quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Olhar estrangeiro - PAULA CESARINO COSTA
RIO DE JANEIRO - O prefeito Eduardo Paes (PMDB) comemora agora que o Rio está nas páginas do "New York Times" não pela violência, mas em razão das transformações que acontecem na cidade. O olhar estrangeiro tenta decifrar este país, de inefável desigualdade, que busca ter uma economia de Primeiro Mundo.
Ao tratar da dengue, o jornal alemão "Tagesspiegel" descreve uma favela carioca: "As casas são construídas próximas umas das outras, as ruas são estreitas, as condições de higiene precárias. A confusão de pessoas, animais e bens evoca associações da Idade Média".
O indiano Suketu Mehta escreveu para a "New York Review of Books": "Os brasileiros gostam de se considerar uma sociedade multirracial, mas basta dar um passeio pelas favelas das cidades para que esse mito caia por terra. A maioria dos moradores tem pele escura, muito mais escura do que a da maioria dos ricos, que moram perto da praia ou nos subúrbios, e mais escura do que a da maioria dos jovens que protestaram nas ruas".
Sarcástico, o "NYT" diz que as autoridades estão se esforçando para reinventar a cidade ("onde as diferenças de classe e a corrupção são quase tão inamovíveis quanto as montanhas"). Define o bem-vindo projeto de renovação da região portuária como "grande jogada comercial de um governo preso aos incorporadores imobiliários". Graceja com o Museu do Amanhã ("o que quer que isso possa ser") e ridiculariza quem o projetou ("Santiago Calatrava, o arquiteto do ontem").
O Rio está melhor hoje. A economia cresce. Em algumas áreas já não há fuzis nem balas perdidas. Muito foi investido. Pouco foi discutido. Milhares de famílias ainda vivem em casas de um cômodo, em vielas por onde escorre esgoto e que só se atingem após subir centenas de degraus.
Acostumado à falta de perspectiva, o país deve celebrar avanços, mas indignar-se com o presente.
MANCHETES DOS JORNAIS
Estado
O Estado do MA:PM poderá ter batalhão de elite semelhante ao BOPE
Região
Região
Jornal do Commercio:Liquidação online exige cuidados
Meio-Norte:Preços de concessões são 85% mais baixos
O Povo:Acidente destroi parte do Itaquerão e mata dois
Nacional
Meio-Norte:Preços de concessões são 85% mais baixos
O Povo:Acidente destroi parte do Itaquerão e mata dois
Nacional
Brasil Econômico:Taxa de juros volta aos dois dígitos e fica em 10%
Correio Braziliense:Novo Laudo complica a atuação de Genoino
Correio Braziliense:Novo Laudo complica a atuação de Genoino
Estadão:Câmara adia decisão sobre aposentadoria de Genoino
Estado de Minas:A duplicação que encolheu
Folha:Acidente mata 2 operários e deve atrasar ItaquerãoO Globo:Caso Siemens: PT e PSDB fazem guerra de versões sobre dossiê
Zero Hora:Inflação e eleição fazem juro voltar a dois dígitos
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
MISTÉRIO - Consumidora entra com ação judicial porque supostamente encontrou barata em garrafa de uma suposta bebida
Uma consumidora ingressou com a ação na 10ª Vara Cível de São Luís contra uma empresa de bebidas, alegando ter encontrado uma barata e sujeira em uma garrafa. Após tentativa de conciliação sem acordo, a juíza titular da unidade judicial, Sônia Amaral Fernandes Ribeiro, determinou a realização de perícia.
A ação foi proposta em maio deste ano e em agosto ocorreu audiência para a tentativa de conciliação. A magistrada fixou o prazo de 30 dias para entrega do laudo pericial, quando será marcada a audiência de instrução e julgamento.
Na perícia, a juíza determinou que fossem levantadas as informações de quantas pessoas estavam no local quando foi feita a abertura das garrafas de bebida; se algum dos presentes chegou a ingerir bebida alcoólica das garrafas que apresentavam, segundo relato da inicial, sujeiras e elementos estranhos; qual seria o elemento estranho existente nas garrafas e quantas garrafas apresentaram o mesmo problema.
A perícia deve identificar também questões como: se as garrafas ainda em poder da empresa de bebidas apresentam elementos estranhos e, em caso positivo, identificar quais sejam esses elementos estranhos; qual o nível de pureza da bebida nas garrafas questionadas, em face da alegação da autora de que, além de elementos estranhos, haveria sujeira nas garrafas; se todas ou algumas garrafas apresentam alguma forma de violação do lacre original produzido na fabricação.
Da Assessoria de Comunicação da Corregedoria Geral de JustiçaPIADA DO DIA
O atual presidente do PT/MA, Raimundo Monteiro, declarou à imprensa que era interesse do PT que o vice-governador assumisse o Tribunal de Contas do Estado, tendo em vista que o partido tem muitos prefeitos que terão suas contas julgadas pelo órgão.
FRASE DO DIA - Até tu, Brutus?
“Nós estamos atrás do Piauí, mais uma vez, estamos perdendo para o Piauí".
Do deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) na Assembleia Legislativa do Maranhão em discurso que comentou o ranking do ENEM
PS- O governador do Piauí, Wilson Martins é do mesmo partido do parlamentar maranhense. Martins sucedeu Wellington Dias, eleito senador em 2010 pelo PT, partido ao qual Bira foi filiado até o setembro deste ano.
Do deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) na Assembleia Legislativa do Maranhão em discurso que comentou o ranking do ENEM
PS- O governador do Piauí, Wilson Martins é do mesmo partido do parlamentar maranhense. Martins sucedeu Wellington Dias, eleito senador em 2010 pelo PT, partido ao qual Bira foi filiado até o setembro deste ano.
Jomar Moraes conta que Edgar Rocha vendeu mesmo acervo para prefeitura de São Luís e Fundação Nagib Haicker
O imortal Jomar Moraes, ex-presidente da Academia Maranhense de Letras e ex-diretor da Biblioteca Pública Benedito Leite e Sioge, solta os cachorros para cima do fotógrafo Edgard Rocha na crônica "o seu a seu dono", publicada nesta quarta-feira, 27, na coluna Hoje é dia de... O Estado do Maranhão."Por questões de assepsia", o professor omite o nome do fotógrafo,"um sujeito com seu quê de manquitó, fala macia e algo tatibate", mas "de insaciável rapacidade". São os casos citados que dão nome ao boi.
Teria o dito cujo copiado imagens de álbuns de fotografia em posse de Jomar Moraes que buscou o estúdio de Rocha para reproduzi-las a fim de conservá-las por mais tempo. Sorrateiramente, o profissionalmente rapinou as imagens copiando-as e se apropriando das mesmas em nome do tal estúdio.
A indignação de Moraes está na desconsideração do fotógrafo em omitir a origem das imagens. Ele chega mesmo a citar um caso: as 24 fotografias colorizadas de um álbum produzido pela Tipogravura Teixeira, por volta de 1904.
Idêntico procedimento adotou o profissional da imagem em relação ao álbum "Maranhão ilustrado", da mesma tipografia, publicado em 1899, reputada pelo pesquisador como primeira publicação do gênero no Maranhão. As ilustrações do livro foram transferidas para outro ao qual o imortal não declina nomes de autor ou obra.
Mais adiante, Jomar Moraes conta o caso da venda de iconografias de São Luís na gestão do prefeito Tadeu Palácio (2002-2008) pelo dito cujo fotógrafo ao valor de R$ 60 mil. Tal "venda" não se concretizou por inteiro pela falta de entrega do material em sua íntegra. Este mesmo acervo foi vendido recentemente à Fundação Nagib Haickel pelo valor de R$ 70 mil.
Na folha corrida do fotógrafo constam outros golpes, como o aplicado na Casa de Antonio Lobo (Academia Maranhense de Letras) de onde recebeu R$ 23 mil sem prestar nenhum dos serviços contratados, e outro na JUCEMA.
Confira aqui a crônica de Jomar Moraes:
http://imirante.globo.com/oestadoma/noticias/2013/11/27/pagina258857.asp
Teria o dito cujo copiado imagens de álbuns de fotografia em posse de Jomar Moraes que buscou o estúdio de Rocha para reproduzi-las a fim de conservá-las por mais tempo. Sorrateiramente, o profissionalmente rapinou as imagens copiando-as e se apropriando das mesmas em nome do tal estúdio.
A indignação de Moraes está na desconsideração do fotógrafo em omitir a origem das imagens. Ele chega mesmo a citar um caso: as 24 fotografias colorizadas de um álbum produzido pela Tipogravura Teixeira, por volta de 1904.
Idêntico procedimento adotou o profissional da imagem em relação ao álbum "Maranhão ilustrado", da mesma tipografia, publicado em 1899, reputada pelo pesquisador como primeira publicação do gênero no Maranhão. As ilustrações do livro foram transferidas para outro ao qual o imortal não declina nomes de autor ou obra.
Mais adiante, Jomar Moraes conta o caso da venda de iconografias de São Luís na gestão do prefeito Tadeu Palácio (2002-2008) pelo dito cujo fotógrafo ao valor de R$ 60 mil. Tal "venda" não se concretizou por inteiro pela falta de entrega do material em sua íntegra. Este mesmo acervo foi vendido recentemente à Fundação Nagib Haickel pelo valor de R$ 70 mil.
Na folha corrida do fotógrafo constam outros golpes, como o aplicado na Casa de Antonio Lobo (Academia Maranhense de Letras) de onde recebeu R$ 23 mil sem prestar nenhum dos serviços contratados, e outro na JUCEMA.
Confira aqui a crônica de Jomar Moraes:
http://imirante.globo.com/oestadoma/noticias/2013/11/27/pagina258857.asp
Deputada Eliziane Gama usa "prerrogativa do cargo" e fura fila em Mostra de Cinema
A deputada estadual Eliziane Gama (PPS), quer percorre o estado pavimentando uma suposta candidatura ao governo do estado do Maranhão em 2014, furou a imensa fila na abertura da 8ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos nesta terça-feira, 26, no Teatro da Cidade de São Luís.
Acompanhada de uma assessora, a deputada chegou ao local minutos antes do início da sessão de abertura da mostra, às 19 horas. Foi identificada por "amigas" e ainda resistiu com um discurso ensaiado: "Não sou diferente de ninguém", disse. Acabou comprovando que tem destaque entre os mais de 6 milhões de maranhenses.
Sem resistência, a deputada se conformou em utilizar a prerrogativa do cargo. Entrou sem rodeios e com solicitudes do organizador da mostra, Francisco Colombo. Nem pediu desculpas aos pobres coitados que chegaram cedo à fila. A deputada é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias na Assembleia Legislativa do Maranhão.
Não ao retrocesso no pagamento de pensão alimentícia - EDITORIAL CORREIO BRAZILIENSE
Pessoas obedecem à lei pela mesma razão por que pagam impostos. Temem a punição. A certeza de que sonegar ou descumprir as normas legais cobra preço alto leva-as a curvar-se diante do inevitável. Dito de outra forma: praticam a virtude não como investimento para chegar ao céu, mas para escapar do inferno.
Não é outro o motivo por que pais e ex-maridos pagam pensão alimentícia com pontualidade. Eles sabem que ignorar a obrigação é sinônimo de cadeia em regime fechado. Não só. Correm o risco de cumprir a pena com criminosos comuns. Na tentação de ultrapassar o limite de três dias de tolerância para atrasos, devem lembrar a frase do ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardozo: "Prefiro morrer a ir para uma prisão brasileira".
No país em que leis não pegam, causa indignação modificar uma que pegou. Pior: não só pegou, mas também responde às expectativas da sociedade. Por isso é citada como exceção que confirma a regra - põe os réus atrás das grades. O processo penal brasileiro admite tantos recursos que o julgamento de demandas acaba em impunidade.
A iniciativa vem do Poder Legislativo. Deputados incluíram no novo Código de Processo Civil proposta que altera a punição para os relapsos no pagamento de pensão alimentícia. No relatório aprovado pela comissão que analisou o código, o prazo para honrar a obrigação passa de três para 10 dias.
Mais: o regime de prisão semiaberta nos primeiros três meses substitui o fechado. Caso o sistema prisional não disponha de celas separadas das dos criminosos comuns, a pena será cumprida em prisão domiciliar. As mudanças obedecem a denominador comum: a frouxidão. Atenuam o rigor que inibe desculpas e jogos de cena. Hoje, quem se ajoelha não tem alternativa. Precisa rezar. A flexibilização proposta desmoraliza o benefício.
Tem razão a ministra Eleonora Menicucci. "Essa é uma luta histórica das mulheres. Não há nada que tenha mudado que justifique a mudança", disse, em nota, a titular da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República. É bom que o relator da matéria, deputado Paulo Teixeira, ouça o clamor do bom senso e reveja a mudança proposta.
A sociedade precisa ficar atenta para evitar fatos consumados. Precisa, também, recorrer às armas de que dispõe. Entre elas, pressionar os parlamentares e convocar o Planalto para que mobilize as bases no Congresso. A Secretaria das Mulheres deve protagonizar o processo - convocar as entidades ligadas ao tema para engrossar a corrente da oposição. A força das mídias sociais não pode ser menosprezada. Na dúvida, basta lembrar as multidões que foram às ruas em junho.
Não é outro o motivo por que pais e ex-maridos pagam pensão alimentícia com pontualidade. Eles sabem que ignorar a obrigação é sinônimo de cadeia em regime fechado. Não só. Correm o risco de cumprir a pena com criminosos comuns. Na tentação de ultrapassar o limite de três dias de tolerância para atrasos, devem lembrar a frase do ministro da Justiça, Luiz Eduardo Cardozo: "Prefiro morrer a ir para uma prisão brasileira".
No país em que leis não pegam, causa indignação modificar uma que pegou. Pior: não só pegou, mas também responde às expectativas da sociedade. Por isso é citada como exceção que confirma a regra - põe os réus atrás das grades. O processo penal brasileiro admite tantos recursos que o julgamento de demandas acaba em impunidade.
A iniciativa vem do Poder Legislativo. Deputados incluíram no novo Código de Processo Civil proposta que altera a punição para os relapsos no pagamento de pensão alimentícia. No relatório aprovado pela comissão que analisou o código, o prazo para honrar a obrigação passa de três para 10 dias.
Mais: o regime de prisão semiaberta nos primeiros três meses substitui o fechado. Caso o sistema prisional não disponha de celas separadas das dos criminosos comuns, a pena será cumprida em prisão domiciliar. As mudanças obedecem a denominador comum: a frouxidão. Atenuam o rigor que inibe desculpas e jogos de cena. Hoje, quem se ajoelha não tem alternativa. Precisa rezar. A flexibilização proposta desmoraliza o benefício.
Tem razão a ministra Eleonora Menicucci. "Essa é uma luta histórica das mulheres. Não há nada que tenha mudado que justifique a mudança", disse, em nota, a titular da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República. É bom que o relator da matéria, deputado Paulo Teixeira, ouça o clamor do bom senso e reveja a mudança proposta.
A sociedade precisa ficar atenta para evitar fatos consumados. Precisa, também, recorrer às armas de que dispõe. Entre elas, pressionar os parlamentares e convocar o Planalto para que mobilize as bases no Congresso. A Secretaria das Mulheres deve protagonizar o processo - convocar as entidades ligadas ao tema para engrossar a corrente da oposição. A força das mídias sociais não pode ser menosprezada. Na dúvida, basta lembrar as multidões que foram às ruas em junho.
COISAS DO BRASIL - Prefeito de Fortaleza será homenageado por empreiteiros
O prefeito de Fortaleza (CE), Roberto Cláudio (Pros), receberá nesta sexta-feira, 29, o Prêmio “Fiec – Desenvolvimento Setorial”. A homenagem é iniciativa do Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon) e faz parte das premiações da Festa da Construção, que elege as personalidades do ano na área da construção civil.
Segundo o Sinduscon, que representa interesses de construtoras e empreiteiras no Estado, o prefeito foi escolhido por unanimidade para o prêmio "devido a sua relevância socioeconômica e amplitude da contribuição para a construção civil".
Além de Roberto Cláudio, receberão prêmios a construtora Dias de Sousa e o juiz do trabalho e ex-vereador Francisco de Carvalho Martins.
De O Povo
MANCHETES DOS JORNAIS
Estado
Aqui-MA:Ladrões viram vítimas e apanham muito
Jornal Pequeno:Deficit habitacional do MA é pior do país
O Estado do MA:Maranhão sobe três posições no ranking nacional de educação
O Imparcial: Divulgado ranking do ENEM 2012 no Maranhão
Região
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O Imparcial: Divulgado ranking do ENEM 2012 no Maranhão
Região
Jornal do Commercio:Nova polêmica no Enem
Meio-Norte:Bancada do Piauí quer R$ 1,7 bi do orçamento
O Povo:Apreensão de equipamentos mais que dobra em 2013
Nacional
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Nacional
Brasil Econômico:Dilma diz que PIB cresceu 1,5% no ano passado
Correio Braziliense:Cai voto secreto para cassação de mandato
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Estadão:PSDB pede demissão de ministro da Justiça
Estado de Minas:Colégios mineiros no topo do Enem
Folha:Genoino não precisa se tratar em casa, diz laudo
O Globo:Caso Siemens: Tucanos denunciam que documentos foram forjados
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Zero Hora:Senado aprova voto aberto em cassações
terça-feira, 26 de novembro de 2013
TRECHO LITERÁRIO - Lygia Fagundes Telles
Os gatos
"Ele fixaria em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poera de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes, quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da liberdade sem coleita. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo"
"Ele fixaria em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poera de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes, quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da liberdade sem coleita. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo"
Em "A Disciplina do Amor" (Editora Nova Fronteira - 1980)
VEJA registra história de superação de Herbert Fontenele
Novos remédios revolucionam o combate ao câncer de próstata
No Brasil, 20% dos diagnósticos de câncer de próstata são feitos em fase avançada. Mas a medicina conseguiu ampliar em 30%, em cinco anos, a taxa de sobrevida dos pacientes
Adriana Dias Lopes

ROTINA NORMAL - Graças a um dos novos remédios, Fontenele encontrou ânimo para retomar as caminhadas pela praia (Alexandre Schneider)
Aos 68 anos, Herbert Fontenele recebeu o diagnóstico de câncer de próstata metastático. O tumor invadira a bexiga, a uretra e os ossos. Era 2009. Pelas estimativas médicas, Fontenele teria apenas um ano de vida. Mas ele não desistiu. Foram doze sessões de quimioterapia e outras 32 de radioterapia. E os efeitos colaterais do tratamento, terríveis — dores fortes na região do abdômen, vômitos constantes e prostração. “O sofrimento era tão grande que cheguei a pensar que deveria ter deixado a doença seguir seu rumo natural”, diz Fontenele. A situação começou a mudar em 2010, quando ele participou das pesquisas finais de um novo medicamento para câncer de próstata metastático, a abiraterona. Em seis meses, seu quadro clínico se reverteu. O PSA, o principal marcador sanguíneo da doença, atingiu uma taxa equivalente à de um homem saudável, de 0,3. Fontenele mantém a terapia com o medicamento e seguirá assim até o momento em que o câncer deixar de reagir à abiraterona — quatro comprimidos diários e nenhuma reação adversa. Hoje, a vida dele é a mesma de antes da doença: trabalha, passeia com os amigos, viaja com a família e faz caminhadas pelas praias de São Luís, no Maranhão, onde mora.

A reviravolta na doença de Fontenele é um excelente retrato da história do tratamento do câncer de próstata metastático. Lançada comercialmente no Brasil em 2012, a abiraterona é um dos quatro novos medicamentos desenvolvidos nos últimos três anos para o combate à doença. Com eles, a taxa de sobrevivência dos doentes aumentou 30%, em cinco anos. Pode parecer pouco, mas não é. A elevação da taxa de sobrevida nos últimos cinco anos de pacientes com tumores avançados de mama girou em torno dos 20%. Dos de intestino, 10%. O tempo a mais que esses remédios proporcionam é como aquele que Fontenele experimenta — sem dores, sem prostração, sem enjoos. Vida normal, portanto. O diagnóstico de câncer de próstata metastático já não significa mais necessariamente uma sentença de morte. “Trata-se do maior impacto já visto em tão pouco tempo no tratamento de qualquer câncer metastático”, diz Fernando Maluf, chefe da oncologia clínica do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.
De todos os cânceres em fase de metástase, o de próstata é o mais controlável. Os novos medicamentos são desenvolvidos a partir de uma tecnologia extremamente sofisticada. A abiraterona, por exemplo, ataca o tumor em duas frentes. Corta a produção na glândula suprarrenal do hormônio testosterona, o combustível para os tumores prostáticos, e diminui a síntese do hormônio dentro das células cancerígenas. Além da abiraterona, há três medicações de ultimíssima geração (veja o quadro abaixo). Algumas delas são de um requinte tecnológico impressionante, como a vacina terapêutica Sipuleucel-T. Feita sob medida para o paciente, ela estimula o sistema imunológico a combater as células tumorais. Um mês de tratamento custa 90 000 reais. Ainda não há previsão de chegada da vacina ao Brasil.

O câncer de próstata está entre os tumores mais indolentes. Ele leva quinze anos para atingir 1 centímetro cúbico. Com esse tamanho, pequeno, o tumor está confinado à glândula, e pode ser tratado com tranquilidade. Quando ele escapa e atinge outro órgão, a coisa muda de figura. “A lentidão, benéfica no início da doença, torna-se um grande problema na fase de metástase”, explica o oncologista Andrey Soares, do Hospital Albert Einstein e do Centro Paulista de Oncologia, ambos em São Paulo. Tumores de crescimento lento são resistentes à quimioterapia, a primeira opção de tratamento nos casos de metástase. Isso porque os quimioterápicos têm como característica atingir o DNA da célula tumoral sobretudo durante a divisão das células. “Quando a divisão é lenta, o efeito da químio é menor, portanto. E é nesse cenário que os novos medicamentos representam uma grande notícia”, diz Gustavo Guimarães, urologista do hospital A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo.
Todos os anos 60 000 homens recebem o diagnóstico de câncer de próstata no Brasil — é a segunda neoplasia mais comum entre o sexo masculino, depois dos tumores de pele. Quando a doença é diagnosticada e tratada precocemente, a cura chega a 97%. O problema é que dois em cada dez casos da doença no país são descobertos em fase de metástase. Nos Estados Unidos, esse índice cai à metade. Diz Marcello Ferretti Fanelli, diretor da Oncologia Clínica do A.C. Camargo: “Conseguiremos reverter essa situação com investimentos na prevenção”. Lembre-se aqui do bê-á-bá: homens que pertencem a grupos de risco, como os pacientes negros ou com casos de câncer de próstata na família, devem fazer exames de rotina anuais a partir dos 45 anos. Os que não correm risco, a partir dos 50 anos. Os exames consistem no teste sanguíneo do PSA e no toque retal. Ainda há muito a ser feito — apenas metade dos brasileiros com mais de 45 anos vai ao urologista regularmente.
Nordeste em movimento - ANTÔNIO MÁRCIO BUAINAIN
O Banco do Nordeste tem promovido estudos sobre as perspectivas de desenvolvimento do Nordeste que revelam que a economia regional está em movimento. Sob coordenação de Tania Bacelar e Leonardo Guimarães, possivelmente os economistas na ativa que melhor conhecem o Nordeste, os resultados preliminares indicam que a "região-problema" aos poucos se transforma numa "região com problemas", os mesmos que afligem o País como um todo, embora com intensidade muito mais elevada. Apesar da persistência das disparidades regionais e da concentração da pobreza no Nordeste, já não é possível esconder, nem para manter o justificado e necessário tratamento especial que a região recebe, os novos Nordestes dinâmicos que estão emergindo e que, em muitos casos, já são realidade.
O professor Gustavo Maia Gomes, da UFPE, sintetiza as principais transformações econômicas. Enquanto a agricultura dos cerrados e os polos de irrigação recolocaram a região no mapa do agronegócio brasileiro, a grande indústria regional - simbolizada nas fábricas de automóveis, estaleiros, siderúrgicas e refinarias em construção ou projetadas - está renascendo. Após séculos de concentração no litoral, o dinamismo está atravessando os agrestes e desbravando os sertões, onde cidades de médio porte, povoadas por pequenas e médias empresas, vão se consolidando como hub de negócios que atraem e absorvem a população local que antes migrava para as capitais.
Em muitas cidades do semiárido o setor serviço está se modernizando, puxado pela construção de centros comerciais, expansão da rede de ensino superior e consolidação de polos médicos, entre outras atividades. Novos projetos de mineração estão em curso e têm potencial para movimentar economias locais estagnadas e sem perspectivas. É provável que, em poucos anos, a fotografia do semiárido seja um campo de torres de geração de energia eólica, que se espalham em todos os Estados, com grande potencial de crescimento. Analisados em conjunto, pode-se afirmar, sem incorrer no exagero propagandístico dos governos, que a economia nordestina está sendo revolucionada. Maia Gomes considera que "metade dessa renovação se deve à chegada do capitalismo ao Nordeste e que a outra metade é obra do Estado. Neste caso, os dois não brigam, mas se complementam".
Também não é possível esconder o Nordeste que resiste às mudanças, representado por parte do setor sucroalcooleiro, pelos latifúndios e minifúndios do semiárido, pelo empreguismo público e pelas muitas famílias pobres que vivem das transferências governamentais e compõem a "economia sem produção", no dizer de Maia Gomes. Para ele, "metade dessa mesmice se deve à falta de capitalismo e a outra metade é obra do Estado, que protege os ineficientes e considera a questão social um caso de esmolas. Os governos do bem e os empresários da boquinha não são inimigos. São sócios".
Um dos principais gargalos é a precariedade da infraestrutura, que no Nordeste é ainda mais indigente do que nas demais regiões do País (exceto a Norte). Há anos o governo vem anunciando grandes investimentos em infraestrutura, que deveriam equacionar as deficiências e pôr o País em condições de igualdade para competir com o resto do mundo. Não se discute a extrema relevância das obras em curso para a economia regional, mas Maia Gomes estima que o investimento anual em infraestrutura no Nordeste é pouco mais da metade do que seria necessário, o equivalente a 6% do PIB por ano para manter o projeto de crescimento da região. Segundo ele, "é realmente menos do que muito pouco".
Não parece haver dúvidas sobre qual Nordeste prevalecerá, mas não se pode dar por descontado que o atual ciclo de crescimento se sustente sem ajustes importantes na política pública. A mudança de postura do governo federal em relação à privatização de serviços, construção e operação de infraestrutura é, sem dúvida, a maior novidade e fator de otimismo de que o movimento pode continuar. Mas tiro no pé parece ser um dos esportes preferidos de Brasília. Fiquem atentos!
Do Estadão
MANCHETES DOS JORNAIS
Estado
Aqui-MA:"Sapão" mata criança de seis anos
O Estado do MA:Horas de caos em SL
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Região
Jornal do Commercio:Pedofilia condena a igreja católica
Meio-Norte:PI tem maior redução no deficit de moradia
Nacional
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Brasil Econômico:Total negocia compra da distribuidora Ale
Correio Braziliense:Ministra vê retrocesso no lobby contra pensão
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Estadão:Após ajustes, licitação da BR-163 atrai sete grupos
Estado de Minas:A morte no caminho da cura
Folha:Dilma resiste a fórmula para reajustar gasolina
O Globo:Privatização de aeroportos: Melhoria no Galeão só será sentida 6 meses após Copa
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Zero Hora:Mensalão sacode o judiciário: Barbosa vira alvo de juízes
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
"É Tudo Verdade" foca "Serra Pelada - A Lenda da Montanha de Ouro" no Canal Brasil
Entre os entrevistados está Sebastião Curió, major do Exército conhecido por comandar a repressão contra a guerrilha do Araguaia, nos anos 1970. Ele foi enviado a Serra Pelada para organizar o garimpo e impôs regras que mudaram a vida dos moradores. Mais tarde, tornou-se prefeito da cidade batizada com seu nome, Curionópolis. Isso tudo está fora do filme estrelado por Juliano Cazarré e Júlio Andrade, com figurino inverossímil.
Além das pessoas que largaram tudo para tentar a sorte em Serra Pelada, são ouvidos o empresário Eliezer Batista, pai de Eike Batista e ex-presidente da Companhia Vale do Rio do Doce, o jornalista Ricardo Kotscho, autor do livro "Serra Pelada: Uma Ferida Aberta na Selva", e o fotógrafo Sebastião Salgado, que registrou imagens dos conflitos entre mineradores e a polícia.
NA TV
Serra Pelada - A Lenda da Montanha de Ouro
Exibição do documentário de Victor Lopes
QUANDO hoje, às 22h, no Canal Brasil
CLASSIFICAÇÃO 12 anos
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