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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Museu do Bumba-meu-boi: Primeiro LP foi gravado ao vivo pelo Batalhão da Madre Deus


Baiantes: Manoel Pinto - Ari Lobo- Chico Porco-Tabaco-Orpila-Zepelin-Betinho-Hindu-Luis Chofer-Sapinho-Adolfo-Josias-Bico Doce-Valter-Galo-Bombeiro-Vavá-Manoel Onça-Roseno-Diquinho-Caveirinha-Joel-Zé Morais-Toinho-Nhô Cristo

"Bumba-meu-boi passando, parece gente rindo triste" - Observação feita por um negro morador do Maracanã.

    Este é o primeiro registro fonográfico do "Bumba-meu-boi do Maranhão. Aqui estão seus "pandeiros", suas matracas, seus tambores onça. Nada acrescentamos ou omitimos com medo de, com nossos sofisticados requintes, violentar sua pureza. Aqui está, portanto,  a "brincadeira" - intacta, inocente, inalterada, virgem.
    Esta é a abertura do texto do elepê, "Bumba meu Boi Gravado ao vivo", uma produção Anaço Gravações e Edições Musicias, Ltda por meio do convênio EEM, GB Coordenadoria do Turismo e Cultura Popular da Prefeitura de São Luiz. A foto da capa é de Mafra. 
    Neste disco é registrada a Matança, representação do auto do bumba-meu-boi.
    Tudo começava com o "Guarnecer", a meia distância do local de apresentação. É o arreunir, o arrumar. Em seguida vem o "Lá vai" que avisa que o cordão iniciou a apresentação. Depois é a vez o "Louvor", toadas improvisadas em homenagem ao dono da casa ou à época a alguma emissora de rádio. São estas as faixas do lado A.
    No Lado B está gravada a continuação da "Matança". Cazumbá trata sobre a compra do boi. Pai Francisco entra em cena. O boi é furtado. O Amo manda caçar o novilho, mas os vaqueiros voltam com as mãos abanando. Mas, os caboclos reais trazem o Pai Francisco preso.  O boi é encontrado doente. Um doutor é chamado que junto com Cazumbá tentam reanimar o animal. Finalmente o boi urra e todos cantam.
A festa continua então com as toadas de "Improvisos", fechando o disco, destacando que boi que se preza não volta ao rebanho antes do sol de fora. 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Boi de Guimarães vai a Cuba participar de festival

   
    Quando fevereiro chegar o bumba-meu-boi de Guimarães, sotaque de zabumba, vai desembarcar na ilha de Fidel Castro. Um grupo de 50 pessoas do boi do município situado nas reentrâncias maranhenses vai participar de festival de percussão folclórica.
     
    Será a terceira participação do grupo folclórico em viagens internacionais. Antes o boi de Guimarães esteve na Alemanha e na Jamaica. Nas ilha de Bob Marley, o grupo participou do estúdio Tuff Gong da gravação do último trabalho do cantor jamaicano Eric Donaldson. No carnaval deste ano, Donaldson volta a ilha de São Luís para participar do bloco do reggae do GDAM.
    O boi hoje está organizado na Associação Foclórica e Cultural Vimarense e conta com mais de 100 brincantes.