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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

FOLHA - A faca e o Sistema S


A equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), estuda, além de uma reforma previdenciária, um plano ambicioso de privatização e um redesenho da cobrança de impostos que tem provocado celeuma até mesmo no empresariado.
A controvérsia mais recente se dá em torno das contribuições obrigatórias —tributos, na prática— para o chamado Sistema S, que reúne entidades de serviço social e qualificação profissional como Sesi, Sesc, Senai e Senac, para citar algumas das mais conhecidas.
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção de“meter a faca” nesse gravame, incidente sobre as folhas de salários. Desagradou, como seria de imaginar, às federações e confederações patronais responsáveis pela gestão dos recursos, com os quais também se financiam.
Na ausência dessa espécie de imposto sindical, as ações do Sistema Steriam de ser bancadas por aportes voluntários das empresas. Existem boas razões a amparar tal objetivo. O processo para atingi-lo, entretanto, não se mostra simples.
O modelo em questão é resquício de um velho padrão corporativista de relacionamento entre Estado e setor privado no Brasil. Começou a ser criado nos anos 1940, sob Getúlio Vargas, a fim de financiar a educação técnica, quase inexistente. Expandiu-se de modo notável, mas constitui um anacronismo.
Passou o tempo de recorrer a tal artifício extravagante para financiar escolas, pois atualmente existe oferta de ensino público e privado. Representações sindicais, por sua vez, devem ser mantidas diretamente pelos interessados, como já indica a reforma trabalhista aprovada em 2017.
Com receita anual de cerca de R$ 200 bilhões, o Sistema S também apresenta vícios como a prestação de contas deficiente e a perpetuação de dirigentes.
No entanto o mesmo aparato oferece serviços relevantes —e, em geral, de boa qualidade— nas áreas de assistência social, lazer e atividades culturais. O corte súbito das verbas provavelmente afetaria milhões de brasileiros.
Convém, pois, estudar um programa gradual de privatização das entidades, que se faça acompanhar de transparência na gestão dos recursos compulsórios que recebam.
Como qualquer tributo, as contribuições que as sustentam têm impacto sobre a eficiência econômica —no caso, encarecem a contratação de mão de obra. Seus benefícios, porém, não são de usufruto geral. Cumpre deixar tais custos mais evidentes para a sociedade.
Ao governo Bolsonaro caberá definir prioridades e uma estratégia política para fazer avançar as medidas urgentes, como a reforma previdenciária. Por ora, o presidente eleito e seus auxiliares parecem dispersar energias ao abrir muitas frentes de conflito simultâneas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Presidente há 30 anos da Fecomércio, Arteiro ficará mais 4 anos no cargo

    O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão, José Arteiro da Silva, será reconduzido ao cargo para cumprir mandato de mais quatro anos. Arteiro é presidente da Fecomércio há 30 anos. Quando assumiu o comando da entidade empresarial Sarney já era cacique no estado. Uma façanha.
    
Em agosto a Fecomércio completa 61 anos de fundação. Metade desse período esteve sob comando de José Arteiro. Reeleito estará à frente da entidade até 2018. O presidente da diretoria da federação dirige também os Conselhos Regionais do Sesc e do Senac. Também representa o estado na Confederação Nacional do Comércio. Em 2010, quando foi eleito para conquistou o sétima mandato, 
   
Arteiro justificou o mandato longevo a projetos considerados prioritários, como a construção da nova sede na Avenida dos Holandeses, no bairro nobre do Calhau.

    O pleito, que acontece na terça-feira, 29, entre as 10 e 16 horas, caminha para ter chapa única.  Tem direito a votos 19 sindicatos, sendo oito de São Luís, dois de Caxias, dois de Imperatriz, um de Bacabal, um de Açailândia e um do sul do Maranhão. Os demais são representações estaduais,