quinta-feira, 9 de abril de 2015

Na Folha - Brasil vai cancelar acordo com Ucrânia para lançar foguetes


1
Caminho fica aberto para que negociações sobre lançamentos comerciais americanos em Alcântara (MA) sejam retomadas
NATUZA NERYDE BRASÍLIAIGOR GIELOWDIRETOR DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Após quase 12 anos de atrasos, o governo federal decidiu cancelar o acordo bilateral para o lançamento de foguetes ucranianos com satélites comerciais da base de Alcântara, no Maranhão.
Os dois governos gastaram aproximadamente R$ 1 bilhão na empreitada fracassada, rachando a conta.
Folha apurou que a decisão foi tomada pela presidente Dilma Rousseff a partir de relatório de um grupo interministerial em janeiro, mas ainda não foi comunicada a Kiev.
A alegação foi o custo do lançador de satélites Cyclone-4, que teria se tornado abusivo num cenário de contração fiscal. O projeto sempre foi custoso: a previsão era de que fosse deficitário por 20 anos. Oficialmente, até que a Ucrânia seja informada, o acordo está mantido.
Com isso, está reaberta a porta para uma negociação que há muito interessa aos EUA: poder usar as instalações de Alcântara para fins comerciais. Um acordo chegou a ser firmado em 2000, mas acabou engavetado porque previa que os americanos usariam a base, mas não compartilhariam sua tecnologia.
Alcântara é objeto de desejo para lançamentos devido à sua posição equatorial --a maior parte dos satélites de comunicação usa órbitas paralelas à linha do Equador, então gasta-se menos combustível para chegar lá. Os europeus, por exemplo, lançam satélites pela Guiana Francesa.
Como Dilma está em processo de reaproximação com o governo dos EUA, na esteira da remediação do escândalo em que se viu espionada, o tema pode ser retomado.
A diplomacia russa, segundo a Folha apurou, também vinha pressionando discretamente o Brasil a abandonar o acordo com seus rivais ucranianos. Os russos podem inclusive ofertar lançadores.
O Cyclone-4 é um filhote distante da seção do programa espacial da União Soviética que ficou em mãos ucranianas após a dissolução do império comunista, em 1991.
Foi oferecido ao Brasil em 2003, para lançamento em 2007. Nada ocorreu. Em 2006, foi formada uma empresa binacional para tocar o projeto, a ACS (Alcântara Cyclone Space), com lançamento previsto para 2010.
    Por falta de verbas e até uma disputa territorial com quilombolas, o negócio se arrastou --a última previsão era lançar o foguete em 2015.
Até aqui, quase metade das obras na base estão concluídas, e os ucranianos dizem ter o foguete quase pronto.
    Além disso, desde 2014 o país europeu está envolvido numa guerra civil com separatistas pró-Rússia, o que não inspira confiança política.
O fim do acordo foi selado em reunião entre Dilma e os ministros Jaques Wagner (Defesa), Aldo Rebelo (Ciência), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).
    O programa do Cyclone-4 era criação do ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, que representou o Brasil na binacional ACS até 2011. Ele sempre foi criticado pela FAB (Força Aérea Brasileira), tradicional gerente do programa espacial brasileiro.
Para os militares, o Cyclone-4 retirou investimentos de projetos nacionais, já abalados desde 2003, quando um incêndio em Alcântara matou 21 técnicos que trabalhavam no modelo VLS-1.
    Desde então o programa espacial brasileiro está emperrado. Os militares ainda pretendem lançar o VLS-1, mas o desenho do foguete é obsoleto e há uma nova geração de lançadores em estudo.


Projeto nunca foi competitivo e só serviu para criar ferro-velho no MA

SALVADOR NOGUEIRACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA    Mais um plano mirabolante para o programa espacial brasileiro vai por água abaixo.
Em 2003, quando o acordo foi assinado, especialistas já o consideravam má ideia.
Um problema era o uso de combustível tóxico, ameaçando contaminação em caso de acidente. Já se esperavam também falta de competitividade no mercado comercial e a necessidade de investimentos grandes para converter o antigo míssil balístico soviético, confiável mas ultrapassado, num lançador moderno.
Nada disso impediu o acordo, mas agora serve como motivo para deixar tudo para lá.
São centenas de milhões a menos no combalido caixa da União, em troca de oba-oba e uma plataforma de lançamento inconclusa, prestes a virar ferro-velho no Maranhão.
Com essa verba, o país poderia ter concluído o VLS (Veículo Lançador de Satélites), projeto que já se arrasta por quase quatro décadas com a missão de dar ao Brasil acesso independente ao espaço.
Agora, ele volta a ser a única tábua de salvação do programa espacial brasileiro --embora ainda siga perto da estaca zero, com três tentativas de lançamento fracassadas.
Relegado a um segundo plano desde o acidente que matou 21 pessoas em 2003, ele ganhou renovada importância nos últimos anos.
O IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) trabalha numa versão mais moderna do VLS, chamada de VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), que colocaria em órbita dispositivos espaciais de pequeno porte. Mas o investimento é pequeno.
É um caminho para iniciar a exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara --o melhor do mundo em localização. Mas é só um modesto começo.
Se quiser de fato ganhar bilhões com Alcântara, em vez de perdê-los, o Brasil precisará de um acordo de salvaguardas tecnológicas com os EUA, até o momento rechaçado. Sem isso, é impossível lançar do Brasil qualquer produto espacial que tenha componentes americanos --uma fatia bem grande do mercado.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 3 mortos à bala em noite de violência
Região
Jornal do Commercio: Como seria bom se fosse sempre assim
Meio-Norte: Exército vai integrar  combate ao crime
O Povo: Camilo muda Ronda e tanta salvar o programa
Nacional 
Correio: Justiça libera Vaccari para mentir à Câmara
Estadão: Câmara aprova projeto de lei que amplia terceirização
Folha: Câmara aprova ampliação da terceirização no país
O Globo: Terceirização é aprovada na Câmara, mas racha  governo
Zero Hora: Vaga no sufoco

A ilha da discórdia na terra dos Sarney

De um lado, casarões de veraneio onde a família do senador recebe convidados. De outro, casebres que abrigam 30 famílias pobres. Sobrinho do peemedebista ameaça transformar local em loteamento popular

Henrique Bóis, Especial para o Estado Raposa (MA) e Eduardo Kattah
No município de Raposa, 20 quilômetros a nordeste de São Luís, a ilha de Curupu é conhecida como um dos símbolos do poderio econômico da família Sarney. Mas sua área total de 16 milhões de metros quadrados reflete também o contraste social pelo qual se tornou conhecido o Maranhão.
Contraste. Na face sul, casas de luxo abrigam clã maranhense e convidados - Honório Moreira/Estadão
Honório Moreira/Estadão
Contraste. Na face sul, casas de luxo abrigam clã maranhense e convidados
No lado sul da ilha, duas mansões servem de abrigo para o clã maranhense e seus convidados vips. Na face norte, um povoado conhecido como Canto, formado por 30 famílias de remanescentes do local, ainda vive como seus antepassados. Com a permissão do ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), a comunidade simples reside ali em casebres de madeira, cobertas de palha ou de telhas de amianto. Os moradores alegam que não têm permissão para construir casas de alvenaria. No lado sul da ilha, duas mansões servem de abrigo para o clã maranhense e seus convidados vips. Na face norte, um povoado conhecido como Canto, formado por 30 famílias de remanescentes do local, ainda vive como seus antepassados. Com a permissão do ex-presidente e senador José Sarney (PMDB-AP), a comunidade simples reside ali em casebres de madeira, cobertas de palha ou de telhas de amianto. Os moradores alegam que não têm permissão para construir casas de alvenaria. 

Se depender da disposição de um sobrinho de Sarney, a ilha poderá futuramente contar com novos moradores. Dizendo-se coagido na sua intenção de vender a parte que lhe cabe em Curupu, ele ameaça fazer um loteamento “popular” na paradisíaca propriedade da família.
Gustavo da Rocha Macieira, filho de Cláudio Macieira - já falecido -, irmão de dona Marly Macieira Sarney, esposa do senador, decidiu há dois anos oferecer, por cerca de R$ 20 milhões, os 12,5% que possui da ilha. Em dezembro de 2011 ele chegou a publicar anúncios em jornais, contratou uma imobiliária para cuidar da venda e iniciou uma negociação com um grupo português. Segundo Gustavo, este e outros compradores desistiram da compra ao saber que se tratava de um imóvel da família Sarney.
A imobiliária Alzira, que ele contratou em São Luís, não conseguiu publicar o anúncio da venda no jornal O Estado do Maranhão - de propriedade da família Sarney - e, com medo de “retaliação”, preferiu desfazer o contrato com o sobrinho do senador. A governadora Roseana Sarney (PMDB), afirma Gustavo, quer impedir que ele use nas peças publicitárias fotografias da sua mansão na ilha.
‘Vai ter fila’. “O que me parece que vai restar como opção para mim é chegar lá no Maranhão e oferecer lotes a partir de 100 metros quadrados para quem quiser comprar, fracionar aquilo”, disse ao Estado Gustavo. “Vai ter fila em São Luís. Aí o problema é deles. Vai ser bom porque eles vão conviver com o povão, né? Vai ser agradável.”
A sua parcela na ilha é de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados. Há dois anos, segundo corretores locais, o metro quadrado de terra na região (não especificamente na ilha) estava sendo vendido a R$ 30. É o preço que o sobrinho de Sarney pretende cobrar pelo metro quadrado de sua imensa parte na ilha.
Esse valor é menos da metade dos R$ 66 pelo metro quadrado que Ivanoel Alves de Sousa tenta obter com a venda de um terreno de 10 por 38 metros em área bem localizada no Timbuba, área portuária no município vizinho de Paço do Lumiar, utilizada pelos Sarney e amigos para embarque e desembarque. No condomínio Alphaville, na cidade de São José de Ribamar, a venda de lotes gira em torno de R$ 450 o metro quadrado.
Não há placas de venda em Curupu. Na semana passada, o Estado teve acesso à ilha a convite de moradores do Canto. A paisagem é como uma miniatura dos lençóis maranhenses, em frente à sede do município de Raposa, cidade construída por imigrantes cearenses exilados pela seca da década de 1930 e que ocupa o 3.561.º lugar entre as 5.565 cidades brasileiras no Índice de Desenvolvimento Humano. A água que abastece os casebres da colônia de pescadores tem alto nível de salinidade.
Entre os moradores está Valbinho, apelido que Claudiomar Ferreira da Silva, 43 anos, ganhou nos 18 anos que passou executando serviços domésticos na casa do Sarney em Curupu. Segundo ele, Sarney o tem como amigo. Até pouco tempo, o ex-presidente da República costumava ir até o Canto. 
Bolsa Família. “Às vezes ele me chamava na casa para saber das novidades”, conta Valbinho - que é pescador e pai de três crianças, todas inscritas no Programa Bolsa Família. No município há 5.664 inscritos no programa social do governo federal. Segundo cadastro do Ministério do Desenvolvimento Social a frequência escolar é de 71,47% nas escolas que recebem alunos entre 6 e 15 anos.
Há uma escola no Canto. Luana de Jesus da Silva, 15 anos, e Diana de Jesus Silva, 9 anos, estudam na Unidade Escolar Manoel Batista, um anexo da rede de ensino fundamental de Raposa. Luana está na 6.ª série e Diana na 4.ª.
Ambas dividem o único professor num mesmo espaço. Na quarta-feira, Diana fechava as portas da escola às 16 horas. Não houve aula.
“Os professores de Raposa não querem vir pra cá”, reclama Valbinho. Sem ler, nem escrever, o “amigo do senador” sabe da instabilidade em que vivem os moradores na ilha. “Aqui tem luz. Mas nós não temos conta em nosso nome. Não podemos provar coisa alguma”, afirma. “Qualquer dia desses o velho morre e a ilha será vendida”, vaticina.
São poucos os que possuem emprego formal. Há empregados da casa do Sarney que moram ali. Das 30 casas, pelo menos 20 têm uma moto em frente. Mas só os homens pilotam. Todos no povoado votam ou votaram em Roseana nas últimas eleições, como conta Cleudes, esposa de Valbinho.
A política de proteção da Ilha dos Sarney foi mais acentuada no passado. “Houve uma época em que eles colocaram segurança de um lado e de outro aqui em Raposa”, conta Francisco “Nego”, barqueiro que tira a modesta renda diária cobrando R$ 2 por travessia em um barquinho. Não deu certo. Hoje os caseiros relaxam e abrem as portas aos visitantes, ilustres ou desconhecidos.
Do outro lado de Curupu a segurança das mansões dos Sarney costuma ser feita por policiais militares da Secretaria de Estado de Segurança Pública. De camisetas azuis com logo da ilha estampado, quatro se revezam em plantões na casa de Roseana, esteja a governadora presente nas dependências da mansão ou não.
Mas raros são os moradores do porto que já viram o senador pessoalmente. O barqueiro Domingos Souza Marques, 51 anos, conta que só o viu pela televisão. San Dumon Kzam, 43 anos, comerciante descendente de libaneses, viu apenas uma vez o senador passando para o porto no rio Santo Antonio. “Estou comprando até terreno na lua”, brinca Kzam, ao ser informado sobre a proposta de loteamento de parte da ilha feita por Gustavo Macieira.
Porém, está ficando raro também o uso do porto em Paço do Lumiar pelos Sarney. Conforme relatos de moradores, quando se recolhe à ilha, a governadora utiliza helicópteros oficiais do Estado. Os convivas costumam partir do heliporto do empresário Eduardo Lago, na praia do Olho D’Água em São Luís. Vista do céu a visão da ilha esconde os casebres do Canto. O que sobressai é mesmo a parte sul e o imenso telhado da mansão do senador e de sua filha entre o recorte do mar e a vegetação preservada.
Respeito. Gustavo, que mora no Rio, diz que não visita a ilha há quase dez anos. O último encontro com o senador foi na época em que decidiu vender sua parte na propriedade. Disse que foi ao Senado para comunicar ao então presidente da Casa sua intenção “por respeito” e “consideração” ao tio.
“Não estou numa cruzada, não quero comprar briga com ninguém. Eu quero, eu preciso vender (a ilha). Eu tenho minha mãe e meu filho, que são dependentes de mim. Eu sou de classe média. Eu nunca ocupei e nem quero nenhuma diretoria de estatal, não fui educado pelo meu pai nesse tipo de bajulação a um ‘politicozinho’. Quero apenas vender um patrimônio que foi constituído, comprado pelo meu avô na época, vendido para o meu pai e que meu pai me vendeu essa fração ideal”, afirma.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Erros em cadeia
Região
Jornal do Commercio: Futebol sob tensão
O Povo: Caso subtenente- Conflitos de versões de uma tragédia
Nacional 
Correio: Brasileiro faz retirada recorde de poupança
Estadão: Dilma entrega comando de articulação política a Temer
Folha: Após recusa, Dilma escala vice na articulação politica
O Globo: Acordo amplia regras para terceirizar trabalho
Zero Hora: Temer assume articulação política no lugar de Pepe

terça-feira, 7 de abril de 2015

Museu de Tudo: O número um da Maranhão Turismo


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Eles sabiam- Sistema de segurança falhou em relação ao resgate em Pedrinhas
Região
Jornal do Commercio: Cinco motivos para não ir a campo
Meio-Norte: Reforma vai economizar R$ 50 mi, diz governo
O Povo: Obras param e empresa demite 250 operários
Nacional 
Correio: Homem em fúria leva pânico a escola do DF
Estadão: Dilma chama PMDB par articulação política
Folha: Dilma oferece articulação política para peemedebista
Zero Hora: Mosquito na mira

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Secma dialoga com produtores e artistas sobre lei estadual de incentivo à cultura

    A Secretaria de Estado de Cultura (Secma) está adotando ações para garantir a transparência dos processos relacionados à Lei Estadual de Incentivo à Cultura, em vigor no Maranhão desde outubro de 2012. Nesse sentido, foi escolhida como secretária adjunta da Secma para a Lei de Incentivo à Cultura, Caroline Lima Veloso, com formação superior em Direito e Relações Públicas.
    Seguindo a política estabelecida pelo governo Flávio Dino, a Secma está dialogando com os produtores culturais e artistas maranhenses. Com a presença da secretária de Cultura, Ester Marques, a secretária adjunta Caroline Lima Veloso foi apresentada a classe e iniciou o diálogo sobre o funcionamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
    “Os produtores culturais e os artistas estavam ansiosos pela definição da secretária adjunta. Quando assumimos a Secma tivemos que tomar ciência da real situação da Lei e também despachar os processos que estavam armazenados. Agora, com a casa em ordem e após a nomeação da secretária adjunta, nossa primeira ação será organizar a composição de um novo júri de méritos, garantindo que novas propostas possam dar entrada no escritório da Secma”, reforçou a secretária Ester Marques.
    Caroline Lima Veloso será responsável por promover um entendimento mais claro sobre a Lei, principalmente por parte da iniciativa privada. A opção de destinar um percentual da carga tributária para um projeto cultural, com certificado emitido pela Secma, ainda é visto por muitos empresários como um investimento direto, quando na verdade a dedução é retirada da União Estadual, que neste caso opta por não arrecadar do empresariado, destinando o fundo para o financiamento de projeto inscrito na Lei de Incentivo.
    O resultado da ausência de políticas de incentivo voltadas ao empresariado faz com que de um total de 519 projetos que deram entrada na Secma entre 2012 a 2014, apenas 19% destes tenham conseguido efetivamente captar recursos de empresas privadas. Além de reverter este cenário, incentivando uma maior adesão da iniciativa privada em beneficio de projetos culturais, o Estado vai trabalhar a partir de agora, para aprimorar o processo de submissão e recebimento de propostas, identificando os gargalos existentes em seu funcionamento.
    O escritório da Secma para tratar sobre a Lei de Incentivo à Cultura fica na sede da Secma, na Rua Portugal, na Praia Grande. O atendimento para esclarecimento de dúvidas e submissão de propostas à Lei pode ser realizado de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h. As informações de como funciona e qual a documentação necessária para solicitar certificado para captação através da Lei podem ser adquiridas no site da Secma (www.cultura.ma.gov.br), diretamente no banner ‘Lei Estadual de Incentivo à Cultura’.
Da Secom

Memória política do Maranhão - Jackson Lago, uma vida inteira de luta


 

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MAPedrinhas metralhada
Região
Diário do Pará: Papão fica perto da final
Jornal do Commercio: Chocolate no interior...empate e briga na capital
Meio-Norte: 10 presos cavam túnel e fogem da Irmão Guido
O Povo: A cidade que vive à noite
Nacional 
Correio: Choque elétrico mata pai e filho em condomínio
Estadão: Empresas da Lava Jato buscam negociar dívidas de R$ 15 bi
Folha: Contra corte do Fies, faculdade dá aula de graça
O Globo: Decreto federal estimula concessões
Zero Hora: Governo do RS avalia adiar pagamento de reajustes

domingo, 5 de abril de 2015

Postal Brasil - Granja (CE)


Um cara de sorte - FERREIRA GULLAR

Se não tivesse conhecido Mário Pedrosa, aos 21 anos de idade, que rumo teria tomado a minha vida?
    Inesperadamente, me pego a perguntar: se não tivesse conhecido Mário Pedrosa (1900-81) quando cheguei ao Rio, com 21 anos de idade, que rumo teria tomado a minha vida?
Teria sido outro, respondo sem hesitar e, ao mesmo tempo, assustado com a constatação.     Mas que outro rumo teria tomado?
    Impossível saber, uma vez que não aconteceu e isso me leva a crer que só poderia ter seguido o rumo que segui, tão decisivo foi tê-lo conhecido e me tornado seu amigo, integrando o grupo de jovens artistas que se formou em torno dele.
    Foi por tê-lo conhecido que tomei conhecimento da tendência concretista, de que ele se tornara adepto de propagador. Por esse razão, em torno dele se formou um grupo de pintores e escultores, que aderiram à nova tendência. Eu, que não era artista plástico e imprimira à minha poesia um rumo contrário à objetividade do concretismo, também me tornei um adepto do movimento.
    Em função de todos esses fatores, tornei-me amigo dos jovens artistas que seguiam as ideias de Pedrosa, com os quais passei a conviver e a discutir as novas ideias estéticas.
Na biblioteca de Mário, encontrei livros que me ajudaram a me formar intelectualmente; livros de filosofia, de estética e história da arte.
    Com ele, aprendi a ver de maneira mais ampla a questão da arte, valorizando as inovações da vanguarda, mas também a expressão virgem da arte das crianças, dos primitivos e dos loucos.
    Teria eu me envolvido com tais experiências, se não o tivesse conhecido? Possivelmente, não.
    Nem mesmo consigo imaginar-me, recém-chegado ao Rio de Janeiro, convivendo com outras pessoas.
    E me pergunto: teria eu lido os filósofos pré-socráticos, se não tivesse ele me emprestado o livro que reunia o pensamento desses filósofos?
    Certamente, não. E, se não os tivesse lido, não teria seguido o rumo que segui e que imprimi às minhas indagações de crítico de arte e de poeta. É que vamos nos fazendo pelo que lemos e pensamos.
    Foi porque me integrei naquele grupo de artistas que ajudei a inventar a poesia concreta e inventei o nome de arte neoconcreta para designar os trabalhos que realizamos depois.
    Não pretendo dizer que o fato de ter conhecido Mário Pedrosa e participado daquelas experiências e discussões do grupo tenha sido o único fator determinante do caminho que segui na vida cultural.
    As coisas não são tão simples assim, pela razão mesma de que as características de cada indivíduo -- enfim, sua individualidade-- são também determinantes de seu pensamento e de suas realizações.
    Basta dizer que cada um dos membros do grupo neoconcreto imprimiu a suas obras qualidades que o distinguem dos demais.
    Isso é verdade para eles como o é para mim, que, a certa altura, afastei-me deles e do tipo de arte que fazíamos, para engajar-me na luta política e por a serviço dela o meu trabalho intelectual.
    É que, àquela altura, a aventura neoconcreta me pareceu esgotada.
    Essa opção veio determinar minha aproximação com outro tipo de intelectuais, voltados inteiramente para as questões sociais e políticas, e uma mudança radical nas minhas preocupações e atividades culturais.
    Tratou-se, sem dúvida, de uma ruptura com o universo estético sofisticado em que atuei e com a concepção de vida que ele implicava.
    Basta dizer que, em vez de livros-poema e poemas-objeto, passei a escrever poemas de cordel, a mais rudimentar forma de poesia.
    Não obstante, o militante político que então me tornei levava consigo toda a experiência de arte e de vida que o convívio com Mário Pedrosa e os artistas do grupo me possibilitara e que iria determinar, por sua vez, mudanças posteriores que me fizeram ser quem sou hoje.
    Mas não sou eu, nem o que ocorreu comigo, o que importa aqui. Quando formulei a pergunta do início desta crônica, estava na verdade constatando o quanto fatores casuais são determinantes na nossa existência.
    Nesse caso, tive a sorte de me tornar discípulo de um homem que era exemplo de lucidez e sonho, de erudição e irreverência. Por tudo isso, só posso dizer que dei na sorte na vida.
Da Folha

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
Jornal Pequeno: Governo anula licitação de quase R$ 10 milhões montada na Semma
O Estado do MASaúde em risco
O Imparcial:  Missão ajudar: Por que?
Região
Diário do Pará: Recupera pontes custaria R$35 mi gastos com balsas
Jornal do Commercio: Alegria tamanho família
O Povo: Operação lava-jato trava grandes obras no Ceará
Nacional 
Correio: Os caminhos tortos das ciclovias no DF
Estadão: Base aliada vota tão desunina quanto na época do mensalão
Folha: Cai investimento público em obras e equipamentos
O Globo: Pedidos de vista paralisam 216 processos no STF
Zero Hora: Presença de Bernardo

sábado, 4 de abril de 2015

Políticos do Brasil - No PAINEL da Folha de S Paulo

Dourado O deputado Paulo Maluf (SP) se define como um "político em extinção": diz que, apesar de "descontente", não pretende deixar o PP. "Acho falta de caráter mudar de partido."

Maranhão reduziu gastos com folha salarial entre 2013 e 2014

    Até o ano passado,  38,72% do que o Estado do Maranhão gastava era para bancar salários de temporários, inativos e efetivos. Os dados foram divulgados pelo jornal Valor Econômico, na semana passada.
    A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que o limite com o gasto atinja 49% sob risco de ter suspensas as transferências voluntárias e operações de créditos. Em relação ao ano anterior (2013), houve redução de 0,47% com os gastos do Maranhão com a folha salarial. O limite prudencial com os gastos é de 46,17%, garantindo assim o cumprimento da LRF.



Veja On-Line - Um maranhense cai nas graças de Lula


No Panorama Político de ILIMAR FRANCO


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Cortado em R$ 0,20 reajuste de passagem
Região
Jornal do Commercio: Bala perdida mata garota
O Povo: Há dois anos não são liberadas antenas para telefonia
Nacional 
Correio: PF apura fraudes na elite do funcionalismo
Estadão: PF suspeita que fraude inclui ex-secretário da Receita
Folha:  Magistrados se articulam para reduzir poder do CNJ
O Globo: EUA e Irá dão primeiro passo para paz em 35 anos
Zero Hora: Pacote contra crise no RS envolve temas tabus

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Vereador Basileu Barros desconhece filiação partidária do prefeito

    O vereador Basileu Barros (PSDC) desconhece até mesmo o partido do prefeito de São Luis, Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Em release distribuído à imprensa nesta Sexta-feira Santa, no qual ele solicita ao chefe do executivo municipal e ao secretário de Obras, Antonio Araújo, serviços na rua Maceió e suas travessas, no Bairro de Fátima, o vereador informa que o prefeito pertence ao PSC.
    O suplente Basileu Barros assumiu o mandato em 24 de fevereiro deste ano em lugar do vereador eleito Armando Costa, licenciado para tratamento de saúde. Ao assumir a vaga, Basileu foi saudado pelo presidente da Câmara, Astro de Ogum (PMN), como sendo uma confirmação de um presságio. Ele assumiu com a missão de lutar pelo recapeamento dos canais da Macaúba e Areinha. O texto distribuído à imprensa é assinado pela assessora do vereador, Suelda Cordeiro.


Fouché - FERNANDA TORRES

Dilma está longe de ser Luís 16, mas seu isolamento lembra as desventuras que levaram o rei à guilhotina
    Radicalismos recíprocos, mágoas políticas, pobres versus ricos, morte à burguesia, arrocho financeiro, convocações, marchas, seca, escândalos, delações, a coisa tá preta.
Em meio à intempérie, dois livros têm me servido de guia: as biografias de Napoleão Bonaparte, a de Alan Schom e a de Andrew Roberts.
    Sou artista e burguesa, mas não defendo o impeachment.
    Os franceses deceparam a cabeça de Luís 16, enfrentaram uma década de horror e acabaram nas mãos de um general que se autocoroou imperador. Quem nos garante um futuro melhor?
    Dilma está longe de ser Luís 16, mas a insatisfação popular, o isolamento, a corrupção, o revertério climático e a ruína de sua base partidária guardam paralelo com as desventuras que levaram o rei à guilhotina.
    Napoleão surgiu no vácuo da turbulência que se seguiu à queda da Bastilha. Cabeças rolaram em série, primeiro a do monarca, depois a dos nobres, dos ricos, dos católicos, dos moderados girondinos e, por fim, dos extremados jacobinos.
É curioso notar o quão rápido o "em nome do povo" se transforma no "em nome dos meus". Povo é um termo genérico, palavra retórica, usada de maneira indiscriminada pelos que almejam (ou detêm) o poder.
    A campanha eleitoral que levou Dilma à reeleição é, hoje, seu maior inimigo. O feijão voando do prato dos menos favorecidos, a garantia de que não elevaria os juros e nem deixaria o trabalhador pagar pelo desajuste econômico vêm, agora, cobrar o preço da propaganda.
    Existe, de fato, um erro de comunicação por parte do governo, mas ele não está no abandono da militância nas redes, como afirma estudo recente, mas, sim, no fato da reeleição ter obrigado o Planalto a adiar ajustes que deveriam ter sido feitos ao longo dos últimos anos.
    Hélio de La Peña diz que a elite branca de todas as cores e ricos de todas as classes sociais foram às ruas no dia 15.
    A oposição estava lá, não há dúvida, e também uma direita saudosa da ditadura, cujo crescimento preocupa não apenas no Brasil.
    Se Dilma não resistir, a quem estaremos entregues?
    A Revolução Francesa tem coadjuvantes tão, ou mais, interessantes do que Luís 16, Danton, Robespierre e Napoleão.
    Dentre todos os que sobreviveram às mudanças abruptas da virada do século 18, Tayllerand, Sieyès, destaco aquele que entrou para a história como o Judas da Revolução.
Joseph Fouché era um plebeu, filho de marinheiros e comerciantes bem-sucedidos.
    Formado em física e matemática no seminário dos Oratorianos, esteve perto de se ordenar padre, mas preferiu o magistério. Teve alunos influentes e desenvolveu estreitos laços com Robespierre --homens que, mais tarde, o ajudariam na sua ascensão política.
    Prometendo lutar pela liberdade e pela igualdade, ou morrer defendendo-as, Fouché se tornou um jacobino fervoroso.
    Votou a favor da decapitação de Luís 16 e promoveu a execração pública da Igreja que o formou e da nobreza que ajudou a formar.
    Transmutou-se num homem do povo, laico, defensor do terror salutar. Em missão no interior do país, ainda relutante quanto às benesses da Revolução, aterrorizou Lyon, ordenando a invasão de 1.600 residências e a execução de 1.905 cidadãos, na sua maioria nobres e cultos.
    Quando os jacobinos se transformaram em ameaça para o Diretório, o camaleão assumiu o cargo de ministro da Polícia, censurou jornais, prendeu jornalistas e perseguiu os radicais que, um dia, foram seus aliados.
Em seguida, tramaria com o general Bonaparte, recém-chegado do Egito, o bem-sucedido golpe de estado do "18 Brumário", que daria cabo do Diretório, colocando um ponto final na Revolução Francesa.
    Napoleão se tornaria primeiro cônsul e, numa eleição forjada, imperador. O temido Fouché preservaria o cargo de ministro da Polícia, com poder suficiente para investigar todo e qualquer cidadão, a família Bonaparte incluída.
    Numa discussão acalorada, Napoleão pergunta ao ministro que atitude tomaria, caso o império caísse em desgraça.
    Calmo, Fouché responde que faria tudo para apagar seu histórico bonapartista, procurando servir àquele que alcançasse o poder.
    "É assim que se faz política!", conclui Napoleão, com um sorriso admirado.
    Pedir a cabeça Dilma é fácil, difícil é se livrar dos Fouchés.

Dilma dá sobrevida ao ex-senador José Sarney


Charge do dia - CLAYTON


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Comissão da AL vai tentar reverter crise metalúrgica
Região
Jornal do Commercio: Petrolão 'rouba" R$ 87 bi e 1 milhão de empregos
Meio-Norte: Sudeste tem queda de 0,8% e Nordeste sobe 3,7 do PI
O Povo: Concessão liberaria R$ 84 milhões para investimentos
Nacional 
Correio: Doação ajudou MIchel. Agora é a vez de Catarina
Estadão: Filho de Alckmin morre em queda de helicóptero
Folha: Investigação aponta tabela de preços em fraude contra o fisco 
Zero Hora: Da sombra ao consenso

quinta-feira, 2 de abril de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Protestos chegam ao 3º dia na capital
Região
Jornal do Commercio: Quase mil assassinatos
Meio-Norte: Sem saneamento internações disparam
O Povo: Separar lixo pode render crédito na conta de água e Bilhete Único
Nacional 
Correio: Socorro!O dinheiro da aposentadoria sumiu
Estadão: Reprovação de Dilma se iguala a recorde de Sarney
Folha: Mensagem liga lobista a caso que fraudou Receita
O Globo: Contas do governo têm maior rombo desde 1997
Zero Hora: Balança comercial sai do negativo

quarta-feira, 1 de abril de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Aumento de passagens causa 2º dia de protestos
Região
Jornal do Commercio: A rodovia-crúcis 232
Meio-Norte: Dias quer aprovação do fundo de irrigação
O Povo: Número de mortos cai pelo segundo mês seguido, mas já passa de mil 
Nacional 
Correio: Avança projeto que reduz maioridade penal para 16
Estadão: Levy faz acordo e Senado adia votação das dívidas
Folha: Sabesp que alta na conta de água acima do autorizado
O Globo: Crise da Petrobras afeta resultado do BNDES
Zero Hora: Doleiro diz ter pago propina na porta do diretório do PT