segunda-feira, 26 de junho de 2017

Maranhense é um dos quatro investigados no TCU

    O maranhense Raimundo Carreiro é um dos quatro conselheiros do Tribunal de Contas da União, TCU, réu em processo na Justiça. Carreiro é investigado na Operação lava Jato por recebimento de propina na construção da Usina Agra 3. No caso também está envolvido o senador Edison Lobão (PMDB), ex-ministro das Minas e Energia, nos governos Lula e Dilma Rousseff. 

    Carreiro tem afinidades com o grupo político do ex-senador José Sarney que teria intercedido na sua indicação ao cargo. A influência do conselheiro em Brasília fez com que ele desviasse a instalação do IFMA em Balsas para seu município natal, São Raimundo das Mangabeiras.


    Raimundo Carreiro foi delata por Luiz Carlos Martins, executivo da Camargo Correia. Ele foi citado também por Ricardo Pessoa, da construtora UTC, mas o inquérito foi arquivado. Carreiro ofereceu a quebra de sigilo bancário dele desde 2015. O conselheiro se defende destacando que o delator afirmou que o dinheiro seria entregue a ele, mas não confirmou que teria recebido a propina.







MANCHETES DE HOJE

MARANHÃO
Jornal Pequeno: Temer traça estratégias para enfrentar denúncia de Janot
O Estado: Férias com praias poluídas na capital
REGIONAL
Jornal do Commércio: 8 milhões de pessoas ainda não sacaram o FGTS inativo
O Povo: A semana que decide o futuro de Temer
NACIONAL
Correio: Caesb já admite usar volume morto para abastecer DF
Folha: Em São Paulo, via-crucis do enterro tem assédio e constrangimento
Estadão: MP paulista vai investigar Lava Jato em 39 inquéritos
O Globo:  Mercado de trabalho dá sinais de recuperação
Zero Hora: Temer reúne aliados para reagir à denúncia de Janot

domingo, 25 de junho de 2017

Alcântara alcançará o espaço em novembro de 2019



O programa espacial do Brasil, que até hoje se destacou apenas pelo fracasso de suas principais missões, ganhou uma nova janela de oportunidade para finalmente lançar um foguete que atenda às principais demandas do mercado internacional de satélites. O Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), projeto da Aeronáutica em parceria com a Agência Espacial da Alemanha (DLR), pode ter o primeiro teste no espaço em 2019, desde que seu cronograma financeiro seja cumprido, o que, neste momento, ainda é uma incerteza.

A indefinição sobre a programação orçamentária não é uma novidade nos etor—eéa principal causa apontada pela Aeronáutica para os sucessivos insucessos. O fato novo é que o programa VLM é muito mais barato que os anteriores e, ainda assim, corre o risco de não se viabilizar dentro do prazo acordado coma Alemanha.

O VLM tem por objetivo atingir o atual mercado espacial, que trabalha com satélites cada vez menores, mais leves, com menor tempo de vida e que orbitam em altitudes inferiores às atuais. Estas características reduzem os custos de cada jornada e se viabilizam pelo avanço tecnológico dos países desenvolvedores de satélites, como Estados Unidos, Japão e França.

Para o Brasil, o custo estimado é de R$ 100 milhões, um quinto dos R$ 500 milhões despejados pela União no programa para o lançamento do Cyclone 4, um foguete ucraniano que deveria utilizar o Centro de Lançamento de Alcântara como base. O Brasil abandonou o programa pela metade, rompendo o tratado com a Ucrânia.

Em relação ao Veículo Lançador de Satélites (VLS), que teve dois lançamentos mal sucedidos e causou a maior tragédia do programa espacial brasileiro — quando um incêndio às vésperas da terceira tentativa de lançamento matou 21 profissionais em Alcântara —, o VLM também é mais barato. O Brasil investiu no VLS cerca de R$ 350 milhões ao longo dos anos. A diferença, agora, é que os sistemas mais sensíveis e caros, como o controle de ajuste em órbita, estão sob responsabilidade da Alemanha.

O plano traçado prevê que o Brasil produza os motores, em contrato já em desenvolvimento com a Avibrás. O “corpo” do foguete também é nacional. Os alemães ficam com os elementos superiores, como o controle e a coifa, que se abre no espaço para dar seguimento à parte final da missão.

O diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), brigadeiro Augusto Luiz de Castro Otero, confirma que não se cogita mais investimentos para desenvolver uma nova versão do VLS. E aposta todas as fichas no VLM para que o programa espacial finalmente atinga seu maior objetivo: desenvolver um foguete brasileiro, a ser lançado do Centro de Alcântara.

Ele reconhece, no entanto, que os planos ainda dependem da liberação de dinheiro. Dos R$ 100 milhões necessários até 2019, R$ 35 milhões já foram utilizados. Os outros R$ 65 milhões entraram na mira do contingenciamento orçamentário.

— Infelizmente, o que sempre vivemos é o contingenciamento. É complicado executar qualquer coisa com os recursos sempre aquém dos planejados. Entendemos claramente as prioridades no país. Mas os contingenciamentos vêm comprometendo toda a atividade. Se no ano que vem não tivermos o aporte de recursos, nós teremos impacto no cronograma de execução — afirma Augusto Luiz Otero, que ainda alerta para a desestruturação da equipe do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA):

— Há um envelhecimento das equipes, que vêm se reduzindo ao longo dos anos.

O orçamento do VLM é de responsabilidade da Agência Espacial Brasileira. Em 2017, a AEB teve bloqueio de recursos e informa que disponibilizou R$ 20 milhões para o programa. Para o o ano que vem, um novo corte é esperado. Neste momento, há negociações em curso com o Ministério do Planejamento para a recomposição de parte dos recursos.

— Certamente, este novo contingenciamento vai impactar o VLM — afirma Douglas Lira, Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB.

O Ministério da Defesa, que responde pelo programa de lançadores, informa que o VLM “representará um salto para o país, no sentido de conquistar autonomia tecnológica em lançadores, assegurando a soberania”. Mas não assegura que os recursos estarão disponíveis, limitando-se a afirmar que o orçamento do veículo é de responsabilidade da Agência Espacial.

Se o plano der certo desta vez, o primeiro lançamento de testes do VLM ocorrerá em novembro de 2019, da mesma plataforma construída em Alcântara para o voo que nunca ocorreu do VLS, seu antecessor. A adaptação da plataforma ainda não tem custo definido. A estimativa inicial é de R$ 7 milhões.

De O Globo

MANCHETES DE HOJE

MARANHÃO
Jornal Pequeno: MPE pede inquérito contra advogada de Roseana
O Estado: 74,4% das famílias endividadas de SL
REGIONAL
Jornal do Commércio: Só 7% da população aprova governo Temer
O Povo: Por que os partidos fingem que não é com eles
NACIONAL
Correio: Vicente Pires é o próximo na lista de regularização
Folha: Para 81%, Joesley deveria ter sido preso
Estadão: Prisões por corrupção crescem 288% em três anos
O Globo:  Mercado de trabalho dá sinais de recuperação
Zero Hora: Dor e indignação por morte de policial