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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ibope divulga primeira pesquisa eleitoral realizada em São Luís e Imperatriz nesta sexta pelo Sistema Mirante

    Com exceção de Natal (RN) e Goiânia (GO) o Instituto Ibope Inteligência realizou pesquisa eleitoral em todas as capitais brasileiras. A maioria delas na segunda quinzena de agosto às véspera do início do período eleitoral ou imediatamente após.
    De Macapá (AP) a Porto Alegre (RS) as pesquisas de intenção de votos foram encomendadas por sistemas de comunicação cujo canal de  televisão é afiliado da Rede Globo.
   Em São Paulo, Palmas (TO), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Curitiba (PR) desde o início do ano foram realizados três levantamentos pelo Ibope para aferir a posição de candidatos na corrida eleitoral pela prefeitura. Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) o Ibope já mediu a intenção de votos em duas pesquisas. Em alguns o cenário estava somente no esboço.
    As pesquisas realizadas pelo Ibope em São Luís e Imperatriz, dois dos principais colégios eleitorais do Maranhão, devem ser divulgadas ao meio-dia pela TV Mirante, do Sistema Mirante de Comunicação. Houve adiamento da divulgação, prevista anteriormente para a noite de quinta-feira,23. Questionários sem tabulação teriam provocado a transferência de data de conclusão das pesquisas.
    Desde janeiro deste ano a Escutec, instituto de pesquisa maranhenses, formalizou seis registros de levantamentos junto ao Justiça Eleitoral.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Deputado Camilo Figueiredo mantinha em fazenda de Codó até crianças em condições de trabalho escravo

Água da lagoa, utilizada por gado, servia para crianças e
adultos beberem e tomar banho
Sete pessoas foram resgatadas de condições semelhantes às de escravos em uma fazenda no Estado do Maranhão, após denúncia de trabalhadores. No local, foi constatado que crianças e adultos bebiam a mesma água que o gado, na Fazenda Bonfim, zona rural de Codó (MA).
    De acordo com reportagem da agência de notícias Repórter Brasil, a água era retirada de uma lagoa suja, repleta de girinos, armazenada em potes de barro e consumida sem nenhum tratamento ou filtragem. A mesma lagoa era utilizada ainda para o banho dos empregados que utilizavam o mato como banheiro, já que no local não havia instalações sanitárias.
    A propriedade pertence à empresa Líder Agropecuária, que consta na declaração de bens do deputado estadual Camilo de Lellis Carneiro Figueiredo (PSD/MA). À Repórter Brasil, o deputado Camilo afirmou desconhecer as denúncias e disse que a fazenda é administrada por seu pai, Benedito Francisco da Silveira Figueiredo, o Biné Figueiredo, ex-prefeito de Codó. Biné, por sua vez, nega que seja administrador e alega que não há trabalhadores na propriedade, "apenas moradores", segundo a reportagem.
Propriedade
    A fazenda da família Figueiredo era usada para criação de gado para corte. Os trabalhadores libertados eram responsáveis pela limpeza do pasto, com a retirada de ervas daninha e arbustos, e ficavam alojados em barracos feitos com palha. Nos abrigos, não havia sequer proteção lateral, apesar de serem habitados por famílias inteiras, inclusive com crianças.
    Os trabalhadores resgatados não possuíam Carteira de Trabalho e da Previdência Social assinada e exerciam as atividades sem nenhuma proteção individual. "Todas as irregularidades e ilegalidades constatadas constituíram total desrespeito a condições mínimas de dignidade da pessoa humana, distanciando-se da função social da propriedade e ferindo assim, além dos interesses dos trabalhadores atingidos, também o interesse público", disse à Repórter Brasil o auditor fiscal Carlos Henrique da Silveira Oliveira, que coordenou a ação.
    A maioria das pessoas libertadas era de Codó (MA) e estava há cerca de dois meses na fazenda. O resgate aconteceu no início de março a partir de uma ação conjunta da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE/MA), Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal.
De O Povo

quinta-feira, 8 de março de 2012

Maranhão ainda não paga piso nacional aos professores da rede pública estadual

O Maranhão é um dos nove estados da federação que ainda não cumprem a lei do piso nacional do magistério. O valor do piso em 2012 foi fixado em R$ 1.451 pelo Ministério da Educação, valendo a partir do mês de janeiro. A Secretaria de Estado de Educação, Seduc, informou à Agência Brasil que o reajuste do piso aprovado será pago na próxima folha dos professores da rede pública do Maranhão. Na semana passada a governadora do estado, Roseana Sarney (PMDB),encabeçou um movimento pelo não pagamento do piso na reunião com governadores de outros para discutir o pacto federativo.
Sancionada em 2008, o valor mínino do salário é pago aos professores da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais. O critério de reajuste é baseado no crescimento do Fundo de Manutenção e desenvolvimento da Educação Básica (Fundeba). Entre janeiro de 2011 e janeiro deste ano o índice foi de R$ 22%, sob o salário de R$ 1.187. Em 12 estados os salários que vinham sendo pagos eram superiores ao anunciado pelo MEC em fevereiro. Em seis o reajuste veio depois do anúncio.
Roseana Sarney alega ter dificuldades para pagar o novo piso. A Lei do Piso prevê complementação da União caso o município ou estado comprove que não tem capacidade financeira para pagar o piso a seus professores. Para isso, precisa atender a critérios como, por exemplo, ter um plano de carreira para os docentes da rede e investir 25% da arrecadação de tributos em educação, como determina a Constituição.
“O fato de nove estados ainda não pagarem o piso mostra que os gestores públicos ainda não entenderam a importância dessa lei para termos uma educação de qualidade no país. É a prova de que as leis no Brasil costumam ser esquecidas. Quatro anos depois da lei aprovada, o gestor dizer que agora vai fazer um estudo orçamentário para ver como pagar é um desrespeito aos trabalhadores e ao Estado brasileiro”, criticou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A categoria irá cruzar os braços entre os dias 13 e 16 de março (de quarta a sexta-feira).
A situação mais crítica é a dos professores da rede estadual gaúcha que recebem piso de R$ 791 – o menor do país. No estado acontece o mesmo artifício adotado pelo Maranhão.  Para “inflar” o salário, a remuneração total é composta por extras, como gratificações a abonos. A Lei do Piso determina que o valor mínimo se refere ao vencimento inicial e não pode incluir na conta esses adicionais. De acordo com o MEC, nenhum estado entrou com pedido de complementação após o reajuste do piso.
Piso pago nos estados
Maiores
Distrito Federal – R$ 2.314
Minas Gerais – R$ 2.200
Roraima – R$ 2.141
Rondônia – R$ 2.011
Amazonas – R$ 1.905
São Paulo – R$ 1.894
Mato Grosso – R$ 1.760
Paraíba – R$ 1.737
Rio de Janeiro – R$ 1.732

Menores
Rio Grande do Sul – R$ 791
Amapá – R$ 1.085
Alagoas – R$ 1.187
Piauí – R$ 1.187
Bahia – R$ 1.187
Paraná – R$ 1.233**
Ceará – R$ 1.270
Tocantins – R$ 1.329
Santa Catarina – R$ 1.281
Goiás – R$ 1.460
Mato Grosso do Sul – R$ 1.489
Espírito Santo – R$ 1.540

Piso – R$ 1.451
Acre
Maranhão
Pará
Pernambuco
Rio Grande do Norte
Sergipe

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Histórias da política no Maranhão

    Por volta das 19 horas do domingo, dia 3 de outubro de 2010, vozes de diferentes timbres e intensidades ecoavam na sala entrecortando silêncios de sobressaltos, a cada número transmitido por telefone. Do outro lado da linha a voz informava a votação da candidata à reeleição Roseana Sarney ao governo do estado do Maranhão em vários municípios do Maranhão.
    Como na corrida de cavalos, nos elegantes joquéis clubes, a todo momento a situação caminhava para o foto-chá, descrição do pedacinho do focinho do animal que o coloca em vantagem sobre o adversário. No caso, o salão nobre era o comitê do deputado estadual, também candidato à reeleição, Ricardo Murad, no bairro do Calhau.
    No meio de um  zigue zague entre a  vitória e uma decisão levada para o segundo turno,, Murad disparou um telefonema: "Madeira, segunda-feira eu vou aí para a gente conversar!", comunicou com intimidade ao prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB).
    Desligou o telefone e retornou a mergulhar na expectativa. Quando se concretizou a vitória pela voz do outro lado do telefone, Murad passou a comemorar.
Nesse intante tocou o telefone do deputado reeleito. "É o Madeira!", informaram-no. Ricardo, soleneimente, ignorou a chamada.