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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Presidente do IPHAN vai à câmara e garante realização das obras do PAC Cidades Históricas

   
Kátia Bogéa, presidente nacional do IPHAN
    A presidente nacional do IPHAN, Kátia Bogéa, esteve na manhã desta segunda-feira,8, na Câmara Municipal de São Luís (MA) para anunciar que está aguardando apenas o projeto para licitar e contratar a obra da nova sede do legislativo da capital maranhense. A nova sede será no local onde no passado funcionou uma fábrica de cânhamo (Fábrica São Luís), na rua São Pantaleão, na Madre Deus. O presidente da Câmara, vereador Astro de Ogum, solicitou a recuperação do Parque da Juçara, no Maracanã, zona rural de São Luís.
    Ela anunciou também a realização em São Luís, em junho de 2017, de um seminário internacional com participação de representantes da Unesco, Ministério da Cultura, das Cidades, Turismo entre outros, e de vários sítios históricos do mundo.
    Kátia Bogéa disse acreditar na recuperação do orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC- Cidades Históricas. No governo Dilma Rousseff foram anunciados recursos da ordem de R$ 133 milhões para realização de obras em prédios e logradouros situados na região tombada pela União e Unesco, entre eles Rua Grande, Mercado Central, teatro Arthur Azevedo, etc.
    Em reunião com o superintendente regional do Iphan, MAurício Itapary, a presidente nacional do órgão do ministério da Cultura disse que tratou da finalização das obras da Rua Grande, Museu de Artes Visuais, dos teatros Arthur Azevedo e João do Vale, entre outras que citou.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Kátia Bogea se despede do IPHAN entregando obras

    De saída da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Kátia Bogéa, agendou para esta quinta,22, e sexta-feira,23, entrega de obras realizadas com recursos do programa PAC- Cidades Históricas. Será o baile de despedida da superintendente que se grudou no cargo por anos a fio. Para o desfecho, a superintendente chegou a anunciar a vinda da presidente do Iphan, Jurema Machado, para acompanhá-la na agenda e consequentemente no lobby pelo fico.
    O sobrado que vai sediar a Fundação de Amparo a Pesquisa do Maranhão, Fapema; anexo da Faculdade de História da Universidade Estadual do Maranhão, Uema; estabilização das ruínas da antiga fábrica de sabão e algodão Martins & Irmão serão entregues. Praça do Pescador e Casa do Tambor de Crioula. Nas duas primeiras obras foram investidos mais de R$ 2 milhões cada.
    Na Casa do Tambor de Crioula do Maranhão os recurso do Tesouro Nacional na ordem de R$ 1,8 milhão. A Casa terá uma exposição permanente, estúdio de gravação de CD e DVD, biblioteca, salas para oficinas de dança e percussão, parte administrativa, loja e sala de informática. A previsão de entrega desta obra é dezembro de 2015.
    Na sexta-feira, 23, será entregue a obra de estabilização das ruínas da antiga fábrica de sabão e algodão Martins & Irmãos, que abrigará o Memorial com a exposição "A Sedução das Ruínas". Os recursos da obra foram da compensação do supermercado Mateus. Na ocasião será lançado o livro "A Sedução das Ruínas – Arqueologia: Salvamento e Resgate".

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Waldir Maranhão arquiteta queda de Kátia Bogéa da superintendência do Iphan

    Há rumores de mudanças na Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan. É iminente a saída da superintendente Kátia Bogéa, a mais longeva no cargo desde o irmão postiço do senador José Sarney, Ivan Sarney, na década de 80.
    Nesta quinta-feira, 15, a superintendente ainda participa de reunião para definição do calendário da execução da obra de requalificação da rua Grande, elencada no pacote do PAC Cidades Históricas. O pacote de ações de intervenções em logradouros e prédios do patrimônio histórico de São Luís soma investimento de mais de R$ 100 milhões, sem contrapartida do estado ou prefeitura. O Iphan no Maranhão concentrou os projetos das intervençoes custeadas pelo Orçamento Geral da União, OGU.
    Em substituição a Kátia Bogéa estaria indicado pelo deputado federal Waldir Maranhão um integrante da equipe da Secretaria de Cidades do governo Flávio Dino. Vice-presidente da mesa diretora da Camara, Maranhão ganhou força com a ameaça que paira sobre o presidente Eduardo Cunha. Por longo período, a superintendente atual teve o apoio institucional do grupo político do senador José Sarney.
    Imaculada no cargo, comprou briga com todo mundo do centro histórico para quem ela exorbita no cargo. No domingo, 11, em seu artigo do seu jornal, o ex-senador José Sarney elogiou a atuação da arquiteta à frente do Iphan. Seria uma tentativa de blindá-la da defecção.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Reforma do Teatro Arthur Azevedo começa em novembro deste ano

    A reforma do teatro Arthur Azevedo foi anunciada pela superintendente do Iphan Kátia Bogéa, durante o seminário Gestão Compartilhada do centro histórico, promovido pela prefeitura de São Luís.  Segundo a superintendente que responde há 11 anos pelo órgão do Ministério da Cultura no Maranhão, a reforma terá início em novembro deste ano e se estenderá até julho de 2016 ao custo de R$ 1,2 milhão. A obra stá no rol do PAC Cidades Históricas.
    No segundo semestre de 2014, quando o diretor da casa de Apolônia Pinto ainda era Roberto Brandão, cantor do Boi Barrica e Bicho e funcionário da Secma lotado na superintendência de Planejamento do órgão na gestão Ester Marques, o fechamento temporário do TAA foi anunciado.
    Para uma platéia de artistas, a então secretária Olga Simão garantiu no placo do teatro que o processo de licitação para reforma estaria em curso para ter início ainda no governo Roseana Sarney.
    Sinais de deterioração são percebidos há tempos na principal casa de espetáculo de São Luís. O enguiço do mecanismo do lustre e a deterioração da calçada simbolizam bem o estado de conservação da casa para não apontar alguns aspectos essenciais como cortina do palco, camarim, ar condicionado, e outros  tantos que ameaçam até mesmo da segurança do espaço.
    Não há intenção pública da direção do TAA em proceder com a iniciativa de suspender temporariamente a programação da casa para reparar danos acumulados. A Secma não se pronunciou oficialmente sobre a reforma.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Superintendente do IPHAN se manifesta sobre arquivamento do tombamento do Bloco Tradicional

    A superintendente do Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Kátia Bogéa, pela primeira vez se manifestou sobre o arquivamento da proposta de increver o bloco tradicional do carnaval de São Luís no livro do Patrimônio Cultural do Brasil. Foi durante a sessão solene de homenagem aos blocos proposta pelo vereador Gutemberg Araújo nesta quarta-feira, na Câmara Municipal de São Luís.
    Até então a superintendente não havia se manifestado publicamente sobre o arquivamento da proposta. Durante visita do ministro da Cultura, Juca Ferreira, a São Luís (MA), o bloco Os Reis da Liberdade, comandado pelo presidente da Associação Maranhese de Blocos Carnavalescos, Brasa Santana, se apresentou na inauguração da Praça da Alegria. A entidade de Brasa foi inerveniente na realização do carnaval de São Luís em 2015 por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. 
    Segundo declarou a superintendente, o inventário encaminhado pela Fundação Municipal de Cultura, Func,órgão da prefeitura de São Luís, foi arquivado pela comissão técnica do Iphan, durante reunião em Brasília, por não encontrar ressonância da manifestação em âmbito nacional. "Acontece que o bloco tradicional de carnaval é uma manifestação restrita a São Luís. Nem mesmo no estado do Maranhão a manifestação acontece em todo seu território", disse Bogéa.
    Atualmente 47 blocos tradicionais se organizam em torno da Associação Maranhense de Blocos Carnavalescos e Academia Maranhenses de Blocos Tradicionais.
    Do Maranhão, o complexo cultural do bumba-meu-boi e o tambor de crioula possuem registro no livro do Patrimônio Cultural do Brasil. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Desmoronamento em Alcântara é start da aposentadoria de Kátia Bogea

   

Casarão da rua das Mercês e lista do Iphan
    A Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão, Kátia Santos Bogea, confere os dias para se aposentar depois de um longo período no cargo. A informação - alvissareira para centenas, talvez milhares de pessoas -, foi divulgada na coluna Bastidores, na edição de domingo ,8, do jornal O Imparcial.
    Coincidentemente, no Domingo de Pentecoste na cidade de Alcântara, o desmoronamento do telhado de um casarão na rua das Mercês, na cidade monumento nacional desde 1948, atestou a gestão da superintendente, marcada pela intransigência sob o manto de apuramento técnico.
    O casarão cujo teto ruiu pertence a um baiano que adotou a cidade há décadas. Estava locada para servir de casa de festeiro na Festa do Divino Espirito Santo deste ano que se encerrou no dia do sinistro.
    O prefeito de Alcântara, Araken (PSB), reclama das inexequíveis exigências técnicas do Iphan na cidade. Outros casarões ameaçam ruir em Alcântara. Araken diz que o diálogo com a Superintendente do Iphan é travado.
    O desastre no casarão fez uma vítima, trazida para São Luís pelo GTA logo após o acidente. Segundo relatos, a senhora não teria resistido ao peso da viga e morrido.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Guaraná Jesus está em exposição no Rio de Janeiro


    Apresentar a história por trás de um bem cultural, seus usos, o modo de fazer e a importância para um determinado grupo é o objetivo da exposição Patrimônio Imaterial Brasileiro – A Celebração Viva da Cultura dos Povos. A mostra está aberta ao público até 20 de julho, na Caixa Cultural, no centro do Rio de Janeiro e exibe todos os 30 bens registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), incluindo o mais novo: a cajuína, do Piauí.

    O curador da mostra, Luciano Figueiredo, conta que correu para incluir a cajuína. Em um dos três blocos da mostra, as garrafinhas da bebida amarela de caju aparecem acompanhadas de explicações sobre o modo de preparo artesanal e a relevância cultural daquelas famílias que ofertam a bebida como símbolo de hospitalidade e em comemorações. O Iphan registrou a cajuína neste mês de maio, a pedido da Cooperativa de Produtores de Cajuína do Piauí.
    Quem for a exposição da Caixa também poderá conhecer o Fandango Caiçara, uma expressão musical de comunidades litorâneas que vão de São Paulo ao Paraná. Lá, estão instrumentos como o banjo, o violão e a viola artesanais, além de um vídeo com depoimentos de praticantes, sobre a relação com a religiosidade, o trabalho, a dança e o entretenimento. O estudante Leonardo Cristiano de Oliveira, que adora música e esteve na mostra, se disse emocionado com o fandango. “Chama atenção pelo fato artesanal de preparo dos instrumentos. Vivemos em um mundo em que as coisas são feitas de forma rápida, por máquinas e essa aqui é diferente”, disse.
    De acordo com o curador, o objetivo da mostra é popularizar o patrimônio imaterial, que não é tão conhecido como o patrimônio histórico. “Conhecemos bem igrejas barrocas, as praças, prédios modernista, uma fachada belle époque, mas não conhecemos o patrimônio imaterial, os bens que o povo acumula com a experiência, o brasileiro não conhece”, avaliou.
    Fiqueiredo também aponta a importância da proteção dos bens imateriais, com medidas de salvaguarda pelo Estado, a partir do registro pelo Iphan. Ele lembra que uma bebida tradicional do Maranhão, o Guaraná Jesus, acabou comprado por uma grande empresa estrangeira e corre sérios riscos. “Esses são bens muito frágeis. Não são peças que guardamos no museu. São modos de fazer, experiências seculares, registrados para serem protegidos”, destacou.
    Também podem ser conhecidos na exposição a preparação do acarajé, a cultura do Círio de Nazaré, o complexo do bumba-meu-boi do Maranhão e a cerâmica dos índios Karajá, por exemplo.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Obra de recuperação da Estação da RFFSA de Rosário pelo IPHAN fica no tapume

   
    A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional, IPHAN-MA, congelou a obra de recuperação da estação ferroviária do município de Rosário.  A estação pertenceu à extinta Rede Ferroviária Federal, RFFSA. A obra que deveria ser realizada pelo IPHAN é do governo federal, com apoio da Prefeitura de Rosário.
    Os bens móveis e imóveis da RFFSA foram repassados ao IPHAN em 2007, por determinação da Lei nº 11.483. A autarquia ficou responsável pela guarda e manutenção do acervo.

    Concluída a obra, o complexo funcionaria como Portal de Entrada dos Lençóis Maranhenses. Está localizado estratégicamente na linha de passagem entre São Luís e a cidade de Barreirinhas, porta de entrada dos Lençóis.

    O projeto arquitetônico executivo da obra foi contratado pelo IPHAN com apoio do Ministério do Turismo, fonte do recurso da reforma no valor de R$ 7.566.036,89. A empresa Ferreira Júnior foi contratada para realizar a reforma e requalificação urbanística do Complexo Ferroviário de Rosário, sob responsabilidade do engenheiro Sebastião Pereira Ferreira Júnior.

    A reabilitação urbana do complexo previa a implantação de um anfiteatro e chafariz, além de praças e jardins. Após a reforma o local abrigaria as secretarias municipais de Cultura e de Turismo, Biblioteca Municipal e exposição permanente da estrada de ferro São Luís – Teresina, além de auditório, cinema, oficina de serralheria e carpintaria e lojas de artesanato.
    Antiga porta de entrada da cidade de Rosário, a estação não chama nem mais a atenção dos moradores que pouco caso fazem dos tapumes montados pela Ferreira Júnior sob orientação estreita do IPHAN. Ficou apenas nisso. Os vândalos têm poupado o tablado com informações sobre o mais importante patrimônio histórico de Rosário.
Histórico
    A Estação Ferroviária de Rosário é parte integrante da Estrada de Ferro São Luís – Teresina, inaugurada em 1919. Os traços arquitetônicos são identificados como de inspiração inglesa  em suas linhas retas.  Durante 12 anos a estação funcionou como terminal e ponto inicial de linha, até que a Ponte Benedito Leite fosse construída no Estreito do Mosquito, ligando São Luís ao continente maranhense. Daí passou a ser uma estação intermediária.
    O complexo é formado por estação, armazéns, vila residencial de operários, grupo escolar, oficina e área para estacionamento e manobra de trens. A estação possui dois pavimentos.
    A condição geográfica do município de Rosário, no Baixo Munin, elo entre o litoral e o sertão se juntou à influência política do ilustre rosariense Benedito Leite, governador do estado do Maranhão.