sexta-feira, 27 de março de 2020

NOS JORNAIS

 JP sugere um pacto de comprometimento entre governo e empresários

 Sem renda, 9.500 ambulantes ficam ameaçados na capital 
 77 municípios com casos de suspeitas de Covid-19
 Foco nos vulneráveis
 
 Vírus avança no DF e tem transmissão comunitária
 Explode número de internações por problemas respiratórios, diz Fiocruz
De cada R$ 100 prometidos, só R$ 36 saíram do papel
 Câmara aprova ajuda de R$ 600 para 24 milhões de trabalhadores informais

quinta-feira, 26 de março de 2020

Lambe-lambe - A desolação do brasileiro


NOS JORNAIS

 Ministro do Supremo atende pedido do Maranhão e suspende divida do Estado com a União

 
 Prefeitos querem adiar pagamento de dívidas 
 Decisão é manter população em suas casas
 

 Bolsonaro é ignorado por governadores e se isola mais
 Saúde estima que doença pode custar R$ 410 bi extra ao SUS
Governadores e cientistas rechaçam Bolsonaro; população fica em casa

quarta-feira, 25 de março de 2020

NOS JORNAIS

 Ministro do STF garante autonomia a estados e municípios para agorem contra pandemia do coronavírus

 Parlamentares maranhenses 'pegam onda' no covid-19
 Isolamento social ainda é desrespeitado em São Luís 
 Bolsonaro sugere que população volte às ruas
 Pronunciamento de Bolsonaro deixa país atônito
Na contramão do mundo
 Bolsonaro critica fechamento de escolas e ataca imprensa
 Bolsonaro critica confinamento e quer lojas e escolas abertas
Bolsonaro ignora orientação mundial e critica isolamento e escolas fechadas

terça-feira, 24 de março de 2020

NOS JORNAIS

 Governo anuncia R$ 85 bilhões para estados e municípios e suspensão da dívida com a União

 Pacote dá R$ 85 bilhões a estados e municípios
 H1N1 - Vacinação suspensa
 Coronavírus - Socorro aos Estados
 O ofício de bem informar
Tempos de ações duras, vacinas e solidariedade
 Bolsonaro recua após propor suspender trabalho e salário
 Critica, Bolsonaro revoga parte de MP sobre trabalho
 País soma esforços para ampliar atendimento, mas faltam insumos

sábado, 21 de março de 2020

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA - Paradoxos do fim do mundo

A notícia de que o Estado Islâmico terá aconselhado os seus operacionais a evitar território europeu, devido à pandemia do coronavírus, é uma das muitas ironias criadas por esta nova realidade em que nos movemos. “Lavem as mãos e confiem em Deus” — recomendaram os dirigentes da organização aos aterrorizados terroristas infiltrados no ocidente, e que agora não conseguem sair.
No momento em que escrevo esta coluna muitos países africanos anunciam o fecho das suas fronteiras a passageiros provenientes da Europa. Na Mauritânia, um grupo de italianos que fugiam da pandemia foi expulso para o país de origem. No Gana, dois outros italianos foram também extraditados. No aeroporto de Luanda, aconteceram tumultos, quarta-feira, depois que viajantes procedentes de Portugal recusaram ser conduzidos para um dos centros de quarentena criados pelo governo angolano. Entretanto, também Angola fechou as portas aos europeus.
Infelizmente, não é nada certo que África permaneça por muito mais tempo indiferente ao vírus. A África do Sul já conta com várias dezenas de pessoas infetadas. Moçambique, cuja capital, Maputo, fica a menos de duas horas da fronteira sul-africana, começa a preparar-se para a pandemia. A grande vantagem de África é a juventude da sua população. Em contrapartida, há milhões de pessoas mal nutridas, enfraquecidas, padecendo de doenças que afetam o sistema
imunológico. Ainda persiste a esperança de que o calor, ou algum outro milagre, possa atrasar a propagação do vírus até surgir uma vacina. Caso contrário, o desastre será imenso.
A vingança africana pode ter sido breve, mas ainda assim serviu para que alguns europeus se colocassem pela primeira vez na pele dos milhares de refugiados que, antes desta crise, vinham tentando atravessar o continente, e depois o Mediterrâneo, para alcançar a Europa. Outro paradoxo irônico do atual fim do mundo tem a ver com os benefícios para o ambiente que o coronavírus está a induzir. O mundo em quarentena — com aviões em terra, transatlânticos ancorados, fábricas fechadas — está emitindo menos um milhão de toneladas de CO2 por dia. Na China, nas regiões mais afetadas pela pandemia,
a qualidade do ar melhorou tanto que o número de pessoas mortas por doenças respiratórias deverá este ano ser bastante inferior aos anteriores.
É um horror utópico, ou a mais utópica das distopias. Uma mistura entre o apocalipse dos mortos vivos e um sonho feliz de Greta Thunberg.
Sentado numa cadeira de praia, no meu pátio de Lisboa, contemplo perplexo o abrupto desmoronar da civilização. É assustador, sim, mas está-se bem ao sol. Não há mais aviões roncando acima das nossas cabeças. Pássaros cantam nas ramadas altas. O céu brilha, azulíssimo, como se tivesse sido envernizado esta manhã.
Se o homem desaparecesse por completo da superfície do planeta este ficaria mais bonito. Reconhecer isto é reconhecer um fracasso. Talvez, depois que tudo serenar, a humanidade perceba que é possível um outro começo, mais próximo dos sonhos de Greta, com menos aviões, menos consumo, trabalho a partir de casa, mais solidariedade e mais harmonia.

Imprensa é fonte mais confiável sobre pandemia, diz estudo

Opinião é compartilhada por 64% dos ouvidos pelo levantamento, que entrevistou 10 mil pessoas em 10 países

Um estudo global divulgado pela agência de comunicação Edelman mostra que em meio à pandemia de coronavírus os veículos da grande imprensa aparecem como a fonte de informações mais confiável para 64% das pessoas. Antes da crise de saúde que atinge todos os continentes, havia uma tendência de baixa credibilidade do jornalismo e das fontes de conhecimento, como a ciência.
O levantamento foi feito de 6 a 10 de março, antes das principais ações relacionadas à pandemia, como fechamentos de fronteiras e orientações de isolamento. Foram entrevistadas 10 mil pessoas da África do Sul, Alemanha, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido (mil por país) pela internet. Os brasileiros estão fora da tendência global: 64% dos entrevistados preferiam as informações nas redes sociais e 59% citaram os jornais e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“O comportamento dos brasileiros seguia uma tendência anterior à pandemia. Agora, do ponto de vista global, as principais organizações noticiosas têm quase duas vezes mais credibilidade do que a OMS ou autoridades sanitárias nacionais”, informa a Associação Nacional de Jornais (ANJ).
Sete a cada dez entrevistados disseram estar acompanhando notícias sobre o coronavírus na mídia pelo menos uma vez por dia e 33% dizem que estão checando várias vezes ao dia. Entre os brasileiros, pouco menos de sete entre dez entrevistados disseram acompanhar o noticiário, com 26% checando várias vezes durante o dia.
O estudo também mostra uma preocupação mundial sobre fake news a respeito do coronavírus. Porcentual de 74% dos entrevistados têm essa preocupação em relação às redes sociais – no Brasil, o medo chega a 85%. Jovens, diz o estudo, confiam igualmente nas mídias sociais (54%) e na mídia tradicional (56%), enquanto as pessoas com mais de 55 anos classificam a mídia tradicional como quase três vezes mais confiável do que as mídias sociais.
Os porta-vozes sobre o coronavírus, cientistas e médicos, contam entre os mais confiáveis, juntamente com funcionários da OMS. Entre os entrevistados, 85% afirmaram que querem ouvir mais os cientistas e menos os políticos.

NOS JORNAIS

 Combate ao coronavírus - Fazemos nosso papel pensando no seu: fique em casa

 Combate ao coronavírus - Fazemos nosso papel pensando no seu: fique em casa
 Combate ao coronavírus - Fazemos nosso papel pensando no seu: fique em casa
 Estado tem 1ª cura
 Ceará tem transmissão comunitária confirmada
 Ministro vê colapso no sistema de saúde em abril
 Funcionários temem vírus no setor de serviços, que não para
 Mandetta vê colapso na saúde em abril e Bolsonaro fala em 'gripezinha'
 Transmissão comunitária chega a todo país; Mandetta prevê colapso

sexta-feira, 20 de março de 2020

NOS JORNAIS

 Governo do MA decreta situação de calamidade e suspende circulação de ônibus interestaduais no Estado

 Maranhão fecha fronteiras terrestres
 Maranhão - Passam de 200 os casos suspeitos de Covid-19
 Governo usa PM para recolher máscaras de empresa médica
 Ceará entra em quarentena
Vírus deixa Brasília com cara de cidade fantasma
 Operação de guerra cancela cirurgias e foca casos graves
 Empresas anunciam demissão; cortes de salários será compensado
 Decreto de Witzel isola o Rio, proibe voos e acesso às prais 

quinta-feira, 19 de março de 2020

Editorial da Folha - Evitar uma tragédia

Ivanete e Denilson dos Santos, em Belágua (MA), onde há fila para o Bolsa Família - Junior Foicinha/Folhapress
O pacote de medidas econômicas destinadas a mitigar os efeitos do coronavírus deve ser encarado como providência inicial, bem-vinda e, tudo indica, insuficiente.
A partir do conjunto de decisões alinhavado às pressas pela pasta da Economia, calculou-se um impacto de R$ 147,3 bilhões em três meses. A cifra, aparentemente bombástica, deve ser mais bem qualificada.
A enorme maioria dos valores incluídos na conta diz respeito a antecipações de pagamentos a cargo do governo e adiamentos de cobranças tributárias —sem alterar, assim, o total de despesas e receitas do Orçamento deste ano.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberão o 13º em abril e maio; o abono salarial será concedido em junho; o recolhimento ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) fica postergado por três meses, bem como o da parte da União no Simples Nacional.
Adicionalmente, haverá abertura para novos saques de dinheiro do FGTS, pertencente aos trabalhadores celetistas, e alívio temporário nas contribuições ao Sistema S. Em nenhum dos casos se lida com recursos do Tesouro Nacional.
O que existe de dinheiro orçamentário novo representa parcela pequena do pacote, caso de até R$ 3,1 bilhões para a inclusão de 1 milhão de beneficiários no Bolsa Família —ação fundamental, que já deveria estar em vigor.
Além disso, editou-se medida provisória para expandir gastos com saúde em R$ 5 bilhões, não incluídos na conta da Economia, e prevê-se eliminação de impostos sobre produtos necessários ao enfrentamento da Covid-19.
As medidas, como se vê, concentram-se no apoio momentâneo a idosos, os mais vulneráveis ao novo vírus, e à tentativa de preservação de empregos formais. O desafio maior, porém, é como amparar o enorme contingente de trabalhadores na informalidade e os estratos miseráveis da população.
São eles, afinal, os que correrão riscos mais graves durante os dias, semanas ou meses de paralisia de atividades. Há, pois, uma tragédia social a ser evitada —e, nesse caso, a política pública é imprescindível.
Nesse sentido, impõe-se considerar com urgência uma ampliação mais ambiciosa do Bolsa Família, o programa mais vocacionado a atender as parcelas mais carentes da população. Gastos emergenciais em saúde devem ser viabilizados nas três esferas de governo, a despeito de restrições orçamentárias.
Como esta Folha tem defendido, existem meios legais para a necessária expansão da despesa pública nesta crise, sem abandono da agenda de reformas e ajustes. Que novas providências venham.