terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Maranhão arde sob a indiferença dos verdes e vermelhos

    Nem os verdes, muito menos os vermelhos, se pronunciaram sobre o aumento das queimadas no Maranhão . O Estado está na terceira colocação entre as unidades da federação com maior foco de incêndios florestais registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, no ano passado.
Maranhão está entre os três recordistas. Segue atrás do Pará (44.794), Mato Grosso (32. 984), com 30.066 queimadas.
    Toda combustão tem como autoria a mão humana, constatam os técnicos do instituto. O pasto impulsiona o fogo. E assim, dizem, segue a vida.




MANCHETES

Maranhão
O Estado do MA: Trânsito matou 75 na Ilha em 2015 
Regional
O Povo: Com dinheiro liberado, saiba como ficará a Aguanambi
Nacional
Correio: Foi estrupro, dizem especialistas
Folha: Posse de opositores acirra hostilidade na Venezuela
O Estadão: Câmbio e reessão elevam saldo da balança comercial
O Globo: China derruba mercados e agrava incerteza global
Zero Hora: Dólar volta a superar barreira dos R$ 4 com queda de bolsa da China






Artigo de Flávio Dino sobre impeachment na Folha de S. Paulo (30.12.2015)


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Lambe-Lambe: Aviso em feira de Belém (PA)


MANCHETES

Maranhão
O Estado do MA:  2016 começa com 10 mortos no IML
O Imparcial: INSS, IBGE e órgãos abrem inscrições hoje
Regional
Jornal do Commercio: Emprego em baixa. Concurso em alta
Meio Norte: Todos os poderes terão direito ao Habitar Servidor
O Povo: Infraçóes terão multa até 260% mais caras a partir de hoje
Nacional
Correio: Brasiliense narra horror de estrupro no réveillon
Folha: 3 em cada 4 metrópoles têm queda de receitas
O Estadão: Governo quer blindar Barbosa de pedaladas
O Globo: Petrobras quer ser financiada por sócios
Zero Hora: Projetos de R$ 3,5 bi podem gerar 7,7 mil empregos







domingo, 3 de janeiro de 2016

Som ao redor: Raja presta homenagem ao "Pirata da Litorânea"

Diário do Pará: Espelho, espelho meu!


Vasto mundo - FERREIRA GULLAR

    Em meados do ano que acabou, os meios de comunicação divulgaram a chegada ao planeta Plutão de um foguete espacial da Nasa, que fotografou esse planeta que, no sistema solar, é o mais distante da Terra.
    Para chegar a ele, o foguete viajou nove anos e, chegando lá, constatou que Plutão era bastante diferente do que supunham os cientistas, a começar pelo fato de que sua crosta apresenta vastas cadeias de montanhas formadas por gelo de água, ou seja, semelhante ao gelo que cobre as montanhas de nosso planeta. Isso significa que existe água em Plutão e, se existe água ali, não é impossível que exista vida também.
    Quase no mesmo dia, outra notícia sobre tema semelhante chegava até nós: a descoberta de um planeta semelhante a Júpiter, que gira em torno de uma estrela semelhante ao nosso sol. Haverá vida nesse planeta? Trata-se de um sistema solar como o nosso, composto de outros planetas, havendo um talvez com habitantes parecidos conosco?
    Bom, afinal de contas tudo é possível, dependendo de nossa capacidade de imaginar. De qualquer modo, uma coisa é verdade: o ser humano é, sem dúvida, um bicho extraordinário, tanto por essa necessidade de conhecer como por sua capacidade de levar à prática essa necessidade.
    Pare para pensar: já considerou quanto conhecimento é necessário para saber como chegar a um planeta como Plutão, a bilhões de quilômetros de distância? Mas não é apenas a vasta distância que impressiona, mas, sobretudo, construir uma nave capaz de vencer a força de atração da Terra e superar as complexas relações de forças cósmicas que terão de ser superadas para tornar possível a viagem. E sei lá quantos outros problemas estarão implicados em semelhante proeza, como calcular com precisão o momento em que esse foguete -a tantos bilhões de quilômetros da Terra- iniciará a manobra para entrar na órbita de Plutão. Já imaginou quantos problemas estão implicados em semelhante manobra, operada aqui da Terra, com a ajuda de uns tantos equipamentos que o homem inventou?
    E ao me perguntar isso, não posso ignorar que nós, seres humanos, habitamos um minúsculo planeta que gira em torno de uma estrela de quinta grandeza, pertencente a uma galáxia constituída de bilhões de sóis e constelações, sendo ela, a Via Láctea, uma entre bilhões e bilhões de constelações. E mais, essas galáxias são quase nada na vastidão do espaço vazio que constitui o universo. Então, pergunto: o que é o ser humano em meio a essa talvez infinita vastidão?
Nada? Quase nada? Não obstante, ele é capaz de saber tudo isso a respeito do universo e ainda criar máquinas que conseguem navegar por ele e auscultar seus mistérios.
    Agora mesmo, um cientista lançou um projeto cujo objetivo é descobrir se há seres semelhantes a nós no universo. A pergunta que motiva o projeto é a seguinte: "estamos sós no cosmo?"
    Um número considerável de instituições e de cientistas está disposto a difundir, como for possível, sinais através do espaço cósmico, na esperança de que alguém que viva em algum planeta, ainda que situado a milhões ou bilhões de anos-luz de distância, responda a essa patética indagação.
    Pensando bem, isso é uma piração. Milhões ou bilhões de anos para a pergunta chegar a alguém e outros tantos para chegar a nós a resposta. E em que língua? Como saber se se trata de uma mensagem ou de meros ruídos cósmicos? Conforme acredito, mesmo que haja outros seres inteligentes no mundo, dificilmente entenderão nossos sinais e nós os deles. De qualquer modo, as distâncias são tão fantásticas que jamais seria possível alguém chegar até nós ou chegarmos nós até alguém de outro sistema solar. É como se não existissem. Por isso digo que o universo está aí apenas para ser contemplado e nos maravilhar.
    É o que penso, neste começo do ano de 2016, esticado na poltrona da sala, com a gatinha deitada sobre minhas pernas, no apartamento em que moro, à r. Duvivier, em Copacabana, Rio de Janeiro, planeta Terra. 

MANCHETES

Maranhão
O Estado do MA: Eleições 2016 sob novas regras
O Imparcial: 2016: O que esperar
Regional
Diário do Pará: Ano novo terá 113 mil vagas em concurso público 
O Povo: Sol: Como desfrutar sem correr riscos
Nacional
Correio: Crise obriga brasileiros a repensarem o futuro
Folha: O PT se lambuzu, diz Jacques Wagner, chefe da Casa Civil
O Estadão: Emenda de Cunha à Lei dos Portos ajuda doador de Temer
O Globo: Pezão vai cortar R$ 1,5 bi para enfrentar crise
Zero Hora: A vida em layoff





sábado, 2 de janeiro de 2016

Som ao redor: Zuzo Moussawer no 6º Festival Internacional de Contrabaixo em São Luís

Álbum Natural: Araras no Turu, em São Luís (MA)












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Mapa oficial da violência: dois homicídios nos primeiros dias do ano


Saiba quase tudo sobre a reforma ortográfica

Dad Squarisi
Ufa! A reforma ortográfica entrou plenamente em vigor. Desde 1º de janeiro de 2009, as novas regras conviviam com as velhas. Agora o cadáver foi pra cova. Esperneios, jeitinhos & cias. insatisfeitas ficaram pra trás. É hora de olhar pra frente. As mudanças são poucas, muito poucas. Poderiam ter sido mais ousadas, mas optaram pela timidez. Dicionários, gramáticas, livros didáticos etc. e tal do velho time foram pro lixo. Abriram alas pra edições atualizadas. Não há volta. É adotar. Ou adotar. 

Sem bobeira 1
A reforma é ortográfica. Refere-se só à grafia das palavras. Pronúncia, concordância, regência, crase continuam do mesmo jeitinho, sem alteração. 

Sem bobeira 2
A mudança nos acentos atingiu apenas as paroxítonas. Proparoxítonas, oxítonas e monossílabos tônicos não foram nem arranhados. Mantêm-se como sempre foram.

O que mudou?

Alfabeto - O abecedário ganhou três letras. k, w e y tornaram-se gente de casa. O que era fato agora é direito. Nada mais. O emprego do trio continua como antes. Abreviaturas e nomes que se escreviam com as ex-intrusas mantêm a grafia. É o caso de km, Wilson, Yara. Atenção, não se precipite. Grafar wísque e kilo? Nem pensar. Fique com uísque e quilo.

Trema - O trema se foi, mas a pronúncia ficou. Frequente, tranquilo, lingueta, linguiça & cia. agora se grafam assim, leves e soltos. Olho vivo! Trema não é acento. Por isso não discrimina oxítonas, paroxítonas ou proparoxítonas. Para ele, tudo o que cai na rede é peixe. Nenhuma palavra portuguesa tem trema. 

Oo - O chapéu do hiato oo se despediu: voo, abençoo, perdoo, coroo & demais oos livraram-se do incômodo acessório. Xô!

Eem - O circunflexo do hiato eem disse adeus. Veem, creem, deem, leem ganharam forma mais leve e descontraída. Não vacile. Caiu o acento da duplinha eem. O solitário êm não tem nada com a história. Está firme como sempre esteve na 3ª pessoa do plural de vir, ter e derivados: eles vêm, têm, convêm, detêm, contêm.

U - O u tônico dos verbos apaziguar, averiguar, arguir & cia. perdeu o grampinho: apazigue, averigue e argue. 

I e u - O i e u antecedidos de ditongo perdem o grampo: feiura, baiuca, Sauipe. Atenção: não confunda Germano com gênero humano. Caiu o acento do i e u antecedidos de ditongo. Pouquíssimas palavras — talvez meia dúzia — se enquadram na regra. A norma que acentua o i e o u antecedidos de vogal continua firme e forte. É o caso de saída, saúde, caí, baú.

Ei e oi - O acento dos ditongos abertos ei e oi se despediram nas paroxítonas: ideia, joia, jiboia, heroico. Lembra-se? A reforma só atingiu as paroxítonas. O grampinho permanece inalterável nas oxítonas e monossílabos tônicos: papéis, herói, dói.

Acentos diferenciais - Foram-se os das paroxítonas. Pêlo, pélo, pára, pólo, pêra ficaram mais leves. Assim: pelo, para, polo, pera. Exceção? Só duas. Mantém-se o chapéu de pôde, passado do verbo poder. E o verbo pôr fica com o chapéu à mostra. (Ele é monossílabo tônico. Escapou da facada, que só cortou o acessório das paroxítonas.)

Hifen

Vogais: 
só entram na jogada os prefixos que terminam por vogal e se juntam a outra palavra também iniciada por vogal. Portanto, é vogal com vogal. São duas regras:
Não se usa hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento: aeroespacial, agroindústria, antieducação, autoescola, coedição, coautor, infraestrutura, plurianual, semiopaco. Usa-se o hífen quando o segundo elemento começar pela mesma vogal com que termina o hífen: anti-inflamatório, auto-observação, contra-ataque, micro-ondas, semi-internato.
Exceção: co- se junta ao segundo elemento mesmo quando ele acaba com o: coordenar, coobrigação. Resumo da ópera: os diferentes se atraem; os iguais se rejeitam. (O co- é exceção que confirma a regra.)

Prefixos terminados em vogal que se juntam a palavras começadas por R ou S: no caso, valem duas observações. Uma: o hífen não tem vez. A outra: pra manter a pronúncia, duplicam-se o R e o S: antirrábico, antirrugas, antissocial, biorritmo, contrassenso, infrassom, microssistema, minissaia, multisseculas, neossocialismo, semirrobusto, ultrarrigoroso, ultrassom.

Sufixos de origem tupi-guarani açu, guaçu e mirim: Use o hifen: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu. 

Os iguais se rejeitam: quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante: hiper-rico, inter-racial, sub-bloco, super-resistente, super-romântico. (O sub vai além. Usa hífen com palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça.

MANCHETES

Maranhão
O Estado do MA: 1.032 mortes violentas em 2015
O Imparcial: Festa da irada leva multidão às ruas
Regional
Jornal do Commercio: Ano começa com arrocho
Meio Norte: Produção de energia eólica cresce 118%
O Povo: Ceará reduz homicídios e deve alcançar a meta
Nacional
Correio: Uber cobra mais caro na virada e revolta clientes
Folha: Velocidade da internet no ensino público é 3% do ideal
O Estadão: Dilma veta reajuste do Bolsa Família na Lei do Orçamento
O Globo: PT quer mais impostos e empréstimo da China
Zero Hora: Verão à espera de cor

































sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Tarantino está em cartaz em todas as salas de São Luís



    O ano estreia nas telas de São Luís com destaque para Quentin Tarantino, diretor norte-americano cultuado como cult, mas com forte apelo comercial- vejamos a permanência nas bancas de piratas de "Bastardos Inglórios" e "Django Livre".
    "Os Oito Odiados" (The Hateful Eight - confira programação), produção com estreia nacional no circuito das salas dos shoppings, é mais um western de Tarantino. No Cine Praia Grande, a semana inteira é dedicada ao lado escritor do diretor. O roteirista de filmes como "Um drink no inferno", dirigido por Robert Rodriguez. É uma oportunidade para repassar toda a obra de Quentin Tarantino como diretor, que alcança o oitavo título com esta produção candidata ao Oscar de 2017.
    Segundo o diretor de cinema, "Os Oito Odiados" será seu penúltimo filme.  Pretende fazer dez. "Cães de Aluguéis" (Reservoir Dogs) inaugurou sua filmografia. Na mais recente produção ele volta ao tema: um grupo de machos confinados à beira de um ataque de violência. A gota d´água é Daisy, interpretada por Jennifer Jason Leigh, que também não é flor que se cheire.
    Em sua passagem pelo Brasil - São Paulo - para divulgar o filme, Taratino não colocou a carapuça de westerner (diretor de western como o admirado Sergio Leone). "Os Oito...", um longo longa com cenas filmadas em câmera de 70mm, sucede "Django Livre", que o diretor diz ser um sothern - alusivo à região onde se desenrola a trama com Di Capri no elenco).
     O fascínio pelo cinema faz com que os filmes dirigidos por Tarantino funcionem como uma espécie de catálogo de referências à história do cinema. Tanto em termos de tecnologia como de linguagem. Seu novo filme não foge à regra. Em "Os Oito..." ele carregou o equipamento utilizado para filmar paisagem para dentro de uma sala. Contribui para dar espessura às cenas em que os oito - ou nove - se defrontem em conflitos regado a sangue.

MOSTRA ESCRITO POR TARANTINO
Sábado, 2 de janeiro
14h00 - DJANGO LIVRE, de Quentin Tarantino
16h45 - GRANDE HOTEL, de Allison Anders, Alexander Rockwell, Robert Rodriguez e Quentin Tarantino
18h20 - KILL BILL - VOLUME I, de Quentin Tarantino
20h00 - KILL BILL - VOLUME II, de Quentin Tarantino
Domingo, 3 de janeiro
17h00 - BASTARDOS INGLÓRIOS, de Quentin Tarantino
19h30 - PULP FICTION, de Quentin Tarantino
Segunda, 4 de janeiro
14h00 - BASTARDOS INGLÓRIOS, de Quentin Tarantino
16h30 - AMOR À QUEIMA ROUPA, de Tony Scott
18h30 - À PROVA DE MORTE, de Quentin Tarantino
20h15 - ASSASSINOS POR NATUREZA, de Oliver Stone
Terça, 5 de janeiro
14h20 - UM DRINK NO INFERNO, de Robert Rodriguez
16h00 - CÃES DE ALUGUEL, de Quentin Tarantino
17h30 - JACKIE BROWN, de Quentin Tarantino
Quarta, 6 de janeiro
14h00 - GRANDE HOTEL, de Allison Anders, Alexander Rockwell, Robert Rodriguez e Quentin Tarantino
15h30 - À PROVA DE MORTE, de Quentin Tarantino
17h10 - PULP FICTION, de Quentin Tarantino
19h45 - DJANGO LIVRE, de Quentin Tarantino
Todos os filmes serão exibidos em versões legendadas e em alta definição.
Ingresso promocional: R$ 5,00



Tirinha do dia


Coluna do CLAUDIO HUMBERTO

SEM REFRESCO
O deputado Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA) apresentou projeto para endurecer a farra do ‘saidão’ de fim de ano. A proposta do comunista torna obrigatório o cumprimento de 40% da pena, se for réu primário, e de, no mínimo, 60%, nos casos de reincidência, para ter o benefício.

Um feliz 2016 para o povo brasileiro - DILME ROUSSEFF

O ano de 2015 chegou ao final e a virada do calendário nos faz reavaliar expectativas e planejar novas etapas e desafios. Assim, como sempre, nos traz a necessidade de refletir sobre erros e acertos de nossas decisões e atitudes.
Este 2015 foi um ano muito duro. Revendo minhas responsabilidades nesse ambiente de dificuldades, vejo que nossos erros e acertos devem ser tratados com humildade e perspectiva histórica.
Foi um ano no qual a necessária revisão da estratégia econômica do país coincidiu com fatores internacionais que reduziram nossa atividade produtiva: queda vertiginosa do valor de nossos principais produtos de exportação, desaceleração de economias estratégicas para o Brasil e a adaptação a um novo patamar cambial, com suas evidentes pressões inflacionárias.
Tivemos também a instabilidade política que se aprofundou por uma conduta muitas vezes imatura de setores da oposição que não aceitaram o resultado das urnas e tentaram legitimar sua atitude pelas dificuldades enfrentadas pelo país.
Mais do que fazer um balanço do que se passou, quero falar aqui da minha confiança no nosso futuro e reafirmar minha crença no Brasil e na força do povo brasileiro. Estou convicta da nossa capacidade de chegarmos ao fim de 2016 melhores do que indicam as previsões atuais.
A principal característica das crises econômicas do Brasil, desde os anos 1950, é uma combinação entre crise externa e crise fiscal. As economias emergentes sempre foram pressionadas pela combinação de deficit e dívida externa, com desarranjos fiscais do Estado.
A realidade brasileira hoje é outra. A solidez da nossa economia é a base da retomada do crescimento. Temos uma posição sólida nas reservas internacionais, que se encontram em torno de US$ 368 bilhões, a sexta maior do mundo.
O deficit em transações correntes terá recuado no final do ano de cerca de 4,3% para 3,5% do PIB, comparativamente a 2014. O investimento direto estrangeiro na casa de US$ 66 bilhões demonstra a confiança dos investidores no nosso país.
Em 2016, com o apoio do Congresso, persistiremos pelos necessários ajustes orçamentários, vitais para o equilíbrio fiscal. Em diálogo com os trabalhadores e empresários, construiremos uma proposta de reforma previdenciária, medida essencial para a sobrevivência estrutural desse sistema que protege dezenas de milhões de trabalhadores.
É claro que os direitos adquiridos serão preservados, e devem ser respeitadas as expectativas de quem está no mercado de trabalho, mas de forma efetivamente sustentável.
Convocarei o Conselho de Desenvolvimento Social, formado por trabalhadores, empresários e ministros, para discutir propostas de reformas para o nosso sistema produtivo, especialmente no aspecto tributário, a fim de construirmos um Brasil mais eficiente e competitivo no mercado internacional.
Não basta apenas a modernização do nosso parque industrial, é fundamental continuarmos investindo em educação, formação tecnológica e científica.
Precisamos também respeitar e dialogar com os anseios populares, desenvolvendo uma estrutura de poder mais próxima da sociedade, instituições fortes no combate à corrupção, oferta de serviços públicos de qualidade e ampliação dos instrumentos de participação e controle da sociedade civil.
As diferentes operações anticorrupção tornaram as instituições públicas mais robustas e protegidas. Devem continuar assegurando o amplo direito de defesa e punindo os responsáveis, sem destruir empregos e empresas.
Reafirmo minha determinação pela reforma administrativa que iniciei. Quero um governo que gaste bem os recursos públicos, que seja racional nos processos de trabalho e eficiente no atendimento às demandas da sociedade.
O governo está fazendo sua parte. Executamos um duro plano de contenção de gastos, economizando mais de R$ 108 bilhões em 2015 -o maior contingenciamento já realizado no país. Para 2016, firmamos o compromisso de produzir um superavit primário de 0,5% do PIB. Fizemos e faremos esse esforço sem transferir a conta para os que mais precisam.
Sei que as famílias brasileiras se preocupam com a inflação. Enfrentá-la é nossa prioridade. Ela cairá em 2016, como demonstram as expectativas dos próprios agentes econômicos.
O governo manteve, no ano de 2015, os investimentos que realizamos para melhorar a vida dos brasileiros. Por exemplo, foram cerca de 389 mil moradias entregues e mais de 402 mil contratadas no Minha Casa, Minha Vida. Quase 14 milhões de famílias receberam o Bolsa Família.
Oferecemos 906 mil novas vagas em universidades públicas e privadas e 1,3 milhão no Pronatec. Entregamos 808 km de rodovias, tanto por meio de obras públicas como pelas concessões privadas. Autorizamos dez terminais portuários privados, concedemos e modernizamos aeroportos. Ampliamos a oferta de energia em 5.070 MW.
É hora de viabilizar o crescimento. O plano de concessões em infraestrutura já é uma realidade. Os leilões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias vão impulsionar a nossa economia e contribuirão para a geração de empregos. Não vamos parar por aí.
É importante ressaltar que em 2015 as instituições da nossa democracia foram exigidas como nunca e responderam às suas responsabilidades, preservando a estabilidade institucional do Brasil.
Todos esses sinais me dão a certeza de que teremos um 2016 melhor. Mesmo injustamente questionada pela tentativa de impeachment, não alimento mágoas nem rancores. O governo fará de 2016 um ano de diálogo com todos os que desejam construir uma realidade melhor.
O Brasil é maior do que os interesses individuais e de grupos. Por isso, quero me empenhar para o que é essencial: um Brasil forte para todo o povo brasileiro.
DILMA ROUSSEFF, 68, é presidente da República 

Me dê motivo - NELSON MOTTA


Sarney fez o diabo para conseguir mais um ano de mandato e ganhou o quê? Mais 365 dias para ser desmoralizado, humilhado e execrado


Os números do Ibope são contundentes: 67% dos brasileiros querem o impeachment de Dilma. Não sabem bem por qual motivo, mas querem vê-la fora do governo. Lula chegou até a culpar o machismo pela impopularidade da presidenta, mas são justamente as mulheres, 70%, contra 65% dos homens, que mais desejam o seu afastamento.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, são 75% que querem Dilma longe do palácio. E pior: entre os pobres, que ganham até um salário-mínimo, tradicional clientela eleitoral petista, 68% apoiam o impeachment. Mais até do que os ricos, que ganham acima de cinco salários: só 66% deles são pró-impeachment.

São mais de dois terços dos brasileiros, cerca de 130 milhões de cidadãos, que querem o impeachment, enquanto pouco menos de um terço é contra. Uma maioria avassaladora e qualificada, que, se representada no Congresso, tem poder até para mudar a Constituição.

Com as mesmas intolerância e radicalismo que agora o atingem, o PT pediu o impeachment de Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique no Congresso. Perdeu os três, e acabou contribuindo para os adversários ganharem uma sobrevida e se fortalecerem na reafirmação de sua legitimidade.

É o melhor que pode acontecer a Dilma. Ser processada pelo Congresso e absolvida por uma maioria, que não garante apoio a seu governo e a faz refém dos seus salvadores. E continuará ladeira abaixo como um Sarney sem jaquetão. Sarney fez o diabo para conseguir cinco anos de mandato e ganhou o quê? Mais 365 dias para ser desmoralizado, humilhado, desprezado e execrado.

Todos já sabem que os maiores beneficiários de um improvável impeachment seriam Lula e o PT, que se livrariam de Dilma, passariam à oposição como vítimas de um golpe “da direita”, e iriam até 2018 gritando contra a crise que deixaram e prometendo redenção.

Muita gente é contra o impeachment, não por amor a Dilma, mas pelos mesmos motivos de Fernanda Torres: “porque livrará o PT da responsabilidade pela atual crise e, só atravessando a fase aguda da infecção, com todos os envolvidos presentes, ganharemos imunidade contra o populismo de esquerda e o oportunismo de direita.”

Charge de hoje - Jornal do Commercio (Miguel)