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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Sonora - Ciclo Internacional de Compositoras: Programação

Terça-feira, 23: Valda e Didã

Quarta-feira, 24: Fabiana Rasta, Carol Cunha, Selma Delago e Wanda Cunha






















Quinta-feira, 25: Núbia Rodrigues e Célia Leite





















Sexta-feira, 26: Camila Reis e Acsa Serafim





















*Sala Cecílio Sá (Laborarte - Rua Jansen Mullher, 42 - Centro)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Laborarte lança cd do Cacuria de Dina Teté

   

    O Laboratório de Expressões Artísticas – Laborarte lança Serra do Mar,  na Casa do Maranhão nesta sexta-feira, 5, o cd do Cacuriá de Dona Teté. A programação de lançamento segue na cidade de Caxias no dia 6. Em 30 de abril, ocorreu em Morros primeira apresentação do novo trabalho do grupo folclórico.
    O projeto tem patrocínio da Petrobras e parcerias com as instituições CADON – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves, Fundação Palmares e Ministério da Cultura. A gravação do cd recebeu o 3º Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras da Fundação Palmares, em março deste ano.
    O nome "Serra do Mar" foi pensado a partir de uma cantiga do Carimbó de Caixeiras, manifestação da qual vem a inspiração do cacuriá. Logo após a derrubada do mastro, as caixeiras do Divino fazem uma brincadeira entre elas e com a assistência. O público presente ajuda a serrar o pau, o mastro do divino que em terra fria se deitou. Neste momento fazem o movimento de serrar o mastro com o corpo, rebolando até o chão, cantando e botando versos. 
    “'Serra do Mar’ é uma das cantigas entoadas nesse momento de serrar o mastro, e foi a inspiração do nome, por ter a simbologia do mastro, e nos remeter a alegria das caixeiras e da festa do carimbó de caixeiras. Até então só tínhamos registro do Cacuriá de Dona Teté na voz dela. Suas canções e outras de domínio popular. Com o cd "Serra do Mar" apresentamos um novo momento do espetáculo, com canções criadas para o espetáculo por mim, Cecé Ferreira e Dona Roxa, e cantadas por nós. Antes de Teté falecer já cantávamos com ela fazendo solos e reforçando o seu canto em alguns momentos”, explica a cantora Rosa Reis, responsável pela direção geral da gravação.
CACURIÁ
    O cacuriá é uma dança de roda tipicamente maranhense criada a partir da festa do Divino Espírito Santo, mais especificamente do final da festa quando acontece a derrubada do mastro e a realização do “Carimbó de Caixeiras”, momento profano em que as caixeiras se alegram, cantam músicas de duplo sentido e dançam um rebolado sensual.
    A partir de elementos do Carimbó de Caixeiras, Seu Lauro, mestre popular que organizava vários de tipos de manifestações tradicionais, criou a dança do cacuriá realizada em pares com seu ritmo comandado pelas caixas do Divino e coreografias desenvolvidas a partir das letras das músicas do carimbó.
CACURIÁ DE DONA TETÉ
    Em 1986, o grupo Laborarte decidiu montar um “cacuriá”. Convidou Dona Teté, ex-integrante do cacuriá de Seu Lauro, para comandar a brincadeira. Durante o processo de criação do espetáculo, o Laborarte buscou elementos característicos na origem da dança, identificando e expressando a teatralidade, a sensualidade, explorando o ritmo, o movimento dos quadris e a letra das canções. Foi criando assim uma identidade única que conquistou o público maranhense e de outras regiões. Cacuriá segue no ritmo de carimbó, divino, caroço, valsa e baião. As coreografias são criadas a partir dos movimentos dos pássaros, animais destacados nas letras das músicas e inspiradas nas brincadeiras e alegria das caixeiras e brincantes populares, o figurino remete a indumentárias e adereços dos festeiros do Divino Espírito Santo.
    O espetáculo Cacuriá de Dona Teté é hoje considerado a maior expressão dessa manifestação folclórica. Referência para muitos grupos que surgem no cenário cultural do Maranhão e de outros estados, é o grande divulgador da dança com registros em vinil, cds e vídeos.  Atualmente com 40 componentes, entre dançarinos, músicos e caixeiras, o Cacuriá de Dona Teté tem como prioridade manter viva a tradição do cacuriá, desenvolvendo oficinas e outras atividades que traduzam os ensinamentos deixados por Dona Teté.

DONA TETÉ
    Almerice da Silva Santos, conhecida como Dona Teté, era caixeira de festa do divino, rezadeira de ladainhas e coreira de tambor de crioula. Artista reconhecida e respeitada nacionalmente, no ano de 2006 recebeu premiação da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República,maior honraria no setor da cultura. Dona Teté é a grande dama da cultura popular maranhense e responsável por tornar o cacuriá um dos símbolos de nossa identidade cultural. Morreu em 2011, aos 87 anos.

Laboratório de Expressões Artísticas - LABORARTE
    O Laborarte é um grupo artístico fundado em 1972, e que desenvolve várias atividades culturais no Maranhão. O grupo está sediado no centro de São Luís e realiza ações culturais permanentes como oficinas e cursos, produção de eventos e espetáculos próprios de teatro, dança e música, organização de festas culturais. É ponto de referência por sua atuação em atividades artísticas de valorização e divulgação da cultura popular do Maranhão.
    Tem na sua história a montagem de vários espetáculos de criação coletiva, produções de cd’s, edição de cordéis, encontros e seminários sobre cultura, realização de mostras fotográficas e de artes plásticas, feiras de arte, caravanas culturais, realização de projetos sociais, criação da Escola eventos de fomento à cultura, é Ponto de Cultura e com sua produção artística vem contribuindo no processo de transformação social brasileira.
    No seu calendário anual destacam-se os eventos “Carnaval de 2ª” no período de carnaval, “Rompendo Aleluia” no sábado de aleluia com edição de textos de cordéis de “Testamento do Judas”, “Sarau de Bailados” celebrando as danças populares brasileiras, “Iê Camará – Encontro de Capoeira Angola” reunindo capoeiras do Maranhão e de outros Estados e a “Semana de Arte Popular Nelson Brito” destacando as manifestações tradicionais maranhenses.
Programação
Dia 05/06 SÃO LUÍS
Local: Praça da Casa do Maranhão
20h Tambor de Crioula de Mestre Felipe
21h Cacuriá de D. Teté
22h30 Cia Barrica

06/06 Caxias 
Local: Praça da Matriz
20h Dança do Lili
21h Cacuriá de D. Teté

"SERRA DO MAR" - Repertório do cd
1- ORA PRO NOBIS -domínio popular- canta Rosa Reis e Cecé Ferreira
2- RAINHA TETÉ  -Cecé Ferreira - canta Cecé          
3- GIRA MEU BALAIO -Rosa Reis - canta Rosa
4- SABIÁ BEBEU LICOR -domínio popular - canta Cecé/RODOPIA PIÃO - Rosa Reis - canta Rosa
5- CAIXEIRA -Rosa Reis canta Rosa
6- CIRANDEIRO -Cecé Ferreira canta Cecé
7- MARIQUINHA -domínio popular(versos de Dona Teté e domínio popular) - canta Rosa Reis /JABUTI-domínio popular-canta Cecé/JACARÉ - domínio popular canta Rosa Reis/A CANA - Dona Teté canta Cecé
8-VAMOS DANÇAR CACURIÁ -Dona Roxa - canta Roxa
9- NÓ NO PÉ - Camila Reis - canta Rosa Reis
10- PÉROLAS DO CACURIÁ -Cecé Ferreira - canta Cecé
11-VIVA NELSON - Rosa Reis -canta Rosa
12-CAPIM CHEIROSO -domínio popular - canta Rosa Reis e Cecé Ferreira

FICHA TÉCNICA
Voz solo: ROSA REIS, CECÉ FERREIRA E ROXA
Caixas do divino: ROSA REIS, CECÉ FERREIRA E ROXA
Coro: CECÉ FERREIRA, CAMILA REIS, MARISOL, ROSA REIS e ROXA
Flauta: ZEZÉ ALVES
Clarinete: DANILO SANTOS
Violão e viola de 10 cordas: HUGO CÉSAR
Cavaquinho e banjo: DODA
Percussão: TOTÓ SAMPAIO
Acordeon: RUI MÁRIO
Arranjos: ZEZÉ ALVES com participação de HUGO CÉSAR nas faixas 02, 09 E 11
Gravação: ESTÚDIO SONATO
Técnico de gravação, mixagem e masterização: FERNANDO MOTTA
Figurino: CLÁUDIO VASCONCELOS
Fotografias e projeto gráfico: CHUSETTO FOSFORIA
Direção musical: ZEZÉ ALVES
Direção Geral: ROSA REIS
Realização: LABORARTE

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cacuriá de Dona Teté recebe na segunda Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras

   
Na próxima segunda-feira, dia 26 de Janeiro, o Teatro Rival Petrobras, localizado no Centro do Rio de Janeiro, será palco da 3ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. O evento terá início às 19 horas e estará sob o comando de Flávia Oliveira, colunista do jornal O Globo, e do ator Cridemar Aquino. Os mestres de cerimônia conduzirão a apresentação dos vinte projetos premiados e seus respectivos representantes, em uma realização que promete muitos sotaques e grandes emoções. O CD Cacuriá de Dona Teté - Serra do Mar lançado com selo do Laborarte.
    Entre os destaques da noite estão o show do Dream Team do Passinho, ganhador do troféu revelação, cujos vídeos já têm mais de dez milhões de visualizações no youtube. Além de dançar o passinho com muita habilidade e criatividade o grupo apresentará suas músicas mais conhecidas como Todo Mundo Aperta o Play, Vai Dar Ruim entre outras.
    “Tendo como protagonista da noite a cultura afro-brasileira, não poderíamos deixar de homenagear importantes personalidades deste cenário, por isso optamos pelo nome de Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal, como representante daqueles que contribuíram para a visibilidade da cultura negra em nosso país”, relata Ruth Pinheiro, Diretora Executiva do Prêmio.
    O evento contará com representantes da Petrobras, patrocinadora oficial do evento, e da Fundação Cultural Palmares, cuja parceria existe desde a primeira edição do prêmio.  Personalidades ilustres da cultura negra, como a atriz Elisa Lucinda, o músico Carlos Negreiro e Da Gama, o ator Antônio Pompeu entre outros, já confirmaram presença.
    A 3ª Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras é uma iniciativa do Cadon – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves, Petrobras e a Fundação Cultural Palmares., cujo objetivo é atender as expressões artísticas de estética negra nos segmentos de dança, artes visuais, teatro e música, contemplando um projeto de cada modalidade das cinco regiões do Brasil, totalizando um investimento de 1 milhão e 400 mil.
    Os ganhadores passaram pelo crivo de um júri formado por doze especialistas de várias partes do Brasil que avaliou os projetos, de acordo com as peculiaridades de cada região. Os vencedores levarão para casa, além do troféu, um prêmio em dinheiro.
Os premiados de cada categoria são:
MÚSICA
  • PEDAGOGIA DE RUA – Mato Grosso
  • CD CACURIÁ DE DONA TETE – SERRA DO MAR – Maranhão
  • EDSON CATENDÊ – O CANTO NEGRO DO PARÁ – Pará
  • GALANGA, CHICO REI – Minas Gerais
  • ÌTÀN ÒRUN ÀTI ILÉ AYÉ – HISTÓRIAS DO CÉU E TERRA – Rio Grande do Sul
TEATRO
  • O JARDIM DAS FLORES DE PLÁSTICO / ATO 3 – POR BAIXO DO SACO PRETO – Ceará
  • TOMBO DA RAINHA – Rio Grande do Norte
  • FACE NEGRA FACE – A HISTORIA QUE NÃO FOI CONTADA – Pará
  • III MOSTRA BENJAMIN DE OLIVEIRA – Minas Gerais
  • LEVANDO A VIDA NO CABELO – Rio de Janeiro
DANÇA
  • IGBÁXÉ O SEGREDO DA NOSSA FORÇA – Alagoas
  • ABÔ – Pernambuco
  • EM DANÇA ENTRE RIOS E SOL – Tocantins
  • CO ÊS (COM ELES) – Minas Gerais
  • CHICA – Rio de Janeiro
ARTES VISUAIS
  • AFROLATINAS – Distrito Federal
  • KOLOFÉ – UM CAMINHO DE EXPANSÃO AFRO CULTURAL – Paraíba
  • KIUA NANGETU! POÉTICAS VISUAIS DE R – Pará
  • RESÍDUOS DO PASSADO – São Paulo
  • EU SOU PORQUE NÓS SOMOS – Paraná
    O Cadon, produtora do projeto, é uma entidade sem fins lucrativos, que há 16 anos desenvolve projetos com foco na difusão da cultura afro-brasileira e eliminação da discriminação racial, o que a torna uma referência neste segmento.
    A Fundação Cultural Palmares, órgão vinculado ao Ministério da Cultura, apoia esta iniciativa desde sua elaboração, em 2007. Para a Fundação, o Prêmio é a concretização do comprometimento com os artistas que defendem o valor da cultura negra nos palcos, nas ruas, nas galerias, nas telas de TV e do cinema, nos livros e no imaginário brasileiro.
    A Petrobras, patrocinadora das três edições do projeto, se destaca pelo importante papel assumido no processo de valorização da arte africana no país. O projeto Prêmio Afro carrega o título de ser o primeiro edital voltado à cultura afro-brasileira financiado por uma empresa estatal.