Mostrando postagens com marcador Ricardo Murad. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ricardo Murad. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Estadão - PF pede prisão de ex-secretário de Roseana


Ricardo Murad, alvo da Operação Sermão aos Peixes, seria 'mentor de organização criminosa' para fraudes com recursos do Fundo Nacional de Saúde; Polícia Federal apura vazamento da investigação e incêndio em local que seria alvo de buscas

Julia Affonso, Valmar Hupsel Filho, Ricardo Galhardo e Andreza Matais
A Polícia Federal informou nesta terça-feira, 17, que pediu à Justiça Federal prisão preventiva do ex-deputado estadual Ricardo Murad – cunhado da ex-governadora do Maranhão Rosena Sarney (PMDB) – sob suspeita de desvios de recursos destinados à Saúde, entre 2010 e 2013. Murad é alvo da Operação Sermão aos Peixes. Ex-secretário de Saúde na administração Roseana, ele foi conduzido coercitivamente para depor na sede da PF em São Luís. Os federais fizeram buscas na residência de Murad, onde recolheram 20 quadros e obras de arte. Também foi apreendido o veículo de luxo dele, uma Toyota SW 4.
A PF atribui a Murad o papel de ‘mentor e comandante de organização criminosa’ que desviou pelo menos R$ 1,2 bilhão dos recursos do Fundo Nacional de Saúde destinados ao sistema de saúde do Maranhão. “Já pedimos a prisão dele (Murad) no primeiro monento e insistimos nesse pedido. Cabe à Justiça decidir. Existe o pedido. A avaliação cabe ao Judiciário”, informou o delegado Sandro Jansen, coordenador do Núcleo de Operações da PF no Maranhão.
Segundo Jansen, a pedido da PF, a Justiça Federal expediu 12 mandados de prisão preventiva, 26 de condução coercitiva e 56 de buscas. A Justiça decretou o sequestro de bens dos investigados e bloqueio de contas de empresas no montante de R$ 100 milhões e de pessoas físicas, inclusive Murad, no total de R$ 10 milhões.
Segundo o delegado Sandro Jansen, coordenador do Núcleo de Operações da PF no Maranhão, de um total de R$ 2 bilhões a gestão Murad na Saúde teria desviado 60%. Parte do montante supostamente desviado teria financiado campanhas eleitorais. “A hipótese não está descartada”, informou a PF.
A PF informou que investiga o caso desde 2012, mas só agora desencadeou a operação ‘porque é uma Polícia que respeita regras’. Segundo a PF, Sermão aos Peixes ‘é um trabalho lento, um tabalho de formiguinha, sob pena de praticar uma injustiça contra quem não tem envolvimento’.
A assessoria de Ricardo Murad comunicou que ele não iria se manifestar sobre a Sermão aos Peixes, da qual é alvo. A defesa assinalou que o cunhado de Roseana não tem conhecimento do conteúdo da investigação.
A Operação Sermão aos Peixes mobilizou 200 agentes e delegados da PF.
A PF apura vazamento de informações da investigação. Há alguns meses, ocorreu um incêndio em um local que seria alvo de buscas. Os federais suspeitam que integrantes da organização que desviou verbas da saúde tentaram destruir provas.
Na segunda-feira, 16, a PF teve que antecipar a Sermão aos Peixes por suspeita de vazamento de informações sigilosas. As primeiras ordens de buscas foram cumpridas.
Auditoria especial da Controladoria-Geral da União  ‘encontrou falhas e desvio de verbas em terceirização da gestão hospitalar do Maranhão. A CGU  realizou a fiscalização no Maranhão a partir de solicitação da Polícia Federal, para apurar supostos desvios de recursos da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da terceirização da gestão hospitalar da rede pública estadual. O relatório serviu como base de informações para a operação especial Sermão aos Peixes.
Os técnicos da CGU fizeram análise de dados do período de 2010 a 2013 e apontaram  a existência de ‘uma cadeia de irregularidades na aplicação dos recursos aportados ao Fundo Estadual de Saúde’. As constatações da auditoria apontaram para um prejuízo potencial de mais de R$ 114 milhões de reais.
.

Entre as irregularidades auditadas está a montagem dos processos e direcionamento das contratações que deram origem aos Termos de Parceria e Contratos de Gestão celebrados com a Ong Instituto Cidadania e Natureza (ICN) e com a OSCIP Bem Viver – Associação Tocantina para o Desenvolvimento da Saúde, gestoras das unidades hospitalares do Estado do Maranhão.
Foram celebrados 19 Contratos de Gestão e 20 Termos de Parceria, referentes a 42 unidades de saúde, pactuados entre a Secretaria de Estado da Saúde e as organizações do terceiro setor, movimentando mais de R$ 1,8 bilhão de reais do Fundo Estadual de Saúde entre 2010 e 2013, referentes ao aporte do SUS e à contrapartida estadual. As duas organizações do terceiro setor contrataram sem licitação empresas de diversos ramos de atividade para prestarem serviços nas unidades hospitalares.
A auditoria encontrou ainda indícios de combinações prévias entre a Secretaria de Estado da Saúde e as entidades gestoras na contratação dessas empresas. “Uma característica comum nos processos é a celeridade com que os atos administrativos eram praticados”, assinala a CGU. No mesmo dia eram assinados: requisição de contratação de entidade do terceiro setor; despacho para assessoria jurídica; parecer jurídico; e ofícios de solicitação de proposta para três entidades; ou ainda: despacho para assessoria jurídica; parecer jurídico; autorização para contratação; e termo de parceria.
“O ICN e a Bem Viver recebiam recursos, provenientes da cobrança de uma taxa de administração, destinados a custear suas despesas administrativas para as quais não foi apresentada nenhuma comprovação de aplicação, num montante de R$ 73 milhões, para as duas organizações”, destaca a Controladoria. “As análises das movimentações financeiras demonstraram também que parte dos valores pagos ao ICN foi localizada em contas de um dirigente da organização e de seus familiares, o que contraria a legislação de regência e o estatuto da organização, que impedem a distribuição de resultados e a remuneração de dirigentes, respectivamente.”
A CGU ressalta que empresas ‘foram duplamente beneficiadas com recursos públicos do Fundo de Saúde, contratadas pelo ICN e a Bem Viver sem participar de processos licitatórios ou seletivos e com pagamentos superfaturados em razão de contratos com valores acima dos de mercado, ou por serviços não prestados’.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Richard Nixon motiva guerra fratricida no PMDB do Maranhão

   
Richard Nixon atrás das grades, no Maranhão
Estão se estranhando feio na Assembleia Legislativa do Maranhão os deputados Roberto Costa, Andrea Murad e Sousa Neto, todos do PMDB. Murad e Neto mantém fortes laços familiares cujo elo é o ex-secretário de estado da Saúde, Ricardo Murad. No final da sessão desta quarta-feira, 6, Costa alertou a deputada para que não atirasse pedra em direção ao prefeito de Bacuri, Richar Nixon dos Santos (PMDB) - preso na terça-feira na operação Imperador que tenta desmontar o esquema de agiotagem  no Maranhão - , antes de olhar para dentro de casa.
    "Se fosse assim o ex-secretário Ricardo Murad estaria preso", disse Costa da tribuna da Assembleia. Andrea Murad, filha do ex-deputado estadual e ex-secretário de Saúde do Estado, havia se retirado do plenário. O deputado chamou atenção para a  mão de quem aponta ter três dedos em direção ao autor. Segundo Roberto Costa a "folha corrida" do ex-deputado estadual é uma ameaça à sua liberdade, se as acusações forem sempre fatídicas. 
    Roberto Costa afirmou ainda que há interesses pessoas dos Murad em afastar o prefeito de Bacuri e por em seu lugar o prefeito afastado, José Baldoíno Silva Nery (PP), cabo eleitoral dos Murad no município de indicadores sofríveis do litoral leste do Maranhão.
    Sousa Neto reagiu de maneira ríspida ao pronunciamento do colega. "Eu não preciso de ninguém para me defender na tribuna", disse Neto, genro do ex-deputado Ricardo Murad. Chegou a desrespeitar o regimento interno da casa, atitude comum entre os deputados de primeira viagem e veteranos empoderados.

domingo, 3 de maio de 2015

O Estadão: Gestão em família - As suspeitas que explicam a saúde do Maranhão




RICARDO GALHARDO, ENVIADO ESPECIAL - ESTADÃO CONTEÚDO
    Um copo de leite com biscoito a R$ 11, mais de 20 hospitais novos sem uso, superfaturamento de até 85% em serviços de saúde, equipamentos para exames de última geração parados por falta de espaço adequado, suspeita de uso de um helicóptero-ambulância na campanha da filha do secretário. Enquanto isso a população amarga o pior índice de mortalidade infantil do País e doenças do século passado como a hanseníase.
    Após quase 50 anos de domínio do clã Sarney no Maranhão, a "caixa-preta" do Estado começa a ser aberta por auditorias encomendadas pela atual gestão, que derrotou o grupo político da família do ex-presidente da República.
    Levantamento da Secretaria de Transparência e Controle - criada pelo governador Flávio Dino (PC do B) - nas contas da Saúde aponta sobrepreço de 45% a 85% nos contratos durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB), que deixou o governo em dezembro. Quem comandava a pasta da área era seu cunhado Ricardo Murad.
    Documentos obtidos pelo Estado mostram o pagamento de R$ 10,95 por um copo de leite com biscoitos à empresa Litucera Engenharia e Limpeza, que doou R$ 200 mil para a deputada estadual Andrea Murad (PMDB), filha do ex-secretário.
    Segundo o relatório parcial da auditoria, a Litucera era uma das 19 empresas contratadas sem licitação que aparecem em todas prestações de contas do sistema, o que, de acordo com os auditores, é indício de direcionamento das contratações.
    Em Coroatá - cidade governada pela esposa do ex-secretário, Tereza Murad -, os auditores encontraram equipamentos de oftalmologia na casa de amigos dos contratados. Lá, a CM Clínica recebeu R$ 288 mil para atender a demanda de cardiologia de modo ininterrupto, sete dias por semana, mas a empresa esteve presente no hospital somente dois sábados de janeiro, por apenas três horas cada dia.
    No Hospital Carlos Macieira da capital, o simples fato de o governo passar a contar as refeições servidas também pela Litucera - antes o repasse era por preço fechado, independentemente do volume - levou a uma economia de 10 mil pratos ao mês. Ali também se pagava R$ 10 por refeição independente do conteúdo do prato que, às vezes, era apenas uma fruta, um chá com biscoitos ou um copo de suco.
    As auditorias recomendam o ressarcimento de pagamentos indevidos, responsabilização dos gestores responsáveis e encaminhamento dos relatórios ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público de Controladoria-Geral da União para tomada das medidas cabíveis.
Primeiro Cunhado. Considerado o homem forte da segunda passagem de Roseana pelo governo do Maranhão, entre 2009 e 2014, Murad é alvo da Justiça desde 2005, quando era gerente de Desenvolvimento de São Luís e foi acusado de formação de quadrilha e fraude em licitação na contratação de uma empresa de segurança e limpeza.
    Na semana passada, a ex-procuradora-geral de Justiça Maria de Fátima Cordeiro se tornou ré em ação de improbidade por ter recomendado a exclusão de Murad, seu "aliado e amigo pessoal", segundo o Ministério Público, do processo.
    Embora tivesse um amplo gabinete na sede da secretaria, Murad costumava despachar no sofisticado hotel Luzeiros, o mesmo onde o doleiro Alberto Youssef foi preso pela Lava Jato, em março do ano passado.
    Um episódio rumoroso envolveu Murad e sua filha, a deputada Andrea Murad, na campanha de 2014. No dia 17 de setembro, ela fez um comício na cidade de São João dos Patos. No mesmo dia, segundo registros da Secretaria de Saúde, o pai usou um helicóptero locado pelo governo para transporte de pacientes em um pacote de R$ 15 milhões por ano para ir até a cidade. No dia seguinte, o helicóptero sofreu uma pane e fez um pouso de emergência numa fazenda em Presidente Dutra. Os órgãos de imprensa da família Sarney noticiaram que Andrea estava com o pai na aeronave. Ela nega enfaticamente a acusação, que virou motivo de debates na Assembleia Legislativa. Segundo registros, das 40 viagens feitas em setembro de 2014, 17 foram no trajeto São Luís-Coroatá, base política dos Murad.
    Ao assumir em 2009, Roseana anunciou um ambicioso projeto de construção com verbas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 72 hospitais de pequeno, médio e grande portes.
    Do total, 42 foram entregues a toque de caixa. Pelo menos cinco deles foram devolvidos pelas prefeituras e estão abandonados por falta de verbas para manutenção, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) não financia o custeio. Outros 17, alguns com obra em fase adiantada, também estão parados.
    Em janeiro o BNDES suspendeu os repasses para 27 obras de saúde no Maranhão. Nenhuma delas tinha aprovação da vigilância sanitária, entre outras irregularidades. Destas, 15 foram iniciadas entre abril e setembro de 2014, quando a disputa eleitoral já estava em curso. Algumas estão em fase final de execução, com mais de 80% dos serviços realizados. Ao todo, foram pagos até agora R$ 110 milhões nessas 27 obras. "Vamos readequar o perfil de atendimento desses hospitais de acordo com as orientações do SUS. Não sei explicar o motivo dessa opção. Pode ser incompetência técnica ou motivação política", diz o atual secretário de Saúde, Marcos Pacheco.
Símbolo. A Secretaria de Transparência e Controle realizou uma auditoria específica no Hospital Carlos Macieira, o maior e mais importante do Maranhão, que leva o nome do pai de dona Marly - mulher de Sarney - e passou por uma série de reformas desde 2009 orçadas inicialmente em R$ 38 milhões, mas que até hoje, quatro contratos e muitas irregularidades depois, já consumiram R$ 158 milhões.
    Com 174 leitos comuns e 48 de UTI, o hospital representou um avanço extraordinário no atendimento médico do Maranhão, mas apresenta falhas graves de projeto e construção.
    Equipamentos caros, como um aparelho de hemodinâmica da marca Siemens, avaliado em R$ 2 milhões, estão parados em um almoxarifado.
    O governo pagou R$ 180 mil pela instalação de cada um dos cinco elevadores, mas há mais de três anos apenas um funciona no prédio de cinco andares. A rede elétrica precária, com frequentes oscilações, coloca em risco aparelhos caríssimos.
    Outro problema grave diz respeito ao encanamento. Malfeito, provoca inundações a cada chuva. A estação de tratamento de lixo hospitalar de última geração nunca funcionou. O lixo e esgoto são despejados em um manguezal. Há três anos, funcionários sem qualificação tentam consertar o sistema de esterilização ultravioleta e acabaram na ala oftalmológica com danos na vista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ex-secretário ataca sucessor dos Sarney

Para Ricardo Murad, auditorias do governo Flávio Dino estão contaminadas por clima eleitoral

    O ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad nega ter cometido qualquer irregularidade à frente da pasta. O cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) defende sua gestão acusando o atual governador, Flávio Dino (PC do B), de usar as auditorias para fomentar o clima de disputa política que deveria ter se encerrado com as eleições de 2014. 

    “Flávio Dino deveria começar a trabalhar e parar de agir como se ainda estivesse em campanha”, afirma Murad, por meio de uma nota.
    Segundo ele, a gestão da Saúde no governo Roseana Sarney foi feita “dentro da legalidade”, as acusações de Dino são “infundadas e sem sentido” e os novos contratos firmados pelo governador, que resultarão em uma economia anual de R$ 285 milhões, colocam em risco o atendimento à população. “No novo processo licitatório, o grande vencedor foi o ICN, instituto que já atendia a secretaria, que passou a dividir os lotes com instituições de outros Estados. Após a divulgação dos resultados, os vencedores já exigem repactuação dos valores para assinar os novos contratos alegando que no edital não previram servidos existentes ou terão que reduzir o atendimento”, diz a nota enviada ao Estado.
    Murad também defende as obras realizadas no Hospital Carlos Macieira. “O hospital de alta complexidade funcionou, até dezembro, com atendimento de excelência, o que se refletia na assistência dada aos pacientes”, diz o ex-secretário.
    De acordo com ele, Dino fez um desmonte da estrutura pública de saúde, “entregando a pessoas sem nenhuma qualificação, que apresentam como credenciais parentescos e apadrinhamentos políticos”.
    A deputada Andrea Murad (PMDB) nega o uso do helicóptero alugado pela Secretaria de Saúde em sua campanha. Embora admita que seu pai foi ao comício do dia 17 de setembro em São João dos Patos, ela diz, por e-mail, que viajou em um avião Seneca alugado pela campanha.
    Segundo ela, as doações feitas pela fornecedora do governo Litucera são legais e suas contas foram aprovadas.
    Considerada uma das mais atuantes parlamentares de oposição ao governo Dino, Andrea acusa o governo de tentar intimidá-la. “As denúncias apresentadas são fatos distorcidos e criados pelo grupo político do atual governo como estratégia de perseguição, mas isso não me intimida”, afirma a parlamentar em sua nota.
Por dentro da casa dos mandatários
'Estado’ tem acesso ao interior da ala residencial do Palácio dos Leões, sede da administração do Estado do Maranhão
    Decoradores que tiveram acesso ao interior do Palácio dos Leões, sede administrativa e residência oficial dos governantes do Maranhão, dizem que as adegas climatizadas para centenas de garrafas de vinho, salão de beleza e até uma cama com ajustes elétricos incorporados com o tempo não combinam com o mobiliário estilo clássico francês dos séculos XVIII e XIX.
    O contrate que salta aos olhos de quem visita o interior do palácio, porém, é do luxo disponível aos mandatários maranhenses em comparação à miséria do Estado, que tem o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, à frente apenas de Alagoas.
Área residencial do Palácio dos Leões José Sarney, em Maranhão
Área residencial do Palácio dos Leões José Sarney, em Maranhão
    O atual governador Flávio Dino (PC do B), que venceu o clã Sarney nas eleições do ano passado, reluta em se mudar para o local. Ele ordenou que as estruturas fossem desmontadas e ainda estuda qual destino será dado às peças dos antecessores.
    Roseana Sarney, última moradora do local, afirma que praticamente tudo já estava lá quando foi governadora – ela teve um primeiro mandato de 1995 a 2002; depois governou de 2009 a 2014.
Escadaria dentro do Palácio dos Leões José Sarney, no Maranhão
Escadaria dentro do Palácio dos Leões José Sarney, no Maranhão
História. O primeiro registro de edificação no local é de 1612, quando os franceses construíram ali o Forte São Luís, em homenagem ao rei Luís IX, que até hoje dá nome à capital maranhense. Três anos depois, quando os portugueses expulsaram os franceses, o nome foi alterado para Forte São Felipe. Desde 1624, o local serve de moradia para governadores e sede do governo.
    Além da importância arquitetônica, o Palácio dos Leões guarda rico acervo artístico no qual se destaca a coleção de 18 mil gravuras do escritor maranhense Artur Azevedo comprado pelo governo do Estado em 1910, dois anos depois de sua morte.
    Segundo registros, a coleção inclui reproduções de obras de mestres da pintura como os holandeses Rembrandt e Peter Rubens e do espanhol Diego Velásquez. As obras, no entanto, estão desaparecidas. Desde a posse de Dino, a curadoria do palácio executa um trabalho de catalogação e restauração do acervo. 
    Além das gravuras, se destacam pinturas de artistas brasileiros como Victor Meireles e Antonio Pereira.
    Enquanto não decide se vai se mudar para o palácio, o atual governador já usou o local para receber políticos importantes como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB). Na quinta-feira passada, foi surpreendido por assessores e parentes com uma festa pelo seu aniversário de 47 anos nos jardins do local, de onde se pode avistar as palafitas miseráveis da Ponta da Areia.

sábado, 27 de setembro de 2014

São Luís limpa praias sem estação de tratamento

    Por obra do milagre ou prestidigitação, somente um ponto das praias da região metropolitana de São Luís está impróprio para banho, segundo monitoramento realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública, Lacen, da Secretaria de Estado de Saúde. O ponto impróprio fica na Praia de São Marcos, próximo à casa do presidente Sarney e de prédios habitados pela classe média e emergente que votam (é claro) em Dilma.
    O milagre processado é que desde quando foi constatado a impropriedade das praias de São Luís para o banho nenhuma estação de tratamento entrou em operação. As estações são alvo de investigação pelo Ministério Público Federal. Diante do resultado salubre das praias, estação de tratamento virou artigo de luxo de ambientalistas afetados.
    O banhista Ricardo Murad, cunhado da governadora e secretário de estado da Saúde, deve deixar como herança para o próximo governo uma estação pela metade na cabeceira da ponte do Caratatiua, numa área de manguezal suprimida. A obra, financiada pelo Governo Federal, patina há mais de dois anos com os devidos aditivos.
    A poluição das praias e o tratamento do esgoto sanitário de São Luís não foi nem mesmo tangenciado no debate eleitoral este ano.




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Direção da Caema insatisfeita com superpoder de Ricardo Murad

    O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Caema, João Reis Moreira Lima, reclama da centralização de recursos mantida pelo secretário de estado de Saúde, Ricardo Murad. A insatisfação de Moreira Lima é compartilhada pelo diretor de operações da empresa de economia mista, Cristovam Teixeira Filho. Este último não se contém em comentar a irregularidade do superior. Assim se manifestou durante festa em que compareceu na casa de um desembargador aposentado durante no final de semana passado.
    Entre a casa do secretário de Saúde, no bairro do Olho D´Água, e a do ex-ministro do Turismo do governo Dilma Roussef, deputado federal Gastão Vieira, candidato ao Senado, um esgotos repele os turistas que se aventuram a um banho na Praia do Olho D´Água, uma das mais tradicionais de São Luís.
Morador do Olho D´Água, Zé Luiz mostra esgoto desembocando na praia


    Quando ministro, Gastão Vieira destinou R$ 30 milhões para despoluição das praias. Além de não despoluir os recursos foram parar na conta da Saúde de Ricardo Murad. Os aliados de Dilma e Roseana dizem que o dinheiro nunca veio. Estando sob a hora (ressuscitando o comunicador Jairzinho), Ricardo e Roseana tentam tocar as obras de uma estação no bairro do Ipase, na margem do rio Anil, cuja construção abriu uma clareira em uma área de mangue. Gastão desvia do assunto em seu programa eleitoral, preferindo abraçar Dilma como se fosse um ursinho de estimação da durona.
    O orçamento para as obras de implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de São Luís ultrapassa R$ 63 milhões. O valor da obra da estação do Ipase é de R$ 4 milhões. Os recursos são da Caixa e a empresa executora das obras do sistema é a Caema.
Obra com recursos da Caixa corre contra o tempo no governo Roseana

    Por determinação de Murad, os recursos repassados pelo Governo Federal destinados ao saneamento são depositados em conta da Saúde, quando deveria ser em uma específica da Caema.
    Moreira é engenheiro civil do quadro da Caema há 28 anos. Dos 217 municípios do Maranhão, a Caema está presente em 140. Nestes, a missão de saneamento básico é descumprida solenemente. Em apenas 9% das zonas urbanas destes municípios existe rede de esgoto sanitário. Estação de tratamento nem na capital. A promessa de fazer funcionar as estações de tratamentos passou assim que deixou as manchetes dos jornais e televisão o elevado nível de poluição das praias em São Luís.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

FRASE DO DIA

    "Algumas pessoas podem até pensar que é ingenuidade, mas eu acredito que a política é única forma de mudar o mundo e transformar a vida das pessoas. Então, é um desafio muito grande e sempre foi desde pequenininha. É a minha vontade, ninguém me mandou, ninguém me obrigou, estou aqui porque eu quero e porque gosto".

Andréa Murad, candidata a Assembleia Legislativa, ex-candidata a prefeita de Coroatá, filha do deputado estadual licenciado, secretário de estado da Saúde, ex-prefeito de Coroatá e cunhado da governadora Roseana Sarney, Ricardo Murad; e da prefeita de Coroatá, ex-deputado estadual Tereza Murad.

PS- A ingênua filha do secretário de Saúde declarou que pretende gastar R$ 5 milhões na campanha para deputada estadual. Contratou o marqueteiro Duda Mendonça para comandar o marketing de sua campanha, o publicitário que orientou a eleição da mãe em Coroatá em 2013.

Eleições 2014: Debochando do eleitorado do Maranhão


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Maranhenses estão buscando serviço de parto no Piauí

    Maranhenses estão dando à luz no Piauí. A informação de que mulheres maranhenses estão procurando a rede de saúde do SUS do Piauí para parir foi revelada pela presidente da Comissão Intergestores Bipartite, CIB, Iolete Soares de Arruda. Ela citou o caso durante reunião extraordinária da entidade representativa para discutir a dívida do estado do Maranhão com o vizinho gerada por atendimento a pacientes.
    O secretário de saúde do Maranhão, Ricardo Murad, presidiu a reunião. Murad afirmou que a suspensão do atendimento a pacientes provenientes do Maranhão desde dezembro do ano passado pela rede do SUS do Piauí é uma decisão meramente político. "O governador do Piauí e o prefeito de Teresina estão junto nisso, disse Ricardo Murad aos secretários de saúde e prefeitos de municípios maranhenses no auditório do Hotel Luzeiros. O hotel é local cativo do secretário para despacho.
    Murad também afirmou que há uma rede de falsificadores de fichas de encaminhamentos em Teresina de plantão para lesar os cofres públicos do Maranhão. O Piauí está cobrando uma dívida do Maranhão em relação a atendimento realizado entre maio e setembro de 2011.
Cerca de 38 municípios maranhenses que estão na região de fronteira com o Piauí acorrem a capital piauiense em busca de atendimento. Não somente de alta complexidade, mas também de média e até de urgência e emergência, como é o caso de Timon.

    O secretário Ricardo Murad apela para o sentido de universalização do sistema de saúde propugnado pelo SUS na tentativa de desmerecer a dívida. Contesta os números com ameaça de auditoria, mas empurra parte da dívida de cerca de R$ 700 mil para os cofres do erário de São Luís. 

    A estratégia de Murad é esvaziar São Luís mediante a devolução do teto de atendimento a casos de alto complexidade dos municípios maranhenses na fronteira com o Piauí. A conotação política da medida é clara como o discurso da prefeita de São João do Sóter que repetiu a mensagem ufanista do senador José Sarney sem mais nem meno em uma reunião para tratar de assunto prementes da saúde do Maranhão. 


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Histórias da política no Maranhão

    Por volta das 19 horas do domingo, dia 3 de outubro de 2010, vozes de diferentes timbres e intensidades ecoavam na sala entrecortando silêncios de sobressaltos, a cada número transmitido por telefone. Do outro lado da linha a voz informava a votação da candidata à reeleição Roseana Sarney ao governo do estado do Maranhão em vários municípios do Maranhão.
    Como na corrida de cavalos, nos elegantes joquéis clubes, a todo momento a situação caminhava para o foto-chá, descrição do pedacinho do focinho do animal que o coloca em vantagem sobre o adversário. No caso, o salão nobre era o comitê do deputado estadual, também candidato à reeleição, Ricardo Murad, no bairro do Calhau.
    No meio de um  zigue zague entre a  vitória e uma decisão levada para o segundo turno,, Murad disparou um telefonema: "Madeira, segunda-feira eu vou aí para a gente conversar!", comunicou com intimidade ao prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB).
    Desligou o telefone e retornou a mergulhar na expectativa. Quando se concretizou a vitória pela voz do outro lado do telefone, Murad passou a comemorar.
Nesse intante tocou o telefone do deputado reeleito. "É o Madeira!", informaram-no. Ricardo, soleneimente, ignorou a chamada.