quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Música, jogos e sexo para celebrar o Dia de Finados

   
A Festa das Almas, em Ocara (CE), acontece há mais de um século
na véspera do dia de Finados
    No município cearense de Ocara, distante 95 km de Fortaleza, o dia dos mortos é celebrado em meio a músicas, jogos e sexo. Em sua Festa das Almas, as orações pelos que já se foram se confudem com os festejos mundanos dos vivos, numa convivência nem sempre pacífica.
    “A festa é peculiar como um todo, desde o momento em que surgiu”, explica a pesquisadora Auricélia Alves, ocarense de nascimento e criação, que lança hoje, às 18 horas, no Museu do Ceará, o livro Festa das Almas: A Alegria dos Vivos - Uma Síntese Histórica da Festa de Finados em Ocara, em que analisa o tema.
    Realizada a cada dia primeiro de novembro, véspera do Dia de Finados, a Festa das Almas altera a rotina da cidadezinha, que vê a população de 25 mil habitantes ganhar, em média, 15 mil visitantes seduzidos pela fé e pela diversão.
    Auricélia, que já foi secretária de cultura do município, era proibida pelos pais durante a infância de acompanhar o festejos. “Teve padre que tentou convencer a população a não ir pra festa, que quis acabar com a celebração de qualquer forma”, explica.
    Em mais de um século de história - a festa teve início em 1914 - as disputas com a Igreja por conta do evento se intensificam ou arrefecem. “A relação vem melhorando de alguns anos pra cá, depende muito da visão de cada padre”, explica Auricélia.O livro passeia por toda a história do festejo, desde as suas origens, passando pelos embates com a Igreja e a participação da juventude, até a configuração social que vem elaborando nos últimos anos.
    Auricélia começou a pesquisa em meados de 2002, quando decidiu analisar a Festa das Almas em seu trabalho de conclusão de curso na Faculdade de História da Universidade Estadual do Ceará. “Vi um processo gradativo de crescimento da comunidade, de modo a reconhecer como os mortos habitavam o cemitério e como os vivos habitavam a cidade”.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Procurador quer Lidiane Leite de volta à prisão
O Imparcial: Waldir, um sucessor sob suspeita
Região
Jornal do Commercio: STF dá fôlego a Dilma
Meio Norte: Autor de impeachment de Collor: É golpe contra Dilma
O Povo: Manobra de Cunha é bloqueada pelo Supremo
Nacional
Correio: Decisões do STF abre a batalha do impeachment
Folha: Decisões do STF embaralham rito do impeachment de Dilma
O Globo: Dilma reage e ataca 'moralistas sem moral"
Zero Hora:  STF e pedido de cassação reduzem força de Cunha

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Município miserável do Maranhão contrata Bruno & Marrone para festa de aniversário

    O município Centro do Guilherme, na região do Gurupi, Maranhão, chega a maioridade no dia 10 de novembro, Antes disso, a prefeita Detinha (Maria Deusidete Lima da Silva - PR) comemora a data em dois dias de festa soberba: contratou nada menos que Bruno e Marrone para fazerem a trilha do aniversário nos dias 4 e 5.
    Detinha é esposa do deputado estadual Josimar do Maranhãozinho (PR), um parlamentar da trupe da ostentação, campeão de votos nas eleições de 2014 angariados com festas e gastos a rodo em campanha multimilionária. Eleito, Josimar tem no parlamento inversamente proporcional a seu gasto em campanha. Está no rés do chão do clero político da casa legislativa do Maranhão. Tão zinho quanto o nome de batismo do município de onde irradia seu poder entre os pobres.
    No Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, Centro do Guilherme está entre os quatro últimos colocados no rankings dos municípios mais pobres do Brasil, segundo levantamento PNUD entre 1991-2000. Perde para Manari (PE), Jordão (AC), Taipu (AL) e Guaribas (PI). 
    Centro do Guilherme tem 12 mil habitantes, segundo censo de 2010. Nacionalmente, o município ficou conhecido do público graças a reportagem "Estrada da Fome" do Report Record Investigação onde foi apresentado como um dos lugares mais miseráveis do país.
    O contrato da dupla sertaneja ultrapassa R$ 200 mil. Isso sem incluir serviço de sonorização e outras demandas dos artistas. Rateado, o cachê per capita para comemorar o aniversário de Centro do Guilherme fica em cerca de 20 reais, soma 

Maranhão tem mais de 9 mil armas com registros na PF

    Segundo levantamento da Polícia Federal, no estado do Maranhão 2.524 pessoas fisicas possuem porte de arma de fogo, enquanto que os órgãos civis de segurança pública e órgão públicos têm juntos 2. 391. Os dados foram publicados na edição do jornal O Globo desta terça-feira, 13.
    A Polícia Federal faz controle da posse concedida a civis, órgãos de segurança pública não militares, empresas privadas de segurança e órgãos públicos.
    No estado são 9.302 armas com registro ativo na PF. Porém, são as empresas de segurança privada que estão na dianteira. São 4. 346 armas registradas. Pela legislação atual, o porte de arma necessita de renovação periódica, a cada três anos. Proposta na Câmara dos Deputados pode transformar o porte por tempo indeterminado.
    Dos nove estados da região, o Maranhão fica abaixo dos estados da Paraíba, Piauí e Sergipe em relação ao registro de arma de pessoa física. No entanto, o estado tem o quarto maior arsenal do Nordeste. De acordo com informações da Superintendência da Polícia Federal, em todo o estado do Maranhão existe apenas uma loja de arma legalmente estabelecida.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Fuga armada em Pedrinhas
O Imparcial: 120 mil devedores do PVA na lista do Serasa
Região
Jornal do Commercio: Oposição foca nas pedaladas de 2015
Meio Norte: Galo vence Lajeadense e fica perto da série C
O Povo: Começa a batalha do impeachment
Nacional
Correio: Dilma escala tropa para barrar o impeachment
Folha: Pedido de impeachment incluirá novas pedaladas
O Globo: Planalto e PT partem para o confronto com Cunha
Zero Hora: Transbordou

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Imagem do dia - Crianças no Círio de Nazaré 2015 em Belém (PA)



De FHC a Sarney - VINICIUS MOTA

SÃO PAULO - No início do ano, quando a autoridade presidencial começou a desabar, a meta realista de Dilma Rousseff era terminar o segundo mandato como Fernando Henrique, com popularidade baixa, mas no controle do Congresso. Agora o "benchmark" baixou para José Sarney.
Na metade final de sua administração, o primeiro presidente da democratização era governado pelo Legislativo e pelos fatos. Galopava sobre seus ombros uma crise inflacionária de fazer lembrar a do Zimbábue sob Robert Mugabe.
Na campanha de 1989, Sarney apanhou dia sim, outro também, de todos os candidatos à Presidência. Manteve, contudo, a fleugma. Evitou revanchismos e aventuras institucionais num momento em que o tecido do novo regime ainda era frágil.
Houvesse resistido à tentação de reembarcar na política oligárquica depois de deixar o Planalto, sua imagem de "estadista" estaria preservada. Perdeu pontos, de todo modo, não pela conduta adotada durante o mandato presidencial.
Dilma ainda precisa melhorar para chegar a Sarney. Falta a ela o que talvez tenha prevalecido no caso dele: desprendimento para lutar por reconhecimento mais generoso da História dentro do agudo ângulo de manobra oferecido pelo presente.
Agarrada como está a personagens hamletianos, que entram em cena para matar e morrer, a presidente não vai longe. Poderá terminar o mandato, pois a contingência é hoje a rainha da trama, mas sua biografia será reduzida a pó de traque.
Em vez de digladiar-se pela CPMF, Dilma poderia gastar o mesmo capital político escasso numa reforma profunda da Previdência, que garanta sua solvência, e a do Estado brasileiro, ao longo do século.
Nesse caso, precisaria mudar de interlocutores e aliados. Não é com a raia miúda da Câmara que vai chegar lá. Tampouco teleguiada por Lula, obcecado apenas com a própria sobrevivência.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Licitação do transporte volta para a Câmara
Região
Diário do Pará: Um Círio rápido e cheio de fé
Jornal do Commercio: Bolsa Família ameaçado de corte no ano que vem
Meio Norte: Multidão se despede de N. S. Aparecida
O Povo: Crianças apontam soluções para os problemas de gente grande
Nacional
Correio: Governo promete blindar Cunha para salvar Dilma
Estadão: Governo cria equipe contra pedido de impeachment
Folha: Orçamento com déficit se torna opção nos Estados
O Globo: Dilma já prepara defesa contra impeachment
Zero Hora: No limite

domingo, 11 de outubro de 2015

Círio de Nazaré 2015 - Belém do Pará (Brasil)





















Guerra e paz - FERREIRA GULLAR

Acredito que o ser humano prefere a paz à guerra. Por que, então, há tantos conflitos na história?
    Numa palestra que fiz recentemente na série "Como Viver Juntos", promovida pelo Fronteiras do Pensamento, defendi a tese de que o ser humano prefere a paz à guerra, muito embora a história esteja marcada por inumeráveis conflitos, que datam desde as nossas origens até os tempos atuais.
    De fato, nos dias de hoje são tantos os conflitos que a minha tese, que pareceria óbvia, se torna quase inaceitável. Não obstante, insisto que o homem prefere a paz à guerra.
Como se explicaria, então, que os conflitos armados sejam um fator constante, envolvendo os mais diferentes povos e países?
    A resposta, que pode parecer simplista, é que nem sempre fazemos o que consideramos certo e o que desejamos. Se isso vale para cada um de nós, individualmente, imaginem quando se trata de questões que envolvem interesses econômicos e políticos nacionais e internacionais.
    Refletindo sobre o tema que me foi proposto, logo me veio à mente os indígenas que habitavam o território nacional, antes que aqui chegassem os colonizadores. Viviam guerreando.
    É que, sendo nômades, alimentavam-se das frutas e dos animais que caçavam na floresta. Quando esses recursos se esgotavam na zona em que viviam, deslocavam-se para outra, já ocupada por diferente tribo, do que resultavam verdadeiras guerras de extermínio.
    Mas, com a chegada dos colonizadores e, particularmente, dos jesuítas que os catequizaram, os índios se tornaram sedentários, e aqueles conflitos terminaram.
Tal fato me leva a pensar que na medida em que os homens conquistam condições estáveis de vida, o motivo de muitos conflitos desaparece, embora, claro, possam surgir outros, conforme se sabe.
    Se recordamos a história das nações, ao longo dos séculos, constatamos que o desenvolvimento econômico e social, pesados os prós e os contras, tem contribuído para maior acordo entre as nações.
    Certamente, os países têm seus interesses, que se expressam também no intercâmbio comercial, o qual melhor se mantém e desenvolve com o entendimento e não com os conflitos.
    É verdade também que esses mesmos interesses podem conduzir ao desentendimento, particularmente quando as disputas no plano econômico se tornam inevitáveis. Nesses casos, muitas vezes contribuem para o acirramento das contradições fatores ideológicos que tornam o entendimento inviável.
Em alguns momentos da história –mesmo em épocas mais próximas de nós– vimos surgir conflitos deliberadamente suscitados por líderes políticos, e não por interesse real da nação.
    Ninguém desconhece que, em diversos momentos, fatores religiosos também conduziram a guerras, de que são exemplos as Cruzadas, na Idade Média.
Hoje assistimos ao fanatismo do Estado Islâmico, cujo sectarismo ultrapassa qualquer explicação razoável. Por pura intolerância, tem assassinado milhares de pessoas e destruído relíquias artísticas, patrimônios da humanidade, simplesmente para afirmar seu fanatismo.
    Um dos casos mais lamentáveis de conflito irrazoável é o que se mantém entre palestinos e israelenses desde a década de 1940, quando a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou a criação dos dois estados, o israelense e o palestino.
Os palestinos não aceitaram a decisão e, com isso, iniciou-se um conflito que dura até hoje e de que tem resultado a morte de milhares de pessoas.
    Duvido, sinceramente, que as mães palestinas e as mães israelenses queiram que seus filhos vão à guerra morrer. Quem, na verdade, deseja as guerras são alguns poucos, seja por razões religiosas, ideológicas ou econômicas.
    E não são eles que vão para as linhas de frente pôr em jogo suas vidas. Por isso, insisto em dizer que as pessoas preferem a paz à guerra. É certo que, às vezes, se deixam levar por líderes belicistas mas, no final, quase sempre se arrependem de o terem feito.
    Na palestra, mencionei um fato a que já me referi em outras ocasiões. Fui, certa vez, entrevistado por um jornalista israelense que perguntou o que eu achava do conflito entre Israel e os palestinos.
    Respondi-lhe: "Acho eu que devem sentar à mesa e fazer as pazes. Chega de ter razão enquanto milhares de pessoas perdem a vida".
    Chega de ter razão. O que importa é ser feliz.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Engessamento do governo já preocupa
O Imparcial: 
Região
Diáro do Pará: Salve a santa de Nazaré!
Jornal do Commercio: Relatório indica nova "pedalada"
Meio Norte: Economia solidária já envolve 50 mil famílias
O Povo: Como a crise política mexe com a cabeça do eleitor
Nacional
Correio: Oposição cobra o afastamento de Eduardo Cunha
Estadão: Líderes da oposição cobram afastamento de Eduardo Cunha
Folha: Novas provas levam a pedir afastamento de Cunha
O Globo: Baiano diz que pagou contas do filho de Lula
Zero Hora: Refugiados - Uma história

sábado, 10 de outubro de 2015

Manchete do dia no coração do Brasil


Círio de Nazaré 2015 em Belém (PA)- Mensagem do Papa Fancisco

“Sua Santidade, o Papa Francisco, saúda com afeto os fieis, benfeitores, autoridades civis e eclesiásticas que, no mês de Outubro, vindos de todos os cantos do Brasil, se reúnem em Belém do Pará para as festividades do Círio de Nazaré.
O Santo Padre eleva preces à Mãe do Céu, pedindo que Ela interceda por todos, para que sejam sustentados pela misericórdia de Deus, a fim de suportar os sofrimentos e as fadigas da vida, a exemplo de Maria que, ao pé da cruz “é testemunha das palavras de perdão que saem dos lábios de Jesus.
O perdão supremo oferecido a quem o crucificou, mostra-nos até onde pode chegar a misericórdia de Deus. Maria atesta que a misericórdia do filho de deus não conhece limites e alcança a todos, sem excluir ninguém”.
Por isso, sua Santidade exorta cada um a dirigir à Nossa Senhora “a oração, antiga e sempre nova, da Salve Rainha, pedindo-lhe que nunca se canse de volver para nós os seus olhos misericordiosos e nos faça dignos de contemplar o rosto da misericórdia, seu filho Jesus” (Bula Misericordiae Vultus, 24).
O Santo Padre pede que continuem a rezar por ele, enquanto, por sua parte, implora abundantes graças celestiais sobre todos. A fim de que caminhem sempre sob a proteção de Nossa Senhora de Nazaré, como misericordiosos filhos e filhas  do pai do céu, confirmando estes votos e preces, o Papa Francisco de bom grado concede-lhes uma propiciadora bênção apostólica.”

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Liberdade vigiada
O Imparcial: Prefeitos fora da lei
Região
Diáro do Pará: Salve Santa de Nazaré
Jornal do Commercio: Pouco a comemorar
O Povo: Semace embarga obra em área ambiental
Nacional
Correio: Suiça revela que Cunha recebeu R$ 32 milhões
Estadão: Contrato da Petrobras na África irrigou conta de Cunha
Folha: Dinheiro do Petrolão irrigou contas de Cunha, aponta investigação Suíça
O Globo: Contas na Suíça pagaram gastos da mulher de Cunha
Zero Hora: Chuva que desabriga

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

9ª FeliS - Feira do Livro de São Luís: Programação de lançamentos nesta quinta,8, na Casa do Maranhão


Novas regras da aposentadoria


Charge do dia - CABALAU


‘ As escravas sabiam usar as leis a seu favor’

Camillia Cowling, pesquisadora Professora de História da América Latina, especializada em escravidão no Brasil ( que, em livro, compara à de Cuba), inglesa participou de seminário na Casa de Rui Barbosa

“Tenho 37 anos, trabalho na Universidade de Warwick, na Inglaterra, e me considero uma historiadora de gênero. Interesso- me pela história da mulher. Para estudar a escravidão no Brasil, fiz um curso audiovisual de português. Passava umas duas horas por semana ouvindo fitas em um walkman, até que, um dia, aprendi”
MÔNICA IMBUZEIRO
Conte algo que não sei.
Os escravos e as escravas no Brasil, assim como em Cuba, sabiam usar, e usavam, as leis para melhorar sua condição de vida. Documentos provam que muitos compareceram diante de tribunais para reclamar seus direitos ou os de seus familiares. No Rio, havia defensores públicos que agiam a favor desse grupo. Em Havana também. Eram as chamadas “ações de liberdade”.
Quantas ações desse tipo foram abertas aqui?
Não há um número preciso, já que os historiadores ainda estão trabalhando sobre documentos encontrados no Arquivo Nacional e no Arquivo Geral da Cidade. Mas as “ações de liberdade” se contam aos milhares aqui e em Cuba.
Algum caso a chocou?
Em agosto de 1884, a escrava Josefa Gonçalves de Moraes comprou a própria liberdade e abriu um processo no Rio pela custódia da filha Maria, de 10 anos, que, pela Lei do Ventre Livre, nascera em liberdade, mas teria que ficar sob a guarda do antigo senhor de Josefa até a maioridade. Na ação, ela argumenta que é a pessoa certa para cuidar da filha. Mas o antigo senhor diz que a alimenta e lhe dá educação, coisas que Josefa não poderia garantir.
E qual é o desfecho?
É triste: Josefa perde. Em 1886, o juiz Joaquim José de Oliveira Andrade escreve em sua sentença: “A menor Maria vive contentemente e é tratada com devoção por José Gonçalves de Pinho e sua mulher. A mãe, recentemente liberta e amasiada, não é capaz de lhe dar boa educação e cuidados.”
Mas tem que ter algum caso de sucesso, não?
Há vários: o caso da negra liberta Maria Rosa, que escreveu uma carta à imperatriz Teresa Cristina alegando seus direitos e pedindo que a filha Ludovina, também menor de idade, fosse incluída nas chamadas “cerimônias de liberdade”. Não sabemos quem autorizou sua inclusão, mas Ludovina foi entregue à mãe. Para mim, o interessante nesses dois casos é que eles mostram que as mulheres, não só os homens, sabiam fazer pressão.
Há uma mulher como Zumbi dos Palmares?
Não que se saiba, mas os estudos seguem. Quando a gente lê sobre Zumbi, os quilombos ou a escravidão como um todo no Brasil e em Cuba encontra um ambiente masculinizado. Sempre me perguntei: onde estavam as mulheres? Como viviam isso? Então, passei seis anos entre Rio e Havana estudando, e o conteúdo está no meu primeiro livro.
A escravidão morreu?
Ela foi abolida e não existe, de forma legal, no Brasil desde 1888, mas a escravidão, obviamente, está aí, acontece na prática. Aposto que aqui mesmo, no Rio, há muita gente escravizada, convivendo com a mais absoluta falta de controle sobre a própria vida.
Como vê o futuro de Cuba, após as pazes com os EUA?
Não me arrisco muito a palpitar nesse assunto porque ele suscita discussões acaloradas, mas acho que Cuba vai se aproximar mais dos EUA, e, em consequência, terá cada vez mais desigualdades sociais. Só espero que o país não abra mão das importantes conquistas que obteve.
Se pudesse escolher, onde moraria de novo? No Brasil ou em Cuba?

( Risos) Preferiria ser rica no Brasil, ou pobre em Cuba. Rico em Cuba não é tão rico, e pobre no Brasil é pobre mesmo.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Mais dois baleados em assalto a ônibus
O Imparcial: Combate à corrupção cresce no Maranhão
Região
Jornal do Commercio: Derrota unânime
O Povo: Por unanimidade, TCU rejeita contas do governo Dilma
Nacional
Correio: TCU abre caminho para impeachment
Estadão: Por unanimidade TCU rejeita contas de Dilma
Folha: Governo Dila é o 1º a ter contas rejeitadas no TCU desde Getúlio
O Globo: Por unanimidade, TCU rejeita contas de Dilma
Zero Hora: Por unanimidade, TCU rejeita contas de Dilma de 2014

Sinduscon discute suspensão do Minha Casa, Minha Vida no Maranhão

    O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Maranhão discute na próxima quinta-feira,15, a suspensão dos contratos do Programa Minha Casa, Minha Vida Fase 1. O tema será tratados pelos associados durante assembleia geral extraordinária convocada pelo presidente Fábio Nahuz a ser realizada no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, às 17 horas.  Também na assembleia será debatido o contrato coletivo de trabalho para o biênio 2015\2016.