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terça-feira, 24 de julho de 2018
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Padroeiro dos feirantes: Festejo de São José das Laranjeiras será no domingo
“Estamos prontos e de braços abertos para receber os moradores de nossa cidade, turistas; enfim toda a sociedade, um grande público para a festa de São José das Laranjeiras, que estaremos realizando neste domingo, (13), aqui na feira da Praia Grande”. A declaração é do presidente da ASFEDTOPAG (Associação dos Feirantes do Comércio da Praia Grande), Ubiraci Sampaio, o Bira.
O tradicional festejo de São José das Laranjeiras, o santo padroeiro dos feirantes, já é parte integrante do calendário cultural de São Luís, reúne milhares de pessoas, que participam tanto da cerimônia religiosa quanto da parte de lazer durante o dia da festa. Segundo a expectativa de Bira “é que possamos aglutinar mais pessoas, pois a cada ano presenciamos o crescimento de frequentadores que participam do festejo do nosso santo padroeiro”.
Os feirantes estão programando para essa grande festa no próximo dia 13 de novembro para São José das Laranjeiras, o seu santo protetor uma vasta programação, a ser realizada nas dependências da feira da Praia Grande – em pleno coração do Centro Histórico de São Luís.
A grande homenagem para São José das Laranjeiras terá início as 6h, com concentração e alvorada com salva de fogos, seguida de uma café da manhã, às 6h30, e uma romaria par São José de Ribamar, às 7h, e missa em louvor ao santo protetor dos feirantes.
Após o retorno de São José de Ribamar, com chegada na Feira da Praia Grande, prevista para as 10h; será realizada uma procissão ao redor do local, para os participantes desfrutarem de um almoço às 12 horas, com início de uma tradicional seresta às 14 h, se estendendo até as 19h.
domingo, 11 de outubro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
quinta-feira, 19 de junho de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
Sociologia do ateísmo - LUIZ FELIPE PONDÉ
Na Finlândia, em 2000, 60% se diziam ateus; em 2001, 41%; em 2004, 28%. Há uma queda de ateus
Semanas atrás, escrevi nesta coluna ("Quem Herdará a Terra?") sobre uma disciplina chamada demografia das religiões. A tese do autor em questão, Eric Kaufmann, é que os seculares têm muitas ideias, mas têm poucos filhos, e por isso em breve o Ocidente perderá em muito seu perfil secular.
Semanas atrás, escrevi nesta coluna ("Quem Herdará a Terra?") sobre uma disciplina chamada demografia das religiões. A tese do autor em questão, Eric Kaufmann, é que os seculares têm muitas ideias, mas têm poucos filhos, e por isso em breve o Ocidente perderá em muito seu perfil secular.
Mesmo aqueles seculares que adotam a teoria da seleção natural de Darwin como visão de mundo, adotam-na apenas na teoria, porque na prática não o fazem: seleção natural, no limite, é reprodução; quem não reproduz desaparece. E as mulheres seculares são inférteis por conta dos valores individualistas que carregam.
Recebi muitos e-mails (não imaginei que esse assunto seria um blockbuster) e alguns me chamaram a atenção para um fato interessante: os ateus (que não são a mesma coisa que os seculares, porque posso crer numa inteligência organizadora do universo e não crer que ela seja Jesus ou similar, e viver sem referência a qualquer código religioso) creem firmemente que dominarão o mundo por meio da educação, das ciências e da tecnologia. Podem estar bem errados.
O ateísmo vem muitas vezes acompanhado de uma crença num processo histórico inexorável em direção ao ateísmo universal, uma vez dadas "educação e cultura" para todos. Esquece, esta querida tribo, que as pessoas, sim, fazem escolhas baseadas em modos distintos de valorar a vida e seus sucessos, e que, sim, muitas comunidades religiosas usam ciência e tecnologias da informação ao seu favor e com grande habilidade.
Antes de tudo, é importante reconhecer que a sociologia do ateísmo, sim, pode nos fazer crer, em alguma medida, que há uma relação entre alta formação cultural, boa educação universitária e "ateísmo orgânico", aquele tipo de ateísmo a que você chega por meio da escolha livre --e não porque algum regime totalitário (como o de Cuba) ou pais autoritários proíbem você de crer em Deus ou similar.
Mas o tema transcende essa teoria e é por demais importante para ser pego nas redes de "pregações" disso ou daquilo, pelo menos para quem acredita que a sociedade secular deve ser cuidada, mas não iludida com seus próprios fantasmas de sucesso no futuro.
Vejamos alguns dados dos pesquisadores Norris, Inglehart, Davie, Greeley, Bondenson e Peterson. Peguemos países estatisticamente apontados como possuidores de alta percentagem de ateus orgânicos da Europa ocidental:
Suécia: em 1999, 85% se diziam ateus; em 2001, 69%; em 2003, 74%; em 2004, 64%. De 1999 até 2004 há uma variação para baixo dos ateus assumidos.
Dinamarca: em 2000, 80% se diziam ateus; em 2003, 43%, e em 2004, 48%. Ainda que tenha havido um pequeno crescimento entre 2003 e 2004, a queda entre 2000 e 2004 é evidente.
Noruega: em 2000, 72% se diziam ateus; em 2003, entre 54% e 41%; em 2004, 31%. Também queda.
Finlândia: em 2000, 60% se diziam ateus; em 2001, 41%; em 2004, 28%. Também vemos uma redução dos ateus assumidos.
Entretanto, sabemos que pesquisas nem sempre são precisas e que seus métodos variam e, portanto, seus resultados podem não ser tão autoevidentes.
Esses países têm visto um número crescente de grupos cristãos fundamentalistas, mas o importante é entender que esse crescimento se dá, diferentemente do caso dos EUA, ainda sob grande discrição. Sem ruídos, mas com determinação.
O caso dos luteranos laestadianos finlandeses (comunidade luterana fundamentalista na vila de Larsmö) é de chamar a atenção.
A relação entre a fertilidade de suas mulheres e a das finlandesas seculares é a seguinte, respectivamente: 1940, dois bebês contra um; 1960, três bebês contra um; 1980, quatro bebês contra um. Em 1985, a taxa de fertilidade de cada grupo era 5,47 para as fundamentalistas e 1,45 para as seculares.
A maioria das instâncias de razão pública (tribunais, universidades, escolas, mídia) é, ainda, tomada por seculares. Isso nos faz pensar que o mundo é "nossa bolha".
Veja que, no Brasil, nem o poderoso movimento gay conseguiu derrubar o pastor Feliciano. O "lifestyle" individualista secular é autocentrado e dado a "causas do Face", e por isso não tem defesa contra mulheres férteis e homens determinados.
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