quinta-feira, 20 de março de 2014

Educação no Maranhão: Estudantes são transportados em carroças em São José de Ribamar

 
    Não acontece em Codó e nem deu domingo no Fantástico. Na região metropolitana de São Luís, a educação é tratada a ponta pés. Ao preço de R$ 1 por mês, crianças do ensino fundamental são transportadas diariamente para a Unidade Municipal Integrada Governador José Sarney, no município de São José de Ribamar, em carroças puxadas a jegue.
    A escola com o nome do senador maranhense eleito pelo Amapá, fica no Sítio do Apicum, antes considerada zona rural do município que tem mapa geográfico em forma de "Y". Um sem-números de escolas da rede municipal em São José de Ribamar tem nome da família Sarney na fachada. Sem eriçar a lei, quando não é o senador, é  a governadora Roseana Sarney que dá nome a instituição de ensino, sem nenhum rubor.
Transporte escolar: gesto lembra José Genoíno aos companheiros do PT

    As crianças transportadas em carroças são moradoras do bairro Cidade Nova, um ocupação consentida pela prefeitura de São José de Ribamar em plena campanha eleitoral do ano 2010, quando o então prefeito Luiz Fernando Silva (à época filiado ao DEM, partido de oposição a Dilma) estava no comitê da candidata à reeleição Roseana Sarney (PMDB). Em seu lugar estava o atual prefeito do município, Gil Cutrim (PMDB).
   A condução não é um "privilégio" dos estudantes da rede pública municipal da Cidade Nova. Na praia do Panaquatira, de segunda a sexta-feira a mesma cena se repete. Na Cidade Nova o transporte de alunos por tração animal acontece em tempo integral, nos horários matutino e vespertino. À tarde são as crianças da alfabetização.
    Entre a Cidade Nova e a estrada do Panaquatira, via utilizada pelo transporte escolar oficial, são pouco mais de 4 km. No sol a pino da região próximo às praias do município de São José de Ribamar, a distância se alonga. Há a opção da bicicleta. Esta sem taxa mensal.
Transporte escolar: bicicleta e carroças, na Cidade Nova

    O transporte escolar no Maranhão é um problema crônico. É também um negócio com traços escabrosos. Em Pirangi, município de Araióses, ônibus com mais de 20 anos de uso servem para transportar estudantes do ensino fundamental para lugarejos remotos como "Remanso", acessados por estradas que nem sempre correspondem à denominação. 
Transporte escolar: Caso de Polícia Rodoviária Federal em Pirangi (Araióses)

    Os motoristas não questionam o estado de conservação dos ônibus. O mesmo ocorre em relação aos caminhos para aonde são conduzidas as crianças. As placas dos ônibus identificam procedências variadas, geralmente de outros estados.



No blog de Noblat, Sarney mostra cansaço mental

Sarney e o Blog

"Conheço Noblat desde a Veja, quando Odilo Costa Filho já o arrolava entre os grandes talentos jovens da imprensa. Sempre foi um jornalista de prestígio e tem exito reconhecido também com as novas tecnologias."

José Sarney, ex-presidente da República.

PS - Há dois tropeços no elogio ao colunista de O Globo e ex-diretor de redação do jornal Correio Brasiliense. Um, poderia até ser perdoado não fosse o político maranhense também proprietário de um fardão da casa de Machado de Assis: a falta de acentuação obrigatória da palavra proparoxítona "êxito" . O mais grave dos erros, porém, é a displicência com que o autor de "Marimbondos de Fogo" grafa erroneamente o nome do jornalista e também imortal, "Odylo Costa, filho" (como o mesmo fazia questão de grafar), dito amigo dileto de Sarney, segundo o próprio. 

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Dilma e Roseana inauguram hoje fábrica da Suzano
Região
Jornal do Commercio: Sport a dois passos do tri
Meio-Norte: Pronatec muda vida de beneficiários do Bolsa
O Povo: Meninos aliciados no  Ceará sofrem maus-tratos em São Paulo
Nacional 
Brasil Econômico: Dilma joga para diretor conta da refinaria de Pasadena
Correio Braziliense: Críticas adiam decisão sobre futuro de Brasília
Estadão: Dilma tinha acesso a detalhes da compra de refinaria
Folha: Executivos refutam explicação de Dilma no caso Petrobras
O Globo: Uso de água do Paraíba por SP ameaça interior do Rio
Zero Hora: Governo admite sinal amarelo para energia

terça-feira, 18 de março de 2014

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Justiça decreta prisão de 57 detidos em churrasco do PCM
Região
Jornal do Commercio: Copa sim, protesto não
Meio-Norte: HU: Mais 60 leitos e 10 UTIs vão ajudar o HUT
O Povo: Como a crise política pode redefinir a Internet
Nacional 
Brasil Econômico: Petrobras dá ultimato a estaleiros nacionais
Correio Braziliense: Protesto contra ônibus abre guerra no Entorno
Estadão: Procuradoria se une à PF e vai investigar a Petrobras
Folha: Arena que abre a Copa será entregue inacabada à Fifa
O Globo: Graça diz que conteúdo nacional não é prioridade
Zero Hora: Joaquim Barbosa: "A dignidade das pessoas encarceradas foi aniquilada"

segunda-feira, 17 de março de 2014

Memória Revelada - Profissão de gari surgiu no Rio de Janeiro

Delma Pacífico 
A denominação do profissional de limpeza urbana veio do sobrenome do empresário francês Aleixo Gary


Rio - Pouco notados, apesar do uniforme laranja que usam, os garis do Rio de janeiro foram o destaque do Carnaval deste ano. A invisibilidade desses profissionais já foi tema de estudos. O livro  "Homens Invisíveis - Relatos de uma Humilhação Social", de Fernando Braga da Costa, mostra que pessoas que exercem atividades como faxineiros, ascensoristas e garis não são "vistos" pela sociedade. Mas, este ano, o Carnaval não foi igual aos que passaram no Rio. A cidade foi tomada pelo lixo, nos oito dias em que a categoria permaneceu em greve. O movimento, que foi do dia 1º ao dia 8 de março, terminou depois de longa negociação. Os garis tiveram aumento de 37% no salário-base, que subirá de R$ 802,57 para R$ 1.100, além do adicional de 40% de insalubridade. O vale-refeição passou de R$ 12 diários para R$ 20.
    No Rio, a propósito, foi onde nasceu a profissão de gari. Em 1876, o empresário francês Aleixo Gary foi o primeiro a fechar um contrato para a limpeza da cidade. Gary também foi o responsável pela criação do primeiro aterro sanitário da capital do Império, em 1885. O lixo era levado de barco para a Ilha de Sapucaia, perto de onde hoje é a Cidade Universitária, na Ilha do Fundão. O sobrenome de Aleixo Gary virou sinônimo de profissional de limpeza urbana. Na década de 40, o lixo passou a ser acondicionado em sacos plásticos. Até então era despejado em latões. Nesta época, também surgem os primeiros caminhões compactadores, a limpeza passa a contar com carros-pipa e os garis passam a trabalhar uniformizados. Até 1961 carrocinhas puxadas por burros ainda eram usadas na remoção do lixo domiciliar.
    Em 1975 a Celurb - Companhia Estadual de Limpeza Urbana, se transformou na Companhia Municipal de Limpeza Urbana - Comlurb, a maior organização de limpeza pública na América Latina, que tem a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro como acionista majoritária. Hoje o quadro da empresa conta com 15 mil profissionais responsáveis pela limpeza da cidade; na época da fundação da Comlurb eles eram 4.500.
    Contrariando o estudo sobre invisivilidade, foi entre os garis que a cidade ganhou um de seus símbolos. Renato Luiz Feliciano Lourenço, o Renato Sorriso, ganhou fama ao sambar durante o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Suas performances tiveram início em 1997. O público o viu, vibrou e aplaudiu o gari que em vez de varrer a Passarela do Samba para a entrada da próxima escola, resolveu sambar. O chefe desistiu de repreendê-lo, foi vaiado quando o fez, e desde então Renato virou personalidade do Carnaval e da cidade. Sorriso apoiou a greve de sua categoria.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Governo vai construir 19 delegacias no Maranhão
Região
Jornal do Commercio: 2X 1 para o Náutico na Arena e no Salgueiro 
Meio-Norte: 70% da violência é praticada por neto
O Povo: Janeiro e fevereiro, 772 homicídios - Maioria das vítimas é jovem
Nacional 
Brasil Econômico: Ver a aposentadoria reduzir 30% é cruel
Correio BrazilienseSociedade exige mais debate sobre plano
Estadão: Novas regras tiram R$ 19 bi do valor da Eletrobrás na bolsa
Folha: Crimeia opta por se unir à Rússia;EUA e UE criticam
O Globo: Europa e EUA rejeitam voto pela separação
Zero Hora: A cada 38 horas, uma mulher sofre tentativa de homicídio

domingo, 16 de março de 2014

FRASE DO DIA

"O Luís Fernando não é continuação da família Sarney. Isso é bom que fique claro"
Edison Lobão Filho (PMDB), suplente de senador no exercício do cargo, filho do senador e ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado do ex-presidente Sarney, sobre o candidato Luiz Fernando Silva (PMDB) apoiado pela governador Roseana Sarney (PMDB) e pelo senador José Sarney (PMDB-AP) no jornal O Estado do Maranhão, da família Sarney.

Paga o justo pelo baderneiro - FERREIRA GULLAR

Essas pessoas já se deram conta de que o policial é gente como nós, com mulher, filhos e tudo mais?
    A polícia não goza de muito prestígio na opinião pública brasileira. E as razões são muitas, sendo uma delas a venalidade de muitos policiais --e não apenas de soldados rasos e cabos-- que se valem da autoridade que o Estado lhes atribui para chantagear e tirar vantagens. Eles se vendem, para falar claro.
    Sucede que isso não ocorre só com os policiais. Outro dia mesmo, a imprensa noticiava a falcatrua que funcionários da prefeitura paulistana faziam, valendo-se do fato de terem a função de fiscalizar o pagamento do ISS. E há o mensalão, há o mensalinho, etc. etc.
    Mas voltemos à polícia. Do mesmo modo que a existência de corruptos numa instituição não significa que todos ali sejam corruptos, também há nas corporações policiais muita gente correta, e essa gente é a maioria. Fora isso, devemos lembrar que a polícia é uma instituição imprescindível à sociedade e, se é ruim com ela, impossível sem ela.
    Vou dar o exemplo de um conhecido meu que tinha horror à polícia, e com razão, porque foi preso e maltratado por policiais durante a ditadura militar. Pois bem, sucedeu que, num fim de semana, quando ele e a mulher voltaram do sítio, encontraram o apartamento saqueado: os ladrões haviam levado quase tudo.
    Ficaram perplexos. O que fazer? Não havia outra coisa a fazer, senão chamar a polícia. Foi o que fizeram. E não é que a polícia prendeu os ladrões e recuperou quase tudo o que eles haviam levado? Claro, nem sempre a polícia é eficiente mas, se não se recorre a ela, vai recorrer a quem?
    É isso aí. Há um momento em que a polícia resolve. O policial não é policial porque lhe deu na telha seguir essa profissão; a polícia foi criada pela sociedade porque, sem ela, o convívio humano se tornaria inviável. Na verdade, ela existe porque existe a lei, que é a garantia dos cidadãos, impede que fulano invada sua casa, roube seus bens e até mate você. Pode ser que não ocorra, mas, quem o fizer, será preso, processado e punido. Se não for punido, a culpa não é da polícia.
    Já imaginou uma cidade sem polícia? Lembra das favelas cariocas, antes da polícia pacificadora? Meia dúzia de bandidos, armados e cruéis, faziam ali o que queriam, apropriavam-se das residências alheias, estupravam as mocinhas e impunham sobre todos os moradores a lei do cão. Com as UPPs, isso acabou.
    Por que então tanta gente é contra a polícia? Após as manifestações de junho de 2013, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra governantes e políticos corruptos e incompetentes, grupos de baderneiros se aproveitaram da situação para praticar vandalismo: quebraram agências bancárias, saquearam lojas, queimaram bancas de jornal.
    A polícia teve que intervir, mas o vandalismo não parou. Centenas de baderneiros foram presos pela polícia mas, horas depois, estavam soltos, porque a lei não permite mantê-los presos. Resultado, as pessoas que protestavam contra os maus políticos deixaram de sair às ruas porque as passeatas se transformaram em batalhas entre policiais e vândalos. Mas sempre que alguém é chamado a opinar sobre esses fatos, ainda que não apoie os baderneiros, critica a polícia, afirmando que é violenta e despreparada para lidar com tais manifestações.
    Acho que já é hora de perguntar a essas pessoas se já se deram conta de que o policial é gente como nós, tem mulher, filhos e não gosta de ser agredido com pedras, rojões e canos de ferro. E tampouco quer morrer. Por falar nisso, nesses últimos dois anos, aqui no Rio, dez policiais de UPPs foram mortos por bandidos.
    O cara se faz policial porque necessita ganhar um salário, sustentar a família. E nisso arrisca a própria vida. No caso das manifestações de rua, a polícia porta armas não letais, e tem que usá-las. Ou deve sair correndo quando os vândalos passam a agredi-la? E essa agressividade cresce a cada dia.
    Mas pega bem ser contra a polícia. Até o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria da Presidência da República, outro dia, tomou o partido de manifestantes contra os policiais, embora 20 deles tenham sido espancados e feridos. Se não tomarmos jeito, os baderneiros vão ganhar essa guerra.

VALE ajuda em calote de empresa no Maranhão


Charge do dia - CABALAU


MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Exportação de ouro cresce no Maranhão
Região
Diário do Pará: Gravações mostram relação entre PSDB e o jogo do bicho
Meio-Norte: Violência aumenta sem um plano de segurança
O Povo: O peso dos novos currais eleitorais
Nacional 
Correio Braziliense: Como pensa e como age o ministro mais poderoso de Dilma
Estadão: Novas regras tiram R$ 19 bi do valor da Eletrobrás na bolsa
Folha: Despesa para conter luz e combustíveis igual gasto social 
O Globo: MP vai denunciar 4 militares pela morte de Rubens Paiva
Zero Hora: Bolados com Dilma

sábado, 15 de março de 2014

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Polícia prende 82 em festa organizada por quadrilha
Região
Jornal do Commercio: Casadas e agora mães de gêmeos
Meio-Norte: Platôs vão produzir chocolate e molhos
O Povo: Ceará: um sábado em clima de campanha
Nacional 
Correio Braziliense: UnB deve reduzir cota exclusiva para negros 
Estadão: Verba e troca de ministros esvaziam o "blocão"
Folha: Tarifa de luz pode subir mais, avalia agência de setor
O Globo: Polícia caça assassinos e ocupa Alemão com o Bope
Zero Hora: 20 prisões, penas de 60 anos, mas a fraude do leite continua

sexta-feira, 14 de março de 2014

Lula, Dilma e a jumenta de Balaão - DANTE MENDONÇA

    Figura das mais curiosas da Bíblia, Balaão foi um adivinho da Mesopotâmia e protagonista de uma passagem do Velho Testamento que conta a curiosa história da jumenta que falava com a voz de Deus.
    Os teólogos afirmam que a história de Balaão é uma metáfora, apontando que a escolha de nossos caminhos seja feita segundo a vontade do Senhor. Ainda como metáfora, podemos imaginar o caminho da presidente Dilma para a reeleição e a possibilidade de Lula voltar a ser o candidato do PT. O confronto entre o criador e a criatura.
    Conta o Livro dos Números – capítulo 22, versículos 21 a 35 – que Balaão levantou-se de manhã, selou sua jumenta e partiu com os moabitas enviados de Balaque. Irritado com sua partida, o Senhor postou um anjo no caminho como obstáculo. A jumenta, vendo o anjo do Senhor plantado no caminho com uma espada na mão, desviou-se e disparou pelas campinas de Moab, enquanto o adivinho a fustigava para fazê-la voltar ao caminho. Então o anjo do Senhor se posicionou num desvio estreito que passava por entre as vinhas, com um muro de cada lado. A ver o anjo, a jumenta jogou-se contra o muro, ferindo assim o pé de Balaão, que a fustigou de novo. Mais adiante o anjo do Senhor se deteve outra vez, obstruindo uma passagem onde não havia espaço para se desviar, nem para a direita, nem para esquerda. A jumenta, ao ver o brilho da espada, deitou-se debaixo de Balaão, o qual, encolerizado, fustigava-a mais fortemente com o seu bastão.
    Foi quando o Senhor, através da boca da jumenta, disse a Balaão: “Que te fiz eu? Por que me bateste três vezes?” “Porque zombaste de mim”, respondeu Balaão. “Ah, se eu tivesse uma espada na mão para te matar!” A jumenta replicou: “Acaso não sou eu a tua jumenta, a qual montaste até o dia de hoje? Tenho porventura o costume de proceder assim contigo?” “Não”, respondeu o adivinho.
    Nesse momento o Senhor abriu os olhos de Balaão e ele viu, no caminho à sua frente, o anjo do Senhor com a espada na mão. “Por que”, disse-lhe o anjo do Senhor, “feriste três vezes a tua jumenta? Eu vim me opor a ti porque segues um caminho que te leva ao precipício. Ao me enxergar, a tua jumenta desviou-se por três vezes diante de mim. Se ela não tivesse feito isso, você é que estaria morto!”
    Balaão respondeu ao anjo do Senhor: “Pequei. Eu não sabia que estavas postado no caminho para deter-me. Se minha viagem te desagrada, voltarei!” “Segue esses homens”, respondeu-lhe o anjo do Senhor, “mas cuida de só proferir as palavras que eu disser”. E Balaão, enfim, seguiu seu caminho com os chefes de Balaque, o rei dos moabitas.
    Se os caminhos da criatura são do desagrado do criador, serão muitos os obstáculo de Dilma Rousseff. Afora os jumentos de sempre, a candidata terá de seguir o seu caminho ao lado dos peteus, pedeteus, pepeus, petebeus, pecêdobeus e, o que é pior, os insaciáveis peemedebeus.

Viva a guerra! - REINALDO AZEVEDO

O poder, como o entendem os companheiros, só pode ser exercido quebrando a espinha do principal aliado
    O PMDB, como regra, "só dá alegrias" à presidente Dilma Rousseff, certo? Antes disso, conduzia Luiz Inácio Lula da Silva a verdadeiros êxtases, inenarráveis, por óbvio, no idioma de Camões. E não é menos verdade que tenha feito a felicidade de FHC, de Itamar ou de Sarney. Ocorre que, de vez em quando, os peemedebistas ficam descontentes e apresentam a fatura. Na economia de mercado, há vendedores porque há compradores --e vice-versa. Vale para o comércio de apoio político, de feijão ou de drogas. Como não se vai criar uma agência reguladora para estabelecer a ética das trocas de Brasília, os protagonistas é que definem as regras da relação, tornando-se responsáveis por aquilo que cativam. Dilma não precisa nem ler "O Príncipe", basta "O Pequeno Príncipe".
    É curioso! Sempre que os petistas são, como eles dizem, "chantageados" pelo PMDB, recorrem à Quinta Cavalaria, formada pelos bravos soldados do jornalismo e do colunismo. A nossa tarefa (minha, não!) passa a ser, então, fazer a "faxina ética" em lugar do petismo, desmoralizando os peemedebistas recalcitrantes. Hora de retirar do arquivo, por exemplo, a "ficha" de Eduardo Cunha (RJ), o líder do PMDB na Câmara e chefe da rebelião, desmoralizando-o, evidenciando que suas ações atendem apenas a apelos menores e a interesses pessoais. Os petistas se apresentam como a plêiade dos éticos enfrentando "o rei da fisiologia, do baixo clero e dos interesses inconfessáveis". 
    Já escrevi em meu blog e repito aqui: aplaudo de pé a rebelião liderada por Cunha. Na relação PT-PMDB, prefiro a guerra à paz. É melhor para o país. Dez ministros, mais a presidente da Petrobras, terão de dar explicações à Câmara? Haverá uma comissão para acompanhar a investigação de eventuais falcatruas na Petrobras? Tuma Jr. foi convidado a falar o que diz saber sobre o Estado policial petista? Ótimo! "E se Dilma ceder e pagar o preço de Cunha?", poderia indagar alguém. Aí eu vou vaiá-lo, ué! Também de pé! Como já fiz tantas vezes. Só que, nessa hipótese, ela também será alvo dos meus apupos.
    Acho, sim, que fazer a crônica das eventuais motivações menores desse ou daquele tem interesse jornalístico. Mas jornalista não é soldado. Ignorar que o conflito em curso é também expressão das tentações hegemônicas do petismo, como deixam claro os palanques estaduais, corresponde a abandonar o jornalismo em benefício da fofoca ou do cumprimento de uma tarefa. O PMDB é o próximo alvo dos petistas caso Dilma se reeleja. O poder, como o entendem os companheiros, só pode ser exercido quebrando a espinha do principal aliado.
    A essência da proposta de reforma política do PT, por exemplo, que está prestes a ser feita no tapetão do STF por iniciativa da turma de Luís Roberto Barroso -refiro-me ao financiamento público de campanha--, busca, no médio prazo, destroçar o PMDB. É uma aspiração compatível com os marcos teóricos da companheirada. Só não vê quem não sabe. Finge não ver quem já sabe.
    De resto, no que concerne aos marcos institucionais, o PMDB, ao menos, está entre os fiadores da democracia. Descartou, por exemplo, num congresso partidário, de modo peremptório, canalhices como o "controle social da mídia" --essa mesma que os petistas costumam pautar de forma tão eficaz contra... o PMDB. "Ah, mas existe a questão ética!" Algum coleguinha que cobre os bastidores de Brasília teria a cara de pau de asseverar que há uma substancial diferença de padrão entre os dois partidos?
PS - Não erramos, errei! Afirmei, na semana passada, que Ricardo Lewandowski absolveu Delúbio Soares do crime de corrupção ativa. Ele o condenou. Mas livrou, sim, a cara de José Dirceu e de José Genoino. Dados os seus votos, deve-se entender que os crimes do mensalão derivaram de um concerto entre banqueiros, publicitários, Delúbio e, claro!, uma empregadinha de Marcos Valério: Simone Vasconcelos, também condenada pelo ministro. O mordomo escapou porque não entrou na história

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Roseana admite permanecer no cargo até o final
Região
Meio-Norte: Chineses vão produzir ferro e alemães energia
O Povo: Ceará dobra o número de cargos comissionados
Nacional 
Brasil Econômico: Distribuidoras terão R$ 12 bi e luz não sube
Estadão: Elétricas terão socorro de R$ 12 bi; contas sobem em 2015
Folha: STF livra petista de um dos crimes e encerra julgamento do mensalão
O Globo: Governo eleva impostos e aumentará conta de luz
Zero Hora: Consumidores pagarão a conta por energia escassa

quinta-feira, 13 de março de 2014

Lambe-lambe - Mortes na BR-135 nas imediações do povoado Fé em Deus






Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

“É um governo que paga o preço de sua arrogância”
Aécio Neves, presidenciável pelo PSDB, ao criticar também a ineficiência da era Dilma

AÉCIO APROVEITA CRISE E SONDA O PP PARA VICE
Beneficiário da crise da base aliada com o governo Dilma, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu a interlocutores para sondarem apoio do PP nas eleições presidenciais, a quem seria oferecida a vaga de vice na disputa pela Presidência. Muito atuante, a senadora Ana Amélia seria a preferida, mas, forte candidata a governadora do Rio Grande do Sul, dificilmente ela se encantaria com o aceno de Aécio Neves.

VICE NORDESTINO
A cúpula do PSDB lembra a Aécio que o maior desafio de sua candidatura é o Nordeste, por isso deve procurar seu vice na região.

OPÇÃO PIAUIENSE
O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que rejeitou o Ministério das Cidades, é uma das opções para vice de Aécio.

Um Boeing a cada seis dias - ROGÉRIO GENTILE

SÃO PAULO - O crescimento do uso de motocicletas é tão alucinante que, mantido o ritmo atual, é possível dizer que na próxima década a frota em duas rodas ultrapassará a de carros. A consequência disso é facilmente verificável em funerárias e cemitérios do país, a despeito da pouca importância que se dá ao assunto nos gabinetes oficiais.
    Pelo menos 40 motoqueiros morrem diariamente nas ruas do Brasil, segundo os últimos dados conhecidos, de 2011. Em 1998, eram cinco por dia. Na prática, é como se atualmente a cada seis dias um Boeing-777 desaparecesse no oceano sem deixar vestígios. O número é maior que o de óbitos por atropelamento (32/dia) ou em acidentes de carro (34/dia), diferença que aumenta a cada ano.
    O "motocídio" cresce mais rapidamente até do que a própria violência urbana. Se, em 1996, um motociclista morria a cada 27 pessoas assassinadas no Brasil, em 2011 houve um óbito em acidente de moto para cada 3,5 homicídios.
    Os dados são ainda mais preocupantes se comparados com os internacionais. Segundo o "Mapa da Violência 2013", estudo muito bem-feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, o Brasil tem a 13ª pior taxa de mortalidade numa lista de 122 países pesquisados. Foram 7,1 mortos em 2010 para cada 100 mil habitantes. Pior, por exemplo, que Índia (6,1), Uganda (5,0), Costa do Marfim (3,4), Venezuela (1,5), Argentina (1,3) e México (0,6).
    Apesar do índice elevado de óbitos --e dos gastos astronômicos com hospitais e custos previdenciários--, o governo continua a estimular o uso de motocicletas, facilitando, por exemplo, o financiamento nos bancos oficiais. Chega a ser mais barato pagar uma prestação no final do mês do que utilizar transporte público. Mais grave ainda é autorização para que motoqueiros circulem entre duas filas de carros, em espaços apertadíssimos. Ao contrário do que se pensa, no Brasil existe, sim, "corredor da morte".

Charge do dia - Miguel


MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Governo vai ter R$ 182 milhões do PAC para mobilidade urbana
Região
Meio-Norte: Piauí será piloto para Felicidade Interna Bruto
O Povo: Três policiais indicados por morte de pedreiro
Nacional 
Brasil Econômico: Indexação preocupa e responde por metade da inflação
Correio Braziliense: Como se faz uma revolução em 365 dias
Estadão: Rebelada, base chama dez ministros para depor
Folha: PF vai investigar suspeita de propina na Petrobras
O Globo: PMDB derrota Dilma e terá dois novos ministros
Zero Hora: RS projeta safra recorde após forte avanço do PIB

quarta-feira, 12 de março de 2014

Música Brasileira na veia



Maranhense de Balsas pega pela Lixo Zero em Teresina alega ignorância e reclama de discriminação

    A enfermeira de Balsas, Maria Pia, está entre as 14 primeira pessoas autuadas na aplicação da lei Lixo Zero, em Teresina (PI). Pela lei, a pessoa flagrada jogando lixo em ruas do centro da cidade são multadas pelos fiscais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano Centro - Norte. O valor da multa é de R$ 100,00. Nem bagana de cigarro escapa da lei.
    Maria Pia se revoltou e disse desconhecer a lei. Ela foi pega jogando lixo na Praça Rio Branco, centro da capital piauiense. "Eu não estava sabendo, sou do Maranhão", alegou a profissional de saúde. Antes de vigorar pra valer houve um período de divulgação e educação ambiental para a população e visitantes. Ela acusou discriminação por parte dos fiscais."Vi muita gente jogando lixo nessa praça e não aconteceu nada".
A maranhense ainda reclamou da falta de lixeiras na cidade e da isonomia da lei. Para Maria Pia o alvo são os pobres e "bestas". Questionou a existência de lixeira na rua Areolino de Abreu.
Ao ser pego sujando a cidade, a pessoa é obrigada a apresentar documentação aos fiscais para que seja preenchido um formulário que vai gerar a multa.
    Na blitz do Lixo Zero os fiscais são acompanhados por seguranças,acionados para os relutantes em não pagar a multa. A fiscalização tem início às 8 da manhã e se estende até às 18 horas. As áreas fiscalizadas na cidade são: praça Rio Branco, Frei Serafim, Praça Marechal Deodoro da Fonseca, ruas Elizeu Martins com Simplício Mendes, Areolino de Abreu e Teodoro Pacheco. Nestes locais foram colocadas lixeiras com número suficiente para acolher o lixo produzido por transeuntes. A prefeitura de Teresina pretende colocar 250 novas lixeiras e  toda a região central da cidade no prazo de 30 dias.

Crise na Ucrânia ameaça paralisar base de lançamento de Alcântara

Selado em 2003, programa ucraniano-brasileiro de lançamento de foguetes, a partir do Maranhão, já consumiu R$ 1 bilhão

A crise na Ucrânia ameaça a parceria com o Brasil para lançar foguetes a partir da base de Alcântara, no Maranhão. O Cyclone 4, projetado por empresas ucranianas, corre o risco de não decolar. Se isso ocorrer, será desperdiçado cerca de R$ 1 bilhão, valor já investido pelos dois países no projeto, que pretende explorar serviços comerciais de lançamento de satélites.
A última previsão de lançamento era para o início de 2015, quando o Brasil sinalizaria ao mundo sua entrada no bilionário segmento de satélites e reabilitaria a base de lançamento de Alcântara, cuja imagem foi prejudicada pela explosão que destruiu o foguete brasileiro VLS-1 V03, em 2003. A princípio, o governo mantém o otimismo, mas já admite mudanças no calendário, dilatando prazos e prevendo novos atrasos diante da tensão militar no Leste Europeu:
— O acordo assinado entre o Brasil e a Ucrânia para a construção do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e do Veículo Lançador Cyclone 4 prossegue normalmente. O cronograma estabelecido prevê o primeiro lançamento do foguete no final de 2015, podendo sofrer pequena variação ­— informa o brigadeiro Wagner Santilli, da Alcântara Cyclone Space (ACS).
O clima, porém, é de apreensão. No governo, há um jogo de empurra. A Agência Espacial Brasileira (AEB), que tem uma previsão orçamentária de R$ 300 milhões para investir no projeto, não quis se pronunciar. Nos bastidores, comenta-se que não há o que fazer, a não ser acompanhar a evolução do cenário na Ucrânia. Ou seja, o futuro do projeto é incerto.
A ACS é uma joint venture binacional criada em 2006. Pelo acordo, o Brasil forneceria as instalações de Alcântara e, a Ucrânia, o foguete. A ACS é responsável pela criação do Centro de Lançamento de Alcântara, cujas obras estão 40% concluídas.
A situação da Ucrânia, contudo, só agravou ainda mais o arrastado projeto, fechado no início do primeiro mandato de Lula. À época da aprovação do acordo, em julho de 2003, a previsão era lançar o foguete em 2006. O acidente em Alcântara, ocorrido um mês depois, em agosto de 2003, adiou os planos. Em uma nova projeção, o então presidente Lula contava com o lançamento do foguete em 2010, no final do seu segundo mandato.
Atrasos de repasses prejudicam projeto
Desde que foi assinada e aprovada no Congresso, em 2003, a parceria com a Ucrânia sofre com o atraso nos repasses de recursos.
A situação começou a melhorar em 2011, já no governo Dilma Rousseff, a partir da visita ao Brasil do então presidente Viktor Yanukovich, deposto no último dia 22 pelo parlamento, em meio a uma crise envolvendo a Rússia e a União Europeia. À época, os repasses foram regularizados, e o desenvolvimento do foguete — que se encontra 78% pronto — acelerado.
No ano passado, novamente, faltou dinheiro por conta do ajuste fiscal no Brasil e da situação econômica da Ucrânia, que já dava sinais de abatimento. Diante da situação financeira, o desenvolvimento do foguete deixou de ser prioridade e, no Brasil, os atrasos na liberação de recursos afetaram as obras em Alcântara.
Ou seja, mesmo que o projeto decole, há ceticismo de especialistas quanto ao retorno financeiro e à real capacidade do Brasil de se tornar uma potência espacial.
José Nivaldo Hinckel, especialista em propulsão espacial do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), considera o argumento de retorno econômico descabido. O lucro com cada lançamento é irrisório em relação ao custo do projeto, que comporta infraestrutura de lançamento e equipes envolvidas que não podem ser recrutadas e, depois, dispensadas. Hinckel lembra ainda que o custo anual de manutenção de um sistema de lançamento de satélites é elevado e que dificilmente a ACS obterá um ritmo superior a dois ou três lançamentos anuais.
— A ACS não poderá cobrar mais do que US$ 50 milhões (cerca de R$ 116 milhões) por lançamento. Fica claro que não há perspectiva de lucro para um ritmo de lançamentos inferior a uma dúzia, algo impossível de se alcançar nem na mais otimista das hipóteses — atesta ele.
Hinckel tem outras ressalvas e considera o programa tecnicamente "duvidoso" por conta dos propelentes (combustível e oxidante) usados no Cyclone, de alto potencial tóxico. Ele alerta que, se ocorrer um vazamento ou falha no lançamento, haverá riscos ao ambiente.
— É importante ter acesso ao espaço, do ponto de vista estratégico, mas nunca vi possibilidade de sucesso no projeto da ACS. Economicamente não é viável e, se o objetivo era salvar uma indústria que não tinha como sobreviver na própria Ucrânia, agora politicamente ficou mais difícil ainda — diz ele.
As origens
Em 2003, Brasil aprovou e assinou acordo espacial com os ucranianos
O acordo
— A preocupação com a soberania nacional pesou na escolha da Ucrânia como parceira do Brasil. Herdeira da escola espacial da antiga União Soviética, a Ucrânia domina a tecnologia de ponta na área. As tratativas se iniciaram no governo Fernando Henrique, que também negociava com os Estados Unidos a utilização da base de Alcântara. O tema foi um dos assuntos polêmicos da eleição presidencial de 2002.
— Lula prometia rediscutir o acordo se fosse eleito. Com a vitória dele, as tratativas com os EUA foram sepultadas. Eram alvo de críticas dos movimentos sociais e até da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que chegou a organizar um plebiscito, sem caráter oficial, sobre o assunto.
O Cyclone 4
— O foguete projetado para o Brasil é da família Cyclone, existente desde 1969 e com um histórico bem-sucedido. Em 226 testes de lançamento, houve só seis falhas. Um pool de 16 empresas estão envolvidas na construção do Cyclone 4, na cidade de Dnipropetrovsk. A nova versão terá alta precisão e aumento de 30% na capacidade de carregar combustível. O artefato tem vida útil de até 20 anos.
A base
— O centro de lançamento é um complexo localizado na península em frente a São Luís, capital do Maranhão. Das bases que operam em regime comercial, Alcântara se destaca pelo trunfo geográfico. Devido à proximidade à linha do Equador, um lançamento em Alcântara gasta menos combustível do que os projetados das bases de Cabo Canaveral (EUA) e de Baikonur (Cazaquistão).
O Acidente
— Em agosto de 2003, ocorreu uma tragédia que adiou o desenvolvimento do programa espacial brasileiro. Um Veículo Lançador de Satélites (VLS), com 21 metros de altura e que colocaria em órbita dois satélites desenvolvidos no Brasil, foi acionado antes do tempo. Com a ignição prematura do VLS — provocada por uma peça que custa apenas US$ 10 —, a torre acabou explodindo, matando 21 profissionais. Uma delegação da Ucrânia estava no país para acompanhar o lançamento. À época, foi a terceira tentativa frustrada. Em outros dois testes com VLS, em 1997 e 1999, ocorreram falhas, e os protótipos tiveram que ser destruídos, logo após a partida.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Atividade industrial teve alta no estado
Região
Meio-Norte: Assinado decreto para desapropriar 346 casas
O Povo: Preços dos imóveis não sobem mais, afirmam contrutoras
Nacional 
Brasil Econômico: Caminhões voltam a aquecer a indústria
Correio Braziliense: Matou, filmou, postou na internet e deve ficar impune
EstadãoUnasul cria comissão para mediar crise na Argentina
Folha: Rebelião de aliados impõe derrota de Dilma na Câmara
O Globo: Policias da UPP são cercados e agredidos na Rocinha
Zero Hora: Fase está investindo mais e recuperando menos jovens

terça-feira, 11 de março de 2014

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Cúpulas do PT e PMDB confirmam aliança no Maranhão
Região
Meio-Norte: Acidente mata dentista e fisioterapeuta em BR
O Povo: Justiça proíbe prefeitura de demolir praça Portugal
Nacional 
Correio Braziliense: Ação para brasileiro pagar menos IR vai ao Supremo
Estadão: Dilma pressiona Temer e dá apoio ao PMDB em 6 Estados
Folha: Em SP, transporte individual cresce mais que coletivo
O Globo: Estado reage ao tráfico e instala a 38ª UPP
Zero Hora: Alta do PIB gaúcho poder ser a maior em 18 anos

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ferreira Gullar critica arte, novelas, Cuba e capitalismo americano na Revestrés

   
    Capa da revista Revestrés (PI) do mês de fevereiro, o poeta maranhense Ferreira Gullar, 83, referendado pela publicação como "o maior poeta vivo do Brasil", inflama sua recente imagem controversa depois que passou a encetar o presidente Lula em suas crônicas dominicais no jornal Folha de S. Paulo.
    Na entrevista concedida a Samária Andrade, Wellington Soares e André Gonçalves (com fotos deste último, uma delas ilustrando a capa-veja reprodução acima), em seu apartamento no Rio de Janeiro, bairro de Copacabana,Gullar fala sobre arte e política.
Confira algumas declarações de Gullar à Revestrés:

"No passado, todo mundo desconfiava da novidade. Hoje, quem desconfia da novidade tá desclassificado. O próprio museu tem que aceitar a novidade. Por isso ele se chama "Museu de Arte Moderna" (arrasta a palavra). Se ele não aceitar o casal nu, deixa de ser moderno.E o diretor do museu também tem que ser moderno. É tudo uma mentirada, tudo uma grande farsa. Enquanto isso, os verdadeiros artistas continuam a fazer arte".

"Novela é divertida, mas é uma bobajada, uma incoerência. A verdade é que ninguém que escreve novela quer continuar. Todos preferem fazer minissérie. Na novela você é prisioneiro de um gênero que tem que desenvolver com ou sem assunto...
A novela é feita pra ganhar dinheiro, não tem compromisso com a qualidade. Todos os autores sabem disso."

"O propósito de Cuba é o melhor e mais generoso possível: - querer a sociedade justa. Só que tá provado que o caminho não é esse e as pessoas não têm coragem de dizer. As pessoas vivem de mentira, é tudo hipocrisia, uma cretinice. Todo mundo quer ser libertário, aberto. Já reparou que não existe mais opinião? Tudo é preconceito. Qualquer opinião que contraria o que está estabelecido é preconceito".

"Os Estados Unidos  são um país riquíssimo e continuam a explorar o trabalhador de uma maneira vergonhosa! É terrível, mas o capitalismo é isso! E mais: ele é produtivo porque segue a ambição humana, que não tem limite".