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terça-feira, 14 de abril de 2015

Promotor manda silenciar o som do barzinho na Litorânea

    O som do barzinho está ameaçado de ser extinto na orla marítima de São Luís, no Maranhão. Donos de bares da Avenida Litorânea estão tendo que despachar os músicos da noite por conta da proibição de som ao vivo.  
    O impedimento está condicionado à liberação da licença de funcionamento expedida pela Delegacia de Costumes. Antes identificados como estabelecimentos comerciais, os barzinhos da litorânea passaram a ser enquadrados na condição de local de concentração de público. Só assim, eles podem  contratar profissionais que sobrevivem do couvert o que implica da boa vontade do público e dos empresários da noite.
    Sem espaço para tocar, ficam sem trabalho os músicos que sobrevivem de atender pedidos e aqueles que incrementam pequenos shows nos palcos apertados ou improvisados em barzinhos da Litorânea. Não há ordem que os defendam diante do cerceamento absurdo. Nem o Ecad, que tira um troco com este tipo de atividade artística, deu a cara a tapa. Preferiu a surdina.
    Os donos de bares apontam as denúncias para o promotor Cláudio Guimarães. O representante do Ministério Público do Estado do Maranhão é persona non grata da Associação dos Donos de Barracas da Praia da Litorânea. Contra Guimarães os empresários representaram junto ao Conselho Nacional do Ministério Público. Quanto aos músicos, estão a deus dará.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Na Coluna da MÔNICA BERGAMO

LONGE DE PEDRINHAS
Em plena crise da segurança no Maranhão, a ausência da chefe do Ministério Público do Estado despertou a insatisfação de membros da instituição. De férias na Europa, Regina Almeida Rocha postava fotos em seu perfil no Facebook em Portugal e Espanha, ao lado da família. Reclamando de negligência e prejuízo à imagem do órgão, um grupo de procuradores interveio para cobrar providências.
LONGE 2
"Depois de visitar todo o norte de Portugal, estou indo amanhã para Sevilha [na Espanha]", escreveu Regina na rede social, no dia 1º de janeiro. Em uma foto, ela segura sacolas de compras. "Ficamos insatisfeitos com a inércia. O Ministério Público deveria ter agido na linha de frente", diz a procuradora Themis de Carvalho. Junto com sete colegas, ela pediu a convocação de reunião extraordinária do conselho superior da instituição.

DE VOLTA
A chefe do Ministério Público, que voltou ao trabalho nesta semana, nega omissão. "Minha substituta [a procuradora Terezinha de Jesus Guerreiro] tomou as medidas necessárias." Segundo Regina, estão em curso ações para obrigar o Estado a reformar o complexo de Pedrinhas, abrir vagas no sistema e promover ressocialização dos presos. "Nós trabalhamos muito. Chego às 7h30 e não tenho horário para sair."