sexta-feira, 5 de maio de 2023

NOS JORNAIS

                                                                                                                                                                                                         

  

 Assalto a banco deixa 4 mortos no interior do estado


quarta-feira, 3 de maio de 2023

Segunda final da Copa do Nordeste será na Ilha do Retiro (PE)


 O presidente do Sport, Yuri Romão confirmou nesta quarta-feira, 3, a realização da segunda final da Copa do Nordeste às 21 horas na Ilha do Retiro, diante do Ceará. O posicionamento se deu após uma série de eventos que colocaram em dúvida se a partida ocorreria ou não hoje.

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Artigo - O racismo aéreo, por Edvaldo Santana

 


Em 14 de fevereiro de 2022, no Valor Econômico (“O nudge da barbárie contra os negros”), relatei a saga de um negro de classe média. Ilustrei com meus próprios casos. Um deles ocorreu num voo da Latam entre Brasília e Florianópolis. Um dos comissários, ao me ver sentado na poltrona 2C, exigiu que lhe mostrasse o cartão de embarque. Perguntei se tinha feito o mesmo com os demais passageiros, todos brancos, de igual classe de assentos. Ele franziu a testa e se foi.

Ao reparar no evento de 28 de abril, com Samantha Barbosa, expulsa de um voo da Gol entre Salvador e São Paulo, percebi que escapei por pouco. O comissário poderia ter se queixado ao piloto por minha resistência. Eu teria sido expulso do voo. E algemado.

As empresas de transporte aéreo são brutas com o negro. No episódio de Samantha, a tripulação, incluindo o comandante, não se empenhou para encontrar espaço, na cabine, para uma simples mochila.

Explico. Samantha tinha opções para sua bagagem, que, é certo, não cabia embaixo da poltrona à sua frente. Poderia ter embarcado antes, mas isso dependeria do tipo de passagem, se daria ou não acesso prioritário ao avião. Também poderia ter retirado o notebook e despachado a mochila, como exigiam os comissários.

Mas, apesar do bate-boca, tudo isso foi resolvido quando dois passageiros, solidários, cederam espaço para a bagagem da Samantha. Por que, ainda assim, a tripulação, sobretudo o comandante, resolveu expulsá-la do avião?

Aqui entra o racismo. Nos séculos XVIII e XIX, o escravizado ia para o pelourinho (apanhava em público) quando se rebelava ou não fazia algum tipo de trabalho, mesmo que outros fizessem por ele. As chibatadas eram a forma de humilhar o resistente e de diminuir uma raça.

O foco da tripulação da Gol era humilhar Samantha, mesmo com o impasse já solucionado. A humilhação pública, fazendo-a ser escoltada pela polícia, é o pelourinho contemporâneo. Esse tipo de decisão, para o branco racista, é instintivo, que se aprende em casa.

O argumento da tripulação era a segurança do voo. Desculpa esfarrapada. Como a maior parte dos passageiros estava claramente do lado da Samantha, expulsá-la deixou o voo inseguro, dado o risco de um motim. O objetivo do piloto, portanto, não era a segurança, mas humilhar Samantha. E ele tinha do seu lado a força da Polícia Federal, que a intimidou com um par de algemas.

Com efeito, faltou à tripulação a empatia que a própria Gol, em voo do dia 3 de fevereiro, também entre Salvador e São Paulo, exigiu de alguém que não quis ceder seu assento. Teve puxão de cabelo, tapas e pescoções. Para a Gol, a empatia — que não foi por ela praticada — não vale para uma jovem negra, o que implica racismo disfarçado.

Engana-se quem acha que agora qualquer um viaja de avião. Nos voos domésticos, nem 15 de 200 lugares são ocupados por negros. E a tripulação é formada quase sempre por brancos. É rara a presença de um negro entre os pilotos. Assim, um avião com muitos passageiros negros deixa os tripulantes num dilema — servir o negro, quando se acostumaram com brancos.

A cabine de um avião, por tudo isso, é hostil ao negro. Por certo, menos que as batidas policiais (que caçam o negro), ou que a Polícia Rodoviária Federal (que o sufoca até a morte), ou que as lojas de luxo (onde os seguranças atalham o negro), ou que as redes de supermercado (que o matam por espancamento). Do meu lado, como preciso viajar, tomarei cuidado com a tripulação de voo, de qualquer empresa.

*Edvaldo Santana, doutor em engenharia de produção, foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica

NOS JORNAIS

                                                                                                                                                                                                       

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terça-feira, 2 de maio de 2023

Colunista do New Tork Times publica obituário das Redações de jornais

Maureen Dowd reelembra quando escritórios eram lotados de jornalistas curiosos, barulhentos, raivosos e fumantes; diz que agora eles estão vazios e sem graça

 


A colunista do The New York Times Maureen Dowd estava animada para voltar à Redação do jornal após dois anos dentro de casa devido à pandemia de Covid-19. Mas, desde o ano passado, ela encontra o local, em Washington, praticamente vazio –os jornalistas estão preferindo trabalhar de casa.

A cena é inusitada para ela. Dowd começou a trabalhar no NYT na década de 1980, época em que as redações eram lotadas de jornalistas curiosos, barulhentos, raivosos e fumantes. Os espaços foram retratados desta forma nos filmes "Todos os Homens do Presidente", "Spotlight" e "O Jornal".

No último fim de semana, Dowd publicou o "obituário final para a Redação do jornal americano". "Como seria um filme de jornal hoje?", questiona. "Um bando de pessoas em seus apartamentos, cercadas por plantas tristes, usando o Slack (plataforma de troca de mensagens)?"

Em seu texto, ela recorda momentos pitorescos das Redações do século 20 (e início do 21). "Era um monte de fofocas, piadas, ansiedade e personagens hilários e excêntricos. Agora sentamos em casa sozinhos olhando para nossos computadores. Que chatice", disse um colega a ela. Dowd concorda.

A colunista, que tem 71 anos e escreve sobre política, cultura e internacional, cita as palavras de Arthur Gelb, editor-chefe do The New York Times, na década de 40. "Havia um senso avassalador de propósito, fogo e vida: o ritmo estalante das máquinas de escrever, pulsando na sala de Redação no andar de cima, repórteres gritando para os copistas pegarem suas histórias. Havia também o cheiro pungente do vício: um tapete de bitucas de cigarro, redatores que eram apostadores em meio período, jogos de dados, escarradeiras de latão e uma glamorosa amante de estrela de cinema vagando por aí", escreveu ele em suas memórias.

Além disso, na década de 1970, quando ela trabalhava no The Washington Star, ratos ocasionalmente passavam em cima dos teclados, e em outras situações repórteres tinham crises de raiva, quebrando suas máquinas de escrever ou computadores no chão. Isso tudo fazia parte do "velho glamour" da Redação.

Desde o ano passado, porém, segundo Dowd, a Redação tem apenas um punhado de pessoas, e as fileiras de mesas e computadores estão sempre mais vazias. "Às vezes, um grupo maior de jornalistas é atraído para uma reunião ao redor de um prato de bagels", diz.

Petiscos à parte, o vazio da Redação tem justificativa. "As pessoas perceberam o fato completamente impressionante de que é possível publicar um ótimo jornal de casa", afirma Dowd.

O sindicato dos jornalistas do NYT negocia com a chefia que os profissionais tenham que ir apenas duas vezes por semana à Redação. A administração se comprometeu com uma política de três dias por semana neste ano, mas quer expandir isso no futuro. A chefia está preocupada com a "estagnação dos jovens".

Dowd, por exemplo, nota que repórteres mais novos preferem entrevistar suas fontes por mensagens de texto ou email. "Um problema com isso", disse Jane Mayer do The New Yorker, "é que se você entrevistar alguém por escrito, essa pessoa terá tempo para considerar e editar as respostas, o que significa que espontaneidade, citações inesperadas, imprudentes e divertidas estarão mortas".

Dowd se preocupa que o romance e a alquimia das Redações tenham acabado.

NOS JORNAIS

                                                                                                                                                                                                      

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segunda-feira, 1 de maio de 2023

NOS JORNAIS

                                                                                                                                                                                                     

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