terça-feira, 15 de julho de 2014

O emprego depois da Copa - JOSÉ PASTORE


    Terminada a Copa do Mundo, os brasileiros estão à espera dos frutos do espetacular evento. No campo do emprego, as promessas foram sedutoras. O presidente da Embratur, José Vicente L. Neto, disse que a Copa criaria 1 milhão de empregos. Considerando os efeitos de longo prazo, José Benin, do Ministério do Esporte, anunciou a geração de 3,6 milhões de postos de trabalho. O que dizer?
    Com base em estudos das Copas do Mundo realizadas na Europa e na África, sabe-se que as estimativas de geração de emprego apresentadas antes do evento são muito superiores às constatas depois do certame.
    Na realidade, a Copa do Mundo é simplesmente uma grande festa que, como toda festa, gera oportunidades de trabalho temporário e de curta duração. Nas estimativas de Edson P. Domingues, da Universidade Federal de Minas Gerais, o total de empregos gerados pelo torneio deve ter ficado em torno de 185 mil, na maioria, temporários e ligados às atividades de turismo, alimentação, transporte, produção e vendas de bens alusivos ao evento - camisetas, bandeiras, flâmulas e adereços.
    E o turismo, não teria alavancado a geração de empregos? O evento atraiu mais estrangeiros do que se esperava (cerca de 700 mil), o que gerou contratações de curta duração. Tudo seria diferente se, a partir da Copa, o Brasil se tomasse um polo de atração permanente para o turismo mundial, como são a França, os EUA, a China e o Caribe. É pouco provável que a Copa do Mundo tenha removido os focos de preocupação e apreensão dos estrangeiros em relação à insegurança e à violência no Brasil - assunto fartamente divulgado na imprensa internacional.
    No comércio, o impacto também parece ter sido pequeno, mesmo porque, como compradores, os brasileiros não estavam tão animados como nas Copas anteriores. No setor de varejo ocorreu algo inesperado: a Copa esvaziou as lojas (com exceção das que vendem eletrodomésticos). A própria abertura do certame coincidiu com o Dia dos Namorados (12 de junho). De modo geral, os feriados decretados nas cidades-sede afetaram o setor de comércio e serviços, o que limitou a contratação de temporários.
    A expansão da infraestrutura merece consideração especial. A construção dos estádios, aeroportos, vias de acesso e transporte estimulou a geração de empregos, sem dúvida. Mas, aqui também, concluídas as obras, terminam os empregos, com exceção dos ligados à operação dos novos empreendimentos como, por exemplo, os funcionários dos estádios, aeroportos e meios de transporte. Mesmo assim, ficamos longe da imensidão de empregos prometida.
    Em suma, como aconteceu nas Copas do Mundo da França, Alemanha e Africado Sul, tudo indica que a promessa de geração de empregos decorrentes do certame no Brasil foi exagerada.
    Wolfgang Maennig, que é especialista na análise dos impactos dos grandes eventos esportivos, salienta que o ganho mais concreto das Copas do Mundo é a disseminação de um sentimento de euforia e felicidade na população -fato que no Brasil durou só até a humilhante derrota para a Alemanha. Terminada a Copa, diz ele, as pessoas descobrem que, voltando à vida normal, têm de contar com os empregos de longa duração da indústria, agricultura, comércio e serviços, porque os que vieram com a Copa com ela se foram.

    Nesse sentido, lamento dizer que no campo do emprego o Brasil vai tão mal quanto no campo do futebol. Nos primeiros cinco meses de 2014, a geração de novos postos de trabalho formal foi 32% menor do que em 2013 e 46% menor que em 2012. Isso indica a debilidade da nossa economia para gerar empregos, tudo agravado pela inflação, pelo custo Brasil, abaixa produtividade e a complexidade da CLT, que continuam tão perversos quanto antes da Copa. Quem sabe, passada a Copa, o Brasil decida remover esses entraves para os brasileiros poderem trabalhar e viver melhor.

Programação do VI Lençóis Jazz e Blues Festival será lançada nesta terça

    Será nesta terça-feira,15, às 20h, no Rock e Ribs Lounge Steakhouse São Luís (Av, dos Holandeses, 02 - Jardim Renascença, Ponta D´Areia)  o lançamento da programação VI Lençóis Jazz e Blues Festival.
    Segundo a organização do evento este ano as ações de responsabilidade social serão ampliadas. O evento acontece na Avenida Beira Rio (Barreirinhas), nos dias 1,2 e 3 de agosto; e na Praça Maria Aragão (São Luís), nos dias 8 e 9 de agosto. 
    A 6ª edição do Lençóis Jazz e Blues Festival é patrocinado pela Cemar, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. A proposta é unir música, ecoturismo e responsabilidade social em um único projeto. 

Campanha do bilhão - Heitor Scalambrini Costa

    Encerrado o prazo legal (em 05 de julho) para o registro das candidaturas ao pleito presidencial de 2014, onze candidatos se registraram junto ao Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com os dados apresentados pelos partidos políticos, o gasto estimado com a campanha será próximo de R$ 1 bilhão de reais. Com nove concorrentes, a campanha presidencial de 2010 totalizou despesa de R$ 289,20 milhões (em valores da época).
    Sabemos nós, moradores da ilha da fantasia chamada Brasil, que os valores oficiais apresentados estão longe de representarem o que realmente se gasta em uma campanha eleitoral. Nada se fala dos valores paralelos, o “caixa dois” ou outro nome que se queira dar. Portanto, sem medo de errar, podemos multiplicar por três os gastos oficiais sugeridos para 2014. O que elevaria os gastos na campanha à Presidência da Republica deste ano para mais de três bilhões de reais. Numero impressionante por si só, mas quando se agregam os gastos das candidaturas a governador, deputados federais e estaduais pelo país afora, verifica-se uma deformação, pois as grandes somas em dinheiro envolvidas acabam anulando a vontade popular. Desta forma, o voto não representa mais o cidadão. É o poder econômico que elege para atender aos seus interesses mesquinhos.
    O financiamento das campanhas no Brasil, ou seja, o modo como os partidos políticos custeiam suas campanhas eleitorais, segundo a legislação vigente, pode vir de recursos públicos e privados. Oficialmente, a forma de arrecadação e de aplicação dos recursos são submetidas a um complexo conjunto de regras que deveriam controlar, enquadrar e multar o candidato, sempre que houvesse abusos contra as regras eleitorais. Mas não servem para muita coisa. Regras podem ser boas quando cumpridas, no entanto, na ilha da fantasia, é tudo “faz de conta”. A fiscalização praticamente não existe. E quem deveria fazê-la “olha para o outro lado”. Uma vergonha.
     Quanto à origem, os recursos destinados às campanhas eleitorais podem ser recursos próprios dos candidatos, doações de pessoas físicas, doações de pessoas jurídicas, doações de outros candidatos, de comitês financeiros ou partidos políticos, receitas decorrentes da comercialização de bens e serviços ou da promoção de eventos, bem como da aplicação financeira dos recursos de campanha.
    O projeto Às Claras (http://www.asclaras.org.br/@index.php), atuando desde 2002, mostra que as eleições no país são “compradas” pelos grandes grupos econômicos, que se constituem na fonte mais importante de financiamento das campanhas. As empreiteiras dominam as doações. Para elas é um investimento com retorno certo. Segundo o Instituto Kellog para cada real doado a candidatos, as empresas obtêm R$ 8,50 em contratos públicos.
    Os maiores financiadores de campanhas, não por acaso, são justamente aqueles com interesse em licitações de serviços públicos. As mais conhecidas no Brasil, por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – são as maiores financiadoras das eleições. Alguma dúvida do porquê estas empresas e suas terceirizadas dominam o cenário das obras publicas?
    A farsa da democracia é construída desde a legislação eleitoral, que determina as regras do jogo, indo até o empresariado que financia as grandes campanhas eleitorais. Daí a necessária reforma política. Não se pode admitir que nosso país tenha “donos”. Obviamente uma reforma substantiva não ocorrerá com este Congresso Nacional. E talvez com nenhum outro, enquanto não alterarmos sua atual genética, moralmente corrompida.
    Para quem ainda não desistiu, a participação é a pedra de toque para as mudanças que a maioria deseja para o país. Se discutirmos sobre as próximas eleições tanto quanto se discutiu sobre o acidente que tirou Neymar da seleção brasileira, com certeza estaremos no caminho para construir um país melhor para a maioria do seu povo.
Heitor Scalambrini Costa é Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Ferreira Gullar se candidata a vaga na Academia Brasileira de Letras

    O poeta maranhense Ferreira Gullar, de 83 anos, se candidatou a uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL), informa a assessoria de imprensa da instituição. O escritor enviou uma carta na quinta-feira (10), dia em que foram abertas as inscrições. Elas ficam abertas por 30 dias. A cadeira em disputa é a de número 37, que era ocupada pelo poeta e tradutor Ivan Junqueira, morto no dia 3 julho.
    Ainda de acordo com a assessoria, até o momento nenhum outro escritor entrou na disputa – usualmente, os interessados se manifestam por carta. Pelas regras, após o fim do prazo, a diretoria da ABL tem até 60 dias para marcar a eleição que definirá seu novo integrante.
    Ferreira Gullar, um dos mais aclamados autores brasileiros vivos, é o pseudônimo José Ribamar Ferreira. Ele nasceu em São Luís, no Maranhão, em 10 de setembro de 1930. Publicou seu primeiro livro, "Um pouco acima do chão", aos 19 anos de idade. Dentre suas principais obras, estão "A luta corporal" (1954), "Dentro da noite veloz" (1975), "Poema sujo" (1976) e "Na vertigem do dia" (1980).
    Seu mais recente é "Em alguma parte alguma", que ganhou o prêmio Jabuti de livro do ano em 2011. Ao subir no palco para agradecer pelo reconhecimento, afirmou: "Eu só vou dizer: não sei se poesia é literatura. Fora isso, a gente faz poesia porque a vida não basta".
    A cadeira à qual Gullar concorre na Academia Brasileira de Letras tem como patrono o escritor Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810). O primeiro ocupante foi Silva Ramos (1853-1930). Desde então, foi ocupada por nomes como o ex-presidente Getúlio Vargas (1883-1954), o jornalista e empresário Assis Chateaubriand (1892-1968) e o poeta João Cabral de Mello Neto (1920-1999).

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: Felipão fora da Seleção
Região
Meio-Norte: Dilma: Sucesso da Copa dá destaque ao Brasil
Jornal do Commercio: Navegabilidade só no final de 2015
O Povo: Brincs - Um banco mundial nasce hoje em Fortaleza
Nacional 
Estadão: Putin busca Brics para influenciar vizinhos
Folha: Copa do Brasil é aprovada por 83% dos estrangeiros
O Globo: Suspeito de chefiar mafia de ingressos está em Bangu
Zero Hora: Acordos para dar força ao Brics

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Bom Negócio - Maranhão vende governo Roseana Sarney

Lobão Filho está sem agenda de campanha

    Emparedado pelas irregularidades que emergem  como consequência da sua candidatura a governador, o senador suplente Lobão Filho (PMDB) retirou do portal de campanha o link agenda, por total inutilidade. Inaugurado no domingo, 6, o portal é uma ferramenta essencial em campanhas eleitorais. Nele, a agenda é o roteiro que alimenta a imprensa, correligionários, supostos militantes, disponíveis, apoiadores e opositores, de informações sobre o paradeiro do candidato e a movimentação de campanha.

    Quando entrou no ar, o portal informava no link agenda que na segunda-feira, 7, o candidato teria às 6 da manhã (antes mesmo do cagar dos pintos) uma reunião com pastores da Assembleia de Deus. Diante da incoerência do compromisso, a agenda foi corrigida. Na sequência, desapareceu da barra de links.
    Acossado pela vida pregressa como empresário e político de proveta, Lobão Filho tem se restringido a dar explicações sobre inexplicáveis situações. Reuniões com apoiadores de campanha e com a coordenação de campanha, uma manjada forma de dar importância ao vazio, tem sido corriqueiramente a agenda de Lobão Filho.

Frase do dia

"A mídia propaga a evolução da nova classe C, que passou a comprar freezer, máquinas de lavar e passar, televisores de muitas polegadas, automóveis zero quilômetros. Que passam a usar vários telefones, vão a bons restaurantes, etc.,etc. Mas que não compraram livros. Nem procuram uma via cultural."
Manoel Carlos, autor da novela "Em Família", exibida pela Rede Globo, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Eleições 2014: Calendário eleitoral - dia 14 de julho


  1. Último dia para a Justiça Eleitoral publicar lista/edital dos pedidos de registro individual de candidatos, escolhidos em convenção, cujos partidos políticos ou coligações não os tenham requerido (Código Eleitoral, art. 97 e Lei nº 9.504/97, art. 11, § 4º).
  2. Último dia para a Justiça Eleitoral encaminhar à Receita Federal os dados dos candidatos cujos pedidos de registro tenham sido apresentados pelos próprios candidatos, quando não requeridos pelos partidos políticos ou coligação, para efeito de emissão do número de inscrição no CNPJ (Lei nº 9.504/97, art. 22-A, § 1º c.c. art. 11, § 4º).
  3. Último dia para os partidos políticos constituírem os comitês financeiros, observado o prazo de 10 dias úteis após a escolha de seus candidatos em convenção (Lei nº 9.504/97, art. 19, caput).

No Painel da Folha de S. Paulo


MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Aqui-MA: Cidade Operária - Saiu só pra morrer
O Estado do MA: Alemanha é tetra
O Imparcial: Alemanha supera Argentina ...e é treta
Região
Meio-Norte: Alemanha conquista o tetra
Jornal do Commercio: 
O Povo: Alemanha tetracampeã - Venceu a melhor
Nacional 
Correio Brasiliense: Aprende com eles, Brasil
Estadão: Alemanha é tetra
Folha: Alemanha é tetra no Maracanã
O Globo: Alemanha tetracampeã
Zero Hora: Venceu o melhor

domingo, 13 de julho de 2014

Arte do Maranhão: Telas da exposição "Tintas e Relevos" de Dalton Costa, na Galeria Trapiche




A Copa das Copas - FERREIRA GULLAR


O que vai acontecer agora com aqueles milhões de torcedores que acreditavam em nossa seleção?


    Deixei para escrever esta crônica depois da semifinal entre o Brasil e a Alemanha. A principal razão era que, como esta crônica é publicada no domingo, isto é, hoje, dia da decisão final da Copa do Mundo, já teria uma ideia do desfecho que eu mais temia: uma segunda derrota de nossa seleção, jogando em casa, como ocorreu em 1950.
    Não que, na minha opinião, o Brasil fatalmente estaria na final. Nada disso, mas, em futebol, como se sabe, tudo é possível. Conforme declarou o técnico da seleção argentina, após a derrota do Brasil, na terça-feira, "futebol é o esporte mais ilógico que existe". De fato, perder para a Alemanha, no meu entender, era previsível, mas não de 7 a 1.
    Fiz bem, portanto, em esperar o resultado do jogo Brasil X Alemanha para escrever esta crônica. É que, conforme o leitor teria deduzido de comentários anteriores, eu temia que algo de muito ruim acontecesse. Achava mesmo que passar pela seleção alemã seria difícil, quase impossível.
    Isso pensava meu lado racional, mas o outro lado, certo de que em futebol tudo é possível, admitia que talvez a gente passasse para a final. Claro que minha maior preocupação, neste caso, seria a derrota na última partida da Copa e a perda do título.
    Veja bem, se a derrota em 1950, por apenas 2 a 1, deixou um trauma que dói até hoje, imaginem a repetição disso no Brasil de hoje, que decidiu realizar a Copa das Copas?
    Não queria nem pensar nisso, mas não sei se o que aconteceu não foi pior: não chegamos sequer à final e levamos uma lavada de 7 a 1, num jogo em que a nossa seleção parecia um time amador enfrentando uma seleção de verdade.
    Confesso que, quando vi os alemães, depois do primeiro gol, dominarem inteiramente a partida e, em poucos minutos, marcarem mais três gols, temi pelo pior: eles vão nos vencer de dez a zero ou mais!
    De fato, nunca tinha vivido uma situação semelhante. O que vai acontecer com aqueles milhões de torcedores que acreditavam em nossa seleção e que agora a veem correr como baratas tontas atrás da bola que os alemães dominam como querem?
    O primeiro tempo terminou com o escore de 5 a zero. Um vexame, mas também uma tragédia.
    Alguns minutos depois, comecei a ouvir na minha rua um rumor estranho. É que moro próximo à praia de Copacabana, onde há um telão transmitindo o jogo. O rumor que ouvi vinha de uma multidão que deixava a praia para não ter que assistir ao segundo tempo daquela derrota inacreditável.
    O mesmo ocorreu no Mineirão, onde o jogo se realizava: grande parte dos torcedores deixou o estádio antes de começado o segundo tempo da partida. Tive vontade de fazer o mesmo, mudar de canal e assistir a outro qualquer programa que nada tivesse a ver com aquela derrota patética.
    Mas não fiz isso, fiquei ali, perplexo, esperando o jogo recomeçar. Não que alimentasse qualquer esperança de reverter aquele escore; é que não podia fingir que estava indiferente ao que ocorria naquele estádio de futebol e dizia respeito ao país inteiro.
    Foi aí que me lembrei das declarações de Felipão e de Parreira, ambos afirmando que a vitória da seleção brasileira era certa. Segundo Felipão, não éramos pentacampeões por acaso e, se éramos pentacampeões, éramos melhores que os demais.
    Essas afirmações, na época, me pareceram absurdas, uma vez que não é título que ganha jogo e, sim, jogando é que se ganha o título.
    O Brasil é pentacampeão mundial porque, em determinados momentos, possuiu craques e times de alta qualidade e, por isso mesmo, quase imbatíveis.
    Mas ele meteu isso na cabeça dos nossos garotos e na cabeça de milhões de torcedores.
Na verdade, essa nossa seleção não é tão boa assim. Possui craques como Neymar, David Luiz e Thiago Silva, mas não um time à altura de nossas seleções vitoriosas, constituídas de craques que, na época, estavam entre os melhores do mundo.
    A verdade é que a seleção de agora chegou às semifinais a duras penas, indo para a prorrogação e para os pênaltis. Jamais acreditei que ela ganharia a Copa.
    Pois bem, hoje, Alemanha e Argentina decidem quem ficará com o título de campeão do mundo. Ontem, o Brasil deve ter disputado com a Holanda o terceiro lugar. Espero que tenha tido melhor sorte.

Charge do dia - JUNIÂO (O Estado de S. Paulo)


MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: 813 candidatos disputarão as eleições no Maranhão
Região
Jornal do Commercio: O Maracanã é deles
O Povo: A Copa que as crianças viram
Nacional 
Correio Brasiliense: Triste fim
Estadão: Despedida melancólica
Folha: Brasil repete erros, perde par Holanda e fica em 4º lugar
O Globo: Faltam 754 dias para as Olimpíadas
Zero Hora: Legado ainda a concluir

Na Coluna do CLAUDIO HUMBERTO


NORDESTE PRESSIONA PELA VAGA DE JOAQUIM

Um carioca, um paulista e um gaúcho são os mais comentados para ocupar a vaga do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, que irá “pendurar a toga” no início de agosto após 11 anos de magistratura. No entanto, as bancadas federais de deputados e senadores dos nove estados do Nordeste estão lutando para que o escolhido de Dilma para o cargo seja um conterrâneo.

SEM NORDESTINO
Após a aposentadoria do sergipano Carlos Ayres Britto, o Nordeste deixou de ser representado no STF, a mais Alta Corte do País.

Copa rock´n´roll - MARTHA MEDEIROS


   Hulk na guitarra, Cahill no baixo, Maya Yoshida na bateria e Eto´o no vocal. Essa é a banda de rock que entrou no palco para tocar Paradise City, do Guns nRoses. Não é delírio meu, e sim um inusitado comercial de cerveja que começou a ser veiculado antes do início da Copa, com craques das seleções de Brasil, Inglaterra, Japão e Camarões brilhando em outro campo. Para quem está acostumado a ver o futebol associado ao pagode, a ideia publicitária pode ter parecido estapafúrdia, mas eu achei coerente. Toda Copa é meio rocknroll. 
    Mais de uma vez escrevi sobre minha paixão pelo rock (e pelo blues que lhe deu origem). Por mais que admire outros gêneros musicais (jazz, soul, pop, bossa nova), tenho com o rock uma afinidade que extrapola o simples gostar – tanto que o uso como adjetivo. 
    Criança ainda, vibrava com Janis Joplin, Tina Turner e Rita Lee, que, através da sua música, traduziam uma essência difícil de transmitir em palavras. Nada nelas era conveniente em se tratando de “mocinhas”, e sim provocativo, sexy, autêntico, livre. Não era um som para relaxar, e sim para impulsionar, produzir reações físicas, alterar comportamentos. Por mais surrado que seja o termo, é o que se chama, até hoje, de “atitude”. 
    Da mesma forma, tive pelos Beatles e Rolling Stones a mesma reverência que muitos têm por Bach, Mozart, Chopin – a existência de gênios clássicos não elimina a influência de simples mortais que também emocionam. Exatamente há um ano, estive num espaço aberto maior do que o Maracanã para assistir ao vivo, pela primeira vez, a um show dos Stones, e quando eles entraram em campo fiz o mesmo que Thiago Silva, David Luiz, Julio Cesar: chorei. Pois é. O rock, parente de Satanás, costuma me conectar com meus instintos mais primitivos, enquanto os anjos tapam os olhos. 
    Hoje, 13 de julho, Dia Mundial do Rock, é dia também do encerramento dessa Copa em que o primitivismo esteve flagrante nos gramados, através de lances que combinaram mais com guitarras do que com pandeiros. O ilícito e o lícito disputando a bola com atrevimento, garra, provocação, jogo de quadris, paixão, rebeldia, sensualidade – e atletas venerados como rockstars. Tudo muito exagerado, mas bem-vindo, nem que seja de quatro em quatro anos. 
    Esse texto foi entregue com uma antecedência que me impede saber quem estará decidindo o título neste domingo, mas, seja quem for, que provoque pela última vez, em cada torcedor, a excitação recorrente no rock, aquela que faz a gente trocar o etéreo pelo visceral, o recato pela explosão, já que na segunda-feira o barulho inevitavelmente diminuirá. Retornaremos à alegria comedida, a um ritmo menos eletrizante, a um jeito de viver mais sossegado, à normalidade dos dias, à trivialidade popular brasileira.

sábado, 12 de julho de 2014

São João 2014 - "Orgulho de Pinheiro" no Encontro dos bois de zabumba no Largo da barrigueira (São Luís - MA)



Basílio Durans, criador e organizador do Encontro no Monte Castelo




 








Goleados na sala de aula - EDITORIAL GAZETA DO POVO - PR

Nossos futuros professores se preparam pouco para enfrentar os tablados escolares; quando formados, carecem de educação continuada que aprimore as práticas de ensino

    A frase “os professores brasileiros não sabem ensinar” soa grosseira, autoritária, um acinte. Em todo momento, neste imenso país, alguém está ensinando a alguém as primeiras letras, lições de Geografia, questões de Gramática, problemas de Matemática. Cumpre-se a cada dia o sacerdócio e o ofício de ensinar, goste-se ou não dessas expressões. Mas sobram evidências de que temos problemas a resolver quando o assunto é como os conteúdos são ensinados em sala de aula. Não é questão da hora, mas vale relembrar.
    Os cursos de licenciatura têm – tradicionalmente – mais horas teóricas que práticas. Na graduação em Pedagogia, em 3,2 mil horas de aula, apenas algo próximo de 400 são numa classe. Conta simples, conclusão imediata. Uma vez no mercado de trabalho, o professor, não raro recém-formado, é tragado pelo tablado. Ganha de imediato uma, duas, três turmas nas quais vai exercer o ensino. Sem preparo, ou repete os modelos que recebeu quando era aluno ou se lança numa experimentação que nem sempre resulta em ganho para os estudantes.
    Em certo sentido, tem sempre um grupo de alunos pagando a conta pelo treinamento do professor, feito a fórceps ou debaixo de água fervendo, como se queira. Tendemos a achar essa conta algo natural, justa, tamanha a devoção que temos pelo que é informal, instantâneo, espontâneo, um futebol emotivo que pode terminar em 7 a 1. Mas o tempo – e as estatísticas – têm mostrado que o setor de ensino não faz um bom negócio em perpetuar essa cultura.
    Relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que o Brasil dorme em maus lençóis. As faculdades são teóricas em demasia – muitas vezes para suprir as falhas do ensino médio –, e a formação continuada oferecida aos professores tem o mesmo cacoete. Sem uma quantidade razoável de cursos customizados – voltados para o “como se faz” –, o país perde terreno para nações que se ocupam da “prática de ensino”. Não se trata de um “palavrão”, um lesa-debate crítico, mas da garantia de que o conhecimento será dividido.
    Entre os países que abraçaram, sem preconceito, o chão de fábrica da sala de aula estão Finlândia, Cingapura e Coreia do Sul. Não são culturas escolares homogêneas, diga-se, mas as três nações alcançam bons resultados no teste internacional Pisa. O assunto deixa muitos educadores nos cascos, posto que se questiona a viva voz a supremacia do Pisa nas análises escolares, como se fosse palavra divina. Não é. Mas o Pisa tampouco deve ir para a fogueira.
    Um estudo lançado no início de julho confirma as impressões da OCDE e os resultados do Pisa. Formação continuada de professores no Brasil – do Instituto Ayrton Senna, em parceria com o Boston Consulting Group (BCG) – entrevistou 2,7 mil profissionais de educação e apontou que apenas 2% dos professores são tutelados por mestres mais experientes antes de ganharem uma regência. Sim – eles sentem necessidade de pistas sobre como lecionar de maneira mais adequada. Dizem que os muitos cursos que fazem pouco ajudam a lidar com a transmissão de conteúdos. Também reclamam falta de tempo para estudar. E que a formação recebida nas faculdades contempla pouco a realidade escolar.
    Acenam, por fim, uma última problemática – a altíssima rotatividade escolar, verdadeiro pesadelo para eles e para os educandos. A situação já tinha sido explicitada nas pesquisas da Prova Brasil 2011: quase 30% dos professores tinham dois anos na escola em que estavam lotados. Cerca de metade tinha menos de 15 anos de profissão. Apenas 14% vinham de uma carreira no mesmo lugar. É consenso na educação de que há uma relação íntima entre ensino e permanência do professor na escola.
    O quadro não é positivo: professores muito jovens, rodando de sala em sala, destituídos de modelos, afundados nos desafios do ensino. Com todas essas evidências, resta clamar por uma reviravolta. Faz sentido aquela piada de que nossas escolas seguem um modelo do século 19, os professores pensam como se estivessem no século 20 e os alunos são do século 21. Pode-se argumentar do quanto é saudável a convivência desses três modelos. Mas se tornou indefensável ignorar que bons exercícios, resolução de problemas, experiências, formas de pesquisa e um sem-número de técnicas bem aplicadas têm poder de levar a escola a cumprir seu destino, ensinando a pesquisar e garantindo o conteúdo para que o aluno siga adiante.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA: MPE pode impugnar candidaturas no MA
Região
Meio-Norte: Acidente na BR-343 mata 3 e deixa 1 ferido
Jornal do Commercio: Vale pela dignidade
O Povo: 20 candidaturas impugnadas pelo Ministério Público
Nacional 
Correio Brasiliense: Esquenta o debate sobre como mudar o futebol no Brasil
Estadão: Filipão deixa aberto futuro na seleção
Folha: Copa eleva número de turista no país em 132%
O Globo: Suspeito de chefiar máfia dos ingressos está foragido
Zero Hora: Consagração das camisas 1