sábado, 6 de outubro de 2012

A quem interessa o Projeto Sarney? - MIGUEL REALE JÚNIOR

A comunidade jurídica unanimemente se manifesta contrária ao projeto de Código Penal que tramita no Senado Federal por proposta do seu presidente, José Sarney. A reação à pretensão de se impor à Nação um Código Penal feito às pressas, que atinge a segurança e a liberdade de todos, se fez imediata ao se tomar conhecimento do texto.
    Em seminário promovido pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), o maior encontro nacional de estudiosos do Direito Penal, foi lançado manifesto com mais de 2 mil assinaturas. Nesse manifesto se acentuava o preocupante uso de conceitos e termos jurídicos com impropriedade e o traslado piorado de tipos penais da legislação esparsa.
    Em encontro promovido no Rio de Janeiro pela Escola da Magistratura e pelo Ministério da Justiça, presentes penalistas de todo o Brasil, emitiu-se carta aberta na qual se destacou a notável pobreza teórica do projeto, razão pela qual se concluía pela radical negação da proposta como um todo.
    Em Ato em Defesa do Direito Penal realizado dia 24 último no salão nobre da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, 19 entidades, as mais representativas do mundo jurídico, como a OAB federal, o Ministério Público de São Paulo, a Defensoria Pública, o Instituto dos Advogados Brasileiros, a Associação dos Advogados de São Paulo, bem como outras organizações que congregam advogados ou promotores, lançaram nota ao Senado na qual se apontava ser o projeto um conjunto normativo destituído de técnica jurídica, sem sistema e com graves deficiências, seja ao conceituar institutos da teoria do crime (por exemplo: tentativa, coautoria), seja ao criar tipos penais, concluindo-se haver apenas um único caminho: sobrestamento de sua tramitação.
    Todos, em uma só voz, se levantam contra o projeto, mas o Senado insiste em manter a votação em prazo exíguo, com desculpas as mais esfarrapadas. À questão de por que se ter realizado o trabalho em apenas seis meses, a resposta é: assim determina o Regimento do Senado. Ao se indagar o motivo pelo qual não houve uma comissão revisora, como sempre se deu ao longo do tempo com relação a anteprojetos de código, a resposta é a mesma: o regimento do Senado não prevê tal comissão.
    Acima da prudência e do bom senso, elege-se o regimento como uma tábua mandamental. A quem se deve responsabilizar pela prepotência de fazer o Senado surdo e cego diante de tantos alertas e manifestos?
    Ao ler o projeto, não se espante com o absurdo constante de um artigo: leia o seguinte. Além dos esdrúxulos tipos penais já muitas vezes lembrados - como o de molestamento de cetáceo -, cabe trazer para conhecimento do leitor outras aberrações jurídicas.
    Ao se definir o denominado estado de necessidade (que justifica a ação realizada para salvar um direito posto em perigo certo e atual), elimina-se um dado essencial: a inexistência de outro meio de evitar o perigo. É o caso dos náufragos que disputam uma única boia: por não haver outra maneira de impedir o perigo de afogamento, legitima-se um náufrago a tomar para si a boia. Só se justifica essa ação se não houver outra forma de proteção do direito à própria vida. Mas o projeto inova, não mais exigindo que a ação lesiva de terceiro (o outro náufrago) seja o único modo de evitar o perigo. Assim, se existir outro meio de preservar o direito, nem por isso, pelo projeto, deixará de se reconhecer o estado de necessidade. Fica ao alvitre do agente escolher o modo mais fácil de se salvar, mesmo que venha, desnecessariamente, a causar a morte de terceiro.
    Cria-se o crime de corrupção no setor privado (objeto, aliás, de meu último artigo nesta página), mas se faz de modo totalmente errado. Ignora-se que a corrupção pode ser praticada por qualquer empregado ou diretor, em descumprimento do dever de probidade para obter vantagem indevida, prevendo-se no projeto, todavia, que há corrupção apenas se o agente for representante legal da empresa - artigo 167 -, tornando-se, então, a figura penal letra morta.
    O projeto define gestão fraudulenta - artigo 354 -, um dos crimes apontados no processo do mensalão e punido pela atual lei dos crimes financeiros com a pena de três a 12 anos de reclusão. Mas, ao fazê-lo, consegue piorar a redação legislativa já falha, ao estatuir que constitui gestão fraudulenta praticar ato fraudulento na gestão de instituição financeira. Ora, uma figura assim descrita pode ser tudo; porém é punida com pena de um ano a quatro anos de prisão, favorecendo boa parte dos mensaleiros, visto a lei mais benéfica retroagir.
    Cria o projeto o crime de terrorismo, consistente em causar terror na população com o fim de forçar autoridades públicas a fazer o que a lei não exige, realizando sequestros, saques, sabotamento de meios de comunicação, etc. Mas considera que não há crime de terrorismo se a conduta individual ou coletiva for de pessoas movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios, desde que os objetivos e meios sejam compatíveis e adequados à sua finalidade. Assim, os atos de terror dos movimentos sociais de sem-teto ou sem-terra poderão ser lícitos.
    Lembro, também, o crime de genocídio, bem definido na Lei n.º 2.889/1956, mas que se tipifica no projeto - artigo 459 - como ato pelo qual se vem, com o propósito de destruir um grupo, a lesionar ou matar apenas uma única pessoa!
    Por fim, vejam só: a briga de galo é crime segundo o artigo 395, punindo-se quem participa de confronto de animais com dois a seis anos de prisão, exatamente a pena da lesão corporal grave, quando se causa a alguém enfermidade relevante e incurável ou cegueira de um olho. Mas se o animal morre a pena dobra: quatro a 12 anos de prisão!
    O Projeto Sarney é um passeio pelo absurdo. A quem interessa levar avante essa proposta, mesmo em face das denúncias de suas graves impropriedades?

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Jornal Pequeno:São Luís(MA) terá a maior eleição de sua história
O Estado do MA:Pesquisa Ibope indica 2º turno entre Castelo e Holanda Júnior
Região
Jornal do Commercio:Suspense até a última hora
Meio-Norte:Capital terá hospital de trauma e neurologia
O Povo:10 carreatas vão às ruas na véspera da eleição
Nacional
Correio Braziliense:UnB suspende inscrição no vestibular e no PAS
Estadão:Candidatos elevam tom em eleição indefinida
Estado de Minas:Promessas em terras devastadas
Folha:Eleição nunca teve tantos partidos com chance nas capitais
O Globo:Ficha Limpa ainda pode barrar 3 mil candidatos
Zero Hora:À espera

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O Imparcial vale 10% de O Estado do Maranhão

    Quem diria, o PDT acabou caindo nas malhas do senador José Sarney (PMDB). É essa a ideia que fica quando se observa parte dos gastos de campanha do candidato a vereador pela legenda em São Luís, Antonio Carlos, seren aplicados no pagamento de anúncios publicados em policromia na página de política do jornal O Estado do Maranhão, da família do senador.
    De acordo com a lei, o anúncio traz informações sobre o valor da públicação. Por cada "santinho" publicado em três colunas por 25 centímetros de altura, Antonio Carlos pagou durante mais de uma semana.
    O mais interessante é que em O Imparcial, jornal dos Diários Associados, o mesmo anúncio tem valor de 10% da publicação de O Estado. Pelo preço de tabela adotada no período eleitoal dá para mensurar a credibilidade desfrutada pelo jornal dos Sarney e o que Assis Chateaubriand criou no Maranhão para se eleger senador.

Abaixo-assinado de artistas é uma piada velha com cobrança de couvert

     Ao menos 14 dos “artistas” signatários do abaixo-assinado “fica Castelo” têm vínculo empregatício com a prefeitura. O documento é tão precioso em termos de conteúdo que entre as realizações do prefeito tucano está destacado o cumprimento do horário de desfile das escolas de samba na passarela Roseana Sarney (assim está na placa), no Anel Viário. 
    Fala ainda a peça da gestão democrático, que como diria Tadeu Palácio, é somente pra usar uma expressão tão na moda como mobilidade urbana. No sentido que isso encerra é que está a dificuldade de Euclides Moreira Neto (que também pede para ficar), um presidente sempre à beira do ataque de nervos, com pitis diários e sem o menor senso do que seja postura republicana.
Veja quem são os que querem mais Euclides e os Frotas na FUNC:
Admeé Duialibe – Cheff de cozinha regional.
Ayrton Valle – Fotógrafo
Alan Ribeiro Coelho – Marido da cantora lírica Núbia Maranhão
Alysson Ribeiro – Compositor da Mangueira.
Ângela Gullar – Cantora. Sobrinha do poeta Ferreira Gullar.
Aldionor Salgado – Jornalista. Participa do comitê de campanha de Castelo.
Aldo Leite – Teatrólogo. Ex-presidente da Fundação Municipal de Cultura na administração Conceição Andrade.
Alessandro Batista – Coralista.
Américo Azevedo Neto – Escritor. Imortal da Academia Maranhense de Letras. Apresenta programa na emissora de televisão TV Guará de propriedade de Roberto Albuquerque que tem a prefeitura como principal anuncia.
Basílio Costa Durans – Folclorista. Organizador do Festival de Bois de Zabumba no bairro do Monte Castelo, patrocinado pela prefeitura de São Luís.
Beto do Acordeon - Músico
Beth Ewerton – Diretor de Centro de Arte Japiaçu. Irmã da artista plástica Marlene Barros.
Bruno Leone – Colunista social. Publica coluna no Jornal Pequeno.
Carol e Ana Tereza – Dupla de cantoras maranhenses.
Claudio Adão da Silva – Diretor do GDAM, Grupo de Dança Afro Maranhense, instalado na área do Parque do Bom Menino, administrado pela prefeitura municipal de São Luís.
Claudinho Sampaio – Folclorista. Diretor do grupo folclórico Bumba-meu-boi Brilho da Ilha.
Célia Leite- Cantora.
César Boaes – Ator. Diretor do Circo da Cidade Nelson Brito, desarmado pela prefeitura no Aterro do Bacanga.
Chico Coimbra - Estilista tem duas matrículas na prefeitura.
Euclides Moreira Neto – Jornalista. Presidente da Fundação Municipal de Cultural. Comenta-se que Castelo reeleito seria a primeira carta fora do baralho. Mas tem exercido o papel de cabo eleitoral.
Eugênia Miranda – cantora de seresta. Queridinha de Euclides Moreira Neto, presidente da Func, participou de todas as programações da prefeitura na Maria Aragão e alhures. Inclusive na noite de aniversário de 400 anos de São Luís.
Fabinho de Jah – Músico. Líder da banda Filho de Jah e um dos responsáveis por eventos como Unireggae – patrocinado pela prefeitura
Fábio Alta Tensão – Cantor.
Fábio Vidotti – Artista plástico mineiro radicado em São Luís.
Fátima Frota – Coordenadora do Salão de Artes Plásticas de São Luís.
Félix Alberto Lima – Jornalista. Dono da empresa Clara Comunicação que atende a prefeitura de São Luís e faz a campanha de Castelo este ano. A mulher foi secretário adjunta do governo.
Fernando Elias Mouchrek – Maestro. Participou de vários concursos e  através de sua empresa, o coral de São João, atuou como Iinterveniente em eventos da Func.
Fernando Oliveira – Jornalista. Coordenador de Eventos da Fundação Municipal de Cultura.
Fernando Ramos – Médico. Ex-reitor da UFMA e irmão do vereador tucano José Joaquim.
Francisco Marialva Mont’Alverne Frota – Escritor. Imortal da Academia Maranhense de Letras.
Guilherme Frota – Produtor. Espécie de presidente de fato da FUNC. Seus shows são geralmente os de ingressos mais caros da cidade. Não se tem notícias de shows gratuitos produzidos por Frota.
Joaquim Santos – Músico. Professor da escola de música do Maranhão.
Joel Tavares de Abreu – Arte-educador. Assistente da Coordenadora de Evento da FUNC.
José de Ribamar Garcez – Dono do boi Novilho Branco
Leda Nascimento – Produtora cultural, irmão de Leila Nascimento.
Juliana Frota Tito – Filha de Flávia Frota, Coordenadora-adjunta de Eventos da FUNC.
Leila Nascimento - Diretora do Teatro de São Luís – Cine Roxy, pertencente à Func.
Lindalva Lins – Cantora de brega. Está entre os queridinhos de Euclides Moreira Neto. 
Luis Carlos Guerreiro – Músico e umbandista. Faz parte do conselho municipal de cultura.
Núbia Maranhão – Música. Por seguidos carnavais tem participado do corpo de júri do carnaval de São Luís na passarela do Samba organizada pela prefeitura de São Luís.
Martim Varão – Jornalista. Diretor geral do programa Maranhão empreendedor. Está no comitê de campanha de Castelo.
Milson Coutinho – Escritor. Ex-desembargador e membro da Academia Maranhense de Letras.
Marlene Barros – Artista plástico. Funcionária da UFMA lotada no Departamento de assuntos culturais, dirigido durante muitos anos por Euclides Moreira Neto.
Marcos Duailibe – Jornalista. Filho de Admée Duailibe.
Marcus Salles – Fotógrafo.
Nato Araújo - Músico. Irmão de Eugênio Araújo, antigo parceiro de Euclides Moreira Neto na Favela do Samba
Richardson Guerreiro Zumbi – Músico.  Faz parte do elenco dos preferidos de Euclides no universo do reggae.
Rogério Avelar Batista  Produtor cultural. Ex-diretor de carnaval da Favela do Samba, escolha que o atual presidente da Func dirigiu.
Rosilan Garrido - Artista plástica. Funcionária da UFMA. Responsável pela decoração do carnaval de 2011.
Sandra Duailibe – Cantora.
Simei Aranha Dantas – Dono do tambor de crioula Arte Nossa. Presidente da Asssociação que atua como interveniente de eventos na Func.
Wilson Chagas – Diretor do grupo Gamar, da Cidade Operária (Jardim América).
Ubiratan Teixeira – Escritor. Imortal da Academia Maranhense de Letras e colunista de O Estado do Maranhão. Participou das três comissões julgadoras do Salãoi de Artes Plásticas de São Luís.
Ubaldo Martins Gomes – Proprietário de brincadeira de tambor de crioula.
Vandico– Músico.
Quem mais assinou:
Amaury de Jesus Moraes
Breno
DJ Ely Jamaica
DJ Alex Muller
Guilherme Gusmão
Josemar Rangel
Marcos Ferreira Gomes
Manuel Lopes
Pedro Padilha
Roberto Lessa

Lambe-lambe:Videnta tem nome poderoso


MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Aqui-MA:Tremeu na base
Jornal Extra:Cemar pode deixar 1 milhão de pessoas sem um pingo d´água
Jornal Pequeno: Candidatos a prefeito confrontam ideias e programa de governo em debate na televisão
O Estado do MA:Candidatos reduzem debate a educação, saúde e transporte
O Imparcial: Cuidado com o cigarro que você fuma
Região
Jornal do Commercio:Vestibular da UFPE adiado
Meio-Norte:Veja últimos números da eleição na capital
O Povo:1 em cada 5 eleitores admite mudar de voto
Nacional
Correio Braziliense:A República do apagão
Estadão:Três ministros condenam Dirceu; Lewandowski absolve
Estado de Minas:Lei das Cotas embola o vestibular
Folha:Mensalão o julgamento - Revisor absolve Dirceu, mas três já o condenam
O Globo:A hora do mensalão - Revisor absolve, mas 3 já condenam Dirceu
Valor:Novo regime automotivo agrada a empresas do setor
Zero Hora:Debate encerra campanha do primeiro turno na Capital

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

VOTO PÚBLICO - HAROLDO SABOIA 50


 
 

    No debate de hoje da TV Mirante (Globo), seis candidatos apresentam suas propostas e certamente confrontarão posturas e trajetórias políticas que intensionamente deverão esclarecer parte do eleitorado que decide seu voto pela avaliação das candidaturas. Embora, a televisão não seja tão ideal para isso, é ainda o meio mais usual. Pelo menos de acesso universalizado.
    São seis biografias diferentes. João Castelo (PSDB) é prefeito e quer ficar. Diz que para continuar seu trabalho. Há controvérsias. Menos da metade acha que não é bem assim. Tadeu Palácio (PP) desembarcou da nau sarneysta onde esteve de passagem e fez uma campanha de um alvo só: Castelo. Como coisa que a oligarquia nunca tivesse existido e aqui ter seu castelo. Inclusive o adversário veio de lá. Apostou tudo nisso para voltar. Conta a piada que quando passava na Praia Grande e via VLT mas exergava Volta Logo Tadeu.
    Castelo e Tadeu Palácio estiveram no mesmo lugar. Foram governo. Mais recentemente, ambos na prefeitura de São Luís. Cada um com seu desastre, aflitando a população com mais erros do que acertos. Na campanha, Tadeu Palácio avocou o tempo todo o passado. Foi condenado a despencar da opção do eleitorado. Castelo jogou tudo para o futuro. Também, tinha pouco para dizer do passado visto agora. Apesar de toda a maquiagem feita de três meses para cá.
    Washington Oliveira (PT) botou cinco na foto. Passou o tempo dizendo: eu e Lula, eu e Roseana, eu e Dilma. Tem histórico com os companheiros, defende a aliança com o PMBD de Sarney no Maranhão como necessária para adiantar a população do estado. Em 2010 o selo da aliança deu a ele a vice-governadoria. Este ano esbarrou na rejeição de parte do eleitorado que rejeita a oligarquia. E olha que não são poucos. Conta a lenda que Washington dançava "lá vai o bicho...", num salão do Sofitel no reveillon quando um colunista gritou: ele vai ser o nosso (deles) prefeito!. Foi um alvoroço derramando champanhe. Tudo pago pelo erário. Temos a força de Lula!, disseram afoitos petistas.
    Eliziane Gama (PPS) é uma parlamentar que tem caminhado com retidão. Tem no álbum uma foto com Roseana num santo apoio que lembra Silvio Santos aos domingos, com direito aquele checão e tudo. Nada, que a condene no passado. Puxou a questão do gênero, mas está gasto. Por fim, se saiu bem na disputa. Sozinha foi firme. Só não respondeu para Marcos Silva porque aceitava receber 18 salários por ano na Assembleia Legislativa.
    Edivaldo Holanda Jr. (PTC). veio com a mesma ladainha do eu e Dilma, confessando ser obediente à maioria que governa, emblematizada na questão do salário mínimo menor. Insistiu em ser cara nova, com dois mandatos como vereador e um de deputado federal. Muito para pouco. Com a missão de representar Flávio Dino (PCdoB) na Prefeitura de São Luís. Por fim, resolveu dar passos meio tímidos na mensagem tudo novo de novo.
    Marcos Silva (PT) manteve a bandeira da luta pelo proletariado no alto. Contribuiu participando de debates e ficou de fora por estar no jogo pela legislação e pela norma da Globo, que acha que são seis só que representam. Não quis ficar repetindo só a luta muda a vida. Para alguns, amadureceu. Ou arrefeceu. Diria ele: jamais. Bordunou o candidato do PRTB, um partido que disse ter uma tijolinho no classificado: vende-se ou aluga-se. Isso ficou evidente com o passar do tempo quando Edinaldo Neves fez jus ao sobrenome.
    Já Haroldo Saboia é o candidato das eleições a prefeito de São Luís deste ano com biografia mais recomendada para assumir a gestão da cidade de 400 anos. Não somente sua história política, coerente sempre à esquerda, sobretudo seu preparo intelectual e de envolvimento direto com as questões populares. À uma geração que tem na memória a fase negra da ditadura, Haroldo é referência de opção pela luta travada no campo política, defendendo direitos humanos básicos.São registros que entraram para a história como a luta pela meia-passagem, pela moradia, depois pelo voto aos 16 anos, pelo avanço na carta constitucional de 88 e no mandato de vereador autor do projeto que divide a cidade em regiões administrativas. Carregou a bandeira contra a homofobia com a coligação "São Luís, o caminho é pela esquerda" (PSOL-PCB)
    Foram propostas apresentadas por Haroldo Saboia durante essa campanha de debates de poucos temas sem aprofundamento algum. Nem a política foi sucitada. Daí pouca clareza para fazer comparativos.
    À moda antiga promessas risíveis, tiradas de cartola com cheiro de mofo, como do ar condicionado em todos os ônibus, gps para localizar o transporte público, veículo leve como uma miragem, e as já enjoadas escolas em tempo integral forma apresentadas com toda sisudez, serviu para crescer a descrença do eleito no gestor e representante.
    Acho que ignorando os anexos, as dificuldades financeiras alegadas quando a obra empaca como muitas que se arrastam ao longo das gestões, a distância lunar da realidade e a relação promíscua com o capital das empresas que irrigam campanhas.
    Abafado pela disputa desigual entre recursos de toda ordem, Haroldo não pode puxar a discussão de temas mais amplos, pela urgência das circunstâncias. Pouco tempo e sabedor das implicações de campanhas milionárias - como no enredo Mensalão, os condenados - desde o início ele levantou a questão da poluição das praias. Aproveitou a chance para mostrar a barbárie nas UPAS do governo que barravam ambulâncias da SAMU do município.
    Foi para as ruas, não dando ouvidos aos que pensam que eleitor tem consciência surda. Não se fez de rogado em participar de nenhum debate. Via assim chance da comparação de propostas e sentido político.
    Afinal, a administração tem sentido político. Justamente nesse sentido Haroldo Saboia é de longe o mais preparado para mudar o rumo da cidade. Nem diante da disputa covarde entre propostas e preparo versus recursos e apoio vergonhoso das máquinas administrativas Haroldo se intimidou. Continuou seu caminho no vinco da esquerda. Não claudicou, manteve sua biografia que certamente não perfeita, mas não mácula, principalmente da corrupção, esse mal maior. Só isso já o credencia para ser prefeito de São Luís, na intenção de mudar para melhor.

PSOL quer anular reforma da Previdência do governo Lula

    O PSOL anunciou que entrará com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a reforma da Previdência aprovada com a participação dos deputados condenados no julgamento do processo do mensalão por vender seus votos no Congresso. O partido argumenta que a compra dos votos pelo governo contaminou o processo legislativo e tornou a aprovação da reforma inconstitucional. Apesar de a decisão do partido já ter sido anunciada, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) será protocolada após a publicação do resultado do julgamento.
    "O PSOL nasceu da luta contra a reforma na Previdência, um dos maiores ataques do governo Lula aos direitos dos trabalhadores. Diante da confirmação de que esta votação foi contaminada e violou os princípios do processo legislativo, não podemos silenciar e admitir que tudo continue como está", afirmou o presidente do PSOL, deputado federal Ivan Valente. "Essa e outras leis que foram aprovadas em votações apertadas e que tiveram consequências significativas para o País e para os direitos dos trabalhadores podem e devem ser questionadas", disse Valente.
    No julgamento do processo do mensalão, o Supremo confirmou que deputados venderam apoio ao governo do então presidente Lula. O ministro Celso de Mello, em uma das sessões do julgamento, comparou o deputado que vende seu voto ao juiz que vende sentenças. Segundo ele, quando há comprovação de venda, a parte prejudicada no processo judicial pode contestar a decisão e anular a sentença. Nesse sentido, os partidos políticos poderiam também questionar a validade da aprovação dos projetos. De acordo com a denúncia do Ministério Público, parlamentares do PP do PMDB, do PTB e do PL, atual PR, receberam dinheiro para aprovar as reformas previdenciária e tributária e a Lei de Falências.

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA: Traficantes pesados
Atos e Fatos: Lei proíbe recém graduados da UEMA trabalhar fora do estado
O Estado do MA:TV Mirante promove hoje debate entre 6 candidatos a prefeito
4º Poder: Casos de dengue têm redução de 80% em São Luís
Região
Jornal do Commercio:Segurança da eleição terá 21.739 homens
Meio-Norte:Setor imobiliário teve R$ 1,1 bi só neste ano
O Povo:Elmano e Roberto Cláudio empatados em 23%
Nacional
Correio Braziliense:Joaquim culpa Dirceu. Revisor deve absolver
Estadão:Relator diz que Dirceu comandava o mensalão
Estado de Minas:Relator condena Dirceu por comandar mensalão
Folha:Mensalão o julgamento - Dirceu foi o mandante, diz relator
Globo:A hora decisiva - Dirceu era o mandante do mensalão, diz relator
Valor:Economistas preveem juros de um dígito até fim de 2013
Zero Hora:Barbosa condena Dirceu, Genoino, Delúbio

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Prefeito Castelo fecha Escola de Música do Município e desarma Circo Nelson Brito

    Quando candidato a prefeito de São Luís em 2008, João Castelo (PSDB) prometeu criar a secretaria municipal de Cultura. Não fez, como propagandeia o candidato da família Sarney, Washington Oliveira (PT). O argumento para não criar a tal secretaria foi a falta de recurso.
Circo Cultural Nelson Brito
    Agora como candidato à reeleição Castelo desarmou o Circo Cultural Nelson Brito, espaço cultural vinculado à Fundação Municipal de Cultura, FUNC, cuja lona foi erguida na administração Jackson Lago, para colocar no lugar os trilhos do VLT. Para fechar o espaço, Castelo não consultou sequer o Conselho Municipal de Cultura que deu posse no início de sua gestão ignorando-o solenemente durante todo o período que esteve prefeito.
Castelo, Albertino Leal(sec. de Ed.) e o jornalista Itevaldo Jr., do
Conselho Municipal de Cultura (março de 2010)
    Segundo informou através da imprensa oficial, a prefeitura removeu a lona - se é que é possível - para instalá-la provisoriamente ao lado do Espaço Cultural no complexo da Praça Maria Aragão. A transferência prometida não tem o mesmo ritmo das obras do supracitado VLT. Artistas apostam que o futuro do circo o desaparecimento.
Escola de música do município inaugurada por Tadeu Palácio
        Não será um passo inédito na gestão do prefeito. Quando chegou ao Palácio la Ravardière, Castelo encontrou funcionando a Escola Municipal de Cultural, na praça Santo Antonio, vinculada à esturutra da Secretaria Municipal de Educação sob a batuta do violonista João Pedro Borges. A escola foi inaugurada por Tadeu Palácio, antecessor de Castelo. Desde o ano passado, porém, a EMM está fechada. Inspirou o estado também a fechar as portas da escola da Secretaria Estadual de Cultura para um reforma paquidérmica no mesmo diapasão que a Biblioteca Pública Benedito Leite.
    Castelo tem no histórico a criação da Fundação de Estado da Cultural, para a qual designou a escritora Arlete Nogueira para gerenciar.

Mulher do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão é candidata única em Guimarães

    No Maranhão tem município com candidato único disputando a prefeitura. É o caso de Mary Guerreiro (PSL), da mulher do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro. Ela disputará a vaga com o candidato Arthur Farias (PMDB) com registro indeferido com recurso. Com patrimônio declarado de R$ 4,1 milhões, Mary Guerreiro previu gastos de campanha no teto de R$ 800 mil.
    Segundo o retrato dos municípios brasileiros em Guimarães, situado na região das reentrâncias maranhenses,  25,4% da população de 12 mil habitantes tem renda mensal inferior a 70 reais. O bolsa família cobre 21,8% no muncípio e a rende per capita é de R$ 389,36, colocando o munípio no 5520º lugar no ranking dos 5564 municípios brasileiros. Com pouca receita gerada, o municípío depende quase exclusivamente dos repasses fda União e do Estado.
    O candidato Arthur Farias é do mesmo partido do deputado federal Gastão Vieira (PMDB), ministro do Turismo do governo Dilma, que tem raízes familiares e atuação política densa no município.

Alcione vai cantar em Salve Jorge

    Quando passou por São Luís na semana passada a cantora Alcione adiantou que na próxima novela das oito da Rede Globo, Salve Jorge, cantará a trilha sonora da atriz Carolina Dickman. A música se chama "Amores Fantásticos". Foi a autora Glória Perez quem apontou a composição.

Lambe-lambe: Tapume na Fonte do Ribeirão vira galeria de fotografia



Calendário Eleitoral - 3 de outubro

(3 dia antes)
  1. Data a partir da qual o juízo eleitoral ou o presidente da mesa receptora poderá expedir salvo-conduto em favor de eleitor que sofrer violência moral ou física na sua liberdade de votar (Código Eleitoral, art. 235, parágrafo único).
  2. Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão (Lei nº 9.504/1997, art. 47, caput).
  3. Último dia para propaganda política mediante reuniões públicas ou promoção de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa entre as 8 e as 24 horas (Código Eleitoral, art. 240, parágrafo único e Lei nº 9.504/1997, art. 39, § 4º e § 5º, I).
  4. Último dia para a realização de debate no rádio e na televisão, admitida a extensão do debate cuja transmissão se inicie nesta data e se estenda até as 7 horas do dia 5 de outubro de 2012.
  5. Último dia para o juízo eleitoral remeter ao presidente da mesa receptora o material destinado à votação (Código Eleitoral, art. 133).
  6. Último dia para os partidos políticos e coligações indicarem, perante os juízos eleitorais, o nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados que estarão habilitados a fiscalizar os trabalhos de votação durante o pleito eleitoral.

Na coluna do Claudio Humberto

NOVENA
Se não der no primeiro turno, domingo, tem candidato apostando tudo no segundo: é 28, Dia de São Judas Tadeu, o das causas impossíveis.

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Candidatos criticam medidas para frear debate na televisão
Região
Jornal do Commercio:Planos de saúde suspensos
Meio-Norte:Ex-catador mudar vida de irmão e amigos
O Povo:Ficha Suja-Por que o Ceará é o estado que mais barrou candidato?
Nacional
Correio Braziliense:E agora, José?
Estadão:Russomanno cai; Serra e Haddad empatados
Estado de Minas:Mais planos de saúde são suspensos por mau atendimento
Folha:Nova alta impulsiona a retomada da indústria
Globo:A hora do mensalão – Relator deve condenar hoje Dirceu, Genoino e Delúbio
Valor:Elétricas entram em disputa pelos ativos do grupo Rede
Zero Hora:Estado gastaria R$ 2 bi para regularizar áreas indígenas

Caminhando com Ferreira Gullar - José Pereira Coutinho

 Escrever é continuar essa revelação do não-dito, como se o poeta fosse o elo de uma corrente interminável
    Viajo para Londres. Na mala, algumas revistas para ler nas duas horas de voo. Tiro a primeira. Folheio as páginas iniciais. Encontro Ferreira Gullar em entrevista à "Veja". O dia está ganho.
    Sobre o poeta, não vale a pena dizer o óbvio: depois da morte do lusitano Mário Cesariny (1923-2006), Ferreira Gullar é o único poeta de língua portuguesa que merece a honraria do Nobel.Embora, atendendo às anedotas recentes da academia sueca (Elfriede Jelinek, Herta Müller etc.), talvez seja mais correto dizer que é o Nobel que precisa do prestígio de Gullar.
    Mas a entrevista é sobretudo uma lição de política só possível em alguém que, permanecendo à esquerda no que a esquerda tem de melhor (uma insubordinação instintiva perante abusos ou privilégios injustificáveis), aprendeu e refletiu com a experiência histórica.
    "Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é", diz o poeta. Eis o "espírito do tempo", feito de oportunismo e farsa ideológica.
    Ferreira Gullar não alinha em farsas. O capitalismo tem páginas abomináveis de miséria e exploração, sobretudo nas incipientes sociedades industriais do século 19? Sem dúvida --e ler Charles Dickens é, nesse quesito, mais relevante do que ler Marx, que nunca pôs os pés numa fábrica e tinha Engels para sustentá-lo.
    Mas o capitalismo, apesar de tudo, "é forte porque é instintivo", diz o poeta. Em apenas uma frase, Gullar resume o que Adam Smith escreveu em dois volumes, 250 anos atrás.
    Existe nos seres humanos um desejo natural para "melhorarem a sua condição", escrevia o filósofo escocês. E essa melhoria material só se consegue quando o açougueiro, o cervejeiro e o padeiro perseguem o seu próprio interesse, negociando os seus produtos e procurando aumentar os seus lucros.
    Fato: sem freios éticos ou legais, o capitalismo é destrutivo e autodestrutivo. Mas quando existem esses freios, e nenhum liberal clássico prescinde deles (Adam Smith, antes de escrever "A Riqueza das Nações", escreveu primeiro a sua "Teoria dos Sentimentos Morais", base ética de qualquer sociedade civilizada), não há outra forma, historicamente comprovada, de gerar riqueza.
    Claro que, para um marxista puro e duro, o capitalista nunca gera riqueza; ele explora quem trabalha e vive do suor alheio, de preferência fumando o seu charuto e brandindo o chicote. Raymond Aron, o mais incisivo crítico do marxismo que conheço, tem páginas notáveis onde desmonta essa dicotomia caricatural entre "capital" e "trabalho".
    Ferreira Gullar prefere uma metáfora: "O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas". E acrescenta, para os lentos de raciocínio: "A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária".
    Finalmente, as lições da história: Ferreira Gullar não se limita a relembrar os crimes do "socialismo real", hoje uma evidência para qualquer pessoa com dois neurônios em funcionamento.
    Ele deixa uma pergunta devastadora: quantos dos defensores de Cuba estariam dispostos a viver lá? Sim, a viver enjaulados em uma ilha de onde é difícil sair, onde publicar um livro implica uma permissão governamental --e onde a igualdade na miséria é a única igualdade que existe e resiste?
    É um bom princípio de responsabilidade política: só defendermos regimes sob os quais estamos dispostos a viver. Todo resto é pose pornográfica.
    Infelizmente, não sobra espaço para as meditações estéticas propriamente ditas. Mas Ferreira Gullar, relembrando a morte de um filho, deixa esta definição (meta) poética primorosa: "Os mortos veem o mundo pelos olhos dos vivos".
    Nem mais: escrever é continuar essa revelação interminável do ainda não-dito, do ainda não-experimentado, como se o poeta fosse o elo presente de uma corrente interminável.
    Ou, como o próprio Gullar escreveu nos seus velhinhos "Poemas Portugueses", que praticamente aprendi de cor: "Caminhos não há/ Mas os pés na grama/ os inventarão/ Aqui se inicia/ uma viagem clara/ para a encantação".
    Caminhar com Ferreira Gullar tem sido, hoje e sempre, uma lição e um privilégio.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Museu de Tudo: Biblioteca Pública Benedito Leite tinha 125 mil exemplares em 1997



Quando completou 168 anos  de existência - em 1997 - o acervo da Biblioteca Pública Benedito Leite, segundo a divisão de apoio técnico, possuia o seguinte acervo:

Publicação avulsa (livros)
*acervo geral, literatura, escolar, referência e maranhense - 59.252 exemplares
*acervo em braille - 598 exemplares
*obras raras - 9.554 exemplares
Infantis - 5.076 exemplares
Caixa-estante - 2.053 exemplares

Publicações periódicas - 25.955 exemplares
Revistas - 463 títulos
Jornais - 456 títulos - 2.602 volumes *6.887 exemplares
Diários Oficiais -1 título - 894 volumes
Documentos microfilmados
*jornais -135 títulos - 205 volumes -22.728 exemplares - 405 rolos
Manuscritos - 977 títulos
Total - 2.032 títulos - 3.706 volumes - 125.216 exemplares

Cidades do Maranhão que fazem aniversário em outubro

1º - Magalhães de Almeida
3 - Cururupu
4 - Zé Doca
10 - Amapá do Maranhão e Gov. Archer
13 - Graça Aranha
16 - Primeira Cruz
21 - Amarante do Maranhão
25 - Humberto de Campos
26 - Icatu e  Lago do Junco
31 - Coelho Neto e Sambaíba

BB no Maiobão se espelha na qualidade do serviço público de Paço do Lumiar


Agência do BB no Paço do Lumiar, um exemplo de desrespeito ao cliente

    O desrespeito com os correntistas, ainda que sejam contas-salários é tremendo na agência do Banco do Brasil no conjunto Maiobão.No domingo vinte pessoas faziam fila no único caixa eletrônico da agência na avenida 4, próximo ao Viva Maiobão. No estacionamento do banco o lixo se acumula permanentemente, afinado com o descaso do serviço público municipal.

Caixa sem dinheiro e sem assistência
    Das oito máquinas, apenas uma funcionava para saques. Em duas horas de funcionamento o caixa secou deixando na mão dezenas de pessoas que se deslocaram para a agência, a única no bairro do município de Paço do Lumiar. Nem mesmo um telefone para se comunicar com a ouvidoria do banco existe na agência. Sem ter a quem recorrer, acostumuados ao açoite dos corruptos que se instalam sucessivamente na prefeitura da cidade da região metropolitana de São Luís, aos clientes restou a costumeira resignação.

Na coluna do Ilimar Franco

Em clima de segundo turno
Os presidentes do PSB, Eduardo Campos; do PDT, Carlos Lupi; e do PCdoB, Renato Rabelo, querem que a presidente Dilma vá a São Luís pedir votos para Edivaldo Holanda Junior (PTC). Seu adversário é o prefeito João Castelo (PSDB).

Avanço social não é sustentável - Editorial de O Globo

A cada divulgação de indicadores socioeconômicos, comemoram-se avanços no Brasil. Tem sido assim a partir do controle da inflação, no fim da primeira metade da década de 90. Com o estancamento da perda acelerada de poder aquisitivo da moeda, os maiores beneficiados foram, e têm sido, os de renda mais baixa. Há, ainda, toda uma rede de transferência de renda armada nos últimos 15 anos.
    Com a recente divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2011, confirmou-se a tendência de avanços em indicadores sociais. O contingente de miseráveis, por exemplo, continua a encolher: menos 5,5% entre esta e a pesquisa anterior do IBGE, de 2009. Em números absolutos, 465 mil pessoas foram resgatadas do estágio de pobreza absoluta (renda mensal de até R$ 70 por pessoa). Com base na Pnad de 2008, Lula comemorou que sua administração havia conseguido antecipar a meta estabelecida para 2015, incluída nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, da ONU, de redução da miséria pela metade.
    Mas a mesma pesquisa Pnad/2011 traz alertas sérios sobre a grande possibilidade de, cedo ou tarde, este cenário de aperfeiçoamento social inverter os sinais. O atestado de que nem tudo são vitórias é dado pela Educação.
    De 2009 para 2011, caiu de 85,2% para 83,7% a proporção de jovens entre 15 e 17 anos de idade em sala de aula. Equivale a 1,72 milhão de adolescentes, em idade de cursar o ensino médio, sem estudar. O fato de 16,3% da juventude brasileira estarem fora dos bancos escolares prenuncia um desastre para um país necessitado de mão de obra mais qualificada, de gente para gerar mais renda e emprego.
    O analfabetismo persiste. Não só nos mais velhos - informação conhecida -, mas também nos mais jovens: de 7 a 14 anos, há 1,4 milhão de analfabetos. Inadmissível. O país não demonstra ganhar a batalha da educação no ensino médio e volta a se descuidar dos primeiros anos do ciclo fundamental. Uma tragédia.
    Artigo do economista Naercio Menezes Filho, publicado no jornal "Valor", fecha o foco na relação entre escolaridade e trabalho, e confirma a fuga dos jovens das escolas. Ao examinar dois períodos (1995-2003 e 2003-2011), Menezes Filho detecta uma tendência mais forte ao trabalho do que ao estudo. Desestímulo à frequência escolar, por problemas específicos da Educação no país, e alta remuneração em atividades que exigem menos qualificação explicariam o dramático fenômeno.
    A situação é de emergência nacional, pois está provado que a maior contribuição à redução das desigualdades vem da renda do trabalho. Mas como a atual geração tende a ter problemas de qualificação, por falhas na instrução básica, em algum momento os avanços sociais estancarão, pela dificuldade de entrada no mercado de trabalho, em postos de maior remuneração, dos atuais jovens. Os governos precisam agir o quanto antes.

Roberto Freire abandona Eliziane Gama, mas dará as cartas no segundo turno em São Luís

    O deputado federal Roberto Freire (PE),  presidente do Partido Popular Socialista, PPS, não cumpriu com o prometido à candidata a prefeita pelo partido em São Luís, a deputada estadual Eliziane Gama. Freire havia prometido custear parte da campanha através de repasse do fundo partidário à legenda no Maranhão. Foi esse o acerto para que Eliziane Gama persistisse com a candidatura, embora sem apoio de corrreligionários, principalmente os vereadores que optaram por apoiar a reeleição do tucano João Castelo.
    Com chances remotas de ir para o segundo turno, mas confiante no resultado, a deputado Eliziane Gama caminha para o desgaste político. Ficará entre a cruz e a espada na caso da possível polarização entre Edivaldo Holanda Júnior (PTC) e Castelo.  Emissários alinhados com o Palácio La Ravaredière se adiantam em montar o cenário projetado pelas pesquisas e abrem diálogo com a direção de campanha da deputada socialista.
    No âmbito nacional, a opção por Holanda é praticamente descartada diante da ojeriza que Freire tem do lulopetismo. Apoiar o candidato da base da Dilma não convém. Restará então ao PPS em São Luís o apoio formal ao tucano, esvaziando por completo o discurso de Eliziane, ou a pregação ineficaz do voto nulo. A Eliziane Gama resta crer que sua candidatura protagonizará o segundo turno. Indiscutível, por ser uma questão de fé.

Na coluna do Ancelmo Gois

Viva Gullar
O historiador Ivan Alves Filho vai dar a aula inaugural no Departamento de Letras da Universidade de Bolonha no dia 15 de outubro.
O tema será Ferreira Gullar, nosso grande poeta.

Manchetes dos jornais

Estado
Jornal Extra:Morte de morador de rua fecha setembro com 75 homicídios
Jornal Pequeno:STF confirma que houve compra de apoio político no governo Lula
O Estado do MA:Número de mortes no trânsito de São Luís aumentou 172,5%
Região
Jornal do Commercio:Onda de assaltos na UPE provoca medo
Meio-Norte:Repasse da União ao Piauí aumentaram 517%
O Povo:Tráfico fecha escola na Sapiranga
Nacional
Correio Braziliense:Acaba a farsa de que mensalão era Caixa 2
Estadão:Mensalão foi compra de apoio político, confirma STF
Estado de Minas:Mais táxis em BH só no ano que vem
Folha:Mensalão o julgamento - Mensalão comprou votos no Congresso, conclui STF
Globo:A hora do mensalão – Supremo conclui que PT comprou apoio político
Valor:Grande varejo acompanha bancos e corta taxas de juro
Zero Hora:Polícia prende bando que teria roubado 150 carros

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Calendário Eleitoral, terça-feira,2 de outubro

(5 dias antes)

  1. Data a partir da qual e até 48 horas depois do encerramento da eleição, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto (Código Eleitoral, art. 236, caput).
  2. Último dia para os partidos políticos e coligações indicarem aos juízos eleitorais representantes para o comitê interpartidário de fiscalização (Lei nº 9.504/1997, art. 65 e Resolução nº 22.712, art. 93).

Charge do dia - SponHolz


Política regional do MA: Fidelidade dos Coutinho muda como águas em rios em Caxias

    "Eu governador do Maranhão, Humberto Coutinho (PDT)  estará comigo", declarou Flávio Dino (PCdoB), presidente da Embratur, e virtual candidato a governador do estado nas eleições de 2014. A declaração em palanque de Flávio Dino foi uma forma de assegurar publicamente o apoio do prefeito de Caxias às oposições na sucesão de Roseana Sarney (PMDB), tendo como testemunha suprema a população.
    Aqui embaixo do palanque a conversa não é tão límpida. Nos bastidores da Assembleia Legislativa do Maranhão, a deputado estadual Cleide Coutinho (PSB), mulher do prefeito Humberto, tem rezado uma cartilha diferente. A jornalistas a parlamentar tem sempre deixado evidente as relações pessoais com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), provável candidato do grupo Sarney ao governo do estado.
    A fidelidade dos Coutinho está circunscrita à paróquia caxiense. Em 2006, no segundo ano do primeiro mandato, Humberto Coutinho apoio as Frente de Libertação do Maranhão, artciulada pelo governador José Reinaldo Tavares. Disputou votos com os acólitos de Roseana Sarney, em Caxias, notariamente Paulo e Márcia Marinho, terminando por derrotá-los. 
    No governo Jackson  Lago (2007-2009), o médico caxiense recebeu atenção especial  em programas e projetos patrocinados pelo tesouro estadual. Hospitais, feiras, estradas e um monte de obras garantiram então uma conforável reeleição de Coutinho em 2008. Dois anos depois, embora filiado ao PDT, Humberrto Coutinho descumpriu a difelidade partidária. Nem sequer recebeu o ex-governador e candidato ao governo, Jackson Lago, em sua cidade ou residência.  Optou por apoiar Flávio Dino (PCdoB), declarando e pedindo voto para Lobão e, consetuqntemente, João Alberto. Faltam ainda dois anos para eleição Enquanto isso, muitas águas ainda vão rolar no Itapecuru e Parnaiba. 

PCC sedimenta sua presença em São Luís

    O Primeiro Comando da Capital, a facção criminosa de São Paulo, gerada nos porões da ditadura militar, está definitivamente instalado em  São Luís do Maranhão. Grupos espalhados pela cidade estariam atuando sob o comando do PCC. Um conflito entre traficantes do bairro do Barreto, localizado na região do complexo esportivo do Castelão, e membros do comando resultou na execução de José Luis Carvalho dos Santos, 32, no meio da tarde de quinta-feira da semana passada.
    No ano passado, integrantes do PCC promoveram uma exposição do arsenal no bairro da Liberdade. A intenção era intimidar grupos de traficiantes rivais.
    Um detalhe importante é que as execuções envolvendo integrantes do grupo, tanto do PCC como dos rivais deste, são quase todas com a utilizações de pistola ponto 40, famigerada arma de uso exclusivo do aparato da segurança pública. A arma se popularizou após o assassinato do jornalista Décio Sá, alvejado por tiros de revólver do mesmo calibre, dispensado nas dunas pelo executor confesso Jhonatas. Daí não precisa ser do Serviço de Inteligência para deduzir de que há envolvimento da força policial com o comando.
    Grande parcela dos 501 assassinatos ocorridos em São Luís nos nove meses deste ano de algum modo o tráfico estava entre os motivos. Aponta que o negócio tem volume considerável. Como no texto da peça Pão com ovo, dá até para telefonar para um amigo e comemorar: olha, aqui nós já temos também o PCC. Não ficamos atrás de São Paulo, Rio e outros centros. Evoluímos também fora do crime do colarinho branco.


Televisão - Segunda sem Hebe


Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:71,5% dos eleitores de São Luís já definiram voto, aponta Escutec
Região
Jornal do Commercio:Torcida é só festa com Santa no G-4
Meio-Norte:Sem anestesista, mutirão cirúrgico foi cancelado
O Povo:Invasões de terreno aumentam no ano eleitoral
Nacional
Correio Braziliense:Ciência mais perto da vacina contra a Aids
Estadão:Serra crítica Dilma na véspera de ato por Haddad
Estado de Minas:Sua majestade, o indeciso
Folha:Facção criminosa atua em 123 cidades paulistas
Globo:Segurança nas urnas - Tropas federais ocupam 28 favelas para eleições
Valor:Mercado externo de ações atrai gestores brasileiros
Zero Hora:Na semana da eleição, Supremo julga Dirceu, Genoino e Delúbio