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domingo, 13 de julho de 2014

A Copa das Copas - FERREIRA GULLAR


O que vai acontecer agora com aqueles milhões de torcedores que acreditavam em nossa seleção?


    Deixei para escrever esta crônica depois da semifinal entre o Brasil e a Alemanha. A principal razão era que, como esta crônica é publicada no domingo, isto é, hoje, dia da decisão final da Copa do Mundo, já teria uma ideia do desfecho que eu mais temia: uma segunda derrota de nossa seleção, jogando em casa, como ocorreu em 1950.
    Não que, na minha opinião, o Brasil fatalmente estaria na final. Nada disso, mas, em futebol, como se sabe, tudo é possível. Conforme declarou o técnico da seleção argentina, após a derrota do Brasil, na terça-feira, "futebol é o esporte mais ilógico que existe". De fato, perder para a Alemanha, no meu entender, era previsível, mas não de 7 a 1.
    Fiz bem, portanto, em esperar o resultado do jogo Brasil X Alemanha para escrever esta crônica. É que, conforme o leitor teria deduzido de comentários anteriores, eu temia que algo de muito ruim acontecesse. Achava mesmo que passar pela seleção alemã seria difícil, quase impossível.
    Isso pensava meu lado racional, mas o outro lado, certo de que em futebol tudo é possível, admitia que talvez a gente passasse para a final. Claro que minha maior preocupação, neste caso, seria a derrota na última partida da Copa e a perda do título.
    Veja bem, se a derrota em 1950, por apenas 2 a 1, deixou um trauma que dói até hoje, imaginem a repetição disso no Brasil de hoje, que decidiu realizar a Copa das Copas?
    Não queria nem pensar nisso, mas não sei se o que aconteceu não foi pior: não chegamos sequer à final e levamos uma lavada de 7 a 1, num jogo em que a nossa seleção parecia um time amador enfrentando uma seleção de verdade.
    Confesso que, quando vi os alemães, depois do primeiro gol, dominarem inteiramente a partida e, em poucos minutos, marcarem mais três gols, temi pelo pior: eles vão nos vencer de dez a zero ou mais!
    De fato, nunca tinha vivido uma situação semelhante. O que vai acontecer com aqueles milhões de torcedores que acreditavam em nossa seleção e que agora a veem correr como baratas tontas atrás da bola que os alemães dominam como querem?
    O primeiro tempo terminou com o escore de 5 a zero. Um vexame, mas também uma tragédia.
    Alguns minutos depois, comecei a ouvir na minha rua um rumor estranho. É que moro próximo à praia de Copacabana, onde há um telão transmitindo o jogo. O rumor que ouvi vinha de uma multidão que deixava a praia para não ter que assistir ao segundo tempo daquela derrota inacreditável.
    O mesmo ocorreu no Mineirão, onde o jogo se realizava: grande parte dos torcedores deixou o estádio antes de começado o segundo tempo da partida. Tive vontade de fazer o mesmo, mudar de canal e assistir a outro qualquer programa que nada tivesse a ver com aquela derrota patética.
    Mas não fiz isso, fiquei ali, perplexo, esperando o jogo recomeçar. Não que alimentasse qualquer esperança de reverter aquele escore; é que não podia fingir que estava indiferente ao que ocorria naquele estádio de futebol e dizia respeito ao país inteiro.
    Foi aí que me lembrei das declarações de Felipão e de Parreira, ambos afirmando que a vitória da seleção brasileira era certa. Segundo Felipão, não éramos pentacampeões por acaso e, se éramos pentacampeões, éramos melhores que os demais.
    Essas afirmações, na época, me pareceram absurdas, uma vez que não é título que ganha jogo e, sim, jogando é que se ganha o título.
    O Brasil é pentacampeão mundial porque, em determinados momentos, possuiu craques e times de alta qualidade e, por isso mesmo, quase imbatíveis.
    Mas ele meteu isso na cabeça dos nossos garotos e na cabeça de milhões de torcedores.
Na verdade, essa nossa seleção não é tão boa assim. Possui craques como Neymar, David Luiz e Thiago Silva, mas não um time à altura de nossas seleções vitoriosas, constituídas de craques que, na época, estavam entre os melhores do mundo.
    A verdade é que a seleção de agora chegou às semifinais a duras penas, indo para a prorrogação e para os pênaltis. Jamais acreditei que ela ganharia a Copa.
    Pois bem, hoje, Alemanha e Argentina decidem quem ficará com o título de campeão do mundo. Ontem, o Brasil deve ter disputado com a Holanda o terceiro lugar. Espero que tenha tido melhor sorte.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Pós- Copa é tema de congresso de jornalista na Paraíba

Hélcio Estrela, presidente da Abrajet abre congresso em João Pessoa (PB)

Jornalistas de 16 estados da federação participaram nesta sexta-feira,1 6, na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Arte, em João Pessoa (PB), da abertura do 31º Congresso Nacional da Associação de Jornalistas de Turismo, Abrajet.  O encontro tem como tema “O Turismo pós-Copa do Mundo”, com palestra inaugural da Marta Rossi, organizadora do Festival de Gramado, no Rio Grande de Sul.
José Mário Pinto recebe medalha pelos 50 anos de jornalismo
O decano do José Mário Pinto, do jornal O Povo (CE), 80, com 51 anos de atividade no jornalismo de turismo foi homenageado na cerimônia de abertura. Recebeu o troféu do artista plástico paraibano Clóvis Júnior. Mário Pinto passou pela Gazeta de Turismo (BA), Panrotas (São Paulo), Sistema de Comunicação Verdes Mares (CE).
Marta Rossi disse que o legado da Copa é um tema recorrente, mas que precisa ser feita a distinção entre os investimentos do chamado padrão Fifa e em obras de melhoria de infraestrutura. “A Copa estimulou um processo que há anos vinha sendo discutido para melhoria dos aeroportos do país”, afirmou.
A visibilidade internacional de regiões do país, como o sul, é um dos pontos positivos da Copa citados por Marta Rossi.  Esse trabalho, a palestrante do Rio Grande do Sul atribuiu ao Instituto Brasileiro de Turismo, Embratur. Ressaltou que a Copa se fosse abraçada pela população desde o início, o resultado teria sido positivo em termos internacionais.
Marta Rossi disse que quando o Brasil conquistou o direito de realizar a Copa uma geração inteira foi esquecida, descumprindo prazos e planejamentos. “O vazio deixado pelo governo foi fruto da convicção do governo de que todo brasileiro nasce com a bola no pé, convencidos de que aqui tudo se faz de última hora”, observou.
Os estados Unidos lideram a venda de ingressos, seguido da Alemanha. A expectativa do setor é receber 600 mil pessoas durante o período de realizações dos jogos do Campeonato de Futebol do Mundo. Os Estados Unidos receberam em 2013 70 milhões de turistas, enquanto o Brasil recebeu no mesmo período 6 milhões de estrangeiros que aqui deixaram US$ 6 mi. A falta de um tratamento sério é a principal causa da diferença de resultados. 
Paraíba
O secretário de Turismo do Estado, Renato Feliciano, enalteceu a profissionalização do turismo na Paraíba, escolhida junto com Fortaleza (CE), foi escolhida entre os quatro destinos de maior satisfação da América Latina. Envolvendo mais de 50 atividades profissionais o setor turístico está no elenco de prioridades do estado da Paraíba. A taxa de ocupação hoteleira em João Pessoa está em torno de 75%.