domingo, 18 de outubro de 2015

'Se eu tivesse os olhos da Rihanna pegaria muita gente', diz Alcione - mônica bergamo

Alcione tem 67 anos. Angela Maria, 86. Embora as duas estejam sentadas durante a passagem de som do show que irão fazer juntas numa tarde de quinta-feira, uma música faz com que elas se levantem: "Meu Ébano", hit lançado pela sambista em 2005 (dos versos "É! Você um negão de tirar o chapéu...").
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"Olha aí, ó, ela só queria que eu cantasse essa música pra poder levantar e rebolar", diz Alcione. Angela ri e agradece à colega pela participação no show em SP, que faz parte das comemorações do Dia do Idoso. Embora já esteja enquadrada na categoria, a sambista diz que não sente as dificuldades da idade.
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"Sabe o que é? É que eu me sinto muitíssimo bem. Eu não bebo, não fumo e não tenho vício nenhum. A única coisa que eu gosto é um charuto às vezes. É raríssimo, mas tenho em casa guardado", diz à repórter Marcela Paes antes do show. E logo começa a "quebrar o galho" se maquiando sozinha no camarim.
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Do lado de fora, o público que se agrupa é, em sua maioria, de idosos, mas três homens na faixa dos 25 anos destoam do resto pela idade e tom de voz -ligeiramente mais alto e animado. "Falei que você tinha que vir. Vai perder a diva, maravilhosa, Marrom?", diz um deles.
A "diva" tem, pela primeira vez em 44 anos de carreira, uma música na abertura de uma novela da Globo. "Juízo Final" está na trilha de "A Regra do Jogo". Composta por Nelson Cavaquinho em 1973, ela já tinha sido gravada por Alcione em 1999. E o pedido para a regravação, em nome de João Emanuel Carneiro, autor da trama, causou surpresa.
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Pensei: 'Gente, que bom gosto que esse menino tem'. Porque é tão difícil ver um clássico de Nelson Cavaquinho e desse povo [sambistas antigos] abrindo uma novela."
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O refrão da canção, em que ela estica a nota na palavra "sol", deu origem a brincadeiras nas redes sociais. "Eu acho engraçado! Não ligo. Os jovens conhecerem o Nelson Cavaquinho pela minha voz é o que eu gosto."
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Não se importa também com as comparações jocosas entre as extravagâncias em seu visual e o da caribenha Rihanna. "Não tem nada a ver, mas ela é linda. Tenho vontade de falar: 'Me empresta esses olhos?'. Ia pegar tanta gente com eles", ri ela, que se casou algumas vezes e não tem filhos. Ela tamborila na mesa as grandes e chamativas unhas postiças, assim como as da cantora pop. "As minhas são feitas de silicone, talvez as dela sejam desse mesmo jeito."
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Alcione também virou assunto na internet quando o americano Axl Rose, da banda Guns n' Roses, postou uma foto dos dois em um encontro no Nordeste, no ano passado. A cantora ganhou ainda um elogio do roqueiro, normalmente avesso a interações amigáveis. Ela retribuiu o dengo pelo Instagram: "Encontrei meu ídolo Axl Rose! Abracei, beijei, cheirei!".
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Neste ano, foi a vez de Marrom rasgar seda. Antes da apresentação dela no Rock in Rio, circulou vestindo uma túnica estampada com o rosto do vocalista. Novamente trocaram mensagens elogiosas. Uma caixa com a discografia inteira da sambista, enviada para a casa de Axl, nos EUA, selou a relação.
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"A túnica é linda, né? Que eu mandei fazer uma coisa bonita! Mas que rebuliço! Um menino lá do Piauí que faz as camisetas e já tinha feito uma maravilhosa com o rosto de Bethânia, e que ninguém tem, só eu. Aliás, vou usá-la no ensaio da Mangueira em dezembro [a cantora Maria Bethânia será homenageada pela escola carioca]", diz.
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O Carnaval já está na cabeça de Marrom. Além do investimento no figurino, a preparação física ("um regime mesmo, pode falar", diz ela, corrigindo a repórter) é um dos focos. Quer perder 15 kg.
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"Já tive cãibra na avenida no passado, não quero ter nesse ano. Vou comer muita banana, ficar mais magra e mandar bala [risos]. Quero ir no chão no enredo de Bethânia." Ginástica ela diz que "deteeeeeesta". "É ruim, hein? Mas como tenho varizes preciso fazer exercícios na piscina. Aí viro uma sereia."
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Natural do Maranhão, Alcione ama o Rio, onde vive desde os 20 anos. Apesar do gosto pelas "compritchas" -que na capital paulista são muito melhores, segundo ela-, a sambista diz que não conseguiria viver na cidade pela distância da praia. "Tenho axé com o mar. Passei dois meses em São Paulo e fiquei toda empelotada."
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Devo muito ao Rio, mas nunca deixei a essência de nordestina. Em casa tem que ter Guaraná Jesus, farinha d'água, camarão seco, rede montada... E minha festa preferida é São João. Não perco minha 'maranhancidade'!" Em seu lar, na Barra da Tijuca, também não falta material de bordado. "Mandei colocar o Netflix em casa. Fico vendo meus filminhos", conta, citando o serviço de vídeos.
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A ligação forte com o mar fez com que a cantora se indignasse com a tentativa do governo fluminense de coibir que jovens sem dinheiro pegassem ônibus para ir a praias da zona sul, como medida para combater arrastões.
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"Deus deu aquele marzão pra nós, e você pode sair de casa e ir tomar seu banho na praia sem maldade. Vá tomar seu banho, pegar seu sol e de repente encontrar um amigo que te pague uma cerveja. Eu não sou a favor de gente que vai à praia fazer baderna. Mas você não pode proibir. O mar é nosso. Esse mar é meeeeu [cantando]. É discriminação."
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Diz que atualmente, por ser conhecida, não sofre mais preconceito racial, mas que enfrentou a situação inúmeras vezes. "Cheguei a um hotel e fiz uma pergunta para o gerente. Eu estava muito bem vestida, porque tinha acabado de chegar de Paris. Aí um hóspede não gostou de me ver bem vestida. Ele olhou e disse: 'Ih, chegou o navio negreiro'. Não posso nem dizer aqui o que eu falei pra ele [risos]. Eu acabei com ele."
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Para Marrom, o país ainda lida com muitos problemas de intolerância, inclusive religiosa. Criada no catolicismo, ela agora pratica o espiritismo, mas flerta com a umbanda.
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"Isso é podre: uma pessoa não respeitar a outra por ser do candomblé, da umbanda ou do espiritismo. Porque esse é da Universal e aquele é católico. Que é isso, gente? Eu não gosto dessa confiança, de gente se metendo comigo e com a minha religião. O Estado é laico", diz.
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O tom é direto também na hora de tratar os fãs e os amigos. "Não sou muito de enrolação, mas não sou mal-humorada. Quase sempre tiro muitas fotos, só não gosto no aeroporto. Uma vez uma mulher ficou brava e me disse que eu era feia. Eu respondi: 'Mas sou talentosa, e você? O que faz da vida?'. Ah, não foi à toa que eu cheguei a 44 anos de carreira, 27 discos de ouro, cinco de platina e mais de 300 troféus."

Carta aberta - FERREIRA GULLAR

   
    Desculpe se em vez de uma carta pessoal escrevo-lhe na página de um jornal, tornando público o que tenho a lhe dizer. A razão disso é que o assunto que pretendo abordar nada tem de íntimo. Pelo contrário, diz respeito a todos nós. Trata-se de sua posição em face de tudo o que está acontecendo neste nosso país governado, há quase treze anos, pelo seu partido, o PT.
    Entendo que você, a certa altura da vida, tenha acreditado que Lula era um verdadeiro líder operário e que, como tal, conduziria os trabalhadores e o povo pobre na luta pela transformação da sociedade brasileira, a fim de torná-la menos injusta.
    Era natural que fizesse essa opção, uma vez que lutar contra a desigualdade sempre fez parte de seus princípios. E muita gente boa, antes de você, também pusera sua esperança neste novo partido que nascia para mudar o Brasil. Alguns dos mais notáveis intelectuais brasileiros fizeram a mesma escolha que você.
    É verdade também que, com o passar dos anos, essa convicção se desfez: Lula não era o que eles pensavam que fosse, e o seu partido não se manteve fiel ao que prometera. Mas você, não, você continua confiando em Lula e votando em todos aqueles que Lula indica, ainda que não os conheça ou, o que é pior, mesmo sabendo que não são nenhuma flor que se cheire.
    Sei que há petistas mais cegos que você, como aqueles que foram às ruas para tentar impedir a privatização da Telefônica, alegando que se tratava de uma traição ao povo brasileiro. Lembra-se? Pois bem, a privatização foi feita e, graças a ela, o faxineiro aqui do prédio tem telefone celular. Mas, quando alguém fala disso, você muda de assunto.
    Sei muito bem que política é coisa complicada. A pessoa defende determinada posição do seu partido, discute com os amigos, briga e, depois, aconteça o que acontecer, não dá o braço a torcer.
    E, às vezes, chega ao ponto de defender atitudes indefensáveis, mas que, por terem sido tomadas por Lula, você se sente na obrigação de justificar. Por exemplo, quando Lula abraçou Paulo Maluf, quando se aliou ao bispo Edir Macedo, fazendo do bispo Crivela ministro do seu governo e quando viaja à custas da Odebrecht.
    Não sei o que você diz a si mesmo quando, à noite, deita a cabeça no travesseiro. Como justificar o mensalão? Você poderia acreditar que Delúbio, tesoureiro do PT, tenha armado toda aquela patranha, sem nada dizer ao Lula, durante os churrascos que preparava para ele, todo domingo, na Granja do Torto. Tinha de acreditar, pois, do contrário, teria de admitir que Lula foi o verdadeiro mentor do mensalão.
    Custa crer como você consegue dormir em meio a tanta mentira. E pior é agora, no chamado petrolão, que é o mensalão multiplicado por dez, já que, enquanto naquele a falcatrua era de algumas dezenas de milhões de reais, neste chega a bilhões. E, mesmo assim, consegue dormir? Não é para sacanear, mas você ainda repete aquele lema em que o PT dizia ser "o partido que não rouba nem deixa roubar"?
    Quero crer que, pelo menos nisso, você se manca, porque as delações premiadas deixaram claro que ele não apenas deixa, como rouba também.
    E a Dilma, que Lula tirou do bolso do colete e fez presidente da República, sem que antes tivesse sido sequer vereadora? Não chego a considerá-la paspalhona, como a chamou Delfim Neto, embora, com sua arrogância, tenha arrastado o país à bancarrota em que se encontra agora. Essa situação crítica a obrigou a adotar um programa econômico que sempre rejeitou e combateu.
    Mas, ainda assim, tem o desplante de dizer que esta crise é apenas uma transição para a segunda etapa de seu plano de governo. Noutras palavras: a primeira etapa foi para levar o país à bancarrota e a segunda, agora, é para tentar salvá-lo. Ou seja, estava tudo planejado!
    Não me diga que acredita nisso, camarada. 

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Crime leva medo a áreas nobres
O Imparcial: Crime revele envolvimento de adolescentes com facções criminosas
Região
Diário do Pará: Projeto Pedral do Lourenço será concluído em 5 anos
Jornal do Commercio: Medo em Caruaru
O Povo: Quem furtou 1.668 do Detran
Nacional
Correio: Crise demite e detrói sonhos a 313 km do DF
Folha: Levy deve sair caso resista a mudanças, diz presidente do PT
O Estadão: Isolado, Cunha perde apoio no Conselho de Ética
O Globo: Dilma faz cortes em sete programas sociais
Zero Hora: Desistir ou persistir, eis a questão

sábado, 17 de outubro de 2015

Péricles Rocha comemora 40 anos de carreira com exposição em Brasília

    


  

    Até 31 de outubro a galeria da Câmara  em Brasília segue com a exposição “Do popular ao erudito”, em comemoração aos 40 anos de carreira do artista plástico maranhense Péricles Rocha. A mostra foi inaugurada no dia 7 e pode ser vista gratuitamente no horário de funcionamento da Casa.


    São 26 telas inspiradas na cultura popular e nos ritmos nordestinos e concluídas ao longo de dois anos pelo artista maranhense. “São cores que eu trouxe do sertão. O ocre, o bege, o marrom das roupas dos vaqueiros, da nossa cultura sertaneja, são tons que trouxe para misturar”, diz Rocha.
    A coleção traz obras em que o artista faz referência ao sincretismo religioso, com imagens de anjos da Igreja Católica, cálices e espadas justiceiras. O trabalho também retratam os “sonhos de felicidade de uma gente que crê”.
    Péricles Rocha começou a pintar aos 8 anos na beira do Rio Parnaíba, na cidade de Benedito Leite, no Maranhão. Pintor, escultor, desenhista e ilustrador, ele cursou escultura na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro.
    A primeira mostra individual ocorreu em 1977, na Galeria Sérgio Milliet, no Rio de Janeiro. Entre 1978 e 1980, ilustrou o livro Poeta do Absurdo, de Orlando Tejo. Em 1982, estudou no Instituto Lorenzo de Médici, em Florença, na Itália. Rocha instalou, ao lado de outros artistas, o Centro de Artes Jupiaçu, em São Luís do Maranhão.
Exposição "Do popular ao erudito"
Em comemoração aos 40 anos de carreira de Péricles Rocha
Data: de 7 a 31 de outubro
Local: Foyer do Plenário da Câmara Legislativa do DF
Horário de funcionamento da Casa
Entrada franca

Cantora do Brasil - Ana Larousse (Curitiba -PR) faz turnê pelo Nordeste

    A cantora curitibana Ana Larousse inicia por Fortaleza (CE) a turnê de divugação do CD "Tudo começou aqui", lançado em 2013. Além da capital cearense Larousse vai passar por palcos montados em Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Salvador. Os shows seguem o formato voz e violão.
    Nas apresentações a cantora apresenta composições que podem fazer parte do segundo trabalho gravado.
    Ana Larousse é da turma de A banda mais bonita da cidade, grupo que ficou conhecido no país inteiro via youtube, e de Leo Fressato. Com ele, ela obteve reconhecimento do público pela música e clip de "Oração". Vinícius Nisi, da banda, assina a produção do segundo disco.
Ouça "Uma canção para um amor dormir" com Ana Larousse



Charge do dia - MIGUEL (Jornal do Commercio)


Combate à corrupção entra em campo

    O combate à corrupção entra em campo no jogo entre Fortaleza e Brasil de Pelotas, neste sábado (17), pela Série C do Campeonato Brasileiro, na Arena Castelão. O time cearense está apoiando a campanha “10 medidas contra a corrupção”, encampada pelo Ministério Público Federal (MPF).
    No início da partida, jogadores vestirão a camisa da campanha e exibirão faixa pedindo o apoio dos torcedores para que a legislação brasileira seja aprimorada para tornar mais eficiente o combate à ação de corruptos. Será a terceira vez que o Fortaleza entra em campo com camisetas da campanha.
    Na torcida, uma equipe composta por 12 servidores do MPF estará colhendo assinaturas de apoio à campanha para apresentar projeto de lei de iniciativa popular ao Congresso Nacional. Em todo o país, o MPF espera colher 1,5 milhão de assinaturas. A íntegra das medidas e a ficha de assinatura estão disponíveis no site da campanha (www.10medidas.mpf.mp.br).
(MPF)

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 54 não retornam para Pedrinhas
Região
Jornal do Commercio: Brasília de cabeça para baixo
Meio Norte: Justiça suspende as obras da ponte do meio
O Povo: O que diz que vale o ano para o Fortaleza
Nacional
Correio: PF investiga se petrolão pagou reeleição de Dilma
Folha: Papéis constam contas de Cunha na Suíça e isolam peemedebista
O Estadão: Cunha mantinha patrimônio oculto de R$ 61 mi, diz PGR
O Globo: Até aliados já esperam que Cunha deixe o cargo
Zero Hora: Emparedado

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Imagem do dia: Enquanto isso...no trânsito em São Luís (MA)

Multa po usar telefone ao volante - R$ 105,65

Diáspora maranhense: Sem o pai há 21 anos, moradora do MA o reconhece em matéria do Correio

Luiz Lucena toca pandeiro na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto e foi entrevistado para uma reportagem do caderno Trabalho&Formação Profissional


    Mais de duas décadas e 1.772km separaram o pai e três filhas. A fuga da pobreza fez com que a mãe deixasse a capital federal com as meninas, rumo ao interior do Maranhão. O distanciamento e a saudade perduraram por 21 anos, até que uma reportagem publicada no caderno Trabalho&Formação Profissional do Correio mudou a história da família. Uma das filhas, que mora em Codó (MA), encontrou a matéria depois de procurar pelo nome do pai na internet. Luiz Lucena Pacheco, 64 anos, é um dos artistas de rua que estamparam páginas do jornal em 23 de agosto.
    Luiz toca pandeiro há quase cinco anos na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, entre o Conjunto Nacional e o Conic. Ontem, ele conversou com uma das filhas, Manoela Moreira Salazar, 24, por telefone, depois de o Correio organizar o encontro, a pedido da jovem, que entrou em contato com o jornal por meio das redes sociais.

    Manoela e as irmãs, Maiza e Michela Moreira Salazar, 25 e 23 anos, respectivamente, nasceram em Brasília. Ela conviveu com o pai até os 3 anos, Maíza, até os 4, e a mais nova tinha 1 ano e 2 meses quando todas foram embora da capital com a mãe. Desde então, as filhas nunca mais tiveram notícias de Luiz. No registro das jovens, o local determinado para o nome do pai está vazio. Na época, a família morava em um lugar improvisado, próximo à Casa do Ceará. Registrar as filhas não era prioridade. Mas, agora, o sonho das jovens é carregar o nome de Luiz nos próximos documentos que serão assinados.
Lembranças

    No Maranhão, as meninas foram criadas pela avó materna, Maria do Carmo Moreira Salazar, 76 anos, mas as condições não permitiram que as três ficassem juntas. Maria do Carmo tinha outros sete filhos e, em abril de 1994 — ano em que Manoela, Maíza e Michela chegaram à cidade —, o avô, Fernandes Salazar, morreu. Manoela e Maíza, as mais velhas, ficaram com a avó, mas Michela, a caçula, foi para São Luís viver com uma tia materna. Hoje, Manoela continua em Codó, no interior do Maranhão, Maíza vive em Belém e Michela, em Maricá (RJ).

    Durante a infância das filhas, a mãe se ausentou. Segundo Manoela, ela retornou a Brasília, sozinha, no fim do mesmo ano, 1994. Hoje, a matriarca mora em São Sebastião, é viúva e trabalha com artesanato. “Durante nossa criação, a nossa mãe foi ausente. Raramente ligava e minha avó é que se comunicava mais com ela. Agora, estamos nos aproximando e ela fala até comprar uma casa em São Luís para ficarmos mais perto”, conta.
    O pouco que as jovens sabem sobre o pai foram detalhes que a avó contava ao longo da vida. Manoela soube que Luiz é quase 20 anos mais velho que a mãe. O nome, elas só descobriram após Manoela encontrar uma carta que ele deixou. “Até hoje eu sofro. Não sei detalhes (da minha infância), nem por que meu nome é Manoela. Nossa família materna não é muito de contar as coisas. Raramente me encontrei com minha mãe e a nossa avó sempre foi muito rígida. Eu ficava idealizando meu pai na cabeça. Pensava no ‘se’. É um vazio que ficou em mim. Eu sempre quis saber da minha história.”
Busca

    A ausência do pai marcou as jovens, que nunca descansaram até encontrá-lo. “Sempre tive medo de não chegar a encontrar meu pai. A esperança permanecia, mas eu tinha receio, por exemplo, de ele não querer saber da gente. Nós não queremos pedir nada, apenas ver o nosso pai, enxergar as características e as semelhanças. O desejo é estar perto dele. Toda a vida ele fez falta”, diz Manoela, emocionada. Hoje, Luiz já é avô. Há cinco anos, Manoela deu à luz Francisco Gabriel Salazar Austríaco. O menino toca violão de brinquedo, canta e faz paródia. Para a mãe, ele herdou as raízes do avô paterno, assim como ela. “Já escrevi dois livros, faço poesias e, desde os 7 anos, escrevo cartas. Talvez tenha herdado isso dele”, idealizou.

    Com Luiz, a vida nunca foi generosa. Ainda na adolescência, trabalhou na roça, um dos motivos de ter perdido a perna esquerda, há 43 anos, detalhe que não gosta de lembrar. Quando tinha 16 anos, saiu de casa. Viu a mãe uma única vez e pouco sabe sobre o pai e nunca o viu. Chegou a Brasília em 1977. Na capital, trabalhou como vigilante e carroceiro, antes de seguir a vida de artista de rua. No entanto, nunca abandonou os estudos. Hoje, faz curso de inglês na Asa Norte e terminou o ensino médio. Com o apoio da Secretaria de Cultura do DF, gravou um CD com oito composições próprias, uma delas em homenagem às filhas. Os olhos marejaram e o sorriso ficam em evidência quando fala delas. 
    “Minha casa sempre foi o mundo. Fui criado por uma mulher muito brava, que me maltratou muito. O que eu tenho em um dia, eu como no outro”, relata. “Naquela época, a situação também era muito precária. Cheguei a comprar uma vaquinha de leite para alimentar as meninas”, afirma. Por 32 anos, Luiz morou no mesmo barraco, como ele define, próximo à Casa do Ceará. Depois que a estrutura foi demolida pelo governo, mudou-se para a copa de uma árvore e ainda morou de aluguel em um quarto na Asa Norte até ser contemplado com uma casa pelo programa de moradia do Governo do Distrito Federal no Paranoá, há cerca de um ano.
Do Correio

Novo prazo para os lixões vai até 2018

    A Câmara dos Deputados manteve nesta quinta-feira,15, a prorrogação dos lixões  ate 2018. O prazo estabelecido na Política Naiconal de Resíduos Sólidos encerrou em agosto deste ano.
    Com isso os municípios brasileiros contam com mais tempo para acabar com áreas de entulho e criar aterros sanitários. A matéria ainda tem de ser aprovada no Senado. É possível que o prazo seja esticado ainda mais pelos senadores.

Sesc-MA abre inscrição para programação da Galeria de Arte da Deodoro

     O departamento regional do Serviço Social do Comercial, SESC_MA, lançou edital nesta sexta-feira, 16, abrindo inscrições para seleção de propostas na lingagem Artes Visuais. Podem ser inscritas propostas de exposição, intervenções urbanas e performance para ocupação da Galeria de Arte do Sesc em 2016.
    A documentação pode ser entregue até o dia 16 de novembro na galeria situada na Avenida Gomes de Castro, 132, centro, de segunda a sexta-feira, das 9 às 12 horas; e das 14 às 17 horas. 
     O edital pode ser adquirido no endereço eletrônico do Sesc: www.sescma.com.br\seletivo.



MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Sete bancos dinamitados este ano
O Imparcial: 150 mil pescadores têm seguro-defeso suspenso
Região
Jornal do Commercio: Ordem na folia
O Povo: Fortaleza e Natal saem na frente na disputa pelo hub
Nacional
Correio: STF empareda Cunha. Delator complica Lula
Folha: Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula
O Estadão: Baiano diz que amigo de Lula acertou propina de US$ 5 mi
O Globo: Mulher e filha de Cunha também serão investigadas
Zero Hora: O mau tempo desorienta

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Imagem do dia - Hospital Materno Infantil em São Luís (MA)


Waldir Maranhão arquiteta queda de Kátia Bogéa da superintendência do Iphan

    Há rumores de mudanças na Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan. É iminente a saída da superintendente Kátia Bogéa, a mais longeva no cargo desde o irmão postiço do senador José Sarney, Ivan Sarney, na década de 80.
    Nesta quinta-feira, 15, a superintendente ainda participa de reunião para definição do calendário da execução da obra de requalificação da rua Grande, elencada no pacote do PAC Cidades Históricas. O pacote de ações de intervenções em logradouros e prédios do patrimônio histórico de São Luís soma investimento de mais de R$ 100 milhões, sem contrapartida do estado ou prefeitura. O Iphan no Maranhão concentrou os projetos das intervençoes custeadas pelo Orçamento Geral da União, OGU.
    Em substituição a Kátia Bogéa estaria indicado pelo deputado federal Waldir Maranhão um integrante da equipe da Secretaria de Cidades do governo Flávio Dino. Vice-presidente da mesa diretora da Camara, Maranhão ganhou força com a ameaça que paira sobre o presidente Eduardo Cunha. Por longo período, a superintendente atual teve o apoio institucional do grupo político do senador José Sarney.
    Imaculada no cargo, comprou briga com todo mundo do centro histórico para quem ela exorbita no cargo. No domingo, 11, em seu artigo do seu jornal, o ex-senador José Sarney elogiou a atuação da arquiteta à frente do Iphan. Seria uma tentativa de blindá-la da defecção.

Toma posse conselho que vai gerenciar recursos do fundo de combate ao câncer no estado

    Tomaram posse nesta quinta-feira, 15, os membros do Conselho Consultivo do Fundo Estadual de Combate ao Câncer, responsáveis por gerir e aplicar, de forma compartilhada entre Estado e sociedade civil, os recursos destinados exclusivamente ao combate ao câncer no Estado. 
    O Projeto de Emenda Constitucional que criou o Fundo para o tratamento, combate e prevenção do câncer, de autoria do deputado Eduardo Braide, foi aprovado em 2011. O fundo será mantido por alíquotas de impostos sobre cigarros e bebidas no Maranhão, que terão parte de seu valor destinada à causa. Empresas também podem fazer doações para o tratamento de câncer.  
    O projeto prevê que 5% do ICMS arrecadado no comércio de cigarros, cigarrilhas, charutos e demais derivados do tabaco, assim como 3% do ICMS incidente sobre o comércio de bebidas alcoólicas serão destinados ao Fundo de Combate ao Câncer.
    O Fundo de Combate ao Câncer assegurará que recursos financeiros sejam destinados ao Hospital Aldenora Belo, com a descentralização das ações de saúde para os municípios maranhenses, como a aquisição de mamógrafos e tratamento de quimioterapia no interior do estado.
    O secretário de saúde, Marcos Pacheco, disse que a criação do Conselho faz parte do esforço concentrado do governo do estado em fortalecer os três grandes polos de assistência oncológica no Maranhão, em São Luís, Imperatriz e Caxias. 
    Em janeiro, o Governo do Estado firmou convênio para disponibilizar tratamento de radioterapia no município de Imperatri. Ainda este ano iniciará tratamento de quimioterapia nos hospitais regionais de Imperatriz e Caxias.

Membros do Conselho
Secretário de Estado da Saúde: Marcos Pacheco
Marina do Nascimento Sousa, representando a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Arlete Silva Serra e Tânia Costa, representando a Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento
Glória Mafra, Promotora de Justiça da Saúde
Heberth Figueiredo, representando o Ministério Público do Maranhão. 
Ibrahim Assub Júnior e Flávio Roberto Silva, representando o Conselho Regional de Medicina do Estado.
Silvia Jorge Dino, e Ruy Lopes Freitas, representando a Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer.

Aniversário - Primeira Cruz completa 21 anos nesta quarta,15

 
A Primeira Cruz





Maranhão terá decréscimo de 2,3% do PIB em 2015

    Segundo projeções do Banco Santander, o estado do Maranhão terá uma contração no Produto Interno Bruto da ordem de 2,4% em 2015, acompanhando a recessão que deve atingir outras 26 unidares da federação. O desempenho negativo do estado é também prevista por economistas do mercado financeiro.
    Pelo estudo da instituição financeira, o desempenho da atividade econômica  entre 2014 e 2016 será o pior registrado desde 1900. Dados recalculados devem ser divulgados no próximo mês pelo IBGE. Pelas previsões, a queda do PIB afetará toda a economia da federação.
    A elevação dos impostos é a saíde para a queda de receita nos estados, principalmente do Fundo de Participação dos Estados, FPE.  Este cenário deve perdurar em 2016. 
    A recessão no Maranhão é superior no Nordeste apenas a de Sergipe (-1,8%). O estado do Pernambuco ocupa o topo do ranking entre os que enfrentarão maiores dificuldades com previsão de contração de 4 pontos percentuais negativos.

Professor, profissão esperança - GABRIEL CHALITA

Aos professores, irmãos meus de ofício, meu respeito e admiração. Lutemos por nossos direitos, por melhores condições de trabalho
    Hoje é um dia como outro qualquer e, como qualquer dia, poderíamos ou deveríamos fazer uma homenagem aos construtores de amanhãs. Os professores professam, por definição, a crença nas possibilidades que se abrem quando emoção e razão dialogam em um aprendizado que nos faz viver melhor.
    É esta a finalidade última da educação: uma vida melhor. Individual e coletivamente. Aprendemos para sermos melhores, aprendemos para convivermos bem em sociedade, aprendemos para nos prepararmos para o mercado de trabalho podendo escolher uma profissão, sabendo trabalhar em equipe, sabendo ouvir e falar, respeitar.
    Quem escolheu ser professor sabia que não seria simples conviver com alunos tão diferentes que carregam mundos diferentes de problemas e possibilidades. A função primeira de educar é dos pais. O dizer "não", e o dizer "sim", os limites, o amor, os exemplos, as correções. A casa é o primeiro espaço privilegiado de aprendizagem.
    Famílias, entretanto, vêm falhando nessa obrigação. Isso dificulta ainda mais o trabalho das escolas. Se uma criança cresce em um lar violento ou desonesto ou preconceituoso conseguirá a escola ensinar o correto? Talvez sim. Mas será mais difícil.
    Há uma extensa legislação brasileira a valorizar os professores. A última delas é o Plano Nacional de Educação (PNE). Um plano que traz esperanças a um país que ainda tem um enorme caminho a percorrer para que se tenha educação de qualidade para todos.
    O PNE é uma esperança aos que se cansaram de ver bons projetos educacionais sendo interrompidos por maus governantes. O Brasil já teve excelentes propostas pedagógicas. A maioria delas foi abandonada antes que pudesse produzir os resultados esperados. E ainda há quem culpe os professores! Culpados são os que não compreendem que a educação é um processo e que uma proposta educacional precisa ir além de bandeiras partidárias.
    Dizer que nada melhorou seria incorreto. A consciência da importância da educação infantil, a universalização do ensino fundamental, a ampliação do acesso ao ensino universitário, a participação de numerosos atores da sociedade civil, tudo isso vem contribuindo para a melhoria da educação.
    Hoje temos uma política de avaliação que sozinha não resolve os nossos problemas, mas que se apresenta como um diagnóstico fundamental para que saibamos se os recursos assegurados para a educação estão sendo aplicados corretamente. Quem aprende e quem não aprende? E por quê?
    Esperar fórmulas mágicas ou resultados imediatos é ingenuidade ou oportunismo. Educação é construção coletiva, diária, necessária. E os professores são os construtores por excelência. São os professores que, todos os dias, nas salas de aula realizam o fazer certeiro de ajudar alguém a ser um pouco melhor a cada dia. São os professores que se emocionam com as conquistas diárias dos seus alunos.
    Professores precisam de formação científica sólida, mas precisam também de atitude acolhedora. Gostar do que faz e dos alunos. Compreender a natureza e a importância do próprio ofício. Tudo isso faz da profissão professor o alicerce do amanhã que sonhamos construir.
    Aos professores, irmãos meus de ofício, o meu respeito e a minha admiração. Ousemos lutar pelos nossos direitos, por melhores condições de trabalho. Ousemos brigar a boa briga em defesa da educação, mas sem nos fazermos vítimas. Isso não.
    A vitimização do magistério não contribui para a sua valorização. É com competência que precisamos prosseguir. As outras profissões nascem das nossas. Feliz escolha, educar. Parabéns, professores!

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Seis assaltos por dia no Bequimão
Região
Jornal do Commercio: Dilma busca acordão contra anti-impeachment
O Povo: Governo propõe a empresários parceria para dessalinizar água
Nacional
Correio: Decisões do STF abre a batalha do impeachment
Folha: Cunha negocia impeachment para manter seu mandato
O Estadão: Por Dilma, Lula articula salvar mandato de Cunha
O Globo: Recessao se espalha e já atinge 26 estados
Zero Hora: Assustador