Angela Ro Ro está devendo o teatro Arthur Azevedo. O calote da cantora foi citado pelo diretor do teatro, Américo Azevedo, em entrevista ao jornal O Imparcial, na edição do dia 25 de outubro (lei parte da entrevista aqui).
Segundo Azevedo, a cantora mandou o povo invadir o teatro após o show do dia 18 de setembro, depois de saber que a direção da casa não permitiria o acesso do público ao camarim para fotos e autógrafos.
A produção do show em São Luís afirma que o diretor liberou a pauta para compensar o defeito do ar condicionado que fez com que a cantora suasse à cântaros no palco.
Confira a entrevista de Américo Azevedo sobre calote de Ro Ro:
Há quinze dias a cantora Angela Ro Ro esteve em São Luís para fazer o show comemorativo dos seus 40 anos de carreira no Teatro Arthur Azevedo. Com 65 anos, a cantora e compositora subiu ao palco do principal teatro da cidade e teve que fazer esforço para apresentar o trabalho devido ao calor. "Quero a Sibéria aqui", solicitou reclamando várias vezes a artista à equipe técnica. Em outro momento teve que solicitar ao técnico de luz que retirasse as luzes sobre a plateia, inadvertidamente manobrada pelo funcionário da casa.
Em uma das falas nos intervalos da música, Ro Ro elogiou a passagem de Fernando Bicudo pela direção do TAA. Se declarou alienada por não se antenar em nome de governantes quando desempanha seu papel de artista.
Terminado o show, como de praxe, a cantora permaneceu no camarim à espera dos fãs para afagos, parabenizações e autógrafo. Isso acontece no mundo inteiro. Para surpreza da cantora, por ordem da direção da casa, o público foi impedido de acesso ao local. Segundo informou um funcionário, a direção não permitia a circulação de pessoas que não fossem os artistas nas dependências do teatro.
Os próprios funcionários são proibidos de circular no interior do TAA.
Ro Ro teve que utilizar o estilo Ro Ro ( confira esta aqui) para abrir passagem para seu público, observada por embizurados funcionários. Quanto ao ar condicionado: é um luxo só, assim pensa a direção do TAA.
Na semana passada, a jornalista Valquíria Santana foi mais uma vítima das normas anormais da casa. Foi constrangida por servidores da casa que se utilizaram de método nem um pouco ortodoxo para enxotá-la do recinto.