terça-feira, 10 de janeiro de 2017
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: 27 mortes violentas já registradas este ano na Ilha
O Imparcial: Dinheiro para compra de material escolar sai hoje
REGIONAL
Jornal do Commércio: 243 demitidos a cada hora
O Povo: Mais presos morrem e tensão aumenta em presídios cearenses
NACIONAL
Correio: As profissões que vão se destacar nas próximas décadas
Estadão: Resolver crise dos presídios custa R$ 10 bi, afirma CNJ
Folha: União negocia com Supremo soluçâo para crise do Rio
O Globo: Governo tenta aval do STF para resolver crise do Rio
Zero Hora: Temer confirma construção de prisão federal no Estado
O Estado: 27 mortes violentas já registradas este ano na Ilha
O Imparcial: Dinheiro para compra de material escolar sai hoje
REGIONAL
Jornal do Commércio: 243 demitidos a cada hora
O Povo: Mais presos morrem e tensão aumenta em presídios cearenses
NACIONAL
Correio: As profissões que vão se destacar nas próximas décadas
Estadão: Resolver crise dos presídios custa R$ 10 bi, afirma CNJ
Folha: União negocia com Supremo soluçâo para crise do Rio
O Globo: Governo tenta aval do STF para resolver crise do Rio
Zero Hora: Temer confirma construção de prisão federal no Estado
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Livre pensar - A pegada do jornalismo
- Carlos Alberto Di Franco
As virtudes e as fraquezas dos jornais não são recatadas. Registram-nas fielmente os sensíveis radares da opinião pública. Precisamos, por isso, derrubar inúmeros mitos que conspiram contra a credibilidade dos jornais.
Um deles, talvez o mais resistente, é o dogma da objetividade absoluta. Transmite, num pomposo tom de verdade, a falsa certeza da neutralidade jornalística. Só que essa separação radical entre fatos e interpretações simplesmente não existe. É uma bobagem.
Jornalismo não é ciência exata, e jornalistas não são autômatos. Além disso, não se faz bom jornalismo sem emoção. A frieza é anti-humana e, portanto, antijornalística. A neutralidade é uma mentira, mas a isenção é uma meta a ser perseguida. Todos os dias. A imprensa honesta e desengajada tem um compromisso com a verdade. E é isso que conta.
Mas a busca da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, a falta de rigor e o excesso de declarações entre aspas.
O jornalista engajado é sempre um mau repórter. Militância e jornalismo não combinam. Trata-se de uma mescla, talvez compreensível e legítima nos anos sombrios do autoritarismo, mas que, agora, tem a marca do atraso e o vestígio do fundamentalismo sectário.
O militante não sabe que o importante é saber escutar. Esquece, ofuscado pela arrogância ideológica ou pela névoa do partidarismo, que as respostas são sempre mais importantes que as perguntas. A grande surpresa no jornalismo é descobrir que quase nunca uma história corresponde àquilo que imaginávamos. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Trata-se de um esforço de isenção mínimo e incontornável. Mas alguns desvios transformam um princípio irretocável num jogo de cena. A apuração de faz de conta representa uma das maiores agressões à ética informativa.
Matérias previamente decididas em bolsões engajados buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é sincera, não se apoia na busca da verdade. É um artifício. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: a repercussão seletiva. O pluralismo de fachada convoca, então, pretensos especialistas para declararem o que o repórter quer ouvir. Personalidades entrevistas avalizam a “seriedade” da reportagem. Matase o jornalismo. Cria-se a ideologia.
É necessário cobrir os fatos com uma perspectiva mais profunda. Convém fugir das armadilhas do politicamente correto e do contrabando opinativo semeado pelos arautos das ideologias.
A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade da informação. A manchete de impacto, oposta ao fato ou fora do contexto da matéria, transmite ao leitor a sensação de uma fraude.
O leitor que precisamos conquistar não quer o que pode conseguir na internet. Ele quer algo mais. Quer o texto elegante, a matéria aprofundada, a análise que o ajude, efetivamente, a tomar decisões. Conquistar leitores é um desafio formidável. Reclama realismo, ética e qualidade.
Precisamos mostrar que o jornal continua sendo útil, importante, um aliado na aventura da vida.
- Carlos Alberto Di Franco é jornalista difranco@iics.org.br
Político do Brasil
PROMESSA DE CAMPANHA
Outros prefeitos ignoraram as promessas de campanha e colocaram parentes como seus auxiliares. No Maranhão, o novo prefeito da cidade de Caxias, Fábio Gentil (PRB), nomeou a mulher, um irmão e uma prima como secretários. Meses antes, criticou o antecessor por nomear parentes.
"Isso não é legal nem é direito. A prefeitura é do povo e não de uma família só", disse, na propaganda eleitoral.
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: Fim de semana com cinco homicídios dolosos
O Imparcial: 1. 832 vagas para 8 concursos no MA
REGIONAL
Jornal do Commércio: União propõe pacto para sistema prisional
O Povo: Por que esquerda e direita devem ir às ruas em 2017
NACIONAL
Correio: Setor de saúde desafia cenário de crise e abre vagas no Brasil todo
Estadão: Após novo ataque do PCC, 4 estados terão ajuda federal
Folha: Tribunais do país gastam R$ 3 mi ao ano com viagens
O Globo: Presos mortos já são 99, e estados terão ajuda federal
Zero Hora: Em seis anos, homicídios e latrocínios aumentam 88,4% em Porto Alegre
O Estado: Fim de semana com cinco homicídios dolosos
O Imparcial: 1. 832 vagas para 8 concursos no MA
REGIONAL
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NACIONAL
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Zero Hora: Em seis anos, homicídios e latrocínios aumentam 88,4% em Porto Alegre
domingo, 8 de janeiro de 2017
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: Prédio da Funac já foi comitê do PCdoB
O Imparcial: Barrerinhas mais perto - Ferry boat vai ligar São Luís a Icatu e diminuir trajeto em 1 hora
REGIONAL
Jornal do Commércio: A arte da corrupção
O Povo: Em busca do que é essencial
NACIONAL
Correio: Boa hora para investir na compra de imóveis
Estadão: 27 facções brigam pelo comando do crime no País
Folha: Na América, Brasil é o país que menos poupa para velhice
O Globo: Gestor de prisões doou a governador do Amazonas
Zero Hora: Chacina em Roraima é novo capítulo de guerra de facções em presídios
O Estado: Prédio da Funac já foi comitê do PCdoB
O Imparcial: Barrerinhas mais perto - Ferry boat vai ligar São Luís a Icatu e diminuir trajeto em 1 hora
REGIONAL
Jornal do Commércio: A arte da corrupção
O Povo: Em busca do que é essencial
NACIONAL
Correio: Boa hora para investir na compra de imóveis
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O Globo: Gestor de prisões doou a governador do Amazonas
Zero Hora: Chacina em Roraima é novo capítulo de guerra de facções em presídios
sábado, 7 de janeiro de 2017
Obituário - Morre o escritor argentino Ricardo Piglia, aos 75 anos
Morreu nesta sexta-feira o escritor argentino Ricardo Piglia, aos 75 anos, vítima de uma parada cardíaca, segundo o jornal "Clarín". Considerado um dos maiores escritores do seu país, ele tinha sido diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em 2014. Envolvido em todas as frentes da literatura, Piglia escreveu romances, críticas, ensaios e roteiros, apresentou programas de TV e ainda atuou como professor de literatura da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, por 15 anos.
Nascido em Adrogué, na província de Buenos Aires em 24 de novembro de 1941, ele passou seus últimos meses na capital argentina por causa da doença que ataca os neurônios que controlam os movimentos musculares. Contudo, o autor se manteve lúcido e trabalhou quase até o último momento. Desde o ano passado, ele travou uma batalha judicial contra o seu plano de saúde, que não queria pagar remédios que faziam parte do seu tratamento. Até uma petição online foi criada para pressionar o plano.
Após publicar livros de contos na década de 1960, foi com o romance "Respiração artificial", de 1980, que Piglia colocou seu nome entre os principais autores latino-americanos da geração posterior ao "boom", de Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes e Mario Vargas Llosa. "Respiração artificial" é um romance polifônico regido pelo narrador Emilio Renzi, personagem que voltaria em várias outras obras do escritor, e tem como cenário a ditadura argentina iniciada em 1976.
Entre os cinco romances, que escreveu de 1980 a 2013, Piglia publicou muitas obras de ensaios dedicados a escritores, a reflexão sobre a arte da escrita, a crítica literária, a tradução e a edição. Em 2012, ele apresentou uma série de quatro programas chamada "Cenas do romance argentino", em que se debruçou sobre obras de Roberto Arlt e Macedonio Fernández, entre outros. Cada episódio teve cerca de 200 mil espectadores, número expressivo para o país.
Desde que foi diagnosticado com ELA, uma doença degenerativa, Piglia acelerou seu projeto de escrever a sua autobiografia, intitulada "Diários de Emilio Renzi" e dividida em três volumes. O primeiro, "Anos de formação", saiu em 2015, e o segundo, "Anos felizes", foi publicado em setembro do ano passado. Ambos permanecem inéditos no Brasil. A ideia de publicar o diário como Renzi, e não Piglia, veio durante as filmagens do documentário "327 cadernos". O diretor Andrés Di Tella acompanhou Piglia na abertura e leitura de seus diários desde a adolescência.
ROMANCE POLICIAL
O romance policial era o gênero em que o autor se sentia mais à vontade para colocar suas ideias sobre sociedade e política. Piglia, inclusive, criou um estilo só dele, que batizou de "ficção paranoica" - e que tem raízes na inquietação provocada pelos regimes militares da América Latina. Nas tramas do escritor, a investigação e as consequências dos crimes são sempre mais importantes do que a sua solução.
"Gosto muito do gênero policial, porque parte de algo que não se sabe, devemos descobrir algo. O leitor avança com o narrador, porque o narrador não sabe de tudo desde o início. Sempre começo com uma incógnita", disse ele ao GLOBO em 2014.
Em outra entrevista, afirmou que os gêneros mais populares, como o policial e a ficção científica, podem ser lidos como os grandes críticos do capitalismo.
"Eles renovaram a relação entre literatura e política, que esteve sempre muito ligada à tradição do romance social, sobretudo na América Latina", disse, em 2011. "O romance policial, por exemplo, capta muito bem o funcionamento da sociedade, as relações infrapolíticas entre poder, dinheiro, corrupção delito, crime. Ele se aproxima do núcleo de funcionamento de uma sociedade".
As principais obras de Ricardo Piglia
"Respiração artificial" (1980)
Primeiro romance do escritor, a trama gira em torno dos "papéis de Ossorio": um conjunto de antigas cartas guardadas entre os segredos de uma poderosa família. Na obra, o narrador Emílio Renzi busca desvendar a verdadeira história da Argentina. "Respiração artificial" foi apontado cinquenta escritores argentinos como um dez melhores romances da
"Dinheiro queimado" (1997)
Em 1965, o assalto a um carro-forte em Buenos Aires foi cometido por um bando de criminosos liderado por Malito e que tinha, na sua retaguarda, policiais e políticos corruptos. Os fatos reais se tornam matéria-prima para o romance de Piglia, que consultou arquivos confidenciais para elaborar a obra.
"Formas breves" (1999)
Em onze textos curtos, o ficcionista Piglia encontra o crítico Piglia para refletir sobre a obra de autores da literatura moderna argentina, como Macedonio Fernández, Jorge Luís Borges e Roberto Arlt, além de clássicos da modernidade, de James Joyce a Franz Kafka. O escritor também retoma uma reflexão sobre o gênero do conto e articula a relação
"O último leitor" (2005)
Nos seis ensaios que compõem "O último leitor", Piglia identifica várias modalidades de leitura na tradição literária ocidental. É uma história bastante pessoal, nada sistemática, de situações de leitura encenadas em textos centrais ou marginais da literatura, de "Dom Quixote" a "Madame Bovary".
"O caminho de Ida" (2013)
O romance se passa no campus de uma prestigiada universidade na Costa Leste americana e bebe bastante na experiência de Piglia como professor na Universidade de Princeton. À convite de uma professora, Ida Brown, Emílio Renzi desembarca na instituição para dar aulas sobre um escritor de língua inglesa que viveu na Argentina no século XIX.
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: Prédio da Funac já foi comitê do PCdoB
O Imparcial: Uso de simuladores deixa habilitação R$ 350 mais cara
REGIONAL
Jornal do Commércio: Uma semana com 93 mortes em presídios
O Povo: Governo transfere mais de 4 mil presos para evitar rebeliões
NACIONAL
Correio: Barbárie asssombra país dentro e fora das prisões
Estadão: PCC mata 31 em Roraima e divulga cenas no WhatsApp
Folha: Pelo menos 93 presos assassinados em apenas seis dias
O Globo: Secretário de Temer cai após defender massacre
Zero Hora: Chacina em Roraima é novo capítulo de guerra de facções em presídios
O Estado: Prédio da Funac já foi comitê do PCdoB
O Imparcial: Uso de simuladores deixa habilitação R$ 350 mais cara
REGIONAL
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O Povo: Governo transfere mais de 4 mil presos para evitar rebeliões
NACIONAL
Correio: Barbárie asssombra país dentro e fora das prisões
Estadão: PCC mata 31 em Roraima e divulga cenas no WhatsApp
Folha: Pelo menos 93 presos assassinados em apenas seis dias
O Globo: Secretário de Temer cai após defender massacre
Zero Hora: Chacina em Roraima é novo capítulo de guerra de facções em presídios
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: Moadores vão à Justiça contra a Funac na Aurora
O Imparcial: Vem aí o concurso da Receita com salários de até R$ 16 mil
REGIONAL
Jornal do Commércio: Grupo especial contra assalto aos bancos
O Povo: Quem é o novo responsável por tentar reduzir homicídios
NACIONAL
Correio: Servidor aposentado custa 13 vezes mais que coelga celetista
Estadão: Prejuízo acumulado pela Funcef deve chegar a R$ 18 b
Folha: Ação de Temer reduziria em 0,4% do déficit de vaga prisional
O Globo: Governo antecipa plano para prisões sem prazos e metas
Zero Hora: RS vai se candidatar para receber presídio federal
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REGIONAL
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O Globo: Governo antecipa plano para prisões sem prazos e metas
Zero Hora: RS vai se candidatar para receber presídio federal
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Mais cultura e turismo tem início nesta sexta na Praça Nauro Machado
A programação do ‘Mais Cultura e Turismo’ de férias em São Luís começa nesta sextaa-feira (6), na Praça Nauro Machado, centro histórico, com a alegria do grupo ‘Sindicato do Samba’ e o som da DJ Carol Vieira, a partir das 19h. No sábado (7), a Trupe Circense fará a diversão da garotada, na Praça da Lagoa da Jansen (17h) e no domingoo (8), a cantora Alessandra Lobo se apresentará no Espigão Costeiro da Ponta D’Areia, ao pôr do sol.
Na Praça Nauro Machado, o Sindicato do Samba apresentará repertório com músicas da cultura popular maranhense, composições autorais, sucessos de artistas locais e da música popular brasileira. Na Praça da Lagoa, a trupe circense, formada por vários artistas que fazem teatro de rua e circo, vão movimentar o sábado com o melhor da programação infantil. E no Espigão Costeiro o fim da tarde de domingo terá a cantora Alessandra Loba que se radicou em São Luís desde 2006 e atualmente é intérprete do Bloco Tradicional Cia do Ritmo e voz feminina da Escola Turma do Quinto.
O ‘Mais Cultura e Turismo’ é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur). O objetivo é garantir cultura e lazer a maranhenses e turistas que estejam na Ilha do Amor durante o mês de janeiro. A programação começa nesta sexta-feira (6) e segue até o dia 29 deste mês, sempre às sextas, sábados e domingos, na Praça Nauro Machado (Centro Histórico), Praça da Lagoa e Espigão Costeiro (Ponta d’Areia).
Programação de Férias do ‘Mais Cultura e Turismo’
Sexta-feira (6)
Praça Nauro Machado
19h – DJ Carol Vieira
20h – Sindicato do Samba
Sábado (7)
Praça da Lagoa da Jansen
17h30 – Trupe Circense
Domingo (8)
Espigão Costeiro da Ponta D’Areia
17h – Alessandra Lobo
"Lamparina da aurora" de Frederico Machado, está na Mostra Tiradentes
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| Cena de "Lamparina da aurora" |
A mostra, que juntamente com Aurora, baliza a programação do festival abre espaço para cineastas que embora não estreantes, não se amarraram a linguagens específicas.
"Lamparina..." e mais cinco filmes foram selecionados:“A destruição de Bernardet”, de Claudia Priscilla e Pedro Marques (SP); “Guerra do Paraguay”, de Luiz Rosemberg Filho (RJ); “Homem-Peixe”, de Clarisse Alvarenga (MG); “Modo de produção”, de Dea Ferraz (PE); e “Os incontestáveis”, de Alexandre Serafini (ES).
Toda programação da mostra é gratuita. O tema deste ano será "Cinema em reação, cinema em reinvenção". Segundo a coordenadora-geral do festival, Raquel Hallak, o perfil da edição atual é uma preocupação com a banalização das imagens e uma reação ao conturbado momento político.
Lei abaixo texto do crítico Marco Fialho sobre o filme
"Lamparina da Aurora" é uma obra altamente sensorial, característica essa bem marcante nos filmes do diretor Frederico Machado. Enquanto assistimos ao filme nunca sabemos em que terreno estamos pisando, o onírico se impõe pungentemente. Somos colocados na mesma perspectiva de transe dos personagens, suas fraturas e culpas passam a nos habitar durante a projeção e tudo parece ser muito fluido e incerto, pois somos arremessados em um turbilhão de incertezas.
Não somos informados o que é sonho ou realidade no filme, e tal como em "A Hora do Lobo", de Bergman, o tempo é chamado no horário de pouca luz, onde o inconsciente emerge abrupta e inesperadamente da forma mais angustiante possível.
A atmosfera de "Lamparina da Aurora" muito se aproxima das obras do realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, inclusive com a utilização de fantasmas na trama. Mas no decorrer do filme essa semelhança vai se esvaindo e se distanciando, pois o fantasmagórico aqui se manifesta não espiritualmente e como força da natureza como nos filme do tailandês, mas sim como presença psicológica advinda dos próprios conflitos dos personagens.
O mais instigante em LAMPARINA DA AURORA é esse aspecto tão cinematográfico, o de optar por assumir que cinema é sonho, poesia, imaginação, e principalmente, ontologia.
O tema da família é recorrente no cinema de Frederico Machado, aparece em toda a sua obra, e isso não é por acaso, a família simboliza o começo da nossa organização social e ao refletir sobre ela, refletimos sobre a nossa existência e a nossa sociedade. O espaço da família no filme é bem delimitado, é o da fazenda, sua sede e a floresta que a cerca, ele é, para Frederico Machado, a representação do próprio mundo, inclusive, no ambiente da casa vê-se perfeitamente a tradição católica estampada nas paredes e é impossível tentar compreender o mundo que nos cerca sem esbarrar de alguma forma nessa tradição".
'A terra chora' do Teatrodança estreia no MHAM
O grupo Teatrodança apresenta, nesta quinta-feira (5), o espetáculo ‘A terra chora’. Natureza, existência e vida no planeta são temas propostos pelo espetáculo, que estreia às 19h, com entrada franca, no Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM), casa de cultura ligada à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).
“A terra chora” tem direção da bailarina e coreógrafa Júlia Emília, que também atua na peça ao lado do dançarino Victor Vihen. Com referências diretas à escrita do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano (falecido no dia 13 de abril de 2015), o espetáculo encara a tarefa de expor ao público a relação do indivíduo com a natureza e como os seres se conjugam para garantir a vida no planeta.
A pesquisa para montagem do espetáculo foi iniciada em 2013 e contou com assessoria do Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão. O trabalho tem direção sonora do cineasta e músico Ramusyo Brasil e os musicistas João Simas e Luciano Linhares, que incorporaram sonoridades rítmicas das culturas populares.
Grupo Teatrodança
O Grupo Teatrodança foi fundado em São Luís do Maranhão, no ano de 1985. A produção inicial, Bar do Porto, levou ao desejo de renovar, manter a disciplina técnica e o amor pela dança. Em seguida, vieram espetáculos como “Coração Terreiro”, “Poema”, “Sete Saias e Muitos Caminhos”, “Embarcações”, e “Berlim-33”.
A partir de 1998, o coletivo artístico encenou o espetáculo “Bicho Solto Buriti Bravo”, uma parceria com o poeta Ferreira Gullar e o compositor Zeca Baleiro. A pesquisa recebeu a Bolsa Virtuose/Minc e fez intercâmbio de processos na Universidade de Buenos Aires, Danzario Americano e Fondación Río Abierto.
Sectur credencia propostas para Carnaval 2017
A Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur) abre nesta sexta-feira (6) o prazo de credenciamento de propostas de atividades artísticos e culturais para a programação do Carnaval 2017. O edital completo pode ser acessado no site da Sectur www.sectur.ma.gov.br, seção Editais ou no linkhttp://www.cultura.ma.gov. br/portal/sede/index.php?page= editais_list.
O credenciamento tem por objetivo promover apresentações de bandas, shows, agremiações carnavalescas e manifestações culturais, populares e tradicionais durante o carnaval 2017.
Os interessados deverão entregar suas propostas até o dia 16 de janeiro de 2017, considerando os dias úteis, das 08h às 12h e das 14h às 18h, na sede da Sectur, situada na Rua Portugal, nº 303, Centro, São Luís – MA, CEP 65010-480. Serão aceitas propostas enviadas via Correios, através de Sedex, desde que tenham sido postadas até o último dia de inscrição.
Após realizada a inscrição, serão analisados os documentos de habilitação dos interessados conforme as exigências constantes do edital. A divulgação final do resultado do credenciamento está prevista para o dia 31 de janeiro. O resultado será divulgado no Diário Oficial do Estado e estará disponível no sitewww.sectur.ma.gov.br e na sede da Sectur.
Importante destacar que o credenciamento apenas habilita as propostas, não tendo necessariamente sua participação assegurada na programação do Carnaval 2017. Além da habilitação, serão considerados o perfil das tradições carnavalescas regionais e o orçamento destinado ao evento.
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: Clima tenso na Aurora
O Imparcial: Caixa planeja cote de 10 mil funcionários
REGIONAL
Jornal do Commércio: Presídios superlotados são um barril de pólvora
O Povo: MP exige que primeiras-damas devolvam R$ 2,4 milhões
NACIONAL
Correio: Passagens: Justiça dá 10 dias para GDF justificar alta
Estadão: Gestora de presído combra R$ 4, 1 mensais por preso
Folha: Uma pessoa é assassinada por dia em prisões do país
O Globo: PF sabia de ameaça de massacre em Manaus
Zero Hora: Justiça determina abertura de presídio feminino em Lajeado
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Maria, José, Antõnio e Francisco são os nomes mais populares do Maranhão
Você sabe quais são os nomes mais populares do Maranhão? Quem não conhece alguém chamado José, João, Maria ou Ana? Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016, com base no Censo Demográfico de 2010, mostra os principais nomes de pessoas no Brasil, sendo possível realizar o levantamento também por Estado.
O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) fez o levantamento dos nomes preferidos dos pais maranhenses, constatando que “Maria”, “José”, “Antônio” e “Francisco” são os mais recorrentes desde a década de 1930.
“Maria” é o nome mais comum no Maranhão. As Marias aparecem em 574.689 registros de nascimentos maranhenses. Em seguida, vem “José”, com 247.591 registros, “Antonio”, com 170.373, e “Francisco”, com 142.292.
Na década de 2000, período mais recente apontado na pesquisa, os nomes mais populares das meninas maranhenses eram: “Maria”, “Ana”, “Vitoria”, “Leticia”, “Amanda”, “Sara”, “Camila”, “Francisca”, “Juliana” e “Larissa”. Já para os meninos, os nomes mais escolhidos foram: “João”, “Carlos”, “José”, “Pedro”, “Antonio”, “Lucas”, “Francisco, Marcos”, “Gabriel” e “Luis”.
O levantamento identificou 130.348 nomes diferentes na população brasileira, dos quais 63.456 são masculinos e 72.814 femininos, havendo nomes comuns aos dois sexos. Para a pesquisa apenas o primeiro nome foi considerado, não sendo possível a pesquisa por nomes compostos, comuns em todo o Brasil.
Influências religiosas e históricas
O geógrafo do Imesc e também José, o professor José Ribamar Trovão, explica que por meio do processo de ocupação do Maranhão, a região teve grande influência dos colonizadores portugueses católicos. “A ocupação do território maranhense foi muito influenciada pelos padres trazidos de Portugal, os chamados jesuítas. Eles adentraram o estado do litoral ao sertão”, explica.
A popularidade dos nomes José e Maria no Maranhão se deve em função do cunho religioso. “Acredito que em função da ênfase que a igreja católica faz à Nossa Senhora é que o nome dela está em primeiro lugar. O brasileiro é muito ligado à Nossa Senhora de modo geral. Em Belém, Nossa Senhora de Nazaré tem influência muito grande, assim como em São Paulo é a Nossa Senhora Aparecida e no Rio Grande do Sul é a Nossa Senhora dos Navegantes”, comenta Trovão.
Maria, por exemplo, é um nome de origem hebraica, que significa “senhora soberana”, uma mulher forte e decidida que não desiste facilmente de seus desejos. Já o nome José, também de origem hebraica, está presente em uma série de histórias bíblicas, pois nomeia 35 outros santos, além de São José, pai de Jesus.
Além disso, há quem opte por fazer a junção desses nomes tão populares. É muito fácil encontrar algum José Maria ou uma senhora chamada Maria José. Hoje em dia, essa composição já não é mais tão usada, mas era bastante popular nas gerações passadas.
O Maranhão vive ainda uma particularidade, que fica por conta da ação religiosa de São José de Ribamar, padroeiro do estado. Fato que faz com que grande parte dos Josés do Maranhão sejam “José de Ribamar”. O professor Trovão explica que o nome é utilizado bem mais do litoral ao médio do sertão maranhense, por conta do processo de ocupação. Enquanto que o sul e centro do Maranhão, ocupado por imigrantes criadores de gado do Vale do São Francisco, utiliza-se mais o nome Francisco, por influência da sua ocupação.
Ao longo do tempo alguns nomes se sobressaem como preferidos pelos pais, inspirados na literatura, na moda, ou inventados, enquanto outros se tornam menos populares. Pode-se perceber, no entanto, a permanente escolha de nomes bíblicos, sendo possível reflexo da forte religiosidade de matriz católica da população.
Redução de sub-registros civis no Maranhão
Em 2015, o Governo do Maranhão adotou medidas para reduzir o número de sub-registros de nascimentos no Estado. Sub-registro é o conjunto de nascimentos não registrados no próprio ano de nascimento ou no 1º trimestre do ano subsequente.
De acordo com dados do IBGE, de 2003 a 2014 mostra que das 134.852 crianças que nasceram no Maranhão em 2014, apenas 106.908 foram registradas, totalizando 20,7% sem certidão de nascimento formalmente registrada, naquele ano. Com mutirões e implantação de unidades nas maternidades a emissão de certidões de nascimento passaram a ser emitidas de forma imediata, reduzindo sub-registros e garantindo às crianças acesso à cidadania e direitos básicos.
Conheça os nomes mais populares do Maranhão:
Masculino – em todas as décadas (1930 a 2000)
Jose 246.473 pessoas
Antonio 169.554 pessoas
Francisco 141.589 pessoas
Raimundo 112.895 pessoas
Joao 106.349 pessoas
Carlos 55.136 pessoas
Luis 49.316 pessoas
Pedro 43.291 pessoas
Paulo 36.776 pessoas
Marcos 36.257 pessoas
Masculino – a partir da década de 2000
João 29.501 pessoas
Carlos 19.722 pessoas
Jose 16.697 pessoas
Pedro 15.755 pessoas
Antonio 15.603 pessoas
Lucas 15.460 pessoas
Francisco 14.165 pessoas
Marcos 14.037 pessoas
Gabriel 13.799 pessoas
Luis 12.860 pessoas
Feminino – em todas as décadas (1930 a 2000)
Maria 572.580 pessoas
Ana 105.716 pessoas
Francisca 69.066 pessoas
Antonia 56.095 pessoas
Raimunda 51.809 pessoas
Joana 15.765 pessoas
Adriana 13.665 pessoas
Fernanda 12.969 pessoas
Rosa 12.955 pessoas
Rita 11.872 pessoas
Feminino – década de 2000
Maria 49.028 pessoas
Ana 39.763 pessoas
Vitoria 7.307 pessoas
Leticia 5.738 pessoas
Amanda 5.592 pessoas
Sara 5.376 pessoas
Camila 5.185 pessoas
Francisca 5.070 pessoas
Juliana 5.070 pessoas
Larissa 4.783 pessoas
MANCHETES DE HOJE
MARANHÃO
O Estado: Tremor de terra deixa Maranhão em alerta
REGIONAL
Jornal do Commércio: Vai ficar mais caro
O Povo: Estado transfere líderes de facções para evitar motins
NACIONAL
Estadão: Amazonas isola presos do PCCC: SP e Rio estão em alerta
Folha: Governo reduz em 85% repasses para presídios
O Globo: Seis em dez prisões não têm bloqueador de celulares
Zero Hora: Um plano para o Iberê
O Estado: Tremor de terra deixa Maranhão em alerta
REGIONAL
Jornal do Commércio: Vai ficar mais caro
O Povo: Estado transfere líderes de facções para evitar motins
NACIONAL
Estadão: Amazonas isola presos do PCCC: SP e Rio estão em alerta
Folha: Governo reduz em 85% repasses para presídios
O Globo: Seis em dez prisões não têm bloqueador de celulares
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