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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Em família - RICARDO NOBLAT
“Nosso sistema de saúde é muito bom para os presos”
Roseana Sarney, governadora do Maranhão
Roma falou. Ou melhor: Brasília. A crise da segurança pública no Maranhão agravou-se desde o mês passado. Finalmente, na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff postou sete mensagens consecutivas em seu Twitter. Para dizer que acompanha a crise, que despachou para São Luís seu ministro da Justiça e que providências para controlá-la começaram a ser tomadas. Citou algumas. E voltou a se calar.
TODO O CUIDADO é pouco. Dilma é candidata à reeleição. Há quatro anos, depois do Amazonas, foi o Maranhão, feudo da família Sarney há meio século, o estado a lhe conferir a maior vantagem de votos sobre Serra (PSDB) — 79% dos válidos no segundo turno. Primeiro cacique a se incorporar em 2002 à campanha de Lula, José Sarney foi o único a acompanhá-lo no avião que o devolveria a São Paulo, oito anos depois.
LULA APRENDEU a gostar dele. No passado, em comício no Maranhão, chamou Sarney de “ladrão”. No governo, encantado com seu apoio, batizou-o de “homem incomum” e fez-lhe quase todas as vontades. A crise da segurança pública que provocou até aqui decapitação de presos, atentados contra delegacias e a morte de uma criança queimada por bandidos veio em má hora para os Sarney — e, por tabela, para Dilma.
HÁ UM CANDIDATO favorito ao governo do Maranhão e ele é adversário da família — Flávio Dino, advogado, ex-deputado federal, filiado ao PCdoB e atual presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). No plano nacional, o PCdoB está com a candidatura Dilma e não abre. No Maranhão, Flávio Dino está com a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. E também não abre.
ALI, NA MAIS recente eleição municipal, o PSB apoiou Edivaldo Holanda Junior (PTC) para prefeito de São Luís, e indicou seu vice. Eduardo participou ativamente da campanha de Edivaldo. Que agora é eleitor de Dino. Em Pernambuco, empurrada por Lula e Eduardo, Dilma teve três quartos dos votos. Agora não terá mais. Minas Gerais presenteou-a no segundo turno com quase 60% dos votos válidos.
O CANDIDATO majoritário de Minas Gerais à vaga de Dilma é o senador Aécio Neves (PSDB). Que espera colher em São Paulo, com a ajuda do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, uma vitória igual ou maior do que a de Serra em 2010. A luz amarela está acesa nos bastidores da campanha por ora informal de Dilma. Vê só por que ela aparenta estar alheia ao que acontece no Maranhão?
ALGUÉM VIU por aí a ministra dos Direitos Humanos? Ela não deveria ter viajado ao Maranhão? Roseana vetou — e Dilma acatou o veto. O procurador-geral da República deverá pedir intervenção federal no Maranhão. A ministra dos Direitos Humanos empenhou-se para que seus conselheiros não pedissem. Foi bem-sucedida. Roseana deixará o governo em abril próximo para ser candidata ao Senado.
SOMENTE NA semana passada ela quebrou o silêncio e falou sobre a crise. Foi um desastre. Agrediu o bom senso. Revelou-se despreparada para o exercício do cargo que ocupa pela segunda vez (SIC - PELA QUARTA VEZ). Traiu a arrogância de quem está acostumada a não dar satisfações ao distinto público. Cometeu a frase desde já candidata a frase do ano: “Um dos problemas que está piorando a segurança é que o estado está mais rico”.
O MARANHÃO TEM a pior renda per capita entre os 27 estados brasileiros. Está em 26º lugar em matéria de Índice de Desenvolvimento Humano. Quase 40% de sua população são pobres. Ali, manda a família de um homem incomum.
Roseana Sarney, governadora do Maranhão
Roma falou. Ou melhor: Brasília. A crise da segurança pública no Maranhão agravou-se desde o mês passado. Finalmente, na última sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff postou sete mensagens consecutivas em seu Twitter. Para dizer que acompanha a crise, que despachou para São Luís seu ministro da Justiça e que providências para controlá-la começaram a ser tomadas. Citou algumas. E voltou a se calar.
TODO O CUIDADO é pouco. Dilma é candidata à reeleição. Há quatro anos, depois do Amazonas, foi o Maranhão, feudo da família Sarney há meio século, o estado a lhe conferir a maior vantagem de votos sobre Serra (PSDB) — 79% dos válidos no segundo turno. Primeiro cacique a se incorporar em 2002 à campanha de Lula, José Sarney foi o único a acompanhá-lo no avião que o devolveria a São Paulo, oito anos depois.
LULA APRENDEU a gostar dele. No passado, em comício no Maranhão, chamou Sarney de “ladrão”. No governo, encantado com seu apoio, batizou-o de “homem incomum” e fez-lhe quase todas as vontades. A crise da segurança pública que provocou até aqui decapitação de presos, atentados contra delegacias e a morte de uma criança queimada por bandidos veio em má hora para os Sarney — e, por tabela, para Dilma.
HÁ UM CANDIDATO favorito ao governo do Maranhão e ele é adversário da família — Flávio Dino, advogado, ex-deputado federal, filiado ao PCdoB e atual presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). No plano nacional, o PCdoB está com a candidatura Dilma e não abre. No Maranhão, Flávio Dino está com a candidatura a presidente de Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. E também não abre.
ALI, NA MAIS recente eleição municipal, o PSB apoiou Edivaldo Holanda Junior (PTC) para prefeito de São Luís, e indicou seu vice. Eduardo participou ativamente da campanha de Edivaldo. Que agora é eleitor de Dino. Em Pernambuco, empurrada por Lula e Eduardo, Dilma teve três quartos dos votos. Agora não terá mais. Minas Gerais presenteou-a no segundo turno com quase 60% dos votos válidos.
O CANDIDATO majoritário de Minas Gerais à vaga de Dilma é o senador Aécio Neves (PSDB). Que espera colher em São Paulo, com a ajuda do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, uma vitória igual ou maior do que a de Serra em 2010. A luz amarela está acesa nos bastidores da campanha por ora informal de Dilma. Vê só por que ela aparenta estar alheia ao que acontece no Maranhão?
ALGUÉM VIU por aí a ministra dos Direitos Humanos? Ela não deveria ter viajado ao Maranhão? Roseana vetou — e Dilma acatou o veto. O procurador-geral da República deverá pedir intervenção federal no Maranhão. A ministra dos Direitos Humanos empenhou-se para que seus conselheiros não pedissem. Foi bem-sucedida. Roseana deixará o governo em abril próximo para ser candidata ao Senado.
SOMENTE NA semana passada ela quebrou o silêncio e falou sobre a crise. Foi um desastre. Agrediu o bom senso. Revelou-se despreparada para o exercício do cargo que ocupa pela segunda vez (SIC - PELA QUARTA VEZ). Traiu a arrogância de quem está acostumada a não dar satisfações ao distinto público. Cometeu a frase desde já candidata a frase do ano: “Um dos problemas que está piorando a segurança é que o estado está mais rico”.
O MARANHÃO TEM a pior renda per capita entre os 27 estados brasileiros. Está em 26º lugar em matéria de Índice de Desenvolvimento Humano. Quase 40% de sua população são pobres. Ali, manda a família de um homem incomum.
No PAINEL da Folha de S. Paulo
Persona... É
antiga a implicância de Roseana Sarney (PMDB) com Maria do Rosário
(PT), vetada na comitiva federal que foi ao Maranhão na semana passada.
Em 2011, a ministra dos Direitos Humanos desembarcou no Estado sem
avisá-la para negociar com quilombolas.
... non grata Assim que soube de sua presença, Roseana convocou a petista ao Palácio dos Leões. Lá, disse não admitir que uma ministra fosse ao Maranhão tratar de "assuntos dessa natureza'' sem aviso prévio.
... non grata Assim que soube de sua presença, Roseana convocou a petista ao Palácio dos Leões. Lá, disse não admitir que uma ministra fosse ao Maranhão tratar de "assuntos dessa natureza'' sem aviso prévio.
tiroteio
Agora, mais do que nunca, torna-se necessária uma intervenção federal no Maranhão. A governadora endoidou de vez.
DO DEPUTADO DOMINGOS DUTRA (SDD-MA), sobre os editais do governo Roseana Sarney (PMDB) para abastecer os palácios de lagosta e camarão
Agora, mais do que nunca, torna-se necessária uma intervenção federal no Maranhão. A governadora endoidou de vez.
DO DEPUTADO DOMINGOS DUTRA (SDD-MA), sobre os editais do governo Roseana Sarney (PMDB) para abastecer os palácios de lagosta e camarão
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO
POR ELEIÇÃO, MINISTROS PRIVILEGIAM SEUS ESTADOS
Alvo de críticas após ter dado o bolo nas emendas prometidas ao PT e PMDB, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), empenhou para a Paraíba R$ 41,6 milhões, de R$ 331 milhões extraorçamentários liberados em dezembro de 2013. Segundo levantamento feito no Siafi, Aguinaldo está entre recordistas de liberação de verba extra, perdendo apenas para Gastão Vieira (Turismo) e Antônio Andrade (Agricultura).
EM BENEFÍCIO...
De olho na reeleição, deputado Gastão (PMDB) destinou ao Maranhão R$ 66,3 milhões de verba extra em dezembro, de total de R$ 479,9 mi.
MARKETING
É constrangedor o silêncio da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) e do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), após a barbárie cometida no açougue-presídio de Pedrinhas (MA).
Alvo de críticas após ter dado o bolo nas emendas prometidas ao PT e PMDB, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), empenhou para a Paraíba R$ 41,6 milhões, de R$ 331 milhões extraorçamentários liberados em dezembro de 2013. Segundo levantamento feito no Siafi, Aguinaldo está entre recordistas de liberação de verba extra, perdendo apenas para Gastão Vieira (Turismo) e Antônio Andrade (Agricultura).
EM BENEFÍCIO...
De olho na reeleição, deputado Gastão (PMDB) destinou ao Maranhão R$ 66,3 milhões de verba extra em dezembro, de total de R$ 479,9 mi.
MARKETING
É constrangedor o silêncio da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) e do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), após a barbárie cometida no açougue-presídio de Pedrinhas (MA).
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