sexta-feira, 19 de abril de 2019

Lambe-lambe- Moradora de São José dos Índios, em São José de Ribamar


NOS JORNAIS

 Ministro recua e anula decisão que censurou reportagem da "Crusoé" e do site "O Antagonista"
 Maranhão e a umbanda ficam sem Bita do Barão
 Dia de reflexão sobre o Salvador

 Censura a site revogada, entrevista do Lula liberada
 MPCE investiga consórcios de saúde no interior

 STF recua em censura, mas mantém inquérito
 Moraes volta atrás e derruba censura imposta a revista
 STF derruba censura a site e libera entrevista com Lula
 Após crítica de ministros, Moraes revoga censura a site

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Caminhos do Maranhão - Uma página para a lenda Bita do Barão (*1932-2017)


    
Xangô, orixá, senhora da Justiça, tem o poder de determinar o que é certo e o que é errado, mantendo sua disposição inabalavelmente imparcial. Seus raios só atingem os que forem considerados por ele. Sua imagem está associada a certa vaidade e elegância, além de uma grande consciência de si próprio. Mestre Bita do Barão, batizado Wilson Nonato de Souza, parece ser depositário de todas estas qualidades do orixá. Tanto é que às quartas-feiras, dia de Xangô, atende gratuitamente a população que o procura na Tenda Espirita de Umbanda Rainha de Iemanjá, na rua Rui Barbosa, cidade baixa de Codó.

    Bita do Barão, confessos 89 anos de idade, é um “sujeito alarmado”, como se autodefine. Gosta de tudo grandioso e exerce um poder consciente sobre aqueles que o rodeiam. Sob a proteção de seu teto estão 26 pessoas, trabalhando e se alimentando. O filho de Maria Rosa, nascido em Santo Antônio dos Pretos, um reduto de ex-escravos, que se iniciou aos 5 anos de idade na Umbanda, no mês de agosto não deixa por menos; se investe de todas as divindades para ser o Comendador da República, senhor dos terreiros de Codó e um dos representantes mais expressivos da umbanda no Maranhão e do país. Saiba mais sobre Bita do Barão, que antes da festa para Iemanjá falou para a Caminhos do Maranhão:

CM- Esses trabalhos diários de desgaste espiritual lhe traz cansaço físico?
BB - De algum tempo para cá venho sentindo cansaço.

CM – O senhor não aparenta ter 89 anos. Qual sua fórmula de juventude?
BB - Eu me cuido. Não faço extravagância com comida. Preparo o meu corpo. Às 6 da tarde me recolhe e somente acordo às 4 da manhã para fazer uma caminhada até às 6. Tenho muita força de vontade.

CM – Qual a relação que o Bita mantém com outras religiões?
BB - Eu sou muito católico. Lá fora eles pensam outra coisa. Sou devoto de São Francisco de Assis e Nossa Senhora de Nazaré.

CM – O senhor tem fama de ser o médium dos políticos. Há uma interferência sua nos rumos da política do Maranhão e do Codó?
BB - Aqui é uma reunião de todo mundo. Eu mesmo não voto.

CM – O senhor ainda trabalha com previsões políticas?
BB - Faço no início do ano. Vejo tantas decepções que as pessoas se espantam. Algumas pessoas depois me dizem que tudo que disse está dando certo. Já vi a prisão dos políticos antes de acontecer.

CM- Que futuro o senhor prever para a governadora Roseana Sarney?
BB - A governadora goza de muito prestígio, tem muita força espírita. Rezo para ela todos os dias. Tiro uma hora todos os dias para fazer uma prece para ela, porque ela é muito perseguida e muita danada. Ela é muito forte e vai manter seus planos.

Caminhos do Maranhão - Ano  Nº 15 - Setembro de 2000






A Paixão de Cristo segundo as crianças











NOS JORNAIS

 Bancada do Maranhão apoio propostas da Carta de S. Luís levadas ao Congresso Nacional
 Maranhão melhor - Dados do IPEA apontam crescimento do IDH
 Cresce número de presos beneficiados com saída temporária

 Alta do diesel traz fantasma da greve
 MPCE investiga consórcios de saúde no interior

 
 Guedes 'dobra' Bolsonaro e Petrobras reajusta diesel
 Alvo da Lava-jato peruana, ex-presidente se suicida
 Guedes quer antecipar até R$ 6 bilhões aos estados para ampliar apoio à reforma

quarta-feira, 17 de abril de 2019

NOS JORNAIS

 Maranhão precisa investir R$ 30 bilhões para reverter índices de saneamento básico, revela exposição na Câmara
 Bolsonaro libera recursos para finalizar duplicação da BR-135
 Frota de motos já é maior que a de carros no Maranhão

 Censura do Supremo gera crise institucional
 Esquema de fraude fiscal sonega R$ 520 milhões

 Do inquérito à censura, a crônica de um ensaio sobre a cegueira
STF e Ministério Público entram em confrontam por causa de inquérito
 STF e PGR entram em atrito um dia após caso de censura
 Dodge diz que inquérito é ilegal e confronta STF

terça-feira, 16 de abril de 2019

Brasil 'cantando galinha'

Rogério Cezar de Cerqueira Leite
Na primeira metade do século passado era comum aos domingos, no interior paulista e mineiro, em vez da missa, sitiantes e moradores de pequenas cidades se reunirem em torno de rinhas de galos.


O dono do perdedor por vezes interrompia o combate. Em outras ocasiões, a luta prosseguia até o fim, ou seja, com a morte de um dos contendores. Havia, entretanto, raras vezes em que o galo perdedor anunciava sua rendição com um cacarejo baixo, agudo e sofrido. Dizia-se que “cantou galinha”. O destino do galo que canta galinha é a panela.

Logo depois do fim do regime militar houve no Congresso, durante a Constituinte, uma discussão sobre definição da indústria nacional. Convocado, defendi a distinção entre empresa de capital nacional e empresa multinacional. Perdi, e o Brasil cantou galinha. Havia pressão dos americanos.
Com isso, o país perdeu a possibilidade da eventual proteção de sua indústria, como todos os países, inclusive os desenvolvidos, praticam.

À mesma época fui convidado a defender a reserva de mercado para minicomputadores. Fui derrotado. A pressão dos Estados Unidos foi imensa. O Brasil cantou galinha mais uma vez, pois foi aniquilada a nascente indústria digital brasileira.

Em seguida veio o debate sobre o Sivam, cujo contrato permitia aquisição de equipamentos e serviços em qualquer país, exceto no Brasil. Novamente lá fui eu ao Congresso para ser derrotado. E o Brasil cantou galinha mais uma vez.

Na semana seguinte esta Folha noticiou a avalanche de ementas pagas aos projetos dos parlamentares que apoiaram o Sivam. E a nascente indústria nacional de radares e sensores foi para o brejo.
E aí veio a obscena lei de propriedade industrial. Eu, fazendo o meu habitual papel de nacionalista bobo da corte, lá fui ao Congresso Nacional. Obviamente, fui derrotado.

O Ministério da Ciência e Tecnologia, da mesma administração federal FHC, constatou que 1.050 estações de produção do setor de química fina foram extintas e 350 novos projetos, abandonados. E o Brasil já estava ficando rouco de cantar galinha em rendição às ameaças do ogro americano, cujo governo, contrariamente do que faz o brasileiro, coloca todo o seu poderio a serviço de suas empresas, pois é lá que reside o próprio poder americano.


Chega então ao Congresso Nacional a proposta de ocupação de Alcântara por uma base militar americana. Para lá fui. Eis que o Brasil decide preservar a soberania nacional. Uma vitória, enfim. O que as ditas autoridades não percebem é que o que é válido para o galo de briga, também o é para o cidadão, para a tribo, para a nação. Os americanos, como todos os povos, desprezam os submissos, os serviçais.

Pois bem, agora, para adoçar a boca da América, o presidente do Brasil oferece Alcântara de mãos beijadas, abdica da simbólica relação de reciprocidade entre iguais no uso de passaporte e, muito pior, vai, ele próprio, o presidente, beijar as mãos do chefe da CIA, a organização que tem como missão a espionagem, a vigilância e a “sabotagem” de interesses de outros países, tais como o Brasil. O destino daqueles que “cantam galinha” é a panela.
Rogério Cezar de Cerqueira Leite
Físico, professor emérito da Unicamp, membro do Conselho Editorial da Folha e presidente do Conselho de Administração do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais)

Celso Rocha de Barros - A esquerda não petista

A derrota do Partido dos Trabalhadores na eleição presidencial de 2018 abriu a competição pela liderança das esquerdas. O PDT de Ciro Gomesparece ser um desafiante natural para os petistas. Tem um candidato carismático, bem conhecido e que ficou em terceiro na última eleição.
Em 2018, a estratégia de Ciro fracassou. Contando que as intenções de voto em Lula murchariam após a prisão, Ciro se posicionou bem à esquerda para atrair os lulistas desiludidos. Passou muito tempo falando em anular as privatizações de Temer, atacou Sergio Moro. Quando o PT não murchou, Ciro estava mal posicionado para desempenhar o papel de terceira via.
O dilema de Ciro em 2018 é o da esquerda não petista agora: expulsar o PT do espaço que atualmente ocupa à esquerda ou se posicionar entre o PT e o centro? 
No caso do PDT, a disputa é séria, porque ano passado os brizolistas atraíram gente boa que apostou em Ciro como terceira via. Tabata Amaral, por exemplo.
PSOL é o partido que mais claramente disputa o espaço que o PT ainda ocupa. Tem uma ótima formação de quadros (Marielle Franco, Talíria Petrone) e histórico de defesa das minorias e de combate à corrupção. Antes de atualizar seu programa econômico, o PSOL não disputará o centro e terá dificuldades em eleições majoritárias. Mas nem todo mundo acha as majoritárias prioridade.
O ótimo desempenho do governador Flavio Dino no Maranhão poderia colocar o PCdoB em boa posição na disputa pela liderança da esquerda. O partido está à esquerda do PT, mas é, dos não petistas, o mais próximo do lulismo. O PCdoB já demonstrou disposição para fazer alianças amplas. Mas a falta de um acerto de contas com o passado stalinista é inexplicável e torna o partido um alvo fácil.
Por motivos diferentes, PSOL e PCdoB exemplificam algo que é comum na esquerda não petista. Muitas atualizações programáticas podiam ser adiadas enquanto o PT ia na frente levando as porradas. Talvez não sejam mais.
Mais ao centro, a novidade é a volta do PSB para a disputa. O partido passou por uma fase de indefinição ideológica a partir de 2014. 
Quando Eduardo Campos se candidatou à presidência pelo PSB, teve que acomodar aliados conservadores na sigla. Eles deveriam ter ido para o PSD, mas Kassab rompeu a aliança na última hora. Com a morte trágica de Campos, os conservadores resolveram ficar por lá mesmo (que beleza), e só recentemente a esquerda recuperou o controle da legenda. O PSB recebeu reforços importantes vindos da Rede Sustentabilidade, como Alessandro Molon.
O problema do PSB e de outros centristas (como a Rede) é que, aceitem minha palavra nesse caso, não é fácil ser centrista contra Bolsonaro. 
Defender a Lava Jato era bem mais fácil antes de Moro aceitar ser ministro. Defender a reforma da Previdência era bem mais fácil antes de enfiarem essa picaretagem de capitalização no meio. A centro-direita, com quem se poderia negociar, não está no governo, e ninguém sabe se concessões a Bolsonaro facilitarão ataques futuros à democracia.
É muito bom, enfim, que haja novas forças progressistas disputando com o PT. No mínimo, a competição pode fazer os petistas trabalharem melhor. Só torço para que os desafiantes entendam logo que não é à toa que o PT anda desorientado: os problemas são difíceis.
 
Celso Rocha de Barros
Servidor federal, é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra).

NOS JORNAIS

 Golpe contra democracia derrubou Jackson na noite de 15 de abril de 2009

 Se não tá  aqui... tá  aqui
 Pontes diz que diferenças devem ser esquecidas

 Homicídios  em queda
 Oito séculos  de história  em chamas

 Incêndio  consome 859 anos de história  em Paris 
 Projeções  mostram retração  da economia  no 1  trimestre 
 Governo suspende aumento do real em reajuste do mínimo 
 Governo anunciará crédito e obras para evitar greve de caminhoneiros

segunda-feira, 15 de abril de 2019

NOS JORNAIS

 

 
 Base de Alcântara - "As pessoas são a parte mais importante", diz Marcos Pontes

Salário mínimo pode ficar sem aumento real
 Camilo Santana - "Não vamos permitir tratamento VIP a presos"

 Laura, 28, mais uma vítima da covardia
 Calote de concessionárias ameaça bancos públicos
 Mortes em rodovias caem 21,7% após instalações de radares
 Fusão de pacotes anticrime prevê lei mais dura em décadas