terça-feira, 10 de novembro de 2015

Índia do Maranhão é condecorada com Ordem do Mérito Cultural (OMC)


Sônia Guajajara
Uma das principais lideranças indígenas do Brasil, nasceu na aldeia do povo Guajajara, no Maranhão. A indígena milita pelo respeito à diversidade apresentada pelos povos indígenas em palestras e seminários no Brasil e no exterior. Coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia também é formada em Letras e em Enfermagem, tendo trabalhado nas duas áreas. 
    A Ordem do Mérito Cultural (OMC) é a maior condecoração da cultura brasileira que, como se um cortejo fosse, homenageia pessoas, entidades públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, que se distinguiram por suas relevantes contribuições prestadas nesta área.
    Criada por decreto, em 1995, e outorgada pelo MinC, a OMC já premiou mais de 500 protagonistas do desenvolvimento da cultura brasileira, vivos ou in memorian, tais como: Milton Nascimento, Lygia Fagundes Telles, Luis Gonzaga, Athos Bulcão, Celso Furtado, Lúcio Costa, Ariano Suassuna, Zuzu Angel, Vinicius de Moraes, Nelson Rodrigues e Clarice Lispector, entre outros.
    Este ano, em sua 21ª edição, a OMC rendeu homenagens a 34 escolhidos, sendo o poeta Augusto de Campos o grande destaque.
Processo de escolha
    A escolha dos agraciados ocorre todos os anos por meio de seleção entre nomes previamente indicados. Qualquer pessoa pode fazer uma indicação, dentro do prazo estabelecido, preenchendo o formulário disponibilizado nos canais digitais do MinC ou pelos Correios.
    Este ano o prazo foi até 30 de maio. As sugestões foram avaliadas pelo Conselho da Ordem do Mérito Cultural, presidido pelo ministro Juca Ferreira e integrado pelos ministros da Educação, da Ciência, Tecnologia e Inovação e de Relações Exteriores, além de uma Comissão Técnica nomeada pelo MinC.
    Os homenageados pela OMC são divididos em três classes – Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro – e recebem uma insígnia na forma da cruz de São Tiago da Espada, esmaltada de branco e perfilada em ouro. 
Sônia Guajajara entrega camiseta à presidente Dilma, e o ministro Juca Ferreira



MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Avião cai em Balsas e piloto morre
Região
Jornal do Commercio:  Cartada final do comércio
Meio Norte: 10 mil acidentes por ano com motos
O Povo: Contra crise, operadoras de celular baixam tarifas
Nacional
Folha: Política do BC perde eficácia e afeta apenas 51% do crédito
O Estadão: Contra Dilma, caminhoneiro fecha estradas pelo país
O Globo: Governo ameaça multar caminhoneiros parados
Zero Hora: Estado acumula déficit de R$ 3 bi em oito meses

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Trabalhadores da EBC entrarão em greve nesta terça,10

   Os trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), incluindo na TV Brasil no Maranhão, decidiram entrar em greve a partir da zero hora desta terça-feira, 10 de novembro. A decisão ocorreu no último dia 5 de novembro tirada em assembleia pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e o Sindicato dos Radialistas.
    Em negociação desde o mês de setembro, a empresa se manteve intransigente em oferecer zero% de reajuste para as cláusulas econômicas. Os trabalhadores, por sua vez, mantiveram a contraproposta de 9,43%, referente ao IPCA do período.
    Na última rodada a empresa refez a proposta. Oferecendo um reajuste de 2,5% para este ano, 2,5% para 2016 e fazendo valer a Convenção Coletiva de Trabalho por 2 anos.
Mobilização
    Na última assembleia, mais de 400 trabalhadores estiveram presentes vestidos de preto em protesto contra a proposta de reajuste zero e dos privilégios na empresa pública.
    Os trabalhadores aprovaram também uma moção contra a utilização da comunicação institucional da empresa pública para difundir falsas informações sobre a negociação do ACT e um abaixo assinado contra os privilégios na EBC e pela valorização dos empregados do quadro permanente.

Pão com Ovo abre X Semana de Teatro no Maranhão no TAA

    
Elenco da comédia Pão com Ovo 
    A X Semana de Teatro no Maranhão será aberta nesta segunda-feira, 9, às 19h00 no Teatro Arthur Azevedo, com solenidade e homenagens que serão prestadas a 11 profissionais de teatro seguida da apresentação do primeiro espetáculo do evento, a comédia de costumes maranhense Pão com Ovo. Com novo texto, “A Vingança de Zé Maria”, o espetáculo tem no elenco os atores da Companhia Santa Ignorância - Adeilson Santos, Cesar Boaes e Charles Junior. O ingresso será trocado por 1 kg de alimento não perecível, a partir 14h na bilheteria teatro
    A noite de abertura terá como homenageadas pela Comissão de Teatro os atores e atrizes,Urias de Oliveira, Uimar Junior, Júlio César da Hora, Gilson César, Paixão, Sandra Cordeiro, Mundinha Araújo, Lúcia Gato, Jô Santos, Josué da Luz, Lauande Aires, profissionais de teatro que dedicam suas vidas e seus trabalhos às artes cênicas, em especial ao teatro.
    A Semana é promovida pelo governo do estado e realizada pela secretaria de estado da Cultura. Na programação tem 8 oficinas ministradas por profissionais de teatro maranhenses e convidados de outros estados, que acontecerão nas Salas do Teatro Arthur Azevedo, Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, Casarão Angellus Novus (Praia Grande), Auditório História/Reviver, Grupo Grita.
    Foram selecionados 20 trabalhos de São Luis, quatro do interior do estado e três de outros estados. As apresentações acontecerão nos teatros Arthur Azevedo, Alcione Nazaré, no Casarão Angellus Novus (Praia Grande), Guest House (Centro Histórico), Hall do Odylo Costa,filho e Praça Nauro Machado, em sessões pela manhã, tarde e noite. Os ingressos para ter acesso aos espetáculos serão trocados por 1 quilo de alimento não perecível, nas bilheterias dos teatros e espaços onde serão apresentados, a partir das 14h, no dia do espetáculo em cartaz.
   

Espetáculos selecionados:
Grupo Teatro Novo - Tempo de Espera (Fortaleza)
Cia de Teatro Manual - Hominus Brasilis (Rio de Janeiro)
Duas Companhias - A Dona da História (Recife)

Espetáculos do interior: 
Cordão de Teatro - Enquanto Shakespeare Não Vem (Açailândia/MA)
Cia Tabu - Privada (Açailândia/MA)
Cia Fundo de Pote - Café no Quarto Amarelo (Cantanhede/MA)
Humanitas de Teatro - Quando o Amor é Assim e não Assado (Timon)

Espetáculos de São Luís:
Bemdito Coletivo - Sintética Identica ao Natural
Pequena Companhia de Teatro - Velhos Caem do Céu como Canivetes
Cena Aberta - Negro Cosme
Xama Teatro - As Três Fiandeiras
DRAO -As 10 coisas que meu pai deveria ter ouvido antes de ter ido para a guerra Grupo Grita - Meu pé de Alecrim
Coletivo Cênico Respeite a minha cidade - Cecília e os 40 Fantasmas
Núcleo Atmosfera - NUA – Núpcias
Companhia Nhã Caboca - Eles e Nós
Cena Aberta –Pigmaleão

Performances: 
DRAO-Pirataria (São Luís)
Cia do Imaginário - O Amor…(São Luís)

Espetáculos Infantis (S. Luis): 
Companhia Artífice-Mor - A Aventura do Lobo
Miramundo - Palita no Trapézio
Grupo Universitário de Teatro - A Viagem de um Barquinho

Intervenção (S. Luis):
NUA -Um Instante no Corpo
Cia Nhã Caboca - Poéticas Palavras Perambulantes
Coletivo Ta-Hí – Ofélia
Bemdito Coletivo - TRANSfigura#2

Experimento Acadêmico (S. Luis): 
Coletivo Ta-Hí – Esperanto
Grupo Experimental - Cartas de um outubro que virou novembro

Leitura Dramática (S.Luís): 
Cláudia Cabral - A Bicicleta do Condenado

    Três oficinas já começam na segunda-feira (9) se estendendo até dias 11 e 12: Música Cênica e Construção de Instrumentos, ministrada pelo professor Luciano Bruno Ferreira “Millor”, do Rio de Janeiro, na Sala de Oficina do Odylo Costa, filho, das 8h30 às 12h; no mesmo horário, na Sala de Dança do TAA, acontecerá Poéticas do Desterro: a criação cênica e dramatúrgica a partir do exílio, com os professores de Natal (RN) Fernando Yamamoto e Paula Queiroz; e Gestão e Produção em Teatro de Grupo, com Renata Kaiser (Natal), no Auditório do Prédio de História UEMA –Praia Grande, das 13h30 às 17h.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Mais de 8 mil já estão fora do Paes da Uema
Região
Jornal do Commercio:  Linha de risco
Meio Norte: Incêndio destroi 200 hectares
O Povo: Terminais de ônibus passam a ter novo modelo de gestão
Nacional
Correio: Rollemberg busca nome capaz de unir as polícias
Folha: Governo Alckmin manobra números e redu homicídios
O Estadão: Corte no Bolsa Família afetaria 2,9 milhões em SP, diz Planalto
O Globo: Lama ameaça captação de água para 500 mil pessoas
Zero Hora: Táxi mas caro na capital, mas sem aumento na segurança

domingo, 8 de novembro de 2015

Atraso ideológico - FERREIRA GULLAR

A maneira mais fácil e também mais desonesta de contestar opiniões que divergem das nossas é tentar desacreditá-las. Tal procedimento, além de torpe, é prejudicial à elucidação de questões que muitas vezes envolvem interesses fundamentais. Isso ocorre frequentemente quando estão em jogo problemas políticos e ideológicos, o que dificulta o entendimento de problemas vitais para o país.
    Faço essas considerações porque acredito que uma das funções do jornalismo é informar e contribuir para o esclarecimento das questões de interesse público.
    Eu, que militei no Partido Comunista Brasileiro, convencido de que o marxismo era o caminho para a construção de uma sociedade fraterna e justa, deixei de acreditar nisso em consequência das experiências que vivi e do próprio fracasso daquele projeto revolucionário em nível nacional e internacional.
    Já tive oportunidade de manifestar minha opinião sobre esse fato, mas, qualquer que seja o diagnóstico, a verdade é que o grande sonho da sociedade proletária se desfez definitivamente. Há, porém, os que não desistem de suas convicções e há também os que se aproveitam da boa-fé das pessoas para substituir o sonho socialista pelo que intitulo de "populismo de esquerda", que se constata hoje em alguns países da América Latina, como Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador e Brasil.
    Em cada um desses países, o tal populismo assume uma forma específica, mas em todos eles o discurso ideológico substitui a luta da classe operária contra a burguesia pela luta dos pobres contra os ricos, que Lula apelidou de "elite branca".
    Esse populismo se caracteriza, de um lado, por programas assistencialistas e, de outro, por um discurso anticapitalista que, como no caso do Brasil, é só para inglês ver, uma vez que seus principais sócios são grandes empresas. A operação Lava Jato revelou à opinião pública brasileira a extensão do "conluio" montado pelo governo populista, em aliança com empresários, para saquear a Petrobras e outras empresas estatais.
    A ação desse populismo de esquerda no governo do país é a causa principal da situação caótica a que o Brasil foi arrastado nestes quase 13 anos de gestão petista. O Programa Bolsa Família, montado com objetivo eleitoral, se atenuou a carência de famílias miseráveis, em vez de resolver o problema da pobreza, estimula uma grande massa de trabalhadores a não mais trabalhar.
    Por outro lado, o programa Minha Casa, Minha Vida constrói conjuntos residenciais muitas vezes em lugares inacessíveis e de péssima qualidade (muitos deles já estão caindo aos pedaços). Também, neste caso, a troca de interesses deixa as construtoras à vontade para usarem o material mais barato e construírem de qualquer forma, já que o governo não as fiscaliza, pois são todos amigos.
    O aumento das famílias atendidas pelo Bolsa Família –calculado em mais de 30 milhões– e os gastos com o programa Minha Casa, Minha Vida podem ser a razão que levou Dilma a violar a lei de responsabilidade fiscal, tomando empréstimo de bancos públicos sem condições de ressarci-los.
    Quando Aécio Neves, na campanha eleitoral, denunciou o estado crítico das finanças do país, ela o chamou de mentiroso e garantiu que a situação das contas era ótima. Ganhou as eleições e logo começou a fazer o contrário do que afirmara. Mas o desastre dos governos petistas não se limita aos gastos demagógicos e à corrupção. Atinge a estrutura econômica do país, anulando-lhe o crescimento e provocando desemprego e inflação.
    Aliando demagogia e incompetência, os petistas deram pouca atenção aos Estados Unidos e à Europa – parceiros comerciais importantes do Brasil– e voltaram-se para o mercado sul-americano –o Mercosul. Para agravar nossa situação econômica daqui para diante, os Estados Unidos e o Japão montaram uma aliança comercial que representa 40% do comércio mundial e da qual estamos fora. E fora também estaremos de outra aliança, que incluirá os norte-americanos e os europeus.
    Nisso é que dá atraso ideológico somado a incompetência. 

Sanatório da imprensa

  • 8 nov 2015
  • O Globo
  • oglobo.com.br/laurojardim LAURO JARDIM COM GUILHERME AMADO E MARIANA ALVIM

Correção

Lulinha não foi citado na delação premiada de Fernando Baiano

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, não foi citado pelo lobista Fernando Baiano na delação que fez na Operação Lava-Jato. O GLOBO, na coluna de Lauro Jardim do dia 11 de outubro, errou ao dizer que Baiano afirmara ter dado R$ 2 milhões para pagar contas de Lulinha. Na verdade, Baiano não citou o nome e disse que o também lobista e pecuarista José Carlos Bumlai é que pediu o dinheiro alegando que seria para uma nora de Lula. Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, não foi citado na delação premiada de Fernando Baiano, o lobista preso na Lava-Jato. A coluna errou ao publicar esta informação no dia 11 de outubro. No texto, afirmou-se que constava da delação de Baiano um relato em que ele dizia ter gastado R$ 2 milhões para pagar despesas pessoais de Lulinha. Baiano não mencionou Lulinha e, pelo nome, não apontou qualquer familiar de Lula como beneficiário de dinheiro desviado da Petrobras. Ele citou uma “nora de Lula”. Segundo o depoimento, José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, o procurou pedindo recursos para quitar despesas com um apartamento de uma nora de Lula — o ex-presidente tem quatro noras. Baiano disse ter dado R$ 2 milhões a Bumlai. A coluna pede desculpas a Fábio Luis, a Lula e aos seus familiares pelo erro.


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
Jornal Pequeno: MPE ajuizou mais de 500 ações contr prefeitos e ex-gestores
O Estado do MA: Violência e medo mudam rotina de estudantes
O Imparcial: Em busca da estabilidade - Mais ds 15 mil vagas estão abertas em 185 concursos
Região
Diário do Pará: Empresa de sobrinho de Jatene é alvo de ação da polícia e do MP
Jornal do Commercio:  Tudo azul
Meio Norte: De olho nas placas solares
O Povo: O que as mulheres querem
Nacional
Folha: 'Virei um leproso',diz ex-diretor da Petrobras
O Estadão: Nova etapa da Lava Jato vai responsabilizar partidos
O Globo: Estados são acusados de driblar lei federal para pagar dívidas
Zero Hora: As cidades onde ninguém nasce

sábado, 7 de novembro de 2015

A poesia sobe o morro - O GLOBO

GUILHERME RAMALHO guilherme.ramalho@infoglobo.com.br

Convidados da quarta Festa Literária das Periferias se hospedam em comunidades do Leme, interagem com os moradores e ajudam a movimentar a economia local

Muito à vontade, o poeta holandês Dann Doesborgh passeia pelas ladeiras dos morros da Babilônia e do Chapéu Mangueira, no Leme. Pela primeira vez, os convidados da Festa Literária das Periferias (Flupp) estão hospedados em albergues nas próprias comunidades, onde acontece o evento, que está em sua quarta edição e termina amanhã. Os cerca de 80 hóspedes aproveitam a estada para vivenciar o dia a dia das favelas, interagindo com os moradores. Para Doesborgh, que nunca havia saído da Europa, a experiência está sendo fantástica.
GABRIEL DE PAIVAUm holandês na Babilônia. O poeta Dann Doesborgh: “As pessoas são maravilhosas. A paisagem, deslumbrante”
— As pessoas são maravilhosas. A paisagem, deslumbrante. Acordo de manhã e, enquanto faço café, vejo esse mar. Isso é demais! — comenta Doesborgh, de 27 anos, que se destaca por sua voz rouca, cabelos cumpridos e óculos redondos.
Segundo ele, que está hospedado na Babilônia, ainda há muito preconceito em relação às favelas:
— Antes de vir para cá, falavam para mim sobre a violência e os cuidados que eu deveria tomar. As pessoas não imaginam que eu possa andar tranquilamente à noite numa favela. Não tive problema nenhum. Mas é claro que sei que em outras comunidades pode ser diferente.
Nas outras três edições, realizadas no Morro dos Prazeres, em Vigário Geral e na Mangueira, os participantes ficaram hospedados no Catete. O escritor Julio Ludemir, de 55 anos, um dos idealizadores da festa literária, mora há dois anos no Chapéu Mangueira e admite que, por duas vezes, se sentiu inseguro para fazer o evento na comunidade, por causa da violência.
Segundo ele, ainda há problemas — como a falta d’água que ocorreu bem no no dia de abertura da Flupp, na terça-feira. Ludemir, no entanto, garante que o local tem infraestrutura suficiente para receber os hóspedes. Ele destaca ainda que o evento impulsionou o comércio local.
— A economia na favela vai fazendo com que ela se torne cada vez mais independente da boca de fumo. O tráfico não tem o mesmo poder que já teve. A boca está quebrada, apesar de ainda existir. O que vai mesmo consolidar o processo de pacificação não é a polícia, mas a capacidade da própria população de se impor ao tráfico de drogas. E isso será feito economicamente — disse.
Diretor de Artes do Conselho Britânico no Brasil, Luiz Coradazzi afirma que a estada nas favelas permite aos participantes terem um novo olhar sobre as comunidades:
— Demos a opção de os convidados ficarem na favela ou no asfalto. E todos resolveram ter a vivência na comunidade, até para ter contato com a cultura de raiz. Estão adorando a experiência.
A organização do evento espera receber mais de 20 mil pessoas durante o evento. As crianças são as que mais têm participado das atividades. Dona de uma lanchonete no Chapéu Mangueira, Carla Danielle Medina, de 39 anos, conta que, com o evento, seus dois filhos de 7 e 9 anos se apaixonaram por literatura e já rechearam a estante de casa com os livros doados na Flupp.
— A gente trabalha muito para dar o melhor para nossos filhos, mas isso não é tudo. Não tenho muito tempo para levar os meus filhos para bibliotecas gratuitas, nem sabia se eles gostariam. Na verdade, foram eles que me incentivaram a conhecer a Flupp. Agora, pedem todas as noites para eu contar histórias para eles.

No Panorama Político de Ilimar Franco


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Mais de 146 mil multas de trânsito
O Imparcial: Aberto concurso para 1.500 vagas para professores
Região
Jornal do Commercio: Sisu  com 13,3 mil vagas no Estado 
O Povo: TAM adia decisão sobre o hub
Nacional
Correio: UnB vai duplicar vagas do PAS e cortar do vestibular
Folha: Inflação acelera e fica perto de 10% em 1 ano
O Estadão: Cunha diz que não mentiu sobre contas; MP suíço contesta
O Globo: Inflação pode chegar a 11% e já penaliza os mais pobres
Zero Hora: Desvios de explosivos de pedreiras abastece quadrilhas no Estado

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Patativa no Guia da Folha


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Roubados mais de 5 veículos por dia na ilha
Região
Jornal do Commercio: Vale o sacrifício
O Povo: O que muda na sua aposentadoria
Nacional
Folha: Lula afirma que não tem medo de ser preso pela PF
O Estadão: Cunha atribui dinheiro na Suíça a negócio com carne enlatada
O Globo: Cunha dirá que dinheiro na Suíça é de venda de carne
Zero Hora: Aposntadoria com regra 85\95 agora é lei

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Dilma, Roseana e Lula emergem em reportagem sobre refinaria de O Globo


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Seis mortes violentas emmenos de 4 horas na ilha
Região
Dário do Pará: Governo Federal prorroga simples doméstico até dia 30
Jornal do Commercio: eSocial até o dia 30
O Povo: Ceará tem a gasolina mais cara do Nordeste
Nacional
Correio: Rollemberg recua e nõ demite comando da PM
Folha: Cunha admite elo com contas secretas
O Estadão: TCU mantém pressão sobre Dilma ao fiscalizar Petrobras
O Globo: Falhas obrigam governo adiar simples doméstico
Zero Hora: Transbordou

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Presidentes do Congresso envolvidos em escândalos

2 - José Sarney

Pedro Ladeira - 22.abr.2015/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 22-04-2015, 12h00: O ex-presidente José Sarney fala sobre sua obra literária, em seu escritório em, Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, ILUSTRADA) ***ESPECIAL***
O ex-presidente José Sarney em seu escritório em, Brasília
Em 2009, no comando do Senado, Sarney (PMDB-AP) foi protagonista do escândalo dos atos secretos, em que 511 medidas administrativas deixaram de ser publicadas. O caso motivou dez representações contra Sarney, todas arquivadas pelo Conselho de Ética da Casa, na época controlado por aliados.
Parentes de Sarney e de vários outros senadores foram contratados e exonerados da Casa por meio desse mecanismo. Apesar da crise, acabou reeleito para o Senado em 2011.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 16 ogem de delegacia no interior
Região
Jornal do Commercio: Internet móvel: aproveite melhor
O Povo: Tecnologia e criatividade ajudam a economizar água
Nacional
Correio: Brasiliense se vira para espantar crise
Folha: Russomano lidera com folga corrida pela prefeitura
O Estadão: Conselho de Ética facilita escolha de relator pró-Cunha
O Globo: Barulho é a queixa quemais ocupa 190 da PM
Zero Hora: Base instável é desafio de Dilma em votações

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Imagem do dia: Cemitério do Gavião em São Luís (MA)



A morte não é nada – SANTO AGOSTINHO

“Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo
sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.
A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas.
Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.

‘A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil’

Combater o trabalho escravo é criar um ambiente de justiça social, onde todos tenham as mesmas oportunidades
Wagner Mora
Essa é a frase mais célebre do livro “Minha formação”, do abolicionista brasileiro Joaquim Nabuco. Esse livro foi escrito no final do século XIX, portanto pouco mais de uma década depois de abolida a escravidão no Brasil. Em 1888, o Brasil foi o último país ocidental a livrar-se oficialmente do trabalho forçado. A escravidão tornou-se mesmo parte fundamental da alma do nosso país. Creio que mesmo Nabuco, que se antecipou a Gilberto Freire nas reflexões sobre a influência do trabalho escravo na cultura brasileira, talvez não supusesse que no ano de 2015 suas palavras ainda fariam tanto sentido.
A população negra brasileira ainda é a grande maioria nos bolsões de pobreza e a sofrer violência policial. Recentemente, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro resolveu impedir que ônibus vindos das periferias da cidade chegassem às praias dos bairros nobres, sob pretexto de evitar assaltos. Jovens negros eram, sem qualquer justificativa, retirados dos ônibus. Ainda seguimos com plantas de apartamentos com “quartos de empregada”, quartinhos escuros e sem janelas perto da cozinha. As empregadas domésticas brasileiras, em sua grande maioria mulheres negras, somente há alguns anos foram incorporadas ao mundo das leis trabalhistas. Muitas delas ainda moram nas casas de seus patrões, trabalhando da hora que acordam até a hora de dormir. A quantidade de pessoas negras nas universidades é consideravelmente inferior à de brancos. Homens e mulheres negras ganham salários menores do que os brancos. As políticas afirmativas enfrentam grande resistência no meio político e entre a classe alta brasileira, também em sua grande maioria formados por brancos. A maior parte dos pobres de nosso país tem a pele escura. Ou seja, a escravidão dos séculos XVIII e XIX está evidentemente refletida na pobreza de afro-descendentes no século XXI.
Mas essa é uma via de mão dupla, porque a pobreza é hoje a maior responsável pela escravidão contemporânea. E, claro, a maioria dos escravos contemporâneos no Brasil é formada por negros e mulatos. Embora o país tenha avançado muito nos últimos anos no campo social, continuamos com altos índices de pobreza e, especialmente, de desigualdade. Para mim, não faz nenhum sentido ser a oitava economia do mundo e septuagésimo nono em Índice de Desenvolvimento Humano. Pobreza, sem dúvida, leva as pessoas a uma situação de vulnerabilidade em relação ao trabalho escravo contemporâneo. Ninguém se submete a uma condição degradante de trabalho se tiver uma outra opção.
Combater o trabalho escravo é, então, combater a pobreza e criar um ambiente de justiça social, onde todos tenham as mesmas oportunidades e erros históricos possam ser corrigidos. Claro que combater a pobreza no mundo é uma tarefa complexa, que envolve uma mudança gigante na ordem mundial. Mas enquanto a vacina contra a pobreza e a desigualdade não fica pronta, existem muitos remédios capazes de erradicar o trabalho escravo contemporâneo, seu efeito colateral. São vários: fiscalização, responsabilidade social por parte dos patrões, leis trabalhistas eficientes, punição exemplar aos infratores, amparo às vítimas, entre outros. Na minha opinião, porém, nenhum remédio é mais poderoso do que a informação. Porque é a informação que vai fazer com que alguém deixe de achar normal haver pessoas trabalhando em condições degradantes. Muitos trabalhadores sequer sabem que são vítimas dessa prática. Muita gente de bem no mundo inteiro sequer acredita que a escravidão ainda exista, pois associa-a, com alguma razão, aos navios negreiros de um passado distante.
Quando eu disse, com pesar, que a escravidão faz parte da cultura brasileira, também posso dizer, com orgulho, que o Brasil é um dos países líderes no combate a essa prática nefasta. Uma das ferramentas mais importantes na luta contra a escravidão é a divulgação de uma lista com os nomes de pessoas físicas e jurídicas que foram apanhadas fazendo uso desse tipo degradante de mão de obra, a “lista suja do trabalho escravo”, como é chamada. No entanto, esse extraordinário instrumento, infelizmente, foi, há pouco tempo, suspenso pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro, que, por sua vez, respondeu a pressões das forças interessadas na não divulgação da lista. Ninguém vai a público dizer que é a favor do trabalho escravo, mas é impressionante o lobby que existe a favor de sua manutenção. Vinte e um milhões de pessoas são vítimas dessa prática no mundo, gerando uma receita ilegal de US$ 150 bilhões por ano. A quem interessa a suspensão da lista suja? A quem tem medo de ver seu nome publicado nela, claro.
A definição brasileira de trabalho escravo é a mais avançada do mundo! Aqui, qualquer pessoa que trabalhe em condição degradante, em jornada exaustiva ou que trabalhe por dívida é considerada vítima do trabalho escravo. Já há uma pressão forte no Congresso (talvez o mais reacionário e conservador da História deste país), por parte desses interesses organizados, para que a definição brasileira seja mudada e para que seja considerado escravo apenas o sujeito proibido, por força, de deixar seu local de trabalho. Se, de fato, conseguirem mudá-la, estaremos dando mais um passo gigante para trás, como fizemos com a aprovação do novo código florestal e com a redução da maioridade penal. A quem interessa mudar a definição de trabalho escravo brasileira que tanto gera elogios no mundo inteiro? Aos que submetem os trabalhadores às condições compreendidas nela, isso também está claro.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está lançando uma campanha mundial chamada 50 for Freedom, que espera que, até 2018, líderes de 50 países ratifiquem seu novo protocolo, muito específico na condenação à prática do trabalho forçado. Parece fácil, mas não é. Até agora, só o Níger assinou. Que exemplo bonito seria se o Brasil fosse o segundo país a fazê-lo! Encontrei a presidente Dilma em Bogotá e obtive dela a garantia de que o Executivo fará a proposta chegar ao Congresso o mais rápido possível e de que ela vetará qualquer tentativa de mudança na definição brasileira de trabalho análogo ao escravo. Serão ações como ratificar essa carta que farão o Brasil seguir sua vocação progressista e se tornar exemplo no que se refere à igualdade dos direitos civis, direitos humanos e sustentabilidade. Esse, no final das contas, é o caminho que importa. E livremos os brasileiros das próximas gerações da profecia de Joaquim Nabuco.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 72 mortes violentas só em outubro na ilha
Região
Jornal do Commercio: Simples doméstico complica na estreia
O Povo: Prefeitura inicia obra contra crise na saúde
Nacional
Correio: Quando um sepultamento digno vira apenas negócio
Folha: Haddat tem sua pior avaliação
O Estadão: Deputados releitos estão menos fiéis ao governo
O Globo: Detentos impõem 'código pena' próprio em presídios
Zero Hora: Disputa mais curta e barata às prefeituras

domingo, 1 de novembro de 2015

Arte e personalidade - FERREIRA GULLAR

   
Os Movimentos artísticos inovadores, conforme o que trazem de realmente novo, deflagram processos estéticos às vezes realmente criativos. De qualquer modo, mesmo nesses casos, o que os torna realmente fecundos e renovadores é a personalidade de cada artista que deles participam. Sem ela, as ideias novas não produzem resultados significativos.
    Um exemplo bem marcante do que afirmo pode-se verificar no cubismo –sem dúvida um dos movimentos mais renovadores da história da arte–, do qual só efetivamente se destacam as obras de Pablo Picasso e Georges Braque, embora muitos outros artistas tenham dele participado.
    Deve-se observar, no entanto, que cada uma das tendências inovadoras que se registra na história da arte possui características próprias e, consequentemente, resultados artísticos distintos. Nisso influem as personalidades inovadoras, como já observamos, mas também outros fatores, como o contexto histórico em que surgem.
    Neste particular, um movimento que especialmente nos interessa é o movimento concreto, que se inicia no Brasil no começo da década de 1950. Um dos elementos que o caracteriza é o fato de que não se trata de uma tendência nascida aqui e, sim, de um movimento artístico importado, como, aliás, também o foram os demais movimentos anteriores, a exemplo do romantismo, do simbolismo, do parnasianismo, do futurismo etc.
    Em todos esses casos, precisamente por serem transplantados de um contexto cultural para outro, ganham características diversas do original, o que às vezes lhes empresta alguns traços efetivamente inovadores.
    O caso do concretismo brasileiro implica um fator particularmente importante, porque promoveu uma ruptura com o movimento que introduzira a arte moderna no Brasil, ou seja, o modernismo de 1922. Desde aquela época, a arte brasileira seguira um rumo que, embora tendo sofrido mudanças, preservava algumas características básicas, sendo uma delas o caráter figurativo da linguagem pictórica.
    Nesse sentido, o concretismo estabelecia um rompimento radical por introduzir na arte brasileira uma linguagem abstrata e objetiva, fundada na geometria e sem qualquer antecedente aqui. No primeiro momento, só aderiram à nova tendência artistas jovens, apoiados por Mário Pedrosa, entusiasta da nova tendência.
    É certo também que a 1ª Bienal de São Paulo, realizada em 1951, trouxe obras de artistas daquela tendência, como Max Bill, que ganhou o grande prêmio daquela Bienal com sua escultura concreta "Unidade Tripartida" e tornou-se conhecido nos meios artísticos brasileiros. Talvez por isso, as primeiras manifestações importantes da arte concretista, entre nós, tenham sido a de dois escultores, Franz Weissmann e Amilcar de Castro, que seguiram a lição do suíço.
    Em torno de Pedrosa, formou-se um grupo de jovens artistas, que explorou a linguagem concretista, imprimindo-lhe expressões às vezes originais.
    Ao mesmo tempo, em São Paulo, também se formou um grupo concretista que tinha como figura principal Waldemar Cordeiro. Não obstante, a maioria dos artistas brasileiros não se converteu à arte concreta, como os da velha geração –Portinari, Di Cavalcanti, Guignard, Bruno Giorgi– e mesmo alguns mais jovens como Milton Dacosta, Maria Leontina e Iberê Camargo, que se mantiveram figurativos. Dacosta sofreu a influência da nova tendência, geometrizando suas composições figurativas.
    Já Iberê Camargo se manteve afastado da linguagem geométrica, embora tenha imprimido a sua pintura um grau de abstração que ela não possuía antes. Ao mesmo tempo, sua pintura adquiriu um grau de subjetividade que o afasta radicalmente da representação do mundo real.
    Pelo contrário, ele elimina de seus quadros o colorido próprio da paisagem cotidiana e os constrói em cores escuras e densas, ao mesmo tempo em que usa a pasta pictórica de modo impetuoso, como para transcender o controle racional do fazer pictórico.
    Por isso mesmo, Iberê Camargo não se enquadra em nenhuma escola artística específica, ainda que se aproxime às vezes do expressionismo abstrato. De fato, sua personalidade criadora fez dele um dos mais originais pintores modernos brasileiros.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Vale investe R$ 9,5 bilhões no Maranhão
O Imparcial: E-mail revela nomes de senadores e deputados envolvidos em propina
Região
Diário do Pará: Um assassinato a cada duas horas
Jornal do Commercio: Cuidado com o golpe
O Povo: Seca faz castanhão ter água só por 11 meses
Nacional
Correio: Lúcia Willadino Braga - "A saúde so muda se a educaçao mudar"
Folha: BNDES suavizou exigência para socorrer amigo de Lula
O Estadão: Volks busca reparar apoio à repressão na ditadura
O Globo: Lava-Jato já recuperou R$ 2,4 bi para União
Zero Hora: Ladrões ligados no seu celular