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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uerj inaugura exposição sobre cronista e poeta Odylo Costa, filho

    No dia 24 de agosto, segunda-feira, às 18h, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) irá inaugurar a exposição Odylo, que se estende até 10 de setembro. A mostra, que acontece na Galeria Candido Portinari, homenageia o centenário de nascimento do jornalista, cronista e poeta Odylo Costa, filho, que dá nome ao principal teatro da Uerj.
    Odylo nasceu em São Luís do Maranhão e se mudou com a família para o Rio de Janeiro em 1930. Aqui, cursou a Faculdade de Direito na Universidade do Brasil, formando-se em 1933. Contudo, em 1931, já atuava como jornalista no Jornal do Commercio. Entre prosas e poesias, possui diversas obras literárias lançadas, tendo sido eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1969.
    A exposição narra a biografia do autor, com fotos e textos representativos de sua vida, além de trazer ao público imagens de manuscritos e equipamentos utilizados por ele em seu trabalho. A mostra também é composta por depoimentos de ilustres sobre o escritor e possui curadoria de suas filhas Antonia Costa e  Teresa Costa DAmaral.
Exposição Odylo
Local: Galeria Candido Portinari
Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã
Abertura: 24 de agosto de 2015, segunda-feira, às 18h
Visitação: até 10 de setembro de 2015
De: segunda a sexta, das 9h às 20h
Tel.: (21) 2334 0114
Do Jornal do Brasil

domingo, 2 de agosto de 2015

Notícia no papel - FERREIRA GULLAR

No final da década de 1950, o jornalismo impresso foi revolucionado; hoje, corre o risco de deixar de existir
    Ainda no final dos anos 1950, os jornais brasileiros usavam, na redação das notícias, o que se chamava "nariz de cera".
    Era o seguinte: a notícia propriamente dita era antecipada por considerações efetivamente desnecessárias. Por exemplo, se a notícia era um assassinato, antes de contar o que ocorreu, chamava a atenção para o aumento da criminalidade.
    Naqueles anos, a única exceção era o "Diário Carioca", que adotara a técnica do "lide" e do "sublide", inventada pelo jornalismo norte-americano. Tomei conhecimento disso em 1957, quando fui acolhido pelo simpático matutino, no qual trabalhavam Carlos Castelo Branco, Pompeu de Souza e Prudente de Morais Neto, entre outros.
    Se o clima da Redação era de brincadeira, as notícias eram redigidas objetivamente, pois consistiam em responder às seguintes perguntas: o que, quem, quando, onde e por quê.
    Considerações críticas ou opiniões o leitor encontrava na página editorial do jornal, não na notícia, que devia informar ao leitor o que efetivamente ocorreu.
    Esse tipo de jornalismo moderno só havia no "Diário Carioca", até que a Condessa Pereira Carneiro, dona do arcaico "Jornal do Brasil", decidiu modernizá-lo. Ela tomou essa decisão influenciada pelo suplemento dominical de seu jornal, inventado por Reynaldo Jardim e que se tornara um exemplo de criatividade na imprensa do país.
    Para efetivar a modernização do "JB", chamou Odylo Costa Filho, que era maranhense, como seu falecido marido. A renovação efetivamente se deu quando foi para lá o trio que já tentara renovar a revista "Manchete": Jânio de Freitas, Amilcar de Castro e, modéstia à parte, eu.
    Tínhamos sido demitidos daquela revista por insistirmos em valorizar o espaço em branco nas páginas. Adolpho Bloch, dono da "Manchete", ficou furioso, o que levou o cartunista Borjalo a escrever num quadro negro que havia na Redação: "Preconceito de cor: guerra contra o branco".
    Já Odylo, ao contrário de Adolpho, era tolerante. Não só aceitou o uso do "lide" e "sublide" como permitiu as mudanças drásticas na feição gráfica do jornal. E veja que se tratava de um jornal de anúncios classificados, que nem corpo de repórter e redatores possuía, antes da mudança.
    Pois bem, uma das inovações foi retirar o fio negro que separava as colunas de textos nas páginas, já que, para Amilcar, bastava o espaço em branco entre elas. Disso resultou uma leveza visual que nenhum jornal tinha.
    Outra inovação, que se deveu ao Jânio, foi o modo de usar a primeira página. Até então, no "JB" como nos demais jornais, as notícias mais importantes começavam na primeira página e continuavam em alguma página de dentro.
    Jânio mudou isso: as notícias importantes eram postas resumidamente na primeira página e integralmente numa página de dentro reservada àquele assunto: se fosse política, ia para a página de política, fosse economia, para a página de economia.
    Isso significava uma revolução no modo de estruturar o jornal e que ia se impor no futuro.
    Hoje, todos os jornais têm páginas específicas para diferentes assuntos, o que facilita ao leitor encontrar o que deseja ler e também ajuda na composição do jornal, tanto do ponto de vista gráfico quanto redacional. Mas começou ali, no "JB".
    Naturalmente, as mudanças verificadas na imprensa não se limitam a essas a que me referi. Minha intenção, ao falar delas, foi sobretudo informar o leitor de hoje daquele momento marcante do jornalismo brasileiro.
    De lá para cá, muitas mudanças ocorreram, particularmente devido à televisão e, sobretudo, à internet. Os jornais já não têm o monopólio da informação. Pode-se dizer mesmo que nenhuma notícia importante, que os jornais publicam, não terá sido difundida antes por aqueles meios de comunicação.
    Por outro lado, todos os jornais publicam as mesmas notícias, o que os obrigou a se valerem das colunas assinadas por nomes destacados, nem sempre jornalistas, que oferecem ao leitor algo que ele só pode encontrar ali, naquele jornal.
    É o que a imprensa escrita está fazendo para sobreviver, não se sabe até quando, pois, ao que tudo indica, os atuais leitores deixarão as páginas de papel impresso pela tela dos computadores e dos celulares.
Da FOLHA

sexta-feira, 20 de março de 2015

Américo Azevedo imprime ritmo trôpego no Teatro Arthur Azevedo

   
Exemplo republicano - Exposição do chefe do Odylo Cost, filho no Odylo Costa, filho
    O diretor do teatro Arthur Azevedo, Américo Azevedo Neto, foi indicado pelo empresário Roberto Albuquerque, dono da TV Guará e concessionário Dalcar (Chevrolet) entre outros empreendimentos. A classe artística sabe disso. Antes mesmo do decreto de nomeação ser divulgado, a escolha do governador Flávio Dino era notória. Até mesmo antes da confirmação do nome da professora da UFMA e no passado recente consultora da Secma no governo Roseana, Ester Maques, na equipe de governo Dino, o nome do imortal da estirpe dos Azevedo era tido como certo e inquestionável.
    Américo Azevedo Neto faz parte do quadro de profissionais da televisão que no governo Flávio Dino tem protagonismo (termo mais que na moda) na comunicação estadual. No preenchimento do quadro funcional comissionado, o neto dos Azevedo convocou colegas da emissora. Repetiu a abominável e caquética prática da oligarquia derrotada e desavergonhada.
    Historicamente ligado ao grupo político do ex-senador Cafeteira, Américo Azevedo Neto nunca esteve na trincheira anti-sarneysta. Confrades da Academia Maranhense de Letras, Américo e Sarney têm relações cordiais, como convém às elites intelectuais. Além de escritor, seu reconhecimento intelectual advém das incursões do grupo Cazumbá. De característica parafolclórica, o grupo precedeu o Boi Barrica na carteira de exportações da cultura maranhense. 
    O escritor e folclorista iniciou a semana situado no olho do furacão de mais um crise engendrada pela própria incapacidade de diálogo, acusação desviada para a secretária de Cultura, Ester Marques, com seu público imediato. 
    Segundo relatos de línguas ferinas, a intolerância do imortal com os representantes da classe teatral quase chega a vias de fato. Até mesmo um segurança com arma em riste foi chamado para por no olho da rua os artistas apreensivos com a realização da X Semana Maranhense de Teatro.
    Américo e Ester não estão alinhados no espírito republicano, termos recorrentes do jargão governista. O primeiro divulgou dois editais, corroborando sua intenção de independência da segunda. Assim como o ex-diretor Fernando Bicudo, criticado à exaustão pelo descendente de Arthur Azevedo, o atual diretor do TAA luta para conseguir autonomia do órgão da Cultura. 
    Bicudo conseguiu desligar o teatro do organograma da Secma e fixá-lo no orçamento da Secretaria de Estado da Educação, pasta com 25% da receita estadual garantido constitucionalmente. É uma fábula impensável para a área da cultura. Américo quer levar o TAA para a Secretaria de Estado de Planejamento.
    Sobre o entrevero entre Américo e a classe teatral, mais uma vez prevaleceu a subserviência oficial, sem qualquer eco com a realidade dos fatos. Evidentemente, o diretor do TAA quer administrar diretamente os recursos da semana. Desprovido do tal espírito "republicano", mas obviamente legitimado por representantes eleitos em processo promíscuo, a façanha será efetivada.
    A promiscuidade na gestão pública é de difícil discernimento entre gestores da cultura. No governo Flávio Dino a prática confirma a tese. Por exemplo, o chefe do Centro de Criatividade Odylo Costa, Filho, o professor universitário, artista plástico e carnavalesco Alaim Moreira Lima, inaugurou o calendário do órgão com uma exposição sua: Divinos Toténs. Não falta peroba para conservá-los.
    O Moreira Lima, outro nobre descendente da Athenas, não enxerga nenhuma anomalia na gororoba com pitadas de interesses privados na gestão pública. 
    Os artistas preparam documento a ser encaminhado ao governador. Além das queixas contra Américo, no conteúdo será citada até mesmo uma suposta improbidade administrativa protagonizada por Américo quando secretário de Estado da Cultura. Essas questões da cultura, embora pequenas, contaminam intenções republicanas propaladas pelo governador. O que todos esperam é que não se torne crônica.

quinta-feira, 20 de março de 2014

No blog de Noblat, Sarney mostra cansaço mental

Sarney e o Blog

"Conheço Noblat desde a Veja, quando Odilo Costa Filho já o arrolava entre os grandes talentos jovens da imprensa. Sempre foi um jornalista de prestígio e tem exito reconhecido também com as novas tecnologias."

José Sarney, ex-presidente da República.

PS - Há dois tropeços no elogio ao colunista de O Globo e ex-diretor de redação do jornal Correio Brasiliense. Um, poderia até ser perdoado não fosse o político maranhense também proprietário de um fardão da casa de Machado de Assis: a falta de acentuação obrigatória da palavra proparoxítona "êxito" . O mais grave dos erros, porém, é a displicência com que o autor de "Marimbondos de Fogo" grafa erroneamente o nome do jornalista e também imortal, "Odylo Costa, filho" (como o mesmo fazia questão de grafar), dito amigo dileto de Sarney, segundo o próprio.