quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

VEJA JORNALISTA DA LISTA DE CLASSIFICAÇÃO PARCIAL NO CONCURSO DA HUUFMA

HUUFMA
Nome
Conhecimentos Básicos
Conhecimentos Específicos
Soma das Notas
Classif.
Situação


ADRIANA FERNANDA GOMES PEREIRA BEZERRA
14
46
60.00
7
Aprovado

ALEXSANDRA JACOME CASTELO GOMES TORRES
14
46
60.00
7
Aprovado

ANDREIA DE LIMA SILVA
15
52
67.00
3
Aprovado

ANISSA AYALA ROCHA DA SILVA CAVALCANTE
11
36
47.00
30
Aprovado

ASMYNNE BARBARA BARBOSA DOS SANTOS
14
42
56.00
17
Aprovado

AURYANNE DE QUEIROZ OLIVEIRA
9
48
57.00
15
Aprovado

CARLOS EDUARDO MORAES LINDOSO
12
36
48.00
27
Aprovado

CICERO GEORGE LAGO PORTELA
16
48
64.00
4
Aprovado

CLAUBERSON CORREA CARVALHO
13
56
69.00
1
Aprovado

CLAUDIA MARIA LEAL LIMA DOS SANTOS
10
38
48.00
27
Aprovado

DANIEL CORDEIRO SANTOS
8
44
52.00
20
Aprovado

DANIELLE MORAIS ALMEIDA
19
50
69.00
1
Aprovado

EULANNIA DA SILVA SAMPAIO
10
36
46.00
34
Aprovado

EVELIN ISABELY SANTANA DE QUEIROZ
11
36
47.00
30
Aprovado

GABRIELA RAMOS MARTINS
12
46
58.00
12
Aprovado

GUSTAVO HENRIQUE SAMPAIO MARTINS
10
42
52.00
20
Aprovado

HELOISA ALCIDES VASCONCELOS
12
40
52.00
20
Aprovado

JEANE SOUSA PIRES
9
48
57.00
15
Aprovado

JESSICA MONTEIRO FERNANDES
9
42
51.00
23
Aprovado

JESSICA WERNZ DE DEUS
11
42
53.00
19
Aprovado

JOSE CLAUDIO DOS SANTOS COSTA
8
50
58.00
12
Aprovado

JOSIE DO AMARAL BASTOS
9
42
51.00
23
Aprovado

LARISSA GOMES DE MENESES SILVA
10
52
62.00
6
Aprovado

LEONARDO FERREIRA COSTA
13
46
59.00
9
Aprovado

LETICIA MACIEL DO VALE
9
46
55.00
18
Aprovado

LOUSANNE BARBOSA PAIVA
13
50
63.00
5
Aprovado

MARIA REGINA TELLES DE ARAUJO FILHA
8
38
46.00
34
Aprovado

NATHALIA CRISTINA RAMOS ARAUJO E SILVA
10
40
50.00
26
Aprovado

PATRICIA TEIXEIRA AZEVEDO WANDERLEY
8
40
48.00
27
Aprovado

PAULO ROBERTO MELO SOUSA
13
38
51.00
23
Aprovado

PRISCILLA SWAZE ANCHIETA SILVA
9
38
47.00
30
Aprovado

SHIRLEY VERAS FREIRE
9
38
47.00
30
Aprovado

TASSIA AGUIAR DE SOUZA
9
50
59.00
9
Aprovado

THIAGO BASTOS MORAES REGO DA SILVA
12
46
58.00
12
Aprovado

WAGNER LUIS RIBEIRO MOURA
9
50
59.00
9
Aprovado

FRASE DE EFEITO

"Tenho certeza que o novo conselheiro fará total diferença nesta Casa
Do conselheiro Edmar Cutrim, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, em discurso de saudação ao ex vice-governador Washington Oliveira como novo membro da corte.

Em dia de vandalismo, Moto ganha...(Versão do jornal O Estado do Maranhão)


Qualicorp tem plano de expansão para o Maranhão

PLANOS EM FRANQUIAS
Em uma iniciativa do projeto de expansão da empresa, a Qualicorp, administradora e corretora de planos de saúde coletivos, inaugura hoje a sua primeira franquia, em Santos (SP).
    O sistema de franquias vai complementar os canais de venda, formados por corretores próprios e parceiros.
    A empresa estima ter outras dez lojas abertas em 2014. A próxima, ainda em cidade indefinida, deverá entrar em funcionamento no mês de fevereiro.
    "Atuaremos com franquias nas regiões onde não estivermos presentes, sempre com a venda para pessoas físicas ligadas a uma das cerca de 500 entidades parceiras da empresa", diz o diretor, Eduardo Noronha.
    "Temos planos para áreas como Maranhão, Rio Grande do Sul e interior de São Paulo", afirma o executivo.
    "Essas franquias rodando a pleno vapor, não ainda em 2014 porque elas precisam de um tempo de estabilização, deverão render para a companhia cerca de 70 mil vidas."
    Por ano, entram em média 400 mil clientes novos, segundo Noronha.
    "Há cerca de 70 mil cancelamentos por trimestre em uma carteira de 4 milhões de clientes, que é uma média abaixo da do mercado."
R$ 319,3 milhões
foi a receita líquida da companhia no terceiro trimestre deste ano
26,9%
foi o crescimento da receita líquida na comparação com o mesmo período de 2012
R$ 58,6 milhões
foi o lucro líquido do grupo no terceiro trimestre de 2013
4,6 milhões
é o número de beneficiários

Na Coluna do ILIMAR FRANCO

É dia de festa 
Chegou a vez do ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Ele será a estrela de ato no Planalto, na segunda-feira, quando a presidente Dilma vai festejar a marca de 15 milhões de brasileiros atendidos pelo programa “Luz Para todos”

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
A Tarde:Senai, TJ-MA, DPE e Sejap prorrogam parceria para treinar apenados
Atos e Fatos:José Genoino renuncia ao mandato na Câmara Federal
Jornal Pequeno:Lula diz que não está fechada aliança do PT com candidato da família Sarney
O Debate:Programa aplicado em escolas de São luís é destaque nacional
O Estado do MA:Aberta licitação para construção da Av. Metropolitana
O Imparcial:Polícia reforçada no Centro
Região
Jornal do Commercio:Economia encolhe e gera pessimismo
Meio-Norte:Piauí é segundo melhor em três rankings nacionais
O Povo:Bombeiros reprovam 97,5% dos condomínios
Nacional
Brasil Econômico:PIB liga o alerta, mas concessões ainda podem salvar o ano
Correio Braziliense:As agendas do sexo de luxo em Brasília
Estadão:PIB cai 0,5% e tem pior trimestre em 4 anos
Estado de Minas: R$ 150 mil por vaga em curso de medicina
Folha:Investimentos encolhem, e PIB cai 0,5% no 3º trimestre
O Globo:Retratos do Brasil: Mensalão: Genoino renuncia a mandato para fugir de cassação
Zero Hora:O ranking da educação: Brasil é o 57º do mundo; RS fica em terceiro no Brasil

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Donos de carros esbravejam contra desembargadora Cleonice Freire na Av.Pedro II

   
Flanelinhas observam operação da SMTT na Praça D. Pedro II


Carro estacionado irregular foram recolhido ao pátio da SMTT

Guincho da SMTT recolhe carro estacionado em frente à Prefeitura
A retirada de carros estacionados na Avenida D. Pedro II, endereço dos três poderes do estado - sedes do Governo do Estado, Tribunal de Justiça e Prefeitura de São Luís), por agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte colocou a desembargadora Cleonice Silva Freire no centro dos debates populares.
    A desembargadora Freire foi eleita presidente do TJ-MA para o biênio 2014-2015 em 2 de outubro, mas toma posse somente no dia 20 de dezembro.
   Por determinação do Tribunal de Justiça, os agentes da SMTT foram acionados para, primeiramente, multar os veículos estacionados em áreas proibidas, para, em seguida, recolhê-los ao pático do órgão municipal de trânsito, no bairro do Ipase.Um oficial da PM acompanhou toda a operação no decorrer da manhã desta terça-feira.
    Um coronel da PM acompanhou a ação de disciplinamento do trânsito. O que revoltou os proprietários de veículos é que a determinação do TJ-MA confrontava em pontos distintos a Lei estabelecida pelo Contran. Onde haviam meio--fios pintados de branco, os carros foram indistintamente recolhidos ao pátio. Ressalte-se com multa.
    "Um desembargador pode tudo. Isso é abuso de autoridade", reclamava um proprietário de carro que saiu incólume da fiscalização.
   Na praça, além dos veículos amontoados aos borbotões, as grades colocadas no mês de junho para conter as manifestações dos caras pintadas do século XXI, permanecem desde então praticamente obstruindo o direito de ir e vir do cidadão. Os turistas não acreditam que as grades sejam parte da paisagem.

Na Coluna do Ilimar Franco



Deve-se pagar para ler notícias na internet? - LUCIANO SUASSUNA

A força dos grandes títulos jornalísticos é um valor das democracias e, como tal, não deveria se perder na transição para o digital
    A internet depreciou a publicidade ao mesmo tempo em que ofereceu informação de graça, comprometendo o modelo de negócio que durante mais de um século sustentou a indústria da comunicação.
    A tríade que financia as redações (informação original, circulação paga e publicidade) perdeu valor no papel, mas tampouco alcançou seu ponto de equilíbrio na rede.
Se, na divisão do bolo publicitário, os jornais tivessem a mesma fatia de dez anos atrás, eles encerrariam 2013 faturando o dobro.
    Esse dinheiro não apenas mudou de plataforma, como foi pulverizado na abundância de páginas, ferramentas e conteúdos da rede. Criação e replicação são pagas como se iguais fossem. Para atingir a mesma quantidade de leitores, um anunciante pode desembolsar, no digital, de 5% a 20% do que gastaria em jornais e revistas. Ao preço atual, a coluna política de maior audiência não tem cliques suficientes para pagar um único repórter.
    A conclusão é evidente: num prazo curto, as empresas jornalísticas correm o risco de ter comprometida sua viabilidade financeira e, sem ela, vai-se parte fundamental da imprensa como cão de guarda da sociedade. É por isso que a discussão sobre o futuro das redações precisa ser institucional. Comprometer a vigilância independente sobre governos e empresas é aceitar o enfraquecimento da democracia.
    Muitos dirão que, no universo digital, existe um jornalismo cidadão capaz de suprir esse papel. É verdade que a Mídia Ninja e outras iniciativas ocupam um espaço novo. Mas a força dos grandes títulos, com sua cultura de técnica jornalística, sua alavanca de repercussão e seu respaldo jurídico, é um valor das democracias e, como tal, não deveria se perder na transição para o digital.
    O Brasil tem mais de 100 milhões de usuários de banda larga e estima-se que mais de 20% deles acessam notícias mais de uma vez por dia. A esmagadora maioria visita um site ou blog jornalístico a cada três dias e a quase totalidade lê ao menos uma notícia por mês. Como seria possível remunerar quem produz esse conteúdo?
    Para fins da publicidade, especialmente a oficial, uma caracterização legal da produção nacional de conteúdo ajudaria a promover a separação entre quem produz e quem replica, entre reportagem e outros conteúdos (como letra de música ou fotos dos amigos), entre jornalismo e ferramentas. Mas o principal debate é saber se a sociedade acredita no valor democrático de uma imprensa livre a ponto de financiá-la.
    Apenas como exercício matemático: por R$ 3 mensais, o preço de um exemplar de jornal, seria possível criar, a partir de microassinaturas de usuários de banda larga e planos de dados, um fundo comparável ao investimento publicitário no meio jornal. Esse fundo teria de ser gerido por um órgão de autorregulamentação, nos moldes do Conar.
    Ele deveria contratar uma empresa independente de auditoria para definir a distribuição da receita. A divisão precisaria levar em conta a audiência, o volume de produção e a relevância jornalística. Os pesos e os conteúdos dessas categorias seriam definidos pelo órgão.
O fundo teria de ser temporário e limitado ao financiamento do investimento na transição para o jornalismo digital. E estaria aberto não apenas aos títulos oriundos do papel, mas também aos veículos criados no ambiente digital.
    As empresas tradicionais recuperariam a previsibilidade de receitas, os novos protagonistas do digital reduziriam a dependência de investidores e patrocínios. Haveria incentivo à competição, já que mais audiência e relevância resultariam em parcelas maiores de receita na repartição do fundo. Na briga pela audiência, seria razoável esperar uma mudança na linguagem jornalística, com mais vídeos e infográficos e soluções que contemplem a leitura em smartphones. Essa estrutura manteria a independência das publicações e fortaleceria a diversificação de enfoques e temas.
    Com mais atores e mais competição, a sociedade ganha em vigilância e a democracia se revigora. Vale a pena pagar por isso?

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Aqui-MA:Protesto e confusão
Jornal Pequeno:Presidente do PT nega acordo para apoiar família Sarney no Maranhão
O Estado do MA:Polícia prende 23 em operação contra o crime em São Luís
O Imparcial: MEC fechará mais de 200 cursos de ensino superior no Brasil
Região
Jornal do Commercio:Lei Seca reduz mortes
Meio-Norte:Alunos vão fazer provão e podem repetir série
O Povo:Prefeito propõe reajuste de até 35% do IPTU
Nacional
Brasil Econômico: Exportador volta a pensar em subsídio para preço do diesel
Correio Braziliense: Prostituição de luxo na capital do poder
Estadão:Sem política para reajustes, ação da Petrobrás despenca
Folha:Após reajuste, Petrobras despenca até 10% na Bolsa
O Globo:Aumento dos combustíveis: Ação da Petrobras sofre maior queda desde 2008
Zero Hora:Aumento da gasolina: Como saber se o seu posto passou da conta

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FRASE DO DIA

"Poder material mais poder espiritual é igual a tragédia"
Cildo Meireles, arte plástico brasileiro nascido no Rio de Janeiro que esteve no Maranhão na década de 70

Urbanitários com diploma disputam vaga no Conselho Fiscal da CAEMA



    Trabalhadores da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, Caema, elegem nesta segunda-feira,2, os representantes para os Conselhos de Administração e Fiscal. Duas chapas do Sindicato dos Urbanitários estão inscritas na disputa de vagas no Conselho de Administração. Para o Conselho Fiscal apenas uma chapa foi inscrita.

    Segundo o Estatuto ao Conselho de Administração, formado por nove membros,  cabe várias atribuições, dentre elas eleger e destituir diretores. O conselho fiscal é responsável pela orientação dos negócios do Caema, indicando linhas da gestão.Toda a fiscalização da aplicação de recursos compete ao Conselho Fiscal, composto por três representantes que devem possuir graduação em instituição de ensino superior.
    O resultado das eleições será divulgada pela comissão organizadora do processo eleitoral nesta terça - feira, 3.


CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

CHAPA 1
• Titular : Pedro Afonso Costa Lima 
• Suplente: Suely Gonçalves da Conceição 
CHAPA 2
• Titular : Raimundo Nonato Pereira Diniz
• Suplente: Edjane Mesquita Almeida 


CONSELHO FISCAL

Titular - José Raimundo Batista Alves
Suplente - Raimundo Nonato Oliveira

Petrobras implanta em São Luís centros de serviços para aviação

    São Luís foi a primeira capital do Nordeste a inaugurar de uma só vez três centros de serviços exclusivos da BR Aviation, da Petrobrtas Distribuidores: o BR Aviation Center, o BR Aviation Autocenter e o Espaço BR Aviation. As inaugurações refletem o crescimento da demanda do mercado de aviação da região.

    O BR Aviation é um centro completo de apoio aos clientes da aviação geral, aos proprietários e pilotos. Os usuários contarão com hangaragem, suítes para pernoite, sala de reunião, acesso à internet e serviço de limpeza das aeronaves. 
    Resultado da parceria comercial com o Aeroclube do Maranhão, o Espaço BR Aviation consiste em um ambiente diferenciado onde os pilotos em formação têm acesso a instrumentos de navegação e a facilidades de comunicação. Já o BR Aviation Auto Center oferece serviços exclusivos para a frota automotiva das empresas estabelecidas no aeroporto. “Ambos fortalecem ainda mais o relacionamento da BR Aviation com seus clientes, contribuindo para a valorização da comunidade aeroportuária”, afirma o gerente executivo de Produtos de Aviação, Francelino da Silva Paes.
Aeroporto Verde - As instalações operacionais do aeroporto passaram por obras que privilegiam a sustentabilidade, dentro do conceito do “aeroporto verde”. Entre as principais medidas de ecoeficiência, destacam-se a instalação de placas de energia solar, de iluminação de led, captação da água de chuva, reutilização de efluentes tratados, além de redução na geração de resíduos.

Portal da Ufma não enxerga discentes

    O portal da Universidade Federal do Maranhão solenemente tem ignorado as manifestações dos estudantes no interior do campus do Bacanga. Segundo o portal a "normalidade" dentro do campo que não rende notícia inclui greve de fome do universitário Josemiro Oliveira, estudante acorrentado, bloqueio da principal artéria de ligação da cidade universitária e o centro de São Luís, etc,etc. De anormal mesmo só o Goçalves Dias da cantata natalina, relevante assunto da página inicial do site da UFMA.
Exemplo do jornalismo chapa branca:


Imagem do dia - Avenida Vitorino Freire em São Luís (MA) às 7h12




Dorian - LUIZ FELIPE PONDÉ

Um tema sem dúvida datado: só gente cafona ainda vê rebeldia em alguma forma de sexualidade

    A imortalidade é para os deuses. Em nós, ela seria uma deformação, mas nem por isso deixaremos de procurá-la e construí-la. Muitas vezes, quando vejo paquitas velhas andando pelas ruas, lembro de Dorian Gray e sua aposta na juventude eterna.
     A propósito, nada deixa filhos e filhas mais envergonhados do que pais e mães que querem parecer jovens como eles. Um ridículo de doer. Impressionante como, à medida que a vida se torna mais longa, a alma se torna irrelevante.
    Na obra de Oscar Wilde "O Retrato de Dorian Gray" (versão ampliada, publicada em 1891), a imagem não só envelhece no lugar de Dorian como "recolhe" a deformação da alma daquele (Dorian) que não envelhece. Esse livro é uma das maiores profecias sobre a modernidade e sobre sua aposta na redenção pelo desejo de vida eterna bela e saudável --e consequente fracasso.
    Dorian é um jovem bonito e sedutor, mulheres e homens ficam enlouquecidos por ele. Sendo ele mesmo, Oscar Wilde, gay (e teve um importante affaire em sua vida que muito lhe custou), a temática gay como "rebeldia" (um tema sem dúvida datado; só gente cafona ainda vê rebeldia em alguma forma de sexualidade) perpassa o romance, mas neste é apenas um detalhe, caso contrário ele não seria mais um clássico.
    Italo Calvino dizia que um clássico é um livro que nunca se acaba de ler porque o que ele tem a dizer é inesgotável. O que tem Dorian Gray a nos dizer de infinito? Algumas coisas.
    Vivendo numa sociedade vitoriana bastante repressora, Oscar Wilde, esteta da moral (normalmente gente assim acha que as sensações nos formam mais profundamente do que nossas ideias --concordo com os estetas em grande parte), brinca com o niilismo hedonista como forma de resposta à falta de sentido da vida.
    Dorian, eternamente jovem e belo, come todo mundo, viaja pelo mundo, come todo mundo, bebe todas, come todo mundo, mergulha no ópio, come todo mundo e volta para casa anos depois, eternamente jovem, belo e saudável.
    Mas fracassa: não suporta tanta "felicidade". Só bobo "acredita" no desejo, mas, se você nunca levou o desejo ao extremo da realização, talvez não tenha noção do custo desse fato: "O tédio é o único pecado para o qual não há perdão", dizia nosso grande escritor irlandês.
     Se o hedonismo apresentado por Oscar Wilde no romance trai a afetação de quem vivia antes da broxante revolução sexual dos anos 60, ainda hoje não desistimos de apostar numa forma de hedonismo, aquele que podemos definir como "safe": faço tudo, mas com camisinha e sem tabaco.
    Wilde provavelmente experimentaria um enorme tédio hoje em dia, maior do que em seus anos vitorianos, porque então podíamos dar a desculpa da ignorância: hoje sabemos que já nos deixaram desejar tudo e descobrimos que não desejamos mais nada.
    Talvez nunca tenham andado sobre a Terra homens e mulheres com tão pouco desejo. É o contrário do que os bonitinhos afirmam por aí: temo que, antes da água, o desejo desapareça do ecossistema.
    Nós, contemporâneos, teríamos processado o pintor do retrato de Dorian Gray por não nos ter poupado do enlouquecimento da alma.
    Em vez de considerar esse enlouquecimento da alma representado no retrato (a alma velha e deformada pelo excesso de desejo realizado) como o limite imposto "pelos deuses", como forma de cura da desmedida humana, nós, contemporâneos, seres sem desejo, o teríamos considerado uma falta de respeito ao nosso direito a felicidade e juventude eternas.
    Mas nem por isso Dorian Gray fala menos a nossas almas apequenadas. Pelo contrário, somos quase todos o seu retrato. Figuras deformadas pelo projeto de saúde total, de egoísmo fisiológico pleno, pelo retardo mental como ideal cultural máximo e pela declaração de guerra ao amadurecimento.
     Wilde nos legou como herança a aposta não de que nós seríamos Dorian Gray, jovem atormentado pela descoberta do que o deuses sempre souberam (que necessitamos da dor, da morte e do sofrimento como formas de humanização), mas sim seu retrato: um rosto que recolhe a grotesco de um mundo clean, "safe", teen e maníaco pela saúde.
Da Folha

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Frustrada fugo em Pedrinhas
Região
Jornal do Commercio:Um ano tricolor
Meio-Norte:Concurso da PM teve 17 pessoas presas
O Povo:Padaria é assaltada dez vezes este ano
Nacional
Brasil Econômico:"O que atrai investimento é o respeito aos contratos"
Correio Braziliense:Brasileiro nunca deveu tanto aos bancos: R$ 1,2 trilhão
Estadão:Varejo volta a oferecer crédito ao consumidor
Estado de Minas: União barra R$ 800 mi para o metrô de BH
Folha:Reprovação de Haddad no 1º ano é similar à de Pitta
O Globo:Luta contra a AIDS - Governo dará medicamento a todos com HIV
Zero Hora:RS terá programa inédito de prevenção contra aids

domingo, 1 de dezembro de 2013

Vivido e apagado - FERREIRA GULLAR

Curioso, aproximei-me e senti aquele odor azedo e insuportável que emanava de dentro de seu paletó
    Quando ouço alguém dizer que vai escrever suas memórias, fico admirado. Não sou capaz. Certa vez, me meti a fazê-lo e me dei mal, porque, do começo mesmo de minha vida, quase não me lembro de nada.
    Com razão, o leitor melhor informado pode alegar que escrevi um livro de memórias, "Rabo de Foguete", e é verdade. Mas esse livro conta apenas coisas do meu período de clandestinidade, que vivi no Rio, e os anos de exílio passados em vários países.
    Quando o escrevi, em 1998, aquela parte do passado ainda estava viva em mim. Aliás, embora minha memória seja precária, tenho mais facilidade em lembrar da vida adulta do que de meus anos de menino.
    E quanto mais distante do presente, pior. De fato, do começo do começo não lembro de coisa alguma. Como disse, ao tentar resgatar esse período de minha vida, vi que não me lembrava de nada ou de quase nada.
    Não sei se isso é assim mesmo com todo mundo. Lembro-me do soalho de casa, na rua da Alegria, da janela e da platibanda das casas em frente. Um flash desligado de tudo o mais. Meu quarto escuro, quase sempre fechado. A lembrança mais distante --que não sei se é lembrança ou sonho-- é uma cena, numa estrada, um automóvel enguiçado que meu pai dirigia. Era noite e havia luar. Só isso. Mas não lembro se meu pai possuía um automóvel nem que soubesse dirigir.
    Outra lembrança está associada a um odor desagradável. Era o odor de um senhor que vendia joias a domicílio --creio que, na verdade, bijuterias, e que, certa tarde, bateu em nossa porta. Minha mãe foi atendê-lo, disse-lhe que entrasse, ele sentou numa cadeira e abriu a sua pequena maleta em cima dos joelhos. Curioso, aproximei-me e senti aquele odor azedo e insuportável que emanava de dentro de seu paletó.
    Esse cheiro me marcou tanto que, toda vez que da janela o via passar na rua, tinha vontade de vomitar. Por isso, o associei a um urubu, muito embora nunca tivesse sentido o cheiro dessa ave. Mas um bicho que come carniça só pode cheirar mal.
Lembro-me às vezes das aulas na casa de Dona Elvira. Sua casa era a escola, onde eu, minhas irmãs e outras crianças estudávamos. Dessa casa, não sei por que, fui para a casa de outra professora, na rua dos Prazeres. Só mais tarde, meu pai me matriculou no Colégio São Luís de Gonzaga, o melhor da cidade, onde concluí o curso primário.
    Daí, o que mais me lembro, além das orações, são as moscas que voejavam acima de minha cabeça, atraídas pelas feridas que eu tinha ali. Eu as espantava com as mãos, mas elas voltavam.
    Acredito que a parte de minha vida de que mais lembranças tenho é da quitanda de meu pais, onde passava a maior parte do tempo, quando não ia à escola, ajudando no atendimento aos fregueses, particularmente aqueles que vinham tomar cachaça ou meladinha, mistura de tiquira com mel de abelha.
    Mas o bom mesmo eram as conversas do pessoal, como Zé Dedão e o sargento Gonzaga, que saía sempre meio bêbado ao anoitecer. Meu pai participava ativamente da conversaria, e quase sempre fazendo piadas a respeito das histórias que ouvia, dando a entender que era tudo mentira.
    Era a época da Segunda Guerra Mundial, em que o Brasil se envolveu. O noticiário, que o rádio transmitia, atraía a atenção de todos. Meu pai ligava o rádio, chamava o pessoal para ouvir as notícias, em meio às descargas da péssima sintonia. Ele afirmava que aquelas descargas eram tiros dos soldados guerreando. Não sei se acreditava no que dizia, se falava a sério ou de gozação. Mas o pessoal acreditava piamente.
    Fora essas lembranças, guardei as de nossa casa na rua Celso de Magalhães, quase na Quinta dos Medeiros. Lembro da família à mesa do jantar, as irmãs cochichando e Bizuza resmungando por não se sabe o quê.
    Mas particularmente me lembro das saúvas, que se instalaram no chão do quintal. O ninho ficava no fundo da terra, mas elas saíam em fila para buscar recortes de folhas que eram a alimentação da tribo.
    Como havia uma lenda de que onde tem formiga tem dinheiro enterrado, convoquei as irmãs para descobrir esse tesouro. Cavamos, cavamos e não achamos nada. Tudo o que me veio dessa trabalheira foi um poema --poema concreto-- que é uma evocação daquela aventura infantil.
Da Folha

Presidente do PT nega acordo com PMDB para apoiar família Sarney

DE BRASÍLIA - O presidente do PT, Rui Falcão, negou ontem que seu partido tenha decidido manter o apoio à família Sarney em vez de chancelar a candidatura do comunista Flávio Dino ao governo do Maranhão.
    A declaração foi dada horas após o presidente do PMDB, Valdir Raupp, anunciar que o PT decidiu manter sua aliança com os Sarney no Estado.
    Ambos participaram de uma reunião na Granja do Torto com Dilma Rousseff e Lula.
    "Tem uma ala do PT que apoia a ideia de continuar com o Sarney, mas há também um pedido do Flávio Dino que nós o apoiemos. Não houve nenhum acordo", afirmou Falcão.
    Raupp havia dito que endossar os peemedebistas fora o único entendimento da reunião --da qual o senador José Sarney (PMDB-AP) também participou.
    O apoio a Dino é um dos poucos apelos feito pelo PC do B ao PT na corrida eleitoral de 2014. O nome do PMDB ao governo ainda será lançado por Sarney, atual governadora do Estado.
    Falcão também negou acerto para que seu partido continue na base aliada do governador do Rio, Sérgio Cabral. "Quando o PT vai sair do governo é uma decisão de lá [PT do Rio]."
Da Folha

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Maranhão terá 14 parques eólicos
Região
Jornal do Commercio:Clique fácil e perigoso
Meio-Norte:Aids cresce 25% em 7 anos e assusta o PI
O Povo:Eles foram além do Ceará e ganharam o Brasil
Nacional
Correio Braziliense:Palhaço vale até R$ 16 milhões no mercado do voto
Estadão:Receitas sobem, mas metade dos Estados investe menos
Folha:Dilma amplia vantagem sobre rivais, diz Datafolha
O Globo:Brasil sobre rodas – Frota de veículos mais que dobra em 10 anos
Zero Hora:A maconha em debate- Veja: O “gerentão”