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domingo, 8 de novembro de 2015

Sanatório da imprensa

  • 8 nov 2015
  • O Globo
  • oglobo.com.br/laurojardim LAURO JARDIM COM GUILHERME AMADO E MARIANA ALVIM

Correção

Lulinha não foi citado na delação premiada de Fernando Baiano

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, não foi citado pelo lobista Fernando Baiano na delação que fez na Operação Lava-Jato. O GLOBO, na coluna de Lauro Jardim do dia 11 de outubro, errou ao dizer que Baiano afirmara ter dado R$ 2 milhões para pagar contas de Lulinha. Na verdade, Baiano não citou o nome e disse que o também lobista e pecuarista José Carlos Bumlai é que pediu o dinheiro alegando que seria para uma nora de Lula. Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, não foi citado na delação premiada de Fernando Baiano, o lobista preso na Lava-Jato. A coluna errou ao publicar esta informação no dia 11 de outubro. No texto, afirmou-se que constava da delação de Baiano um relato em que ele dizia ter gastado R$ 2 milhões para pagar despesas pessoais de Lulinha. Baiano não mencionou Lulinha e, pelo nome, não apontou qualquer familiar de Lula como beneficiário de dinheiro desviado da Petrobras. Ele citou uma “nora de Lula”. Segundo o depoimento, José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, o procurou pedindo recursos para quitar despesas com um apartamento de uma nora de Lula — o ex-presidente tem quatro noras. Baiano disse ter dado R$ 2 milhões a Bumlai. A coluna pede desculpas a Fábio Luis, a Lula e aos seus familiares pelo erro.


terça-feira, 19 de maio de 2015

Políticos do Brasil: Veja troca Anibal Gomes por Chiquinho Escórcio

   
    Veja ressuscita o ex-deputado federal Chico Escórcio em matéria sobre pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE). O deputado cearense seria interlocutor entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e a diretoria da Petrobras.
    Chiquinho Escórcio é um dos principais auxiliares do ex-senador José Sarney e tem folha corrida na vida política brasileira. Foi homem de confiança do senador Renan Calheiros no período em que exerceu mandato. A suplência foi sua via de acesso no Congresso Nacional. Entre as históricas peripécias políticas, Escórcio apareceu como padrinho do suplente de deputado federal Ernesto Vieira, preso no município de Estreito no ano passado, acusado pela Polícia Federal de participar de um esquema que desviou R$ 73 milhões da Mega-Sena. Depois da derrota nas eleições de 2014, o auxiliar do ex-presidente só foi visto em Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão.

Radar On-Line: Chegou brigando

Damous chega à Câmara
Wadih Damous toma posse hoje na Câmara, após intervenção de Lula (leia mais aqui e aqui) e após travar nas últimas semanas uma batalha por cargos com Fabiano Horta, o deputado eleito para a vaga que ele ocupa como suplente.
Horta queria manter empregados pelo menos 30% dos assessores de seu recém-formado gabinete em Brasília. Wadih deu de ombros.
A propósito, a intervenção de Lula em favor de Wadih foi mal vista no PT do Rio de Janeiro. Horta não engoliu ter que assumir a inexpressiva Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio – ele é de Maricá, sem base na capital.
Por Lauro Jardim

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Comunicação - O programa mais abusado da TV brasileira

Em VEJA desta semana

Conheça Mônica Moreira Lima, a desbocada do Maranhão

Amor & Sexo, da Globo, fala de temas eróticos com humor e informalidade. Mas nada se compara ao vocabulário nu e cru do programa regional Sem Vergonha

Tirada apimentada: “Recomendo fazer o teste da manga com o cabra antes de
marcar encontro com ele. Ofereça a fruta e veja como ele come.
Se pedir garfo e faca, ele é monoglota: fraco em linguagem sexual”   
(VEJA)

É hora do rush em São Luís, no Maranhão, e a morena de 1,75 metro caça entrevistados num ponto de ônibus. Ela aborda as pessoas sem nem um “com licença” e já sai perguntando sobre o tema do dia — não muito agradável: era a semana dedicada à prevenção do câncer de próstata. “Tenho medo de me viciar”, responde um taxista gaiato quando a repórter pergunta sobre o exame proctológico. Duas senhoras de idade observam o tumulto a uma distância cautelosa. “É aquele programa da noite, Só Sacanagem”, diz uma delas. A outra corrige: “Não. O nome é Sem Vergonha”. Não haveria título mais exato para essa atração regional. No Sem Vergonha, a jornalista maranhense Mônica Moreira Lima conversa sobre sexo, todas as noites de sexta-feira, na TV Guará, retransmissora da Record News, com linguagem desabusada e atitude para lá de liberal. Uma espectadora pergunta, por e-mail, se de bicicleta também se chega ao êxtase, e Mônica logo assume a linha “vale tudo pra chegar lá”, recomendando brinquedinhos ou, na falta deles, certos legumes. “O importante é ter prazer. Até banco de bicicleta, sim: você pode entrar em forma e ainda manter sua satisfação sexual em dia.” Isso é que é cicloativismo!
“Não sou sexóloga. Minha única referência são 31 anos de ****”, diz Mônica (como ela tem 46, sabe-se que se iniciou no tema com 15). A apresentadora explica que a linguagem mais do que franca tem a ver com sua personalidade: “O romantismo me *****. Gosto da fuleiragem”. Durante nove anos, Mônica foi repórter e apresentadora de jornais locais na TV Mirante, da família Sarney, afiliada da Globo. Abandonou o posto, descontente com o salário de 2 000 reais, mas ainda elogia o antigo patrão: “José Sarney é amigo da família. Um tio meu pegava carona em seu avião quando ia para Brasília”. Há dois anos na Guará, Mônica começou falando de política. Mas o empresário Roberto Albuquerque, proprietário da emissora, achou o tom de Mônica muito parcial (no pleito deste ano, ela torceu pelo comunista Flávio Dino, que acabou eleito governador). Surgiu então a ideia de ela se dedicar a temas menos escandalosos que a política. Albuquerque deu a ela uma referência: Marta Suplicy, que antes da carreira política teve um programa de sexo na Globo. Em fevereiro deste ano, surgia o Sem Vergonha. No CQC, da Bandeirantes, o quadro Top Five, catadão de momentos pitorescos da TV do Brasil, já levou as tiradas de Mônica ao ar três vezes. Na mais famosa, ela gentilmente convida as espectadoras a abandonar o temor do sexo por vias não convencionais: “Essa mulherada tá economizando essas ****** pra quê?”. Diz Albuquerque: “Criei um monstro”.
Uma atitude desassombrada e irreverente é fundamental para quem conduz programas de sexo. A canadense octogenária Sue Johanson empolgava ao falar com autoridade e naturalidade sobre práticas sexuais, mas sempre chamando as coisas pelo nome de família: pênis, vagina etc. Atualmente no ar pela Globo, Amor & Sexo é mais informal, mas nem de longe tão explícito quanto Sem Vergonha. Com uma bancada entrosada (excetuando-se Otaviano Costa, que soa sempre desesperado para aparecer), o programa de Fernanda Lima já está em sua oitava temporada. As diferenças entre as duas sexólogas improvisadas não são só de estilo: Fernanda ganha sessenta vezes o salário de Mônica, que complementa os proventos da TV com um programa de rádio e trabalhos de assessoria de imprensa. Aliás, não convém citar o nome de Fernanda Lima perto da maranhense: “Tanto investimento para um programa superficial. Ela canta e se veste de perereca (o batráquio, deixe-se claro). Ridículo”, desdenha.
Embora a carreira de conselheira erótica televisiva seja recente, Mônica sempre gostou do assunto: “Quando criança, media o ***** dos meus primos e os peitos das minhas amigas”. Diz que seus três filhos têm acesso à lista na qual anota o nome e as características (aquelas que interessam, ao menos) de todos os homens (não, nenhuma experiência gay) com quem já teve sexo. Com Sem Vergonha, ela descobriu um público ousado, que lhe manda fotos tão explícitas quanto a linguagem do programa. “Uma loucura. Mandam cantada, pedido de casamento e fotos de **** e ****” (os asteriscos aqui encobrem dois termos sinônimos para a mesma porção masculina). Casamento não está no horizonte: Mônica diz que há dezesseis anos não tem um parceiro firme. Recorre a um eventual P.A. (a sigla é típica do vocabulário da jornalista; A quer dizer “amigo” e P é o que se adivinha). Tem também sua coleção de brinquedinhos — o favorito tem regulagem com controle remoto, e ela o usa na balada, enquanto dança e “sensualiza”. Ah, sim: de vez em quando, ela vai de bicicleta para o trabalho.

domingo, 26 de outubro de 2014

PDT salva grupo político de Sarney no Amapá

Eleições 2014

Vitória de Góes no Amapá deve ser 'prêmio de consolação' de Sarney  

Ex-governador, preso em 2010 pela PFl, deve derrotar Camilo Capiberibe (PSB) neste domingo - e evitar derrocada definitiva do grupo político do senador

Mariana Zylberkan
Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT)
Camilo Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) (Divulgação/VEJA.com)
Depois de assistir à derrocada do seu grupo de aliados no Maranhão, o senador José Sarney (PMDB) deve levar ao menos um prêmio de consolação nestas eleições: a vitória de Waldez Góes (PDT) na disputa pelo governo do Amapá. O ex-governador do Estado está trinta pontos à frente de Camilo Capiberibe (PSB), candidato à reeleição, nas disputas de intenção de voto e deve ser eleito neste domingo. Se confirmada, esta terá sido a única vitória do grupo político de Sarney nestas eleições. No primeiro turno, o candidato do peemedebista ao Senado pelo Amapá, Gilvam Borges, foi derrotado por Davi Alcolumbre (DEM). No Maranhão, até sua filha Roseana abriu mão de disputar cargos públicos tamanho o desgaste sofrido nos últimos anos. Apoiado pela família, Lobão Filho (PMDB) foi derrotado em primeiro turno por Flávio Dino (PCdoB). Também lá o candidato dos Sarney ao Senado, Gastão Vieira (PMDB), perdeu para Roberto Rocha (PSB). 
Góes já governou o Amapá por duas vezes, entre 2003 e 2010 - ano em que foi um dos 17 presos na operação Mãos Limpas da Polícia Federal, que investigou desvio de dinheiro público no Estado. Na esteira do escândalo, foi derrotado na disputa pelo Senado nas eleições daquele ano. Seu primo, Roberto Góes (PDT), então prefeito de Macapá, também foi preso.
Para neutralizar a influência política de Sarney, senador pelo Estado por 24 anos consecutivos, lideranças políticas com ideologias opostas formaram uma aliança exótica em 2014, que se mostrou eficiente na disputa pelo Senado. O senador Randolfe Rodrigues, do PSOL, sigla fundado para abrigar o grupo conhecido como “os radicais do PT”, apoiou a candidatura ao Senado de Alcolumbre, integrante de agremiação com perfil conservador. 
Uma improvável derrota de Góes representaria a total derrocada política de Sarney, que anunciou a aposentadoria em junho. Eleito, porém, Góes representará um respiro político do senador no Estado, criado em 1988, quando era presidente da República. O ex-governador chegará ao poder amparado por aliados e parentes. Sua mulher, Marília, foi eleita deputada estadual, assim como a tia do candidato, Maria. O aliado de Góes e de Sarney, Moises Souza (PSC), também conseguiu reeleger-se para a Assembleia. Os três estão entre os servidores da Câmara Estadual com as contas bloqueadas e são investigados em esquema de superfaturamento de diárias e desvios de 2,8 milhões de reais. Já Roberto Góes foi eleito deputado federal.
Góes se beneficia de uma ampla rede de meios de comunicação – 16 rádios e dois canais de TV – pertencente à família de Gilvan Borges, seu aliado, para propagar sua candidatura e atacar o adversário do PSB. A coligação formada por PSB, PT, PSOL e PCdoB acionou o Tribunal Regional Eleitoral para tentar suspender os sinais das rádios e TVs da família de Borges sob acusação de favorecimento político. O pedido de suspensão do sinal chegou a ser atendido, e as rádios ficaram fora do ar por 48 horas, nos dias 13 e 14 de setembro, mas posteriormente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberou as transmissões.
DE VEJA

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Em VEJA

...muito tempo ainda vai se passar até que a influência de Sarney suma da política brasileira. Mesmo com o o ex-presidente fora do poder público, ele manterá seus indicados em estatais, continuará tendo grande poder nas decisões do PMDB e manterá sua influência no Judiciário. Mas a História é escrita sobretudo a partir de eventos simbólicos, e as eleições de 2014 podem ficar marcadas como a derrocada do homem mais poderoso do Maranhão.