domingo, 29 de dezembro de 2013

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Jornal Pequeno:"Visita íntima" ocorre diante de todos em presídio no MA, diz CNJ
O Estado do MA:Presídios - Burocracia impediu o repasse de R$ 22 mi
O Imparcial: Recursos para presídios foi cancelado, diz governo
Região
Jornal do Commercio:Câmara do Recife fica só na promessa
Meio-Norte:Wilson:meu legado é planejamento e metas
O Povo:Para se reinventar em 2014
Nacional
Correio:Como esticar o seu dinheiro em 2014
Estadão:Gasto com servidor cresce mais que receita em Estados
Estado de Minas:Sofrimento recorde
Folha:Servidor resiste a novo fundo de previdência
Globo:Cem mil casas em favelas serão regularizadas
Zero Hora:Pedágio privado 15 anos de tarifa polêmica e poucas obras

No PAINEL da Folha de S. Paulo

tiroteio
"A rebelião na Assembleia Legislativa do Maranhão copia a do presídio de Pedrinhas. O governo não controla nem um, nem outro."

DO DEPUTADO FEDERAL DOMINGOS DUTRA (SDD-MA), sobre a pressão de deputados estaduais por emendas, que quase travou a votação do Orçamento.

sábado, 28 de dezembro de 2013

LACEM recomenda todas as praias de São Luís para banho


Som do universo - "Where are we now?" com David Bowie

Relatos do horror - LEONARDO CAVALCANTI

Um trecho do livro policial Filhos da noite, o mais novo romance do escritor norte-americano Dennis Lehane, expõe a diferença entre amadores e profissionais. Trata-se da epifania de um dos personagens: “Sabe os nossos clientes? Eles visitam a noite. Nós não, nós vivemos da noite. Eles alugam o que nos pertence. Isso significa que, quando eles vêm brincar no nosso quintal, nós lucramos com cada operação”. Tal constatação vale para todo tipo de coisa: de bares a operadoras de mergulho, sempre há alguém disposto a pagar para sentir o gosto, mesmo que superficial, de uma aventura.

Na vida real, porém, há lugares que nem mesmo os mais destemidos são capazes de entrar. É o caso das prisões brasileiras, onde existe um inferno invisível e onde não há lugar para amadores. Um universo impenetrável para uns e simplesmente ignorado por outros. Mesmo com a repercussão das prisões dos mensaleiros, a realidade do sistema penitenciário está longe de ser revelada. Uma pista do descalabro foi dada nesta semana pelo juiz Douglas Martins, auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conivência de políticos e crueldade, quando unidos, expõem o pior de um país.
Estupros
O horror está em Pedrinhas, bairro de São Luís, no Maranhão, um estado ruim de índices positivos, onde há a maior mortalidade infantil do país e a menor proporção de lixo coletado. Ao sair da penitenciária de Pedrinhas, Martins cobrou do governo maranhense o fim da violência contra parentes de presos. A partir do relato do magistrado, é possível saber que mulheres e irmãs de presos são obrigadas a manter relações sexuais com líderes de facções. Ao não permitirem o estupro, os detentos passam a integrar uma lista de marcados para morrer. Pelo depoimento do juiz, há total desorganização no sistema, sem controle da segurança pública. E tudo na capital do estado, do lado dos palácios.

As informações de Douglas foram anexadas a um relatório que seria entregue ao presidente do CNJ, Joaquim Barbosa. “As parentes de presos sem poder dentro da prisão estão pagando esse preço para que eles não sejam assassinados. É uma grave violação de direitos humanos”, disse em nota o juiz nesta semana. Até agora, 58 presos foram mortos apenas este ano em Pedrinhas.

Os estupros ocorreriam por causa da superlotação nos pavilhões e da falta de uma área específica para as visitas íntimas. “Por exigência dos líderes de facções, a direção da casa autorizou que as visitas íntimas acontecessem no meio das celas”, garantiu Douglas. Não é de hoje que representantes do CNJ pedem atenção do Estado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, lembrado por assassinatos como os ocorridos no último mês de outubro, quando nove presos foram mortos durante uma rebelião.

Os desmandos expostos no sistema carcerário não são exclusividade do Maranhão. Em setembro do ano passado, no Pará, uma menina de 14 anos passou cinco dias sendo abusada sexualmente e espancada por detentos da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, uma unidade penal de regime semiaberto, em Santa Isabel do Pará, a 50km de Belém. A violência só foi interrompida quando a garota conseguiu fugir à noite e encontrou uma patrulha da Polícia Militar às margens da BR-316. Na sequência, a menina foi levada ao Conselho Tutelar de Belém e à Delegacia de Atendimento ao Adolescente. A barbárie está longe de acabar no Brasil. Por aqui, não precisamos de livros de ficção policial. A violência mora ao lado.

A tragédia das tragédias - EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE

    Atrás da tragédia das chuvas reside outra tragédia. Trata-se da calamidade administrativa. A violência das águas desaloja, desabriga, rouba saúde, vidas e esperanças. Apesar de certas como o suceder dos dias e das noites, das fases da Lua e das estações do ano, as tempestades parecem surpreender prefeitos, governadores e a presidente da República.Ano após ano, as autoridades de plantão anunciam as medidas emergenciais para evitar a ampliação do mal. Sobrevoar as áreas atingidas é parte do script. A população faz campanha para arrecadar alimentos, vestuários, colchões, lençóis e cobertores para amenizar a dor de adultos e crianças. Escolas, igrejas, estádios abrem as portas para receber os sem-teto.
    O triste espetáculo, monotonamente reprisado, impõe pergunta cuja resposta não causa espanto. Por que não se tomam medidas aptas a prevenir a desgraça anunciada? Não há necessidade de criar nada. A ciência aponta os caminhos a serem seguidos. O país conta com especialistas - tanto teóricos quanto práticos - capazes de traçar planos de curto, médio e longo prazo a fim de remediar danos passados e prevenir futuros.
    Escassez de recursos é parte da resposta. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, em 2013 o governo federal destinou ao Espírito Santo, estado até o momento mais castigado pela catástrofe, 0,41% da verba prevista para prevenção e recuperação de áreas atingidas por desastres naturais. São R$ 13,6 milhões do total de R$ 3,3 bilhões.
    Não só. De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o governo tem reduzido investimentos em ações da espécie. Ao longo de 2013, só 15,5% do previsto foram aplicados em obras de contenção de encostas, drenagem e manejo de águas pluviais. Em 2012, além de R$ 1 bilhão a mais do previsto para 2013, a União aplicou R$ 500 milhões adicionais.
    A liberação dos recursos obedece a rito baseado em planejamento de responsabilidade de estados e municípios. O Ministério da Integração Nacional centraliza as ações de resposta e prevenção a desastres. Mas faltam projetos. Sem corpo técnico para traçar os rumos exigidos pela burocracia, os entes federados não conseguem pôr a mão na verba. O despreparo vem de longe. Mas, mesmo diante do alto preço que cobra, nada se faz para enfrentá-lo.
    Em ação de emergência, a presidente Dilma Rousseff tirou o sofá da sala: publicou medida provisória que facilita o repasse do dinheiro sem a aprovação prévia de projeto das obras. Entende-se o ato humanitário, mas teme-se que a incompetência se alie à corrupção e faça a festa com o dinheiro público. Impõe-se, para minimizar o risco, que o ritmo da liberação corresponda ao da fiscalização. Em português claro: passou da hora de jogar para a plateia. O marketing, além de agravar os problemas que tenta escamotear, torna o governante cúmplice da tragédia do ano seguinte.

A impunidade nocauteada - EDITORIAL ZERO HORA


    Ninguém acreditava, nem os próprios condenados, mas o processo judicial conhecido como mensalão resultou na prisão de personagens importantes da vida nacional, entre os quais um ex-ministro, vários parlamentares, empresários e banqueiros. Reconhecido como um dos maiores escândalos de corrupção da história do país, a compra de apoio parlamentar pelo governo demorou mais de oito anos para ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal, mas acabou se transformando num golpe real na impunidade: dos 38 investigados pelo caso, 25 foram condenados em dezembro de 2012 e nove tiveram seus últimos recursos avaliados pela Corte em novembro último. Até a metade de dezembro, 17 condenados já estavam na cadeia e um, foragido no Exterior.

    O julgamento ainda suscita controvérsias, especialmente por parte de dirigentes e militantes do Partido dos Trabalhadores, que sofreu um abalo na sua reputação em decorrência do envolvimento de figuras proeminentes da agremiação no pagamento de propinas a políticos. Mas a maioria da população brasileira apoiou integralmente a decisão colegiada da Suprema Corte, composta por 11 ministros, oito deles indicados por governantes petistas.
    Apesar do inconformismo dos militantes do PT, os réus tiveram amplo direito de defesa e o julgamento não poderia ter sido mais transparente, pois todas as sessões da Corte tiveram cobertura permanente da imprensa. Durante várias semanas, o país acompanhou atento os debates entre os magistrados, as acusações do procurador-gera da República e as defesas dos advogados. Nesse período, entraram para o vocabulário nacional termos jurídicos como a Teoria do Domínio do Fato _ pela qual é considerado autor de um crime a pessoa que, mesmo não tendo participado diretamente do ato infracional, decidiu, ordenou ou facilitou a sua efetivação _ e embargos infringentes, que são recursos cabíveis contra decisões não unânimes de segunda instância, desfavoráveis aos réus. O julgamento também transformou em celebridade o relator do processo e atual presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, que se mostrou inflexível nas condenações.
    Habituada a ver delinquentes poderosos escaparem impunes, parcela expressiva da população brasileira celebrou no último dia 15 de novembro, quando o Supremo decretou a prisão imediata de 12 réus condenados no processo. É exagero dizer que o desfecho da Ação Penal 470 assinala o fim da impunidade no país, até mesmo porque há processos semelhantes inconclusos, entre os quais o chamado mensalão tucano, que envolve um ex-governador mineiro. Mas não há dúvida de que foi o fato mais marcante de 2013 e tende a se transformar numa referência de moralidade para a política brasileira.
    Ainda é cedo para se saber se a condenação dos réus do mensalão realmente inaugurará um novo tempo e contribuirá efetivamente para reduzir os casos de corrupção na administração pública do país. Porém, a partir da ampla exposição do episódio, já se percebe um significativo resgate da confiança dos brasileiros nas instituições democráticas e no poder dos cidadãos para exigir honestidade e integridade de seus representantes.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Pescadores de Raposa desaparecem em alto mar
Região
Jornal do Commercio:Volta pra casa de algemas
Meio-Norte:"Minha Casa" já usa energia solar no PI
O Povo:17 armas apreendidas por dia no Ceará
Nacional
Correio:Prepare o bolso e a paciência para viajar
Estadão:Com deságio recorde, fundos de pensão e OAS levam BR-040
Estado de MinasIPTU e ITBI mais caros
Folha:Governo sobe imposto para gasto de turista no exterior
Globo:Governo eleva imposto para gasto de turista no exterior
Zero Hora:Em plenas férias de verão – Gastar nas viagens ao Exterior fica mais caro

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Candidatos do PSOL no Maranhão ganham projeção com caos no sistema penintenciário do Estado

    Filiado ao PSOL, o advogado Rafael Silva surfa na exposição que o caos no Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão permite. Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil- secção do Maranhão, Rafael Silva revesa  com o presidente da comissão, Antonio Pedrosa, espaços na mídia local e nacional desde que na Penitenciária de Pedrinhas o horror se instaurou com cenas de decapitação e assassinatos em série.
     Pedrosa é correligionário de Rafael Silva na legenda projetada no país por figuras como o deputado federal Jean Wyllys, ex-BBB da Globo, e o senador Rodolfe Rodrigues, presidenciável do PSOL. Pedrosa será candidato ao governo do estado pelo PSOL nas eleições de 2004. Sua escolha prematura se deu pela cúpula estadual da legenda comandada por Haroldo Saboia.
    Enquanto que Rafael Silva deve disputar uma vaga na Câmara Federal. Pelas projeções extremamente otimistas do comando do PSOL no Maranhão, Silva tem tudo para se transformar em um novo Jean Wyllys, com as devidas ressalvas.


Sinproesemma vai à justiça contra desconto ilegal ao Sintsep

    Os contracheques dos trabalhadores em educação da rede estadual do Maranhão estão apresentando descontos retroativos aos anos de 2011 a 2013 para o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Maranhão (Sintsep). Diante do fato, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (SIinproesemma) esclarece que o recolhimento para o Sintsep é indevido e adianta que está recorrendo à Justiça para devolução dos valores.
    O presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, explica que o recolhimento do Imposto Sindical, correspondente a um dia de trabalho remunerado durante um ano, só pode ser efetuado em favor da entidade que representa determinado segmento frente ao Poder Público. “Esses descontos não têm nenhuma validade e são totalmente indevidos, pois o SINTSEP não tem legitimidade de representar os trabalhadores em educação pública do Maranhão”, enfatiza.
    A Assessoria Jurídica do Simproesemma tomou conhecimento que o desconto realizado no mês de dezembro foi motivado por uma ação judicial que tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública, de autoria do Sintsep, onde requer o imposto sindical de todos os servidores públicos do Estado do Maranhão, incluindo professores, especialistas e funcionários de escola. “Vamos ajuizar um mandado de segurança para devolver todas as quantias aos trabalhadores em educação que tiveram os descontos”, assegura Júlio Pinheiro.

Prognósticos do passado - RENATO FERRAZ

    Sabe o que mudará na sua vida caso você se vista de branco no réveillon? Provavelmente, nada. E azul? Também. E rosa? Nadinha de nada. Sério: como fazemos nossas próprias crenças, precisamos brincar disso - e com isso, claro. Que tal, então, fazer prognósticos e não listinha de resoluções para serem ignoradas logo em janeiro? Como serão as décadas, os anos, os meses vindouros?
    Fábio Gandour, diretor brasileiro de uma importante empresa de tecnologia, acha, por exemplo, que a escassez de água no planeta será o maior problema da humanidade. Seu cenário é montado sobre o átomo, cujo número é constante. Como a população segue aumentando, vai diminuir a quantidade de átomos por habitante. E quais átomos vão faltar primeiro? Hidrogênio e oxigênio conectados numa molécula chamada água, defende ele. A Ásia, conta Gandour, será o primeiro continente a sentir a falta dela. "Isso não é uma especulação. É aritmética", garante o pesquisador.

    Esse tipo de análise é assustador. No entanto, o que mais mete medo é o fato de governantes serem extremamente lenientes com essas previsões. Em relação a Brasília, por exemplo, vale questionar: em qual futuro desembocará a nefasta soma de vias e mais vias asfálticas com mais prédios e uma crescente e quase enlouquecida venda de carros? Em mais engarrafamentos, mais estresse, mais acidentes. Sim, obviamente, essa é a análise do pessimista, mas está baseada em percepções relevantes, em avaliações históricas, no simples olhar ao lado.
    Mas como acredito mais em cientistas do que em políticos, volto aos primeiros: as cidades vão se adaptar à população, garantem alguns deles. A defesa da tese não é tão aritmética assim, mas esse mistério será desvendado. Já há lugares não mais combatendo, mas se adaptando ao horário de rush, às idiossincrasias do tempo, aos nossos anseios. Vamos ser, em 2014 ou 2020, bem mais prefeitos: "mandando" tapar buracos logo ao vê-los ou melhorando o ridículo sistema meteorológico que hoje avisa aos moradores de um morro, mediante uma lúgubre sirene, algo do tipo: "Fujam, vocês vão morrer"

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Aqui-MA:Moradores incendeiam boca de fumo
O Estado do MA:Mais de 1.100 policiais farão a segurança da capital no Réveillon
O Imparcial: Dez presídios em seis meses
Região
Meio-Norte:Corrupção já causou 4.300 demissões
O Povo: Polícia vai investigar obra que deixou cidade sem água
Nacional
Brasil Econômico:Abertura no México vai traçar novo mapa do petróleo
Correio:Deu zebra...
Estadão:Com crédito contido e juros altos, vendas de Natal decepcionam
Folha:Após acordo, OGX, de Eike, é entregue aos credores
Globo:Só 28% de verbas contra enchentes foram usados
Zero Hora:Sete meses depois: Até 18 anos de pena por fraude no leite

"ES EM CENA" abre programação teatral de 2014 em São Luís

Cena de "O Pastelão e a Torta"

O projeto "ES EM CENA", abre a programação teatral de 2014 em São Luís. A programação de espetáculos capixabas, com participação de artistas em debates, acontece entre 8 e 12 de janeiro no Teatro Alcione Nazaré com entrada gratuita.
O festival estreou em outubro do ano passado em Salvador e inclui cinco capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. Por meio de uma série de espetáculos teatrais, o projeto tem por objetivo principal difundir as iniciativas culturais de artistas do estado do Espírito Santo em âmbito nacional. 
Os espetáculos integrantes do projeto foram selecionados através de uma curadoria, estabelecida em uma parceria da Secult (Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo) com a WB Produções. Foram contemplados, para a 1ª edição do projeto, 5 espetáculos, de companhias teatrais diferentes
A mostra "ES EM CENA" conta com os benefícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura e realização da WB Produções.

Programação
08 de janeiro de 2014 - (Quarta-feira) – 20h
  • Grupo Folgazões
Espetáculo: O Pastelão e a Torta
A peça, uma farsa medieval encenada utilizando-se da linguagem de commedia dell'arte, traz no elenco os atores Wyller Villaças, Vanessa Darmani, Duílio Kuster e Foca Magalhães. A obra adaptada é dirigida coletivamente pelos integrantes, com enredo que narra as aventuras e desventuras de dois mendigos, Julião e Balandrot, em busca de um suculento pastel e de uma apetitosa torta que são vistos na janela do casal de pasteleiros Joaquim e Marieta. Esteticamente, o espetáculo é fruto de uma fusão de várias linguagens que estão presentes no processo de pesquisa e treinamento permanente do grupo, como a comicidade, a música e o teatro popular. Esta montagem já foi encenada em festivais nacionais e internacionais. Em agosto deste ano, representou o Brasil em dois festivais latino-americanos de teatro realizados na Colômbia.
09 de janeiro de 2014 - (Quinta-feira) – 20h
  • Grupo Z
Espetáculo: Insone
Em Insone, o Grupo Z de Teatro dá prosseguimento às suas investigações acerca dos três eixos que norteiam seu trabalho: o desenvolvimento de dramaturgia própria, o corpo como instrumento de criação, o uso de espaços diversos. O espetáculo, que se utiliza da linguagem da dança-teatro, não tem uma narrativa linear, não conta uma história. Antes, debruça-se sobre os estados de sono e vigília, os sonhos, pesadelos e a insônia, mostrando o homem contemporâneo entre a sua necessidade de descanso e repouso e as exigências de um mundo cada vez mais veloz, vertiginoso.

10 de janeiro de 2014 - (Sexta-feira) – 20h
  • Grupo Gota, pó e Poeira
Espetáculo: Estórias de um povo de lá
Livremente inspirado nos contos de Guimarães Rosa, o espetáculo retrata histórias de pessoas que podem estar aqui e lá em seus anseios, obstáculos, religiosidade e esperanças. "Estórias de um povo de lá" apresenta logo em sua abertura um prólogo com fragmentos de textos que contemplam o universo de Guimarães Rosa, seguindo depois para três pequenas histórias. A primeira narrativa é centrada na viagem de avião de  um menino ao interior onde se construía uma grande cidade;  lá ele se encanta pela natureza e pela figura de um peru, conhecendo também duros aspectos da realidade. A segunda trata da história de uma menina isolada em seu mundo e que de repente  consegue materializar todos os seus desejos, a maioria coisas simples e comuns, o que a faz diferente na visão da família e parentes. A terceira narrativa mostra a partida de um pai que vai habitar o rio, dentro de uma canoa, criando várias versões para sua partida. A família, composta pela mãe, dois meninos e uma menina, busca explicações para aquela atitude. A montagem reúne literatura, teatro e música, e os atores se revezam em diversos personagens.

11 de janeiro de 2014 - (Sábado) – 19h
  • Cia Repertório
Espetáculo: Bernarda, por detrás das paredes
“Bernarda, por detrás das paredes” é uma colagem dos textos “A casa de Bernarda Alba”, de Federico García Lorca e “Arte poética”, de Aristóteles. Bernarda é uma matriarca dominadora que após a morte de seu segundo marido decreta um luto de oito anos, enclausurando em casa suas cinco filhas. Em um jogo cênico musical, os atores manipulam seus corpos para criar e destruir nove personagens que duelam suas expectativas como em uma arena de touros.

12 de janeiro de 2014 - (Domingo) – 19h
  • Cia Teatro Urgente
EspetáculoMefisto
Artista vive a tragédia de vender a cabeça para o Estado. Cenas de teatro-dança e vídeo mapping em live performance que fazem referência às obras: Mephisto, de Klaus Mann, Fausto de Goethe e à coreografia homônima de Magno Godoy (1987).

Todos os espetáculos do" ES EM CENA" são gratuitos com retirada de ingressos na bilheteria do teatro (sujeito à lotação do espaço).

Debates: Logo após as apresentações, acontecerão os debates com os atores que falarão sobre o grupo e sobre a concepção do espetáculo.

SERVIÇO
"ES EM CENA"
De 08 a 12 de Janeiro de 2014
De 08 a 10 ( de quarta a sexta) as 20 h
De 10 a 12 ( sábado e domingo) as 19 h
Teatro Alcione Nazareth, Centro de Criatividade Odylo Costa, filho
End.: Rampa do Comércio, 200, Praia Grande – São Luís
Telefone: (98) 3218 9933

RC 40 ANOS no TWITTER


SHOW DA VIRADA - Mirem-se no espelho da Bahia

O cachê dos artistas e a cárie das criancinhas
Malu Fontes*
Eis a polêmica da vez: Caetano e Gil vão receber, cada um, R$ 600 mil de cachê para cantar no Réveillon de Salvador. A divulgação do valor deixou de ser apenas um dado da festa, já que a opinião pública obedece, previsivelmente, a um roteiro bifurcado. Parte dela vê em tudo uma comédia, parte vê uma tragédia. Quando Salvador tem um Réveillon sem atrações musicais de peso nacional, é um chororô geral. O complexo de vira-lata aflora e em qualquer buteco o que nunca falta é gente desolada comparando a decadência da cidade com as festanças do Rio, de São Paulo, de Fortaleza.


Aí, quando se anuncia vários artistas e entre eles os diletos filhos da terra cantando na cidade, é um deus nos acuda pelo avesso. Como pode um cachê de 600 mil? Pelas críticas, não se sabe direito quem até agora está encarnando melhor o papel de diabo nas redes sociais: se os próprios artistas, esses desalmados que não cantam de graça para o seu povo; se a iniciativa privada, que patrocina cachês milionários para fazer o povo beber cerveja até não diferenciar se quem tá no palco é Caetano ou Pablo, do Arrocha, em vez de patrocinar projetos sociais; se o poder público, que deveria investir no bem-estar do povo e, no Réveillon, num estalar de dedos, transformar Salvador em Celebration, a cidade perfeitinha da Flórida (EUA), onde Silvio Santos mora quando não está no Brasil e onde, of course, não há problema de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Ou se o diabo é mesmo é o povo, pois, como diria certo comentarista esportivo, “haja o que hajar”, nunca tá satisfeito.

A notícia sobre o valor do cachê de Gil e Caetano transformou-se num fla-flu. E olha que ainda não se falou no de Gal, Daniela, etc. Para apimentar mais a história, há os detalhes. Flora, mulher de Gil, é a organizadora oficial da festa, e Roberto Carlos, o rei, enfezado com o desgaste em sua imagem por ter aparecido associado aos dois baianos na natimorta Procure Saber (entidade criada para impedir que biografias fossem publicadas sem autorização prévia do biografado), fez mimimi e desistiu de integrar o elenco de estrelas na virada de ano em Salvador. A imprensa carioca anunciou que ele não viria porque, para além do clima de poucos amigos com a turma de Caetano e Gil, também não queria arranhar sua fama de moço íntegro participando de evento em cujo financiamento houvesse recursos públicos. Foi a deixa. Enquanto trocentos berram nas time lines que os patrocinadores estão pagando tudo, outros citam o argumento de Roberto para dizer que, fosse assim, o rei teria aceitado o convite. Segundo a imprensa, esses são os valores das quatro noites de festa: R$ 6,4 milhões, sendo R$ 2,2 para cachês, tudo pago pelos patrocinadores. A prefeitura e o estado entrariam com R$ 1,5 milhão, cada, em estrutura.

No confronto de torcidas de ataque e louvação aos dois baianos, há os aspectos ignorados quando se trata de festas populares patrocinadas, no todo ou em parte, por empresas privadas e estreladas por ídolos nacionais ou internacionais. O Réveillon do Rio é tão lindo quanto milionário, incluindo cachês. Quem canta lá de graça? Insinua-se aqui e ali que Gil e Caetano cobram para cantar aqui porque não amam suficientemente a Bahia. De amor alheio entendo lhufas. Já da indústria do entretenimento, o suficiente. Já a segunda falação não convence nem anencéfalo: esse dinheiro deveria ir para a população, saúde, educação. Então tá.

Alguém aí acredita mesmo que, em algum tempo, em algum lugar, empresas que patrocinam artistas para que, assim, suas marcas sejam consumidas pelo povo, vão deixar de contratá-los para investir no tratamento da cárie das criancinhas?
* Malu Fontes  é jornalista e professora de Jornalismo da Ufba.

Codevasf atrasa obra do Ministério da Intregação Nacional no Maranhão por quase um ano


     Iniciada em 20 de novembro do ano passado, a obra de reforma e adequação à acessibilidade e mobilidade nas instalações da sede da 8ª Superintendência regional da Codevasf, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba, em São Luís (Maranhão)  integra o calendário de atrasos do governo federal no Estado.
    De acordo com o contrato (Nº 07.020.00.2012) a conclusão da reforma deveria acontecer no prazo de 90 dias. A MR Construtora e Serviços Ltda executa a obra cujo valor inicial era de R$ 495 mil.O prédio está localizado ao lado do único parque público da cidade, na rua Alexandre Moura.

    A Codevasf é vinculada ao Ministério da Integração Nacional, cota do PMDB. A companhia mantém oito superintendências regionais em sete dos nove estados do Nordeste (de fora apenas o Ceará e o Rio Grande do Norte) e mais Minas Gerais. No Maranhão, o superintendente é João Batista Martins. A partir de 14 de janeiro de 2010, a companhia passou a atuar nos vales dos rios Itapecuru e Mearim.
    Enquanto as obras na sede seguem no compasso de cágado, o órgão incluiu no orçamento soma referente ao pagamento de aluguel em uma das áreas mais nobres de São Luís, na avenida dos Holandeses.

Na Coluna da MÔNICA BERGAMO

PODE ENTRAR
O Ministério do Turismo vai pressionar hotéis e atrativos turísticos a se tornarem acessíveis a pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção. Uma campanha inclui a criação de aplicativo de celular em que usuários poderão avaliar a acessibilidade de 51 mil estabelecimentos. Os mais elogiados serão premiados --e os campeões de reclamação vão receber um alerta para se adaptar.

PODE ENTRAR 2
Com o lema "Um Brasil onde todos podem viajar", a campanha Turismo Acessível terá anúncios para sensibilizar empresários e administradores públicos. A iniciativa é parceria com a Secretaria de Direitos Humanos e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência --que somam 45 milhões em todo o país.

PODE ENTRAR 3
"Estamos muito atrasados em relação à acessibilidade", diz o ministro do Turismo, Gastão Vieira. Ele cita como exemplo a Itália, que aumentou o número de visitantes, segundo ele, após melhorar as condições de circulaçã

O Brasil nas ruas - EDITORIAL ZERO HORA



Quem nos representa no Brasil, sejamos nós jovens ou nem tanto, crianças ou idosos? Desde junho último, quando brasileiros começaram a ocupar as ruas, contagiados pela força da juventude, ficou claro que não são mais os políticos tradicionais, ou pelo menos não apenas eles, nem outros clássicos porta-vozes. Mobilizados basicamente pelas redes sociais, com hashtags como #VemPraRua, #OGiganteAcordou e #MudaBrasil, os manifestantes recorreram a contrastantes pedaços de cartolina, rabiscados à mão, para alardear essas mensagens relevantes. “Tem tanta coisa errada que não cabe em um cartaz”, resumia um dos pôsteres. Por trás da máscara do personagem Guy Fawkes, de V de Vingança, porém, entre as boas intenções dos manifestantes de maneira geral e excessos de grupos como os black blocs, o recado foi dado. O país pode não ter despertado de vez, nem ter se transformado como sonhavam os ativistas, mas já não é o mesmo.



Motivados inicialmente pelo alto custo e a baixa qualidade do transporte público, os protestos deixaram grafados desde o início: “Não é por 20 centavos, é pelo meu futuro”. Em seguida, miraram os investimentos da Copa, com a ressalva: “Não é contra a Seleção, é contra a corrupção”. Em outras mensagens escritas, os manifestantes passaram a exigir “Saúde padrão Fifa”, a ironizar que “Ia ixcrever augu legau mais faltô edukssão”, a pedir segurança com frases do tipo “Por favor, não me bata! Proteja-me”, a alertar a classe política de que “Ou para a roubalheira, ou paramos o Brasil”. Diante de apelos transcritos também em pôsteres com referências a clássicos da música brasileira como “Brasil, mostra tua cara” e “O dia vai raiar, sem lhe pedir licença”, dirigentes brasileiros dispuseram-se finalmente a ouvir mais a voz das ruas, a discursar e a ostentar menos, a mudar a agenda, a fazer diferente, a reconhecer erros.


Em muitas capitais, a tarifa de ônibus urbano diminuiu, mas a discussão não se limitou aos 20 centavos: hoje, a mobilidade urbana é tema central, o espaço público entrou na pauta da sociedade e a bicicleta se firma como símbolo da mudança. O Planalto se deu conta da gravidade do estado da saúde pública. Mas, por enquanto, as mudanças são percebidas mais por meio de iniciativas polêmicas, como o Mais Médicos, enquanto persiste o medo nas ruas e os professores continuam longe de ter “o salário de um deputado e o prestígio de um jogador de futebol”. O Congresso preocupou-se em impor mais rigor a crimes envolvendo corrupção, tornou suas votações mais transparentes em alguns casos, facilitando o acompanhamento por parte dos cidadãos. Continua, porém, devendo uma reforma política ampla. Ampla o suficiente para levar os eleitores a recuperar a confiança perdida em seus representantes escolhidos pelo voto.


A exemplo de outros movimentos disseminados pelo mesmo processo de “propagação viral” como a Primavera Árabe, o Occupy Wall Street e os Indignados, na Espanha, o nosso não conseguiu tornar reais todos os desejos manifestados nos cartazes. Depois de junho de 2013, porém, o relacionamento entre instituições públicas e privadas com seus públicos, nelas incluídas a própria mídia, nunca mais será o mesmo. O legado das manifestações populares terá mais consistência se contribuir para reforçar a cidadania e a ética entre os brasileiros.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Multas por uso ilegal de fumê sobem 157% em SL
Região
Meio-Norte:Prática de intervenção muda educação no PI
O Povo:Chuvas começam a aumentar volume dos açudes
Nacional
Brasil Econômico: O nó da telefonia é o mau atendimento
Correio:O cartão estourou? Saiba como equilibrar as contas
Estadão:Produtividade tem de subir 3% para País crescer 4%
Folha:Após acordo, OGX, de Eike, é entregue a credores
Globo:Tribunais deixam plano de punir corrupção pela metade
Zero Hora:O fato novo nas estradas

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Banco do Brasil desrespeita clientes em São Luís do Maranhão

   

    No Maranhão até as instituições financeiras tratam com desrespeito seus mantenedores. Na véspera do Natal, na agência central do Banco do Brasil em São Luís correntistas serpenteavam uma fila quilométrica no interior do prédio da Praça Deodoro. Tudo por conta da insuficiência de caixas eletrônicos. Das 15 máquinas de uma bateria na agência, sete ofereciam apenas a opção consulta aos clientes do BB.

    Para evitar tumulto e manter os clientes na condição bovina, um segurança da CEFOR espreitava qualquer esboço de insatisfação com a mão posta na arma de fogo. Complementando o desrespeito, algumas das máquinas desponibilizavam apenas notas de dez reais para saque. Procurados pelo público para dar alguma satisfação, os funcionários do banco público que obteve o maior lucro em 2013, informavam que os caixas seriam abastecidos ainda durante o dia.

    Segundo informavam alguns clientes na Cidade Operária, bairro para onde convergem clientes de ao menos 20 bairros da região, no domingo antes do Natal a opção saque esteve indisponível durante todo o dia. 

Campanha - Ministério do Turismo estimular brasileiro a viajar pelo Brasil

    O Ministério do Turismo cria campanha para estimular o brasileiro a viajar pelo próprio país. O filme estreia hoje no intervalo do Jornal Nacional.
    Com o conceito “você vive num país perfeito para viajar”, a propaganda apresenta ao telespectador opções para os diferentes públicos. A ideia é aproveitar o verão para fomentar, por meio de filmes de 60” e 30”, veiculados em TV aberta e fechada em todo o Brasil, o turismo interno.
Veja o vídeo:

As entranhas do bolsismo - ZANDER NAVARRO


    Em viagem de pesquisa visitei áreas rurais na divisa do Maranhão com o Pará. Muitos pequenos povoados com centenas de motos cruzando as estradas da região. Inúmeros sinais de continuidade do atraso histórico, mas iguais evidências, ainda embrionárias, de algum dinamismo social.

    Em sua casa de barro, conversei com um jovem agricultor. Recém-casado e com um filho de 6 meses, ele cultiva uma pequena roça com mandioca, praticando a "agricultura no toco", que significa o desmate de uma área de mata original e o plantio após a queimada dos remanescentes florestais. Só vende a farinha se precisar de dinheiro, pois recebe uma bolsa do programa Mais Educação. E o que faz? "Sou professor de agroecologia", diz com certo orgulho. Ele explica que se trata de ensinar a preparação de "canteiros sustentáveis, plantar horta sem venenos", adiantando, contudo, que não foi treinado e, por isso, não sabe "ainda o que é agroecologia". Trabalha um dia por semana na escola da comunidade e recebe R$ 600 mensais.
    Em outra comunidade rural, o líder que organizou o levantamento dos interessados locais no programa Minha Casa, Minha Vida afirma que serão oferecidos empréstimos de R$ 35 mil, mas cada família pagará apenas R$ 1 mil, divididos em quatro anos, indicando um subsídio de 97% nas futuras moradias. A dele é uma modesta casa de chão batido e seus olhos brilham ante a perspectiva de mudança. Fazia pouco tempo que esse agricultor assistira a uma conferência em Belém, destinada a representantes comunitários do programa, durante a qual foi escolhido para participar da conferência nacional, em Brasília. Não conhece nada além do Pará e a chance da viagem também alegra o líder da comunidade.
    Já em Salvador, uma candidata a empregada doméstica foi entrevistada na casa da senhora contratante. Acertados o salário e os horários de trabalho, ela impôs uma inesperada exigência: não queria ter a Carteira de Trabalho assinada. Diante da surpresa, explicou que se for assim perderá o "auxílio-pesca" que recebe há quase dez anos. "Mas você é pescadora?" Ela riu e disse que nunca fez isso, mas em seu município de origem todos recebem o benefício federal, mesmo não sendo pescadores. Mora com o marido na capital, mas mantém o endereço anterior para continuar beneficiária. Pretendem se mudar para a cidade de Conde, pois lá ofereceriam adicionalmente uma cesta básica por mês.


    No outro lado do País, diversos resultados de estudos realizados nas reservas extrativistas do Acre demonstram processos sociais similares, notavelmente adaptados ao sistema de bolsas e auxílios oferecidos pelo governo federal desde 2003. Na famosa Reserva Extrativista Chico Mendes, a principal atividade atualmente não é o extrativismo, mas a pecuária de corte, de fato proibida pelas normas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Nem por isso, no entanto, muitos deixam de receber a Bolsa Verde. Aliás, por essa razão, em outra reserva, no Alto Juruá, o líder da comunidade afirma: "O que mais se produz aqui é menino, pois é o que rende mais" - em referência ao recebimento de Bolsa Família e outros benefícios, como a bolsa que a mãe poderá pleitear do Programa Brasil Carinhoso.

    Finalmente, fruto de pesquisas em diversas regiões, é iluminada a preocupante associação entre a multiplicação das bolsas e a redução da atividade agrícola. Repete-se, em alguma medida, o que foi verificado na década de 1990, quando a disseminação das aposentadorias rurais após a regulamentação da Constituição permitiu a inúmeras famílias rurais pobres trocar parcialmente a incerteza da produção pelo recebimento monetário certo e mensal desse direito. Em consequência, diminuiu a oferta de produtos agrícolas, sobretudo nas regiões rurais mais empobrecidas.
    São ilustrações do bolsismo. Quais os seus reais impactos na sociedade brasileira, além da simplória propaganda governamental? É um debate sinuoso e desafiador, pois facilmente polariza, de um lado, a defesa intransigente e usualmente irrefletida, quase sempre partidarizada, e, de outro lado, as opostas posições, até reacionárias, que não aceitam sequer a compaixão social pelos mais pobres. Mas é preciso aprofundar a discussão, escapando desse diálogo de surdos e examinando com mais ciência e distanciamento analítico o gigantesco sistema de auxílios, bolsas e benefícios criado e as suas implicações mais variadas.
    Esgotada a meta inicial do bolsismo, que era o aumento da renda dos menos favorecidos, qual será o passo seguinte? No caso das famílias rurais pobres, por exemplo, o conservadorismo do imaginário social poderá acentuar o que julga ser a inata indolência desses grupos sociais, visão já consagrada por alguns escritores no passado. Raramente se observa, contudo, que as escolhas das famílias rurais refletem um sábio cálculo econômico que pondera a exaustão da atividade e os recursos disponíveis, uma equação que um economista agrícola russo, Alexander Chayanov, desvendou quase cem anos atrás em diversos trabalhos.
    Não são aceitáveis a superficialidade e as frases de falastrões, ao chegarmos aos dez anos do Programa Bolsa Família. Também é inconcebível tudo ser feito apenas para manter a estreita correlação entre a distribuição das bolsas e o apoio político ao partido no poder. Precisamos ultrapassar esse rebaixamento de cunho eleitoreiro e analisar o sistema de proteção social brasileiro com mais transparência, refinamento e visão de nação. Trata-se de uma vasta estrutura de assistência a que quase ninguém mais se opõe, mas precisa ser aperfeiçoada e transformada numa alavanca pública para promover a prosperidade geral. Manter o sistema de bolsas, que apenas se amplia, sem nenhuma estratégia, especialmente para garantir votos, desqualifica nossos esforços para construir a emancipação cidadã e estimular o desenvolvimento social do País.
De O Estadão

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Jornal Pequeno:Chefões o crime estupram mulheres de dententos na penitenciária de Pedrinhas
O Estado do MA:Dilma se reaproxima de aliados no Congresso
O Imparcial: Apelo natalino
Região
Jornal do Commercio:Festa de fé e solidariedade
Meio-Norte:Lei Anticorrupção já vale em janeiro de 2014
O Povo:Histórias de quem faz o ano inteiro um Natal
Nacional
Correio:Votos por um Brasil melhor: O presente de Natal que eleitores do DF querem dos políticos
Estadão:IPI de carro sobe e arrecadação pode crescer R$ 950 milhões
Folha:Triplica o número de idosos que vivem sós
Estado de Minas:Uma família de presente
Globo:Famílias vão à Justiça por vaga em creches públicas
Zero Hora:Emprego em alta leva a recolocação mais rápida

terça-feira, 24 de dezembro de 2013


VERSOS DE NATALManoel Bandeira
Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico,
Penetrarias até o fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
Manoel Bandeira

Roseana Sarney recusa acolher "devolvidos" da extinta TVE do Maranhão

    A governadora Roseana Sarney deleta paulatinamente o governo José Sarney (1966-1970). Dando uma de Mary Shelley contra a criatura, Roseana recusou acolher os 62 funcionários da Acerp - Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto, devolvidos ao Ministério do Planejamento pela TV Brasil.
    Os "devolvidos" são antigos funcionários da TVE do Maranhão, emissora educativa que entrou no ar em 1969, quando o político José Sarney iniciava sua carreira do mais longevo oligarca da América Latina. A Acerp era mantenedora da TVE no Maranhão e comandada por apadrinhados do ex-presidente da República. 
    Assim se passaram quase 40 anos até que a emissora foi incorporada à TV Brasil, rede de televisão da Empresa Brasil de Comunicação, EBC,  por decreto do então presidente Lula de 25 de outubro de 2007. Nesse ínterim, o nepotismo grassou nos corredores da emissora no Bairro de Fátima, também povoado por fantasmas e apaniguados que davam as caras quando bem entendiam.
    Na semana passada o diretor regional da TV Brasil,  Benetti Nascimento, procurou o secretário de gestão e planejamento Fábio Gondim para propor a incorporação dos "devolvidos" aos quadros da adminstração do estado sem ônus para o governo. Eles são na maioria orientadores de educação e de outras funções ligadas à pedagogia televisiva inaugurada por Sarney nas escolas CEMA. A maioria dos "devolvidos" são devotos do senador e votam em sua filha para qualquer cargo que ela dispute.
    Benetti Nascimento promoveu uma revolução na antiga TVE, dinamizando o jornalismo, colocando o material local produzido na rede TV Brasil e trombando com mal- acostumados amigos do rei. Após xá de cadeira de três horas, Gondim foi categórico em recusar os mais de 60 funcionários que correm o risco de ter salários reduzidos por inatividade.
    Aos domingos o senador pelo Amapá publica no jornal O Estado do Maranhão, fundado por ele e administrado pelos filhos, crônicas tonificadas pelas memórias de um inimaginável período fausto vivenciado pelos maranhenses. A educação televisiva está entre seus feitos mais notáveis, segundo costumeira avaliação ególatra. São conquistas pontuais demarcatórias do período da Ditadura Militar que povoam as lembranças dos legitimadores do tenebroso período da história política brasileira, entre os quais está o senador maranhense. Mais com pouco a TVE será uma triste lembrança quixotesca quase similar ao telensino da sua cria política.






Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

ATAQUE DE FALCÃO A SARNEY AMEAÇA APOIO A DILMA
O ataque do presidente do PT, Rui Falcão, ao senador José Sarney ameaça o apoio do PMDB à reeleição da presidente Dilma Rousseff, adverte um importante senador da cúpula do partido do vice-presidente Michel Temer. Falcão admitiu apoio do PT a Flávio Dino (PCdoB), inimigo de Sarney, ao governo do Maranhão. “Se até o Sarney tratam assim, imagine Brasil afora”, diz o senador, sobre a relação dos dois partidos nos estados. 


LÁ VEM BRONCA
Com habilidade política de um hipopótamo em loja de cristais, Rui Falcão já foi chamado pelo ex-presidente Lula para ser “enquadrado”.


GRATIDÃO
Lula é muito grato a Sarney e até atribui ao apoio do veterano senador, em 2002, a viabilização de sua primeira vitória na disputa pelo Planalto.


TIRO NO PÉ
A trapalhada de Rui Falcão no Maranhão ajudou apenas a candidata de Eduardo Campos (PSB) ao governo estadual: Eliziane Gama (PPS).


ESTRELA QUE SOBE
O radar de José Sarney já indica que a deputada estadual Eliziane Gama é liderança que chegará ao topo, na política do Maranhão.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Orçamento do Estado para 2014 será de R$ 12 bilhões
Região
Jornal do Commercio:Festa de fé e solidariedade
Meio-Norte:Rodovias já mataram 172 somente este ano
O Povo:Histórias de quem faz do ano inteiro um Natal
Nacional
Correio:Um Natal feito de trabalho, sonhos e plugado na rede
Estadão:BR-040 atrai 8 grupos; governo já analisa novas concessões
Folha:Após privatização, Galeão tem 61% de controle estatal
Estado de Minas: Desemprego e o microcrédito
Globo:Temporais deixam 46 mil sem casas no ES
Zero Hora:Emprego em alta leva a recolocação mais rápida