quarta-feira, 9 de maio de 2012

Estado deixa pessoas inscritas no Provita à míngua

    O governo do estado do Maranhão ainda não repassou este ano recursos para o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, Provita. Segundo a Lei nº 9.807, de 13 de junho de 1999, que rege o programas especiais entre dezembro de 2011 e junho deste ano o governo estadual deveria repassar R$ 579.658,65 para o Provita.
     O programa é executado no Maranhão pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos que em 23 de janeiro recebeu aporte do governo federal no valor de R$ 348.250,00 . Com o dinheiro ficam garantidos assistência a saúde, em rede particular para evitar a identificação do atendido; educação, deslocamento para audiências, moradia e alimentação às pessoas inscritas no Provita.
    Oito pessoas estão inscritas no programa de proteção no Maranhão, entre duas testemunhas, cinco vítimnas e um réu colaborador, envolvidas em sete processos. Três delas são do município de Arame, duas de Açailândia e as outras três swão de Santa Rita, Timon e São Luís. Os inscritos de Arame e Açailândia estão há quase seis anos aguardando que os processos sejam julgados. A lei estabelece que o julgamento ocorra no prazo de dois anos, excepcionalmente prorrogável por mais dois. Fora do prazo também está o único inscrito de Timon, com cinco anos no Provita. 
    O juiz-auxiliar da capital, José dos Santos Costa, membro do conselho deliberativo do Provita lamenta o atraso no repasse dos recursos. "Por causa da falta desse repasse o programa passa por um momento muito delicado", atesta o juiz. Desde abril os recursos federais se esgotaram. A escassez de recursos prejudica a eficácia do programa.
    O juiz José Costa diz que o drama se arrasta há uma década pela falta de inclusão dos gastos no orçamento anal do estado. "Toda vez precisamos recorrer a recursos suplementares", reclama Costa.  A solução, segundo Costa, é incluir o Provita na Lei de Diretrizes Orçamentárias, LDO. Mesmo assim, segundo Costa, os danos psicológiuos continuarão irreparáveis, já que o inscritor mantém afastamento total da família.
No dia 3 de maio o corregedor-geral de Justiça, desembargador Cleones Cunha, recomendou prioridade na tramitação dos inquéritos policiais e processos criminais diretamente relacionados  aos inscritos no Provita. A medida está prevista no artigo 19 da lei. "Qualquer que seja o rito processual criminal, o juiz, após a citação, tomará antecipadamente o depoimento de pessoas incluídas nos programas de proteção previstos na Lei", esclarece parágrafo único do artigo citado. Por determinação do corregedor, a partir da data os processos do tipo trarão a taja - Provita-Prioridade.
Com informações da ASCOM da Corregedoria-geral da Justiça

Vigilantes do Maranhão decidem sobre greve em assembleia

Os trabalhadores vigilantes voltam a se reunir hoje (dia 9) a partir das 8 horas, na Fetiema, em assembleia geral para avaliar as novas propostas de reajuste salarial das empresas do setor. Na última rodada de negociação, realizada sexta-feira (dia 2) na Superintendência Regional do Trabalho (SRT), a proposta patronal subiu de 4,29% para 5%.
    No entanto, na assembleia anterior do Sindicato dos Vigilantes do Maranhão (Sinvig-MA), a categoria aprovou o reajuste de 16% nos salários. Ficou também definido que, se até o dia 14, a entidade patronal não responder afirmativamente, a categoria entrará em greve por tempo indeterminado a partir do dia 15.
    Este ano, a pauta de reivindicações do Sindvig-MA destaca além do reajuste salarial, aumento do tíquete-alimentação para R$ 12, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde pago integralmente pela empresa e escala 12 X 36 para os que trabalham em transporte de valores.
    Em cinco reuniões de negociação, as empresas, no entanto, chegaram a apenas 5% de reajuste e acréscimo de R$ 0,40 no tíquete. “O descontentamento da categoria tem crescido com essa intransigência patronal. É muito pouco, pois o negócio da segurança privada tem crescido muito”, afirma o presidente do Sindvig-MA, Luiz Gonzaga.
Da ASCOM

UDI Hospital descumpre Estatuto do Idoso

Sarney Filho, José Sarney e Roseana Sarney no UDI Hospital
    O UDI Hospital, unidade de saúde da rede privada em São Luís (MA), tem descumprido LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003., cohecido como Estatuto do Idoso sem ser importunado pela promotoria competente. O "atendimento preferencial imediato e individualizado junto aos órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população" é garantido no Parágrafo único no Art. 3º do Estatuto.
    A alegação para descumprir a lei é que há muitos idosos a serem atendidos durante o dia.  A regra não se aplica quando o paciente é um dos ilustre do cenário político local, como o senador José Sarney (PMDB-AP), a governadora Roseana Sarney (PMDB) ou outros renomados. Para estes, o hospital em São Luís funciona como sala de passagem para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
    Há pontos de intersecção entre os acionistas do hospital e o empresário Fernando Sarney. Um dos acionista da UDI é o médico Carlos Gama, irmão da prefeita de Penalva e aliada política dos Sarney.

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA: É muita droga
Atos e Fatos:Cutrim afirma que Weba foi investigado pela PF
O Debate:Mais de 16 mil pessoas já foram vacinadas contra gripe em SL

O Estado do MA:São Luís será capital do turismo a partir de hoje
Região
Diário do Pará:Ônibus param e justiça quer metade da frota nas ruas
Meio-Norte:Governo anuncia obras contra seca no Piauí
O Povo:Troca de tiros e reféns em assalto ao Bradesco
Nacional
Correio:TJ bloqueia fortuna de ex-senador do DF
Estadão:Bancos vão baixar juros e indicam apoio a Dilma
Estado de Minas:Esquentou
Folha:Processo que pode cassar Demóstenes é aberto por 16 a 0
Globo:Grécia à deriva força Europa a apostar no crescimento já
Valor:Congresso pode abrir terras indígenas para a mineração
Zero Hora:Empresa de Cachoeira cobra R$ 22,8 milhões do Estado por Lotergs

terça-feira, 8 de maio de 2012

No Radar on-line de VEJA


Quebra pau

"Governadora,não me venha chamar de moleque"
    Aliado de primeira hora da família Sarney no Maranhão, o deputado Chiquinho Escórcio estava enfurecido com uma certa “governadora” nesta manhã. Já ao final da homenagem a Roberto Dinamite, no plenário da Câmara, Escórcio se recolheu a um canto do plenário para falar ao celular e travou o seguinte diálogo:
- Governadora, não venha me chamar de moleque. O seu secretário é que é um vagabundo safado. Se tem uma pessoa que defende o seu governo, essa pessoa sou eu. Tenho muito respeito pelo seu governo, mas ninguém vai pisar em mim.
    Segundo Escórcio, o “vagabundo safado” em questão é Max Barros, o secretário de Infraestrutura do governo de Roseana Sarney que, nas palavras de Escórcio, “está mexendo com todo o pessoal meu, está pisando em mim”. Quem entende da política maranhense, diz que Barros caiu em desgraça com Escórcio por não encaminhar seus pleitos no governo. A governadora dispensa apresentações.
Por Lauro Jardim

Com adesão dos artistas PEC do trabalho escravo será votada hoje na Câmara

    Cerca de 30 artistas aderiram à campanha a favor da PEC contra o Trabalho Escravo. A gravação do filmete foi realizada no sábado passado em um estúdio do Rio de Janeiro. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, deputado Domingos Dutra (PT) foi ao Rio dias atrás para pedir apoio dos artistas para o proposta de emenda constitucional que prevê o confisco de propriedades onde trabalho escravo for encontrado e as destina à reforma agrária ou ao uso social urbano.
    Entre as estrelas da campanha está o cantor e compositor baiano Caetano Veloso, a atriz Camila Pitanda e outros. Os maranhenses Zeca Baleiro e Rita Ribeiro também foram convidados por Dutra para fazer parte do coro.
    Na tarde desta terça-feira, 8 de maio, está prevista a votação da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, na Câmara dos Deputados.
    “Há boatos, porém, de que a chamada bancada ruralista estaria orientando os deputados a não dar quórum na sessão de votação”, disse. “No entanto, esperamos que eles mudem de opinião, pois, se a bancada não aparecer, ela dará sinais de que é a favor do trabalho escravo”, complementou Dutra, que também é presidente da Frente Parlamentar Mista pela Erradicação do Trabalho Escravo.
    Em Brasília foram programadas outras atividades durante o dia  para facilitar o acompanhamento das atividades.
Programação completa
Terça-feira, 8 de maio - Brasília (DF)
9:00 - Reunião da Comissão Nacional Para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), na Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. A Conatrae é um órgão colegiado vinculado à Secretaria dos Direitos Humanos e reúne representantes da sociedade civil e do poder público envolvidos no combate .
11:00 - Ato público de
entrega do abaixo-assinado em favor da PEC 438 no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, com a participação de trabalhadores rurais, artistas, intelectuais, organizações sociais e representantes do poder público. Entre os que devem comparecer estão Letícia Sabatella, Osmar Prado, Paulo Betti e Bete Mendes.
14:00 - Reunião da CPI do Trabalho Escravo com a presença da ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário, e dos ex-ministros da pasta Nilmário Miranda, Mário Mamede Filho e Paulo Vannuchi.
    À tarde, integrantes de movimentos sociais do campo como MST, Contag e CPT farão uma vigília pela aprovação da PEC 438 na Câmara dos Deputados.

Ex-secretário de Segurança de Roseana diz que o sistema acabou no estado do Maranhão

    “A segurança acabou no Maranhão. Não existe aqui em São Luís e em lugar nenhum no estado. No Maranhão ninguém mais acredita no sistema de segurança. Não tem ninguém do governo ou da oposição para me contestar”, afirmou o deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD), ex-secretário de segurança pública nos governos Roseana Sarney e José Reinaldo Tavares, entre 1997 e 2006
     O deputado Raimundo Cutrim, que pertence à base de sustentação do governo Roseana Sarney na Assembleia Legislativa do Maranhão, disse ainda que tem muito mais que oito crimes com características de pistolagem no Maranhão cometidos no estado que precisam ser esclarecidos.  O número foi divulgado em edição do Jornal Pequeno.
    Segundo o parlamentar a pistolagem se deve à falta de credibilidade do secretário de Segurança, Aluísio Mendes. Acusou o secretário de ser inexperiente e incompetente.
     Cutrim apontou desconhecimento do secretário ao decretar sigilo nas investigações, quando de acordo com o Artigo 20 do Código Penal cabe ao poder Judiciário adotar a medida. Menos de uma semana depois da "decretação" anunciada pelo secretário Mendes, depoimentos de três testemunhas vazaram na internet.
     O deputado contestou também a informação de que a pistola .40 usada no assassinato do jornalista Décio Sá seria de fruto de contrabando. “Isso mostra a falta de conexão do secretário com a realidade”, disse o ex-secretário de Segurança. “Temos de parar desse negócio de importar. O que precisamos é  termos um secretário que tenha credibilidade. A tendência, do jeito que vai, é piorar", disse o deputado.
    Sobre o assassinato de Décio Sá, ocorrido na avenida Litorânea na noite do dia 23 de abril, o deputado afirmou que "aquilo não teve nada demais. Foi um crime comum. Foi uma execução comum”. Cutrim reconheceu que a elucidação do crime não é fácil.
     Cutrim criticou a recompensa de 100 mil reais oferecida através do Disque Denúncia para informação que levasse à elucidação do crime contra o jornalista do Sistema Mirante de Comunicação. "Isso não existe na legislação brasileira. Já pensou se a moda pega", desdenhou. O dinheiro foi oferecido pelo empresário Fernando Sarney e divulgado como sendo fruto de vaquinha entre empresários maranhenses.

Maranhão tem 161 escolas com nome dos Sarney

Por Chico Otavio
No ano em que foi declarado patrono da educação brasileira, Paulo Freire (1921-1997) ficou menor no Maranhão. Por decisão da Secretaria estadual de Educação, o nome do educador será apagado da fachada do prédio anexo de uma escola pública de Turu, bairro de São Luís. Em seu lugar, será pintado o novo nome da escola: Centro de Ensino Roseana Sarney Murad. Os uniformes dos alunos já foram mudados.
    No Maranhão, o sobrenome Sarney já está em 161 escolas, mas a mudança em Turu não deve ser interpretada apenas como mais um sinal do culto à família de Roseana. Para a direção da escola, o importante é ter a certeza de que o nome da governadora pintado na fachada atrairá mais recursos e outros paparicos da administração central de um estado onde 61% das pessoas, com 10 anos de idade ou mais, não chegaram a completar a educação básica (de acordo com dados do Censo 2010). Isso é sarneísmo, movimento político liderado pelo senador José Sarney (PMDB), que comanda o Maranhão há quase cinco décadas.
    - Sarney nem mora aqui. Seu controle só é ativado em momentos muito específicos – disse o professor Wagner Cabral, do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Sarneísmo, uma história de 47 anos
Reportagem publicada ontem no GLOBO revelou a existência de uma rede de falsas agências de turismo que fornece mão de obra barata, arregimentada no interior do Maranhão, para a lavoura de cana-de-açúcar e para a construção civil do Sudeste e do Centro-Oeste. Para os especialistas ouvidos pelo jornal, o fenômeno é resultado de uma perversa combinação de fatores, da má distribuição da terra à tragédia educacional no estado, todos fortemente associados ao sarneísmo.
    Desde 1965, quando José Sarney (PMDB) assumiu o governo maranhense, o grupo do atual presidente do Senado venceu dez eleições para governador, chefiou o Executivo local por 41 anos e só perdeu o controle político do estado em duas ocasiões: quando o aliado e então governador José Reinaldo Tavares rompeu com o sarneísmo, em 2004, e dois anos depois, quando Jackson Lago (PDT) derrotou sua filha e herdeira política, Roseana, que concorria ao terceiro mandato de governadora. Mesmo assim, por pouco tempo: em 2009, Lago teve o mandato cassado por compra de votos.
    O sarneísmo é um movimento diferente de outras correntes políticas, como o getulismo ou o brizolismo. Não se sustenta na adoração da figura do líder e nem tem uma base popular. Em lugares como Codó, Timbiras e Coroatá, cidades a 300 quilômetros de São Luís, que formam uma espécie de enclave do trabalhador barato no interior do estado, só se vê o nome Sarney em prédios públicos. Todavia, a cada abertura das urnas eleitorais, a família reafirma um poder que nem a estagnação econômica foi capaz de ameaçar.
    - De um lado, Sarney é homem de ligação com o governo federal. Tem poder em Brasília por ser uma peça fundamental no jogo da governabilidade. De outro, mantém as prefeituras de pires na mão – sustenta Wagner Cabral.
    - Ele fala por uma questão ideológica e política. Sarney proporcionou um salto de progresso no estado. Os fatos históricos são diferentes – rebate o jornalista Fernando César Mesquita, porta-voz de Sarney.
    No Maranhão, a força do sarneísmo está na pequena política. Quando descobriu que a escola Paulo Freire, onde trabalha, seria rebatizada com o nome da governadora, a professora Marivânia Melo Moura começou a passar um abaixo-assinado para resistir à mudança. A retaliação não demorou:
    - A direção ameaçou transferir-me – disse a professora, que mora no mesmo bairro da escola e vai de bicicleta ao trabalho.
    A Secretaria de estado da Educação alega que o anexo da escola Paulo Freire mudou de nome porque foi incorporado à estrutura, já existente, do Centro de Ensino Roseana Sarney Murad, “devido à necessidade de uma estrutura organizacional, com regimento, gestão e caixa escolar próprios, no referido anexo”.
    O Maranhão, onde quase 40% da população é rural, é uma espécie de campeão das estatísticas negativas. Enquanto o Brasil tem 28% de trabalhadores sem carteira assinada, o percentual no estado supera os 50%. Na relação dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, listados pelo IBGE, nada menos do que dez cidades são maranhenses. O chefe do escritório regional do Instituto, Marcelo Melo, acrescenta ainda que apenas 6% dos maranhenses estudam em cursos de graduação, mestrado e doutorado. Separados, os números já assustam. Se combinados, o efeito é devastador.
    - O resultado desses índices de qualificação é uma mão de obra de baixa qualidade.
    O professor Marcelo Sampaio Carneiro, do Centro de Ciências Sociais da UFMA, explicou que a estrutura do mercado de trabalho no Maranhão possui duas características principais. A primeira é a elevada participação do trabalho agrícola no conjunto das ocupações, com destaque para os postos de trabalho gerados pela agricultura familiar. Por conta de diversos fatores, ele disse que tem havido uma forte destruição de postos de trabalho nesse setor. De acordo com o Censo Agropecuário, em 1996 existiam 1.331.864 pessoas ocupadas no campo maranhense; em 2006 esse número baixou para 994.144 pessoas. Isso explica, por exemplo, o arco de palafitas miseráveis que cerca o centro histórico de São Luís.
    A segunda é a inexistência de ramos industriais dinâmicos que consigam absorver essa oferta de mão de obra, já que a principal atividade industrial no Maranhão é o beneficiamento primário de produtos minerais, como a fabricação de alumínio e alumina pela Alumar e a produção de ferro-gusa por pequenas unidades fabris instaladas ao longo da Estrada de Ferro Carajás. Por esse motivo, o estado, que nos anos 50, 60 e 70 do século passado recebia migrantes, passou, a partir dos anos 1980, a exportar mão de obra. E nem mesmo a sistemática transferência de recursos, via programas sociais, foi suficiente para deter esse esvaziamento:
    - A transferência de renda pode até livrar as famílias da fome, mas não é capaz de dinamizar a economia da região – disse Carneiro.
De O Globo

Manchetes dos jornais

Estado
Atos e Fatos:Golpista falsificava títulos se passando por servidor do TJ
Correio de Notícias:Insegurança e medo dominam rodovias do MA
Jornal A Tarde:Uso de talidomida é tema de seminário promovido pelo SES
Jornal Pequeno:Jornal "O Globo" destaca miséria e cultura aos Sarney no Maranhão
O Estado do MA:Empresários entregam relação de propostos à bancada federal
4º Poder:PV de Marcio Greick deve se unir ao PMDB de Assub na Raposa
Região
Diário do Pará:Homem mata "Ex" e se suicida
Jornal do Commercio:Obras vão mudar o cenário da Mata Sul
Meio-Norte:Justiça determina 110 ordens de despejo
O Povo:Drogas, venda irregular de ingresso e vandalismo
Nacional
Correio:Uma bolsa sob medida para o PT nas eleições
Estadão:Estoque dispara e montadoras já pensam em férias coletivas
Estado de Minas:Juros caem, mas os preços vão subir
Folha:Europa é tomada por incertezas após eleições
Globo:Bancos reagem a Dilma e não garantem crédito maior
Valor:Mão de obra vira a principal preocupação de empresários
Zero Hora:Sem dinheiro para investir, Tarso tenta seduzir europeus

segunda-feira, 7 de maio de 2012

21ª BNTM será improvisada no Maranhão

    Há três anos o governo Roseana Sarney embroma os maranhenses com excesso de propaganda e escassez de trabalho. O slogan De volta ao trabalho, adotado quando o grupo Sarney apeou o pedetista Jackson Lago do poder, se limitou a placas oficiais e peças de campanhas publicitárias milionárias com direito à reluzente assinatura de Duda Mendonça e outros bambas da área.
    É só fazer um balanço do que foi feito nesses três anos em âmbito estadual para constatar o engodo. No melhor estilo Padre Antonio Vieira, venerado por dez entre dez sarneysta, para verificar as mentiras repassadas diariamente aos maranhenses como a mais deslavada verdade.
    Um exemplo é a 21ª Brasil National Tourist Mart, feira de turismo promovido pela CTI-Nordeste e pelo Sebrae que tem início na próxima quarta-feira na capital do Maranhão. Conquistada e alardeada pela imprensa oficial do governo do estado pelo ex-secretário Tadeu Palácio, a feira reúne vendedores de destinos turísticos do mundo inteiro.
    No Maranhão tudo será na base da improvisação, condimentada de acordo com a receita da mentira vieiriana. A realização do evento vai sutar ao erário R$ 2 milhões. Está à cargo do São Luís Conventions e Visitors Bureaux a promoção. A entidade é presidida por Marizinha Raposo, amiga da governadora.
    Desde a chegada ao aeroporto Cunha Machado os negociadores do trade sentirão que algo está errado na terra da paixão do senador José Sarney (PMDB-AP). O prazo de entrega das obras de reforma do aeroporto está previsto para depois do aniversário dos 400 anos.
    O local de realização da feira é outro improviso. Prevista para acontecer no Multicenter Sebrae, promotor do evento, a 21ª  BNTM será realizada no Ceprama. Não que o local tenha a melhor paisagem da cidade (as palafitas comerciais do Anel Viário), mas pelo fato da interdição do prédio do Multicenter Sebrae. Laudo do CREA-MA condenou a estrutura de cobertura do prédio. Pode desabar a qualquer momento.
    Em vista do risco houve a transferência para o novo local, antes ermo e ocupado pelos artesãos maranhenses e comerciantes importadores de produtos artesanais de estados vizinhos.
    O secretário Jura Filho, ex-deputado estadual, acredita que tudo sairá às maravilhas, como têm sido o melhor governo de Roseana Sarney.O superintendente do Sebrae é o secretário de agricultura, Claudio Azevedo,  afinado com o agronegócio e com outras ramificações da indústria de gusa. Taciturno em público adota o estilo como gestor.

Jura Filho, no centro da mesa tão improvisada quanto a 21ª BNTM

    Tudo referendado pelo ministro Gastão Vieira, como todos fiel ao grupo Sarney até o último neurônio. E mais a cumplicidade de aliados e parceiros como o São Luís Convention e Visitors Bureaux que no sítio oficial apresenta o espaço do Sebrae como "ótima estrutura para realização de eventos". É esse o mundo real do governo Roseana Sarney maranhenses.

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Duplicação da BR-135 chega à fase decisiva com licitação
O Imparcial:Fraudes e filas na emissão e transferência de título
Região
Diário do Pará:Oito fogem na hora da visita
Jornal do Commercio:Melhor para o Leão
Meio-Norte:Piauí deve pagar menos da metade da dívida
O Povo:Educação no trânsito é que recebe menos investimento
Nacional
Correio:Os sem-direção
Estadão:Após 24 anos, França elege socialista
Estado de Minas:Minas de contrastes
Folha:França elege presidente socialista
Globo:Socialista derrota Sarkozy e fala em recomeço na Europa
Valor:Juro baixo traz cenário inédito para aplicações
Zero Hora:Ensino e emprego seguram os jovens no interior do Estado

domingo, 6 de maio de 2012

Sonhos - Caetano Veloso

Não me senti bem ao ver a foto de um policial armado no corredor de uma escola do Rio, na frente de um grupo de adolescentes. Parece-me que trazer o conflito entre a violência (legítima) do Estado e a violência marginal para dentro do ambiente da educação não pode prometer boa coisa. É um evidente exemplo de falta de sensibilidade para o sentido da educação. Os policiais vão proteger quem exatamente, aliás? E como se indicarão os suspeitos? Os esboços de respostas a perguntas como essas que li no jornal me pareceram desalentadores. Pesadelo. A impressão mais forte que fica, no entanto, é a de descuido com as imagens sociais a que crianças devem ficar expostas dentro dos edifícios aonde são levadas para aprender a ler, escrever, calcular, tomar consciência da formação da sociedade em que vivem, do mundo em que nasceram, das leis que regem a matéria, e, sobretudo, a conviver.
    Li os artigos de Zé Miguel Wisnik e Francisco Bosco sobre o ensaio de Roberto Schwarz a respeito de "Verdade tropical". Li também o de Nelson Ascher na "Veja". Naturalmente tenho interesse na discussão. E, também naturalmente, me sinto mais próximo de Wisnik e Bosco do que de Ascher, embora tenha grande respeito pela produção poética e crítica deste último. É que sou mesmo mais chegado aos meus dois colegas de espaço aqui no GLOBO do que ao bissexto articulista da revista da Abril. Contrariando o que Schwarz levou um jovem esquerdista a dizer de mim (que eu me situo, no espectro político, na centro-direita), a primeira reação que tive ao ler o texto de Ascher foi - confirmando o que Schwarz sugere sobre minha personalidade, isto é, que sou afeito a suspeitos arranjos harmonizadores entre forças antagônicas - pensar: se eu fosse escrever um artigo para a "Veja", procuraria me colocar um pouco mais à esquerda. Mas o fato é que a conclusão final do poeta - de que o ensaio de Schwarz, apesar dos elogios (que eu, de minha parte, e em discordância do que ele diz, não considero superficiais), resulta numa reprovação política que se transformaria em condenação policial caso não vivêssemos numa democracia liberal e sim num país comunista de partido único. Me reconheço nos textos de Bosco e Wisnik. E na foto escolhida pela "Veja" (nunca apareço tão bonito naquela publicação).
    Insistindo em Martinha, Lucrécia e "Verdade tropical", acho que eu deveria parar para escrever algo meditado sobre o caso. No momento estou escrevendo apenas canções (é como se isto aqui não fosse escrever). Mas se eu achar o tempo e conseguir reter na mente o que me parece que poderia ser útil e relevante para a discussão, farei. Não sei se neste espaço, que é grande demais para o que em geral tenho para dizer, mas demasiado pequeno para o que passa pela minha cabeça quando penso nas questões levantadas por Schwarz.
    Revi "Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios" em Salvador - e gostei ainda mais. Parte do entusiasmo pode se dever a eu ter ido assistir ao filme no Cine Glauber Rocha, uma das coisas que mais amo nesse Brasil. A entrada, que já era assim - com os elegantes índios de Caribé nas paredes - quando eu me mudei para Salvador, em 1960, a praça Castro Alves na frente, a baía atrás da estátua do poeta. Mas acredito que a maior parte da responsabilidade pelo meu entusiasmo é do próprio filme, digam o que disserem. José Eduardo Agualusa, o escritor angolano que tanto admiro (e cujos romances "Nação crioula", "O ano em que Zumbi tomou o Rio" e "O vendedor de passados" - pelo menos esses - deveriam ser lidos por todos os brasileiros alfabetizados), me disse, na noite da pré-estreia do filme no Rio, que o romance de Marçal Aquino em que ele se baseia (tendo o próprio Aquino participado da adaptação do livro para o cinema) é muito bom. Fui à Livraria da Travessa e comprei um exemplar para levar para a Bahia. Claro que Agualusa não poderia estar errado. O livro é mesmo bom (a moça da livraria me disse que uma pá de gente sabe muito bem disso, já que o romance vende muito e os vendedores ouvem elogios de seus fregueses). E tem todas as vantagens que a literatura pode ter sobre o cinema. Mesmo assim, vejo algo nesse filme (e não é só a Camila Pitanga) que vai além das qualidades do livro, que o filme apenas em parte reafirma. Suponho que ter de viajar ao Pará para realizá-lo, e lá encontrar aquela gente (mulheres, homens adultos, crianças de 8 anos, velhinhos de ambos os sexos) que canta tão divinamente bem os refrãos religiosos que o pastor (no filme tão poeticamente sincrético, com estrutura básica de pastor evangélico mas com elementos de padres católicos da teologia da libertação e gurus do Santo Daime) puxa a palo seco. E - talvez mais intensamente ainda - o grupo de cantora, músicos e plateia de um show de carimbó ao ar livre (como parte de uma manifestação política): é o Brasil dos sonhos explodindo (bastam alguns segundos) em generosidade inédita no concerto das nações. Kitsch? Who cares...
    Não sei como a Bahia consegue ainda parecer bonita. Mas acontece. Apesar dos prédios que parecem feitos de plástico - e que têm triângulos vasados sobre os pórticos -, o mar encontra espaços elegantes para insinuar seus azuis e verdes, num final de abril que desmente o ditado ("abril, chuvas mil") mas se torna começo de maio com direito ao tradicional "veranico", expressão que menciono com um aceno a Fernando Barros, que, entre alguns outros, me compreenderá.
De O Globo

Manchetes dos jornais

Estado
Itaqui-Bacanga:Execuções fazem de São Luís palco de barbaridades
Jornal Pequeno:Flávio dino tem 54,23% das intenções de voto para a sucessão de Roseana
O Estado do MA:Caso Décio Sá - Polícia refaz rota do assassino na Litorânea
O Imparcial:Ataques contra mulheres atingem 2.200 em quatro meses
Região
Diário do Pará:MP quer investigar Arnaldo Jordy
Jornal do Commercio:Começa a batalha final
Meio-Norte:Piauí deve pagar menos da metade da dívida
O Povo:Clássico-rei - Quem vai rir primeiro?
Nacional
Correio:Concursos públicos faturam R$ 50 bi
Estadão:Mesmo com juros em queda, estoque alto adia recuperação
Estado de Minas:Zumbis ao volante
Folha:Com crise política e CPI, Dilma abre cofre a aliados
Globo:Obras do metrô começam em junho e vão tumultuar Zona Sul
Zero Hora:Cachoeiras na cabeça

sábado, 5 de maio de 2012

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Maranhão poderá perder 2 deputados
Região
Diário do Pará:Pará terá 60 mil novas moradias
Jornal do Commercio:Renda para rendimento da poupança muda hoje
Meio-Norte:Até médico de SP ganha sem trabalhar no Piauí
O Povo:Sérgio Benevides e mais sete são condenados
Nacional
Correio:Juros mais baixos. É hora de...
Estadão:Depois da poupança governo quer atacar juro de banco privado
Estado de Minas:Caminho livre para saidinha de banco
Folha:Governo já prevê juros abaixo de 8% neste ano
Globo:Após mudar poupança, Dilma vai atacar juros da habitação
Zero Hora: Bolão na escolar

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA:Morta na frente dos filhos
Atos e Fatos: Justiça abre sindicância para apurar vazamento de depoimento de testemunhas
O Estado do MA:Bando é preso com armamento pesado
O Imparcial:Novo atraso
Região
Diário do Pará:Alteradas regras na poupança
Jornal do Commercio:Regra para rendimento da poupança muda hoje
Meio-Norte:Governo e professores fecham acordo em 12,5%
O Povo:Poupança vai render menos
Nacional
Correio:Gatilho na poupança para derrubar juros
Estadão:Governo cria gatilho para poupança
Estado de Minas: Encolheram a poupança
Folha:Dilma corta ganho da poupança
Globo:Poupança renderá menos para os juros caírem mais
Valor:Poupança muda e juro real cai a 2,45%, o menor desde o Plano Real
Zero Hora:Limite na poupança deve ter efeito já no final deste mês

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Câmara aprova lei que torna crime exigência de cheque-caução em hospitais

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira uma lei que altera o Código Penal para aumentar punição a profissionais e instituições de saúde que negarem atendimento emergencial por falta de garantia financeira. A prática já é passível de punição pelo crime de omissão de socorro, mas com a aprovação do texto, pode virar um crime específico. O texto ainda deve passar por votação no Senado.
    A pena para aqueles que não atenderem pacientes em situação de urgência ou exigirem alguma garantia de pagamento (cheque-caução ou nota promissória) antes do socorro também vai subir. Hoje os profissionais estão sujeitos à multa e seis messes de detenção. Com a nova lei, a punição aumenta para até três anos de prisão, além da indenização.
    O projeto estabelece ainda a obrigação de afixar em local visível placa, cartaz ou equivalente, informando que é crime exigir garantias financeiras ou preenchimento prévio de formulários para o atendimento.
Caso Duvanier
Em janeiro deste ano, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, morreu depois de dar entrada em dois hospitais privados e não ser atendido. Paiva não portava carteira ou cheque para garantir o pagamento ou cartão de plano de saúde. O secretário só foi socorrido em uma terceira instituição.
Do IG

PEC dos jornalistas na pauta do Senado

    A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/09, conhecida como PEC dos Jornalistas, deve entrar na pauta do Senado ainda esta semana. O projeto tenta reestituir a obrigatoriedade do diploma do curso superior de jornalismo para os profissionais de imprensa, cassada por decisão do Supremo Tribunal Federal em 2009.
    A matéria deve ser apreciada, em "terceira e última discussão, em segundo turno". No Congresso, a expectativa é que a PEC seja aprovada no Senado sem maiores problemas.

Ministro sem agenda

     Cuidar do partido, não do Ministério, foi o primeiro objetivo anunciado pelo novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, logo depois de confirmada sua escolha pela presidente Dilma Rousseff. "O fundamental é a unidade do partido e acabar com qualquer tipo de insatisfação", disse o pedetista que acabara de ser chamado para um posto no primeiro escalão do governo. "Não teremos grandes dificuldades para seguir o projeto de unidade do partido", assegurou. Projeto de governo, se existe algum, deve ser menos importante - tão irrelevante, de fato, quanto qualquer projeto ou plano de trabalho para o cargo.
    Um dia depois, em seu primeiro discurso numa festa de Primeiro de Maio, o novo integrante da equipe federal confirmou, para quem ainda tivesse alguma dúvida, a pobreza de suas ideias e propostas para a ação ministerial. Mas seu evidente despreparo combina perfeitamente com o critério adotado para o preenchimento de vagas no primeiro nível da administração.
    A presidente Dilma Rousseff pode ter desagradado a uma parte do PDT, mas foi fiel ao padrão de loteamento do governo. Manteve o Ministério do Trabalho sob a chefia do partido, reservando-se apenas a prerrogativa de escolher um nome. Respeitou também o ritual de dar satisfação ao comando partidário. Antes de tornar pública a nomeação de Brizola Neto, conversou em seu gabinete com o presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi. Defenestrado quando sua posição se tornou insustentável pelo acúmulo de denúncias, ele só deixou o governo depois de muito esperneio. Mas a presidente, apesar disso, julgou adequado prestar-lhe contas de sua escolha, como se a sua condição de líder pedetista o qualificasse para essa deferência, ou, mais que isso, para sancionar uma decisão presidencial.
     Assim, a presidente Dilma Rousseff mantém incólume o sistema de loteamento da administração federal entre os partidos da base governista. Respeitou esse critério nas trocas anteriores de ministros, em geral motivadas por escândalos inaceitáveis, e nunca deixou de prestar homenagem às siglas da coalizão governamental.
    Continua, portanto, agindo como se a nomeação de ministros não fosse um ato de responsabilidade exclusiva da Presidência, mas uma faculdade partilhada com os componentes da base governista. Por isso ainda tem sentido, em termos práticos, classificar este ou aquele Ministério como integrante da "cota presidencial". No Brasil, quem chefia o governo e é o responsável máximo pela gestão pública tem cota para nomeação de ministros e até de dirigentes de agências reguladoras e de estatais.
    Nessas condições, a qualidade e os objetivos da administração pública se tornam irrelevantes para quem participa do banquete do poder - assuntos menores tanto para os partidos quanto para a Presidência. A presidente Dilma Rousseff pediu ao novo ministro do Trabalho uma "agenda positiva", segundo se informou logo depois de confirmada a escolha. Não houve menção ao conteúdo da agenda nem a programas e projetos. Uma agenda é positiva, na concepção corrente em Brasília, quando favorece a imagem do governo. Se contribui ou não para a solução de grandes problemas e para o desenvolvimento é questão secundária.
    O discurso do novo ministro, em São Paulo, comprova essa percepção. Foi um palavrório vazio, sem qualquer ideia mais significativa do que a promessa de abrir uma discussão sobre a semana de trabalho de 40 horas. Sobre a manutenção de direitos trabalhistas ele não foi além de generalidades, próprias de quem não tem o que dizer.
    No mesmo dia, em São Bernardo do Campo, o prefeito Luiz Marinho, ex-ministro do Trabalho e ex-presidente da CUT, dedicou-se a questões concretas, recomendando ao novo ministro a retomada dos programas de qualificação e treinamento. "Temos vagas em aberto e pessoas em busca de emprego, o que sugere a falta de qualificação", disse Marinho. Questões como essa estão na pauta de empresários, sindicalistas e estudiosos do mercado de trabalho há alguns anos. Esse e outros problemas concretos comporiam uma boa agenda para um ministro, se ele tivesse sido nomeado por seus méritos administrativos, e não por ser neto do antigo guru da presidente da República.
De O Estadão

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA:Assaltou casa de policial
Atos e Fatos: CPI da Pistolagem deve apurar execuções no Maranhão Jornal A Tarde:CES verifica qualidade do atendimento nas unidades de saúde pública em SL
Jornal Extra:Caso Décio Sá-Sigilo de Aluísio virou peneira
O Debate: Polícia prende pai suspeito de estuprar filha de 2 meses
O Estado do MA:Presos seis suspeitos de matar líder camponês em Buriticupu
O Imparcial:CPI da pistolagem já tem 11 deputados a favor
4º Poder: Em São Luís - PDT não sabe se coliga com PP, PTC ou PSDB
Região
Diário do Pará:Jordy é suspeito de incitar aborto
Jornal do Commercio:Nova previdência do servidor em 180 dias
Meio-Norte:Atingidos pela seca vão ter R$ 12 mil do governo
O Povo:TCE mantém Teodomiro Menezes afastado
Nacional
Correio:CPI quebra sigilos e convoca Cachoeira
Estadão:Blindagem do PT cai e Delta terá investigação ampliada
Folha:Só as futuras poupanças devem ter regras alteradas
Globo:Ex-delegado confessa crimes da ditadura
Valor:Importações em queda apontam recuperação
Zero Hora: Avança ideia de tornar crime cheque-caução cobrado em hospitais

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Frase do dia

"A questão do salário mínimo é questão do passado, porque as pessoas hoje estão ganhando muito mais do que um salário mínimo"
Deputado estadual Magno Bacelar (PV), da Assembleia Legislativa do Maranhão

Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA acompanha mais um crime de pistolagem contra indígenas

    A Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA está acompanhando os desdobramentos do assassinato da indígena Maria Amélia Guajajara, 52 anos, cacique da aldeia Coquinho II, morta no último sábado (28/04) com dois tiros na face, no município de Grajaú, por dois homens em uma moto, o homicídio tem características de crime de pistolagem.
    De acordo com o presidente da Comissão, Antônio Pedrosa, Maria Amélia Guajajara teria sido executada a frente de familiares. “Segundo a polícia, o crime foi motivado pelo fato da vítima ser uma liderança indígena e também por estar denunciando a ação de madeireiros e de traficantes na aldeia”, informa.
    Secretário geral da Direitos Humanos, Diogo Cabral, relata que o assassinato é o segundo ocorrido, somente este ano, em Grajaú. Em março, foi morto outro indígena, Francisco Guajajara, que era agente de saúde, e foi morto também em uma emboscada armada por pistoleiros na região.
    A Comissão também acompanha as investigações do assassinato de Raimundo Alves Borges, o “Cabeça”, presidente do Assentamento Terra Bela, Buriticupu-MA, executado a tiros por pistoleiros, no dia 14 de abril deste ano; além de outros crimes como o cometido contra Flaviano Pinto Neto, líder quilombola, morto no dia 14 de setembro de 2010.
Da Ascom-OAB-MA

Memória do reggae - .... e Gregory Isaac veio a São Luís do Maranhão

Gregory Isaacs é sucesso em todas as quebradas do Maranhão há mais de dez anos, mesmo sem discos lançados no Brasil.Com as novidades que recentemente a Eldorado garimpou no catálogo da Heartbeat (My Number One, Dancing Floor, Love is Overdue) o negão passou a ser arranhado pelas agulhas locais com empolgação ainda maior.
Para trazer o homem e a The Riddim King Band ao Maranhão, a empresa promotora foi formada às pressas por um dono de bar, um radioleiro e um gerente de hotel. Na véspera do show, o inesperado: Gregory Isaacs barrado em Miami.
Na madrugada de sexta para sábado, uma força-tarefa varou a noite maranhense produzindo o impossível: tirar Gregory Isaacs da Jamaica, onde estava timaiamente acomodado, e colocá-lo no palco do Estádio Municipal Nhozinho Santos, sem passar por Miami. Tudo isso em 24 horas.
Vem ou não vem?A dúvida modificou os números: dos trinta mil espectadores esperados só compareceram quatro mil.
E o cara veio. Os promotores e patrocinadores peitaram a própria inexperiência bancando um jatinho para buscar Gregory Isaacs na Jamaica. Todo destrambelhado, camisa com um lado para fora da calça, panamá branco no teto, lá vem Gregory, só ele e a mulher, na pista do aeroporto.Início de tumulto, mais de quinhentas pessoas querendo encostar no santo ao mesmo tempo. Mas...cadê a banda?
A banda não embarcou. "Gregório" se recompôs como pôde, sacudiu a poeira e entrou no palco para delírio da geral. Com o auxílio nada luxuoso de  um playback mandou uns dez sucessos na ponta da língua: "Sorry´s Boos Childens", "Soon Forward", "Gi Me", Night Nurse", "Love is Overdue"...estava ali a voz anasalada, curtida com muita fumaça, que universalizou o estilo romântico do reggae.
Muita gente duvidou que ele tinha cantado mesmo. A saída era fazer outros shows e, segunda-feira, Gregory já estava ensaiando com a tribo de Jah. banda de reggae maranhense, formada quase inteiramente por rapazes cegos. Os shows-curativo rolaram dia 10 de agosto no Espaço Cultural e dia 25 de agosto na praia, de dia, a céu aberto e de graça.
Ao longo dessa jornada nas esteiras, Gregory Isaacs virou cidadão maranhense. Freqüentou salões de reggae, andou sozinho pelas praias, rabiscou o nome em milhares de guardanapos, assistiu ao Information Society, assobiou e chupou cana. E outras coisas que nem se lembra mais.
REVISTA BIZZ - NOVEMBRO/91 - OTÁVIO RODRIGUES

Flávia Bittencourt canta Elis na Virada Cultural de São Paulo

    A cantora Flávia Bittencourt é uma das atrações da Virada Cultural paulistana que acontece nos dias 5 e 6 de maio em vários pontos da cidade de São Paulo. Ela vai fazer parte do palco 30 anos sem Elis, no Bulevard São João, que vai prestar homenagem a cantora brasileira Elis Regina. Flávia Bitencourt é a única atração do Maranhão no evento.;
    No show que acontece no domingo às 7h30 da manhã, a cantora maranhense interpreta músicas do disco Elis-1966, lançado pela Philips. Antológico na discografia brasileira o disco registrou canções como Lunik 9 e Roda, de Gilberto Gil;  Cañção do Sal, de Milton Nascimento; Veleiro, de Edu Lobo e outras que se tornaram clássicas do repertório da MPB.

Fauzy Beydoun inicia campanha em programa de reggae da Universidade FM

    O líder da banda Tribo de Jah, Fauzy Beydoun, vai ocupar um palanque eletrônico para conquistar votos à sua candidatura a vereador pelo PT nas eleições deste ano. O cantor e compositor vai disputar uma das 31 vagas da Câmara Municipal pela primeira vez.
   Fauzy Beydoun transferiu seu domicílio eleitoral para São Luís onde morou na década de 80 e estreou o primeiro programa de reggae do país ao lado do radialista Ademar Danilo, o Reggae Night, na rádio Mirante FM, de propriedade da família Sarney.
    O vocalista da Tribo de Jah faz parte do grupo de apoio à candidatura do vice-governador Washington Luiz Oliveira.
    De volta à cidade o paulistano vai apresentar diariamente, de segunda a sexta-feira, das 16 às 18 horas, programa dedicado ao ritmo da Rádio Universidade FM, da Universidade federal do Maranhão.

Um convite do Maranhão à FENAJ

    Neste dia 1º de maio, uma data simbólica, em que são prestadas homenagens a todos os trabalhadores e trabalhadoras do mundo, nós queremos convidar uma comissão da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), para que ela venha ao Maranhão. Informamos, inicialmente, que o grupo do senador José Sarney (PMDB), o atual presidente do Senado Federal, dá claros sinais de que quer desviar o assunto em relação à morte do jornalista Décio Sá, que era funcionário das empresas de sua família.
    Afirmamos isto, em cima de dois pontos específicos, que nós queremos abordar francamente e eles nem tanto. O primeiro é sobre quem matou o jornalista? E, principalmente, por que mandaram matar? A opinião pública quer saber quem foram os pistoleiros, os mandantes e, também, as suas reais motivações. E, logicamente, quer que seja feita Justiça!
    Quanto ao segundo ponto, nós maranhenses queremos discutir, denunciar e superar, a nossa terrível realidade social e política, que possibilita, freqüentemente, vários crimes parecidos como este, por ação de pistoleiros. A diferença é que a repercussão é infinitamente menor e as vítimas são quilombolas, sem terra, índios, sindicalistas rurais, assentados, lavradores e demais pessoas da nossa grande periferia, que vivem bem longe da dita “civilização”. Além destes crimes, existem verdadeiros casos de genocídios, contra índios, quebradeiras de coco e quilombolas.
    Assim está a nossa terra! Então, num estado marcado pela violência política, pelos piores indicadores sociais do país, pelo trabalho escravo e pela grilagem de terras, é importante deixar claro que, nos causa extrema repulsa, ouvir a hipocrisia das autoridades locais, falando em “liberdade de imprensa” e de “democracia”. Aqui no Maranhão, um herdeiro da ditadura pós-64, ainda exerce seu poder a partir de fraudes e golpes, com um imenso e brutal monopólio dos meios de comunicação, em estreita aliança com o latifúndio assassino e se beneficiando, contribuindo e garantindo a inaceitável degeneração moral do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
    Dessa forma, concordamos com as recentes declarações do jornalista Emilio Azevedo (da coordenação do Jornal Vias de Fato) dadas a “Rádio Brasil Atual” e reproduzida no site da FENAJ. É verdade que, do ponto de vista político, no Maranhão “prevalece à barbárie”. É também correta a afirmação de que, o recente assassinato do jornalista do Sistema Mirante é um “reflexo do ambiente pouco civilizado da nossa região”.
    Porém, diante de uma aparente hesitação da federação em relação a este assunto e a estas opiniões, nós estamos fazendo este convite público. Venham para o Maranhão! Venham conhecer este pedaço do Brasil profundo! Lugar onde, infelizmente, ainda prevalece, em diversas situações, a lei do quero, posso e mando. Onde muitas atrocidades acontecem, sem a presença adequada do “estado democrático de direito“ e bem longe do acompanhamento de uma mídia verdadeiramente decente. Em alguns casos, quando o Estado se manifesta, é para emitir liminares de despejos, tão rápidas, quanto suspeitas.

    Um momento que seria muito oportuno para a presença de uma comissão da FENAJ no Maranhão, seria o próximo dia 10 de maio, quando haverá uma audiência de instrução referente ao processo pelo assassinato do quilombola Flaviano Pinto Neto, executado barbaramente com sete tiros na cabeça, no dia 30 de outubro de 2010, por conta de sua luta pela terra. Mais uma vítima da pistolagem.
    Venham! Vindo aqui, verão que não nos envergonha, nem um pouco, que falem das nossas misérias. Nossa indignação é contra aqueles que promovem esta situação lastimável. São eles que se incomodam com a verdade! Eles, os verdadeiros responsáveis por nossos problemas estruturais!
    Esperamos também que, em nome de uma verdadeira liberdade de expressão e de um debate realmente democrático, esta nossa manifestação pública seja acolhida, também, nos canais de comunicação ligados a esta federação.
São Luís, 1º de maio de 2012

Pastoral da Comunicação do Maranhão

Comissão Pastoral da Terra (CPT-MA)
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)
Cáritas Brasileira Regional Maranhão
Conselho Indigenista Missionário (CIMI-MA).
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST-MA)
Movimentos dos Quilombolas do Maranhão (MOQUIBOM)
Irmãs de Notre Dame de Namur em São Luís (MA). http://mail.mailsuperig.superig.com.br/mail/images/cleardot.gif
Comitê Padre Josimo

Vigilantes do Maranhão querem 20% de aumento

    Após quatro rodadas de negociação salarial, o Sindicato dos Vigilantes do Maranhão (Sinvig-MA) realiza nesta quarta-feira,2, a partir das 10 horas, na Fetiema, assembleia geral para discutir a contraproposta patronal. Os vigilantes reivindicam reajuste de 20% nos salários, aumento do tíquete-alimentação para R$ 12, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde pago integralmente pela empresa, entre outros itens.
    As empresas, no entanto, oferecem apenas 4,29% de reajuste salarial e acréscimo de R$ 0,40 no tíquete. Isso desagradou aos vigilantes. “Achamos pouco, principalmente, considerando que o negócio da segurança privada tem crescido muito no país e no Maranhão. E vai crescer mais ainda nos próximos anos”, afirma o presidente do Sindvig-MA, Luiz Gonzaga. Ele diz que cresceu também o risco da profissão. “Os bandidos estão mais armados e mais violentos”, conclui.
    Como a data-base da categoria é dia 1º de maio, os dirigentes do Sindicato dos Vigilantes não descartam realizar paralisações e até greve por tempo indeterminado. Essa decisão deverá ser tomada na assembleia.

Quatro igrejas são assaltadas em menos de uma semana em Santa Inês

Em menos de uma semana, quatro igrejas foram roubadas no município de Santa Inês, MA. O fato tem causado causado indignação às comunidades católicas da cidade. Em apenas uma madrugada, os bandidos invadiram três igrejas. A primeira foi a Nossa Senhora da Conceição, localizada no centro da cidade. Usando um pedaço de madeira, os ladrões entraram pela janela da torre e saíram pela sacristia levando a aparelhagem de som.
    Na Igreja São Francisco, na comunidade do Aeroporto, os ladrões foram mais ousados e saquearam os equipamentos, deixando apenas a parte de madeira da caixa de som. OS suspeitos retiraram também as bobinas dos auto-falantes e, por último, levaram as grades de proteção das janelas por onde entraram.
    "Chegaram a arrombar o sacrário da igreja, mas graças a Deus, eles não levaram nada do sacrário, só arrombaram, pensando que continha bens", contou Pedro Ferreira Neto, ministro de eucaristia da Igreja São Francisco.
    Na comunidade da Vila Edmundo Rios, a igreja São João Batista teve o amplificador de som levado pelos suspeitos. Os bandidos cerraram as grades de uma das janelas e fizeram um buraco, por onde teria entrado o autor do crime. Já no bairro de Nova Santa Inês, a comunidade não havia se recuperado do primeiro roubo e os marginais voltaram a invadir a igreja Nossa Senhora da Conceição, que foi roubada duas vezes em menos de oito dias. Desta vez, o som que era usado em uma bicicleta foi levado.
    Temendo maiores prejuízos, os coordenadores estão levando alguns objetos para serem guardados em casa. "A gente já leva praticamente tudo pra casa, sacrário, teclado, a imagem da santa, e a gente guarda em várias casas, porque a gente nunca sabe, talvez eles venham pra levar ou só pra quebrar, né? Então, a gente já leva pra casa", disse Francisca do Nascimento Silva, coordenadora da igreja.
    Segundo o delegado regional, a polícia está empenhada em esclarecer esse tipo de ação criminosa que vem acontecendo com frequência na cidade. "Nós já estamos investigando este caso que ocorreu, como mais dois, na Edmundo Rios e no bairro Aeroporto, para verificar se se trata dos mesmos meliantes, das mesmas pessoas que estão cometendo esse tipo de delito, e também colocá-los atrás das grades e tentar recuperar os objetos que foram furtados", disse Valter Costa, delegado regional de Santa Inês.

Manchetes dos jornais

Estado
Jornal Pequeno: Assassino de Décio Sá contocu com ajuda de ao menos 3 na sua fuga
O Estado do MA:Protestos marca dia do trabalhado em São Luís
O Imparcial: Câncer: 19 tipos estão associados ao trabalho
Região
Diário do Pará:Bandidos assaltam três bancos no interior
Jornal do Commercio:IR tem recorde de arrecadação
Meio-Norte:Governo e Exército se unem contra seca
O Povo:Descoberta da UFC favorece combate ao câncer de mama
Nacional
Correio:Polícia caça acusado de injúria racial no DF
Estadão:CPI abre hoje batalha política e envolve mais um governador
Estado de Minas:Quando o radar vira perigo
Folha:Para baixar juros, governo estuda mudar poupança
Globo:Bolívia estatiza gigante de energia da Espanha
Valor: Barreira faz exportação à Argentina cair 30%
Zero Hora:Nova estatal prevê preços de pedágios variáveis no Estado

terça-feira, 1 de maio de 2012

No Painel da Folha de S. Paulo

tiroteio"Eu torço para que a correnteza da cachoeira afogue gente graúda, limpe a corrupção e mande muitos grã-finos para fazer companhia ao Carlinhos no presídio."
DO DEPUTADO DOMINGOS DUTRA (PT-MA), sobre a lista de autoridades e empresários tragados pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que agora passará a ser objeto de uma CPI no Congresso Nacional.

Manchetes dos jornais

Estado
O Estado do MA:Portos podem ter distritos industriais
Região
Diário do Pará:Governa vai construir 30 escolas
Jornal do Commercio:Será a final das multidões
Meio-Norte:Piauí pagou três vezes mais do que devia
O Povo:Dilma bate forte em bancos e quer juros menores
Nacional
Correio:Escuta liga distritais a grupo de Cachoeira
Estadão:Dilma ataca bancos em rede nacional
Estado de Minas:Guia do futuro trabalhador
Folha:No Dia do Trabalho, Dilma ataca os bancos
Globo:Decreto reduz publicidade em lojas e prédios do Rio
Zero Hora: UFRGS preenche só metade das vagas de cotas para negros