sábado, 26 de janeiro de 2019

Tragédia ee Brumadinho - Mais de 300 desaparecidos

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por meio da sua assessoria de comunicação, divulgou novos números da tragédia de Brumadinho na madrugada deste sábado. De acordo com a corporação, o número de desaparecidos pode chegar até 355 pessoas. Nessa sexta, o comitê de crise do governo estadual trabalhava com um número potencial de 150 cidadãos sumidos - a metade informada pelos bombeiros. A corporação informou, ainda, mais dois óbitos no local. Com isso, já são pelo menos nove pessoas que perderam a vida na tragédia. 

Segundo o tenente Pedro Ahala, porta voz dos bombeiros que acompanhou os trabalhos, os desaparecidos estão distribuídos da seguinte maneira: entre 100 e 150 pessoas estavam na área administrativa da Vale; cerca de 30 na Vila Fértico, pequeno vilarejo próximo; aproximadamente 35 hóspedes e funcionários da Pousada Nova Estância; e entre 100 e 140 atingidos na região do Parque das Cachoeiras. Outras 189 já foram resgatadas durante as tarefas. 


Ainda segundo a corporação, aproximadamente 100 militares trabalham no local. A maior parte deles, cerca 87, se voltam aos trabalhos na zona quente nas atividades de busca e salvamento. O restante dos oficiais se dedicam à inteligência. 

O Corpo de Bombeiros também divulgou uma lista dos atingidos encaminhados para unidades de saúde da Grande BH. Confira os nomes abaixo:


Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Brumadinho

Leandro Borges Cândido*
Ronan Otávio Gomes*

Hospital de Ibirité

Adriane Pereira Alves (recebeu alta)
Sérgio Ramos dos Reis

Hospital Pronto-Socorro João XXIII

Alessandra de Souza 
Talita Cristina de Souza
Antônio França 
Paloma Prates
Lieuso Luis dos Santos 

Policlínica Sarzedo

José Marques de Gouveia
Jucélia Pereira de Oliveira
Luiz Savio Lopes
Antônio Geraldo Miranda
Sebastião Gomes 
Wadilson Gomes da Silva
Fábio Lélis Lopes
Marcos Roberto Andrade
Jene Resende 

Hospital Mater Dei Betim-Contagem

Marcos Roberto Siva Souza 
Ronan Otávio Goes*
Jailson Martins Patrick dos Reis 
Edmilson Resende de Souza
Taercio Leonardo Morais
Leandro Borges Cândido*


*nomes que, possivelmente, foram transferidos de hospital, por isso estão repetidos na lista dos bombeiros

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

NOS JORNAIS

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

NOS JORNAIS

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MP investiga prática de "rachid" na Assembleia Legislativa do Maranhão

Deputados de 16 estados, dentre estes da Assembleia Legislativa do Maranhão, estão sob investigação do Ministério Público por supostos desvios de salários e benefícios de servidores nos últimos 12 anos. O repasse de parte dos vencimentos dos funcionários para a conta dos parlamentares, prática conhecida no meio como “rachid”, e a contratação de servidores fantasmas são os motivos recorrentes para inquéritos.

A maioria dos procedimentos, segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, corre sob sigilo e apura suspeitas ou denúncias de repasse de parte dos salários ou benefícios a parlamentares e da contratação de “funcionários fantasmas”.

Casos desse tipo ganharam projeção após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações financeiras atípicas nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj. A Assembleia do Rio tem 22 deputados sob investigação. Em SP, nos últimos sete anos, o Ministério Público apurou 12 casos envolvendo apropriação de salários e contratação de funcionários fantasmas. Metade foi arquivada por falta de provas e cinco deputados estaduais continuam sendo investigados.


Todos os Estados identificados (ver mapa) têm ou tiveram investigações relacionadas a atos ilícitos realizados nas últimas quatro legislaturas – são parlamentares que exerceram mandatos desde 2003. Em São Paulo, pelo menos cinco deputados estaduais são alvo de investigação por apropriação de salários de servidores (mais informações nesta página).

Casos desse tipo ganharam projeção após relatório do Conselho de Controle Atividades Financeiras (Coaf), revelado pelo

Estado, sobre movimentação financeira atípica de funcionários e ex-funcionários da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), entre eles Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

No caso da Alerj, 22 procedimentos criminais foram abertos em 2018 para apurar suspeitas de irregularidades nos gabinetes de 22 deputados. No caso de Queiroz, a investigação foi instaurada após suspeita de lavagem de dinheiro ou “ocultação de bens, direitos e valores” no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Nacionalmente, conforme as investigações, não falta criatividade para implementar diferentes meios de desvio – casos variam da contratação da empregada doméstica do deputado como “fantasma” à solicitação de reembolso de despesas de viagens nunca realizadas.

Costuma ser recorrente o que se convencionou a chamar de “rachid” – quando um servidor público divide parte do vencimento com o chefe ou empregador. Dos 16 Estados, sete têm investigações nesse sentido.

Quando parlamentares são investigados por improbidade, a apuração se enquadra em ação civil pública. Caso comprovada a irregularidade, pode resultar em ressarcimento do valor desviado com multa, perda de direitos políticos e cassação do mandato. São poucas as ocasiões nas quais a investigação é enviada para a esfera criminal, que pode resultar em ação penal e prisão em caso de condenação.

Provas
A promotora Danielle Thomé, do Ministério Público do Paraná, disse que há seis investigações abertas contra deputados do Estado e que a prática é comum também no âmbito municipal. A reportagem ouviu relato semelhante de outras promotorias, com citações de casos envolvendo prefeitos e vereadores.

De acordo com Danielle, a obtenção de provas para esse tipo de investigação é complexa. “Quem é mantido no emprego não abre esse tipo de informação. Apenas quando é mandado embora, se revolta e fala sobre isso. É complicado demonstrar”, afirmou a promotora. Segundo ela, nem sempre o parlamentar aparece como receptor do dinheiro, que pode ser interceptado por um chefe de gabinete, por exemplo. “É muito difícil provar. Tem que pedir quebra de sigilo bancário. Às vezes, nem isso adianta.”

O promotor Silvio Marques, da área de patrimônio público do Ministério Público paulista, tem avaliação semelhante. “Muitas vezes não conseguimos traçar o caminho do dinheiro”.

Nos últimos anos, operações em vários Estados foram deflagradas com expedição de mandados de prisão. É o caso das Operações Canastra Real e Dama de Espadas, em 2015, no Rio Grande do Norte, e a Operação Rescisória, de 2016, no Amapá.

No Rio Grande do Norte, investigações encontraram casos de “servidores fantasmas” que desviaram R$ 2,5 milhões em saques advindos de “cheques fantasmas”. O esquema envolveria até funcionários de um banco.

Na Paraíba, o deputado estadual Manoel Ludgério Pereira Neto (PSD) foi denunciado por peculato sob a acusação de contratar a própria empregada doméstica – Elizete de Moura – para o seu gabinete. O salário de Elizete chegou a R$ 44 mil no período entre 2003 e 2009.

A investigação criminal concluiu que o salário era retido no gabinete do deputado. Elizete disse que foi obrigada pelo deputado e sua mulher, a vereadora Ivonete Almeida de Andrade Ludgério, a abrir uma conta para facilitar o pagamento de uma dívida que havia contraído com os patrões. Segundo o Ministério Público, um assessor do deputado também participou do esquema de desvio.

Nos autos do processo, Manoel Ludgério e a mulher negaram irregularidades. Até a conclusão desta edição, os citados não responderam ao Estado.

Também nas assembleias legislativas, um procedimento comum é solicitar parte dos benefícios dos servidores. A Operação Rescisória, no Amapá, investigou casos de servidores exonerados que eram coagidos a transferir até 50% do valor das rescisões como condição para continuar a recebê-las.

Na Assembleia Legislativa de Roraima, servidores de seis gabinetes diferentes receberam verba de diárias de viagens que nunca foram realizadas. Somente em um gabinete, foi solicitado R$ 114 mil de reembolso, pago em 2017. Ao todo, nos seis gabinetes, R$ 289 mil foram pagos em viagens fictícias entre 2016 e 2018.

NOS JORNAIS

 


 

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sábado, 19 de janeiro de 2019

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