sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Polícia reprime Grito dos Excluídos no Avel Viário

    Confronto entre a polícia militar e integrantes do Grito dos Excluídos, mobilização organizada pelos movimentos sociais em São Luís, resultou na prisão de um militante do PSTU no Anel Viário na manhã desta sexta-feira durante o desfile do 7 de setembro.
    Desde as sete da manhã militantes do PSOL, PSTU, PCB, estudantes universitários, da igreja católica e de movimentos sociais como a União pela Moradia, se concentraram em frente à Capela de São Pedro, no bairro da Madre Deus. O atrito entre militantes sociais e a polícia militar ocorreu por volta das 10 da manhã quando integrantes do Grito dos Excluídos tentaram participar da parada militar.
 


   Os candidatos a prefeito de São Luís nas eleições deste ano, Haroldo Saboia (PSOL) e Marcos SIlva (PSTU) estavam no local e contemporizaram os ânimos. Policiais da Tropa de Choque da PM foram deslocados para o local armados com disparadores de bombas lacrimogêneas e spray de pimenta.
 
    Os policiais chegaram a agredir o militante do PSTU e outros participantes do protesto contra descasos nas administrações municipal e estadual. Ele foi levado até o Plantão central da avenida Beira-mar, mas em seguida liberado.

Lula cancela viagem ao Nordeste

    Agora é oficial: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não virá para o palanque do petista Washington Oliveira na cmpanha para prefeito de São Luís. Pelo menos por esses dias, a vinda de Lula está cancelada devido a problemas de saúde.
    Já sabendo que São Luís não estaria no roteiro da viagem que Lula faria à região no fim de semana, a coordenação de campanha do candidato a prefeito da coligação Juntos por São Luís substituiu o líder pela filha. Segundo anunciam os aliados de Washington, Lurian "Lula", chega na segunda-feira para participar de atividades da carreta do Lula, um caminhão com estrutura de cinema que tem percorrido colégios eleitorais onde o PT tem candidatura própria ou apoio aliados, quase todos alinhados com o grupo Sarney.
    A vinda de Lula ao Nordeste seria para erguer as candidaturas do partido que se encontram com problemas de crescimento congênito. Em Recife (PT), Humberto Costa encolhe a acada pesquisa depois de ter liderado a corrida. Na capital do Piauí, o senador Wellington Dias estacionou na terceira colocação entre os candidatos à prefeitura de Teresina. Situação bem mais desconfortável se encontra o candidato do PT a prefeito de São Luís na quarta colocação entre os oito candidatos.
    A viagem ao Piauí seria no domingo. No início da semana, Washington Oliveira não confirmou a vinda do presidente. Disse que dependia da agenda mutante de Lula. Da mesma forma informou sobre uma eventual vinda da presidente Dilma.
Com informações de agências

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Dilma anuncia redução da tarifa de energia para 2013
Região
Jornal do Commercio:Pesquisa traz Geraldo Julio na liderança
Meio-Norte:Governo quer derrubar analfabetismo em 50%
O Povo:Dilma anuncia energia
Nacional
Correio Braziliense:Só tolerância zero pode salvar Lei Seca
Estadão:Conta de luz cai 16%, diz Dilma
Estado de Minas:O dilema dos vereadores – Com vergonha, sem aumento
Folha:Dilma ataca em cadeia de TV concessões da gestão FHC
O Globo:Novo retrato da educação - Alunos de favelas com UPP rendem mais
Zero Hora:Independência dos impostos - Dilma corta 16,2% na conta de luz

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Lambe-lambe:Orfeu na terra do bumba-meu-boi


Edivaldo Holanda Júnior chama radialistas de mentirosos

     O deputado federal e candidato a prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), desmentou os jornalistas do Sistema Mirante de Comunicação logo na abertura da rodada de entrevistas com candidatos na Mirante AM.
    Questionado pelo jornalista Roberto Fernandes sobre o que achava do comentário do ex-prefeito Tadeu Palácio (PP) que dissera que o ex-deputado federal e presidente da Embratur, Flávio Dino, aparecia mais que o candidato no início da campanha, Edivaldo Holanda Júnior duvidou da declaração. "Não acredito que prefeito Tadeu Palácio tenha dito isso", disse peremptório o candidato. Então tá, concordaram no ar os entrevistadores.

Tadeu Palácio debocha dos ex-correligionários(?) para alvejar João Castelo

    O ex-prefeito Tadeu Palácio (PP), tido como plano B do grupo Sarney nas eleições municipais deste ano em São Luís, se equivocou na entrevista que concedeu à Mirante AM, do Sistema Mirante de Comunicação ,da família Sarney.
    Mirando o tucano Castelo, Palácio afirmou que  "os shows de Roberto Carlos e Gilberto Gil foram os únicos avanços que São Luís teve nos últimos anos". O ex-prefeito encerrou seu mandato há três anos e oito meses.
    As atrações musicais elogiadas por Palácio foram contratadas pelo governo do estado justamente para confrontar a programação organizada pela prefeitura de São Luís, tão ou mais pífia como a administração Castelo (se é possível o comparativo), para comemorar o aniversário de 400 anos da chegada dos franceses à ilha.
    O que o ex-prefeito enxergou de avanço, se não estiver na galeria do deboche, simboliza mais um atraso da contenda política com um dos lados cativos ocupado pelo grupo Sarney, do qual é ex recém-aliado. Custeado pela Petrobras com aval do Ministério do Turismo, a programação de megashows sob a batuta do governo do estado acontece na área da Lagoa da Jansen, quase tão poluída como as praias da ilha de São Luís.
    Com os ouvidos ocupados pelo som do Roberto e do baiano Gilberto Gil, Tadeu Palácio prefere o circo que as agruras conjuntamente produzidas pelos governo do estado e municipal.

Pluralismo de fachada - EUGÊNIO BUCCI

    A maioria dos maiores jornais do Brasil não cumpre ao menos uma parte dos seus compromissos com a sociedade. Essa maioria proclama solenemente que pratica o pluralismo de opiniões, mas, nos seus procedimentos habituais, repele a diversidade. Eis aqui um fato simples e irrefutável, que deveria ser assunto prioritário dos editores de jornais, mas tem sido apenas ignorado.
    Antes de qualquer outra consideração, vamos demonstrar por que esse fato é verdadeiramente simples e irrefutável. Estamos falando aqui dos 154 jornais que estão filiados à Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a elite da imprensa diária no Brasil. Ao todo, existem 684 diários no País (número de 2011), mas os 154 que integram a ANJ concentram aproximadamente 80% da circulação total, que alcançou em 2011 a marca de 8,65 milhões de exemplares por dia, segundo estimativas da própria entidade. Sozinhos, os 154 teriam uma circulação média diária de aproximadamente 7 milhões de exemplares. Que deveriam ser pluralistas.
   Por quê? Muito simples. Sendo filiados à ANJ, esses 154 veículos se submetem ao Código de Ética da entidade, um código conciso e muito claro. Em seu artigo 5.º diz que os jornais se comprometem a "assegurar o acesso de seus leitores às diferentes versões dos fatos e às diversas tendências de opinião da sociedade". Aí está o compromisso expresso com o pluralismo, que é reforçado por pelo menos outros dois dispositivos. O artigo 10.º, que afirma o dever de "corrigir erros que tenham sido cometidos em suas edições", e o artigo 6.º, que garante "a publicação de contestações objetivas das pessoas ou organizações acusadas, em suas páginas, de atos ilícitos ou comportamentos condenáveis", complementam e dão mais consistência ao princípio do artigo 5.º. Com esses mandamentos, o código afirma que seus jornais estão empenhados em cobrir e refletir as diversas opiniões sobre os fatos, tão empenhados que corrigirão prontamente erros eventuais cometidos pelas reportagens.
   Até aqui, tudo ótimo. Não se esperaria outra coisa de um bom diário contemporâneo. Acontece que, segundo um levantamento exposto pelo diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, durante o 9.º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado em São Paulo no final de agosto, não é bem isso que encontramos na prática. Para começar, apenas 50 dos 154 adotam em seu cotidiano o princípio de "reconhecimento e publicação de erros". Isso mesmo, somente 32% dos maiores e mais lidos jornais brasileiros cumprem o artigo 10.º do seu próprio Código de Ética. Pedreira mostrou ainda que, embora todos os 154 filiados da ANJ tenham canais de atendimento ao leitor, nem todos veiculam as cartas que recebem: só 96 deles (62%) dizem ter o hábito de publicar as mensagens dos leitores.
    Bastam esses dados para escancarar o contraste que existe entre o Código de Ética da associação e a prática rotineira dos filiados. Algo vai mal nesse campo. Em matéria de pluralismo na imprensa, a sociedade ainda tem muito do que reclamar. As preocupações com a ética ainda não se tornaram uma agenda obsessiva - como deveria ser - nas redações. Tanto é assim que apenas uma minoria ínfima, 17% dos 154 diários, elaborou códigos ou manuais de ética para sua administração interna. Somente 25 (ou 16%) mantêm conselhos editoriais - que talvez não sejam uma grande maravilha, mas sempre ajudam na crítica interna. São menos ainda os que mantêm algum conselho de leitores. Tais números desencorajam qualquer leitura otimista.
    É claro que ninguém vai cobrar que um veículo informativo seja plural só porque a gente gosta de pluralismo. Existiram e existem publicações abertamente partidárias e nem por isso elas foram ou são desonestas ou de má qualidade. Não se pode exigir, por exemplo, do francês L'Humanité, histórica e abertamente ligado aos comunistas, que abrigue multidões de colunistas de direita, assim como não se vai impor ao L'Osservatore Romano, órgão do Vaticano, que desfralde a bandeira do materialismo histórico. Esses e muitos outros jornais têm uma causa declarada, não a escondem. Nada de errado com eles, embora não sejam exatamente plurais.
    Agora, de um órgão de imprensa que se compromete publicamente com o princípio do pluralismo, aí, sim, a sociedade tem o direito de cobrar condutas compatíveis com esse compromisso. Dos jornais filiados à ANJ o leitor brasileiro tem o direito de demandar uma postura editorial pluralista, seja nas reportagens, seja nas páginas de opinião. Se é isso o que prometem, que seja isso o que entregam. Logo, não se trata de medir o desempenho de veículos informativos segundo uma baliza vinda de outro planeta, mas de cobrar deles o compromisso que eles mesmos dizem abraçar.
    Eis aí o problema. Um problemaço! Um problema tão crítico que deveria ser a prioridade n.º 1 dos jornais brasileiros. Eles estão em descompasso consigo mesmos e, por extensão, estão em dessintonia com o que a sociedade brasileira espera da imprensa. O cidadão vem aprendendo - finalmente - a exigir transparência dos negócios públicos. Do mesmo modo, exige e exigirá mais transparência dos critérios que governam a imprensa.
    Os jornais não têm escolha: ou abrem canais mais eficientes para o leitor reclamar e, mais ainda, participar da confecção do conteúdo editorial, ou ficarão para trás, defasados, não apenas em razão da crise do modelo de negócio - já tão conhecida -, mas principalmente por não estarem à altura da função que a democracia lhes reserva de mediar o debate público. Para acompanhar o tempo eles terão, além de preservar a sua própria independência (artigo 1.º do Código de Ética da ANJ), de aumentar o seu nível interno de transparência e radicalizar seu compromisso com o pluralismo.
    É pegar - ou ser largado.
De O Estadão

Manchetes dos jornais

Estado
Jornal Extra:Três bandidos tentam invadir casa de deputado com uma lapa de pau
O Estado do MA:TCE susta pagamento à empresa de coleta de lixo em São Luís
Região
Jornal do Commercio:Termina greve na UFPE
Meio-Norte:Trânsito mata mil em 12 meses no Piauí
O Povo:Governo perde prazo e tenta renegociar obras
Nacional
Correio Braziliense:De lixo a revolução genética
Estadão:Dilma quer proibir operação-padrão em greve de servidores
Estado de Minas:Eles gastam gasolina nas férias
Folha:Empréstimos do mensalão foram forjados, diz STF
O Globo:Vitória do verde – TCU manda invasor sair do Jardim Botânico
Valor:Nova proteção tarifária atinge 4% da importação
Zero Hora:RS e outros cinco Estados tentam anular aumento do piso dos professores

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Itapary diz NÃO ao prefeito Gil Cutrim

    Moradores do bairro Itapary, na região do Panaquatira, resistem à prepotência da prefeitura de São José de Ribamar. Há quinze dias os moradores confeccionaram uma placa em que solicitavam bem-humorados melhorias para a localidade.
    Dentre as reivindicações apontavam a construção de um “viva” para atender ao grande número de jovens que moram no bairro e não tem área de lazer.  A prefeitura de São José de Ribamar recolheu a placa e não deu nenhuma satisfação aos moradores sobre as demandas apresentadas publicamente.
    Sem água encanada e ruas sem asfaltamento, os moradores reclamam da poeira e do sacrifício realizado para conseguirem um simples banho ou atender às necessidades essenciais do dia a dia. Falta tudo, inclusive a rede de abastecimento de água nas residências.
     No início desta semana os moradores prepararam uma faixa ratificando as denúncias de abandono por parte da prefeitura com o Itapary.

São Luís 400 anos: Patrimônio é atacado de tudo quanto é lado

  Além dos cartazes da propaganda eleitora, as edificações que compõem o Patrimônio cultural da humanidade em São Luís do Maranhão são depredadas por outras campanhas de divulgação. Exemplo do crime contra o patrimônio pode ser flagrado nas paredes azulejadas do Palácio Gentil Braga, na esquina das ruas do Passeio e Grande, centro histórico da cidade.
   Sobre o azulejo cartazes fazem propaganda da Expoema, evento realizado pela Associação dos Criadores do Maranhão, instituição que tem como integrantes-fundador o secretário de estado da Agricultura, Claudio Azevedo, e o agropecuarista Marcos Túlio, preso em tentativa de suborno.O evento tem a parte de shows organizados pelo Sistema Difusora de Comunicação, da família do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.
 
Fachada do Palacete Gentil Braga

Internautas acham que a lenda da "serpente"e a "cultura" são que mais representam São Luís

    Entre os 1.553 internautas que participaram até esta quarta-feira,5, da enquete "Qual a lenda mais representativa de São Luís?", realizada pelo Portal do governo do estado na internet, acham que a lenda da serpente encantada" é  que mais representa a capital maranhense nos quatro séculos de histórica.
    Ao menos 52% dos que participaram da enquete, correspondendo a 812 votos, acreditam que a lenda da serpente é que mais representa a ilha. A outra lenda mais votada é a da carruagem de Ana Jansen, com 654 votos, 42% dos participantes da enquete.
     Entre as quatro opções apresentadas, a com menor voto até o momento é a lenda da manguda, pouco difundida pelos meios de comunicação. As outras lendas são sobre a  praia do Olho D´Água, interditada para o banho pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente; e sobre o Palácio dos Lágrimas, antiga Faculdade de Farmácia no Largo de São João, centro da cidade, fechado para reforma pela Universidade Federal do Maranhão.
    Em outra enquete do portal do governo é indagado ao internauta "Em qual desses segmentos São Luís mais se destacou em 400 anos?: Como opção para o voto indicam a culinária,cultura, arquitetura e literatura. Esta última despertou o menor interesse entre os internautas. De 5 de fevereiro deste ano até esta quarta-feira, 5 de setembro, apenas 41 pessoas participaram do levantamento.
    Entre os votantes, a cultura foi o segmento de maior destaque (61% - 25 dos participantes) nos quatro séculos de existência da cidade de São Luís. Apenas quatro internautas que votaram (9%) acham que a literatura maranhense é destacável.

Índios de Belo Monte são ouvidos há mais de 40 anos, diz Lobão

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, criticou as paralisações e questionamentos jurídicos atrelados à construção da hidrelétrica de Belo Monte. A usina, que chegou a ter suas obras paralisadas por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª região tem sido alvo constante de denúncias sobre desrespeito aos povos indígenas.
    Para o ministro Edison Lobão, há uma cobrança excessiva sobre o assunto. "Os índios foram ouvidos em quatro audiências públicas pelo consórcio. E eles têm sido consultados ao longo de mais de 40 anos. Foram mais de 60 reuniões desse tipo nesse período. Do ponto de vista do governo, todas as exigências têm sido cumpridas, até com exagero", disse Lobão.
    O ministro lembrou que a Constituição Federal permite que se faça hidrelétricas e outras intervenções em terras indígenas. Mas o artigo 231, que prevê esse acesso, ainda precisa de lei para ser devidamente regulamentado.
"Está dito na Constituição que os rios, o subsolo e o marco territorial pertencem à União. Portanto, o interesse da União tem que ser resguardado em qualquer área do país", comentou Lobão.
    Até esta quarta (5), representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ibama e do consórcio Norte Energia, responsável por Belo Monte, estarão reunidos com lideranças indígenas em Altamira (PA), para esclarecer dúvidas sobre a transposição do rio Xingu, por conta do avanço das obras.
    "Em Belo Monte, não tem nenhum índio sendo afetado, apesar dessa atoarda louca, como se estivéssemos prejudicando os índios", disse Lobão.
Segundo o ministro, a regulamentação do artigo 231 da Constituição continua em análise pelo Palácio do Planalto, apesar da polêmica portaria da AGU (Advocacia-Geral da União), atualmente suspensa, que pretende definir regras sobre a exploração de recursos em terras indígenas.
    "Nós temos uma preocupação no governo de fazer as coisas do modo mais bem feito possível. Por isso algumas medidas legais atrasam um pouco. Mas vamos avançar nesse assunto. Todo dia se vê uma regra que pode ser melhorada", comentou o ministro.
Fonte: Valor Econômico
 

Decisão do TRE-MA que ignorou ficha limpa é suspensa

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar nesta terça-feira (4/9) para suspender decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão que desconsiderou a aplicação da Lei da Ficha Limpa e concedeu registro a um candidato condenado por compra de votos em 2008. Segundo Lewandowski, o entendimento do tribunal maranhense “afrontou a autoridade da decisão do Supremo”, que definiu que a Lei Complementar 135/10, a chamada Lei da Ficha Limpa, atinge condenações anteriores à sua entrada em vigor.
    A liminar foi concedida em Reclamação (clique aqui para ler reportagem) ajuizada no Supremo na última sexta-feira (31/8) e restabelece entendimento de primeira instância da Justiça Eleitoral maranhense, que barrou o registro de Beto Rocha (PMN), candidato a prefeito da cidade de Bom Jardim. Apesar de não ter sido eleito, o candidato foi condenado por compra de votos.
    De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, no julgamento sobre a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo, em 16 de fevereiro passado, ele decidiu que “as causas de inelegibilidade, enquanto normas de ordem pública, aplicam-se a todos indistintamente, contemplando, inclusive, situações jurídicas anteriores à publicação da LC 135/2010, cabendo à Justiça Eleitoral verificar – no momento do pedido de registro de candidatura – se determinada causa de inelegibilidade prevista em abstrato na legislação incide ou não em uma situação concreta, tal como sempre ocorreu em todos os pleitos”.
    Na ocasião, por sete votos a quatro, os ministros decidiram que as condições de elegibilidade são aferidas no momento do registro. Por isso, são consideradas, inclusive, decisões anteriores à vigência da lei. De acordo com a decisão do Supremo, o fato não fere o princípio da irretroatividade da lei porque critério de inelegibilidade não é punição, pena ou sanção e alcança os casos de condenações ou de políticos que renunciaram ao mandato para escapar de processos disciplinares mesmo antes de as novas regras entrarem em vigor.
    Para o TRE do Maranhão, contudo, a lei não poderia retroagir. Segundo o voto do juiz Luiz de França Belchior, que guiou a decisão do tribunal eleitoral, “se os fatos [compra de votos] ocorreram em 2008, ao tempo em que sequer existia a hipótese de inelegibilidade hoje prevista na legislação, entendo que, neste caso específico, as inovações da lei não alcançam o recorrente [Beto Rocha] de forma a lhe atrair causa de inelegibilidade”.
    A decisão do tribunal maranhense, tomada por quatro votos a dois — vencidos os juízes Nelson Loureiro e José Jorge Figueiredo — foi suspensa pela liminar de Lewandowski. O ministro acolheu pedido feito pelos advogados Rodrigo Lago e Abdon Marinho, que representam a coligação do candidato Dr. Francisco (PMDB), adversário de Beto Rocha.
Do Consultor Jurídico

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Reforma inacabada do aeroporto pode render multa diária à Infraero
Região
Jornal do Commercio:Nunca se vendeu tanto carro no Brasil
Meio-Norte:Umidade do ar põe o Piauí em alerta
O Povo:2.600 famílias sem água tratada
Nacional
Correio Braziliense:Ser mãe depois dos 40 já é comum em Brasília
Estadão:Governo eleva imposto de importação de 100 itensEstado de Minas:Crimes de trânsito vão dobrar em BH
Folha:Eleições 2012 - Russomanno abre frente de 14 pontos sobre Serra em SP
O Globo:Candidatos sub judice - TSE terá um mês para julgar 14 mil
Valor:Poupança atrai alta renda na transição dos investimentosZero Hora:Uma Porto Alegre que só existe nas promessas
 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Barrado pela Ficha limpa, Zé Vieira não gastou, nem arrecadou, um tostão na campanha

A candidatura do deputado federal José Vieira (PR) à prefeitura de Bacabal, indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral, causou aparente prejuízo político ao parlamentar. Ficou apenas nisso, já que na primeira prestação de contas apresenta  pelo candidato á Justiça Eleitoral não aparece um vintém de despesa ou arrecadação pelo comitê eleitoral de Vieira.
    Candidato da coligação "Bacabal de novo nos braços do povo", Zé Vieira foi barrado pela Lei Ficha Limpa logo em primeiro instância pelo juiz Roberto de Paula, logo após o registro de candidatura. Vieira pretende recorrer ao Tribnunal Superior Eleitoral.
    O deputado declarou como limite de campanha R$ 511.111.111,00 (R$ 511 milhões), valor fictício conforme prevê a lei, segundo a qual o partido político informa previsão de gastos para cada cargo eletivo em que apresente candidato próprio.
    Em seu plano de governo Vieira propõs "recuperar a dignidade, a cidadania, a segurança e o bem estar dos habitantes de qualquer cidade, não só em Bacabal."
    Considerado um homem rico na região, Vieira assim como Raimundo Nonato (PRB), um dos três que disputa a prefeitura de Bacabal,  não tem costume de meter a mão no bolso. Nonato até agora está no zero a zero, segundo a primeira prestação de contas do comitê de campanha do candidato da coligação "Uma nova história para Bacabal".  Ele é o único candidatura que concorre sem a peia da justiça no encalço.
   Zé Alberto (PMDB), outro pecuarista como Vieira, da coligação Renova Bacabal, reunindo uma penca de partidos está se segurando na corrida com recurso judicial. Seguro na mão, Alberto declarou que só espichou R$ 12 mil até agora. Mas o que as ruas mostram é outra coisa. Conta com a colaboração da  justiça; cega para cartaz e surda para carro de som. Só muita provocação para alertar essa senhora.

400 anos erros de São Luís: Prefeitura erra até no português nos terminais de integração

    Visivelmente sucateados  os cinco terminais de integração de São Luís são retratos coloridos do desperdício e do descaso da administração pública municipal em todos os setores. Placas de sinalização no terminal da Cohab atestam a deficiência da Educação com erros grosseiros de gramática.
    Sem lei nem regra de uso, depois de várias manifestações da população que chegou a se confrontar com a Guarda Municipal no terminal do São Cristóvão, a prefeitura de São Luís colocou placas nos terminais, anunciando reforma. Fez com o desleixo de sempre. Em média foram gastos quase R$ 1,5 milhões com a maquiagem.
    No terminal da Cohab ainda são vistos andaimes usados na reforma realizada pela CEM Cardoso Engenharia no valor de R$ 394.986.94, dinheiro oriundo do FEMT, Fundo Especial de Transporte de São Luís.
    Guaritas que deveriam servir para que a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, SMTT, realizasse os serviços de vigilância e conservação do patrimônio, apresentam sinais de deterioração. Nem de longe lembram que passaram por recente reforma.
    Fazem jus (sic - ou seria jazz, como condiz a festa) a "Apenas brasileira". Os usuários do terminal ignoram a sinalização em português castrado. Agora rrai..o que o parta!

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Fábrica da Suzano em Imperatriz é a maior do mundo
Região
Jornal do Commercio:UFPE entre as dez do País
Meio-Norte:Piauí antecipa em 6 anos meta do Ideb
O Povo:Seca deve se agravar ainda mais
Nacional
Correio Braziliense:O dia mais quente do ano
Estadão:Ministros condenam cúpula do Banco Rural
Estado de Minas:Vida normal nas universidades só em 2015
Folha:Em defesa de Lula, Dilma ataca FHC por reeleição
O Globo:A hora do mensalão – Relator e revisor condenam o Rural
Valor:Governo avalia incentivos para o mercado de capitais
Zero Hora:Ganho cai, mas poupança supera outras aplicações

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Professora da Ufma é agredida por segurança no Colun

A professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), professora Sirliane Paiva, foi agredida no início da tarde desta segunda-feira, 03 de setembro, na porta do Colégio Universitário (COLUN).
   Os professores da UFMA que se encontram em greve há mais de cem dias realizaram atividade pública no COLUM, pela manhã, contra o autoritarismo naquela universidade.
   No momento da agressão a professora tentava utilizar o banheiro e foi impedida por um guarda da empresa que presta segurançapara a UFMA, que na oportunidade declarou obedecer a ordens  do interventor na diretoria do Colun e e da Reitoria.

Washington diz que Castelo foi retaliado por Dilma, que tem mais prestígio que Roseana com a presidenta e ainda bota placa em obra de Jackson Lago

Em entrevista à rádio Mirante AM (Programa Ponto Final), do Sistema de Comunicação da família Sarney, o vice-governador do estado e candidato a prefeito de São Luís, Washington Oliveira (PT), disse que nada pode confirmar sobre a vinda do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff para fazer parte de uma agenda de campanha na capital maranhense, antes do primeiro turno das eleições.
    "Tanto a agenda de Lula como a de Dilma mudam muito", disse Washington. O candidato disse que por recomendação média, após participar da campanha do ex-ministro Patrus Ananias em Belo Horizonte (MG), o ex-presidente foi recomendado pelos médicos a evitar agitações.
    Em meados de agosto o jornal O Estado do Maranhão chegou a anunciar a vinda da presidente Dilma Rousseff. Ela viria para dar a largada nas obras de duplicação da BR-135, um mamute do governo federal no estado. Washington Oliveira não garantiu, no entanto, que a companheira venha lhe dar uma força.
Para reforçar suas críticas ao prefeito tucano João Castelo, o candidato do PT afirmou que parte das carências de apoio à prefeitura de São Luís por parte da União advém do fato desse ser adversário de Dilma.
   Washington Oliveira repetiu trechos do texto da propaganda eleitoral, afirmando que as duas principais o bras com objetivo de melhorar o trânsito na capital são resultados de seu prestígio com o Palácio do Planaldo. As obras citadas pelo candidato são a Avenida Expressa e a Quarto Centenária. A primeira está sendo tocada pelos recursos do Ministério do Turismo, liberado ainda na gestão do ministro Pedro Novaes, antes da queda por pagar uma orgia em motel da cidade com recursos da Câmara.
    Já a avenida Quarto Centenário não é iniciativa nem do vice-governador, nem da governadora Roseana Sarney (PMDB). A obra integra o conjunto de ações iniciadas durante o governo Jackson Lago em 2008 de urbanização de mais de 13 bairros da margem esquerda do Rio Anil.
    Colado na imagem de Lula e Dilma, Washington Oliveira exorciza os aliados do palácio do Planaldo na campanha para prefeito. De acordo com o candidato da coligação "Juntos por São Luís", candidatos que aliam sua candidatura ao apoio da presidente Dilma não pediram votos para a petista em 2010. Sem citar nome quis atingir edivaldo Holanda Júnior, que polariza com João Castelo na disputa eleitoral, e tem apoio ostensivo do presidente da Embratur, Flávio Dino.
    Patinando em apenas um dígito, Washington tenta soerguer sua campanha reforçando os apoio de Dilma e Lula. Com o de Roseana não funcionou como pensava. Daí informar que muito do que está sendo feito pelo governo do estado foi conquistado graças ao seu prestígio com a companheirada. Diminui até mesmo o prestígio do senador Sarney.

UFMA está em 44º lugar, UEMA no 114º e Univima no penúltimo lugar no Ranking Universitário da Folha

    A Universidade Federal do Maranhão ocupa a quadragésima quarta posição no Ranking Universitário Folha, RUF, das instituições pública de ensino superior. A UEMA, Universidade Estadual do Maranhão, é a 114ª do ranking.
    A listagem da Folha, que mesclou indicadores de pesquisa e de inovação e a opinião do mercado de trabalho e de pesquisadores renomados, avaliou 188 instituições de escolas de ensino superior.
    Além da UFMA o RUF inclui apenas outras instituição do estado do Maranhão, a Universidade Virtual do Estado do Maranhão, pertecente à rede estadual, penúltima colocada no ranking.
Confira o que avaliou o Ranking 2012 (Saiba mais sobre o RUF aqui):

Nome da universidadeUF
Q.de Ens.Q. de Pes.Av. do Mer    Ind. de inovaçãoNota total
44ºUFMA        MA

0,47       38,14    8,26   2,29    49,16

114ºUema       MA     0           16,57    7,24    1,16    24,97

187ºUnivima
MA       0           0,47           0          0          0,47

Charge do dia - Clayton

De O Povo

Políticos do Brasil: Data venia....Ricardo Noblat

“O Brasil quer um Judiciário independente, um juiz que não tema pressões”
Ricardo Lewandowski, ministro do STF
É com gosto de jiló no céu da boca, de mandioca-roxa e de berinjela crua, que passo a contar a história nada edificante de um prefeito do PT cassado pela Justiça Eleitoral do seu estado. E de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que, por omissão, palavras e obras, contribuíram até aqui para que o prefeito permanecesse no cargo, dando-se até ao luxo de concorrer a novo mandato em outubro próximo.
O PREFEITO ATENDE pelo nome de Francisco Antônio de Souza Filho, o Chico do PT. E a cidade que ele governa se chama Esperantina. Com menos de 40 mil habitantes, ela existe há 90 anos e fica no norte do Piauí, a 174 quilômetros de Teresina. Seu orçamento anual é de quase R$ 56 milhões, sendo que R$ 36,5 milhões são repassados pelo governo federal.
QUANDO O atual senador Wellington Dias (PT) se reelegeu governador do Piauí em 2006, Chico foi nomeado secretário de Articulação e Gestão. De longe era o secretário mais poderoso. Ambicionava governar Esperantina a partir de 2008. E, para facilitar sua eleição, arrancou de Dias dinheiro e obras para a cidade.
ESPERANTINA
ganhou pontes, poços artesianos e ruas asfaltadas. Os programas de assistência social do governo estadual foram ampliados ali para atender o maior número possível de pessoas — de preferência eleitores. Chico derrotou meia dúzia de adversários — entre eles o prefeito da época, candidato à reeleição.

A PORTA DO inferno se abriu para Chico assim que ele tomou posse. O Ministério Público Eleitoral pediu sua cassação por abuso do poder político e prática de conduta vedada. As obras feitas às pressas na cidade configuraram abuso de poder político. E o fato de Chico ter alardeado que era o pai das obras, prática de conduta vedada.

NO DIA 28 DE fevereiro de 2011, por quatro votos contra três, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí cassou os diplomas de Chico e do seu vice. Afastado do cargo de imediato, Chico entrou com ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pediu a concessão de liminar para reocupar o cargo enquanto recorria da decisão do TRE.

A LIMINAR FOI concedida pela ministra Nancy An-drighi, no dia 30 de junho daquele ano. Quase seis meses depois, o TSE começou a julgar o recurso especial impetrado por Chico contra a decisão do TRE. Nancy acatou o recurso. Um a zero para Chico. O ministro Gilson Dipp, não. Um a um. O ministro Marcelo Ribeiro pediu vista do processo.

EM 28 DE FEVEREIRO deste ano, ao devolver o processo, Ribeiro acatou o recurso. Os ministros Cármen Lúcia e Arnaldo Versiani, não. Placar no fim da sessão daquele dia: três votos contra a pretensão de Chico de reaver o mandato cassado um ano antes pelo TRE do Piauí; dois votos a favor. Aí foi a vez de o ministro Marco Aurélio Mello pedir vista do processo.

SÃO SETE OS ministros titulares do TSE. Com quatro votos se decide qualquer parada. Um mês depois, Marco Aurélio devolveu o processo e rejeitou o recurso, cassando Chico. O voto que faltava ser dado não faria a menor diferença. O dono do voto que faltava, ministro Ricardo Lewandowski, era o então presidente do TSE.

O QUE ELE FEZ? Pediu vista do processo no dia em que Marco Aurélio o devolveu — 29 de março. No dia 18 de abril, esgotou-se o mandato de Lewan-dowski à frente do TSE. Ele passou o cargo para a ministra Cármen Lúcia. E foi embora sem votar o recurso de Chico. Reunido no dia 8 de maio, o TSE despachou o recurso para o ministro que ocuparia vaga de Lewandowski.

QUEM MESMO? José Dias Toffoli, ministro substituto no TSE, que costumava votar na ausência de algum titular. Toffoli estava familiarizado com os assuntos tratados ali. O recurso de Chico lhe foi entregue no dia 11 de maio. E esquecido por Toffoli até hoje no fundo de alguma gaveta. Enquanto isso...

ENQUANTO ISSO
Chico lidera as pesquisas de intenção de voto para prefeito. Diz que vencerá a batalha no TSE. Só haveria uma chance de isso acontecer: se algum ministro que recusou o recurso mudasse o voto. Difícil. E se Toffoli acatasse o recurso. Bem...

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Megashow celebra São Luís
Região
Jornal do Commercio:Só o Leão vence na rodada
Meio-Norte:Timão vence o Galo e embola o Brasileirão
O Povo:Desconfiança em partidos, Cãmara e Assembleia
Nacional
Correio Braziliense:Tráfico e morte na rotina das escolas
Estadão:Agronegócio faz Centro-Oeste liderar crescimento no País
Estado de Minas:Mutirão contra impunidade
Folha:Ranking universitário tem 7 federais entre as 10 melhores
O Globo:Eleições 2012 – Violência na campanha já matou mais que em 2010
Zero Hora:Busca por tecnologia empurra Expointer a recorde de R$ 2 bi

domingo, 2 de setembro de 2012

Func anuncia premiados do 3º Salão de Artes Plásticas de São Luís

    O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Euclides Moreira Neto, anunciou na noite deste domingo na Praça Maria Aragão as obras premiadas do 3º Salão de Artes de Artes Plásticas de São Luís. O primeiro lugar geral ganhará prêmio no valor de R$ 10 mil. As outras outras premiadas - cinco no total -, vão receber prêmio de R$ 4 mil.
Confira os premiados:
Primeiro lugar geral:
"Abre e fecha uma alegoria",de Geane Viana de Souza (performance)
Outros premiados:
"Transparência e opacidade de São Luís", de Ana Borges (pintura)
"Erosão",de Christian Knepper (fotografia)
"Desacordo do tempo", de Fernanda Mafra (pintura)
"São Luís, 400 janelas", de José Murilo Moraes dos Santos (fotografia)
"Cisne em Luto", de José Raimundo Júnior (pintura)

Segunda maior cidade do Maranhão atrai fábrica que custa 3 vezes o seu PIB

TATIANA FREITAS
Da Folha
Enviada especial a Imperatriz (MA)
 
Aos 160 anos, a cidade de Imperatriz --a segunda maior do Maranhão-- receberá sua primeira grande indústria. No quarto trimestre de 2013, a Suzano Papel e Celulose inaugura no município uma fábrica que vai praticamente dobrar o seu tamanho.
    Hoje, a Suzano tem capacidade para produzir 1,9 milhão de toneladas de celulose por ano. A nova unidade, sozinha, fabricará 1,5 milhão.

Eudes de Souza - 16.ago.12/Divulgação
Construção de fábrica de celulose da Suzano na cidade de Imperatriz, no Maranhão
Construção de fábrica de celulose da Suzano na cidade de Imperatriz, no Maranhão, que será inaugurada em 2013
    "É o maior projeto do setor em construção no mundo", diz Ernesto Pousada, diretor de operações da Suzano. A unidade Eldorado, que é erguida pela J&F em Goiás, tem a mesma capacidade.
    Para um projeto gigantesco, cifras elevadas. A Suzano investe R$ 5,8 bilhões em Imperatriz --quase três vezes o PIB do município, de R$ 2 bilhões em 2009, segundo os dados mais recentes do IBGE.
Com a Suzano, a cidade atrai outros investimentos. Pelo menos três multinacionais fornecedoras da companhia se instalarão na cidade.
    No ano que vem, a finlandesa Metso, responsável pelo projeto de engenharia, abrirá uma unidade para manutenção e assistência técnica da fábrica de celulose.
    A Eka Chemicals, braço da holandesa AkzoNobel, investirá R$ 179 milhões numa unidade de produtos químicos. Também do setor químico, a francesa Air Liquide monta uma unidade de produção de gases em Imperatriz, com aporte de R$ 128 milhões. Metade da produção vai para a Suzano.
Os outros 50% serão vendidos a indústrias de outros setores e à área médica.
    "Teremos excedente para atender a demanda do Norte e Nordeste, que estão crescendo muito e são carentes de produtores locais", diz Marcelo Fioranelli, diretor-geral da Air Liquide.
    O prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), diz que o empreendimento também movimenta a construção civil e serviços. "Vinte e seis prédios estão em construção na cidade."
    Neste mês, um shopping com 180 lojas será inaugurado. Em 2013, sete cursos de ensino superior serão abertos.
CAPACITAÇÃO
    Cerca de 600 quilômetros distante da capital São Luís, Imperatriz cresceu lentamente após a construção da rodovia Belém-Brasília, em 1958.
    Entre Belém, Brasília, Palmas e São Luís, Imperatriz se desenvolveu como entroncamento comercial. O resultado é uma economia concentrada em serviços, responsável por 75% do PIB.
Sem histórico de atividade industrial, faltou mão de obra especializada para a Suzano.
    Para formar profissionais, a empresa patrocina cursos no Senai nas áreas de construção civil, montagem industrial e serviços. Mais de 4.500 pessoas já foram treinadas e, dessas, 3.000 foram contratadas para trabalhar na obra ou por outras empresas da região.
    Para a operação, a companhia montou um curso técnico em celulose em parceria com o Instituto Federal do Maranhão. De 226 formandos, 116 estão sendo treinados em outras unidades da Suzano. No final de 2013, estarão aptos a operar sozinhos as máquinas de Imperatriz.
A repórter TATIANA FREITAS viajou a Imperatriz a convite da Suzano.

Gilberto Gil faz festa para os 400 anos de São Luís (MA)

A intervenção chega ao Amapá de Sarney? - SUELY CALDAS

Na quinta-feira o governo surpreendeu o setor de energia com a edição da Medida Provisória (MP) n.º 577, que possibilitou a intervenção federal em oito empresas do grupo privado Rede Energia situadas nas Regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O caso mais grave do grupo - a Celpa, distribuidora do Pará, que tem a Eletrobrás como sócia - teve a intervenção adiada, porque está em recuperação judicial. Mas não está livre. Ao divulgar a grave situação financeira do Grupo Rede, cujas dívidas somam R$ 5,7 bilhões, o governo negou ser sua intenção reestatizar o setor elétrico e deliberadamente romper contratos com empresas. O propósito, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, é garantir o suprimento de energia para a população dos Estados.
    Se assim é, o governo Dilma tem nas mãos uma chance imperdível para resolver um monumental abacaxi que há quase duas décadas faz os brasileiros pagarem dívidas que não são suas e tem causado prejuízos incalculáveis à estatal Eletrobrás. É o caso de oito distribuidoras elétricas pertencentes aos governos do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Piauí, Rondônia e Roraima. Todas padecem de péssimas e desastradas gestões, marcadas por indevidas interferências de governadores e políticos locais, que delas têm feito instrumentos de barganha política e eleitoral, pondo em risco o suprimento de energia.
    O governo não esclareceu se vai aplicar a MP 577 também para essas distribuidoras. Mas, se não o fizer, dará razão aos que o acusam de estatizante e de violar um sagrado princípio da Constituição segundo o qual "todos são iguais perante a lei". Afinal, se a nova lei vale para empresas privadas, por que não valeria para estatais que há 20 anos praticam gestões bem mais perigosas que as do Grupo Rede?
    Só o lobby bem-sucedido de governadores e políticos interessados nos negócios dessas empresas poderia levar Dilma a não aplicar a MP no caso delas. Seria muito ruim, um retrocesso em sua vitoriosa trajetória de presidente que não teme enfrentamentos políticos - com parlamentares no Congresso, com a elite sindical, com funcionários grevistas e com o próprio PT.
    O governo até pode alegar que seis dessas distribuidoras (Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e Roraima) - federalizadas, ou melhor, empurradas para a Eletrobrás, que injustamente arca com seus prejuízos - já têm solução em andamento. Por causa delas o valor de mercado da gigante Eletrobrás é inferior ao de empresas bem menores, como a Cemig e a CPFL Energia. Mas não há nenhuma razão para não decretar intervenção nas distribuidoras de Goiás e do Amapá, administradas pelos governos estaduais. Inaceitável é o poder concedente (a União) manter a concessão em poder de quem já provou incompetência e má-fé em gestão.
    O caso mais grave é o da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), uma espécie de saco sem fundo de má gestão, de uso e abuso político, de inadimplência generalizada e uma megadívida de R$ 1 bilhão com a Eletronorte pelo não pagamento de energia.
    Com gestão absolutamente caótica, a CEA foi o primeiro e único caso de pedido de cassação de concessão da história do País. Com o título Um mau exemplo na distribuição de eletricidade, o ex-diretor-geral da Aneel (agora nomeado interventor numa das empresas do Grupo Rede) Jerson Kelman relata o caso CEA em seu livro Desafios do Regulador. Foi Kelman quem pediu a cassação da concessão, em junho de 2007, e o governo Lula negou. Na época, o ministro de Minas e Energia era Silas Rondeau e seu padrinho, o senador José Sarney, que mora e faz política no Maranhão, mas se elege no Amapá. Como fez com Lula, é provável que Sarney agora peça à Dilma para não intervir na CEA.
   A razão da falência é o programa do governo Luz para Viver Melhor, que distribui energia gratuita para a população. Caridade com chapéu alheio, porque quem paga a conta é a Eletronorte, que nada recebe pela energia que fornece. A dívida já soma mais de R$ 1 bilhão e os lesados somos todos nós, brasileiros, donos da Eletronorte.
Do Estadão

Amar o perdido - FERREIRA GULLAR

O menino, hoje um senhor idoso, não esquece o dia em que sua moeda caiu pela fresta do assoalho e sumiu
    O quintal, relativamente grande, ficava ao lado da casa e ao fundo das casas vizinhas, de muro baixo. Rente ao muro estavam as bananeiras, onde ele e suas irmãs se embrenhavam, brincando de esconde-esconde. Do lado do quintal, havia uma pitangueira e uma mangueira, cujos ramos se estendiam sobre a cerca que limitava com a residência de um coronel do Exército.
    O resto do quintal era coberto de mato-burro, um tipo de vegetação que chegava à cintura dele e encobria a irmãzinha menor. Ali, certo dia, descobriu um ninho cheio de ovos da galinha-d'angola que, com seu parceiro, habitava o lugar.
    Mas, atravessando um pequeno portão, ao lado da casa, chegava-se a um quintal menor, de terra batida, sem vegetação, limitado, de um lado pela casinhola do banheiro e, de outro, pela varanda que se estendia até a sala de jantar. À esquerda, ficava o muro coberto de um musgo verde brilhante.
    Este quintal menor era o domínio de um galo de crista vermelha e penas marrons, que caminhava garboso, exibindo suas esporas e observando com aqueles olhos redondos, especialmente as quatro galinhas que constituíam sua corte.
    Além delas, havia ali um frango, de penugem incipiente, que às vezes se atrevia a cantar de galo e era logo reprimido pelo rei do terreiro, que partia para cima dele a bicadas. O menino, que simpatizava com o frango, intervinha na briga e evitava a agressão.
    A família era, no total, dez pessoas, o pai, a mãe e sete filhos (entre meninas e meninos) e uma tia da mãe, que cuidava da casa. O pai, comerciante ambulante, um dia apareceu na casa com um animal esquisito, que parecia um bezerro, mas não era, pois, além do mais, tinha o focinho dividido em dois. Era uma anta.
    A mãe, ao ver aquele animal estranho no quintal, ficou perplexa. "Que diabo de bicho é esse que você trouxe para nossa casa?", perguntou ela. Ele respondeu que o tomara de um sujeito que lhe devia dinheiro e não pagara. "E você acha que alguém vai comprar um bicho esquisito como esse, de dois focinhos, e que não serve para nada?", ela perguntou.
    As crianças da vizinhança subiam no muro para espiar o animal. Os adultos chegavam até o portão, espiavam e saíam rindo e fazendo troça. A mãe deu um ultimato ao marido: ou ela ou a anta. Ele então decidiu levar a anta não se sabe para onde. Quando subiu a rua, puxando-a pelo cabresto, a molecada o seguiu, gritando e rindo, muito excitada.
    A casa era grande, tinha vários quartos, todos assoalhados. Assoalhos antigos, de tábuas corridas, debaixo das quais, às vezes, surgiam ratos, que ali se metiam pela fresta de alguma tábua apodrecida. Se saíam, eram perseguidos pelos gatos que habitavam a casa.
    Exceto os pais, que dormiam numa cama de casal, todos os demais dormiam em redes armadas nos cantos dos quartos e, nessas redes, se embalavam, às vezes cantarolando, às vezes disputando lugar com um ou outro irmão. Com frequência, algum deles se estatelava no chão e saía chorando a procurar a mãe, para se queixar.
    Faz muitos e muitos anos que isso aconteceu, embora a casa ainda exista e os assoalhos de tábuas corridas tenham sido substituídos por piso de cimento. Nem o pai nem a mãe existem mais. As meninas e os meninos cresceram, foram cada um inventar sua própria vida: casaram-se, tiveram filhos e netos e alguns mudaram até mesmo de cidade. Uns poucos continuam na mesma casa, cujo quintal foi vendido para uma família, que ali construiu sua casa.
    O menino, que hoje é um senhor idoso, não esquece o dia em que uma moeda sua caiu pela fresta do assoalho e sumiu. Ele não se conformou. Com um pé de cabra, arrancou uma das tábuas que estava quase solta e mergulhou debaixo do assoalho. Teve uma surpresa: foi como se tivesse passado a outro planeta, já que o chão, ali embaixo, era como um talco negro, em que seus pés afundaram até os tornozelos.
    Em pânico, conseguiu escapar daquele solo de pó, onde sua pequena moeda se perdera para sempre. Mas, pelo resto da vida, de quando em vez, em sonho, voltava, em prantos, àquele território lunar em busca da pequena moeda para sempre perdida.
Da Folha

Manchetes dos jornais

Estado
Jornal Pequeno:Comunidade reclama de obra na zona rural
O Estado do MA:Washington ganha apoio e reforço em campanha
4º Poder:Obra do centro turístico da Raposa já dura quatro anos
Região
Jornal do Commercio:Planos de saúde têm cada vez menos especialistas
Meio-Norte:400 pedem licença para mineração no PI
O Povo:57% estão totalmente decididos sobre o voto
Nacional
Correio Braziliense:A batalha contra as drogas nas escolas
Estadão:União tem 121 imóveis de luxo ocupados de forma irregular
Estado de Minas:Vale tudo na noite de BH
Folha:STF define regras mais duras contra corrupção
O Globo:Deputados candidatos ‘matam’ trabalho
Zero Hora:Há vagas para quem tem mais de 50 anos

sábado, 1 de setembro de 2012

Na coluna do Claudio Humberto

PELA METADEGilberto Gil fazia show em Brasília, na semana passada, quando o interrompeu na metade: faltou-lhe voz. Fez outra apresentação quinta-feira, e foi a vez de um fã ilustre abandonar a plateia no meio do show: o ministro Joaquim Barbosa não aguentou as dores na coluna.

Tadeu Palácio se encontra com dono de associação

Em suas caminhadas na caça ao voto, segundo a assessoria do candidato, o ex-prefeito de São Luís, Tadeu Palácio (PP), da coligação "Construindo uma nova história", encontrou um "dono" da Associação de Moradores de Pais e Filhos, na Vila Conceição, zona rural de São Luís. 

No Panorama Político de Ilimar Franco


“Não participei para não legitimar o acordo. A maioria (da Comissão Mista) é governista e ruralista"
Sarney Filho (MA), líder do PV na Câmara, sobre a ausência na votação da MP do Código Florestal



Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:BR-135:obra começará na próxima semana
Região
Jornal do Commercio:Economia a passos lentos
Meio-Norte:Falta d´água prejudica até a construção civil
O Povo:Eleitor aponta os piores e melhores do horário eleitoral
Nacional
Correio Braziliense:Brasília para cinco vezes mais imposto que media nacional
Estadão:Investimento tem 4ª queda seguida e PIB cresce só 0,4%
Estado de Minas:O Brasil cresceu muito

Folha:Brasil tem o maior ciclo de PIB fraco desde o Plano Real
O Globo:Brasil teve semestre perdido na economia
Zero Hora:PIB reage, mas baixo investimento inquieta