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segunda-feira, 14 de julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
Copa do Mundo 2014 no Brasil: Ora, mas me compre um 'bode' Neymar!
Bruno Balacó
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| Carneiro Neymar e seu Juvenal (esquerda) fazendo a festa dos torcedores |
Copa do Mundo é tempo de oportunidades. Vale tudo para juntar uma grana extra nesse período. Seu Juvenal Ribeiro, de 70 anos, teve uma ideia inusitada. Vestiu um de seus carneiros com a camisa de Neymar e foi passear com o bichinho na Arena Castelão. Percebendo o forte assédio da torcida pelo animalzinho, logo teve a ideia: 'vou ganhar dinheiro com isso'.
Então, decidiu cobrar dos interessados em registrar uma foto ao lado do carneiro de estimação.
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| Um close no personagem: Neymar, de 3 meses |
"A foto é R$ 2", avisa aos torcedores. E não faltavam clientes para tirar foto com Neymar, como o animal foi batizado. Um dos grupos que bateu foto com o bichinho não hesitou em perguntar.
"Se ele é o Neymar, cadê a Bruna Marquenzine (namorada do atleta)", brincou um torcedor. "Ah, faltou a Marquezine", respondeu, em bom humor, seu Juvenal, que é morador do bairro Barroso II, de Fortaleza.
NÃO TEM PREÇO!
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| Seu Juvenal passeando com Neymar em busca de clientes |
Encantados com 'Neymar', um grupo de torcedores de Belém chegou a fazer uma oferta para comprar o carneiro. Seu Juvenal se mostrava irredutível ao afirmar que o bichinho "não tem preço".
O dono do simpático animal chegou a recusar até um par de ingressos em troca do bicho. "Caramba, ele recusou", disse incrédulo o autor da oferta, para em seguida soltar uma gargalhada.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
As Copas do Brasil e as Copas no Brasil - ROBERTO DAMATTA
Ganhamos cinco copas do mundo de modo indiscutível e, como dizia Nelson Rodrigues, insofismável. Na maioria das vezes, de modo devastador como em 58, 62 e 70. Essas vitórias todas, entretanto, não foram em terra brasileira, mas “lá fora” como se dizia quando o mundo ainda era grande e desconhecido.
Havia quem pensasse que Paris era a capital da Europa e que a Inglaterra era um continente. O ponto de vista reverso arrolava Buenos Aires como capital do Brasil. Eis um país desconhecido no qual se falava espanhol ou um idioma desconhecido, “o brasileiro”, como disse uma senhora inglesa com um ar sério e douto, muito apropriado aos britânicos, num programa de televisão da BBC realizado dos anos 80, sobre o Brasil, no qual eu contribui com o lado interpretativo. Nele, além de obviedades como racismo, favor, malandragem, clientelismo e música, falávamos desse futebol que evoluiu do “jeitinho” (que iguala) para o “você sabe com quem está falando?” (que suprime o reconhecimento do outro) dos pentacampeonatos.
Havia quem pensasse que Paris era a capital da Europa e que a Inglaterra era um continente. O ponto de vista reverso arrolava Buenos Aires como capital do Brasil. Eis um país desconhecido no qual se falava espanhol ou um idioma desconhecido, “o brasileiro”, como disse uma senhora inglesa com um ar sério e douto, muito apropriado aos britânicos, num programa de televisão da BBC realizado dos anos 80, sobre o Brasil, no qual eu contribui com o lado interpretativo. Nele, além de obviedades como racismo, favor, malandragem, clientelismo e música, falávamos desse futebol que evoluiu do “jeitinho” (que iguala) para o “você sabe com quem está falando?” (que suprime o reconhecimento do outro) dos pentacampeonatos.
Foi o futebol que - ao lado da Bahia de Jorge Amado, do cinema de Glauber Rocha e Cacá Diegues; e da bossa-nova de Tom Jobim - nos tirou da vala comum de um povo sem mapa, para nos reordenar num lugar superior no tal “concerto das nações” que eu tanto ouvia falar e, menino, cheguei a pensar que era uma orquestra a tocar a melodia triste de duas guerras mundiais e holocaustos promovidos pelos nazismos e stalinismos. A partir de 50, porém, o futebol consolidou o Brasil como dono de uma invejável cronologia futebolística.
Curioso, para quem não pensa que, tanto no esporte quanto na democracia, derrota e vitória são os lados de uma mesma moeda, que tenhamos sofrido uma devastadora perda justamente na copa jogada no Brasil. É meu palpite que o jogo “em casa” fazia a mágica de suprimir no nosso mapa mental uma eventual derrota. A lição da Copa de 1950 foi que, no esporte, como na vida igualitária, há perderes e vencedores, o que não significa que os primeiros são inferiores aos segundos. É a partida, na sua dinâmica e feroz realidade quem diz - tal como sucede no mercado e nas eleições - quem é o vencedor.
Perdemos então em 50, a copa no Brasil.
Copa, vale mencionar, que é também um espaço próximo da cozinha onde as louças nas quais comemos são guardadas e é um vaso covo em que bebemos líquidos e se refere à parte superior das árvores e do chapéu. Ademais, a expressão “fechar-se em copas” fala de uma pessoa amuada tal como ficamos em 1950, quando os nossos hermanos uruguaios levaram a copa e nós nos fechamos chorosos na derrota. Mas em 1958 e 62 renascemos nesta mesma taça, que acabou sendo nossa em 1970. Fomos seus ganhadores materiais definitivos, mas a perdemos vergonhosamente para ladrões que, corre o mito, venderam o seu ouro devidamente dissolvido no mercado das copas abandonadas por suas burocracias.
Tudo isso para, com Ruy Castro, recordar que as taças eram mesmo copas ou copos elaborados, com os quais se bebia algo valioso ou sagrado. Não sei se por pedantismo ou palpite (provavelmente pelos dois), não deixo de associar as taças (ou copas) nas quais o time vencedor bebia a champanha ou o vinho da vitória, ao Santo Graal. Aquele cálice sacrossanto usado por Jesus Cristo na Última Ceia, no qual José de Arimateia (um rico senador e cristão secreto) colheu - diz a lenda - o sangue do Salvador, quando ele recebeu o golpe final de um decurião romano.
Sabe-se que o cálice faz parte de uma teia de lendas célticas que falavam no Rei Artur e numa idealizada e protodemocrática Camelot, cujo centro era a busca de objetos que simbolizavam a superioridade, legitimando-a. Nessa busca, surgem a espada, a coroa (transformada em halo nos santos) e a copa - todos ligados à pureza de coração e à espiritualidade enobrecedora. Artur, dizem os mitos, tira sua espada de uma pedra ou a recebe da Dama do Lago. Eis o que todos procuram, mas que a Dama do Lago somente entrega a um craque escolhido. Do mesmo modo, o Santo Graal que significaria “sangue real”, traria paz e prosperidade para o reino.
Para nós, pentacampeões, a taça da vitória, que hoje é um pesado troféu um tanto cafona na sua ostentação aurífica, seria a prova de que o nosso sangue mestiço é nobre e não o testemunho de fatal inferioridade. Ganhar a Copa no Brasil, em pleno território nacional, portanto, resgataria a tal prosperidade e a santa paz prometida pelo velho populismo esquerdista que, cada vez mais corrupto e dissimulado, tem desonrado muita coisa, menos - assim espero - o futebol.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Padrão Brasil - MERVAL PEREIRA
Ao tentar rebater as críticas aos aeroportos brasileiros afirmando que eles não são padrão Fifa , mas, sim, padrão Brasil , a presidente Dilma mais uma vez escorregou no improviso (dando de barato que não foi uma sacada genial de seus marqueteiros) e, sem querer, chancelou o padrão Brasil como definição de produto de má qualidade.
Até hoje produtos made in China carregam consigo a desconfiança do consumidor, enquanto os made in Japan já conseguiram ser um atestado de qualidade. Os aeroportos made in Brasil definitivamente não são sinônimo de coisa boa, pelo menos enquanto não entram em funcionamento os novos terminais que deveriam estar prontos para a Copa.
O Brasil, como nação, perdeu uma grande oportunidade de se mostrar ao mundo como capacitado a realizar grandes eventos como uma Copa ou as Olimpíadas. Só havia uma razão para o governo brasileiro batalhar por essa realização, e por isso a China realizou as Olimpíadas de 2008, a África do Sul realizou a Copa em 2010 e a Rússia vai ser a sede da Copa de 2018.
Todos esses países que formam os Brics têm como objetivo ganhar espaço político no mundo multipolar, e o Brasil estava no caminho certo ao pleitear a Copa e as Olimpíadas quase ao mesmo tempo. Mas perdeu sua grande chance ao não se dedicar à organização e ao planejamento desses eventos planetários com a prioridade devida. Valeu mais para o governo Lula ganhar a disputa pela realização deles do que a realização em si.
Resta agora torcer para que, mesmo dentro de condições mínimas, corra tudo bem neste próximo mês. Mas o que o mundo está vendo nestes momentos pré-Copa não faz bem à imagem do país. Até índios dando flechadas em plena Esplanada dos Ministérios em Brasília apareceram nas televisões internacionais, reforçando estereótipos. A questão é que grupos oportunistas, que querem aproveitar a Copa para fazer chantagem, fazem greves, pedem aumentos abusivos, interrompem o trânsito.
Mesmo um grupo pequeno consegue hoje interromper o trânsito nas grandes metrópoles, parando as cidades. E há ainda grupos minoritários de vândalos, ou de black blocs, que fazem uma campanha contra a Copa que absolutamente não envolve a maioria do povo.
O sentimento geral é de crítica ao governo, que não cumpriu o que prometeu, atrasou tudo, mostrou ineficiência. As pessoas suspeitam de que houve muita corrupção nas obras da Copa, mas todas essas são críticas específicas, ninguém é maluco, a esta altura, de achar que o melhor é que não tenha Copa.
Pode-se até achar que não deveria ter Copa, que o governo deveria, em vez de ter batalhado para sediá-la, não ter colocado isso na sua pauta, não deveria ser objetivo prioritário para um país pobre, necessitado de muitas coisas. Mas, já que fez, não há sentido em querer boicotar a Copa, é coisa de minorias.
Misturar política com Copa do Mundo, e aproveitar a situação para tirar proveito próprio ou político, é atitude criticável. Mas o governo também precisaria atuar com mais decisão desde sempre, no relacionamento com os chamados movimentos sociais , para evitar os abusos que estão acontecendo hoje.
Agora, diante da realidade que o populismo não conseguiu controlar, é preciso montar esquemas de segurança menos falhos, cumprir pelo menos a sua parte agora, já que a parte dos chamados legados da Copa está prejudicada pelos atrasos nas obras.
Pelo menos agora o governo tem que montar um esquema para garantir a segurança das pessoas e das delegações, dos mandatários que vêm ver os jogos. Mais uma demonstração de ineficiência do esquema oficial foi vista na saída da delegação brasileira para Teresópolis, quando professores em greve chegaram a atacar o ônibus com os jogadores da seleção brasileira dentro.
Não importa se a culpa é do governo federal ou dos governos estaduais e até municipais, esse inferno de várias esferas de poder que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, experimentou. O fato é que o país perdeu uma grande chance de se mostrar ao mundo como uma potência emergente devido a seus próprios defeitos, turbinados pelo populismo no poder.
A constatação não decorre de complexo de vira-lata, mas, ao contrário, da rejeição da fantasia marqueteira de um governo que vende um país que não existe, em vez de tentar mudar sua realidade. E que agora, depois do leite derramado, quer usar o patriotismo como refúgio de seus próprios erros.
Até hoje produtos made in China carregam consigo a desconfiança do consumidor, enquanto os made in Japan já conseguiram ser um atestado de qualidade. Os aeroportos made in Brasil definitivamente não são sinônimo de coisa boa, pelo menos enquanto não entram em funcionamento os novos terminais que deveriam estar prontos para a Copa.
O Brasil, como nação, perdeu uma grande oportunidade de se mostrar ao mundo como capacitado a realizar grandes eventos como uma Copa ou as Olimpíadas. Só havia uma razão para o governo brasileiro batalhar por essa realização, e por isso a China realizou as Olimpíadas de 2008, a África do Sul realizou a Copa em 2010 e a Rússia vai ser a sede da Copa de 2018.
Todos esses países que formam os Brics têm como objetivo ganhar espaço político no mundo multipolar, e o Brasil estava no caminho certo ao pleitear a Copa e as Olimpíadas quase ao mesmo tempo. Mas perdeu sua grande chance ao não se dedicar à organização e ao planejamento desses eventos planetários com a prioridade devida. Valeu mais para o governo Lula ganhar a disputa pela realização deles do que a realização em si.
Resta agora torcer para que, mesmo dentro de condições mínimas, corra tudo bem neste próximo mês. Mas o que o mundo está vendo nestes momentos pré-Copa não faz bem à imagem do país. Até índios dando flechadas em plena Esplanada dos Ministérios em Brasília apareceram nas televisões internacionais, reforçando estereótipos. A questão é que grupos oportunistas, que querem aproveitar a Copa para fazer chantagem, fazem greves, pedem aumentos abusivos, interrompem o trânsito.
Mesmo um grupo pequeno consegue hoje interromper o trânsito nas grandes metrópoles, parando as cidades. E há ainda grupos minoritários de vândalos, ou de black blocs, que fazem uma campanha contra a Copa que absolutamente não envolve a maioria do povo.
O sentimento geral é de crítica ao governo, que não cumpriu o que prometeu, atrasou tudo, mostrou ineficiência. As pessoas suspeitam de que houve muita corrupção nas obras da Copa, mas todas essas são críticas específicas, ninguém é maluco, a esta altura, de achar que o melhor é que não tenha Copa.
Pode-se até achar que não deveria ter Copa, que o governo deveria, em vez de ter batalhado para sediá-la, não ter colocado isso na sua pauta, não deveria ser objetivo prioritário para um país pobre, necessitado de muitas coisas. Mas, já que fez, não há sentido em querer boicotar a Copa, é coisa de minorias.
Misturar política com Copa do Mundo, e aproveitar a situação para tirar proveito próprio ou político, é atitude criticável. Mas o governo também precisaria atuar com mais decisão desde sempre, no relacionamento com os chamados movimentos sociais , para evitar os abusos que estão acontecendo hoje.
Agora, diante da realidade que o populismo não conseguiu controlar, é preciso montar esquemas de segurança menos falhos, cumprir pelo menos a sua parte agora, já que a parte dos chamados legados da Copa está prejudicada pelos atrasos nas obras.
Pelo menos agora o governo tem que montar um esquema para garantir a segurança das pessoas e das delegações, dos mandatários que vêm ver os jogos. Mais uma demonstração de ineficiência do esquema oficial foi vista na saída da delegação brasileira para Teresópolis, quando professores em greve chegaram a atacar o ônibus com os jogadores da seleção brasileira dentro.
Não importa se a culpa é do governo federal ou dos governos estaduais e até municipais, esse inferno de várias esferas de poder que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, experimentou. O fato é que o país perdeu uma grande chance de se mostrar ao mundo como uma potência emergente devido a seus próprios defeitos, turbinados pelo populismo no poder.
A constatação não decorre de complexo de vira-lata, mas, ao contrário, da rejeição da fantasia marqueteira de um governo que vende um país que não existe, em vez de tentar mudar sua realidade. E que agora, depois do leite derramado, quer usar o patriotismo como refúgio de seus próprios erros.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
A Copa das mazelas - CELSO MING
Quando disputou e arrancou o privilégio de sediar a Copa do Mundo, o governo Lula pretendeu aproveitar o evento para uma super exibição do Brasil para o mundo, em capacidade administrativa e potência econômica.
Enormes focos de luz estão dirigidos agora para cá e para tudo o que há de errado. A curiosidade do exterior não se limita à degustação de coisas daqui, como caipirinha, suco de maracujá e pão de queijo. Extravasa para a nossa incompetência. O Brasil está frustrando as expectativas criadas quando se tornou o B do Brics. Algumas matérias, as do jornal inglês Financial Times, de 4/5, e da revista alemã Der Spiegel, de 11/5, foram demolidoras.
Além de advertir os visitantes para os riscos que correm por aqui com segurança pessoal e alimentação nem sempre confiável, os grandes jornais e revistas, a TV e a internet não param de desnudar as mazelas e a desorganização do País. Os preparativos para a Copa foram sucessão de encrencas: falhas de planejamento, estouro injustificável de custos, desperdícios, atrasos enormes e baixa qualidade de algumas obras. "Isso me envergonha" -- disse sexta-feira o campeão Ronaldo Fenômeno.
Ontem, o correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade, relatou que a Copa baterá todos os recordes de lucro da história do futebol (veja abaixo). Será sucesso de bilheteria, de arrecadação de direitos para a Fifa e de lucros para as patrocinadoras. Mas, na percepção do brasileiro comum, pouco sobrará para ele além de eventuais alegrias com as vitórias de sua seleção.
As manifestações que pipocam em todas as grandes cidades, inclusive entre movimentos protegidos pelo governo, como o MST, levantam dúvidas sobre o acerto da decisão que deu prioridade às obras dos estádios, em detrimento dos investimentos em ensino, em saúde e em transporte público. Esperava-se que este fosse um dos bons resultados indiretos. Mas nessa área as coisas estão piorando. O próprio Lula considera "babaquice" a construção de linhas de metrô que atendam a estádios de futebol, sem levar em conta as necessidades das populações vizinhas. Ele deve discordar da presidente Dilma que, na sexta-feira, afirmou que a construção e a ampliação dos aeroportos não vieram para benefício dos torcedores estrangeiros, mas para atender a 112 milhões de passageiros no Brasil. Não faz sentido argumentar que as imposições da Fifa são descabidas. Estão, são condições já previstas por quem se apresentou como candidato à sede da Copa.
É provável que, a partir do momento em que a seleção canarinho entrar em campo, as manifestações de indignação refluam e sejam deixadas para depois. Mas não dá para esconder que as novas classes médias se sentem fortemente frustradas com a baixa qualidade dos serviços públicos e com o derretimento da capacidade de consumo provocado pela inflação de mais de 6% ao ano. Isso exige conserto da economia que não aparece em nenhuma das prioridades do governo Dilma.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
PM compra mais gás, balas de borracha e armas para a Copa
Entre junho de 2013 e abril deste ano, os órgãos de segurança pública compraram mais de 270 mil granadas e projéteis de gás lacrimogêneo e de pimenta e 263.088 cartuchos de balas de borracha de diversos tipos e modelos.
A munição química não letal adquirida seria suficiente para fazer mais de 819 lançamentos de granadas de gás e fazer 797 disparos de balas de borracha por dia no período.
O levantamento mostra um incremento nas aquisições pelos órgãos de segurança em 2014, principalmente devido ao temor de uma nova onda de manifestações durante a Copa do Mundo. Nos últimos 11 meses, foram comprados pelas PMs 113.655 granadas lacrimogêneo e 21.962 granadas de pimenta – 59% e 73%, respectivamente, adquiridos nos primeiros quatro meses deste ano.
Também foram comprados 134.731 cartuchos de gás de diversos calibres, que são jogados sobre multidões com lançadores de calibre 12, 38 e 40 para evitar que os policiais cheguem muito perto das pessoas. Os dardos podem cair no meio de massas a uma distância que pode variar entre cinco metros e 120 metros do atirador, em média.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
COPA DO MUNDO 2014 - Taça será exposta no Shopping da Ilha
A taça da copa do Mundo, que será dado ao vencedor do certame que tem início no dia 12 de junho no Brasil, ficará exposta das 9 às 21 horas do dia 13 de abril no Shopping da Ilha (Avenida Daniel de La Touche, 987- Maranhão Novo), em São Luís (MA).
O troféu chega a São Luís, vindo de João Pessoa, na Paraíba.Até esta sexta-feira a taça permanece no Rio de Janeiro, de onde parte para a tour nas capitais brasileiras e Distrito Federal. Da capital maranhense o objeto segue para Palmas (TO).
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