os outros filhos do ex-presidente são o deputado federal Zeca (PV-MA) e o empresário Fernando. Mas uma rara convergência entre aliados e adversários de Sarney é a certeza de que nenhum dos filhos tem condição de assumir o lugar do pai. Um sempre se dedicou mais à carreira política em Brasília. O outro se tornou o homem forte dos negócios da família.
    Políticos que estiveram com Sarney por décadas aguardam a chance de ocupar o espaço deixado por ele. Um dos primeiros da fila é o ministro de Minas e Energia e também ex-governador do Maranhão, Edison Lobão (PMDB), que emplacou seu filho como candidato do grupo “sarneyzista” neste ano.
    “Edison Lobão pai era o candidato natural do grupo. Não foi candidato porque teve problema de saúde”, diz o deputado Chiquinho Escórcio (PMDB-MA), um dos principais auxiliares de Sarney. O senador Lobão Filho foi escolhido, segundo Escórcio, porque pesquisas do partido indicavam sua viabilidade. Também foram cogitadas, diz o deputado, as candidaturas do ex-ministro Gastão Vieira e do presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo.
    A escolha de Lobinho - como é conhecido o candidato em sua terra natal - acabou tornando a situação eleitoral de Sarney ainda mais frágil. No meio da campanha, a revista Veja publicou reportagens ligando não apenas a família Sarney, mas também Lobão pai ao esquema de corrupção montado pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo a publicação, Costa citou Roseana e o ministro entre os políticos beneficiados pelo esquema.
    A relação entre o grupo de Sarney com Costa e Youssef passou a ser usada no discurso do candidato oposicionista, Flávio Dino (PCdoB), ex-deputado federal que está em primeiro nas pesquisas de intenção de voto e pode até vencer no 1.º turno.
    No debate entre Dino e Lobão Filho promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, o assunto foi mote de diversas rodas de conversa paralela. “Ele está foragido”, disse o deputado Domingos Dutra (SDD-MA), sobre a ausência de Lobão pai no debate. Coube ao candidato defender o pai. Indagado pelo Estado sobre as acusações, Lobinho disse: “Nunca houve esse episódio. É inteiramente falacioso.”
    Após Lobão ser envolvido no escândalo, o PT, que entrou formalmente na coligação de Lobinho, enviou adesivos da presidente Dilma Rousseff ao lado de Flávio Dino para manifestar apoio ao candidato do PCdoB. Um dia depois, a própria presidente da República confirmou a legitimidade do material. “Eu mandei porque o Flávio Dino me apoia. Há adesivos para todos os candidatos que me apoiam”, afirmou Dilma em entrevista coletiva.
    O candidato de Sarney poderia ter sido outro. Até o início do ano, Roseana tentou viabilizar o peemedebista Luís Fernando Silva, ex- secretário da Casa Civil e de Infraestrutura. Mas, por ser próximo da família de Jorge Murad, marido da governadora, ele teve receio de perder influência em outras alas do PMDB.
    Assim como tentou entrar no debate da eleição nacional, Sarney também participa de eventos da eleição maranhense, em que manifesta apoio a Lobinho. A depender do resultado das urnas, ele pode ter não apenas perdas políticas, mas também econômicas. Faz parte do conjunto de promessas de Flávio Dino cortar repasses do governo para o grupo de comunicação de Sarney, que inclui a TV Mirante - retransmissora da Globo. “A TV Mirante vai ter uma participação de acordo com sua importância. Não vou eliminar a TV Mirante porque isso seria perseguição. Mas não vai ter privilégio, como hoje tem”, afirmou Dino.
    Sarney, Roseana e Edison Lobão não quiseram conceder entrevista ao Estado.
O Estado de S. Paulo

Gatos e ratos - ELIANE CANTANHÊDE


BRASÍLIA - "Não é função da imprensa fazer investigação", decretou a presidente e candidata Dilma, numa das suas entrevistas diárias no Alvorada a uma multidão de representantes da própria imprensa.


No fundo, Dilma queria dizer: "A função da imprensa é publicar as versões oficiais, as declarações que eu quero e tudo o que contribui com a minha campanha e atrapalha a dos os meus adversários".

Não chegou a tanto, mas disse que nenhum órgão da imprensa tem o status da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo, esses, sim, aptos a investigar e/ou julgar. E o PT, tem ou não?

O partido nasceu, cresceu, encorpou e ganhou a Presidência, entre 1980 e 2002, justamente em aliança com a PF, o MP e... a imprensa, vasculhando tudo e todos e criando duas categorias de políticos no país: "nós, os puros e éticos, e todos os outros, impuros e antiéticos".

Quem comandou as investigações e a CPI que aniquilaram Collor, hoje amigão de Lula e aliado de Dilma? Quem esteve por trás da divulgação dos escândalos envolvendo qualquer um não petista? O PT, que entrou para a história como o grande partido ético e o grande partido de oposição.

Era ele quem, infiltrado em diferentes instâncias da máquina pública, levantava as suspeitas, fazia dobradinha com policiais e procuradores e pautava os jornalistas. Eles iam à luta, confirmavam a veracidade, colhiam os detalhes e faziam as manchetes. Ou seja, investigavam.

O PT não resistiu à mudança de posição. O gato virou rato, e a imprensa, de "amiga", passou a "inimiga", quando não foi e não é nem uma coisa nem outra. Apenas deve cumprir o seu papel, inclusive o de investigar.

Graças a ela, o país soube dos escândalos dos governos de Sarney, FHC, Lula e Dilma. Entram aí o mensalão, o doleiro camarada, os Correios, o Banco do Brasil, a Petrobras.

Não seja ingrata, presidente! O Brasil precisa cada vez mais dos jornalistas investigativos.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Bandidos incendeiam quatro ônibus; ordem partiu de Pedrinhas
Região
Jornal do Commercio: Guerra do voto nas redes sociais
O Povo: Eunício tem 41%; Camilo, 34%
Nacional 
Correio: Aécio vai intensificar ofensiva anti-Marina
Estadão: Políticos veteranos lideram disputa pela Câmara Federal
Folha:  Paulistano aprova ciclovia e imagem de Haddad melhora
O Globo: Quadrilha lavou R$ 1 bilhão
Zero Hora: Alzheimer, um assunto de família

sábado, 20 de setembro de 2014

Gilberto Gil canta música que compôs para a campanha de Marina

Lula tem baixa audiência no programa de Lobão Filho

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chancela as candidaturas dos herdeiros dos chefes políticos ligados aos grupos mais retrógrados da política brasileira. No Maranhão, Lula tem marcado presença nos programas de rádio e televisão do candidato Lobão Filho (PMDB), filho do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, integrante longevo do grupo Sarney.
    Lobão, o pai, foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa no esquema de desvio de recursos da empresa.
    Lula apareceu no quarto programa de TV da propaganda eleitoral gratuita de Lobão Filho em 25 de agosto. De lá pra cá as inserções com o ex-presidente não pararam mais. "Eu tenho certeza que Lobão Filho será um grande governador", afirma Lula. Disponível na página do candidato, a aura de vencedor de Lula não tem brilhado. Contam com menos de 300 visualizações.
    No Pará, Lula já apareceu cinco vezes no programa de televisão do candidato Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho (PMDB), que renunciou ao Senado em 2001 e chegou a se preso no ano seguinte sob acusação de desvio de recursos da Sudam.
    No Maranhão o PT está dividido entre Flávio Dino (PCdoB) e o candidato do grupo Sarney. No Pará o partido é o principal aliado dos Barbalho.
Assista aqui Lula em 2014:

    Lula nem sempre pensou assim. No passado, após ser derrotado nas urnas e percorrer o Maranhão em caravana, o petista abria o verbo contra Roseana Sarney e Lobão.
Assista aqui Lula em 2007:

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Lobão Filho promete água para todos
Região
Jornal do Commercio: IBGE recua. Agora a desigualdade caiu
O Povo: Mortes nas BRs aumentam 28%
Nacional 
Correio: Mansões, carrões, joias e ostentação
Estadão: IBGE comete erro grave e agora aponta queda da desigualdade
Folha:  Delator liga 2 ex-diretores a corrupção na Petrobras
O Globo: Erro em "numerinho' obriga IBGE a corrigir toda a Pnad
Zero Hora: Foi pra galera

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

No ar Coquetel Molotov com Phill Veras no Palco Principal


O Estadão - Sarney enxerga derrota em Lula


MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Anunciadas medidas para melhora situação de prisões
Região
Jornal do Commercio: Renda e desigualdade aumentam no Brasil
Meio-Norte: Dilma cresce 2,9 e Marina Silva cai 3,5
O Povo: Ceará tem pior renda, mais avança em áreas sociais
Nacional 
Estadão: Correios abrem "exceção" para distribuir panfleto de Dilma
Folha:  Dilma lidera no 1º turno, mas empata com Marina no 2º turno
O Globo: Desemprego e desigualdade aumentam, mas renda sobe
Zero Hora: Renda no RS cresce o dobro da média do país

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Phill Veras é artista mais pedido do festival No Ar Coquetel Molotov, em Recife (PE)

   
    Phill Veras, Karina Buhr (com show especial dedicado ao repertório do grupo Secos e Molhados), Flora Matos e Russian Red estão entre as atrações do festival No Ar Coquetel Molotov, Em Recife (PE). O festival acontece na Coudelaria Souza Leão. A programação completa foi anunciada em entrevista coletiva realizada nesta quinta,18. Além da mudança de lugar, outra novidade é que o evento ocorre em apenas um dia, 11 de outubro, com duração estendida, das 15h às 3h da madrugada.
    Além de Russian Red (Espanha), as atrações internacionais são La Femme (França), Falty DL (EUA) e Bok Bok (Inglaterra). A escolha do maranhense Phill Veras foi resultado da consulta que os organizadores fizeram com o público por meio da internet. Ele foi o artista mais pedido e pode atrair a maior plateia.
    No novo formato, os shows acontecem simultaneamente a apresentações de DJs e produtores de música eletrônica, que devem tornar a festa mais dançante. Graças ao novo espaço, também será permitido o consumo de bebidas na área do palco (isso era proibido nos teatros onde o festival ocorria). Os palcos funcionarão em uma área coberta, mas haverá toda uma estrutura, com diversas formas de expressão artística, montada ao ar livre na área externa da Coudelaria, que tem uma paisagem rural com vista para a cidade do Recife.
    No dia 4 de outubro, ocorre uma prévia do festival com shows de Graxa (PE) e Audac (PR), no Estelita, às 21h, com ingressos a R$ 20. O produtor musical Carlos Eduardo Miranda participa de debate no restaurante Roda Café, no Bairro do Recife, no dia 10 de outubro, às 17h.
www.balaios.com

Maranhão no Estadão - Sarney diz que Marina é raivosa


Gilberto Gil canta música que fez pra Marina


Como vou votar na Marina no primeiro turno e contra ela no segundo? Me responda: tem algum senso?
Gilberto Gil  

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Fuga e tensão em Pedrinhas
O Imparcial: Pedrinhas, o que fazer
Região
Jornal do Commercio: Cresce ofensiva no guia
Meio-Norte: Amostragem: Wilson e Elmano empatados
O Povo: Justiça libera intervenção na praça Portugal
Nacional 
Correio: O silêncio nada inocente do delator
Estadão: Ex-diretor se cala e CPI da Petrobrás vira palanque eleitoral
Folha:  Dilma suspende programa de governo após impasse
O Globo:  Após Ibope, Dilma revê ataques a Marina
Zero Hora: Parcerias não saem do discurso

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Prefeito de São José de Ribamar rompe com a Caema e deixa população sem água

   
    O prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PMDB), quebrou o contrato que o município mantinha há décadas com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Caema.
    O problema da falta d´água no município se agravou após o rompimento do prefeito com a companhia. Em lugar da Caema, Gil Cutrim se uniu ao prefeito de Paço do Lumiar para formar o consócio Pró-Cidade. A administração do consórico, no entanto, foi entregue à Enorsul, empresa de São Paulo.
    O consórcio promete água nas torneiras dos moradores dos dois municípios da região metropolitana de São Luís. O recebimento do "benefício" está condicionado a um novo cadastramento que o Pró-Cidade afirma ter iniciado em agosto e tem como prazo final o mês de dezembro. Não houve transferência de cadastro da Caema para o consórcio. Todos os problemas dos usuários com a antiga companhia são resolvidos diretamente nos escritórios da mesma nem sempre acessíveis.
    No bairro do Itapary os moradores estão há quase 30 dias sem água. A prefeitura não dá satisfações sobre a serviço irregular. Os poços construídos durante as eleições de 2010 na administração do ex-prefeito Luiz Fernando Silva estão praticamente desativados. Abastecem pequenas parcelas de moradores. 
    Por trás do rompimento do contrato de prestação de serviço com a companhia de economia mista ligada à Secretaria de Estado da Saúde estariam interesses eleitorais e disputa familiar. 
     Depois de prometer 72 hospitais e não cumprir com a meta, o secretário Ricardo Murad passou a apostar todas as fichas na eleição da filha Andréia como deputada estadual. 
    Por outro lado, o prefeito Gil Cutrim colocou a prefeito à disposição da eleição do irmão, Glalbert para deputado estadual. Gil e Glalbert são rebentos do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Marina Silva e a governabilidade - ALFREDO SIRKIS


Só uma presidente que tenha o dom do diálogo poderá tecer uma aliança em torno da estabilidade econômica e da inclusão social
    Na medida em que se revela a possibilidade de uma vitória de Marina Silva (PSB) nas eleições presidenciais deste ano, é natural que apareça a discussão sobre suas condições de governabilidade, uma questão perfeitamente legítima.
    Marina deu um importante passo quando anunciou que almeja um único mandato. Podemos contar com o compromisso de que ela não vai "fazer o diabo" para emplacar um sucessor. Essa postura republicana lança bases para uma governabilidade distinta desse voraz apego ao controle da máquina pública do PT e de seus aliados. Rompe com a obsessão da reeleição inaugurada na era tucana.
    Esse desapego à permanência indefinida no governo, além de ser uma revolução cultural na vida política brasileira, é elemento pacificador numa era muito raivosa. Mas, e a maioria parlamentar? É curioso levantarem isso, pois ninguém teve até hoje uma base parlamentar formal tão confortável quanto a presidente Dilma Rousseff.
    O PT tem menos de um quinto dos deputados e vive em crise conjugal permanente com seu grande aliado, o PMDB, esse ectoplasma político. A situação de Aécio Neves (PSDB), caso eleito, também seria complicada, pois a bancada tucana não ficará maior que a do PT e contarão com uma hostilidade feroz deste, de sua máquina sindical e de seus "movimentos sociais", num ano economicamente difícil como se anuncia que 2015 será.
    Com o DEM, seu aliado tradicional, longe da pujança dos anos Fernando Henrique Cardoso, o Congresso Nacional estará muito mais pulverizado. Seu grande parceiro de governabilidade seria, provavelmente, o PMDB. As incertezas de governabilidade não são apanágio de Marina, mas um problema estrutural da política brasileira, próprio do sistema eleitoral de voto proporcional personalizado que temos. O chamado "voto jabuticaba".
    A reforma política pela qual me empenhei com uma proposta de voto distrital misto, plurinominal, limitação e diversificação de fontes dos gastos de campanha, sem a estatização pretendida, até hoje não foi viável. A governabilidade terá que ser concebida na atual saia justa.
    Desde 2010, propugnamos com Marina o "realinhamento histórico" que incluiria uma espécie de Pactos de Moncloa (acordos de 1977 entre governo e partidos espanhóis durante a transição democrática), envolvendo prioritariamente os irmãos-inimigos da nossa social-democracia, PT e PSDB, além de figuras respeitáveis de outros partidos.
    É compreensível que, a priori, rejeitem o realinhamento, sobretudo no calor da campanha que disputam conosco. Eventualmente, consumado o que era antes inimaginável, viveremos uma nova situação.
    Opor-nos a ambos e criticar seus limites não significa não reconhecer seus méritos respectivos na estabilização da moeda, no controle da inflação, no início e depois na consolidação de uma rede de proteção social, algum avanço na educação e redução do desmatamento.
    Só uma presidente que tenha o dom do diálogo e da construção, uma capacidade de sedução, poderá eventualmente tecer uma aliança assim em torno da estabilidade econômica, da inclusão social e do desenvolvimento sustentável.
    A aparente quadratura do circulo da governabilidade fica menos absurda se visualizamos por trás das siglas as pessoas reais com as quais desejamos trabalhar pelo Brasil, nossas histórias comuns, os sonhos e esperanças parecidos que tivemos em diferentes momentos da luta pela construção da nossa tão imperfeita democracia.

Quem são os barrados pela ficha limpa no Maranhão

Chico do Rádio (PDT) – deputado estadual
Francisco Valbert Ferreira de Queiroz (Quininha) (PSB) – deputado estadual
Frank Seba (SD) – deputado estadual (desistiu e lançou o filho Seba no lugar)
Hemétrio Weba (PV) – deputado estadual (candidato à reeleição, ele foi liberado pelo TRE-MA, mas barrado pelo TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral)
Jeová Alves (PSL) – deputado federal
Magno Bacelar (PV) – deputado estadual
Manoel Dentista (PRTB) – deputado estadual (desistiu)
Raimundo Louro (PR) – deputado estadual
Raimundo Monteiro (PT) – 1º suplente de senador
A palavra final sobre esses casos será dada pela Justiça eleitoral, responsável pela análise dos recursos apresentados pelos candidatos. A legislação permite que os candidatos barrados pela Ficha Limpa podem continuar em campanha até que se esgotem as possibilidades de apelação.
Fonte: Congresso em Foco

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Temer reafirma apoio de Dilma Rousseff a Lobão Filho
O Imparcial: Servidora do TJ é presa por desvio de recursos
Regiãoacac
Jornal do Commercio:  Acusações e propostas
Meio-Norte: WD fica acima de 50% e Zé Filho chega a 27%
O Povo:  Escolas e faculdades querem reajuste de 10% a 15%
Nacional 
Correio: Guerra por votos até no debate da CNBB
Estadão: Dilma cai, Marina estaciona e Aécio sobe, aponta Ibope
Folha:  Despejos de sem-teto em SP termina em confrontos e saques
O Globo: Ibope: Dilma perde pontos nos dois turnos da eleição
Zero Hora: Terça de fúria em São Paulo