sexta-feira, 6 de abril de 2012

Museu de Tudo: Cecílio Sá, a paixão pelo teatro da Paixão de Cristo

 O alcantarense Cecílio Ignacio Sá (1913-2005) deixou seu nome inscrito na história do teatro maranhense. Estreou em cena na peça "O Natal no sertão", quando tinha 17 anos.
    Marceneiro e músico formado pela Escola de aprenizes Artífices, Cecílio Sá foi ator, teatrólogo, produtor teatral, cenógrafo. Seu gosto pelo teatro nasceu na torrinha do Teatro Arthur Azevedo, onde tinha acesso por conhecer o porteiro, e o Teatro São José, que funcionava ao lado da Igreja do Carmo.
    Mais tarde, com os amigos Leandro Moraes, Miguel fundaram o Teatro Atheniense, mesmo nome do grupo teatro. Em 1932 o grupo montou pela primeira vez a Paixão de Cristo, montada sob orientação de Manoel Pinto da Costa.
    Na década de 40 encenou a Paixão de Cristo em Caxias com um elenco reduzido de 16 pessoas e uma banda de músicos do lugar comandada por Josias Beleza.Quase todas as músicas das peças encenadas por Cecílio Sá era do pessoal do Maranhão ou adaptações.
    Fazer teatro nessa época, em plena década de 50 quando minguaram as companhia,  era uma luta. A pauta do Teatro Arthur Azevedo, na época arrendado para Isidoro Aguiar para transformá-lo em cinema, não tinha espaço para teatro amador. Foi preciso muita batalha, com José Brasil dando entrevista no país para que o teatro desse espaço para o teatro.  Após a vesperal o espetáculo era montado, ensaiado e apresentado. Em um dia da semana, apenas.
    Mas, sua maior paixão foi montar o espetáculo Paixão de Cristo. Das montagens guardou peças utilizadas em cena em um museu particular que montou em uma pequena casa, como último desejo do seu sonho de ser teatrólogo.

Peças:
1931- O natal no Sertão, escrita por Bibi Geraldino
1931- Matutos em Belém, de Bibi Geraldino
1932 - Paixão de Cristo, de Pinto da Costa
1932 - Moleque da Pensão, de Pinto da Costa
1932 - Coração quando começa alvorecer, de Cardozinho
1932- Menino-Rei, Pinto da Costa
1935 - O Mártir do Calvário, de Eduardo Garrido (Peça em versos)
1953- Testa de Ferro, de Raimundo Magalhães Júnior
1961- Rei dos Judeus, de Perez Eschrich
1968- Rabi de Nazaré
A vida em três andares, de Humberto Cunha
Lady Godiva, de Guilherme Figueiredo
Amor por Anexis, de Athur Azevedo
Deus fez, o Diabo os Pinta", de Raimundo Mendes

"Meu teatro era de brincadeira, de diversão, de recreio que eu faço",
Cecílio Sá em "Memória de Velhos" (Lithograf- 1997)

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA:Preço de uma vida
O Estado do MA:Marcos Caldas assume o governo
O Imparcial: Motoristas enfretam o calvário da BR-135
Região
Diário do Pará:Paraenses em alerta contra gripe A
Jornal do Commercio:Inflação perde força
Meio-Norte:Disputa eleitoral retira 12 do governo estadual
O Povo:Cid: "Não admito tráfico de influência nem desonestidade"
Nacional
Correio:Aumenta pressão para bancos baixarem juro
Estadão:Dilma cede e negocia dívida de Estados em troca de apoio
Estado de Minas:Leilão de médicos
Folha:Caixa reduz juros e quer refinanciar ‘dívida cara’
Globo:Bancos privados aceitam negociar redução de juros
Zero Hora:Menor inflação em 12 anos reflete ritmo lento

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Som pop: Fúria Louca em Cohatrac City

Manchetes dos jornais

Estado
Atos e Fatos:TCE considera 23 prefeitos inadimplentes no Maranhão
Jornal Extra:Sindicalista peita presidente da Alcoa e diz que tudo é migué
O Estado do MA:Autorizada licitação para duplicação da BR-135
Região
Diário do Pará:Pará já teve dois casos de gripe A
Jornal do Commercio:CTTU tenta agilizar saída para o Agreste
Meio-Norte:TJ teme rebeliões e PM tem novo comando
O Povo:Petrobras reprova gasolina que abasteceria o Ceará
Nacional
Correio:Governo declara guerra aos juros
Estadão:Dilma defende usinas e critica ‘fantasia’ de ambientalistas
Estado de Minas:Um metrô de problemas
Folha:Sob pressão de Dilma, BB reduz juro e ações caem
Globo:BB e Caixa derrubam juros para estimular a economia
Valor:Empresas do Brasil lideram projeto de US$ 16 bi no Peru
Zero Hora:Erro do INSS – Revisão de benefícios envolve 40 mil gauchos

Turiaçu tem oito candidatos disputando a prefeitura

    Pesquisa de intenção de votos realizada pela Constante Pesquisas, no período de 26 a 28 de janeiro de 2012, junto aos eleitores residentes em Turiaçu, aponta que oito pré-candidatos estão na disputa de votos.  Sousa Augusto e Umbelino Ribeiro (PV) estão tecnicamente empatados na primeira posição, com 16% e 14% das indicações respectivamente. Por outro lado, o percentual de eleitores indecisos é superior aos que escolheram entre os dois: 18%.
    A pesquisa foi registrada no Cartório Eleitoral da 39ª Zona, no dia 17 de fevereiro de 2012, sob o número 001/2012.   A amostra foi de 450 eleitores e a margem de erro foi de 2%.
    Estão disputam a segunda posição Adailson Cardoso e Libânia, também empatados tecnicamente. O percentual de eleitores indecisos é de 18%. Os demais candidatos juntos somam 21%.
    Umbelino Ribeiro é ex-prefeito e pai do vereador de São Luís, Umbelino Júnior. Ficou notabilizado após circular na internet um vídeo numa animada farra entre amigos. O prefeito Costinha (PT) , que pretende concorrr à reeleição, está na quinta posição na pesquisa da Constante Pesquisas.
    A amostra foi dividida, proporcionalmente,  entre as zonas urbana e rural. Foram entrevistados na zona urbana, eleitores residentes nos bairros: Alto São Benedito, Bela  Vista, Caema, Canário, Castanhal, Centro e Torre; e na zona rural, residentes nos povoados:  Alto Alegria, Antonio Dino, Banta, Canarinho, Colônia Amélia, Coloninha, Cristóvão, Cunhã Cuema, Cutia, Estrela Divina, Nova Correa, Fortaleza, Igarapé Grande, Jamari, Janaúba, Mutuoca, Nova Caxias, Porto Santo, Sababa, Santa Barbara, Santo Antonio, São Francisco e São José do Brito.

Candidartos e percentual de intenção
Sousa Augusto – 16%
Umbelino Ribeiro – 14%
Adailson Cardoso – 13%
Libânia – 12%
Costinha – 8%
João do Gás – 5%
Chico Curió – 4%
Oim Rabelo – 4%

Intenção de votos
Indecisos – 18%
Nulos/Brancos - 5%
Não quis responder- 1%

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jornal Extra - Exatamente a verdade

Sindicato diz que Alumar blefa ao falar em fechamento no Maranhão

O Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal), que representa os trabalhadores metalúrgicos de São Luís e os empregados da Alcoa/Alumar, contesta as recentes notícias acerca de possível fechamento de uma das linhas de produção da empresa na capital, por alegações do alto custo, principalmente com energia.A notícia foi espalhada pelo presidente da Força Sindical,
O presidente da entidade e funcionário da Alumar, José Maria Araújo, denuncia a manobra da Alcoa para amedrontar a categoria e impedir a paralisação das atividades em busca de aumento de 11% no salário. 
    “A Alumar já arquitetou outras farsas no passado durante a campanha salarial dos metalúrgicos, a exemplo do falso atentado envolvendo um diretor da empresa (caso Celso Motter, em 1993) e congelamento de salários em 2009, todas foram desmascaradas”, afirma.
Segundo Araújo, a campanha salarial da categoria tem data-base em 1º de março. Já aconteceram oito reuniões de negociação com a Alumar e Sindicato Patronal, que até o momento não ofereceram nenhuma proposta de aumento real. A Alumar solicitou uma reunião com o sindicato, para tratar da negociação salarial especifica da empresa, com o objetivo de encontrar uma solução negociada e evitar a paralisação da produção.
    Os lucros são crescentes na produção de alumina e alumínio obtidos pela empresa, que possui mina própria de extração da bauxita, termoelétrica, ações em hidrelétricas, incentivos governamentais do BNDES e contrato de energia subsidiada válido até 2024, pagando pela energia praticamente a metade do valor pago pelo consumidor comum.
    A realidade da maior empresa de produção de alumínio do universo no Maranhão é caprichosa. Na linha de produção em São Luís foi implantado de uma jornada de trabalho extenuantes, pagando  um dos piores salários do mundo no setor.
   “O grupo Alcoa possui 25 fábricas de alumínio no mundo; a receita global somou US$ 24,9 bilhões em 2011. Nos anos 80 veio ao Maranhão com a promessa de gerar 10 mil empregos, tem gerado na prática: terceirização fraudulenta, doenças, acidentes fatais e transtornos psicológicos”, avalia Araújo.
   Ele contesta a possibilidade de fechamento, ressaltando que o Brasil tem estabilidade econ�?mica e política, ocupando a sexta economia mundial, com perspectiva de crescimento e expansão do mercado interno, a exemplo da realização das olimpíadas, copa do mundo e pré-sal; a posição geográfica também oferece às empresas exportadoras vantagem competitiva propícia ao negócio, por não causar riscos como apagões e terremotos.
    "Falar em falência é um absurdo; os boatos e farsas objetivam confundir a opinião pública e prejudicar os trabalhadores”, afirma.

Caso Thor: indenização não está descartada

    Independentemente do que der, no âmbito penal, o caso envolvendo o acidente com Thor de Oliveira Fuhrken Batista, filho do empresário Eike Batista, ocorrido em 17 de março deste ano e que resultou na morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, a família do empresário pretende chegar a um acordo financeiro com os parentes de Santos.
    “Existe a intenção de fazer reparação à família, independentemente de Thor ser culpado ou não. Essa negociação, no entanto, não ocorre no âmbito penal”, revelou a Leis e Negócios um envolvido na discussão.
    Thor já teria se encontrado com a família do ciclista Wanderson Pereira dos Santos ao menos uma vez. Além disso, após prestar depoimento na 61ª DP (Xerém), Thor afirmou respeitar a dor causada à família da vítima e estar disposto a ajudar.
    O advogado que defende a família do ciclista, Cléber Carvalho, chegou a afirmar que um pedido de indenização foi feito, mas ele não chegou a ser impetrado na Justiça a pedido da família da vítima. A defesa estaria aguardando, ainda, uma posição dos clientes para saber quais serão os próximos passos.
Do Blog Leis e Negócios

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA:Morreu de graça
Jornal Pequeno:Liminar da Justiça cancela de vez CPI dos convênios na AL
O Estado do MA:Dilma anuncia medidas para aquecer economia
O Imparcial:Lobão diz que prefere ministério
4º Poder:Zona rural de São Luís quer uma UPA 24 horas
Região
Diário do Pará:Restam 100 mil vagas nas escolas
Jornal do Commercio:Pacote corta impostos para gerar emprego
Meio-Norte:Dilma lança pacote de R$ 60 bi para produção
O Povo:Superpacote quer salvar a indústria nacional
Nacional
Correio:Bondade com indústria vai para a conta da cerveja …
Estadão:Governo anuncia pacote de R$ 60,4 bi para produção
Estado de Minas:BH na rota do botox ilegal
Folha:Ajuda de Dilma à indústria terá pouco efeito imediato
Globo:Indústria ganha 6º pacote de incentivos para sair da crise
Valor:Pacote amplia crédito subsidiado
Zero Hora:Pacote de R$ 60 bi agrada, mas não ataca os nós da economia

terça-feira, 3 de abril de 2012

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA:Tiro fatal
Atos e Fatos:MPF quer aplicação de multa diário à infraero por atraso nas obras
Jornal A Tarde:Roseana Sarney integra comitivas presidente que vai aos Estados Unidos
Jornal Extra:Autoridades e sindicalistas- Reunião para salvar a Alumar
Jornal Pequeno:MPF pede multa diária por atraso nas obras do aeroporto de São Luís
O Estado do MA:MPF quer multa diária por atraso de refoma
O Imparcial:Obras no aeroporto - Ministério Público pede multa diária por atraso
Região
Diário do Pará:Bandido morre após caçada policial
Jornal do Commercio:Pacto pela Vida supera meta no mês de março
Meio-Norte:Piauí tem a 1ª mulher no comando da justiça
O Povo:Projeto Ficha Limpa emperra na Assembleia Legislativa
Nacional
Correio:Medo a caminho da escola em Brasília
Estadão:DEM abrirá processo para expulsar Demóstenes
Estado de Minas:Estrada boa? Nem pagando…
Folha:Taxa de roubos do Estado de SP ultrapassa a do Rio
Globo:DEM abrirá processo para expulsar ‘senador do bicho’
Valor:Energia no mercado livre tem maior preço desde 2010
Zero Hora:Como o pacote de Dilma ajuda a indústria gaúcha

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Eles não estavam lá

O que dizem os deputados que faltaram a mais de um terço das sessões em 2011
Nice Lobão (PSD-MA)
Segundo a assessoria da deputada, ela está com a saúde delicada. Faz tratamento para um problema de coluna desde 2006, mas ainda não conseguiu se recuperar. De acordo com o gabinete, a deputada não se licencia porque gosta do trabalho na Casa, e isso é importante para ela, que tem 75 anos. “É de interesse dela participar dos trabalhos no plenário e ir às comissões. Mas a saúde não tem permitido. Ela está com a estrutura óssea comprometida.” Outro agravante foi o acidente do filho, o senador Lobão Filho (PMDB-MA), em maio do ano passado. “Ele se recuperou, mas ela, não. Ficou muito mais abalada do que ele. Ela ficou impactada ao vê-lo desfigurado logo após o acidente. Ela não abriu mão do mandato porque tem vida solitária.” Mas o gabinete trabalha, segundo a assessoria: “Temos 12 projetos de lei prontos para serem apresentados”.
O que dizem os deputados com mais ausências não justificadas em 2011:
Professor Sétimo (PMDB-MA)
“As faltas decorreram de compromissos políticos do deputado no estado, como prestigiar a assinatura de convênios por parte dos prefeitos”, explica a assessoria.
O que dizem os senadores que faltaram a mais de um terço das sessões em 2011:
Lobão Filho (PMDB-MA)
“Foi um ano atípico, complicado. Fiquei em coma três semanas, não me recuperei 100% até agora. Mesmo assim, foi um ano produtivo, apresentei muitas emendas, dei uma contribuição fantástica aos trabalhos do Senado.”
Do Congresso em Foco

Ministério da Saúde suspende transferência a 21 municípios do Maranhão

Vinte e um municípios do Maranhão tiveram a transferência de incentivos financeiros suspensos pelo Ministério da Saúde, a nota foi publicada no final do mês de março, pelo Diário Oficial da União. Os incentivos são referentes ao custeio de equipes de Saúde da Família, equipes de Saúde Bucal e de Agentes Comunitários de Saúde nos Municípios com irregularidades no cadastro de profissionais no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) em todo o país.
    A medida foi publicada no Diário Oficial da União nessa sexta-feira e faz parte da ação de fiscalização e transparência na aplicação de recursos da Atenção Básica. Ela é realizada sempre que o Ministério identifica irregularidades na gestão de estratégias e programas por parte das secretarias municipais de saúde, responsáveis diretas pela execução dos serviços de saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois do Ministério de Saúde encontrar essas irregularidades na gestão desses programas, esses 21 municípios tiveram os repasses financeiros suspensos.
    Os municípios do Maranhão com repasse suspenso foram: Alcântara, Amarante do Maranhão, Capinzal do Norte, Caxias, Centro do Guilherme, Coroatá, Cururupu, Estreito, Graça Aranha, Icatu, Igarapé Grande, Monção, Pindaré-Mirim, Pinheiro, Pio XII, Santa Helena, Santa Inês, São José de Ribamar, Timbiras, Tuntum, Viana.
    Na cidade de Caxias, a suspensão dos recursos atinge uma equipe de Saúde da Família, uma equipe de Saúde Bucal e cinco Agentes Comunitários de Saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) no município. De acordo com uma nota publicada pelo Ministério da Saúde, a suspensão dos incentivos financeiros foi motivada por duplicidade de cadastro de profissionais da ESF, apontada pelo Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).
    Os recursos são restabelecidos no momento em que as inadequações são solucionadas, portanto, a suspensão não representa a interrupção da Estratégia Saúde da Família e do Programa Brasil Sorridente nessas localidades, mas até que os municípios regularizem a situação, o programa continuará interrompido .
    O programa Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de assistência à saúde da população a partir da atenção primária, que é a principal e mais próxima porta de entrada do SUS, capaz de resolver até 80% dos problemas de saúde das pessoas.
Do Diário do Pernambuco

Na revista VEJA - Entrevista Pedro Simon

O senhor acredita que a presidente vai acabar mesmo com o toma lá dá cá?
Não acredito. Pode até melhorar um pouco, mas acabar não. O que não pode mais, e a presidente está sinalizando nessa direção, é os caras colocarem interesses pessoais acima dos interesses da pátria e da sociedade. É difícil mudar essa prática de uma só vez. Fazer isso exige mais jogo de cintura. A Dilma não pode ser durona, bater na mesa. Vejo-a dizendo que se entende muito com o presidente do Congresso, o senador Sarney. A primeira pessoa a quem ela deveria fazer uma apelo é o Sarney. Ele indicou dois ministros do Maranhão. Onde está a racionalidade de ele e o PMDB, o meu partido, terem dois ministros do Maranhão?
Por que Sarney abririra mão de poder?
O Rui Barbosa é o nosso grande patrono no Senado, mas como político foi um homem de derrotas. Perdeu duas vezes a eleição para Presidente da República e não tinha influência no governo. Quem mandava e elegia presidente era o (José Gomes)Pinheiro Machado (gaúcho e um dos mais influentes políticos da Primeira República, foi assassinado em 1915), de quem hoje ninguém fala. O Sarney está mais para Pinheiro Machado do que para Rui Barbosa. Vai acabar esquecido pela história.

........
O senhor elogia o governo e critica o ministério. Não é contraditório?
O ministério é fraco, um dos piores que já vi. Antes, colocavam-se no ministério os melhores nomes do Parlamento. Hoje, o ministério consegue ser pior do que a média do Parlamento, que beira a mediocridade. No esforço de eleger Dilma Rousseff presidente, valeu tudo. O Lula fez acordo aqui e ali, e houve uma despreocupação com relação à seleção de nomes. Houve também irresponsabilidade dos partidos na indicação dos ministros. O PMDB indicou um rapaz que tinha pago conta de motel com dinheiro público.Aliás, o PMDB não. Volta e meia se publica que a bancada do Senado exige algo para o ministério. Mentira. Nunca nos reunimos para escolher um cargo. Essa decisão foi tomada pelo presidente do Senado e pelo líder da bancada falando em nome de todo mundo.

Na revista Época




Na coluna do Claudio Humberto

Sarney
Discreta e eficiente, a procuradora federal Célia Cavalcanti, amiga da governadora Roseana Sarney, pode ocupar cargo de visibilidade na Advocacia-Geral da União, caso Luís Adams saia para o STF.

Manchetes dos jornais

Estado
Jornal Pequeno:OAB pede a renúncia imediata do senador Demóstenes Torres
O Estado do MA:Adutora rompe-se ;60 bairros ficam sem água
Região
Jornal do Commercio:Santa vence e é vice-líder
Meio-Norte:135 mil moradias serão regularizadas na capital
O Povo:Processo contra jovens-90% dos casos envolvem usuário de drogas
Nacional
Correio:Bancos elevam tarifas em 78% e ampliam lucro
Estadão:Dilma vai anunciar mais R$ 18 bilhões de incentivos à indústria
Estado de Minas:Crack se espalha por BH
Folha:País barra a entrada de 28 estrangeiros por dia
Globo:Principais obras do PAC têm atrasos de até quatro anos
Valor: Múltis promovem o Brasil na rede global da inovação
Zero Hora: Para estancar a crise – DEM dá ultimato a Demóstenes

domingo, 1 de abril de 2012

"Nenhum dinheiro vai nos calar", dizem os pais de Marcelo Dino

"Eu perguntava o que estava acontecendo, eu e Deane nos afastamos e
 vimos que não tinha solução" - Flávio Dino sobre os últimos momentos de Marcelo

Helena Mader
Kelly Almeida
A professora universitária Deane Fonseca de Castro e Costa usa dois anéis de coco na mão esquerda, que simbolizam seus filhos. Um deles traz o desenho de um peixinho, apelido do caçula, Marcelo, morto em fevereiro após uma crise de asma. No braço, ela carrega uma pulseira com detalhes em vermelho, amarelo, verde e preto. “São as cores do reggae, ritmo preferido do meu filho".
    Ele estava usando essa fitinha quando morreu, então eu cortei e amarrei no meu pulso”, revela Deane, em sua primeira entrevista desde que perdeu o filho. As lembranças que a professora carrega no corpo são insignificantes se comparadas com a saudade que Marcelo deixou entre os familiares. Diante da dor da perda, Deane e o pai de Marcelo, o presidente da Embratur, Flávio Dino, irão à Justiça para tentar responsabilizar o Hospital Santa Lúcia pela morte do menino. Eles acreditam que uma série de erros no atendimento fez com que uma crise de asma banal tirasse a vida do filho.
    Às 6h de 14 de fevereiro, uma terça-feira, depois de uma madrugada tranquila no hospital, Marcelo teve uma nova crise grave
. Morreu em apenas uma hora. O que aconteceu nesses 60 minutos ainda é um mistério. Os pais acreditam que um atendimento ágil poderia ter salvado a vida do estudante.
    Quando a pediatra voltou à UTI, a vítima já estava com os lábios roxos e praticamente não conseguia respirar. Na última quinta-feira, os pais do garoto conversaram com o Correio por uma hora e meia. Querem provar na Justiça que houve imperícia da unidade de saúde. “Não há, na literatura médica, registro de pacientes que morreram de asma dentro de um ambiente hospitalar, sobretudo em uma UTI. Isso só aconteceu com o Marcelo porque houve negligência e imperícia”, afirma Flávio Dino.
O que diz o hospital
O Hospital Santa Lúcia afirma que o menino Marcelo Dino deu entrada na emergência apresentando crise grave de asma e, por isso, foi encaminhado à UTI. De acordo com a unidade, o paciente passou a noite bem, mas sofreu uma crise pela manhã de 14 de fevereiro e não respondeu ao procedimento de ventilação mecânica. Os médicos, conforme informações do hospital, ainda tentaram ressuscitá-lo e realizaram a entubação.
    A equipe afirma que a morte do garoto foi causada por uma asma fatal ou catastrófica e garante ainda que não houve atraso no atendimento prestado ao paciente. Em relação a ausência de um profissional na UTI, o Santa Lúcia ressalta que “ambas as unidades de terapia intensiva e a sala de parto estão integradas, ocupando um espaço único no ambiente. Portanto, a médica não se ausentou do local”. Sobre o possível atraso na aplicação do remédio, o hospital afirma que os medicamentos foram administrados de forma correta, com tempo e dose adequados. Por fim, o Santa Lúcia ressalta que, a respeito da sobrecarga de plantões dos profissionais, “os médicos, do ponto de vista de regulamentação trabalhista, são considerados autônomos, ou seja, o mesmo profissional pode trabalhar em mais de um hospital.” 
Confira a entrevista:
Estão convictos de que Marcelo morreu por problemas no atendimento?
Flávio Dino:
Por mais que o Santa Lúcia diga que ele recebeu um tratamento de excelência, os documentos mostram o contrário. Não é comum crianças morrerem de asma, ainda mais sob assistência hospitalar. É praticamente impossível que isso ocorra, mas aconteceu com o nosso filho. Não há literatura médica sobre isso, de paciente que morre de asma dentro do ambiente hospitalar, ainda mais em uma UTI. Temos ainda várias dúvidas, como o que deflagrou a crise.
Há quanto tempo ele tinha asma?
Flávio Dino:
Ele só teve duas crises graves na vida, a do Maristinha, na véspera de morrer, que foi deflagrada quando ele jogava futebol, e a da UTI, que o levou à morte. Mas ele sempre jogou bola, sempre foi uma criança normal. Nunca precisou de atendimento, nunca foi hospitalizado. O Marcelo fazia futebol três vezes por semana na escolinha da AABB. Meu filho não era um paciente grave de asma, apesar de ter a doença há cinco anos: 24 horas antes de morrer, ele andou de bicicleta comigo do Congresso até a 112 Sul.Marcelo tomava medicamentos de forma contínua?
Flávio Dino:
Ele tomava Combivent, a bombinha, quando precisava, e um remédio oral chamado Singulair. Queremos mostrar que não existiu asma fatal, ocorreu asma que matou por conta de erros do Santa Lúcia.
Quais são os questionamentos com relação à conduta do hospital?
Flávio Dino:
A médica Izaura Costa Rodrigues Emídio, que deveria ser a responsável pela UTI onde o Marcelo estava internado, já havia feito um plantão de 12 horas no Hospital Regional de Taguatinga. Ela disse, em depoimento, que foi contatada para cobrir a ausência de um colega no plantão do Santa Lúcia. Às 6h10, quando foi chamada para atender a emergência do Marcelo, estava trabalhando de forma ininterrupta havia mais de 23 horas. Ela não tinha condições orgânicas de prestar um serviço de qualidade.
Além dos depoimentos, que documentos vocês juntaram durante os últimos 40 dias?
Flávio Dino: O atendimento oferecido ao Marcelo contrariou pelo menos três resoluções da Anvisa, as de nº50/2002, nº 7/2010 e nº 63/2011. Isso porque houve interrupção e descontinuidade da assistência na UTI, exatamente quando o meu filho teve uma crise grave de asma. A médica Izaura Emídio, a única da UTI pediátrica, se ausentou por mais de 30 minutos para fazer um parto. Quando o Marcelo tomou medicamento com mais de duas horas de atraso, logo em seguida começou a crise e não havia médico para atendê-lo. A médica demorou inclusive porque foi trocar de roupa. Ficamos revoltados porque, depois, o hospital alegou que havia outros médicos, o que é uma grande mentira.
Deane Fonseca: É totalmente absurda a versão de que havia outro médico. Jamais apareceu alguém, os outros dois (doutores João e Augusto) só chegaram quando o Marcelo já estava quase morrendo. Eu fiquei na UTI a noite inteira, não dormi, fiquei lá trabalhando até as 3h da manhã no meu computador, tenho provas, mandei e-mails, e afirmo que ninguém apareceu. Não vamos aceitar que coloquem uma mentira. Tiraram o nosso filho mas não vão tirar o nosso direito à verdade.O que aconteceu logo depois que a crise começou?Deane Fonseca: Tive que sair do box da UTI porque a médica estava demorando muito. No caminho para ir buscá-la, a enfermeira voltou e a médica chegou. Não sabia se eu ficava com o meu filho, para ele não ficar só, ou se eu ia atrás da médica. Ele estava ficando roxo, ela tentou algumas coisas, nada funcionava. Até pedi para fazer traqueostomia, dizia, desesperada, para ela tomar alguma providência. Falei para ela: “Você não vê que ele está ficando roxo?”. Até então, ele estava normal, levantou dizendo que estava com falta de ar.
Flávio Dino:
Quando a médica Izaura chegou para atender o Marcelo, ele já estava com queda da saturação de oxigênio e braquicardia. A conduta indicada era a entubação, isso está previsto até em um artigo médico que Izaura apresentou à polícia. Mas isso só foi feito 10 minutos após o início da crise, quando o anestesista João chegou. O hospital nunca explicou por que houve essa demora.
Deane Fonseca: A gente acha que, quando os médicos chegaram, o Marcelo já tinha falecido, porque ele já estava com o olhinho semicerrado, sem brilho, a barriga parecia inchada. Ele começou a ficar roxo ainda na mão da Izaura. Ela só usava o ambu (respirador manual).

Marcelo Dino
Marcelo deu entrada no hospital inspirando cuidados?
Flávio Dino:
O Santa Lúcia diz que ele era um paciente grave, mas todas as medições de oxigênio feitas durante o dia deram acima de 95%. A medição era feita a cada duas horas e ele estava perfeito. Até as 6h, ele era um paciente que não inspirava nenhuma preocupação. Isso tudo até as 6h, quando começou a crise, e a má administração desse evento o levou à morte em 20 minutos.
Deane Fonseca: Antes, ele estava dormindo placidamente. Eu não dormi hora nenhuma, estava ao lado, sentada em uma poltrona, ficava olhando o soro, acompanhando a respiração dele pelo movimento da barriga.
Qual era o estado de saúde quando ele chegou ao hospital?
Deane Fonseca:
Ele desmaiou na escola, mas quando entrou na emergência estava bem. Quando me ligaram do Maristinha, disseram que ele tinha sofrido uma crise de asma e que seria bom que eu fosse lá. Cheguei e ele já entrou no meu carro, com a minha mãe e a auxiliar de enfermagem da escola. Enquanto eu estacionava, minha mãe cuidava da parte burocrática e a enfermeira ficou com ele e foi para a emergência pediátrica. E le estava absolutamente consciente, andando e falando. Mas o médico decidiu interná-lo em uma UTI para que tivesse mais atenção.
Flávio Dino: O Marcelo era um paciente estável. Agora, o Santa Lúcia fala que ele era um paciente grave. Mas como era um paciente grave se não colocaram um pneumologista, não fizeram exames, não garantiram médico?
Por que Marcelo não foi entubado no começo da crise?
Flávio Dino:
Não sei se foi o cansaço (da médica), se ela não discerniu ou não tinha capacidade técnica para entubar o Marcelo. Por que ela não tomou a única atitude que podia tomar? A auxiliar de enfermagem diz, em depoimento, que pediu à mãe de Marcelo que ficasse segurando a mangueira de oxigênio na parede porque uma peça quebrou. Isso é um disparate. A criança entrou em crise respiratória e não tinha ninguém para segurar a mangueira.
Deane Fonseca: Eu pedi para entubar, eu só não sabia o nome, eu dizia: “Faz traqueostomia, pelo amor de Deus”. Qualquer leigo sabe que é preciso tomar uma medida radical em uma situação dessa.
Como foram os últimos momentos de vocês com Marcelo?
Flávio Dino: A Deane me ligou e disse que era para eu correr pra lá porque o Marcelo estava tendo uma crise. Imaginei que ele estivesse fazendo uma nebulização. Quando estava na porta do hospital, a Deane ligou de novo para dizer que era grave. Entrei correndo, em pânico, umas 6h30. Achei que fosse chegar e falar com o meu filho. Mas o Marcelo estava inconsciente, a Deane chorando em um canto, um dos médicos fazendo massagem cardíaca, o outro com um equipamento na mão, e a Izaura pálida, sem ação, a quase um metro da cama, fora da cena. Eu perguntava o que estava acontecendo, eu e Deane nos afastamos da cama e percebemos que não tinha solução. O João já pedia adrenalina, o outro médico já me olhava com olhar de pesar.
Deane Fonseca: O João sacudiu a cabeça, ainda assim eu não acreditava. Foi essa cena que assistimos e estamos presos nela. Os médicos saíram, a Izaura disse “O Marcelo não resistiu” e saiu.
Flávio Dino: Foi quando liguei para o meu irmão entrar em contato com a polícia, com o Ministério Público. Já tinha clareza, naquele momento, de que algo estava errado. Tem no prontuário que o próprio médico pediu uma consulta com pneumologista. Essa avaliação nunca foi feita.
O hospital se contradisse sobre o estado de saúde de Marcelo?
Flávio Dino: O próprio médico do hospital pediu exame de um pneumologista no dia 13. Essa avaliação nunca foi feita. E o Santa Lúcia não diz o motivos, alega apenas que não era necessário, mas foi o médico deles que pediu. Eles têm que decidir. Ou erraram por ter tratado um paciente grave como paciente sem gravidade, o que explicaria essa série de descasos, ou, de fato, o paciente era grave e eles não tomaram as providências que eram necessárias.
Vocês vão à Justiça?
Flávio Dino: Temos convicção que houve uma série de erros no Hospital Santa Lúcia. Mas vamos aguardar a conclusão do inquérito para tomar providências. Deane Fonseca: Vou lutar até minha morte para que tudo seja esclarecido. E não é só a perda do nosso filho que nos move. Estamos nos rebelando contra essa naturalização da morte nas mãos de pessoas que deveriam salvar. Nossa luta é para que isso não aconteça, pelo menos não como aconteceu com o Marcelo. Nenhum dinheiro vai nos calar. 
Reunirão mais documentos?
Flávio Dino: Temos muita confiança no profissionalismo da polícia e do Ministério Público. Essa investigação é importante para trazer outros elementos. Mas o que já temos é suficiente para caracterizar o mais doloroso, que é saber que o nosso filho devia estar vivo, conosco. Além da dor derivada dessa convicção, a gente só vai fazer alguma coisa prática depois que o inquérito terminar, que analisarmos outras provas que possam surgir. Nossa convicção é muito clara. Temos a expectativa de que o inquérito corrobore e traga resposta a algumas perguntas. 
Depois da morte do Marcelo, vocês se tornaram porta-vozes de muitas pessoas que passaram por problemas dentro de hospitais. Como vocês encaram isso?
Flávio Dino: Hoje mesmo (quinta-feira), recebi uma ligação de uma pessoa de Santos (SP), uma mãe que nos procurou para falar da filha que morreu no Santa Lúcia após uma crise renal. Quando acontece uma tragédia dessas, a coisa mais difícil do mundo é conseguir se segurar em alguma coisa. Onde você se segura? Em que se ampara? Você constrói uma série de recursos. O nosso caso, além das relações afetivas, qual é a questão principal que nos move? É esclarecer esse caso do Marcelo para servir de referência para a sociedade. Marcelo não estava fazendo uma cirurgia cardíaca, uma cirurgia no cérebro, que você pode admitir que acontece. Ele não vinha de uma longa enfermidade.
 Do Correio Brasiliense

Historiador fala sobre oligarquias no lançamento do Instituto Jackson Lago

    O historiador Marco Antônio Villa é o palestrate do lançamento do Instituto Jackson Lago que acontece na próxima quarta-feira, 4, às 18h30, no auditório da OAB-MA (Avenida Carlos Cunha - Calhau).
    Villa  participa de um debate sobre as oligarquias no Brasil nos século 20 e 21. Ele é um dos maiores críticos da dominação do grupo Sarney no Maranhão e no Brasil há 47 anos.
     Além de professor da Universidade Federal de São Carlos, Marco Antonio Villa é comentarista do jornal da Cultura, da TV Cultura de São Paulo, escreve nos jornais Folha de São Paulo e o Globo e é autor de dezenas de livros.
     O Instituto Jackson Lago será presidido pela ex-primeira dama do Estado, Clay Lago.

E o real cobra seu preço - Ferreira Gullar

A saída é cortar os gastos supérfluos com a máquina estatal e desonerar de taxas o custo da produção     Informações recentes parecem indicar que a economia brasileira caminha inexoravelmente para uma situação crítica, de difícil solução. A se efetivar tal previsão, dela resultaria uma crise política que poria em questão a hegemonia lulista sobre o sistema de poder.
    A título de especulação, vamos tentar avaliar a natureza dessa crise futura e suas consequências. Mas, para isso, será necessário examinar o processo político e econômico que ajudou a criar a situação crítica a que se referem economistas e analistas da matéria.
    Ninguém põe em dúvida o fato de que os governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso introduziram mudanças importantes no processo econômico brasileiro, criando condições para um crescimento saudável e sustentado.
    Graças a essas medidas, o Brasil se livrou da inflação crônica que inviabilizava o crescimento da produção e consumia o valor dos salários. Aquelas foram medidas necessárias, mas não suficientes.
    Lula assumiu a Presidência da República em 2003 e, muito embora tenha combatido todas aquelas medidas, resolveu adotá-las e usá-las como um modo de consolidar seu prestígio político e ampliá-lo. Graças a isso, pôde eleger Dilma Rousseff sua sucessora e, com isso, estender para diante seu projeto político.
    A verdade, porém, é que, como não tinha um programa de governo nem muito menos um projeto estratégico para o país, valeu-se da estabilidade econômica e do momento propício do crescimento mundial para ampliar seus programas assistencialistas e propiciar aumentos salariais que beneficiaram amplas camadas da população mais pobre.   
    O crescimento do mercado interno, entre outros fatores, permitiu que o país passasse relativamente ileso pela crise que atingiu a economia mundial a partir  de 2008.
    Noutras palavras, desde que o petismo assumiu o governo, nenhuma medida foi tomada para atender às novas condições criadas pelo próprio crescimento da economia. De fato, o que se fez foi onerar os setores produtivos, ampliar a máquina estatal e aumentar as despesas públicas. O número de ministros subiu de 27 para 39 -ou 40, já nem sei- e, com eles, o número de funcionários concursados e não concursados.
    Seguindo o exemplo do Executivo, a Câmara, o Senado e o Judiciário criaram novos encargos para o Tesouro, aumentando o deficit público. Naturalmente, todas essas medidas -que ampliaram o consumo e mantiveram o crescimento da economia- deixam a população otimista, disposta a gastar, ainda que se endividando a cada dia.
    E tudo isso, sem que se pague salário justo a professores e médicos, que desempenham papel vital para a sociedade. Mas essa gastança aproxima-se do fim, porque ou se põe termo a ela, ou o país caminhará para o impasse.
    As mais recentes informações, colhidas nos institutos de pesquisa, compõem um quadro preocupante, a começar pelo índice de crescimento da economia que, no último ano, ficou em apenas 2,7%, abaixo de quase todos os país da região, exceto Guatemala e El Salvador.
    Esse dado poderia ser visto como um fato conjuntural, não fossem outros, igualmente preocupantes, como o índice de investimento, que ficou em 19% do PIB, contra o índice de 23% da região, enquanto a produtividade do trabalhador brasileiro ocupa o 15º lugar na América Latina. Por outro lado, nossa produção industrial perde competitividade, devido à desvalorização do dólar, mas também aos encargos que oneram a folha de pagamento.
    Noutras palavras, o país chega ao limite de seus gastos, quando a solução para o impasse seria investir na infraestrutura (portos, estradas de ferro, rodovias) e na formação de profissionais de alto nível técnico.
    A saída é cortar os gastos supérfluos com a máquina estatal e desonerar de impostos e taxas o custo da produção. Mas, para isso, teria que contrariar os interesses dos partidos da base aliada e o poder das centrais sindicais, aliados do governo. Dilma teria que topar essa briga.
    Se esse diagnóstico está correto, a lua de mel lulista com o poder parece aproximar-se do fim. Podem até ganhar as eleições deste ano e as de 2014. Não sei. O certo é que, cedo ou tarde, a realidade cobra seu preço.
Da Folha 

Museu de Tudo: Fernando Moraes autografa Olga em São Luís (1985)

VII Mostra de Teatro no Maranhão - Programação deste domingo, 1º

Dois amores de Lampião antes de Maria Bonite - MA (Grupo Alegria e Arte do Cidadão)
Teatro Alcione Nazareth - 17h
Ficha técnica
Direção: César Boaes
Elenco:Ana Eva Martins Gonçalves, Celso Antonio Silva, Conceição da Conceição Silva, Domingas Luiza Santos, Éder Cruz Luna, Ione Aorim, Jeremias dos Santos Ribeiro, José de Ribamar Alves, Júlio César da Costa Leite, Maria Cleonice Sousa Mendes, Vera Lívia Silva de Oliveira
Cantoras convidadas: Gerlene Ramos Ribeiro, Vanessa Andrea Mendes Furtado
Coral: Viva Voz
Regente: Ronaldo Pereira Ribeiro
Iluminador: Oscar Castro
Sinopse:Narra a história da rica e excêntrica pernambucana Raimunda Borborema e da recatada piauiense Raimundo Jovita, ambas apaixonadas e dividindo o amor de Lampião, o triângulo amoroso se equilibraa entre doses de comédia e tragédia. A peça se passa em pleno sertão nordestino. 
Um dedo por um dente - MA (Petit Mort Teatro) - 18h
Teatro João do Vale - 18h
Ficha Técnica
Direção: Igor Nascimento
Elenco:Nuno Lilah Lisboa e Luiz Ferreira
Iluminação: Igor Nascimento e Eliomar Castro
Produção: Leury Monteiro
Ilustração:Bart Rodrigues
Realição: Grupo Petit Mort Teatro
Sinopse:Procópio e Torquatro, duas caveiras, esperam um dia, finalmente, virar pó. Enquanto isso não acontece, uma trama se desenrola. Um dente foi perdido numa rodada de porrinha, um dedo foi levado por um cachorro. Nesse ponto o diálogo começa.
Pois é, vizinha - RS (Cia Solos e Bem Acompanhados)
Teatro Arthur Azevedo - 20h
Ficha técnica
Texto: Do original A Mulher Sozinha de Dario Fo e Franca Rame
Tradução do original/Una Donna Sola Roberto Vignati
Direção, adaptação e atuação: Debora Finocchiaro
Ator convidado: Tito grando
Cenografia:Rafael Silva
Iluminação:Fabrício Simões e Carlos Azevedo
Operação de luz: Leandro Pires
Operaçao de som: Antonio Perra
Figurino: Cléria Finocchiaro
Projeto gráfico:Eloar Guazelli Filho e Cléo Magueta
produção: Márcio Gobato e Deborah Finocchiaro
Assistência de produção: Victor Leal
Realização: companhia de Solos e Bem Acompanhados
Sinopse:Uma adaptação de Deborah Finocchiaro do texto "Una Donna Sola" , de Franca Rame e Dario Fo (Prêmio Nobel de Literatura 1997), conta a estória de Maria, uma dona-de-casa trancadiada em casa pelo marido "gauchão" que é obrigada a suportar o conhuado semi-paralítico e tarado, o "voyeur" do prédio vizinho, o tarado do telefone e o apaixonado rapaz que é professor de inglês. Um dia se depara com uma vizinha do prédio em frente e desabafa. aos poucos, o simples cotidiano revela-se patético.

ESPETÁCULO DE RUA
Grande Circo de Variedade - MA (Cia. Chegança)`
Praça Nauro Machado - 17h
Ficha técnica
Roteiro e concepção: coletiva
Direção: Dathy Bezerra
Elenco: Afonso Barros, Dathy Bezerra
Participação: Andrea Alves
Caracterização: Dathy bezerra
Sonoplastia: Cibica
Sinopse:O grancirco é um sátira dos grandes circos do mundo. O resultado é a construção de um espetáculo de variedades, mesclando números acrobáticos, entrada de palhaços, reprises, malabarismos e um drama, baseado na lenda do sebastianismo da Ilha de Lençóis, costurando cenas divertidas.

Cidades do Maranhão que fazem aniversário em abril

5 – Timbiras
6 – Rosário
8 – Coroatá
10 – Colinas/Parnarama
12 – São Félix de Balsas
16 – Codó/Santa Quitéria do Maranhão
17 – Bacabal
19 – Vitória do Mearim
27 – Pedreiras
28 – Morros
29 – Grajaú/Riachão

Manchetes dos jornais

Estado
Atos e Fatos:Presidente do TCE mandará lista de fichas-sujas para justiça eleitoral
Jorna Extra:Máfia da agiotagem do Maranhão é suspeita de matar cliente no Piauí
Jornal Itaqui-Bacanga: Porque tantos assassinatos em São Luís?
Jornal Pequeno:PT impugna ministro Versiani no processo de cassação de Roseana
O Estado do MA:Má educação e estresse dominam trânsito de São Luís
O Imparcial:Crise na pediatria
Região
Diário do Pará:Tuberculose avança no Pará
Jornal do Commercio:Precisa-se de técnicos
Meio-Norte:Usina eólica abastece 70 mil em Parnaíba
O Povo:Fim da relação- As mentiras que eles e elas contam para dar o fora
Nacional
Correio:Empregos do futuro chegam a Brasília
Estadão:BC fecha cerco a marqueteiros para flagrar caixa 2 em eleição
Estado de Minas:Mais shopping no interior do que em BH
Folha:PF diz que Cachoeira usou servidor para contrabando
Globo:MP investiga 363 mortes suspeitas num só hospital
Zero Hora:Polícia investiga ação de PMs em milícia gaúcha