quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Eleições 2016:Candidatos mudam de cor/raça no intervalo eleitoral

     A candidata a prefeita de São Luís da coligação "São Luís de Verdade", Eliziane Gama (PPS), contraria a tese do embranquecimento, imperiosa no início do século passado, segundo a qual o elemento branco vindo para o Brasil em levas migratórias acabaria sufocando os traços do negro no país. 
    Segundo as projeções de correntes intelectuais da época num intervalo de um século,
portanto aqui e agora, os brancos seriam padrões genéticos hegemônico no continente americano.
    Em 2014, quando participou das eleições disputando uma das 18 vagas na Câmara Federal pelo Maranhão, a então deputada estadual declarou ser branca. Neste ano, a candidata a prefeito da capital maranhense declarou na ficha da Justiça Eleitoral ser da cor/raça Preta.
    Dois anos foi tempo suficiente para Rose Sales desbotar. Por pouco não confirmou a tese. Era Negra quando disputou a eleições proporcionais para deputada federal em 2014 pelo PCdoB. A ex-comunista este ano declarou ser Parda
   Das duas, Rose Sales têm um pé no movimento negro, calcado após viagem ao continente africano em missão da câmara dos Vereadores de São Luís. Depois disso assumiu a negritude visual e em tímida postura política pela causa. Eliziane Gama jamais contemplou a maior parcela da população maranhense com projetos que assegurem direitos ou conquistas sociais para pobres pretos.
     Claudia Durans e Fábio Câmara continuaram sendo pretos como nas eleições anteriores. Wellington do Curso continuou sendo o mesmo pardo de 2014, assim como o candidato do PSOL, Waldeny Barros. Edivaldo Holanda Júnior, Zé Luís Lago e Eduardo Braide se entendem como brancos.

CANDIDATAS QUE MUDARAM DE COR


Eleições 2014

Eleições 2016


                                                             Eleições 2016

Eleições 2014



COR/RAÇA DOS CANDIDATOS A PREFEITO



Eleições 2016: Calendário eleitoral

AGOSTO – QUARTA-FEIRA, 24.8.2016


  1. Último dia, observado o prazo de quarenta e oito horas contadas da publicação do edital de candidaturas requeridas individualmente, para qualquer candidato, partido político, coligação ou o Ministério Público Eleitoral impugnar os pedidos de registro individual de candidatos cujos partidos políticos ou coligações não os tenham requerido (Lei Complementar nº 64/1990, art. 3º).
  2. Último dia para qualquer cidadão no gozo de seus direitos políticos dar ao juízo eleitoral notícia de inelegibilidade que recaia em candidato que tenha formulado pedido de registro individual, na hipótese de o partido político ou coligação não o ter requerido.

MANCHETES DE HOJE

Maranhão
O Estado do MA: Energia ficará 7,8% mais cara
Regional
Jornal do Commercio: Temer em ofensiva a senadores do Nordeste
O Povo: Maioria quer regulamentação de Táxi Amigo e Uber na capital
Nacional
Correio: A mesa caiu...
Folha: Gilmar ataca medida da Laja Jato; Janot defende operação
O Estadão: Ministro do STF defende freio à Lava Jato; procurador reage
O Globo: Reajuste do STF ameaça dividir aliados de Temer
Zero Hora: Temer faz ofensiva para garantir votos pró impeachment

Poema de quarta: José Maria Nascimento

Os Barqueiros

TRISTONHOS AOS PARES
DISTANTES DOS LARES
SONÂMBULOS DOS MARES
SOLUÇAM NOS BARES

* Do livro "Turbulências" (Coleção Cidade de São Luís - FUNC, 1995)

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Teatrólogo nascido em Lago da Pedra recebe título de cidadão piauiense

   
    Por iniciativa do deputado licenciado e secretáro estadual de cultura, Fábio Novo (PT), o teatrólogo maranhense Francisco de Assis Gomes Campelo, mais conhecido como “Acy Campelo”, recebeu na manhã desta terça-feira(23) o título de cidadania piauiense.
    O plenário da Assembleia Legislativa ficou lotado de parentes, amigos e o pessoal ligado à cultura piauiense. A mesa de honra foi composta por representantes de entidades ligadas ao setor, como o escritor Herculano Moraes, da APL e Lary Sales, presidente do Sindicato dos Artistas. Como convidados especiais o secretário das Cidades, deputado licenciado Fábio Xavier; o vereador de Timon, Lázaro Martins e o comandante do 2o. BEC, coronel Francisco Rafael, dentre outros.
    Autor do projeto de lei que concedeu o título de cidadania piauiense a Acy Campelo em abril de 2014, o deputado Fábio Novo destacou a sua luta de mais de 40 anos em prol da cultura piauiense, ele que nasceu em Lago da Pedra, no Maranhão.
    Fábio Novo falou dos feitos de Acy Campelo na produção de texto e dramatização de peças que foram apresentadas na maioria dos estados brasileiros, ganhando prêmios com a maioria delas. Hoje Acy é presidente da Federação de Teatro Amador do Piauí, entidade que ele ajudou a fundar e foi o primeiro filiado, em 1989.
    Já o novo piauiense fez um discurso emocionado agradecendo a presença dos amigos e dos familiares. Citou os nomes dos irmãos, da mulher e das filhas e quase chorou quando a sua primeira netinha leu um poema de sua autoria destacando sua luta e seu caráter. Acy também destacou o trabalho da mãe para criar a família sempre mudando  de lugar, já que o pai precisava fugir da perseguição do regime militar. Nestas andanças ele vai parar no Piauí duas vezes.
    Acy concluiu dizendo que se sente honrado com o homenagem que recebeu  e se considera “a testemunha viva da história da cultura piauiense”.
Fonte: Assembleia Legislativa do Piauí

Toots Thielemans (1922-2016) toca Garota de Ipanema - Guaramiranga (CE) em 2010

Sonora - Ciclo Internacional de Compositoras: Programação

Terça-feira, 23: Valda e Didã

Quarta-feira, 24: Fabiana Rasta, Carol Cunha, Selma Delago e Wanda Cunha






















Quinta-feira, 25: Núbia Rodrigues e Célia Leite





















Sexta-feira, 26: Camila Reis e Acsa Serafim





















*Sala Cecílio Sá (Laborarte - Rua Jansen Mullher, 42 - Centro)

Na FOLHA - Ação de Dilma por votos contra impeachment abre crise com PC do B


O senador Roberto Rocha (PSB-MA), em sessão no plenário do Senado Federal, em 2015

Um pedido da presidente afastada, Dilma Rousseff, abriu uma crise entre o comando do PT e do PCdoB.
Na expectativa de conquista de votos contrários a seuimpeachment no Senado, Dilma pediu que a cúpula do PT interviesse em cinco cidades do Maranhão em atendimento a reivindicações dos senadores maranhenses João Alberto (PMDB) e Roberto Rocha (PSB).
O comando do PT interveio em apenas dois municípios. Em Codó, quinta maior cidade do Estado, determinou que o PT rompesse a aliança com o PC do B, na qual ocuparia a vice da chapa, para apoiar o candidato do PSDB.
Em Timon, terceiro maior município do Maranhão, a direção petista decidiu que o partido saísse de uma chapa composta por PSB e PC do B em favor do outra integrada por PSD e PMDB.
Segundo petistas, a operação também contemplaria o senador Edison Lobão (PMDB-MA).
Folha apurou que o presidente do PT, Rui Falcão, atendeu parcialmente as solicitações de Dilma. Em respeito aos pedidos do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), não houve intervenção também em São Luís, Imperatriz e Balsas.
As concessões foram, porém, suficientes para incomodar a cúpula do PC do B, que procurou a cúpula do PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização foi também para evitar novas intervenções.
Presidente nacional do PC do B, Luciana Santos diz não querer acreditar nas decisões do partido. "Depois de todos gestos que o Flávio [Dino] fez [contra o impeachment], isso não é brincadeira", reclama Luciana Santos, que é candidata à Prefeitura de Olinda (PE) sem apoio do PT.
Deputado federal pelo PDT do Maranhão, Ewerton Rocha diz que seu partido terá que dar uma resposta ao PT.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, minimizou, por sua vez, o impacto das medidas do Diretório Nacional.
Ele argumenta que o PT manteve a aliança com o PC do B nas principais cidades do Maranhão, atendendo às orientações do governador. Florisvaldo diz que foi responsável pelas intervenções.
Questionado se esse era um pedido da presidente afastada, limitou-se a dizer: "Eu me reservo o direito de não não falar sobre isso. Não vou responder".
O senador Roberto Rocha (PSB-MA) nega que tenha exigido alianças no Estado em troca de um voto contrário ao impeachment no Senado Federal. Ele admite ter conversado com Dilma e com o presidente interino, Michel Temer (PMDB).
"Quem disse que posso mudar meu voto? Eu ainda não disse qual será. Minha tendência é seguir a decisão do partido, que não tomou decisão", disse o senador.
Esse não é o único atrito recente entre PT e PC do B. Petistas reclamam, por exemplo, de um aliança dos comunistas com o DEM em Fortaleza. Integrantes do comando do PT culpam o PC do B por sua derrota na eleição para a presidência da Câmara.
Afirmam que o candidato apoiado pelo PT, Marcelo Castro (PI), não teria sido derrotado caso o PC do B o apoiasse. Mas, em vez disso, comunistas lançaram o deputado Orlando Silva (SP), que, mais tarde, apoiou o vencedor Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o cargo. Silva, que conversou com Lula antes da decisão, rebate: "O PC do B não é um acessório do PT".