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domingo, 21 de agosto de 2016

Grupos maranhenses participam do 40º Encontro Nacional de Folguedos em Teresina (PI)

   
    Nove grupos folclóricos do Maranhão participam até este domingo, 21, do 40º Encontro Nacional de Folguedos  promovido pela Secretaria de Cultura do Piauí na Vila Olímpica do Albertão. Todos se apresentam no Palco Bumba-meu-boi. Além dos grupos foclóricos maranhenses, Fabrícia e banda se apresentaram na abertura da programação, na sexta-feira, 19,  no palco Cabeça de Cuia.
    Os grupos de bumba-meu-boi Dominante da Ilha e Brilho de Nazaré, ambos de Timon, participaram do primeiro dia do encontro, na sexta-feira,19. No sábado foram os bois Precioso e Mimo de São Jorge, da mesma cidade. Neste domingo serão cinco os representantes do Maranhão entre as atrações do encontro. O encerramento do XL Encontro Nacional de Folguedos será na segunda-feira, 22, com realização de concurso de fantasia. As premiações variam entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
Palco Bumba Meu Boi 
Dia 21.08 (Domingo)
19h00- Bumba meu boi Brilho da Ilha – Timon-MA;
20h00 – Bumba meu boi Riso da Mocidade – Timon-MA;
21h30 – Bumba meu boi Brilho da Noite – Timon-MA;
23h - Companhia de Dança Portuguesa - São Bernardo-MA;
00:00- Bumba meu boi Raízes do Maranhão – Timon-MA;

sábado, 20 de agosto de 2016

Calendário: João Chiador completa 78 anos de cantoria

   
Um dos 12 LPs gravador por Chiador na Maioba

    João Costa Reis, filho de Cândido Bento dos Reis, cantador do Boi de Maracanã, e Clara Costa Reis, neto de Euzébio Costa, completa 788 anos de idade neste sábado,20 de agosto. No bumba-meu-boi, ele é João Chiador.
    "Nasci para cantar boi", afirma João Chiador. O pai cantador, o irmão cantador, o avô cantador, João diz que é cantador ainda na barriga da mãe. Por 32 anos, Chiador foi cantador do Boi da Maioba. Hoje está no Boi de São José de Ribamar. Iniciou em Tajaçuaba, cantou no Boi de Maiobinha. Foi lá o primeiro oficialmente como cantador. Convidado por Luís Gonzaga Danavó, foi para a Maioba. O apelido de Chiador veio da Maiobinha, quando fazia uma apresentação no Bairro de Fátima e o som chiava muito.
    Para sobreviver vendia carne, galinha, camarão nas ruas de São Luís. Cantador da Maioba, tentou ser vereador em São José de Ribamar. Perdeu. Apenas nove votos na Maioba e trinta e poucos na sede de Ribamar. Como cantador da Maioba gravou doze elepês.  Em 93 deixou a Maioba e se transferiu para o Boi de Ribamar. têm quatro LPs e seis CDs gravador com o batalhão de São José de Ribamar..
    Quando festejou cinco décadas de dedicação à cantoria, recebeu homenagem do escritor José Ribamar Sousa dos Reis na série Memória da Cidade (FUNCMA) com o livro-CD "João Chiador, 50 anos de glória:meio século de cantoria". O CD tem participação de Zeca Baleiro e Alcione Nazareth.
    O irmão, Anjo Reis (Ângelo Costa |Reis), antecedeu Humberto no Boi de Maracanã, primo de Chiador.
Biografia do cantor com



Toada de Chiador
LENDAS ENCANTADAS

Maranhão eu te amo Maranhão A minha terra querida
tem muita história pra contar
é Athenas brasileira que o poeta assim dizia
terra de literatos, candomblé e encantaria. 
Na Fonte do Ribeirão
tem uma serpente que rodeia a Ilha
no Itaqui é casa de Oxalá
Ponta D´Areia, morada de Iemanjá.
Lá na praia dos Lençóis
é o castelo do rei D. Sebastião
alta madrugada o Touro negro vadia
alegrando a sereia
nas noites de lua cheia.





domingo, 21 de setembro de 2014

Boi da Floresta de Mestre Apolônio realiza primeiro famtur durante ritual de morte

   


    O Boi da Floresta de Mestre Apolônio será o primeiro grupo de bumba-meu-boi do Maranhão a investir concretamente no turismo cultural do estado realizando neste domingo, 21, o primeiro famtur de um grupo folclórico. A apresentação "in loco" do boi ao trade local coincide com a realização do ritual de morte do boi do sotaque de pindaré ou da baixada.
Thaliene, filha do mestre Apolônio Melônio, na laboratório de infromática

    A organização do grupo folclórico com mais de 50 anos  vai além do endereço na rede de computadores (www.boidafloresta.org). Localizada no coração na Floresta (rua Tomé de Souza, 101), bairro da Liberdade, região de concentração das populações migratórias da Baixada Maranhense, a sede do boi abriga a moradia do mestre Apolônio Melônio e família; o Museu Comunitário da Floresta; o Projeto Floresta Criativa, um ponto de cultura do mesmo nome e uma biblioteca comunitária.
Rafael, companheiro de Thaliene em investimentos para o futuro

    Pelas dependências da casa espalham-se chapéus de penas de emas de brincantes, pandeirões de couro,caretas de cazumbás e os bois em couro bordado em seus devidos lugares: enfileirados à frente do altar de São João Batista.
   Durante nove dias, a cozinha e frente da casa - ao lado da única Igreja de Santo Expedito existente no estado - serão os pontos de convergência de brincantes e visitantes.  Meia dúzia de cozinheiras se revezam no fogão durante 24 horas. Da programação do ritual participam outros grupos folclóricos e artistas maranhenses. 
Altar de São João Bastista na sede do Boi da Floresta de Mestre Apolônio

     A ideia de realizar o fantur veio da filha mais nova do mestre Thaliene. É ela ao lado do namorado Rafael que injetam novo gás no grupo, renovando a tradição. Com o Projeto Floresta Criativa o grupo tem mantido valores inarredáveis, como a origem religiosa da brincadeira, e apontado na direção do futuro com realização de oficinas de inclusão digital para adolescentes da comunidade. Tem sido compensador, diz Thaliene.
Escada da casa 101 da rua Tomé de Sousa, Liberdade


    Apolônio é comendador cultural. Com 96 anos de idade consegue subir e descer a escada íngreme da casa pintada de verde e rosa, cores oficiais da brincadeira. Nascido em São João Batista, o mestre do folclore, comanda o grupo de bumba-meu-boi  desde 1972 e o tambor de crioula da floresta. O boi nasceu com o nome de Turma de São João Batista, homenagem do mestre a sua terra natal.


Programação deste domingo, 21: 
08 hs - Chegada do batalhão na sede;
09 hs - Cozidão para todos;
16 hs - Busca do Mourão;
19 hs - Ritual da Matança do Boi;
21 hs - Ladainha de São João;
22 hs - Atração artística  


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Festival resgata comédia do bumba-meu-boi de Zabumba

   
A comédia no Boi de Zabumba está sendo resgatada no Festival de Comédias de Bumba-meu-boi que acontece neste sábado, 12, paralelo ao 20º Festival de Bois de Zabumba, no Largo da Barrigudeira, no Monte Castelo. A promoção do evento é da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, em parceria com o Clube Cultural de Bumba-meu-boi de Zabumba e Tambor de Crioula do Maranhão. Integra o calendário de ações de salvaguarda do bumba-meu-boi, patrimônio cultural imaterial brasileiro desde 2011.

    O festival será aberto às 20 horas com apresentação dos bois Orgulho de Pinheiro e Capricho de União, do município de Santa Helena. Entre os grupos do sotaque em São Luís, a comédia desapareceu nas apresentações devido ao tempo estipulado por contrato com órgãos oficiais e  setor privado. 
    Participam do festival de zabumba o boi de Leonardo; Unidos Pela Fé; da Vila Passos; Capricho da Primavera; Laço do Amor; da Vila Ivar Saldanha; de Zabumba Orquestrado; da Vila Palmeira; Novo Capricho; Anjo do Meu Sonho; Capricho de Oliveira; Brilho da Paz; da Boa Vontade; de Romana; Dois Irmãos; de Guimarães; Sempre Seremos Unidos; da Fé em Deus e Unidos Venceremos.

    As comédias constituem pequenas histórias cômicas elaboradas coletivamente pelos brincantes, embora a maior parte da atividade dramática seja concentrada pelos personagens dos palhaços, conhecidos também como palhaceiros, Pais Franciscos, Catirinas, chefes da matança ou da palhaçada. 

    Segundo a  antropóloga Luciana, pesquisadora do Inventário Nacional de Referências Culturais do Bumba-meu-boi do Maranhão (INRC) realizado pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), com sede no Rio de Janeiro, órgão vinculado ao Iphan, “são eles quem, de fato, selecionam, elaboram e executam as performances a partir dos fatos, em alguma medida, experimentados pela coletividade de que participam, atuando assim como espécies de porta-vozes do grupo”.

    A Superintendência do IPHAN no Maranhão continuará executando, esse ano, ações de diagnóstico, apoio, fomento e promoção do bem registrado, dentre as quais oficinas, festival, seminário, encontro e projeto de educação patrimonial voltadas para a salvaguarda do Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão, registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2011 no livro de registro das Celebrações.

domingo, 4 de maio de 2014

São João 2014 - Boi da Madre Deus realiza segundo ensaio

Boi da Madre Deus16O batalhão da Madre Deus, o grupo de bumba-meu-boi do sotaque de matraca dos mais renomados de São Luís, realizou neste domingo, 4, o segundo ensaio este ano. Os próximos ensaios serão sempre aos domingos. No dia 11 de maio haverá uma programação especial com sorteio e tudo para os participantes.
Boi da Madre Deus27
Ronaldinho canta toada no segundo ensaio do batalhão de matraca
Com 60 pandeirões, o boi da Madre Deus tenta recuperar a fama do passado. Ainda permanece na linha de frente dos cantadores o lendário Mané Onça. Um neto dele, Ivaldo Onça,  participa do quarteto de cantadores de toadas completada por Miguelzinho e Ronaldinho, este último ex-Boi do Bairro de Fátima. Como convidado especial do cordão de cantores, Sabiá marcou presença e cantou toada no segundo ensaio. 
O presidente Jorge Coutinho espera que até o início do mês de julho o CD com 18 toadas esteja na mão. Cada cantador oficial participa com quatro toadas com o acréscimo de mais duas cantadas e de autoria de Sabiá. O boi da Madre Deus foi um dos primeiros grupos a estrear no mundo fonográfico gravando um LP. Este trabalho, gravado ao vivo e lançado pela Avanço, foi patrocinado pela Coordenadoria de Turismo e Cultura Popular da Prefeitura de São Luís.
Boi da Madre Deus - Jorge Coutinho
O presidente do Boi da Madre Deus, Jorge Coutinho
Mané Onça está no Boi de Maioba de 1962. Quando Jorge Coutinho nasceu, Mané Onça já estava com o maracá na mão comandando o batalhão de matraca. Segundo inscrição na fachada da sede do grupo folclórico, as origens do Boi da Madre Deus remonta o século XIX.
Jorge Coutinho está atrás de patrocínio para a temporada junina. Tem promessa da cerveja Proibida. Aguarda também a resposta de apoio da Potiguar para cobrir de cores vivas a sede.
Durante a semana na sede acontece oficina de bordados. Há um projeto inscrito na Lei de Incentivo à Cultura do governo do estado para instalação de oficinas mais ampliadas.
Boi da Madre Deus30No período junino o Boi da Madre Deus deverá percorrer o circuito da Baixada Maranhense. Estão confirmadas participações nos terreiros dos municípios de Pinheiro, Bequimão e Peri-Mirim. No ano passado o batalhão também realizou excursão pelo interior do estado.
Para a Baixada deverão seguir ao menos quatro ônibus carregando os brincantes e os dois bois do batalhão. Cada ônibus está sendo alugado por R$ 2 mil, um custo que Jorge Coutinho espera cobrir com a renda obtidas durante os ensaios e eventuais apoios culturais.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Boi de Guimarães vai a Cuba participar de festival

   
    Quando fevereiro chegar o bumba-meu-boi de Guimarães, sotaque de zabumba, vai desembarcar na ilha de Fidel Castro. Um grupo de 50 pessoas do boi do município situado nas reentrâncias maranhenses vai participar de festival de percussão folclórica.
     
    Será a terceira participação do grupo folclórico em viagens internacionais. Antes o boi de Guimarães esteve na Alemanha e na Jamaica. Nas ilha de Bob Marley, o grupo participou do estúdio Tuff Gong da gravação do último trabalho do cantor jamaicano Eric Donaldson. No carnaval deste ano, Donaldson volta a ilha de São Luís para participar do bloco do reggae do GDAM.
    O boi hoje está organizado na Associação Foclórica e Cultural Vimarense e conta com mais de 100 brincantes.