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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Professor, profissão esperança - GABRIEL CHALITA

Aos professores, irmãos meus de ofício, meu respeito e admiração. Lutemos por nossos direitos, por melhores condições de trabalho
    Hoje é um dia como outro qualquer e, como qualquer dia, poderíamos ou deveríamos fazer uma homenagem aos construtores de amanhãs. Os professores professam, por definição, a crença nas possibilidades que se abrem quando emoção e razão dialogam em um aprendizado que nos faz viver melhor.
    É esta a finalidade última da educação: uma vida melhor. Individual e coletivamente. Aprendemos para sermos melhores, aprendemos para convivermos bem em sociedade, aprendemos para nos prepararmos para o mercado de trabalho podendo escolher uma profissão, sabendo trabalhar em equipe, sabendo ouvir e falar, respeitar.
    Quem escolheu ser professor sabia que não seria simples conviver com alunos tão diferentes que carregam mundos diferentes de problemas e possibilidades. A função primeira de educar é dos pais. O dizer "não", e o dizer "sim", os limites, o amor, os exemplos, as correções. A casa é o primeiro espaço privilegiado de aprendizagem.
    Famílias, entretanto, vêm falhando nessa obrigação. Isso dificulta ainda mais o trabalho das escolas. Se uma criança cresce em um lar violento ou desonesto ou preconceituoso conseguirá a escola ensinar o correto? Talvez sim. Mas será mais difícil.
    Há uma extensa legislação brasileira a valorizar os professores. A última delas é o Plano Nacional de Educação (PNE). Um plano que traz esperanças a um país que ainda tem um enorme caminho a percorrer para que se tenha educação de qualidade para todos.
    O PNE é uma esperança aos que se cansaram de ver bons projetos educacionais sendo interrompidos por maus governantes. O Brasil já teve excelentes propostas pedagógicas. A maioria delas foi abandonada antes que pudesse produzir os resultados esperados. E ainda há quem culpe os professores! Culpados são os que não compreendem que a educação é um processo e que uma proposta educacional precisa ir além de bandeiras partidárias.
    Dizer que nada melhorou seria incorreto. A consciência da importância da educação infantil, a universalização do ensino fundamental, a ampliação do acesso ao ensino universitário, a participação de numerosos atores da sociedade civil, tudo isso vem contribuindo para a melhoria da educação.
    Hoje temos uma política de avaliação que sozinha não resolve os nossos problemas, mas que se apresenta como um diagnóstico fundamental para que saibamos se os recursos assegurados para a educação estão sendo aplicados corretamente. Quem aprende e quem não aprende? E por quê?
    Esperar fórmulas mágicas ou resultados imediatos é ingenuidade ou oportunismo. Educação é construção coletiva, diária, necessária. E os professores são os construtores por excelência. São os professores que, todos os dias, nas salas de aula realizam o fazer certeiro de ajudar alguém a ser um pouco melhor a cada dia. São os professores que se emocionam com as conquistas diárias dos seus alunos.
    Professores precisam de formação científica sólida, mas precisam também de atitude acolhedora. Gostar do que faz e dos alunos. Compreender a natureza e a importância do próprio ofício. Tudo isso faz da profissão professor o alicerce do amanhã que sonhamos construir.
    Aos professores, irmãos meus de ofício, o meu respeito e a minha admiração. Ousemos lutar pelos nossos direitos, por melhores condições de trabalho. Ousemos brigar a boa briga em defesa da educação, mas sem nos fazermos vítimas. Isso não.
    A vitimização do magistério não contribui para a sua valorização. É com competência que precisamos prosseguir. As outras profissões nascem das nossas. Feliz escolha, educar. Parabéns, professores!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Maranhão e mais 15 estados terão que reajustar salário de professores

    O Maranhão e mais 15 estados terão que reajustar o salário dos professores do rede estadual pública de ensino. Com exceção do estado de Sergipe, apenas os estados do Piauí e Rio Grande do Norte da região Nordeste estão pagando salários superiores ao novo piso salarial do magistério para profissionais com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais fixado em R$ 1.917,78.  Atualmente o piso salarial no Maranhão é de R$ 1.697,38. A diferença é de pouco mais de R$ 220,00.


Jornal O Globo

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

FRASE DO DIA

“É bem verdade que o direito à greve é constitucional, mas numa hierarquia de valores o direito das crianças e adolescentes à educação detém primazia universal em face da prioridade absoluta prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente".
Juíza Lívia Maria Aguiar da 1ª Vara da Infância e Juventude de São Luís sobre a greve dos professores do município.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Maranhão ainda não paga piso nacional aos professores da rede pública estadual

O Maranhão é um dos nove estados da federação que ainda não cumprem a lei do piso nacional do magistério. O valor do piso em 2012 foi fixado em R$ 1.451 pelo Ministério da Educação, valendo a partir do mês de janeiro. A Secretaria de Estado de Educação, Seduc, informou à Agência Brasil que o reajuste do piso aprovado será pago na próxima folha dos professores da rede pública do Maranhão. Na semana passada a governadora do estado, Roseana Sarney (PMDB),encabeçou um movimento pelo não pagamento do piso na reunião com governadores de outros para discutir o pacto federativo.
Sancionada em 2008, o valor mínino do salário é pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O critério de reajuste é baseado no crescimento do Fundo de Manutenção e desenvolvimento da Educação Básica (Fundeba). Entre janeiro de 2011 e janeiro deste ano o índice foi de R$ 22%, sob o salário de R$ 1.187. Em 12 estados os salários que vinham sendo pagos eram superiores ao anunciado pelo MEC em fevereiro. Em seis o reajuste veio depois do anúncio.
Roseana Sarney alega ter dificuldades para pagar o novo piso. A Lei do Piso prevê complementação da União caso o município ou estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Para isso, precisa atender a critérios como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição.
“O fato de nove estados ainda não pagarem o piso mostra que os gestores públicos ainda não entenderam a importância dessa lei para termos uma educação de qualidade no país. É a prova de que as leis no Brasil costumam ser esquecidas. Quatro anos depois da lei aprovada, o gestor dizer que agora vai fazer um estudo orçamentário para ver como pagar é um desrespeito aos trabalhadores e ao Estado brasileiro”, criticou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A categoria irá cruzar os braços entre os dias 13 e 16 de março (de quarta a sexta-feira).
A situação mais crítica é a dos professores da rede estadual gaúcha que recebem piso de R$ 791 – o menor do país. No estado acontece o mesmo artifício adotado pelo Maranhão.  Para “inflar” o salário, a remuneração total é composta por extras, como gratificações a abonos. A Lei do Piso determina que o valor mínimo se refere ao vencimento inicial e não pode incluir na conta esses adicionais. De acordo com o MEC, nenhum estado entrou com pedido de complementação após o reajuste do piso.
Piso pago nos estados
Maiores
Distrito Federal – R$ 2.314
Minas Gerais – R$ 2.200
Roraima – R$ 2.141
Rondônia – R$ 2.011
Amazonas – R$ 1.905
São Paulo – R$ 1.894
Mato Grosso – R$ 1.760
Paraíba – R$ 1.737
Rio de Janeiro – R$ 1.732

Menores
Rio Grande do Sul – R$ 791
Amapá – R$ 1.085
Alagoas – R$ 1.187
Piauí – R$ 1.187
Bahia – R$ 1.187
Paraná – R$ 1.233**
Ceará – R$ 1.270
Tocantins – R$ 1.329
Santa Catarina – R$ 1.281
Goiás – R$ 1.460
Mato Grosso do Sul – R$ 1.489
Espírito Santo – R$ 1.540

Piso – R$ 1.451
Acre
Maranhão
Pará
Pernambuco
Rio Grande do Norte
Sergipe