domingo, 20 de dezembro de 2015

A carta de Michel Temer - FERREIRA GULLAR

    Vou tentar dizer, a meu modo, como vejo a carta que Michel Temer enviou à presidente Dilma Rousseff e que tanta celeuma causa no ambiente político, particularmente nas relações do PMDB com o governo federal.
     Na opinião da maioria dos comentaristas, aquela carta foi um meio de que o vice-presidente da República lançou mão para se queixar de Dilma Rousseff. Na verdade, a carta tem um tom de queixa, mas no meu entender esse foi o modo que ele encontrou para justificar seu perturbador silêncio em face do processo de impeachment a que está sujeita a chefe do governo e de quem ele é o vice.
    O silêncio de Temer levou os assessores de Dilma a atribuir-lhe opinião contrária ao processo de impedimento, que não teria fundamento jurídico. Temer desmentiu essa informação, que deve ter contribuído para ele escrever a referida carta.
    Mas o certo é que essa história não começa aí, vem de longe, desde o começo do primeiro governo de Lula. Eleito, surgiram entendimentos para que o PMDB aderisse a Lula e passasse a apoiá-lo. Ele rejeitou essa ideia e preferiu aliar-se a pequenos partidos, aos quais não necessitaria entregar ministérios e empresas estatais, como teria que fazer, se se juntasse ao PMDB. Àqueles partidos, em vez de altos cargos, lhes deu dinheiro (dinheiro público), de que resultou o escândalo do mensalão.
    Embora Lula, no primeiro momento, ao ser interpelado sobre aquele escândalo, alegara que havia sido traído, depois que seus "traidores" foram processados e condenados, passou a dizer que se tratou de um golpe político. A verdade, porém, é que, para se reeleger e governar, recorreu ao apoio do PMDB, que rejeitara antes. E teve que fazer o que jamais quis, ou seja, dividir os ministérios com o novo aliado. Terminado o segundo mandato, inventou a candidatura de Dilma, tendo como vice Michel Temer. Que Lula nunca quis dividir o poder com ninguém, viu-se desde o começo, e só aliou-se ao PMDB para se manter nele.
    Essa não é, porém, uma atitude somente do Lula mas também de seu partido e, particularmente, de Dilma Rousseff. As denúncias da Operação Lava Jato vieram piorar a situação de todos eles e, especialmente, a da presidente da República, em cujo governo o país naufragou de vez. Isso era inevitável acontecer já que, para se manter no poder, os petistas optaram por investir pesado nos programas assistencialistas e não no crescimento da economia. Em vez disso, como parte de seus programas populistas, para evitar o aumento dos preços, subvencionava grandes empresas produtoras de bens de consumo.
    Ocorreu que, para ganhar as eleições de 2014, Dilma traçou um retrato falso da realidade econômica do país, mas assim que tomou posse, teve que fazer o contrário do que prometera na campanha eleitoral. Desse modo, entrou num beco sem saída, porque as medidas a serem tomadas contrariam o populismo que Lula e ela impuseram ao país. O resultado disso é que a crise econômica se agrava e a crise política também, uma acionando a outra.
    Não é por acaso que, em menos de um ano do novo mandato, o índice de aprovação de seu governo oscila entre 7% e 10%. A hegemonia política dos petistas parece chegar ao fim. A popularidade do ex-presidente Lula caiu –47% do eleitorado não votaria nele em 2018. A todos esses fatores negativos, veio juntar-se o pedido do impeachment que, quer ocorra ou não, terá consequências desastrosas para o petismo.
    Em face de todos esses fatores, ninguém se atreveria a apostar num bom futuro para os petistas e particularmente para o governo de Dilma. Falando claro, a hegemonia petista chega ao seu fim, sem perspectiva de recuperação. Cabe, então, perguntar: que interesse tem o PMDB em continuar apoiando o PT e, sobretudo, depois dessa história que contamos aqui? Desconheço exemplo em que algum partido tenha naufragado com o outro, por mera solidariedade. O que costuma acontecer é abandonar o barco quando começa a afundar. Essa é a minha leitura da carta de Michel Temer, que, aliás, já parece tomar providências para assumir o governo.
FOLHA

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Mosquito está vencendo a luta
Região
Jornal do Commercio: Papai Noel o ano inteiro
O Povo: As empresas que estão enfrentando a crise
Nacional
Correio: Rollemberg quer pacto após crise do impeachment
Folha: Imagem de Dilma tem leve melhora, aponta Datafolha
O Estadão: "Vamos aperfeiçoar a política econômica", afirma Barbosa
O Globo: Um ano que insiste em não terminar
Zero Hora: Temer e Renan disputam poder no fragmentado PMDB

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Na Coluna do ILIMAR FRANCO

Nos bastidores
O vice Michel Temer quer se aproximar do ex-presidente José Sarney. Seu mosqueteiro, Moreira Franco, procurou a ex-governadora Roseana Sarney. Quer sua ajuda para montar um encontro. O objetivo é dividir o PMDB do Senado.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Relator aponta legalidade do processo contra Dilma
Região
Jornal do Commercio: O País das incertezas
O Povo: Ministério Público pede afastamento de Cunha
Nacional
Folha: Janot pede saída de Cunha; deputado é acusado de receber R$ 52 milhões
O Estadão: Janot pede ao STF saída de Cunha da Câmara
O Globo: Procurador pede saída de Cunha da Câmara
Zero Hora: Brasil perde nota que abre as portas para investimentos

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Mais de 20 casos de microcefalia
Região
Jornal do Commercio: No planeta Brasil...
O Povo: Lava Jato - Nova fase atinge Cunha, PMDB e políticos cearenses
Nacional
Folha: Operação da PF atinge 2 ministros e Cunha e agrava crise com PMDB
O Estadão: PF faz busca na casa de Cunha; ação mira PMDB e agrava crise
O Globo: PF fecha cerco a PMDB e Cunha, acusado de coagir testemunhas
Zero Hora: PF e Conselho fecham cerco a Cunha

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: A fonte secou
Região
Jornal do Commercio: Para um 2016 com as contas no azul
O Povo: Conta de água mais cara - Você vai ter que mudar seus hábitos
Nacional
Folha: Amigo de Lula é denunciado sob suspeita de corrupção
O Estadão: Bumlai é denunciado e confirma empréstimo ao PT
O Globo: Paes defende Dilma e ataca PMDB ligado a Temer
Zero Hora: Agropecuária deve encolher 5,37% em 2016

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

MANCHETES

Maranhão
O Estado do MA: Domingo de protestos pró-impeachment
O Imparcial: Manifestação pró-impeachment reúne centenas em São Luís
Região
Diário do Norte: Anestesistas de Belém prometem parar na 4ª
Jornal do Commercio: Atos contra Dilma têm menor adesão
Meio Norte: 15 bairros sem água
Nacional
Correio: Impeachment começa a ser travado nas ruas
Folha: 40 mil se reúnem no menor protesto anti-Dilma em SP
O Estadão: Protesto tem adesão menor e oposição se mobiliza para março
O Globo: Ex-ministro diz que maioria do PMDB quer deixar governo
Zero Hora: Baixa adesão a protesto dá alívio ao Planalto

sábado, 12 de dezembro de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Hoje é dia de faxina contra Aedes
O Imparcial: 50 empresas intimadas por não pagar ICMS
Região
Diário do Pará: Bandidos queima carros da PM
Jornal do Commercio: Corrupção - Refinaria. Transposição. Hemobrás
O Povo: Microcefalia - Casos suspeitos dobram em uma semana no Ceará
Nacional
Correio: Governo quer mudança no rito do impeachment
Folha: Rito do impeachment opõe Renan e Cunha
O Estadão: Lula é intimado a depor na PF
O Globo: Dilma, Renan e Janot contestam rito de Cunha
Zero Hora: Dilma diz que PSDB é a base do pedido de impeachment

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Na Coluna do ANSELMO GOIS


6º Festival Internacional de Contrabaixo continua nesta sexta no Centro de Convenções

   
    O 6º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CONTRABAIXO é um evento Internacional promovido em parceria com o “Pixinga Bass Festival”, e tem como objetivo reunir baixistas de todo o Brasil e grandes mestres do CONTRABAIXO MUNDIAL. É uma realização da Musika S.A. em parceria com a Escola de Música “Lilah Lisboa de Araújo”, o Curso de Música da UEMA e a Catavento Cooperativa de Música.
     Pretende mostrar a diversidade de culturas e promover talentos locais. Elaborado a princípio numa parceria dos músicos Celso Pixinga (um dos maiores e mais respeitados contrabaixistas do país) e Nilton Wood (editor técnico Revista Cover Baixo), desde sua primeira edição o festival vem crescendo consideravelmente, tendo alcançado grandes públicos nas maiores cidades do país.
    O Festival Cover Baixo/2007, o 2º São Luís Baixo Festival/2009, o 3º Festival Internacional de Contrabaixo/2011, o 4FICZ (4º Festival Internacional de Contrabaixo/2012) e o 5FICZ (5º. Festival Internacional de Contrabaixo/2014) consagraram o maior evento de música instrumental já realizado no Brasil, a partir do contrabaixo. Assim, músicos, público e crítica especializada afirmam que a São Luís é a Capital do Baixo!!
    O conceito artístico adotado é: “Diálogos: Novas Possibilidades para a Música no Século XXI”. Estamos desafiando os músicos a apresentarem pesquisas e novas leituras que rearticulem e ressignifiquem a música a partir do contrabaixo. 
    Nesta edição, estão confirmados vários baixistas do Brasil: Celso Pixinga (SP), Júlio Cézar (RJ), Zuzo Moussawer (SP) e outros e 03 (três) convidados internacionais: Henrik Linder (Suécia), Wojtek Pilichowski (Polônia), Hadrien Feraud (França), que tornam este evento ainda mais significativo. 
PROGRAMAÇÃO OFICIAL:
11/12 (6a feira).
AUDITÓRIO DA EMEM. Centro
09h00 MasterClass. Celso PIXINGA (SP)
10h45 MasterClass. Henrik LINDER / Linder Bros (Suécia)

Centro de Convenções do SEBRAE
19hs
Regis FACTOR (MA)
KEMUEL Fernandes (MA)
Jorge ESQUERDINHO BASS (MA)
TIAGO Santos (MA)
Zuzo MOUSSAWER (SP)
WOJTEK Pilichoviski (Polônia)
HADRIEN Feraud (França)

12/12 (sábado).
AUDITÓRIO DA EMEM. Centro
09h00 MasterClass. Zuzo Mousawer (SP)
10h30 Lançamento do Livro "Arpejos Unidos Jamais Serão Vencidos" do Prof. Diórgenes Torres. (MA)
11h00 MasterClass. Hadrien FERAUD (França)

Centro de Convenções do SEBRAE
19hs
LIONEL Almeida (MA)
EDSON Bass (MA)
DAVI Oliveira (MA)
FABRÍCIO Lemos (MA)
Celso PIXINGA (SP)
ZUZO Moussawer (SP)
HADRIEN Feraud (França)
Henrik LINDER / Linder Bros (Suécia)

FRASE DO DIA

 “Reagi à altura de uma mulher que preza sua honra. Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão ‘namoradeira’”.
Kátia Abreu, ministra da Agricultura do governo Dilma, comentando o comentário do senador José Serra (PSDB-SP) em festa de beijamão a Michel Temer em jantar com a bancada que apoio o impeachment.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Guerra ao mosquito
O Imparcial: Sem conselho e ética
Região
Jornal do Commercio: Pela ordem, vossa excelência!
O Povo: Os cuidados de gestantes contra o aedes aegypti
Nacional
Correio: Crise descamba para vale-tudo na Câmara
Folha: Ex-relator do caso Cunha fala em oferta de propina
O Estadão: Com FHC, tucanos fecham apoio ao impeachment
O Globo: Temer ameaa retirar apoio do PMDB a DIlma
Zero Hora: "É uma coisa superada. Acertamos os ponteiros"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Ecce homo - Waldir Maranhão ajuda Cunha a manobrar comissão de ética


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Impeachment sob s rédeas do Supremo
O Imparcial: Eleições ineditas - Mais de 400 mil maranhenses vão às urnas hoje 0escolher diretores de escolas públicas
Região
Jornal do Commercio: Haja corrupção. Haja inflação. Haja confusão
O Povo: Guerra  política
Nacional
Correio: Condenado a 26 anos, Estevão continua solto
Folha: Cunha manobra, tira relator e atrasa processo de cassação
O Estadão: Após manobra e troca de relator, Conselho quer afastar Cunha
O Globo: Conselho propõe destituir Cunha para conseguir julgá-lo
Zero Hora: Conselho adia votação sobre Cunha pela 6ª vez

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Maranhão terá privilégios no FIES com novas regras


    O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, confirmou nesta terça-feira, 8, que o Ministério da Educação (MEC) já definiu as regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para 2016 e que elas serão lançadas até quarta. Entre as mudanças, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do local onde a faculdade ou universidade funciona passará a ser considerado como critério para o financiamento.

    "O IDH é um critério nacional, mas não é um critério prioritário. O prioritário é a qualidade do curso e a área do curso. Terão prioridade as engenharias, licenciaturas e a área de saúde, que são áreas estratégicas para o desenvolvimento do país", disse Mercadante, após participar da inauguração dos campi Ceilândia, Riacho Fundo e São Sebastião do Instituto Federal de Brasília.
    Segundo o ministro serão mantidas as regras que priorizam os cursos com os melhores desempenhos nas avaliações do MEC. Além disso, as instituições continuarão tendo que oferecer um desconto de 5% nas mensalidades dos estudantes financiados pelo Fies.
    Na segunda-feira, o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) publicou um vídeo na internet no qual detalha as mudanças acordadas entre o MEC e as instituições privadas em reunião na última sexta-feira.
    De acordo com o vídeo, ao invés de priorizar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, excluindo-se o Distrito Federal, como ocorreu na última seleção, do segundo semestre de 2015 para os financiamentos, no ano que vem o MEC vai considerar o IDH de microrregiões. Os locais com IDH mais baixos receberão uma pontuação maior, sendo mais cotados para a oferta do Fies.
    Na reunião ficou acertado ainda, segundo o Semesp, que as microrregiões que tiverem mais participantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, portanto, mais candidatos potenciais, também terão vantagem.
    O Fies é um programa do governo que oferece financiamento em instituições privadas de ensino superior com juros mais baixos. Atualmente, cerca de 2,1 milhões de contratos estão ativos.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Dilma sofre primeira derrota no Congresso
O Imparcial: Deputado maranhense na comissão do impeachment
Região
Jornal do Commercio: STF suspende trabalho da comissão do impeachment
O Povo: Cunha manobra, Dilma sofre derrota e STF trava impeachment
Nacional
Correio: Ministro do Supremo trava impeachment
Folha: STF suspende comissão com tendência pró-impeachment
O Estadão: Câmara derrota governo;STF trava impeachment
O Globo: Liminar do STF paralisa processo de impeachment
Zero Hora:  Ministro do STF suspende comissão do impeachment

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

X Mostra Cinema e Direitos Humanos conduz o debate para a cozinha

   
Zelita e Jeanne 
Há semelhanças entre a realidade e a ficção em "Do outro lado da cozinha" e "Que horas ela volta?". Este último, dirigido por Ana Muylaert, deriva do primeiro documentário. 
Os dois filmes são produções nacionais, sendo que o de ficção estrelado por Regina Casé concorre ao Oscar 2016 como filme estrangeiro, e "Do outro lado..." esteve na programação da 10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, em cartaz no cine Praia Grande até quarta-feira,9, em São Luís. Tratam sobre um tema comum: a empregada doméstica e suas agruras históricas. A divulgação foi subterrânea, limitada à rede.
     A mostra organizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República objetiva suscitar o debate sobre direitos humanos e suas vértices. Pena que na exibição do documentário no Praia Grande, pelo menos na secção da mostra, o público tenha sido pequeno, formado por uma platéia de estudiosos e interessados nos temas enfocados. Menos ainda, eram aqueles realmente enredados pelos temas. Enfim, os protagonistas de verdade, no sentido do segmento tratado em cada filme da mostra, nem tomaram conhecimento.
     "Do outro lado da cozinha" é anterior ao e-social. O filme que concorre ao Oscar, apesar de contemporânea às recentes conquistas trabalhistas dos domésticos, não evidencia no enredo o estabecimento das garantias da lei. 
    No debate após a exibição do documentário a diretora do Sindicato estadual dos empregados domésticos, a quilombola guimarense Maria Isabel confirmou a existência da confusão seletiva gerada pela pseu-relação de amizade entre famílias e domésticas. Na sequência do debate, a assesora da Secretaria de Estado da Igualdade Racial, Seir, Marinildes Martins, focou na  recorrente situação de escravidão para concluir: "Só quem é negro sabe o que é preconceito". 
     Marildes pe assessoria de ações afirmativas do governo Flávio Dino. No registro de candidato do governador apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral  nas eleições de 2014 no espaço Cor\Raça está lá, Branca. A crença da assessora no governador é, portanto, uma exceção no seu pensamento.  Na sua postura aguerrida, a assessora usou até a palavra "ódio" para reprovar a situação apresentada no filme, que embora documentário pertence ao campo da arte.

    Os dois filmes mostram como a situação da empregada doméstica explorada, sem direito à vida comunitária, extraída de seu ambiente social legítimo, geralmente nos primeiros anos de vida, para viver à deriva, a reboque de uma realidade emprestada que jamais lhe absorverá, mas a consome integralmente.
    Dirigido por Jeanne Dosse, "Do outro lado da cozinha" conta história da empregada de uma família que se transfere para Paris e deixa para trás o rastro da história de Zelita Sevilha da Silva, resgatada para reviver um passado ainda presente em lares do país.
     Em uma passagem do filme, Zelita conta que jamais se sentou à mesa dos patrões nas refeições. Isso acontecia apenas em eventos públicos, em restaurantes. Por outro lado, a relação afetiva entre a "mãe preta" e os filhos da boa patroa que contribui com o sonho da casa própria tem a pureza fraternal. Essa passagem foi realçada pela sindicalista.
      A mão de obra escrava que ainda perdura na cozinha brasileira  é negra como Zelita e Maria Isabel. Os filmes contribuem para o debate. No entanto, está na política real o passo mais concreto para reverter situações ainda vexatórias para a sociedade brasileiro.  Um exemplo disso foi o depoimento de uma telespectadora argentina que relatou sua experiência em Fortaleza sendo hóspede de uma família que replica a relação obsoleta entre patrões e empregados domésticos. Isso não é somente questões de negros, mas de toda sociedade, inclusive dos governantes.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Sem limpeza
Região
Jornal do Commercio: Divisão no PMDB atrasa comissão do impeachment
O Povo: Carta de Temer a Dilma - "A senhora não confia em mim"
Nacional
Correio: PMDB é o grande mistério na guerra do impeachment
Folha: Em cartaz, Temer acusa Dilma de mentir e sabotar  PMDB
O Estadão: A Dilma, Temer diz ser vice "decorativo" e sempre "menosprezado"
O Globo: Carta com queixa de Temer a Dilma agrava crise
Zero Hora:  Em carta, Temer diz que Dilma nunca confiou nele